quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Trust Me - Capítulo VI - Quase um Déjà Vu - Parte I



QUASE UM DÉJÀ VU - PARTE I


*Cinco dias depois.

Cher P.O.V.

Toquei a campainha umas três vezes e ninguém atendeu. Na quarta tocada Anne apareceu e vestia apenas uma blusa social com suas pernas de fora. Olhei-a de cima a baixo e soltei um sorrisinho debochado. James estava comigo e eu sabia que ele como homem olharia descaradamente. Anne me olhou sem expressão e apenas sobressaltou a sobrancelha esquerda, mas logo que avistou James atrás de mim sorriu descaradamente. Antes que eu metesse um soco que quebrasse aqueles dentinhos brancos, eu entrei na casa.
Depois de um dia e meio Chris teve alta e veio para sua casa, mas eu não pude fazer nenhuma visita por causa dos meus negócios que precisaram da minha máxima atenção. Mesmo assim sempre que dava tempo eu mandava uma mensagem ou até mesmo ligava para perguntar como ele estava e como estava a recuperação. Por sorte o tiro não atingiu nada que complicasse e ficasse grave. Eu não estendia nada de medicina e só entendia o que via nos filmes, quando o médio deu o diagnóstico de Chris no hospital foi como falar em chinês comigo e eu somente pedi para vê-lo. Subi a escada principal até o segundo andar da casa que era mais sofisticado e fui diretamente ao quarto que Chris que eu sabia exatamente onde era. Dei duas batidas na porta e escutei um “entra” lá de dentro.

- Como vai esse homem furado? – disse apenas colocando a cabeça dentro do quarto.
- Cher! – ele tentou levantar para me receber, mas voltou para a cama com feição de dor.
- Não se esforce, por favor. – entrei no quarto fechando a porta e me sentando ao seu lado. O ar-condicionado estava ligado no mais frio possível. – Não está tão calor assim para o ar estar nesse grau.
- Anne me encheu de cobertas e eu não conseguia me livrar delas, o controle estava aqui e eu aumentei o ar. – sorri.
- E como você está? – perguntei pegando na sua mão.
- Melhor. Quer dizer levando em consideração que eu odeio ficar deitado debilitado a várias coisas, mas recebo vários mimos de Anne e Charlote, isso é bom. – Charlote era a empregada mais doce do mundo. – É bom receber esses mimos de vez enquanto.
- Um menino carente de mimos. – dei leves gargalhadas. – Irá ter um racha domingo no Galho Quebrado, acho que vou dar uma passada lá.
- Eu também vou, mas não vou poder competir por sorte sua. Você vai ter uma chance de ganhar. – ele riu.
- Mesmo com um furo no corpo quer fazer piadinhas. E você não vai ao Galho Quebrado domingo.
- Só porque você quer. Eu já disse que vou.
- E eu estou dizendo que você não vai. – rebati me aproximando sem perceber.
- Cherry, eu vou. – disse autoritário.
- Já disse que não vai. – me aproximei ainda mais por puro instinto de peitar.
- Se você se aproximar mais vou ser obrigado a te beijar. – pisquei.
- Não seria louco a esse ponto Chris.
- Quer que eu prove minha queria Cher. – ele se aproximou.
- Tente e eu desço a mão nesse curativo. – sorri e me afastei.
- Você tem sorte que eu não faço o tipo masoquista. Mas escreva o que estou dizendo ainda vou te beijar. Agora pode descer e preparar um lanchinho? Estou com fome. – sorriu descaradamente.
- Acho que ninguém te mima você que é um aproveitador abusado, mas como estou de bom humor e também com fome eu vou. – levantei da cama e sai do quarto.

Desci a escada e me direcionei para a direita seguindo o corredor e cheguei à cozinha. Lá dentro estavam James e Anne que ria como uma um pato engasgado. Passei reto por eles indo até a geladeira e pegando algumas coisas para fazer um sanduíche como queijo e presunto. Peguei o suco na jarra e torrada, para acompanha-la peguei geleia de amora e amendoim. Coloquei tudo em cima do balcão do lado contrario deles ficando de frente a eles. Comecei a fazer meus sanduíches e eles não falaram mais nada e isso me fez olha-los.

- Algum problema? – perguntei tediosamente.
- Está fazendo para quem? – me respondeu com outra pergunta James.
- Para mim e Chris. – respondi voltando a fazer os sanduíches. Jurei ter ouvido um som de desagrado de James, mas preferir deixar de lado. Eles voltaram a conversar, mas dessa vez de um assunto aleatório e arrastado.

Passei as geleias nas torradas e peguei dois copos grandes no armário e servi um pouco do suco bebendo em seguida, era suco de uva. Coloquei dessa vez nos dois servindo até em cima. Peguei uma bandeja e coloquei os pratos com sanduíches e torradas e depois coloquei os copos. Iria guardar tudo na geladeira, mas decidi perguntar se James queria algo.

- Não. – ele disse somente.
- Faz um sanduíche para mim. – Anne pediu descaradamente. Olhei-a.
- Você tem duas mãos e dois pés, agradeça a Deus e faça você mesma. – disse curta e grossa. Ficou um silêncio de cerca de dois minutos enquanto eu guardava as coisas. Voltei para pegar a bandeja e levar até Chris, mas Anne decidiu abrir a boca novamente.
- Cherry eu sei que vacilei no passado, mas…
- Mas? – interrompi antes que ela começasse um discurso. – Não tem “mas” Anne. Eu poderia ter morrido e ai o que você ia fazer? Se não fosse James que corresse todos os riscos para poder me ajudar a fugir. Você além de colocar a mim em risco colocou seu próprio amigo. – disse alterada.
- Eu não fiz por querer…
- Mas foi um “não querer” que mataria até James. Como você ficaria se ele tivesse morrido? – ela abaixou a cabeça. – Aposto que nenhum pouco bem. Então não se ache no direito que falar comigo como se eu fosse uma das suas amiguinhas daquele puteiro da onde você veio. – sabia que falar isso a tirava do sério e eu fazia de propósito.
- Ótimo! – ela levantou e saiu da cozinha.
- Não precisava falar isso. – escutei James falar, mas não o olhei.
- Não precisava um monte de coisas James. Não precisava ela ter me traído a mim e a você, não precisava você continuar a falar com ela. Não precisava Chris levar um tiro e principalmente não precisava eu ter confiado e conhecido ela. – olhei-o e sai da cozinha com a bandeja levando para Chris.




