domingo, 14 de setembro de 2014

Trust Me - Capitulo II - Intrometido - Parte II



INTROMETIDO - PARTE II

Estava concentrada totalmente na planta do banco. Katrinna preparava a vã junto com Alanna que colocava todo o equipamento. James… bem, James eu não sabia onde estava. Eu estava um pouco nervosa, eu achei que o roubo seria apenas semana que vem, mas quando Alanna me ligou dizendo que seria hoje, pois ela finalmente conseguiu invadir o sistema.

- Cadê o anel falso? – perguntei ainda encarando a planta. O anel era uma réplica exata do verdadeiro que iriamos pegar essa noite. O anel não passava de vidro e metal pintado.
- Eles fizeram um ótimo trabalho dessa vez, dá para confundir os dois. – Katrinna colocou a caixinha do anel aberta em cima da planta. Era verdade, o trabalho ficou impecável. Nada mais que justo pelo preço que pagamos. Senti uma mão no meu ombro e olhei para o dono.
- Obrigada. – disse para James que segurava minha peça de roupa preta. Ele também não estava devidamente vestido para a ocasião. – Não vai se vestir?
- Vamos? – ele me puxou pela mão até o banheiro.

James começou a tirar a roupa primeira. Virei de costas para ele e puxei minha blusa de gola alta tirando-a. Tirei a calça e peguei a blusa preta de manga comprida colocando-a. Vesti a calça também preta e coloquei um cinto, a calça estava caindo, parece que eu emagreci. Virei novamente para James e ele já estava vestido. Sentei no vaso e calcei o tênis, James se apoiou na parede para calçar o dele também.

- Levante. – pediu James com a escuta nas mãos. Levantei e suspendi minha blusa. Ele encaixou a caixinha no meu bolço e a prendeu. Eu poderia colocar em mim mesma, mas desde o desabafo dele eu tento parecer que estar tudo normal. Se eu negasse acho que ele entenderia errado, então apenas deixei. Girei para o fio passasse em volta do meu corpo e coloquei o fone. Ele me encarava sem expressão, eu dei um leve sorriso e beijei sua boca. Peguei a outra escuta e ele se virou para que eu colocasse. Fiz o mesmo processo que ele fez comigo e ele beijou minha testa.
- Está tudo bem? – perguntei vendo um semblante triste.
- Vai ficar assim que isso tudo acabar.
- Lembre-se do que eu te disse, nada vai me acontecer porque você vai estar lá.

Saímos do banheiro e Alanna terminava de colocar o resto das coisas no furgão e Katrinna abria os portões. Entrei na Ferrari que só tinha a lataria da Ferrari, o carro estava completamente mexido por dentro. Katrinna trocou o motor por um mais potente e mais rápido. Colocou cilindros de hidrogênio e outras coisas que apenas Katrinna conhecia. Usaremos na fuga, elas duas ficarão no furgão e eu e James dispararemos na Ferrari.

- Podemos ir? – perguntou Katrinna.
- Vamos logo. – James sentou no banco do carona. Sai com o carro e Alanna trouxe o furgão para fora. Katrinna fechou as portas e acionou o sistema de segurança. Entrou no furgão e elas foram à frente.

O furgão também tinha o motor alterado para se algo desse errado. James e eu pegamos outro caminho, não podíamos dar bandeira. Eram duas da madrugada, não teriam muitas pessoas na rua, e iriamos por lugares ainda mais desertos possíveis. No meio do caminho James colocou a mão na minha perna. Eu olhei para o local totalmente inquieto. Eu ainda não tive tempo para parar e refletir sobre tudo o que ele dissera, mas respirei fundo e tentei evitar pensar naquela mão. Eu não via problema em a mão dele estar ali, o problema era o quanto aquilo significava para ele.

Chegando ao banco parei o carro na lateral que iriamos sair e quando passei pela frente para estacionar eu vi o furgão parado e o motor e faróis desligados. Fiz o mesmo com a Ferrari e descemos. O cofre do anel ficava no ultimo andar e entraríamos pela saída de ar do telhado. Vesti a mascara e James também. Chequei os bolsos e constatei que o anel falso estivesse ali. Acionei a corda do cinto e ela agarrou no telhado. James fez o mesmo e acionei para que subisse. No telhado eu já fui direto para a grade de ar. Desparafusei e puxei a grade, quando estava prestes a entrar James segurou meu braço.

