16 de dez de 2014

Rude -4

Era tão cedo, mas parecia que eram mais de 10 horas da manhã. Eu tinha uma garrafa de vodka na mão, e cantava uma musica desconhecida. Meus saltos estavam na outra mão, e eu estava na escada de casa.
Me virei pra escada, e Justin me olhava assustado, claro, uma bêbada na escada dele, como não se assustar?
Nao conseguia me levantar, minhas pernas estavam bambas, e eu cai logo que tentei me levantar, rindo em seguida. Vi Justin descer as escadas correndo, e me segurar pela cintura para me levantar, mas eu não queria levantar.
"Vamos Nathalie, você não deveria beber, que merda." Seus olhos estavam cansados, e eu me perdi enquanto os olhava. "Nathalie, que merda, nunca mais eu deixo você beber guria." Ele resmungava me levando até o quarto.
"Jus..." Sussurrei e ele me olhou. Eu sorri abobada, e o dei um beijo na bochecha. " Me desculpe por tudo." Ele riu,e balançou a cabeça, espantando alguma memória.

Justin narrando

Ela abriu a porta e eu vi uma garrafa de vodka em sua mão, seus belos saltos na outra, e seu rosto trazia um sorriso falso. Ela se sentou na escada, e me olhou, rindo em seguida. 
Eu com certeza parecia assustado, mas mesmo assim fui até ela tentando a levantar, mas ela não ficava de pé.
"Vamos Nathalie, você não deveria beber, que merda." Ela me encarou, mas eu continuei subindo as escadas. Nath tinha um cheiro forte de vodka, e isso irritava meu nariz. "Nathalie, que merda, nunca mais eu deixo você beber guria."  Abri a porta do meu quarto, quando a ouvi me chamar. " Jus..." Olhei-a, e sorri de lado. Nathalie sorriu besta e me deu um beijo na bochecha. " Me desculpe por tudo." Eu ri. 

Ela sempre foi assim, sempre bebia demais, e eu sempre cuidava dela quando aparecia em casa bebada, assim como hoje. Uma vez ela apenas apagou no quintal da minha casa, e eu desesperado fui a pegar pra tomar um banho, e uma xícara de café. 

Balancei a cabeça espantando essa lembrança e a coloquei na minha cama. Ela abraçou meu travesseiro e dormiu serenamente. Eu apenas queria que ela soubesse que eu a amo...

Shades of Cool - 1º Capítulo


– Reze uma ave Maria e lave o rosto com água benta. –Disse o padre
Suspirei e mesmo sabendo que ele não podia me ver por trás da tela divisória que nos separava, assenti. Era uma quinta gelada, não vi nem um rastro do sol desde que saí de casa as seis, marcava pouco mais que oito e meia, eu gostava de me confessar na quinta. Mesmo não tendo muito a confessar gostava de passar um tempo contando meus pensamentos para o padre. De onde eu me sentava eu podia sempre sentir sua colônia fraca porem deleitosa, ao mesmo tempo. Eu podia toda vez imagina-lo com a mesma expressão caridosa e amorosa. O padre era um bom homem, caridoso e bondoso com todos. Gostava de ajudar as pessoas sempre que podia, e isso me puxava para mais perto a igreja, eu me espelhava nele. Era incrível ver um homem com tão pouca idade escolhendo o cominho de Deus, ele nunca me disse quantos anos tinha. Mas eu palpitava que não passava dos 35. Ele sempre me contou que começou muito cedo, e que por Isso pode se tornar padre antes do que se é previsto.

One Shot - Animals


Justin é um médico viúvo, que nutre uma obsessão por Lana, uma dançaria de balé, que conheceu quando a mesma fora em seu consultório. Desde então, ele a persegue, com a visão de que Lana, é a reencarnação de sua falecida esposa. Quando finalmente a captura, ele a mentem a mercê de seus mais profundos desejos e paixões.