*Domingo.

Durante toda a semana James dormiu na minha casa, todas as noites ele queria esquentar a cama. Eu não sabia que ele era viciado em sexo assim. Quase todas as noites eu correspondi, mas às vezes eu estava cansada, ficava acordada ate tarde no escritório e James sempre ia me buscar quando caía no sono sem perceber. Acordava na minha macia cama com um pijama de flanela e James abraçado ao meu corpo. Até agora estava indo tudo bem no nosso relacionamento. As coisas estavam fluindo naturalmente e eu estava gostando do rumo que isso estava tomando. Cada dia eu sentia algo a mais por James e ele a cada dia me tratava ainda melhor.
O que mudou, ou melhor, quem mudou, foi Katrinna. Principalmente quando estava com James, ela ficava um tanto ignorante e esnobe. Cada vez mais eu percebia o quanto ela gostava de James e começava a ficar insuportável, eu sentia o ciúme dela e a raiva que ela sentia por querer estar no meu lugar. Eu até poderia tentar conversar com ela, mas o que eu diria? Como iria chegar nela e falar “não precisar ter ciúme do meu namorado, a culpa não é minha se ele gosta de mim e não de você”? Além de que ela é minha amiga eu não poderia simplesmente chegar e dizer qualquer coisa. Na maioria das vezes eu tentava não ficar muito próximo de James quando ela estava. James não concordava muito com minha atitude, ele achava que ela tinha que aceitar e ponto. Mas eu não queria confusão com minha amiga por causa de homem. Eu tentei o fazer conversar com ela, mas chegamos à conclusão que James também não poderia falar com ela.
Estava me arrumando para a noite de pegas no Galho Quebrado. Tinha colocado um jeans escuro e uma blusa vermelha. Não coloquei nenhuma jaqueta já que iria de carro com James. Se fosse uma semana antes eu teria ido de moto. Coloquei um salto que estava praticamente novo pela falta de uso – prefiro coturnos, botas ou tênis. Enrolei o cabelo com babyliss e fiz um leve olho preto e fechei com um batom claro.

- Toda essa produção é para quem, posso saber? – virei e vi James parado na porta do quarto que ultimamente tem sido nosso. Sorri sem saber o que dizer exatamente.
- É para um cara ai. – disse depois de um tempo.
- Ele é muito sortudo, se me permite dizer. – ele veio até mim tirando meu cabelo do pescoço e beijando ali.
- Sabe quem é ele? – disse me virando para ele.
- Quem? – perguntou aproximando sua boca da minha.
- James Russo. Conhece? – passei os braços em volta do pescoço dele e ele abraçou minha cintura.
- Conheço um cara de sorte quando vejo um, mas nesse caso eu sou esse cara. – sorri e beijei ele e como todas as vezes parecia que era a primeira. Eu sempre sentia aquele frio na barriga. Era um dos fatos de eu amar beija-lo.
- Melhor irmos.
- Por quê? Podemos fazer nossa festa aqui mesmo, sem problemas. Não me incomodo.
- Oferta tentadora, de verdade. Mas eu realmente quero um pouco de ação. – disse me afastando e indo até a porta.
- Está dizendo que eu te dou sono, que não sou bom no que faço? – homens...
- Não James, você não me da sono… só de vez enquanto. E não é ruim no que faz ok? – sem que eu esperasse me prensou na parede do corredor.
- O que você disse?
- Que não é ruim. – repeti.
- Mas também não disse que sou bom, e eu quero escutar que sou ótimo. Sou espetacular. Que sou o melhor. – sussurrou no meu ouvido. Confesso que aqui me excitou pra caralho.
- Mas quem disse que você é? – brinquei com a onça com vara curta.
- Como é que é? – ele pegou meu copo colocando minhas pernas envoltas do seu quadril. O impacto das minhas costas na parede doeu bastante. Dei uma tapa na cara dele.
- Machucou minhas costas, ogro! – ele sorriu tinhoso.
- Como se você não gostasse de uma brutalidade e uma porradaria na cama Cher. – sussurrou e mordeu o lombo da minha orelha. Suspirei controlando o gemido que começara a subir na minha garganta.
- Coloque-me no chão James. Agora não é hora para isso. – disse rindo. Ele me desencostou da parede e desceu comigo em seu colo. Quando cheguei à escada eu pedi para que ele me descesse de seu colo, pois tinha medo dele me deixar cair. – James, por favor.
- Olhe para mim Cher. – ele pediu e eu assim fiz. James pegou com uma das mãos meu pescoço e trouxe-o para perto de seu rosto e depois beijou meus lábios. Levei minhas mãos para seu cabelo fazendo um carinho ali. Não me controlava quando seus lábios estavam nos meus, podia estar em qualquer situação que fosse eu sempre me deixava levar me esquecendo do mundo ao meu redor. O cabelo de James era até o pescoço e era macio e sedoso. Tinha um cheiro que até hoje não consigo decifrar, apenas sei dizer que é bom e que reconheceria em qualquer lugar no mundo. – Prontinho. – ele disse me colocando no banco do carona no carro. – De nada. – ele disse assim que percebeu que eu olhava sem entender como cheguei ali. Deu-me um selinho e deu a volta no carro sentando no banco do motorista. Girou a chave no carro e ele deu a típica tremida.
- Juízo crianças! – pude escutar Dorotéia gritar.




