28 de set de 2013

Losing Grip - Capítulo 12

Até o fim da semana nada de muito interessante aconteceu. Eu seguia minha vida normalmente, mas confesso que já estava ficando um pouco entediada. Pra quem está acostumado a freqüentar as melhores baladas do mundo e viver várias aventuras, cair na rotina pode ser o começo do fim do mundo. E pra piorar, eu tinha que aturar Hanna me infernizando todo o tempo, dizendo que era melhor eu me afastar de Justin, disse que ele me faria sofrer e ela só estava fazendo o favor de me avisar. Eu já estava farta. Precisava urgentemente de algo que me distraísse e fizesse a adrenalina voltar ao meu corpo. Eu sentia falta de novas experiências, de me sentir viva.

No sábado, logo cedo, fui ao apartamento de Justin. Eu tinha bolado o plano perfeito para sair daquela mesmice. Eu estava mais madura, mas isso não quer dizer que eu precise só trabalhar. Justin demorou um pouco para me atender, mas assim que o fez, entendi a demora. Ele estava no banho. E sei disso porque ele abriu a porta usando somente uma toalha que estava amarrada à sua cintura. Uma corrente elétrica percorreu meu corpo. Aquela era definitivamente a visão do paraíso. As gotas que caíam de seus cabelos percorriam seu abdômen e paravam onde a toalha estava. Desejei que a toalha não estivesse ali e eu pudesse contemplar o caminho completo daquelas gotas. Justin, ao perceber minha distração passou uma das mãos em frente ao meu rosto.

-Tenta não babar, Claire. –ele então piscou pra mim de forma extremamente sexy.

-Eu só... Só estava... Eu. –ele riu do meu nervosismo. Droga, ele tinha que me deixar assim sempre?

-Relaxa. –ele sorriu de canto. –Entra aí. –e então me deu passagem. –Fica a vontade, vou só colocar uma roupa.

Fiquei olhando ao redor, por mais que eu já tivesse estado ali antes, o apartamento de Justin sempre seria carregado de mistérios pra mim. Além de me deixar extremamente excitada a idéia de nós dois termos dormido juntos naquele sofá. Logo ele voltou pra sala e ficou me olhando, esperando que eu dissesse o que estava fazendo ali tão cedo.

-Eu tive uma idéia de algo pra fazer hoje. –eu comecei a me animar. –Algo realmente sensacional.

-Tudo bem. –ele me olhou desconfiado. –E você veio até aqui por que...

-Por que eu preciso de alguém pra ir comigo. –fiz uma carinha de cachorro sem dono na esperança dele topar. –A Amber ta de caso com o Brayan, os dois saíram juntos.

Justin ficou apenas me olhando.

-Por favor, Justin. –juntei as mãos em forma de súplica. –Eu não faço algo que me interessa há meses. Eu preciso me divertir.

-Onde você quer tanto ir?

-Bom, isso é surpresa. –o olhei inocente. –Mas aposto que você vai amar.



-Você ficou louca, Claire?!? –Justin disse apavorado assim que chegamos ao destino.

-Vai me dizer que nunca quis fazer isso? –eu perguntei.

-Eu gosto muito de viver.

Nós estávamos no alto de uma ponte. Até aí tudo bem. Mas eu tinha levado Justin pra pular de bungee jump. Eu não achei que ele fosse ficar tão histérico. Qual é? Todo mundo já teve vontade de fazer isso. Certo?

-Eu não vou pular nessa coisa. –ele me olhou bravo. –E nem você.

-Como assim? – o olhei incrédula. –Você não é meu pai. Eu vou pular. E você também.

-Mas não vou mesmo. Já pensou se essa corda arrebenta?

-Você é muito medroso pra um cara cheio de tatuagens. –o olhei de forma sínica. Essa seria a forma que eu o convenceria a fazer isso.

-Eu te odeio. –ele então me fuzilou com o olhar e passou por mim indo em direção a equipe que nos prenderia à corda.