- Deixe-me ir à sua frente. – pediu James. Voltei para trás e ele foi à frente.

Começamos a descer pelo duto que quanto mais fundo íamos mais sem ventilação ficava. Por sorte eu não sofria de claustrofobia ao contrario começaria ater o ataque e provavelmente desmaiaria. Além da falta de ar o duto era relativamente apertado. A coluna começara a doer pela posição que tínhamos que ficar – de quatro como um cachorro. Não dava para fazer nada, tínhamos que nos mover o mínimo possível. No meio do caminho James parou subitamente o que me fez dar uma cabeçada na bunda dele.

- O que houve? – perguntei.
- Não dá para seguirmos em frente. Tem um ventilador.
- O quê? – eu lembrava-me exatamente o caminho e na planta não tinha nenhum ventilador. – Alanna. – chamei no ponto de escuta. Ela respondeu. – O caminho está bloqueado, me dê outra rota.
- Bloqueado? Como assim?
- Só me dê outra rota rápido. O ar está quente.
- Espere só um instante. – levou dois minutos contados na minha mente para ela voltar a responder. – James a sua frente tem uma passagem para a esquerda e para direita, certo? – James concordou. – Vá para a esquerda e depois vire à direita. – fizemos o que ela instruiu e James parou novamente.
- Vou para frente ou esquerda agora? – ele perguntou.
- Vá para esquerda. Não tem como colocar vocês dentro no cofre, terá que abrir por fora.
- Maravilha, era tudo o que eu queria. – ironizei.
- Vão ter dois seguranças na entrada, apaguem eles. – Katrinna disse. Provavelmente olhando as câmeras de segurança. – Esperam. – ela disse. – Tomem cuidado, os dois seguranças estão apagados. Não sei quem está da dentro perdemos a conexão da câmera de dentro do cofre.

Rapidamente eu e James saímos do duto. James tirou a arma da cintura e eu peguei a minha também. James encostou-se à parede foi aos poucos andando e olhou por uma brecha.

- Alanna você desativou o sistema? – perguntou James no ponto.
- Ainda não…
- Então nem precisa. – James entrou no cofre já aberto com a arma apontando para alguém. – Nem pense em fazer isso. – entrei atrás dele também com a arma apontada. Dei de cara com alguém que soube que era um homem pela estrutura óssea e corporal. Ele olhos olhou e usava uma máscara como a nossa, e tudo o que eu pude ver foi os olhos avelã. Ele moveu novamente a mão para pegar o anel. Então teríamos que lidar com outro ladrão?
- Não se mexa. – disse assim que ele ameaçou pegar novamente o anel. – Saia de perto do anel.
- Porque eu deveria fazer isso mesmo? – sua voz era grossa e rouca.
- Por que eu sou um ótimo atirador, e esse anel é nosso. – James respondeu.
- Não estou vendo o nome de ninguém aqui, e eu perguntei a ela e não a você. – o homem a minha frente era atrevido e não sabia com quem estava mexendo. James deu uma longa suspirada. Os olhos avelã pegaram o anel, e James chegou para frente me colocando atrás dele. – Ora cara, eu não tenho uma arma. Se quiser o anel vamos brigar por ele mano a mano. Vocês são dois contra um, seria injustiça, e já que não luto com mulheres, vamos ser eu e você. – não podíamos arriscar, James era muito bom atirando, mas lutando não era tanto assim. Eu era melhor. E se esse cara fosse melhor que James ele ganharia fácil.
- Não. Eu vou lhe dizer o que vai acontecer. Você vai me dar esse anel ou eu atiro.
- De acordo com os meus dados, os sensores vão reativar em menos de 30 segundos. Essa porta vai se fechar e trancar nós três aqui dentro. – ele dizia olhando o anel de diamante oito quilates.
- Estamos mais perto da porta, podemos fugir já você não terá a mesma sorte. – disse o desafiando com os olhos e ele me encarou. Ele soltou uma risada desdenhosa.
- Eu vou sair daqui, e vou sair com esse anel.
- Eu acho que não. – disse me posicionei pronta para correr na direção dele. Só teríamos mais dez segundos se o que ele disse fosse verdade.
- Você             quer o anel? – ele perguntou, mas eu não respondi. – É claro que quer, estamos aqui para isso, não? – sem mais nem menos ele jogou o anel no chão que rolou até fora do cofre.