A musica nas caixas de som estava no último volume, tocava um remix de “We Can’t Stop – Miley Cyrus”. Por instinto comecei a cantar assim que sai do carro. Ele foi rodeado por pessoas que cumprimentavam a mim e a James. Cumprimentei a maioria deles e sorri para outros. Quando enfim sai da multidão que se formou avistei Katrinna e Alanna que dançavam descontroladamente, no mínimo elas estavam levemente alteradas com álcool. Logo atrás delas estavam Chris e Anne encostados no capô de um carro. Chris como sempre um teimoso que não aguenta ouvir um não ou ser contrariado. Passei pelas meninas indo até Chris que me olhava com um sorriso idiota no rosto, ele também bebeu.

- Não vou nem dizer que estou chateada com você Chris. E você. – me referi a Anne. – Como pode trazer ele e ainda deixa-lo beber? Ele está tomando antibiótico, sua doente. – praticamente gritei querendo meter a mão na fuça dela.
- Cher não briga com ela não, eu fugi de casa. Ela não teve escolha a não ser vir atrás de mim, mas quando ela chegou, eu já tinha tomado uma garrafa de vodca e fumado. – ele dizia com uma voz de criança inocente e fazendo feição de coitadinho.
- Chris, cale a boca. – o problema de quando ele bebê e fica bêbado ele meio que ‘’perde’’ a maldade das coisas. Mas na verdade ele fica lesado mesmo.

Depois de um tempo fui dançar com as garotas, Anne nos acompanhou também e dessa vez decidi não implicar e apenas deixa-la ficar conosco. Certas horas eu até dançava com ela apenas me deixando levar, apenas porque estava feliz. Katrinna estava – pelo incrível que pareça – sóbria, mas o mesmo não podia dizer de Alanna que estava praticamente dando pro primeiro que aparecesse e dissesse algo meia boca para levar para cama.
Na medida do possível eu a manteria nos meus olhos, mas eu não iria ficar sendo babá dela a noite toda. Alanna é maior de idade e uma mulher formada, sabe o que está fazendo – ou não.
Senti um par de mãos na minha cintura me puxando para trás fazendo bater em um corpo masculino. Pensando que era James deixei que as mãos passeassem em volta do meu corpo e me permitindo rebolar e fazer danças ousadas. Quando enfim vi James conversando com Chris de costas para mim do outro lado do Galho Quebrado meu corpo simplesmente paralisou. Virei meu corpo e dei de cara com os olhos castanhos muito bem conhecidos por mim nesses últimos dias.



Continua..
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Vocês realmente gostam a fanfic?
- Dricka.

domingo, 19 de outubro de 2014

Our Melody - Capítulo 4




“Eu dedico esta canção para você, aquela que nunca enxerga a verdade. Que eu poderia tirar sua dor, garota com o coração partido...”.
- 5 Seconds Of Summer.

Nova Iorque, Estados Unidos. – 7h00 p.m
Aeroporto - Dias atuais.