Quando eu já estava presa me pus ao lado de Justin, que olhava aflito pra debaixo da ponte.

-Feche os olhos e lembre-se de alguém que já se foi. –eu segurei a mão dele. –Pense em como é maravilhoso se sentir vivo e poder fazer coisas como essa.

Ele então olhou pra mim de forma tão profunda que apertei mais sua mão. Eu estava prestes a pular de um precipício, mas ali, com Justin eu me sentia extremamente segura. Eu senti como se nada no mundo pudesse me deter, eu me senti completa. A parte de mim que sempre faltou agora eu tinha. E eu estava adorando essa sensação. De mãos dadas, nós então pulamos.


-Isso foi louco, insano, irresponsável e incrível. –Justin disse eufórico enquanto dirigia de volta pra casa.

-Estar ao meu lado trás esse tipo de sensação. – o olhei e nossos olhares se cruzaram de forma tímida.

- A gente podia, sei lá, voar de asa delta. –ele dizia animado. –O que acha?

-Podemos marcar. –eu ri.

Ver Justin tão solto e entusiasmado era ótimo. Ele sempre quer fazer tudo certo, sem riscos. Ela totalmente renovador vê-lo tão vivo.

-Acho que vou te jogar mais vezes de uma ponte. – o olhei sorrindo. –Te ver tão animado é incrível.

-Eu não me sinto assim há muito tempo. –ele sorriu.

Quando chegamos ao prédio Justin me pediu que entrasse em seu apartamento. Me sentei no sofá e ele foi até a cozinha pegar alguma coisa. Como ele estava demorando muito, fui até lá saber se ele precisava de 
ajuda.

-Tudo certo aí, Justin?

-Tudo sob controle. –ele se virou de uma vez e fez com que nossos rostos ficassem a centímetros de distancia. Ficamos nos encarando por alguns segundos. Sua respiração quente se misturava com a minha e qualquer movimento que fosse feito seria o suficiente para que nossos lábios se encontrassem.

-Eu ... Eu. –Justin tentou dizer, com seus olhos fixos aos meus. Mas a única coisa que ele fez foi me beijar. De forma quente e maravilhosa. Nossas bocas se encaixaram perfeitamente e sua língua se enroscava a minha me causando borboletas no estomago.

Ele levou suas mãos firmes até minha cintura e me trouxe ainda mais pra perto dele. Num impulso me jogou no ar e eu prendi minhas pernas em sua cintura. Sem parar o beijo, Justin foi andando e me deitou delicadamente no sofá, ficando por cima de mim. Minhas mãos bagunçavam seu cabelo e arranhavam suas costas, tamanha era a excitação de tê-lo ali, de forma tão intima. Suas mãos por sua vez, arranhavam minhas pernas e apertavam minha cintura. Ambos arfávamos, era como se estivéssemos esperado por esse momento por anos, até mesmo vidas. Eu o desejava de forma tão intensa e pela forma como ele me tocava sabia que ele também me desejava assim. Eu estava perdida naquele momento, quando meu celular tocou. Justin se desvencilhou de mim bruscamente e eu gritei de raiva. Quem era o filho da puta que ousou atrapalhar esse momento? Assim que olhei no visor vi que era minha mãe, por um motivo que não sei explicar um arrepio me percorreu a espinha. Eu senti que se atendesse, não seriam boas as coisas que eu ouviria.

                                                               ...  
Olá meninas, como estão?? Gostaram do capítulo?? Espero que sim. E se preparem que o proximo capitulo vai ter muitas revelações. Então comentem bastante que eu posto o proximo rapidinho. Qualquer pergunta só mandar no ASK. Um beijão e até o proximo.

23 de set de 2013

SELETIVAS!

Acho que eu não preciso mais falar sobre regras gramaticais e o caralho a quatro que eu falo toda vida quando vou fazer essas seletivas. Regra principal: QUERO HISTÓRIAS ORGANIZADAS. 