9 de dez de 2014

That Boy - One Shot~


Aquele garoto que até então passava despercebido por mim. O garoto que eu havia reparado apenas algumas vezes, porém não de verdade, e por causa de uma colega que queria "ficar" com ele. O garoto que quando ela me mostrou, eu só pensei "Ah, legal, ele tem um bom corpo"; porém eu ainda era distraída. Não tinha importância e provavelmente ainda não tem agora. 
O garoto que, tempos depois, pediu ajuda junto com um amigo para mim e uma amiga na biblioteca enquanto estudávamos; Naquele dia eu continuava distraída, tentava estudar algo pelo celular e usava fones de ouvido mesmo sem estar ouvindo música. Minha roupa? Acho que eu usava algum moletom ridículo na Minnie Mouse, cor de rosa e meio brega, com shorts, óculos e um par de tênis não tão limpos, e o cabelo preso. E eu ocupava duas cadeiras, com uma postura largada nas mesmas. Confortável, digamos. O que isso importa? Nada. Eu não ligo muito para minha aparência, nem me importo - na maioria das vezes - o que as pessoas acham dela. Apesar dos apesares, infelizmente não pudemos ajudá-los, mas mesmo assim aquele garoto nos agradeceu e fora muito educado desde o início da nossa até então, "interação".  Ele foi embora e nós continuamos a estudar. 
Alguns dias depois, a minha amiga e costumeira companheira de estudos resolveu ir para casa e eu fiquei para estudar sozinha na biblioteca. Sentei-me numa mesa bem no meio,  "me larguei" nas cadeiras, coloquei meu par de fones de ouvido em alguma música qualquer e peguei minhas apostilas para estudar novamente o mesmo assunto chato que eu estudara na semana passada para uma prova que acabara por ter adiada para aquela outra, mais precisamente no dia seguinte. Até aí , beleza. Eu estava concentrada nos estudos quando prevejo uma pessoa que até então ia passando.
Por causa da minha visão periférica, eu olhei e vi aquele garoto parado a pouco mais de um metro de mim, olhei e voltei os olhos para a apostila. Assim, no automático. Eu vi ele, não fez nenhuma diferença. Mas ele ficou parado por alguns segundos e eu sabia que esse poucos segundos ele estava me encarando. Talvez precisasse de ajuda de novo? Pensei. Talvez ele quisesse dar um "Oi". Mas não disse. Eu quase falei com ele, quase disse um "Oi", mas quando eu ia justamente fazer isso, quando eu ia levantar a cabeça, novamente minha visão periférica o captou voltando a andar e passando direto por mim. 
Que seja. Lembro-me de achar um pouco estranho, mas tudo bem, não é? Continuei largada, na mesma posição, estudando. Não vi mais o garoto depois disso. 
Mais alguns dias depois, eu andava com a minha amiga e avistamos um menino andando que segundo ela era um "gatinho".  Eu estava sem óculos nesse dia e, devo dizer, sou péssima para enxergar de longe, não só não enxergo de longe como também enxergo tudo embaçado. Ou seja, se alguém conhecido passar por mim, mesmo que esteja a, sei lá, dois metros de distância, talvez eu não reconheça. Mas isso não é interessante.
O negócio é que eu perguntei se era aquele garoto que nos pediu ajuda outro dia, e ela respondeu que não. Em seguida, soltou um "por falar naquele garoto...", e me contou que outro dia quando nós tínhamos ido procurar um professor em seu escritório, nós passamos por aquele garoto. Eu não lembro de o ter visto.  Mas segundo minha amiga, ele havia me olhado "dos pés a cabeça", e não era com medições ou de maneira maliciosa, mas sim com um sorriso. E ela falou"cara, ele te olhou não daquele jeito que, tipo, eu odeio, com medições e tal... ele te olhou sorrindo, e foi pra você e não pra mim. Que inveja." ela havia comentado e eu apenas ri da situação que até então era despercebida por mim. E me falou o nome dele.
"Justin."
"Justin?", perguntei. "Tem certeza?"
"Tenho, porque foi eu que descobri" - para a nossa colega, que estava interessada nele. Okay. Que seja. 
Então contei a ela do que havia acontecido na biblioteca outro dia, que ele pareceu que ia falar comigo e não falou. Enfim, depois veio a ironia à respeito da nossa colega que até uns dias queria ficar com ele e talvez ainda quisesse. A garota que me disse uma vez que queria que ele olhasse para ela ao menos uma vez, mas que ele não olhava.
Mas ele olhou para mim. Sem eu ter feito nada, ele me reparou. Beleza. Podemos ter comentado algumas maldades à respeito dessa ironia master. Por que essa colega/amiga andava há muito tempo nos irritando com besteiras e futilidades, sem contar que vivia falando que sempre consegue o que quer. Na boa, odeio gente assim, convencida. Mas adivinha, colega? Eu nem dei bola pra ele, nem sequer reparei nele e ele olhou pra mim, ele me reparou. Coisa que não aconteceu contigo, que vivia secando o garoto por aí pelo campus. Que irônico.
O melhor foi quando fui para uma monitoria com minhas amigas, e ele estava lá. Eu sabia que a turma dele iria ter monitoria naquele dia, porque tanto a dele quanto a minha tínhamos prova naquela semana. De qualquer forma, eu fiquei curiosa à respeito e cara, eu odeio quando fico curiosa. Mas naquele dia eu resolvi prestar um pouco de atenção nele.
E eu olhei para ele algumas vezes, discretamente, como se tivesse olhando em volta para qualquer um ali. E acabei que fiz isso mesmo, resolvi reparar nas pessoas. De qualquer jeito, isso não é interessante.
Em dado momento, eu senti que ele me observava, olhei em volta "distraída" e acabei encontrando seu olhar. Naquele momento ele acenou com a cabeça para mim, em um "Oi" silencioso. Acenei de volta e sorri sem mostrar os dentes, logo voltando a atenção para o que a monitora ao meu lado falava.