Quando pensei em correr para pegar, o desconhecido já estava na minha frente. Ele era bem rápido, mas não o suficiente. Logo estávamos em uma competição dentro do banco podendo chamar a atenção dos vigilantes. O olho avelã acabou nos levando até uma saída que era na parte de trás do banco. Eu não sei o que ele tinha nas pernas que nem mesmo James conseguia chegar perto o suficiente para pega-lo. James era um ótimo corredor, eu acabei de crer, corria muito mais que eu. O desconhecido entrou em um carro e disparou pela avenida. Gritei em frustração, o pior de tudo era que o filho da mãe ficou com o anel. Tirei a porcaria da máscara e posso saber que meu rosto está vermelho em raiva.
Ouvi um carro derrapar atrás de mim. Era James na Ferrari. Ele abriu o a porta do banco do carona e gritou “Entra”. Pulei para o banco e ele pisou no acelerador antes mesmo deu fechar a porta do carro.

- O que está acontecendo? Cadê vocês? – perguntou Alanna no ponto.
- Estamos no carro numa perseguição. Tinha outra pessoa lá, ele chegou primeiro que nós e pegou o anel. Estamos atrás deles. – disse praticamente gritando. James achou o carro dele e estava o perseguindo, o carro fazia muitas curvas e eu era jogada de um lado para o outro.
- Vocês estão indo para o centro Cher. Precisão para se não serão seguidos, tem carros da polícia lá. – disse Katrinna.
- Eu não posso perder esse anel. Não temos escolha.

Como Katrinna tinha dito, acabamos no centro e logo pude ouvir a sirene do carro da polícia atrás de nós. Mas o carro da polícia não era páreo para o meu e nem do ladrão com o meu anel. Logo o som das sirenes foi ficando mais fracas até não escutarmos mais.
Estávamos na cola do carro dele que era um azul. Ele não teria como escapar agora, James continuava sem medo acelerando, mas a rua era curta e não dava para cortar por nenhum dos lados. James pediu para que eu segurasse o volante. Ele pegou a arma e colocou o tronco para fora da janela e começou a atirar no carro. Era blindado. Voltou a atirar, mas dessa vez foi nos pneus. Bem na hora o carro passou por um quebra-molas e James errou o tiro.
Voltou a sentar e pegou o volante jogando a arma no painel. As balas tinham acabado. James soltou diversos palavrões. Eu fiz o mesmo que ele e comecei a atirar contra o pneu, mas eu não atirava e logo minhas balas acabaram em vão.

- Cherry, James vocês estão indo para a linha do trem, cuidado! – Alanna e Katrinna avisaram ao mesmo tempo.

Na mesma hora escutamos o barulho do sinal do trem chegando. Merda. James pisou ainda mais fundo no acelerador e acabou batendo do carro azul. O mesmo acelerou ainda mais vendo o trem chegando e eu estava calculando na mente se daria para os dois carros e cheguei à conclusão que iriamos perder o carro azul de vista. Meu carro não iria passar, não iria dar tempo, o carro azul ia passar raspando no trem. Quando estávamos na boca para atravessar os trilhos comecei a gritar com James.

- FREIA, FREIA JAMES. FREIA AGORA! O CARRO NÃO VAI PASSAR! – o carro derrapou, e por um instante achei que não pararia a tempo e que o trem passaria por cima de nós. Fechei os olhos e fui jogada para frente. O carro parou e eu abri os olhos. Tínhamos quebrado o bloqueio para fechar a pista, mas o carro parou a milímetros do trem que passava a todo vapor a nossa frente. Era um trem de carga com pelo menos trinta vagões. James saiu do carro gritando em fúria.
- Que merda! Perdemos o anel de vez. – sai do carro também.
- Nós não perdemos não, eu gravei a placa do carro. Nós vamos pegar o anel James. – disse indo até ele segurando seu rosto para que ele se acalmasse e prestasse atenção em mim.
- Você está bem? – disse pegando no meu rosto e examinando meu corpo.
- Estou James. – ele pareceu não escutar já que continuou a me olhar procurando por algo. – Eu disse que estou ok? – ele apenas assentiu com a cabeça e me abraçou.
- Vocês precisam sair desse lugar, a polícia pode chegar a qualquer momento. Não estou conseguindo pegar o sinal completamente, mas eles estão pertos. Saiam dai. – disse Alanna. – Estamos indo para o galpão.