As histórias não podem ser grandes, entendam isso. E elas têm que serem chamativas. Como sempre, eu vou ler e escolher as melhores.

Outra coisa: COMPROMISSO. 

Enfim, se eu já era chata nessas seleções, se preparem porque eu tô pior nessa. Tô até pensando em enviar respostas para os e-mails de vocês. NÃO QUERO QUE FIQUEM CHATEADAS OU ALGO DO TIPO. Só vou dar minha opinião. [que nem vocês fazem conosco, e devo salientar, [salientar?] que ás vezes aparecem algumas leitoras muito chatinhas que só sabem nos criticar e isso enche o saco, porque quantas vezes eu vou ter que dizer que isso aqui não é nem um emprego pra vocês exigirem tanto de nós?]

Acho que é isso. 

E-mail: iallym19@gmail.com
Contato: @itsmykidrauhl 

Vocês tem até o dia 15/10 (prazo adiado devido uns problemas) para enviarem e dessa vez não vou aceitar nada fora do prazo. 

Ps. Quero que deixem seus contatos, twitter, facebook, qualquer coisa que tiverem. 

E SÓ PRA REFORÇAR: Lembrem desse último post > http://imagine-belieber.blogspot.com.br/2013/03/seletivas-postagem-relampago-fics.html < e tentem não cometer esses errinhos uó que não vão ajudar vcs em nada, se eu ver alguma coisa do tipo, vou descartar. 

Última coisa: BOA SORTE.   

(se foi um ctrl + v do último post? pois é. preguiça mode on ~)

PS. Serão escolhidas mais gente do que antes devido a Gio e eu estarmos apenas monitorando as coisas, a gente tem um projeto novo pra se dedicar, enfim. Não sei quantas serão escolhidas, vai depender do que eu encontrar, do que me mandarem. blz? blz. De qualquer forma, eu falei com a Gio e ela me deu carta branca pra fazer o que eu quisesse aqui. :3

PS2. Vou postar os capítulos de chosen q estão prontos, os que eu achar kk quer a gio ou não. Eu falei que se ela não postasse, eu ia.

Xx

Ally

Chosen 7

Havia voltado a olhar para a árvore, desviando a atenção da comemoração excessiva de Justin e sua equipe. Vi novamente uma movimentação atrás da árvore, e já estava sentindo todo àquele medo da outra vez voltar, quando de repente, outro sentimento toma seu lugar.

O ódio.

Continuei observando àquele movimento, quando de repente aquele garoto pálido aparece de novo, mas dessa vez com o rosto manchado de vermelho, enquanto limpava as mãos com um pano, tirando algo da mesma cor. O menino levou o pano até seu rosto, e após de passá-lo pela terceira vez, já sem a maquiagem, seu olhar se deparou com o meu.


Ele foi mais rápido. Assim que percebeu meu olhar mortal em sua direção, correu tão rápido que nem se eu tivesse as pernas mais longas do mundo eu o alcançaria. Logo me lembrei quem era. Havia o visto no meu primeiro dia aqui, quando entrei no quarto do Justin e... Oh, Justin!

Claro, só poderia ser coisa dele! Como não havia pensado nisso? Ele me viu indefesa no dia que estávamos no quartinho e decidiu usar isso contra mim para ganhar o jogo. Devem ter combinado tudo isso no interválo, por isso voltaram tão seguros! 

Ah, ele vai pagar por isso.

Antes que pudesse me dar conta do que estava fazendo, já estava sentada de quatro em cima do Justin que foi jogado no chão, com as mãos envolta do seu pescoço.

- Você... Ficou maluca? - Justin murmurou com dificuldade e eu apertei sua garganta com ainda mais força. Seu rosto já estava vermelho e seus olhos pareciam sair de seu rosto. Mas eu não estava nem ai.

- Pensei que haviam ficado, até ver o seu amiguinho! - cuspi as palavras. De súbito Justin mudou a expressão do seu rosto. Ele adquiriu um sorriso malicioso e soltou uma gargalhada.