Saquei o celular e mandei uma mensagem para a minha amiga que estava em frente a mim, mas era meio que óbvio que eu não ia falar aquilo em voz alta, né?
"Ele falou comigo." Ela, quando leu, imediatamente me olhou com os olhos brilhando de curiosidade.
"Agora?", ela perguntou movendo os lábios em silêncio. E não tinha como ele ver, pois ela estava de costas para ele, e quis rir das expressões dela, mas não podia pois ele estava há alguns metros de mim e ainda podia me ver; Assim, controlei minha expressão e fingi não me importar nada, com uma expressão de como se estivesse falando algo sobre a matéria.
"Ele acenou pra mim", mandei por mensagem.
"E você fez o quê?", perguntou.
"Respondi", mandei e ela me olhou com aquele sorriso, voltando a atenção para a monitora e eu fiz o mesmo, em seguida.
Até que meu celular tocou. 
E não estava no silencioso. na verdade o toque era realmente, meio que escandaloso. Tentei abafar o som ao mesmo tempo que atendi a ligação, tentando passar despercebida. Era meu tio me perguntando algo. Não era nada importante, mas saí para falar com ele. Depois de alguns minutos quando estávamos nos despedindo eu estava caminhando de volta para a sala, e aquele garoto estava na porta; Eu ainda me despedia do meu tio, quando senti de repente um embrulho no estômago e o coração acelerado. De boa, eu odeio isso. Realmente. 
Eu não tinha motivos para isso, nem nada, mas aconteceu. Tive que passar pelo garoto e que bom que eu ainda estava no telefone. Enfim.
Acho que nem preciso contar direito, mas quando voltei minha amiga soltou várias piadinhas sobre para onde eu tinha ido. Até porque o tal garoto havia saído também, certo? Mas eu sabia que aquilo era mesmo para esfregar na cara da nossa colega que, naquele momento, se encontrava do meu lado. De certa forma, eu gostei disso. Ela bem que merecia. E isso fez com que despertasse a curiosidade de minhas outras amigas. Preciso comentar que fiquei meio constrangida, porém fingindo não me importar? Porque, licença, mas as piadinhas embora engraçadas se tornaram constantes vez ou outra. E não só naquele dia.
No dia seguinte, acabei por ir no escritório do professor e aquele garoto estava do lado de fora do prédio, talvez esperando pela prova ou os resultados dela. Não sei nem me importo. O negócio é que acabamos por nos cumprimentar novamente, sem palavras. Apenas com acenos e sorrisos. E eu acho que por um instante meu coração deu um solavanco. Mas isso não é interessante, e eu ainda odeio que isso aconteça.
No mesmo dia, eu e minha amiga saímos do nosso novo lar desde o mês passado, então conhecido como biblioteca, para lanchar e adivinhe só. Aquele garoto apareceu de novo.
Eu o vi, mas fingi que não. Eu estava sem óculos e vinha justamente falando pra minha amiga a respeito daquela história de não enxergar pessoas que passam mesmo perto de mim, e acho que deu para ele escutar. Minha amiga não o viu e eu continuei conversando com ela normalmente. Na verdade, eu acho que ele, o Justin, percebeu que eu olhei para ele, mas eu olhei de um jeito distraído. Do meu típico jeito de "tanto faz se é você ou outra pessoa. Eu não reparo em ninguém mesmo."  
Eu não ia falar novamente com ele, pois havia falado de manhã e apenas porque havia passado por ele, como também outro conhecido que também cumprimentei. O negócio é que eu vi pela visão periférica que ele olhava para mim de novo, e cara, eu não gosto que me olhem. 
Eu odeio que fiquem me olhando seja lá qual for o motivo. Não gosto e pronto. E ele olhou e olhou, por certo acreditando que eu não estava vendo aquilo. De qualquer forma, passei a me sentir incomodada por ser observada. 
Mas eu ao mesmo tempo gostava daquilo. O que tornava pior esse dilema. Pois é.
Se não me engano, na noite daquele dia quando estava no ônibus esperando para ir para casa, eu enviei algumas mensagens para uma outra amiga minha. Meio que rindo da situação. Mas ao mesmo tempo eu me perguntava o que, diabos, ele tinha visto em mim para ficar me reparando. Meu melhor amigo me disse que talvez tenha sido minha "beleza". Certo. Minha beleza. Ele disse isso porque ele me acha linda. E é legal quando ele diz isso. Toda garota deveria ter um melhor amigo que nem o meu. Sério.
Só que... se eu bem me lembro, das primeiras vezes que ele me reparou, e eu realmente não sei como isso começou. Se foi no dia em que ele pediu ajuda para mim e minha amiga ou se foi antes. Será que foi antes? De qualquer jeito, a minha beleza não estava, digamos, favorecida na maioria das vezes. Como eu disse, eu não estou nem aí para isso. 
Comentei isso com a minha amiga e ela soltou um "Aww, ele gostou de você como você é. Que fofo". 
Será? 
De qualquer jeito, continuo não me importando, ou tentando. Por que se eu sei que tem uma pessoa me observando, vou começar a querer mostrar a ela um lado "bom" de mim. Discretamente, mas sim. Seja homem ou mulher. 
Não vi mais o garoto depois disso. O semestre estava acabando e ele provavelmente já tinha ficado de férias antes de mim. Como isso acaba? Eu ainda vou descobrir. Mas o mais provável é que não resulte em nada, ou que resulte em, talvez, uma possível amizade. Por que é geralmente o que acontece entre mim e pessoas do sexo masculino. Por que eu, mesmo que um dia chegue a me interessar pela pessoa eu não vou confiar nela logo. E não estou dizendo que estou interessada, pelo contrário. Não estou. 
Mas estou curiosa em desvendar aquele garoto. 
Aquele garoto que é meio misterioso.
Aquele garoto que aparenta ter um jeito tímido, embora tenha uma aparência legal.
Aquele garoto que me observa e que eu passei a observar também.
Aquele tal de "Justin".