Fizemos o mesmo que as garotas e fomos para o galpão sem passar pelo centro. Estava sem transito pelo fato de ser de madrugada, então não demoramos muito para chegar. Entramos com o carro e Alanna e Katrinna já estavam tirando o equipamento do furgão.

- O que houve? – perguntou logo Katrinna. Eu sinceramente não estava querendo falar sobre o acontecimento. Precisava pensar em como recuperar o anel. Localizar o carro seria fácil, isso se não tivessem dado fim a ele. Na verdade eu ainda não tinha entendido porque o carro tinha placa. Carros de fuga não tinham placa justamente para não localizarem. E mesmo assim dávamos fim à maioria dos carros. James passou as pressas por mim e logo vi que eu quem teria que explicar o ocorrido. Respirei fundo.
- Para resumir tudo, quando entramos no cofre que já estava aberto, tinha outro cara roubando o anel. Ele foi esperto e conseguiu sair do banco com o anel, perseguimos-o até os trilhos, mas o carro dele conseguiu passar antes do trem chegar e nós o perdemos. Mas o carro tinha placa e eu lembro a numeração.
- Tinha placa? Que estranho… - Alanna ficou com cara de interrogação.
- Muito estranho, mas por outro lado isso é muito bom. E ele pode ter transformado o próprio carro e ser novo no ramo. – Katrinna deu uma hipótese.
- Pode ser, mas tem algo errado nisso.
- Você viu o rosto dele, ou algo que possamos usar como referencia? – perguntou-me Alanna. Logo pensei nos incríveis olhos avelã.
- Não. A única coisa que dava para ver eram os olhos.
- Quer que eu procure o carro agora Cher?
- Agora não Alanna. Estou morrendo de dor de cabeça, depois vemos isso. – não, eu não estava com dor de cabeça nenhuma, mas eu simplesmente queria sentar e não pensar em nada. Meu humor havia mudado totalmente. Corria o risco de eles sumirem com o carro, mas eu realmente queria correr esse risco.

Sentei no meu amado sofá de couro de depois me afundei ali. Fiquei ali em silêncio sem pensar em absolutamente nada. Eram poucas as vezes que eu conseguia deixar minha mente completamente no vazio, na paz. Estava curtindo isso quando o sofá afunda do meu lado. Pela vibração do corpo perto do meu e pelo cheiro eu sabia que era James. Respirei fundo, eu gostava do cheiro dele. Ainda continuei de olhos fechados quando ele me puxou para perto dele e colocou minha cabeça na sua perna acariciando meu cabelo.
Aquilo foi suficiente para que eu me perdesse no inconsciente da minha mente e dormisse.



“Cherry” eu escutei alguém me chamar. “Cherry acorde” novamente me chamara, mas dessa vez o som foi mais alto e eu acordei. Era Alanna.