Justin procurava desesperadamente sua mala. Eram milhares na esteira e parecia que todas tinham passado menos a dele.
Irritado, continuou a esperar.
Justin nunca foi um garoto de muitas malas, muitas coisas... Sempre foi simples. Nunca ligou para estas coisas. Ainda mais quando viajava. Ele não se importava em vestir a mesma roupa por dois dias ou de levar poucas peças. Isso não era importante. O importante, para ele, era aproveitar a viagem. Isso sim.  
Seu celular começou a tocar, ele atendeu de má vontade sem nem olhar no visor. Sabia quem era.
- Alô?
- Oi, Jus.
Justin fechou os olhos, pesadamente. Pensava que era Rianna, não ela... Se soubesse, jamais teria atendido. Meu Deus, era incrível como quando tudo parecia estar dando certo, acontecia algo para estragar tudo.
Droga, como ele era um estúpido. O que eu faço agora?, pensou desesperado. Bem feito, se recriminou novamente, quem mandou não olhar na merda do visor?
Pensou em desligar na cara da pessoa, mas isso era muita falta de educação. E infantil. Depois, teve a ideia de falar que foi engano, mas sabia que ela não ia acreditar.
Por fim, encarou a situação.
- Oi, Candice.
- Você nunca me chamou de Candice, é sempre Candy...
- Bom, as coisas mudam. –Sua voz saiu mais fria do que ele pretendia. – Você, mais do que ninguém, deveria saber disso.
- Jus, me desculpa. –Ela fungou. – Podemos nos ver?
Justin fechou os olhos, tentando ignorar a dor que seu coração sentia naquele momento.
Em sua mente, uma imagem de Candice apareceu. Ele visualizou seu rosto branco como a neve e seus olhos azuis como o céu. Ela sorria, mostrando seus dentes perfeitos. Seus cabelos loiros caiam sobre seu rosto de uma forma tão natural, tão conhecida...  
E seus lábios? Deus... aquilo era uma perdição. Justin se lembrou de como amava beijá-los, acariciá-los...
Ao ver em que estava pensando, melhor, em quem, parou rapidamente.
Não, ele não podia se deixar levar pela saudade. Tinha que se lembrar de o todo mal que ela o fez. Ele poderia fazer isso.
- Não, não podemos nos ver agora. Nem nunca mais.
- Justin, por favor...
- O que foi, Candice? Não se lembra de que você fez sua escolha? A porra da sua escolha que arruinou a vida de nós dois? Bem, espero que morra com esse peso e arrependimento na consciência. Espero que não me ligue mais. Adeus, Candy. –Cuspiu o apelido, com desprezo. –
Encerrou a chamada com raiva. Engraçado como pequenas coisas podem irritar o ser humano, ainda mais uma ligação. Ou palavras.
Mas, a história de Justin e Candice tinha muito mais do que palavras ou ligações envolvidas. Tinha atitudes. Escolhas
Escolhas erradas, principalmente. Candice e Justin se conheciam desde pequenos, eram melhores amigos. Não viviam um sem o outro. Igual a todos os filmes de romances mais clichês do mundo. Eram só amigos, no começo. Nada mais. Porém, tudo mudou quando completaram treze anos. Eles começaram a desenvolver um carinho maior pelo outro. Aos quatorze anos foi o primeiro beijo dos dois. Aos quinze anos, eles ficavam as escondias. E aos dezesseis, começaram a namorar sério.
Óbvio que teve uma época que terminaram. Foi aos dezoito anos. Ficaram meses separados, mas não aguentaram muito. Voltaram logo depois.
Aos vinte anos...
Justin fechou os olhos, interrompendo a linha de pensamentos. Não gostava de lembrar-se da cena. Da dor que sentiu.
Sempre foi um cara muito atencioso, animado, simpático... jamais demostrava algum tipo de dor ou fraqueza. O que ele sentia, só ele sabia. Pois por fora, quem visse, achava que estava tudo bem. Era isso que seu sorriso mostrava, mas não o que o seu coração sentia.
Mesmo quem era próximo a Justin raramente notava que algo estivesse errado, ele era realmente muito discreto quando o assunto era sobre seus sentimentos.   
Sempre foi.
Alguns podiam achar que isto era uma qualidade, mas ele não. Fazia mal guardar todo esse peso e dor dentro de si. Aquilo, aos poucos, o matava.
Viu sua mala de vermelha na esteira passando, fazendo o voltar a realidade. Saiu correndo, indo até ela. A pegou, colocando no chão e saindo de lá. Agora era só pegar um táxi e achar algum albergue por aí.
Ainda perdido em pensamentos, saiu do aeroporto. Ou tentou, pois estava lotado. As pessoas passavam apressadamente, sem nem olhar para os lados. Falavam no telefone ou mexiam nele, sem nem prestar atenção em mais nada. Em ninguém.
Desde quando o mundo ficou assim?, pensou Justin.  
Arrastou a mala mais junto consigo e tentou passar por toda aquelas pessoas. Nunca tinha visto tanta gente junta em um mesmo ambiente. Era espantoso e assustador, tudo ao mesmo tempo. Ao sair de dentro de lá, tentou achar um táxi. Demorou um bocado, realmente, os filmes não mentiam nesse quesito. Quando finalmente achou, disse para o motorista o levar para o albergue mais perto.
O moço o deixou na quinta avenida. Uma das ruas mais movimenta de Nova Iorque. O taxista o assegurou que lá teria o que ele procurava. Agradeceu, pagou e saiu o táxi amarelo.
A rua realmente tinha muitas lojas. E pessoas. Alguns esbarravam nele sem nem pedir desculpas, fazendo o garoto se encolher. Não estava acostumado a isso. Encontrou o albergue depois de algumas informações. Sentiu-se mais aliviado, porém, tudo desmoronou ao ver saber que estavam sem quartos disponíveis.
Quis morrer ali mesmo. Estava cansado da viagem e agora não tinha onde ficar. Certo, será que era um sinal? Provavelmente, uma macumba do Brad. Maldito seja!
Saiu de lá, arrasado. Estava com sua guitarra e sua mala vermelha sozinho em Nova Iorque. Certo, isso só era legal em filmes.
Voltou a andar no meio de todas aquelas pessoas, procurando outro táxi ou algum lugar para ficar. Esbarrou em uma garota sem querer. O impacto foi tão forte que a fez cair. Se sentindo culpado, ajudou ela a se levantar. Parecia que ela tinha sua idade. O olhou, irritada.   
- Não olha por onde não, idiota? Que eu saiba você não é invisível!
- Desculpe. – Desculpou-se, assustado com a agressividade da garota. –
- Tudo bem... –bufou, meio contrariada. – Vejo que não é daqui.
Justin franziu o cenho. Será que era por causa da sua roupa? Olhou em volta e viu que não vestia nada diferente. Usava uma blusa xadrez azul marinho e branco e uma calça jeans um pouco gasta. Tinha sua guitarra nas costas, com sua case e sua mala. Apenas isto.
A menina, ao entender o que ele pensava, revirou os olhos. Tão previsível, pensou ela.
- Vejo isto pelo seu jeito de se portar. –Explicou. -
- Oh...
- Não que isso seja ruim, claro... Mas, você sabe, tem que se soltar um pouco mais se quiser sobreviver aqui. E não ficar com essa cara de gatinho assustado.
Quem era aquela garota? Quem ela achava que era?
Estava indignado com a honestidade da menina. Será que ela não via que eles não tinham intimidade alguma para isso? Pensou em dizer isso a ela, mas não disse. Afinal, ele tinha educação.
A garota o avaliou, parecendo pensar se ele realmente valia a pena ou não. Sorriu, no final.
- Qual é o seu nome?
- Justin Bieber.
- O que faz aqui parecendo estar sem rumo? Se perdeu? Está fugindo de casa porque seus pais não aceitaram sua profissão ou...?
- Na verdade, eu meio que viajei para cá sem planejar algumas coisas...
- Aham, tão clichê. Achou que seria fácil achar qualquer lugar para dormir, não é? Bem, não é tão fácil quanto parece.
Justin soltou um riso anasalado.
- É, estou vendo que sim.
A garota em sua frente sorriu, divertida. Ela tinha os cabelos ruivos lisos e longos. As pontas eram pintadas de várias cores. Parecia um arco-íris. Seu cabelo valorizava seus olhos verdes escuros. Ela tinha um piercings no lábio inferior e usava um vestido preto colado no corpo, com uma jaqueta de couro da mesma cor. Nos pés, usava um all star e carregava uma pasta laranja. Era linda, do seu jeito.
- Meu nome é Rosemary, mas você pode me chamar de anjo da guarda. –Sorriu, ainda zombando da situação. – Ou de Rose, você escolhe.
- Acho que prefiro Rose.
- Que chato. –fingiu estar decepcionada, mas logo riu. – enfim, me siga.
Ela saiu andando sem o esperar. Justin ficou parado, sem saber o que fazer. Como assim “me siga”? Ele nem a conhecia! Será mesmo que deveria seguir a louca do cabelo arco-íris? Ela tinha cara de ser uma boa pessoa, mas... Sempre foi ensinado que as aparências enganam.
A menina se afastava cada vez mais. Suspirou e se deu por vencido. Estava em uma cidade desconhecida, com mais de milhões de pessoas. Não estava acostumado com tantas pessoas e muito menos com tanta movimentação.
Já estava escurecendo e o tempo estava feio. Com toda certeza ele não poderia ficar na rua, ainda mais chovendo... Engoliu o medo e seguiu a menina.
- Ei, espera!
- Credo, caipira, você é lento demais!
- Não sou caipira!
- É sim. –Replicou. – Agora fique quieto antes que eu me arrependa e te largue no meio da rua.
Justin bufou, mas obedeceu. Afinal, ela o estava ajudando, no final das contas. A menina parou em frente a uma kombi velha, caindo aos pedaços. Entrou e disse para Justin entrar pela janela. Quando Rose viu que ele não faria isso, o mandou entrar pela porta do motorista. Depois de muita confusão, partiram para longe dali.
Justin queria perguntar para onde ela o estava levando, mas sabia que ela não iria responder, então resolveu desfrutar um pouco da bela paisagem.
A rua era bem movimentada. Parecia que saia pessoas do bueiro. Era impressionante. Na sua cidade, tinha aproximadamente trezentos mil habitantes. Aqui, em Nova Iorque, a estimativa era de oito milhões. A diferença era muita.
Sua cidade não era ruim. Tinha prédios, era até que um pouco animada. Quando as pessoas de outro lugar pensavam em Oklahoma, imaginavam algo totalmente do interior. Sem internet, sem computador, sem shoppings, sem prédios, sem roupas da moda... Só que não era totalmente assim. 
Tulsa, pelo menos. A cidade de Justin até que era um pouco moderna. Tinha carros, internet, prédios... Era apenas mais calmo que aqui. Tinha poucos shoppings, era verdade. E provavelmente, bem menores do que os daqui, porém, isso não o incomodava.
O que o incomodava era uma pessoa qualquer o chamar de caipira, sendo que ele não era.
Ao pensar sobre isso, sentiu seus olhos pesarem. Os fechou encostando-se na janela da garota arco-íris. E adormeceu ali mesmo, com todas as luzes de Nova Iorque o chamando.
Portland, Oregon – 10h13 a.m.
Aeroporto. - Dias atuais

