10 de nov de 2013

Drummer Girl - capítulo 06

Isso não deveria estar sendo tão difícil, afinal é a minha mãe. Mas meu coração estava sambando no peito, um nó enorme na minha garganta e os olhos ameaçando marejar. Em poucos passos, já estava parada na porta da minha mãe.
Com a mão hesitante, dei três batidas de leve na porta de madeira.
- Entra. – falou baixo.
Abri a porta e a encontrei deitada sozinha na cama de casal. Assistindo um programa de culinária com os olhos vidrados na televisão.
- Oi. – murmurei baixinho e me sentei ao seu lado.
- Oi Summer. – respondeu ela em um tom rude.
Um tempinho se passou e eu despejei as palavras.
- Desculpa mãe! – falei em um tom um pouco esganiçado, que fez seus lábios se entortarem em um meio sorriso.
- Summer... – ia dizendo, mas mesmo assim continuei a falar.
- Eu não devia ter sido grossa e estúpida, eu não devia falar que você me arrancou a última coisa que me era importante, pois a menos que você me abandone isso nunca vai acontecer! – falei rápido e com o coração acelerado.
- Summer! – me repreendeu. – Eu nunca vou te abandonar.
- Nunca faça isso. – disse e senti lágrimas molharem meus olhos. O desespero estava me consumindo só de pensar nessa hipótese.
- Eu nunca vou fazer isso, Summer, por favor, me escuta... – disse e ouvi sua risada melodiosa. Era um milagre eu estar ouvindo isso, porque nessa hora eu já estava tremendo compulsivamente e... soluçando. – Filha, para de ser boba. Eu nunca vou fazer isso. – me deitou em seu colo e fez cafuné na minha cabeça, me acalmando.
- Você quer voltar para o Estados Unidos? – perguntou devagar, o tom de voz apreensivo.
- Não. – disse e realmente não queria. A minha escola não era pasto, mas só tinha vacas. Tinha o Seth além delas, mas... esquece. Ele também não presta.
- Eu estava pensando em voltar para lá...
- Se for por causa do que eu disse, sobre como aqui está difícil e ter de mudar de escola no terceiro ano, releve. Se eu mudar de novo eu vou enlouquecer.
- Ah, tudo bem então.
- Mãe, - toquei em um assunto que estava me deixando desconfortável – por que você chorou?
Sério. Minha mãe já passou por cada uma... Já enfrentou tanta coisa. Por que palavras mal pensadas de uma garota de 17 anos provocaram lágrimas?
- Porque eu quero a sua felicidade. Se você estiver feliz, eu estou feliz. E do jeito que você falou tudo, deu a impressão que eu estava arruinando sua vida. – fez careta e eu senti meu coração pesar de novo. – Mas está tudo bem agora. Você está feliz, certo?
- Certo. – respondi.
- Então como foi o teste? – perguntou e eu contei tudo desde quando eu cheguei aqui.
Até sobre o cubo, que provocou boas risadas. Depois dormimos juntas, sorrindo.
(...)
Acordei com frio, já que minha mãe já não estava do meu lado me aquecendo. Droga de quinta-feira.
Coloquei meu moletom mais largado e obviamente o meu mais confortável. Não planejava ir para a escola hoje, iria usar minha dor de cabeça matinal como desculpa.
Desci as escadas e fiz a minha melhor cara de doente.
Sentei-me (lê-se: me joguei) na cadeira e olhei para o café. Eu sabia que para ser convincente eu deveria falar que eu não estava com fome, mas minha mãe trouxe ovos e bacon fritos com panquecas com molho de chocolate para acompanhar. Aí fica difícil falar não...
 Comi um pouco dos ovos e bacons e depois peguei as panquecas. Antes de pegar um pedaço, vi que tinha um bilhetinho preso entre o parto e as panquecas. Estava escrito na caligrafia mais cuidadosa possível:
Pode ficar na banda, eu te amo, Sun.”
Minha mãe não tinha falado isso ontem, aliás, eu tentei desviar o assunto da banda várias vezes, já que lembrar seria um pouquinho doloroso. Sim, nós estávamos bem, mas eu não queria causar outra discussão e estragar o clima de ontem.
Fiquei tão feliz, que toda minha atuação foi por água abaixo. Dei pulinhos histéricos com minha mãe, com meu irmão, sozinha.
O que me fez parar foi a buzina irritante de um carro velho na frente da minha casa. Tapei a boca e lembrei que combinei de ir com Chaz para a escola.
Peguei minha bolsa, me despedi da minha mãe e entrei no carro.
- Bom dia! – falei e ele sorriu em resposta.
- Esqueceu de tirar o pijama hoje, Summer? – pergunto rindo pelo nariz.
- Ta muito feio? – perguntei e ri, quem se importava?
- Ta.
- Sua cara ta feia todo dia e eu não reclamo. – rimos e instantes depois chegamos na escola.
Pelo jeito todo mundo se importava com a minha roupa na escola. Sério. Eu passava pelos corredores e as pessoas me olhavam torto.
- Não se preocupa, você ta comigo. – disse Chaz passando o braço em volta do meu ombro.
- Estou ferrada! – ri e ele riu junto comigo.
A tática de Chaz não ajudou em nada, para falar a verdade, piorou bem. Agora só pelos olhares dava para ver o que as pessoas estavam pensando “OMG! Eles estão namorando!” e quase era possível ver o veneno escorrer pelo canto da boca, com certeza.
- Chaz, tira o braço. – pedi baixinho.
- Por quê?
- Porque todo mundo vai pensar que estamos namorando!
- E não estamos? – perguntou seriamente.
Dei uma cotovelada na sua barriga. 
 - Qualé Summer, estava zoando. - disse ele passando a mão no lugar que eu bati.
- Desculpa. – rolei os olhos. – Agora tira Chaz.
Aquele vadio não me respondeu. Olhei para sua cara e vi que ele estava olhando para todo mundo como quem diz “é, estou pegando”.
- Para Charles.
- Summer eu estou levantando minha moral! – falou obviamente. Claro, claro.
- E eu estou rebaixando a minha. Que já está ficando no negativo, porque eu nem tenho. – ri pelo nariz e ele tirou o braço.
Seguimos em silêncio até a sala de arte.
- Ei, eu estava brincando. – falou ele – Desculpa alguma coisa. Se quiser eu falo para todo mundo o que NÃO acontece conosco. – falou sério, parando na minha frente.
- Foda-se o que eles pensam. – dei de ombros e continuamos nossa caminhada. Ele sorriu e disse:
- É por isso que você é a minha garota!
- Não começa.
--------
 Hi, hello!
Sobre a minha vida: eu tava muito puta com minha amiga porque ela disse que gostava do meu amigo, aí ela não tinha me contado. Meu migo de 14 anos ainda e BV e disse que só vai beijar quando encontrar a garota certa (quase chorei, sério. Não é muito fic?). Tem uma inspetora muito chata na minha escola e meu amigo ODEIA (ta, nem tanto) ela. Um dia ela falou: "Vai para sala! Vai estudar!". Aí ele respondeu: "É tem que estudar mesmo, porque se não eu viro lixeiro ou inspetor de aluno." Boatos dizem que ela ficou puta - mas os gritos não mentem. Hoje eu tirei uma foto muito zoada com a beca de formatura (aquele troço branco não parece um babador?), e só porque eu tava parecendo uma mendiga NÃO CREIO.
15? ou nem?
Beijos,
Audrey!