- Aconteceu algo? – perguntei sentando.
- Não, eu quero que me dê à numeração da placa para eu rastrear. – olhei para o sofá e James ainda estava lá, mas dormia com o rosto apoiado na mão. Levantei com cuidado para não acorda-lo e segui Alanna até os computadores. – Digite aqui a placa. – passei a mão no rosto tentando dispersar o sono e cosei a têmpora. Busquei na memoria a e comecei a digitar. Apertei em localizar. – Irá demorar um pouco porque estou pegando o programa da polícia e como não posso entrar diretamente o programa é um pouco lento.
- Tudo bem. – disse somente. – Onde está Katrinna?
- Ela foi a casa dela fazer algo, ou sei lá. – apenas assenti e nenhuma das duas disse mais nada. – Cher… o que está rolando realmente entre e você e o James?
- Eu não sei. Eu gosto dele e tudo mais, mas não estou aberta a relacionamentos sérios. Não quero ficar dando satisfação aonde vou ou com quem estou. – eu disse sem pensar. Alanna e eu éramos amigas de longa data, em uma época que eu contava absolutamente tudo para ela. Acho que seria bom compartilhar isso com ela, seria um problema a menos.
- Eu não sei se você percebeu, mas… uma coisa que eu venho notando é o interesse de Katrinna nele. Repare como ela olha para ele, e sempre quando James vai falar com ela, ela é extremamente doce e certa vezes até mesmo atirada. – então não foi coisa da minha cabeça.
- Sim eu reparei Lanna. – eu tinha apelidado ela assim ainda quando éramos do colegial e fazia anos que não a chamava assim, mas pelo visto ela gostou de me ouvir chamando-a assim de novo já que sorriu. – Eu achei que era coisa da minha cabeça. Ontem eu podia jurar que vi ódio nos olhos dela para cima de mim. Mas foi questão de segundos para ela camuflar.
- Eu já tentei arrancar alguma coisa dela quanto em relação a ele, mas ela se recusa a falar sempre mudando de assunto ou dando de desentendida. – assenti e fiquei pensando se contava ou não sobre a breve declaração de James.
- Lanna… - chamei-a. – Se eu hipoteticamente dissesse para você que James se declarou para mim, o que você falaria? Hipoteticamente falando.
- Não pode ser… ele… é sério? – ela segurou minha mão.
- Sim. – disse simplesmente na esperança dela me ajudar. – Não foi uma declaração de verdade, foi mais um desabafo. Mas no fim eu achei bem fofo. James não é um amor de pessoa, e vê-lo daquela forma foi extremamente diferente, mas fofo.
- Wow. Eu não esperava por isso. Mas… bem, não sei o que ele te disse, mas ele é um gato. E eu acho que você devia deixar rolar, vocês formam um lindo casal. Mas deixe claro para ele suas intenções e diz que não é nada sério, que é como um teste para vocês. – parei para pensar naquela possibilidade e não custava nada tentar. Quer dizer, eu iria deixar bem claro que eu não devia satisfação e que seriamos dois amigos que se pegam. Se bem que isso já é o que acontece. Alanna tem razão eu só devia deixar rolar e dizer minhas intenções.
- Eu te amo cara. – abracei-a. – Não sei o que seria de mim sem você.
- Eu te digo o que você seria sem mim, não seria nada amorzinho. – ela piscou.
- Sempre tão humilde você Lanna. – ouvimos o computador apitar e olhamos para a tela que dizia a localização do carro. Olhei para Alanna sorrindo. – Te pegamos filho da puta.


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Gostaram?
- Dricka.

sábado, 13 de setembro de 2014

Our Melody - Sinopse






A música os juntou, mas será que ela irá separá-los também?


Sinopse:
Olívia é totalmente delicada. Pertence a música clássica. Já Justin vive pelo rock. Os dois irão participar de um concurso anual muito famoso, que nada mais é do que o Battle of tune. Uma batalha apenas de música. O prêmio é um milhão de dólares! Ela precisa desse dinheiro para ajudar a família, que não está em uma situação nada boa. E também para ir para Juilliar, a faculdade de seus sonhos. 
Ele precisa do dinheiro, pois tem planos de abrir uma grande gravadora em Los Angeles. Ele tem sua banda, mas todos o deixam, quando veem que aquilo não vai dar a lugar nenhum. Olívia faria um dueto com o namorado, mas eles terminam uma semana antes da audição. Nessa mesma semana, os dois por acaso se conhecem. E ele vê como ela toca bem e então oferece um acordo a ela: os dois serem uma dupla. 
Contudo, a música, o ritmo e a melodia deles tanto quanto a personalidade é diferente. Será que isso dará certo? Uma coisa eles tinham em comum: a paixão incondicional pela música. 

O que você faria por amor? Eles fizeram tudo





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Olá amores, tudo bem com vocês? Eu sou a Bia e sou nova aqui! Sou mais conhecida como Bia J., mas vocês podem me chamar do jeito que quiserem... Tenho quinze anos, mas escrevo fics desde os doze. Comecei cedinho hahaha Enfim, espero que vocês gostem da fic! Ela é meu xodózinho. Por enquanto temos só a sinopse, mas essa semana ainda já posto o primeiro capítulo. Aqui embaixo vou deixar meu twitter e mais algumas coisinhas. Quem quiser falar comigo ou sei lá, pode chamar sem problemas!
Mal entrei aqui e já tenho um carinho imenso por vocês! 
Beijosss. 