Olívia estava nervosa. Muito nervosa.
Era a primeira vez que ela viajaria sozinha. Sabia que milhares de adolescentes estariam loucos para estar na pele dela. Afinal, aquilo para muitas pessoas significava liberdade.
No entanto, não para Olívia. Queria que sua família fosse com ela, mas sabia que eles não podiam. Não tinham condições para isso.
Seu pai a olhava carinhosamente. Como se tentasse transmitir segurança para sua pequena princesa. Porém, ele não tendo muito sucesso em sua missão.
- Você vai se sair bem, filhota. Sei que vai. Não se preocupe, apenas aproveite o momento, tudo bem? Não importa se você não ganhar essa competição. Para mim, você sempre será a garota mais talentosa de todas!
Os olhos da Liv se encheram de lágrimas. Era incrível como seu pai sempre sabia dizer a coisa certa. Seu estômago se desembrulhou um pouco. Ela foi até ele e o abraçou forte.
- Eu te amo, papai.
- Eu também amo você, princesinha.
Ela fungou e limpou as lágrimas. Afastou-se do pai e foi abraçar sua mãe, que já estava chorando faz tempo.
- Oh, meu bebê! Não acredito que você irá para tão longe de nós...
- Eu sei, mamãe. Também não estou muito animada com esta ideia...
- Querida, só Deus sabe como vou sentir sua falta e como vou ficar preocupa com você em outro estado... mas, eu estou feliz por você. E tenho certeza que você irá arrasar! Eu te amo, bonequinha.
- Obrigada, mamãe! Eu te amo, muito!
A próxima foi Destiny, que abriu um largo sorriso e a envolveu em um abraço caloroso.
- Se cuida, Liv. Qualquer coisa é só ligar que eu e Marc iremos correndo para onde você estiver. Eu te amo muito, tenho certeza que você vai ficar em primeiro lugar.
- Obrigada por tudo, irmã. Pode deixar que eu vou ligar sim.  E manda um beijo para o seu noivo. –Sorriu, emocionada. –
Por último foi Tyler. Ele estava um pouco quieto e de cabeça baixa. Liv sorriu trêmula e abraçou seu irmão fortemente. Tyler sem hesitar retribuiu o abraço.
- Fica atenta lá, em pirralha. E fica longe de má influência...
- Eu sei me cuidar, Ty. Pode deixar! –Riu, um pouco comovida com a preocupação que o irmão demostrava. –
- Eu sei que sabe, é só que eu... me preocupo com você.
Tyler estava meio tímido e Liv pode ver isto, por isso sorriu e o abraçou mais forte, beijando sua bochecha.
- Você é o melhor irmão de todos, Ty! Pode deixar que sei me cuidar, afinal, aprendi vários golpes de caratê com o melhor...
O irmão riu e limpou os olhos rapidamente, antes que alguém visse.
- Não chora!
- Não conta para ninguém, ou eu te mato, ouviu bem?
- Tá, chatão. Agora eu tenho que ir, eu amo você, Ty!
- Eu te amo mais, maninha. Boa sorte e acaba com eles!
Ela riu e seu irmão deu um beijo em sua testa. Anunciaram mais uma vez seu vôo, fazendo seu estômago embrulhar outra vez. Acenou para eles, ainda chorando e se afastou.
Estava na hora.
Pegou sua mala e a arrastou para a direção onde ela tinha que ir, mas, se virou mais uma vez para trás e viu que sua família não estava mais lá. Ou se estava, milhares de pessoas apressadas passavam em sua frente.
Reprimiu um suspiro e colocou um sorriso no rosto.
Afinal, ela estava indo para Nova Iorque, a cidade dos sonhos! Onde tudo podia se tornar realidade.
Com esse pensamento, seguiu em frente, sorrindo.