- Não vai sair correndo assustada dessa vez? - ele não pronunciou a última palavra pois eu pressionei seu pescoço novamente, fazendo-o tossir, mas eu consegui entender.

- O QUE ESTA ACONTECENDO AQUI? 

Olhei vagamente para o lado e vi Susan em seu traje esportivo nos olhando com os olhos arregalados. Parecia estar desesperada, pelo seu tom de voz. Caminhou até nós e puxou meu braço, tirando-o do pescoço do Justin, que respirou profundamente tossindo um pouco.

- Você quer matar ele?

- Na verdade, quero sim! Ele pediu para um amigo se fantasiar e me assustar, me deixando desconcentrada, então ele aproveitou a oportunidade e me acertou. Ele é um trapaceiro! 

Tentei manter a calma. Saí de cima de seu corpo quando percebi que estávamos em uma posição bem... Estranha. Ele se levantou logo após e bagunçou o cabelo.

- Isso é verdade Justin? - Susan perguntou, parecendo incrédula. As pessoas da minha equipe que tinham ficado começaram gritar e vaiar o outro time, que devolvia as ofensas no mesmo tom. De repente o caos voltou, e quando me dei conta, já tinha voado em cima de Justin de novo.

- JÁ CHEGA! - Susan gritou mais uma vez, ainda mais alto e enfurecida. Todos pararam de falar, e um silêncio se instalou. - Os dois, para minha sala. - antes de fazer o que Susan mandou, dei um ultimo olhar para Justin e juntei toda minha força, estalando um belo tapa em seu rosto.

- Isso foi pela bolada - automaticamente Justin soltou um gemido de dor e eu o empurrei, me afastando rapidamente e seguindo Susan, que com tudo que estava acontecendo, deixou aquilo passar. Eu não seria a única a ficar com marcas no rosto.

• • •

- Podem começar a falar.

Susan definitivamente escolheu as palavras erradas. Eu e Justin falamos ao mesmo tempo, um tentando falar mais alto que o outro, e não saiu nada que se pudesse entender. Como duas criancinhas discutindo. É. 

- Não; você primeiro, Hammings.

- Obrigada. - agradeci sem ânimo. - Como eu disse, Justin usou seu amigo para me assustar, e aproveitou meu deslise para me acertar.

- É mentira - Justin retrucou - ela está maluca. Vê fantasmas e diz que fui eu que armei isso! Não tenho culpa dela ser problemática. 

Foi a gota d'água. Já estava irritada por ele estar mentindo, mas insinuar que eu sou maluca na frente da Susan? Dei um soco no braço esquerdo de Justin com muita força e nos começamos a discutir de novo. Os dois gritando feito loucos ao mesmo tempo, formando uma sintonia infernal.

- VOCÊS PODEM PARAR COM ISSO? - já era a terceira vez que nós fazíamos Susan gritar hoje. As coisas estavam saindo do limite. - não aguento mais! Vocês conseguiram me irritar. Não me importa quem começou, os dois vão pagar.

- Qual é o castigo? - engoli seco, após a pergunta desanimada.

- Vocês estão a um passo do confinamento. Vão limpar os quartos como quando combinado sobre o refeitório. Vou aparecer lá algumas vezes, e observarei seu relacionamento ao longo da semana. Qualquer briga, por menor que seja... Já sabem.

Confinamento? O que ela quis dizer com isso? Guardei minhas perguntas para mim mesma e me retirei de sua sala sem pronunciar mais nada e Justin veio logo atrás de mim. Fomos até os quartos sem trocar uma palavra e se fosse por mim, continuariamos assim, porque se um dos dois abrissem a boca, era briga certa.

Os quartos, como o outro que limpamos no refeitório, era escuro e sujo. Móveis antigos e decoração escura. Feio e assustador, como tudo nesse lugar. Minha situação psicológica já não estava em seus melhores momentos, e ainda era obrigada a ficar aqui? Qual é.