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

A Month Love, Capitulo 2 -Talvez tudo mudasse a partir dali. -Prévia ?

Ainda na mesma semana, Justin voltou a me visitar. Com um sorriso digamos assim, diferente, mais real.
Eu nunca entendi o porquê dele me olhar diferente, afinal nós não tínhamos nada, ainda.

Saímos pra ver um filme, passamos a sessão toda rindo, e jogando pipoca nos outros.Brincando, e rindo.
Era realmente divertido passar um tempo com ele.
"Gi? " -Ele me chamou. Estava na frente dele, correndo, já que brincávamos de pique.
"Fala ! " Disse rindo, mas ele era mais rápido que eu, e mais forte, então não foi difícil me segurar no ar. "JUSTIN ME SOLTA ! EU VOU CAIR PORRA! "  E ele me rodou no ar, me fazendo agarrar mais ainda nele.
O idiota me rodou mais algumas vezes, até cairmos na grama rindo alto, e com a respiração descompassada.
"Por que fez isso idiota? Mal consigo respirar... " E ele se jogou em cima de mim. Menino pesado, que droga.
"Jus... Tin... Sai ... " Tentei o empurrar, mas parecia que eu não tinha forças.
"Você tá vermelha Gi. " Justin apertou minhas bochechas, e eu o olhei irritada, e indignada. Odeio que apertem minhas bochechas.
"Eu sei né, você tá fazendo peso aqui pra me matar, vou ficar vermelha mesmo.

Trust Me - Capítulo I - Intrometido - Parte I


INTROMETIDO - PARTE I

O toque do celular era irritante aos meus ouvidos. Deus amaldiçoe a vida desse mal amado que me ligaste essa hora da manha. Resmungando uns bons palavrões e me arrastando para o outro lado da cama eu atendi o bendito barulhento.

- Quem é o filho da mãe que me perturba essa hora da manhã?
- Manhã? Cherry já são duas da tarde e você ainda dorme.
- Mãe você está viva? Ou é uma reencarnação? Ou será meu patrão do trabalho? – disse com a voz rouca por conta de acabar de acordar. – Ah é, eu sou meu próprio chefe, então porque alguém me perturba mesmo?
- Porque temos que treinar na simulação. Já era para você está aqui há duas horas. Katrinna está irritadíssima! – bufei.
- Eu mandei uma mensagem ontem há noite dizendo que só iria fazer a simulação de noite. Tive problemas com um dos compradores e tive que ficar até de madrugada fazendo um acordo.
- Mas conseguiu o que queria? – como sempre duvidosa.
- Alanna eu sempre consigo o que quero.
- Como sempre. Que horas vem para o galpão?
- A qualquer hora. – desliguei por fim.

Não tinha jeito, teria que levantar. Fui arrancada de um sonho com Ashton Kutcher quando estávamos prestes a nos beijar. Desliguei o ar-condicionado e entrei no banheiro para um banho renovador. Eu não fazia o tipo que dormia com camisola ou pijama, eu apenas dormia de calcinha – isso quando me lembrava de coloca-la, quando não, dormia como vim ao mundo. Entrei na banheira já cheia e com meus sais de banho a postos. Liguei o radio do banheiro com o controle e na rádio tocava “Diamonds – Rihanna”. Cantava enquanto brincava com a água da banheira. Dorotéia – minha empregada de mais confiança que estava comigo há quase seis anos – entrou no banheiro como de costume pelo menos uma vez na semana para levar a roupa suja para lavar. Ela já estava acostumada e me encontrar no meio de um desses banhos então nem ligava mais. Lembro-me claramente da primeira vez que isso aconteceu e ela ficou pedindo desculpas o dia todo e, no final do dia veio até meu escritório perguntar se estava demitida. Brasileiríssima como minha mãe, eu acho que é por isso que me sinto a vontade com ela. No final Dorotéia é como uma mãe para mim.

