17 de nov de 2013

One shot - the love of my life.

Ei amor, sou eu, só queria ligar para dizer que Eu te amo muito, muito, muito, muito, só queria que você soubesse que você é minha princesa, e que você é digna de todo o amor do mundo, você é o amor da minha vida.
—Selena Gomez.
*Aviso: leia atentamente, pois essa one shot é bem complicadinha.*- Carol
Coloquei a mala no chão do quarto, o vi do mesmo jeito que deixei, até mesmos as fotos dele, elas ainda estavam grudadas nas paredes. Sai do quarto, tendo a linda visão de Julie e seus filhos, eles estavam tão felizes, Kyle estava do lado, sendo esmagado e forçado a entrar nos abraços. Kyle se levantou do sofá e me abraçou, ele estava tão grande, já estava mais alto que eu, e seu cabelo estava com um topete fofo, deixando para trás o cabelinho de lado.  A noite já caia, e Julie havia acabado de me entregar um antigo diario, onde escrevi tudo, desde a ultima estadia dele aqui... 
7 anos atrás. 
  Soltei meu cabelo, e removi os cílios postiços, meu batom já havia sumido, deixando apenas algumas manchas vermelhas em minha boca, passei um papel. Fechei a cortina, tirando o vestido e jogando-o, peguei uma calça de moletom e uma blusa. Abri a cortina, vendo a luz do outro lado acesa e ele sentado no telhado. Ele me olhou e sorriu, fechei a cortina, ouvi-o me chamar. Abri novamente, ele chamou-me com a mão, fiz que não com a cabeça, ele assentiu sem sorrir, ignorei e voltei a fechar a cortina. Deitei na cama, estava sem sono, mas forcei-me a deitar. A luz já apaga fazia-me concentrar no barulho logo ao lado, me levantei, abri uma parte da cortina, tendo a vista de Justin em seu quarto com alguns, eles tocavam violão e Justin cantava, mas sua voz não chegava até aqui. Abri um pouco da janela, fazendo o som dos violões parecerem mais altos, sua voz invadiu  meu quarto, suspirei e voltei a me deitar. Olhava para o vão da cortina, que mostrava uma parte do meu telhado e o telhado do vizinho, a musica parou, e um pedaço de seu invadia a minha visão. Olhei para o relógio no crido mudo,  indicava 03:30, virei para dormir.

— Sério Julie, ele votou! — Afirmei para minha irmã.
— Sério mesmo? — Assenti. — Como você sabe?
— Nossa casa é grudada com a dele, o quarto dele é na frente do meu!
— Sei lá Sam... — Ele se levantou da cadeira. — Eu vou pro meu quarto, amanha vai ter uma baita prova na faculdade.
— Ainda não está de férias? — Negou com a cabeça. — Beleza, eu vou ver se o Kyle vai querer ir ao parque.
Cheguei correndo, vendo Kyle, meu irmão, brincando com seu amiguinho,Charlie, sorri e  fui em direção a eles, e logo os dois me olharam.
— Querem ir ao parque? — Ele se entreolharam com medo, e assentiram. — Vamos! — Eles sorriram e pegaram seus carrinhos, peguei minha bolsa, tirei o dinheiro e corri com os dois até ficarmos cansados.

Kyle e Charlie me puxaram para brincar com ele, parei na arvore e comecei a contar, comecei a procura-lo, eles estavam  atrás da arvore, fingi que não vi e assustei-os, que logo sairão correndo, corri atrás deles, sorrindo. Sentei-me na grama, Kyle se sentou ao meu lado, olhou para o carrinho de sorvete e logo me olhou. Tirei o dinheiro do bolço e lhe entreguei, ele correu junto com Charlie e os dois pegaram sorvetes de chocolate. Sentou-se novamente do meu lado, lambendo o sorvete que caia em sua mão, olhei para Charlie que fazia o mesmo, ambos estavam com os rostos lambuzados, ri.
— Olha Sam, o Jaxon e a Jazzy. — Ele sorriu.  — Vamos falar com eles? — Confirmei e me levantei, eles correram para jogar o palito no lixo e lavaram a mão na torneira que estava bem ao lado. Fui até eles, passei a mão em seus cabelos, os dois reclamaram, mas logo voltaram a correr para perto do Justin.