Comecei espanando os móveis, enquanto Justin varria o chão e de baixo das camas. Por alguns segundos me peguei observando ele. Até que de boca fechada ele é bonitinho. Quer dizer, nunca achei que ele fosse feio, mas também nunca quis admitir que ele é bonito. Ele parecia tão inocente daquele jeito, calado, varrendo o chão com uma expressão séria e ao mesmo tempo copenetrada... Tão diferente do verdadeiro Justin. O Justin cafajeste, encrenqueiro e que me irrita de um jeito inexplicável.

Poderia passar toda essa tarde tediosa tentando descrever o turbilhão de pensamentos confusos que passam em minha cabeça sobre o Justin no momento, mas foi quando me dei conta que eu estava o fitando intensamente com cara de boba, e ele havia reparado. 

- Por que você ta me olhando assim? - ele perguntou e riu em seguida. Ele não parecia convencido, como geralmente era, mas parece que quando estamos sozinhos ele tende a ser... Menos idiota. Isso diz muita coisa, pois pode ser que ele seja assim para chamar atenção dos outros, para que notem ele e para que o apoiem. Ele pode ser só um menino que provavelmente foi sozinho na infância e agora quer todas as atenções. Bom, ele conseguiu.

- Olhando como? - tentei disfarçar. Falho. Não convenci nem a mim mesma com àquela responta, ainda mais ao Justin. Voltei e abanar o armário, na esperança que ele percebesse que eu não estava confortável com aquele assunto, mas novamente, foi falho.

- Desse jeito... Estranho. - ele riu mais um vez, de um jeito fofo. - como se você estivesse me avaliando, tentando me entender, ou coisa do tipo.

- Eu... Não estava olhando para você, estava reparando no móvel atrás de você - me virei apontando para o criado-mudo logo às suas costas. - muito bonito, não acha? - não, na verdade não. Ele estava em péssimo estado; uma das gavetas faltava, estava velho e a madeira escura, mas era bem esculpido. Fui até ele e passei o espanador em sua lateral, que me fez observar a poeira nítida pela luz solar levantar e pairar até encontrar um outro objeto para pousar - vou limpá-lo.

Continua... Okay girls, Ally aqui ~~ Estranho né, mas vou postar os caps prontos que eu achar de chosen já que a Gio não posta. haha
xx

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18 de set de 2013

Losing Grip - Capítulo 11

Assim que cheguei em casa meu celular começou a tocar, era Amber.

-Lembrou que tem uma amiga? –eu disse assim que atendi.

-Eu andei um pouco ocupada. –ela disse e riu de leve.

-Quem é ele? –eu disse animada. –Conta logo, quero saber de tudo.

-Por que você acha que tem algum cara envolvido? –ela se fez de inocente.

-Meus instintos. –me fiz de convencida. –Mas agora anda, quero saber todos os detalhes.

-Tudo bem, tudo bem. –ela se rendeu e respirou fundo. –Eu resolvi dar uma chance ao Brayan.

-Brayan? Tipo... O meu chefe?

-Sim. –ela disse e suspirou. –Ele é um cara bem legal, sabe?

-Além de ser um gato. –eu disse animada.

-E por falar em gato. Como andam as coisas com Justin?

-Bem. Eu acabei de voltar da casa dele.

-Como assim? –ela disse como se não acreditasse. –Você passou a noite lá?

-Passei.

-Eu não acredito! Sua danadinha. –imaginei que nesse momento ela estaria provavelmente andando de um lado pro outro.

-Não é nada disso, Amber. –então expliquei a ela tudo o que aconteceu. –Ele só foi gentil.

-Diga o que quiser. Mas pra mim, vocês dois ainda vão ter um caso, ou quem sabe mais que um caso. –ela riu.

Ficamos conversando durante muito tempo e enfim desligamos.