♫ ♪ ♫ ♪
O vôo tinha sido cansativo. E um pouco intimidante. Ela foi à classe econômica, óbvio. Tinha sido um horror, tinha umas três crianças que choraram a viagem inteira, fazendo Liv não conseguir dormir.
Fora que sua companheira de vôo era uma mulher totalmente irritante. Ela ficou falando sobre sua vida a viagem inteirinha. Em nenhum momento parou ou perguntou para Liv, apenas ficou desabafando. E Olívia era muito educada para manda-la ir se foder.
Por isso, ficou ouvindo a mulher falar por horas a fio.
Quando finalmente chegarem à Nova Iorque, ela agradeceu baixinho.
Encontrou sua mala facilmente, sem nenhum problema. Pegou-a e foi lá para fora, tentar achar um táxi. Essa, com certeza, foi a parte mais difícil. Demorou uma hora, mas finalmente conseguiu um.
O taxista perguntou onde era seu destino, Liv apenas mostrou o papel que estava o endereço. Não sabia onde era... Fernanda que tinha arranjado o lugar e feito sua reversa. Pelo que sabia, era uma pousada...
Chegaram em poucos minutos no local. A pousada era um pouco afastada, mas mesmo assim, era mais do que perfeito.
Ela era branca e pequena, se destacando por todos aqueles prédios enormes... Era bem simples, mas parecia confortável.
Fernanda, sua melhor amiga, disse que era barata e que Liv poderia ficar lá por bastante tempo e não sairia nada caro. E que as pessoas de lá eram uns amores.
Liv pagou o taxista, pegou as malas e entrou na pousada. A recepção era minúscula e uma coisinha bem simples. Devia ser quase oito horas da noite, os outros deviam estar jantando.
- Olá querida, bem vinda à pousada Lancaster. Qual é o seu nome?
Liv sorriu, um pouco tímida. A mulher a sua frente parecia ser um amor, por isso relaxou. Ela devia ter uns trinta anos, pensou enquanto se aproximava.  
- Olívia Hemmings.
- Certo, ahá! Aqui está. Quarto seis. É só subir a escada e virar à direita.
- Obrigada...
- Emme.
- Obrigada, Emme. –Sorriu. –
Enquanto se aproximava da escada, ouviu a mulher a chamar. Virou-se devagar.
- Querida, o jantar está sendo servido nesse exato momento! Você quer que eu leve o prato em seu quarto ou prefere se juntar a nós?
- Estou sem fome, mas obrigada, Emme! –Sorriu, grata. – Isso foi muito gentil.
E então subiu as escadas. Achou o seu sem problemas. Abriu a porta dando de cara com um quarto totalmente aconchegante. Tinha apenas uma cama branca, uma mesinha marrom ao lado e um armário de madeira. Era simples, mas dava para o gasto. Sorriu e começou a arrumar suas coisas, as colocando no armário. Depois disso, pegou o violino e colocou na mesinha ao seu lado. E então, exausta, se jogou na cama e apagou quase no mesmo instante.
♫ ♪ ♫ ♪
No final das contas, Rose não era uma assassina ou qualquer coisa do tipo. Ela o levou até uma pequena pousada. Era meio afastada do centro, porém, nada muito distante.
O quarto dele era bem simples, ficava no terceiro andar da casa, era o quarto doze. Incrível como aquela casa era grande! A recepcionista e dona, Emme, era muito simpática. Sua mãe se chamava Joanne Lancaster, a pousada era dela. Antes se chamava Joanne, mas quando a mulher ficou doente, mudou para Lancaster. Em homenagem a toda família. E assim ficou.
- São sete e meia... –Rose falou. – O jantar já está sendo servido, desça logo!
E então saiu de seu quarto, o deixando sozinho. Justin largou tudo no chão e desceu em seguida.
O jantar estava acontecendo no quintal. Era uma mesa gigante com uns vinte lugares, mas apenas oito deles estavam ocupados. Rose acenou, mostrando que tinha guardado um lugar para ele. Justin sorriu e se aproximou.
- Boa noite. –Cumprimentou todos. – desculpem o atrasado e a surpresa...
- Oh, querido, está tudo bem. –Emme sorriu. – É para isto que está pousada está aqui, uhu? Sente-se, sente-se...
Justin se sentou, um pouco tímido. Emme colocou um prato em frente a ele, para começar a se servir, mas antes de fazer isso, Rose se levantou de súbito da cadeira.
- Bom, deixe eu os apresentar! –Rose começou a falar. – Estes aqui são Elisa e Jorge, eles estão em lua de mel! –Riu, animada. – Estes são Greg e Rommer, são irmão gêmeos e ficarão aqui por um tempinho... E por último, Jaqueline, que é brasileira e seu melhor amigo, Enzo. Estão aqui para passar as férias... E pessoal, este é Justin Bieber, ele ficara um tempinho por aqui também...
Todos acenaram, sorrindo. Justin sorriu de volta para eles.
- É um prazer conhece-los!
- O prazer é nosso, querido. –Emme sorriu e depois se dirigiu a Rose. – E você, pode ir sentando e não quero ver nada em seu prato, mocinha.
- Ok, tia...  –Suspirou fundo. –
A mulher mais velha sorriu e então ouviu a campainha sendo tocada. Pediu licença e se retirou.
- Deve ser a nova hóspede. –Rose explicou, dando de ombros. –
Todos assentiram e então Jaqueline, uma garota que parecia que tinha completado dezoito anos agora, se virou para Justin. Tinha os olhos verdes claros e os cabelos ondulados negros. Era linda.  
- E então, Justin, o que veio fazer aqui em Nova Iorque?
Ela tinha muito sotaque, dava para qualquer um notar. Sorriu de lado e a respondeu.
- Vim aqui fazer a audição para o Battle Of Tune...
- Não brinca! –Elisa o interrompeu, gritando. – Eu amo esse programa.
- Ama mesmo. –Afirmou o recém-marido, sorrindo. – Ela só assiste isso.
- Maneiro. –Comentou Greg. – Tomara que você passe, cara! Eu tentei ano passado e não consegui, infelizmente.
- É, eu também tentei. –Se intrometeu Rommer. – Também não consegui... Eu disse ao Greg que deveríamos ter tentado como dupla, mas não...
- Não começa, Rommer!
- Não começa você, Greg!
- Ok, chega os dois! –Riu, Rose. – E caraca, caipira! Que maneiro, não sabia sobre isso.
- Pois é... E não sou caipira.
- Hmmm, estou vendo aqui uma nova vítima sua, Rosemary? -Greg tirou sarro. –
Rose ficou vermelha na hora. Fuzilou Greg com os olhos e então negou rapidamente.  
- Cala a boca, Greg... Claro que não!
- Sei, sei... se eu fosse você, Justin, ficava esperto. –Alertou. –
- Greg, cala a boca seu imbecil! –Brigou. –
- Parei, juro... –Gargalhou. –
Emme finalmente se juntou a todos novamente. Sentou-se e Rose a olhou sem entender.
- Não era uma hóspede?
- Era sim... Mas, hoje ela não se juntará a nós.
- Que pena...
E então todos começaram a conversar sobre assuntos diversos. Enzo contou que queria ir amanhã com Jaqueline ao central park. Greg e Rommer começaram a dizer que lá era tudo lindo e que eles não iam se arrepender. E então o assunto se virou para Elise e Jorge. Que contaram como se conheceram, onde se casam e toda a história dos dois. O tempo se passou rapidamente. Quando viram, já eram dez horas. Todos se retiraram e foram aos seus respectivos quartos.
Justin, cansado, se jogou na cama e ficou encarando o teto. Era engraçado como a vida era. Chegou aqui em Nova Iorque sem nada planejado e se arrependeu, mas então Rose apareceu e o salvou. Trouxe-o para esta pousada maravilhosa, com pessoas maravilhosas...
E tudo isso por conta do destino.
Sorriu, fechando os olhos. Sua audição era depois de amanhã. Por incrível que pareça, não estava nervoso.
Estava confiante.
Dormiu tranquilamente. Finalmente, tudo parecia estar se ajeitando...