Sentei-me em um banco, olhando-os brincar de esconde-esconde. Justin se sentou ao meu lado, ele passou a mão no cabelo, olhei para ele, sorriu.
— Por que não for pro telhado ontem? — Ele tentou puxar assunto.
— Estava com a maquiagem borrada.
— Pelo que eu vi ontem, estava linda! — Ele sorrio para a arvore, abaixei o olhar.

Olhei no relógio, indicava 16:20, olhei para os meninos que brincavam com Jaxon e Jazzy. Suspirei e fui até eles, que estavam sentados.
— Kyle, Charlie, vamos!
— Só mais um pouco!
— Não, vamos embora, depois vocês vão na casa deles!
— Deixa eu ir com o Justin?
— Mas ai eu vou sozinha, não quero ir sozinha! — Eles riram e se levantaram.
— Querem uma carona? — Justin falou, já pegando Jazzy no colo e Jaxon ficou correndo.
— Quero, quero sim. — Ele riu, as crianças se juntaram e assim foram para o carro.

   Justin parou, desceu e logo abriu a porta para as crinças, abri a porta e sai. Kyle estava indo pra casa de Justin, o gritei, avisando que o jartar já deveria estar pronto, ele e Charie voltaram correndo, acenaram para Jazzy e Jaxon e logo entraram. Olhei para Justin.
— Obrigado pela carona.
— De nada. — Ele sorriu.
— Justin, vai ter o baile da escola, bom, você quer ir? Bom, para se enturmar.
— Eu já morei aqui Samanta! — Ele riu mais uma vez, sorri sem graça.
— É que faz tanto tempo... —  Ele assentiu. — Bom, eu vou entrando, tchau! — Acenei e entrei.

 — Você soube que o Justin voltou pra cidade? — Julie falou, olhando pra mamãe que sorria.
— Nós o encontramos no parque hoje!  — Charlie finalmente se pronunciou, abrindo um enorme sorriso.
— Sério? — Ela me olhou, reprovando-me.
— Eu esqueci de te contrar! Na verdade pensei que tivesse escutado, já que podemos escutar tudo dos vizinhos nessa casa!
— Para de reclamar Samanta! — Minha mãe sorriu, sempre gostou de Justin, desde pequeno.
— Podemos ir depois brincar lá na casa dele? O Jaxon e a Jazzy estão lá!
— Claro, aproveite e mande um beijo para a Pattie. — Kyle assentiu.

   Sai da mesa de jantar e subi para o meu quarto, olhei para o relógio e indicava 19:30, liguei para Ashley, que atendeu após dois toques:
— E ai Sammy! — Ela rio.
— Vai fazer o que hoje?
— Acho que ficar em casa, por que? 
— Queria sair! 
— Amanha tem uma festa para irmos, só que é da…

— Caitlin! Você me trouxe para festa da Caitlin? A Beadles? Ashley! — Ela rio e tirou o casaco.
— Não entendo essa cisma com ela, ela é fofa de mais! — Pegou duas cervejas, me oferecendo uma, neguei. — Só acho que você deveria tentar falar com ela... — Neguei e sai do seu lado.