Uma semana havia se passado e eu estava a caminho do trabalho, sentado ao lado de Justin. E antes que eu me esqueça de contar, sou agora oficialmente uma pessoa sem carro. Sabendo que eu não teria dinheiro sobrando pra gasolina de um carro como aquele, minha mãe mandou buscá-lo e levá-lo de volta a mansão. Voltando ao assunto, eu estava sentada ao lado de Justin, que cantarolava uma musica que tocava no rádio.

-Você tem uma voz bonita, Justin. –eu disse e olhei pra ele, que ficou vermelho.

-Obrigado. –ele franziu o cenho, no mínimo estranhando meu comentário.

Assim que chegamos à empresa Justin seguiu pra sua sala e eu pra minha, ou pelo menos era a sala em que eu ficava. Hanna já me esperava com uma expressão nada boa.

-Preciso que me ajude a separar esses contratos. –disse seca.

-Sim senhora. –falei irônica e ela me fuzilou com o olhar.

Comecei a fazer o que ela pediu e um tempo depois ela se sentou na beirada da minha mesa.

-Você tem estado bem próxima do Justin, não? –eu sentia o veneno em seu tom de voz.

-Nós somos vizinhos, trabalhamos na mesma empresa. É normal. –disse sem tirar a atenção do que eu estava fazendo.

-É, ele costuma ser legal com todas as garotas.

-Não tenho duvidas. –a olhei de formar cínica. Se ela pensa que irá me atingir de alguma forma está muito enganada.

-Você não entendeu. –ela insistiu. –Ele começa sempre simpático, não é difícil ficar atraída por ele. Quando você menos espera ele te deixa de lado, fazendo você se sentir péssima. Digo por experiência própria.

-Se ele te fez tão mal, por que continua indo atrás dele feito um cãozinho adestrado?

-Olha aqui garota. –ela se levantou. –Se eu fosse você ficava longe dele, pro seu próprio bem.

-É meio difícil eu ficar longe dele. –a olhei vitoriosa. –Afinal, ele está a apenas um corredor de distancia. Sem contar nas vezes que viemos pro trabalho, só eu e ele, dentro daquele carro. Você sabe como o carro dele é pequeno?

Ela me olhou furiosa e eu saí dali. Era demais pra mim. Encontrei Justin no corredor,  o acompanhei até sua sala. Era muito melhor que a minha e trabalhar com ele era com certeza muito melhor do que aturar aquela loira aguada.

-Você já teve algo com a Hanna? –perguntei de repente e Justin me olhou surpreso.

-Por que ta me perguntando isso?

-Ela veio com um papo muito estranho pra cima de mim hoje. –fiz uma careta. –Ela mandou eu ficar longe de você.

Justin apenas riu.

-Relaxa, Claire. –me olhou sorrindo. –Ela é passado. Acontece é que ela nunca conseguiu superar o papai aqui. –me olhou cheio de si.

-Oh claro. –eu ri. –Você é extremamente irresistível. –disse em tom de brincadeira, mas aquilo era a mais pura verdade.

Fiquei imaginando por um tempo o que levou Justin a ter alguma coisa com Hanna. Ela era uma pessoa totalmente antipática. Talvez ele goste de loiras, bundudas e com seios fartos.Espero que não. Se esse for o tipo dele não tenho a menor chance.

-Qual seu tipo de garota, Justin. –perguntei o deixando novamente surpreso.

-É impressão minha ou você tem uma curiosidade enorme sobre minha vida afetiva? –ele perguntou sorrindo. –Não tenho um tipo específico. Gosto de pessoas autenticas, que sejam elas mesmas. Mas e você?

-O meu tipo de garota? –perguntei o fazendo rir de leve.

-Seu tipo de cara. –ele me olhou de forma tão penetrante que esqueci de respirar por uns segundos. Você.Mas meu lado racional me impediu de dizer isso.