- Dori – como fui acostumada a chama-la. – que tal preparar um daqueles tacos que só você sabe fazer? – Dori é especialista em culinária latina que é uma das minhas paixões.
- Você comeu tacos ontem, criança.
- E quero comer hoje também. Por favor, quero com bastante queijo. – ela respirou fundo.
- Não acha melhor comer comida de verdade? Vem comendo irregularmente o mês inteiro. Deve estar até com sua anemia atacada. – ela agachou-se até mim e olhou nas minhas pálpebras inferiores. – Está completamente branca Cherry. – revirei os olhos, por isso digo que ela é como uma mãe.
- Oh meu Deus, vou morrer! – dramatizei colocando a mão no coração.
- Irei fazer um feijão com beterraba para você. – disse por fim deixando o banheiro.
- Dorotéia… - reclamei.
- Nem mais um pio Cherry.
- PIO! – gritei.
- Cale a boca passarinha. – não pude conter a risada.


Minha bunda estava quadrada naquela poltrona no escritório. Fazer um negócio no mercado negro era mais difícil do falavam. Pelo menos quando se negocia com gente da alta inquisitória. Pessoas que está há muito tempo, mais tempo que eu, mais tempo que qualquer pessoa. É tempo demais para qualquer cidadão. Nesse ramo se não souber exatamente com que pessoa faz negocio e qual confia, você pode ver o dia nascer quadrado dividindo a cela com mais três mulheres pelo menos. Tem sempre que estar um passo a frente e ser mais esperto. Já tinha feito umas seis ligações e recebido oito sobre a compra de um vaso chinês centenário. Não entendia como coisas como essa podiam ser tão valiosas. Uma velharia!
O pior de tudo é um objeto valer mais que um ser humano. Já vi pessoas morrerem por artefatos preciosos como este vaso chinês que se encontra na minha frente. Não sabia de fato seu precedente, mas de fato tinha sido de uma família importante e o vaso foi passado de geração para geração por dezenas e até centenas de anos.
Nesse momento naquele cofre onde encontrei meu precioso, encontra-se uma réplica idêntica do vaso.
O mesmo irá a leilão em um pouco mais de um mês.

- James? – pergunto assim que uma voz grave soa do outro lado da linha.
- Quem deseja?
- Cherry Bomb, caso ele ainda se lembre de quem é.
- Como poderia me esquecer? Sonhei com você essa noite Princesa. – informou.
- Provavelmente deve ter sido algo erótico, só pensa em sexo. Não sei por que não mora logo em um puteiro.
- Eu não gosto de comer putas e você sabe bem disso. Por outro lado gosto das santinhas, essas são as piores. – podia ouvir seu sorriso safado.
- Então porque fica me perturbando? Não sou santa, era para você gostar de Alanna não de mim.
- Secretamente tenho uma paixonite por mulheres ladras de preciosidades. – era sempre assim, sempre falávamos de alguma forma que ele gosta de mim. Não me incomodo, pelo contrario. James é perfeitamente lindo. E já era costumeiro.
- Você é um idiota.
- E você um diabo, ou devo dizer diaba?
- Cuidado posso te levar para o inferno querido.
- Creio que já me levou Princesa. – e essa era uma das poucas vezes que eu não sabia o que dizer. – Adoro esses momentos em que consigo deixa-la sem fala.
- Não os suporto. – ele gargalhou do outro lado da linha.
- São quase quatro da tarde, se bem te conheço, está enfurnada no escritório e as meninas estão tento o trabalho pesado no galpão.
- Trabalho pesado? – soltei uma risada. – Eu que resolvo todas as vendas, eu que vou aos encontros. Eu que coloco minha cara a tapa, e você me diz que elas são quem tem o trabalho pesado?
- Você só se arrisca mais Cherry. Mas elas é que tem o trabalho de equipar as máquinas, achar prédios abandonados com estrutura parecida com a dos bancos. Criar toda a situação, roubar o sinal das câmeras, entre outras coisas, amorzinho.
- O quê? – não pude crer. – James eu vou desligar, é bom que esteja no galpão antes de mim, se não…