   Caitlin parou a musica, anunciando algo que nem prestei atenção, ela com certeza estava bêbada! Justin a tirou de cima da cadeira, pegando-a e a levando para um quarto. Ignorei. A musica voltou a tocar, segui para a pista de dança, precisava me divertir. Jordan me puxou para dançar a musica com ele, aceitei. Ele colocou sua mão em minha cintura, movendo-a lentamente. Ri. Joguei minha cabeça para trás, soltando uma gargalhada, ele riu.
— Minha mãe sente sua falta! — Ele falou perto do meu ouvido.
— Eu sei, ela me ligou! — Ri — Fala pra ela que eu vou passa lá a poucas semanas.
— Falo sim! — Ele sorriu.
A musica foi trocada por uma barulhenta, ele soltou minha cintura, já indo encochar outras meninas, ri de sua atitude e fui a procura de Ashley, que obviamente estava perto da mesa de bebidas, conversará com um garoto, com certeza amigo de Caitlin. Fui até ela, a puxei para irmos, já havia passado dos limites. Um dos meninos gritou-a. Ela olhou e voltou para ele, fiquei ao seu lado.
— Samanta! — Virei, vendo um dos amigos de Justin da noite passada, não lembrará seu nome, mas pelo jeito ele lembrará do meu.
— Fale. — Falei um tanto grossa, querendo adiantar o papo.
— Você vai pra casa agora? — Olhei para Ashley já acabada e assenti. — Pode nos dar uma carona?
— Claro, pode me ajudar a levar minha amiga? — Apontei para Ashley, ele rio e logo assentiu. Peguei um baraço de Ashley e ele pegou o outro. Paramos em frente ao carro, soltei o braço da Ashley, o garoto que estava me ajudando a deu apoio, agradeci e abri a porta do carro. Ele pediu permissão pra entrar, gargalhei, ele sorria a espera da minha resposta,  falei que sim e logo entrou junto com Ashley, mais dois entraram, um veio para frente comigo.
— Querem que eu ligue o rádio?
— Não! — Justin falou, sentia o cheiro de bebida.
— Ok Justin.

   Coloquei Ashley em cima da cama, ela começou a tirar o vestido. Olhei para a cortina que estava aberta, a alertei, a mesma rio e começou a dançar apenas de lingerie em frente da janela. Olhei para o outro lado e vi Justin virado e o seus amigos já não estavam no quarto, empurrei Ashley para o canto do quarto, fechei a cortina, mas fiquei ali olhando-o, abri a janela.
— Pode olhar. — Sorri, ele se virou, estava completamente bêbado.
— Samanta, eu ainda posso te chamar de Sam? — Ele se apoiou na janela, assenti, ele sorrio. — Eu senti sua falta... — Suspirei, afundei o rosto nas mãos. — Eu te abandei, né?
— Você era só meu amigo, não tínhamos nada!
— Estávamos prestes a ter!
— Você está bêbado, entre e durma. — Ele assentiu e fechou a cortina.

   Justin saiu da sua casa, sua mão se posicionava na cabeça, Jazzy e Jaxon vinham atrás calados, ele me olhou e sorrio, me chamou com a mão, assenti e fui. Ele abriu a porta traseira para as crianças entrarem e logo abriu a da frente, e apontou-a para mim.
— Não, eu tenho várias coisas para fazer! — Falei o mais baixo possível.
— Por favor! — Ele sussurrou. Assenti e entrei.

   Jazzy deu um beijo em Justin e entrou na casa, Jaxon me abraçou e logo depois se despediu de Justin, sorri ao vê-los entrar, uma moça apareceu na porta, pediu para entrarmos, ele recusou e logo entrou no carro. Entrei logo em seguida. Justin fez um caminho diferente.
— Pra onde estamos indo? — Ele sorriu, ficou calado. — Justin, para onde? — Riu. — Para o carro, eu vou pegar um taxi! — Ele soltou uma gargalhada estranha e trancou as portas.

Justin lambeu o chocolate de suas mãos, ri da cena, ele me olhou, abaixei o olhar rapidamente. Ele colocou sua mão em meu queixo, levantou meu rosto, puxou minha cadeira para perto da sua, seu rosto foi ficando mais perto, já sentia sua respiração em meu rosto. Em poucos segundos seus lábios já estavam nos meus, sua mão puxou ainda mais meu rosto, o afastei, ele me olhou  desentendido.
—  Você foi embora! — Ele abaixou o olhar, mordeu o lábio inferior. —  Você nem ao menos se despediu!
—  Eu não queria te machucar...—  Sussurrou.
— Mas machucou! — Ajeitei o cabelo e me levantei. — Eu vou indo...
— Sua casa está longe!
— Eu pego um ônibus.
— Deixe eu te levar!
— Não precisa, eu vou passar na casa de uma amiga, ela mora aqui perto.
— Certeza? — Assenti e sai da lanchonete.

   Entrei em casa, eram 00:40, Ashley me deixou em casa e foi para a casa do seu pai, não a iria vê-la por três dias! Peguei um pouco d'água na cozinha e fui para o quarto da Julie, que estava com a porta aberta. Beijei sua bochecha, ela sorrio e se virou para mim.
— Justin ligou umas três vezes atrás de você, estava preocupado! Liga pra ele.
— Depois. —  Suspirei. — Vai ter que estudar amanha? — Ela negou.
— Por que?
— Quero ir a praia! — Ela sorriu. — Eu vou ir pro meu quarto, boa noite!