15 comentários:

  1. continuaaa o mais rapido possivel

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  2. Leiam minha nova Fanfic/Imagine,fiz o primeiro Cap agora.

    ps:não esqueçam de comentar,obrigada. ♥

    http://imaginnesbelieber.blogspot.com/

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  3. Continua logo por favor há muito bom. bjis
    @luh18gatinha

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  4. Eu tbm já passei por isso O.o, tipo minha amg disse que gostava dle e eu fiquei puta haha, mas okayy.. CONTINUA!

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  5. estou amandoo essa ib, continua!

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  6. Esta perfeita *-*
    Pq vc nao faz uns meeeeeega capitulos????

    Continuaaaaaaa

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  7. Esta perfeito, continua

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  8. O chaz vai ter que ficar com a summer pelo menos uma vez , eles formam um casal tão fofo !!
    Continua amor bjs gaby

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  9. Este comentário foi removido pelo autor.

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  10. Continua logo, sua fic eh uma das melhores que tem aqui HSAUSHHS' Ta muito boa, já estou totalmente ansiosa ! o Chaz NAO tem que ficar com a Summer, pq ele vai ficar xonadinho e depois ela nao vai querer ele, ai ele vai sofrer :(. E eu pensei que você era homem, por causa do nome KKKKK beijão

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  11. Continua......logo eu estou amando demais perfeito

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