Porém, o que ele não sabia, era que o destino tinha mais algumas surpresinhas para ele.


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         OLÁ PESSOAS SOAIJSIDHSGHDU Tudo bem com vocês? SOCORRO GENTE, ELES ESTÃO NO MESMO AMBIENTEEEEE! Próximo capítulo já está pronto, por isso, quanto mais comentários mais rápido posto (promessa) huahuaha. Ai, gente, assisti Anabelle ontem e CACETE, DEMOREI PARA DORMIR. Ô filminho que dá susto. Porém, os personagens meio que pedem por isso...
          Bem, espero que tenham gostado desse capítulo. Logo, logo tem mais. E aí, quem já odiou a Candice vadia? Fotinho dela aqui para vocês - Candice. Pois é, a concorrência tá foda. Liv que se cuide.
         Até a próxima, meu amores!
         Beijão.
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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Nonexistent - Apresentação

Protagonistas: Justin Bieber e Abby Reyes.
Outros irão aparecer com o tempo.

Gênero: Suspense, romance, drama.

Indicado para maiores de 16 anos.

Escrito por: Bea

Não contém sinopse.


quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Trust Me - Capítulo V - Polícia.



POLÍCIA


Justin P.O.V.

Acordei com minha boca inchada e latejando. Meu nariz estava quebrado e acho que perdi um dente. Estou com uma dor de cabeça sem tamanho. Pensar que ainda tinha que me apresentar na minha agencia e ter que escutar meu chefe a dor só aumentava. Levantei coçando os olhos e tomei dois analgésicos para a dor. Na outra cama ao lado da minha estava Chaz roncando horrores. Dei uma tapa forte na cabeça dele e o mesmo despertou assustado olhando para todos os lados.

- Acorda logo. – estava extremamente mal humorado. – Você vai ter que fazer todo o relatório para o chefe.
- Ah, você só pode está brincando. – Chaz enterrou a cara no travesseiro.
- Eu que apanhei aqui, eu que estou com a boca inchada, eu que quebrei o nariz então não, não estou nem um pouco brincando. Terá que fazer a merda do relatório.