   Coloquei a cadeira na areia, coloquei a bolça logo ao lado, Kyle ficou sentado, brincando com a areia, Charlie já tinha ido para casa dele.
— Quer ir buscar o Charlie? Eu levo ele depois. — Ele assentiu sorrindo, peguei novamente as coisas e corremos para o carro. Joguei tudo no porta malas, Kyle já estava no banco de trás.
Parei em frente a casa do Charlie, a mãe dele me olhou suspeita, sorri e logo apareceu Kyle e a abraçou, ela sorriu.
— O Charlie pode ir pra praia com a gente? — Kyle pediu, já com as duas mãos juntinhas e fazendo bico.
— Ele ainda tem que se trocar...
— Eu espero, temos ainda uma tarde e tanto. — Ela sorriu e logo pediu para entrarmos.

   Coloquei novamente a cadeira na areia, peguei o protetor solar na bolça, chamei-os e logo os dois resmungaram.
— Sam, compra um baldinho para brincarmos na areia?
— Onde vende isso?
— Aquele moço vende! — Assenti e fui até o tal cara.
— Vou comprar um pros dois! — Eles assentiram e logo foram correndo brincar com as coisinhas que vinham dentro.

 Peguei o cobertor e me embrulhei com ele, desci as escadas,  abri a porta, Justin estava parado a frente, sorrio.
— São quase 5 da amanha e você me aparece? — Ele entregou-me as cartas recebidas hoje. Mesmo que ele não fique em casa, minha correspondência ainda vai pra lá. — Obrigada, era só isso? — Ele assentiu e entrou no meio da neblina. Entrei em casa e joguei as cartas em cima da mesa, não tem nada pra mim mesmo, deitei novamente na cama, me cobri. Olhei para janela, Justin estava sentado no telhado, um cigarro na boca, suas mãos cobertas por luvas, seu pescoço havia um cachecol, levantei, indo pra janela, pulei e sentei-me no telhado.
— Fumar faz mal! — Ele olhou-me, fez uma cara obvia.
— Gostar de você também, mas eu ainda insisto. — Suspirou e jogou o cigarro to telhado.
— Você não sabe como eu fiquei quando foi embora.
— Eu pedi desculpas depois!
— Sim, por um e-mail Justin!
— É, eu sei. — Nunca li o tal e-mail. — Mas eu te expliquei, eu expliquei que fui aceito em uma faculdade em outro estado, uma gratuita, a única coisa que precisaria era arrumar um novo emprego. — Ele riu, molhou os lábios com a língua. — Nunca tive uma vida fácil como a sua Samanta, eu só moro nessa casa porque um antigo patrão da minha mãe nos deu, nunca tive nada de mãos beijadas, minha mãe não podia pagar a faculdade, eu tive que trabalhar pois as contas estavam altas, você sabia Samanta,  você estava ali comigo! — Ele riu mais uma vez e passou a mão sobre o cabelo. — Mandei um e-mail explicando para todos os meu amigos, todos esqueceram,me  ligaram felizes, só não recebia a sua resposta, por que? Ah, é verdade, você não leu. — Ajeitou a blusa de frio e pegou mais um cigarro. — Fiquei bem curioso para saber o motivo, se era esse seu jeito de criança, achando que não vendo nada e não se lembra, ou seus amigos encheram sua cabeça. — Coloquei meu coberto até o pescoço.
— Você nunca entendera, você não se lembra! — Falei. Ele riu debochado.