Acabei não respondendo direito a sua pergunta. Fiquei dando voltas, até que ele pareceu desistir de saber. O fato é que eu nunca tive um tipo de cara ideal. Eu saía com pessoas tão diferentes umas das outras, simplesmente por sair, não existia nenhum afeto. Até que eu conheci Justin e definitivamente ele era o meu tipo ideal. Aliás o tipo ideal de qualquer garota. E pensar nisso me deixava extremamente desconfortável, porque eu nunca quis tanto uma pessoa. E digo em todos os sentidos. Ele mexia comigo, tinha algo nele que fazia sempre querer ir mais alem, saber mais sobre ele, sobre o que ele gosta. Quando voltei pra minha sala, Hanna não estava lá. Fiquei o restante do dia arrumando os infinitos contratos.

                                                                   ...
Olá meninas, como vão? Tão muito bravas comigo? Por favor não fiquem. Eu sei que fiquei muito tempo sem postar e vocês estavam doidas querendo um novo capitulo, mas eu juro que tava impossivel de escrever, eu tinha tanta coisa pra fazer, muita coisa acontecendo aqui em casa. E no meio dessa loucura toda não conseguia escrever, quando a gente fica muito cansado a criatividade vai pro espaço. Eu sei que esse capitulo ta uma bosta, mas é o que deu pra escrever correndo aqui pra vocês. Me desculpem por isso. Mas gente, se preparem, tem muita coisa pra acontecer, e acredito que daqui uns dois capítulos terão revelações bombásticas. Então se estão gostando comentem, que eu prometo que não vou demorar pra postar. Um beijão e até o proximo. Qualquer duvida, sugestão ou comentario ou nenhum desses três, mandem no ASK


4 de set de 2013

Losing Grip - Capítulo 10

Eu estava sentada na grama com Justin e uma brisa leve acariciava meu rosto, fechei meus olhos e fiquei aproveitando a paz que aquele lugar me trazia. Eu me sentia outra pessoa, ficar longe de todo aquele luxo trouxe a tona uma Claire até então desconhecida. Confesso que estava gostando da minha nova vida, tirando a parte de não ter dinheiro pra fazer nada, eu estava até que curtindo essa fase. E tudo isso se devia ao cara incrivelmente gato sentado ao meu lado.

-Você tem namorada, Justin? –perguntei ainda de olhos fechados, mas logo em seguida os abri para olhar seu rosto.

-Não. –ele deu de ombros. –Não sou muito bom com relacionamentos.

-Eu te entendo.

-Como assim me entende? –ele me olhou e sorriu de um jeito estranho. –Claire Wentworth tem o mundo aos seus pés. Todos os caras querem sair com você.

-Nem todos. –suspirei.

Ficamos nos encarando por um tempo até que Justin resolveu falar alguma coisa.

-Você é diferente do que eu pensava.

-Espero que isso seja bom. - fiz uma careta e ele riu.

-É sim. –ele sorriu. –Você é especial, Claire.

Um trovão se fez ouvir e desviou minha atenção para o céu.

-É melhor a gente ir. –Justin disse se levantando e me estendendo a mão. –Parece que vai chover.

Voltamos pra casa debaixo de uma chuva muito forte. Várias vezes eu via Justin estreitando os olhos enquanto dirigia para tentar enxergar melhor. Aquilo me deixava extremamente tensa. Subimos as escadas ensopados, não teve jeito, o caminho entre o carro e o prédio foi suficiente para molhar cada centímetro de nós. Na porta de nossos respectivos apartamentos me despedi de Justin e entrei. Segui direto pro banheiro, tomei um banho quente e coloquei um pijama. Depois de comer, fiquei deitada na cama prestando atenção a cada barulho de trovão. Por mais que tentasse, eu não conseguiria dormir essa noite, simplesmente porque eu tenho pavor de chuva. Fiquei cerca de trinta minutos deitada na cama sem conseguir pregar o olho. No fim das contas tive que recorrer à pessoa mais próxima de mim.

-Claire? –Justin parecia surpreso com minha visita repentina no meio da noite.

-Eu posso... Eu posso entrar? –perguntei um pouco envergonhada.