FIM
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n/a: Ally here~ Oe oe oe. Como estão? Tô postando uma OS (fluffy, altamente inocente) aqui depois de muuuuuito tempo, espero que tenham gostado. ^^ Tentarei aparecer mais. 

Ps. Sim, essa estória é real. ~ E não aconteceu mais nada depois disso. LOL

Xx Ally

4 de dez de 2014

Escritora Fantasma

"Eu esperei uma centena de anos, mas eu esperaria mais um milhão para você"  Turning Page, Sleeping At Last

Só irei deixar um pequeno aviso para vocês!
 Não estou postando por estar em época de provas e viagem, então começarei a postar Dollhouse apenas dia 21.




3 de dez de 2014

Ultraviolence - 3º - Perseguidor? "aviso"


E novamente estou no chão, olhando-o de forma amedrontada, submetida aos seus berros.
– Desculpe senhor, essa garota simplesmente entrou na frente do carro com a bicicleta. –O homem explicou-se
– Volte pro carro, eu cuido dela. –Ele ordenou, estremeci, eu cuido dela, o que aquilo poderia significar? Ele me humilharia ou algo do tipo como o dia anterior, ou simplesmente deixaria-me ali, e fugiria sem prestar nem um tipo de ajuda. Levo em consideração as duas opções, mas não me importaria, com tanto que eu não o visse mais hoje.

2 de dez de 2014

Trust Me - Capítulo X - Treinamento - Parte I



Treinamento – Parte I.