Entrei no banheiro e tentei relaxar com a água quente que descia do chuveiro. Dizer que perdi o anel, apanhei e ainda não consegui nada com Cherry Bomb seria um caos. Talvez eu até fosse cortado da operação o que seria muito ruim, eu perderia a promoção e o aumento de salário e eu realmente precisava disso. Além de tudo eu precisava crescer lá dentro, meu pai me fez prometer que eu seria um grande policial.
Colocando o terno que é praticamente um uniforme porque somos obrigados a usar, calcei o sapato e ajeitei a gravata. Eu odiava essa porcaria de gravata, me incomodava, me sufocava, eu sempre corria para tira-la. Charles saiu do banho e me olhou com uma cara nada boa. Depois foi colocar seu terno também.

- Está tão ruim assim? – eu sabia que era meu olho roxo.
- Não. Está pior. Como uma mulher pode bater tão bem assim? – perguntou calçando os sapatos.
- Com certeza teve um ótimo treinador… e belos olhos verdes. – isso eu me recordava bem.
- Mesmo quase entrando em coma reparou que cor de olhos ela tinha? – ele me olhou sem acreditar.
- Eu não estava ‘quase entrando em coma’. E você sabe como sou nunca peco uma oportunidade de reparar numa mulher.
- Justin, nossa missão não tem nada haver com se envolver com alguma delas. – Chaz como sempre levando tudo a sério.
- Eu não disse que vou me envolver com alguma delas, que coisa! Mas temos que fazer parte do ciclo. – disse indo até a porta pronto para sair.
- Como se eu não te conhecesse. – foi o ultimo comentário que ele fez e me acompanhou até o carro que não era o azul arrumado pela agência que custou milhões, e sim o meu carro sem graça. Um Wolksvagem.

A agência era no centro que era relativamente perto de onde eu moro, num bairro de classe média da cidade. Eu nunca quis ser um policial, mas sempre quis viver a vida no limite, sempre numa adrenalina e correr riscos e ser policial parecia ser o único jeito. Dei-me bem numa delegacia local e depois disso só fui subindo até estar onde estou. Agente do FBI.
O caso da Cher era o que chamávamos de milionário, se conseguíssemos pegar ela e sua equipe isso traria muito dinheiro para agência. Além disso, era um caso “linha vermelha”. Casos de linha vermelha eram casos que você poderia ser morto ou no melhor das situações tivesse que mudar de nome e assumir nova identidade. O final do ano passado eu fui promovido para os casos de linha vermelha e eu não sei exatamente se isso é bom. Quer dizer que você vai ganhar mais, mas em compensação vai se arriscar mais. Essa seria a ultima promoção dentro do FBI, se eu fosse promovido ou seria mais um chefe dos casos milionários ou seria recrutado pela CIA. E a CIA tem seus autos e baixos.
Estacionei o carro e Chaz desceu primeiro que eu. Chaz e eu começamos juntos nesse ramo e estranhamente fomos promovidos juntos, até ano passado. Eu fui promovido e ele não, quando me passaram o caso me perguntaram quem eu queria como meu parceiro e me dispuseram os melhores agentes, mas eu sinceramente não queria nenhum deles. Disse que só trabalharia se me dessem o Chaz e assim fizeram. Se eu tivesse que dividir essa promoção com alguém seria ele. Antes de sair eu peguei um óculos escuro no porta luvas.
Entrando no departamento todos cumprimentaram a mim e Chaz, como de costume. Mas hoje todos pareciam curiosos pelo o que tinha atrás dos óculos. Minha boca inchada não dava para esconder e isso só alimentou a curiosidade por ver todo o estrago. O chefe estava a nossa espera e seguimos direto para sala dele.

- Porque está usando esse óculos agente Bieber? – perguntou sempre muito rígido. Demorei meio minuto para saber o que realmente iria responder.
- Se o Senhor não se importa eu gostaria de permanecer com eles. – por trás dos óculos eu desviava o olhar.
- Importo-me sim, tire-o agora. – respirei fundo e tirei o óculos. – Está se escondendo atrás de um óculos Bieber? O que você aprendeu nesse departamento? Cadê a honra de servir ao seu país?
- Senhor, eu só coloquei para que não houvesse assunto na agência.
- Não quero que isso se repita. Sentem-se. – assim fizemos. – Como você conseguiu esse olho roxo?
- Uma delas me bateu. – ele já começava a rir. – E… levou o anel. – ele ficou sério de novo.
- Não pudemos fazer nada, uma pegava o anel do Bieber e eu fui interferir, mas a outra mirou a arma para mim e revidei. Mas um cara apareceu mirando em mim e em Bieber. Não tivemos escolha. – ele não disse nada apenas abaixou a cabeça e respirou fundo.
- E o carro? – ele nos olhou e eu olhei para Chaz e também me olhou.
- Então… quanto a isso… - Chaz começou.
- Ele está inteiro, mas vai precisar de alguns reparos. – eu logo disse.
- Já gastamos muito dinheiro com esse carro Bieber.
- Eu sei, mas foi inevitável. Os policiais não ajudaram. – era tudo parte do plano. Toda a “cilada”. – Não deixaram muito espaço para a manobra de fuga.
- Não me interessa. Se estragar mais o carro eu pessoalmente vou descontar do seu salário. – depois disso não disse mais nada e nem Chaz, nosso chefe ficou apenas nos encarando e avaliando. – Estamos gastando muito dinheiro com essa missão, e eu não gosto de ter muitos gastos. Quero um relatório ainda hoje, e é bom me deem algo até semana que vem. Podem ir.

Saímos da sala e pra infelicidade de Chaz ele precisaria ter que fazer o relatório que é a pior parte dessa profissão. Tínhamos que bater um texto repassando o acontecimento. Eu odiava fazer isso, não tinha paciência de sentar na frente do computador e ficar digitando, não mesmo.

Continua.
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Desculpem o capítulo pequeno mas eu mal tenho tempo para ficar no computador.
So Sorry!!
- Dricka.