-Claro. –ele então me deu passagem e eu entrei em seu apartamento.

-Eu não consigo dormir. –sorri sem graça.

-Está tudo bem, Claire. –ele se aproximou e me deu um abraço. Seu cheiro me trouxe sensações que eu não imaginava poder sentir.

Nos sentamos no sofá e ele tentava de todo modo me distrair, falando sobre assuntos sem o mínimo de sentido. Mas aquilo não funcionava, a cada barulho da chuva eu dava um salto no sofá. Justin desistiu de tentar conversar comigo e me puxou pros seus braços me aninhando. Seu corpo era quente e aquilo me deixava um pouco mais calma.

-Nem sempre foi assim. –eu disse. –Eu nem sempre tive medo da chuva.

-Está tudo bem, Claire. –ele acariciava meu braço. –Eu estou aqui, nada de mal vai te acontecer.

Fiquei um tempo em silencio mas então resolvi falar sobre algo que há muito tempo eu não falava com ninguém.

-Eu tinha uma irmã. –saí de seus braços para olhá-lo nos olhos. –Ela morreu faz um ano.

-Você não tem que falar sobre isso. –ele acariciou minha bochecha.

-Era uma sexta feira. –continuei. –Nós estávamos voltando de uma festa que eu tinha insistido muito pra ela ir. –eu comecei a sentir as lágrimas invadindo meus olhos. –Estava chovendo tanto, nós mal conseguíamos enxergar a rua. –a essa altura eu estava chorando muito e Justin me puxou novamente pros seus braços. –Eu só me lembro de sentir um impacto muito grande e depois eu não via mais nada. –eu estava soluçando. –Eu acordei em um quarto de hospital e recebi a notícia de que ela tinha morrido na hora, ela não teve nem a chance de ser salva.

-Você não precisa continuar. –Justin disse e beijou o topo da minha cabeça.

-Eu nunca soube quem nos atingiu. –continuei sem dar ouvidos ao que ele me disse. –Mas eu sei que a culpa é minha, se eu não tivesse insistido tanto pra ela ir naquela festa. Ou se eu não tivesse bebido tanto, eu poderia dirigir, eu teria morrido em seu lugar. Eu acho que meus pais iriam preferir assim, todos iriam preferir assim. Ninguém gosta da garota problema.

-Ei! –Justin me tirou de seus braços e segurou meu rosto de forma que nossos olhares se cruzassem. –Nunca mais diga isso. Não é culpa sua e ninguém iria querer te ver morta. Você é incrível, Claire. Não ouse jamais dizer o contrario.

Eu o fiquei encarando e assenti de leve com a cabeça. Ele me tomou de volta pros seus braços e assim eu fiquei até pegar no sono. Quando acordei senti o corpo de Justin sob o meu, ele estava deitado no sofá e eu estava deitada por cima dele, cobrindo metade do seu corpo. Seu nariz estava em meu pescoço e eu sentia sua respiração quente bater em meu colo. Percebi que sua mão estava em meu quadril e eu estava com minha mãe sob seu abdômen. Ele acordou logo em seguida e ao perceber a forma como estávamos deitados seu assustou e saiu do sofá.

-Oh meu Deus! –ele colocou a mão na cabeça. –Meu desculpe, Claire.

Eu apenas ri de leve e me levantei.

-Relaxa, Justin.


Nós tomamos café da manha juntos e ele não falou nada sobre a noite passada, o que me deixou bem aliviada, que odeio que vejam chorando e falar sobre isso me deixaria extremamente constrangida. Me despedi de Justin e segui pro meu apartamento.

                                                                  ...
Olá gatonas!! Gostando dos capítulos? Espero que sim. Não tenho muito pra falar hoje, então é isso. Entrem nos blogs a seguir: aquiaquiaqui e aqui. Qualquer duvida ou se quiserem bater um papo manda no ASK. Até o proximo capítulo e bora fazer 30 comentarios de novo? Vocês conseguem.