Cher P.O.V.

As nove e dez da manha eu estava passando no Subway para pegar meu sanduíche com bastante cebola e molho agridoce. Comprei um suco de laranja e um cookie de gotas de chocolate. Peguei minha bandeja e me sentei à mesa do lado da janela. James e as meninas me acompanharam. Era o nosso café da manha.

Tipicamente os 15 centímetros de sanduíche de Alanna era carregado de molho de maionese e mel e o de Katrinna com tudo que tinha direito menos azeitona – ela simplesmente odiava azeitona. Já James colocava tudo e mais um pouco.
Comemos juntos rindo e fazendo graça da comida como crianças de cinco anos de idade ou como uma típica família que achava graça em tudo que não tinha graça. Mas nada mudava o fato de sermos uma família. Porque no final de tudo só tínhamos uns ao outros.

Cerca de uns vinte minutos depois, nós estávamos no carro novamente, mas dessa vez em destino ao Delphi. Estava atrás com James no carro enquanto Katrinna ia dirigindo e Alanna no carona. Comia meu cookie como se fosse o ultimo do planeta e James tentou roubar um pedaço, mas dei uma baita de uma tapa na mão dele que nem tentou novamente.

— Me dê um pedacinho Cher? – perguntou-me Alanna virando seu corpo para me olhar.
— Porque não comprou um para você? – respondi-lhe com outra pergunta.
— Esqueci…
— Só lamento por você, mas esse aqui você não morde minha querida. – voltei meus olhos para meu precioso e mordi um pedaço. Com comida não se brinca.
— Meu deus como você é ruim.
— Sabe de nada inocente.

Katrinna estacionou em frente ao Delphi.
Delphi é um parque de diversões que abria aos finais de semana e levava diversões às crianças dessas cidades que ficavam enfurnadas dentro dos quartos nos computadores e videogames. Eu mesma tinha vindo nele umas três a quatro vezes não foram muitas, um tempo depois um dos brinquedos deu defeito e uma criança caiu. Não aconteceu nada de grave com a criança, mas a mãe entrou com um processo e o parque fechou para reparos. Ele não foi completamente fechado, mas teve que pagar uma multa para a mãe e a justiça decretou que ele teria que fazer todos os ajustes e passar por vistoria e se passasse no ‘’teste’’ poderia abrir novamente.
 Vinte para as dez da manha nós chegamos ao Delphi. Ficamos dentro do carro desligando-o. Só teríamos que esperar Justin e companhia para depois irmos à arena.


— Trouxeram o detector de rastreador? – perguntei.
— Tá na mão. – Alanna tirou o equipamento da mala.
— Ótimo. Quando eles chegarem, Katrinna vai passar o detector no carro deles e eu e Alanna vamos venda-los. James fique no carro e qualquer momento incerto ou suspeito pode meter bala. Entenderam? – olhei-os e todos assentiram.
— Tem certeza que quer levá-los a arena? – perguntou Alanna pela quarta ou quinta vez desde ontem.
— Já disse que sim. Vão ter o que merecem.
— Isso vai ser um massacre Cher. – Katrinna foi a favor de Alanna pela primeira vez desde que essa discussão começou.
— Como se não tivéssemos feito isso várias vezes antes. – não conseguia entender tanta relutância contra.
— Cher está certa, é preciso. – James foi a meu favor e a discussão acabou.



Um carro se aproximou da entrada do Delphi. Eu sabia que era deles por ser o mesmo que correu na ultima vez que eles apareceram no Galho Quebrado e competiram com Katrinna. Entraram no estacionamento e pararam a pelo menos dez metros do nosso carro. Os dois desceram. Olhei para meus amigos e todos me devolveram olhares que estavam prontos. Saímos eu e as meninas ao mesmo tempo do carro. Alanna segurava as vendas e Katrinna o equipamento de detectava rastreador. Paramos de frente a eles, olhei no celular a hora e eram exatos dez da manha.