— Eu não me lembro? 12 ano, você todo dia entrava no quarto do Josh, seu irmão mais velho, ia para o telhado para conversarmos  um dia suas amigas foram pra sua casa, elas não gostavam de mim, o Josh foi viajar, foram para o quarto dele,  eu fiquei a noite inteira esperando você sair, mas quando viu-me fechou a cortina. — Eu não me lembrava. — 14 anos, finalmente te levei para conhecer meus amigos, eles tentavam te ajustar, procuravam assuntos com você mas os contava,  ai você recebeu uma mensagem de uma amiga convidando para ficar na casa dela, você nem se despediu, só acenou e saiu. — Deu uma pausa. — 16 anos, eu te convidei para ir ao baile da minha escola, você me perguntou se meus amigos estariam lá, eu confirmei e você falou que mostrou as fotos deles para suas amigas e elas acharam eles feios. Ah, e também tem uma engraçadíssima, 16 anos, você falou que não iria no acampamento porque ia ficar na casa de uma amiga, e essa amiga depois deixou você cuidando do irmão mais novo dela e foi para uma festa, você lembrava Samanta? — Neguei. — É claro que não, pois  as suas  merdas você esquece! Samanta, nos conhecemos 1996, eu cinco e você quatro,  você acha que eu esqueceria? — Dei de ombros. — Eu vou dormir, tchau.
Acenei e fiquei para ver o nascer do sol, apertei mais a coberta sobre o corpo, olhei para onde o sol nasceria, sorri.
   Me levantei da cama, desci as escada, vendo apenas o sol entrando pela janela, corri para fora e fui até a casa de Justin, bati na porta. Pattie me atendeu sorrindo, convidou-me para entrar, assenti e entrei saltitante.
— Só um minuto, vou chamar o Justin! — Ela subiu, me sentei no sofá e peguei o celular pra disfarçar. Ela voltou, Justin veio logo atrás com um balde de pipoca na mão, estava rindo.
— Oi Samanta! — Falou, ainda rindo.  Pattie nos olhou e saiu da sala.
— Eu queria te pedir desculpas...— Falei baixo.
— Está tudo bem, era só isso? — Neguei. — Fale.
— Você desistiu de mim?
— Não, eu apenas desisti   de ‘nós’. — Abaixei o olhar, fechei os olhos e suspirei, olhei-o.
— Então é o fim?
— Talvez...
— Eu preciso de uma certeza. — Justin puxou meu rosto, colou nossos lábios, prendeu-me na parede, ele deu-me um abraçosoltou, o olhei desentendida.
— Eu vou indo jogar vídeo game. — Assenti sorrindo. — Pode vir aqui em casa mais tarde?
Alguns dias depois
 Ouvi a porta se bater com força, passos fortes na escada de madeira, Pattie pedia para ir mais devagar ou iria acordar-me, os passos pararam e logo mais uma porta foi batida fortemente, me levantei da cama, corri para a sala de jantar, vi seu carro sair as pressas, sentei-me no chão, estava com seu moletom, seu cheiro estava nele, inspirei seu perfume, lágrimas caíam, deixando o pobre moletom molhado. Levantei-me do chão frio, corri para o quarto do Justin, você só pode estar brincando comigo.
Um dia atrás.
   Justin puxou-me para perto de si, começou a dançar no meio da sorveteria, pessoas nos  olhavam, vários casais se juntaram, rimos. Justin correu até uma lanchonete dali e pediu dois hambúrgueres.
— Eu não como mais nada! — Ele insistiu. — Pra que?
— Por que é o único jeito de cantarmos naquele palco!
— Eu não canto naquilo nem ferrando! — Ele sussurrou um vamos, assenti. Ele me guiou até o pequeno palco, pediu para colocar uma batida, ele pegou dois microfones e me entregou um, fechei os olhos, a musica era uma bem conhecida. Justin pediu para que embrulhassem para viajem os lanches. Corremos mais uma vez até onde seu carro estava estacionado, ele abriu a porta pra mim e logo correu para abrir a sua.
— Pra que tanta pressa?
— Nossa sessão começa em menos de meia hora e ainda tenho que comprar a pipoca.
— Justin, o que está acontecendo?

   O filme acabou, levantei para sair, Justin segurou meu braço, me sentei novamente, todos já haviam saído da sala, ele riu sapeca. Ele subiu em cima da poltrona, pulou para segundo.
— Sam, faz isso também.
— Não.
— Para de ser sem graça!
— Não Justin!
— Vem logo.

   Justin corria pelo shopping vazio, ele ria do eco, fui atrás dele, gritei, ri. Ele pegou o celular e colocou uma musica, olhei para os lados e dancei da forma mais louca, seus braços contornaram minha cintura, abaixei e peguei meu celular, a musica foi tocando enquanto saiamos do shopping.
— Quero te mostrar uma coisa! — Falei baixo.
— O que?
— Posso dirigir?
— Pode né.
  
   Parei em frente a escola onde Justin estudava, ele me olhou confuso, desci do carro, ele veio atrás. Pedi para um guarda abrir a escola pra mim, ele abriu sem perguntar o porquê,  sorri para ele, ele retribuiu. Corri sobre os enormes corredores, subi as imensas escadas até o ultimo andar, o telhado florido, Justin sorriu.
— Eu vinha aqui para lembrar de você, e aquele moço sempre me deixava vir aqui de madrugada. — Ele riu. — Da primeira vez que vim aqui eu estava chorando, ele perguntou o que tinha acontecido, eu apenas falei que precisava ir ao telhado, ele não queria me deixar entrar, eu implorei, ele deixou, eu lembro que subi aqui e ter me deitado no chão, eu arranquei tantas pétalas de várias flores, eu te xinguei muito! — Ri.
— Eu te amo Samanta! — O beijei.

   Justin me jogou na cama, subiu-se em cima de mim, seus lábios foram para o meu pescoço, suas mãos apertavam minha cocha, tirei rapidamente sua blusa, ele tirou o meu vestido, deu alguns chupões em meus seios, gemi baixo. Arranquei sua cueca, ele retirou minha calcinha, jogando-a para bem longe, penetrou-me, gemi alto, beijou meu pescoço, arranhei suas costas, ele gemeu de dor.
   Coloquei minha calcinha e um moletom, ele me abraçou pela cintura, beijou minha bochecha e sussurrou no meu ouvido; Eu preciso de você.

Um ano depois.
   O taxi parou em frente a minha casa, dei o dinheiro para o senhor que aparentava ter uns 50 anos, ele sorrio para mim, sai do carro e ele veio atrás, abriu o porta malas e pegou a enorme mala de rodinhas. Corri para dentro da casa, minha mãe colocando os pratos sobre a mesa, olhei para Kyle que assistia TV, Charlie brincava com um carrinho e Julie não comparecia naquela imensa sala. Abracei minha mãe, que caiu aos choros quando me viu, Kyle e Charlie me deram um caloroso abraço, Julie desceu, dando um beijo em minha testa, sorria.

   Olhei para a janela logo a frente, a luz se acendeu, ele apareceu junto com uma garota, eles se deitaram na cama, a cortina continua aberta, deixando a mostra a felicidade do casal. Fecho os olhos. A porta do quarto se abre e é Julie me chamando, olhei-a.
— O Nick te espera lá fora. — Assenti e coloquei o outro par da sapatilha. Desci as escadas, dando de cara com Nick parado em minha frente, sorri.
— Oi amor! — Pulei em seus braços, ele me segurou e girou, sorri.

   Sentei-me no telhado, ele estava na janela, ele a pulou e sentou-se no telhado também, o olhei e sorri.
— Onde estava?
— Pelo mundo, e você?
— Na faculdade.
— Nem um e-mail você deu.
— Eu tinha que ir.
— É, mas eu acreditei nas suas palavras.
— E elas foram verdadeiras.
— Tanto que está com outra.
— Você está namorando.
— Eu precisava seguir em frente.
— Eu também.
— Você quem me deixou.
— Eu voltei, você quem resolveu ir.
— Eu desisti de nós.
— Eu não.
— Eu perdi as esperanças.
— Eu vou continuar a lutar por você.
— Eu estou cansada de te esperar.
— Eu vou te fazer sorrir.
— Você já me fez chorar.
— Eu te fiz feliz.
— Eu não aguento mais.
— Espere só mais um pouco.
— Você está com outra.
— Ela é só algo passageiro.
— Seu cheiro ainda está no moletom.
— Eu guardei seu perfume.
— Eu sinto sua falta.
— Eu quero tê-la para mim.
— Não vá embora.
— Eu preciso.
— Vamos ficar juntos.
— Eu não posso.
— Me leve junto.
— Arrume suas malas.
— Promete nunca me abandonar?
— Venha comigo!
— Eu não posso.
— Eu preciso de você.
— Eu não gostei dela.
— Algo no seu namorado faz com que eu acredite que ele não é o cara certo.
— Seu coração pertence a mim.
— Você é minha.
— Aquela cama é nossa, tire-a de lá.
— Esses lábios são meus, não o deixe tocá-los.
— Eu quero você aqui.
— Eu preciso de você lá.
— Eu preciso de você.
— Eu quero tanto te levar comigo.
— Eu desejo você me abraçando.
— Arrume suas malas.
— Eu estou com medo.
— Eu estarei com você!
— Promete?
— Sim.
— De dedinho?
— De dedinho