— Dez em ponto, eu gostei disso. – sorri.
— Cumprimos com o que dissemos. – disse Justin.
— Legal. Katrinna faça as honras. – Katrinna ligou o aparelho e foi andando na direção deles.
— O que é isso? – perguntou o amigo dele que eu ainda não consegui guardar o nome.
— Isso é um equipamento e detecta rastreadores, qualquer tipo de rastreador. – Alanna respondeu por mim. Eles se olharam brevemente, travaram o maxilar, mas mantinham os músculos do corpo aparentemente relaxados. Katrinna continuou a andar e começou a passar o detector pela lataria do carro. O aparelho não apitou nem fez um ruído alto então isso significa que não tinha rastreador, eles estavam limpos. Katrinna voltou para nosso lado e em seguida Alanna me passou uma das vendas e andei em direção ao Justin e ela ao amigo dele, Justin deu um passo atrás com minha aproximação.
- Fique tranquilo, só estamos cobrindo seus olhos por precaução. – sorri.
Andei até suas costas e coloquei a venda em seus olhos amarrando-a em seguida. Acidentalmente eu acabei apoiando minhas mãos no ombro dele por alguns milésimos de segundo e pude sentir seu corpo relaxar ao meu toque.
Mas agora eu iria guia-lo até o carro e eu precisava toca-lo. Segurei uma de suas mãos e coloquei a outra em seu ombro novamente e senti e vi seus ombros subirem e descerem numa respiração profunda. Empurrei levemente minha mão que estava no ombro para indica-lo que precisava andar. James deixou o banco de trás e sentou na frente ocupando o acento do motorista. Justin e o amigo foram para a traseira e eu sentei no carona. Alanna e Katrinna iriam ao carro deles seguindo o nosso.

[...]

Todo o trajeto até a arena eles ficaram em silêncio como um bom aprendiz. Apenas Justin perguntou se demoraria ainda mais para chegar ao local desejado. A arena era entre a nossa e a cidade vizinha, dentro da floresta, era ainda mais longe que o galpão então posso dizer que ficamos muuuuito tempo naquele carro. James e eu evitávamos falar, quando tínhamos que nos comunicar fazíamos isso por gestos. Era engraçado olhar para trás e ver os dois vendados olhando para os lados como se conseguissem ver algo.
Quando finalmente chegamos, estacionamos os carros na garagem improvisada e ajudamos Justin e o amigo descer do carro. Katrinna e Alanna estavam guiando eles enquanto eu que James abríamos a porta dupla de ferro. Eles entraram e fechamos a porta de ferro. Katrinna e Alanna tiraram a venda dos homens e eu bati palma duas vezes e as luzes se acenderam parcialmente apenas ali na entrada.

- Reconhecimento de voz. – disse a voz eletrônica de computador.
- Cherry Bomb. – disse devagar e mais claramente possível.
- Reconhecimento de voz aceito. Bem vinda de volta Cherry. – o computador disse como de costume.
- Obrigada Sammy. – disse por puro costume.

Todas as luzes acenderam e tudo foi ligado. Tinha um tempo que qualquer um de nós tenha estado ali, a poeira era fina, mas ainda assim visível. Assim como o cheiro que não estava lá dos melhores. Alanna logo se moveu para a central da arena onde tudo era controlado. Nerd total. Mas não éramos nós que íamos ser testados e sim eles.
Os dois olhavam tudo com muita admiração e eu só fiz rir internamente, James parou ao meu lado e deu um beijo na minha testa. Abracei sua cintura.

- Gostam do veem? – perguntei a eles que não conseguiam manter o olhar em apenas uma coisa.
- Tá de brincadeira? Onde vocês conseguiram isso tudo? – o amigo que eu ainda não recordava o nome falou.
- Isso é o de menos… vamos começar? – perguntei.
- Começar o que? – perguntou Justin.
- O seu treinamento.
- Que treinamento? – perguntou o amigo.
- Qual seu nome mesmo? – aproveitei a deixa.
- Chaz. – ele disse simples ainda com os olhos em duvida.
-Chaz, vocês precisão de treinamento.
- Não acharam mesmo que era só chegar e bum, vão nos ajudar. Vocês não tem noção com o que estão lidando. – James completou.
- Chega de papo, quero os ver apanharem. – Katrinna disse já na área de tiro ao alvo. Sorri para ela, com certeza estava doida pra sua vez chegar de treina-los.

Andamos até ela e entramos para ‘’sala’’ de tiro ao alvo. A parede era cheia de armas penduradas fora as duas mesas grandes com mais armas. Tinha ali quase todo tipo de arma de fogo, para você não ficar limitado a pouco manuseio dessas belezinhas. Num campo de batalha você não sabe o que pode ou não parar na sua mão.