Dias atuais..
Me vi sentada no telhado, olhando fixamente para a janela ao lado, e já chorava, sentia-me cada vez pior, talvez por lembrar-me dele. Julie bateu na janela, sentando do meu lado.

— O que foi? — Ela olhava para a janela ao lado, mas ao contrario de mim, ela sorria. 
— Eu sinto falta dele, sinto muita falta.

Seis meses trás. 
Justin colocou uma camisa, eu tentei alcança-lo, já que o mesmo andava rápido e dava passos fortes, eu ria de seu ciumes meio besta, o gritei, tentando trazer sua atenção para mim, mas ele continuava a ir atrás do cara que me cantou na piscina, eu gostava disso. Segurei seu braço, tentando acalma-lo, mas continuava a bufar pelas narinas, era tão fofo, que o maximo que consegui fazer foi beija-lo, e indicar para irmos a um restaurante, pelo menos para refrescarmos a cabeça, eu precisava disso, queria contar que estava gravida. 
Justin sentou-se na mesa, pediu um vinho e um prato  com nome estranho, mas que parecia ser bom. Segurei sua mão, respirei para falar, senti meu corpo tremer, apesar de não ter muito sentido. 
— Jus...— Ele concentrou seu olhar em mim. — Eu estou gravida. — Esperei vê-lo surpreso, ou nervoso, mas ele sorriu, e logo acenou para um garçom, para que se aproximasse, ou não sei. O garçom trazia champanhe  e uma linda caixinha aveludada branca, e eu senti que talvez soubesse o que estava acontecendo, e estava certa.
— Samanta Galey Hollus, quer se casar comigo? — Eu não sabia o que fazer, apenas concordei, já chorando, e um enorme sorriso estava em meu rosto!
O jantar já terminará, e um anel continha em meu dedo, e algo que não saia da minha cabeça: eu estava noiva! Já montava em minha cabeça vários vestidos, e sentia que seria um casamento perfeito! Entramos no estacionamento, não sabia o que estava acontecendo, apenas me senti arremessada para o lado, e um barulho de tiro. Acordei em uma sala de hopital, meu braço enfaixado e um péssimo presentimento ao ver minha mãe chorar ao meu lado. 
— Cade o Justin, mãe? — Eu apenas passei a mão em minha barriga, lembrando que daqui a sete meses teria o nosso filho. 
— Querida, o Justin faleceu. — Ela chorava, e eu não me via melhor, senti que ali mesmo eu poderia morrer e não me arrependeria, e para meu mundo desabar ainda mais, minha mãe falou: você perdeu o bebe, minha filha. 

O que acharam? 
Carolina. 

6 comentários:

  1. Oh God :(
    Que triste, Jus morreu, o bebê tbm e a menina?!
    Eu adorei, muuuuuuuuuuuuito bem escrito.
    Parabéns, você tem um dom incrivel. Eu me arrepiei inteira lendo, e chorei.

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  2. não curti, achei ofensivo. kk

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  3. meeeeeeeeeeeu sagrado jerry, oq foi isso? chorei mt

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  4. EU N GOSTEI VC N TINHA O DIREITO DE MATAR O JUSTIN E O BEBE VC NÃO N-Ã-O TINHA E NÃO TEM Q MERDA ELES SOFRERAM TANTO PRA DEPOIS QUANDO ELES IAM SER FELIZ VC MATA O JUSTIN E O BEBE VC N SABE MAIS EU JÁ CHOREI O OCEANO PACIFICO AQUI :'( VC N TINHA ESSE DIREITO Q MERDA :'(

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