- Podem escolher uma. – James disse. A partir de agora o comando era com ele.
- Qualquer uma? – perguntou Justin.
- Qualquer uma. – disse séria me sentando um balcão ao lado de Katrinna. – disse vai ser engraçado disse a ela.
- Já posso ver James tirando as tripas deles pela boca. – rimos.

Justin escolheu uma COLT Double Eagle. Uma das minhas armas favoritas, mas James sempre chamava essas armas de brinquedo. Com isso James soltou uma risadinha de deboche.

- Qual é isso é uma armazinha de brinquedo. – não disse?
- Começou o recalque James? – ele apenas olhou para mim e sorriu, depois piscou o olho.
- Escolha outra arma. – James disse cruzando os braços. Justin revirou os olhos e pegou uma pistola de grosso calibre. – Melhor… - olhou para mim e eu só fiz revirar os olhos. – Atira. – ele disse a Justin.

Justin se preparou e atirou, o alvo estava perto nos possibilitando a ver onde ele acertou a olho nu sem precisar se aproximar. Ele não acertou no alvo. James respirou fundo, ele não ia ser todo paciente como foi comigo, nós tínhamos um tempo limitado para fazer deles bons.

- Atira. – James disse a Chaz.

Chaz mirou e atirou sendo um pouco melhor que Justin, ele chegou mais próximo do alvo. Pela feição de James ele tinha ido razoavelmente bem, isso porque ele continuou sério, quando Justin atirou ele entortou a boca.

[...]

Horas depois eles ainda continuavam ali, Justin praticamente matava a James e o mesmo a ele, Chaz foi liberado por ter se saído melhor e foi ficar com Alanna lá em cima na central. Algo me diz que eles estão se pegando. James pegava em cima de Justin e eu suspeitava que fosse também por implicância. Bem ou mal, ele melhorou alguma coisa na mira dele. James gritava com ele e eu e Katrinna só sabíamos rir da cara de ódio de Justin em não poder fazer nada a não ser o que ele pedia.

- VOCÊ ATIRA COMO UM POLICIAL. ISSO É RIDICULO! – gritou James. Comecei a rir e Justin olhou para mim não gostando nada, mas era inevitável, o rosto dele estava vermelho de tanta raiva. – É difícil acertar aquele circulo vermelho? – James andou até a mesa de armas e apoiou as mãos na mesma e respirou fundo.
- Se você é tão bom, atira você! – Justin jogou a arma na mesa. James olhou para Justin sério, pegou qualquer arma a mesa e atirou sem olhar o alvo. Ainda duvidam que ele tenha acertado sem olhar?

- Acabamos por hoje. – James deixou a sala, antes que desse um soco em Justin. O mesmo olhou para o alvo e não deu outra, James tinha acertado em cheio.


Continua
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Deeeeeeeeeeesculpem a demora!! Não me matem please!
Final de ano é sempre uma bosta p quem escreve fanfic. É provas finais, trabalhos, casa entre outras coisas que ocupam mais seu tempo que você mesmo. 
Mas além disso tudo eu sofri uma decepção - se for realmente isso.
Mas no fim das contas eu sabia que isso aconteceria mais cedo ou mais tarde mesmo, enfim, não são coisas que vocês querem saber.
RESPONDI ALGUNS DOS COMENTÁRIOS
Deem uma olhada no capítulo anterior.
Deem uma olhadinha nesses blogs:

xoxo - Dricka!

1 de dez de 2014

Single ── Capitulo 1




── Coral, tem certeza que é pra sempre? ── Lila perguntou pela quinta vez. Justin e eu sempre fomos o casal exemplo, tinhamos nossas brigas, todo casal tem, mas sempre nos apoiamos, e nunca ficamos que nem esses casais cheios de blá, como ciumes exagerado, amorzinho, fofinho, tchuco, eramos apenas nós, só que namorando, tinhamos nossos amigos juntos e separados. Eramos o casal perfeito, até um tempo atrás...

29 de nov de 2014

Ultraviolence - 2º Capítulo - Shelby?


– Não. –seu tom era baixo, levantei minha cabeça para olha-lo, e ele continuava e manter seu olhar analisador em minha direção. – Foi apenas um mal entendido.
– E o que aconteceu com seu terno senhor?