Concordo que as meninas tem um grande trabalho em organizar tudo, mas o que eu faço é muito mais importe. Sem mim elas estariam perdidas (não quero me gabar, mas é a pura verdade). Eu quem me arriscava e fazia as transações. James era um aproveitador, ele sim não fazia merda alguma. Raramente ajudava as meninas, e a única coisa que fazia de útil era me dar cobertura nos roubos. Um ótimo atirador, apesar de que nunca tivemos que usar uma bala, nós levávamos armas apenas por precaução.
Meu celular tocou novamente eu já ia atender e xingar James quando vi que era Alanna no visor. Cocei os olhos e recusei a chamada mandando uma mensagem rápida depois. Levantei da minha poltrona extremamente confortável e fui até a cozinha pegando um energético. Voltei ao escritório e peguei uma arma colocando no cós da calça na parte de trás. Passando pelo hall da casa Dori estava e braços cruzados na porta principal impedindo minha passagem. Respirando fundo pedi para que ela me desse licença educadamente.

- Comeu a comida toda, Cherry? – ela me desafiava com o olhar.
- Comi sim, Dori. – eu omiti, eu comi só um pouco.
- É mesmo? Então porque achei isso no lixo, Cherry? – ela exibia em sua mão um saco de lixo onde eu joguei a comida com o prato e tudo. Não eu não sofria de bulimia ou algum distúrbio alimentar, é só que eu não sentia fome, e quando sentia eu não gostava de comer comida com todas as letras, preferia uma besteira de fast-food. Sorri para amenizar o esporro. – Eu cansei de brigar com você por conta disso Cherry, se você quer ser tratada como uma criança, assim será. – depois disso ela saiu da frente da porta indo em direção á cozinha.

Cuido disso depois, ao menos ela não deu seu discurso de duas horas de o quanto isso faz mal para mim. Sai e fui para a garagem pegando minha moto – uma Ducati Diavel Carbon com detalhes em vermelho. O galpão ficava nos arredores da cidade, na parte mais afastada e longe da civilização possível. Levava pelo menos 1 hora de moto desviando do transito desgovernado dessa cidade, nisso em boa velocidade. De carro era quase 2 horas e uns quebrados. Sempre optávamos por ir de moto, por ser mais rápido. Entrei na estrada de terra e agora seriam penas mais 15 minutos.
Desliguei a moto quando cheguei ao meu destino e tirei o capacete, levando-o comigo. Parei em frente à porta dupla e grande blindada e andei para o lado esquerdo para me identificar. Coloquei a senha o painel e logo depois coloquei meu polegar para identificação digital. A luz verde acendeu e em seguida a porta dupla se abriu o suficiente para que eu passasse e depois fechasse. Andando mais adentro do galpão tive a típica visão de sempre. Alanna nos computadores e Katrinna nos carros. Não vi James em nenhum lugar, e nem mesmo no setor das armas como ele ficava de costume. Ele vai se ver comigo.

- Olha a princesa decidiu sair do castelo Alanna. – Katrinna logo criticou.
- Olha a princesa está pálida de ruim. Parece que está prestes a desmaiar. – Alanna me olhava franzindo.
- Parem de me chamar de princesa, que merda!
- Quando James a chama assim, você não reclama. – dei um olhar matador para Katrinna.
- Não me diga que você e ele… - Alanna esperou que eu protestasse, mas como não disse nada ela arregalou os olhos e colocou a mão na boca. – Oh meu Deus, Cherry não pode ser…
- Ah garota cale a boca, até parece que você não sabia, estava na cara. – Katrinna cruzou os braços na altura do peito e me encarava. Por alguns segundos jurava que vi raiva nos seus olhos que rapidamente sumiram.
- Não que eu deva satisfação da minha vida para vocês, porque não devo. Mas para matar essa necessidade das duas, eu e James já ficamos algumas vezes.
- Mas vocês ficaram… ou FICARAM. – ela ressaltou o ultimo ‘ficaram’.
- Se você quer fazer se já fomos para cama, sim, nós já transamos. Mas qual é a utilidade de vocês saberem disso tudo mesmo? – comecei a ficar na defensiva. Odeio quando as pessoas ficam insistindo em assuntos relativamente pessoais.
- Nada… - respondeu apenas Alanna. – Mas vendo como uma pessoa sem nenhum interesse pessoal nisso, apenas um observador… qual é o tamanho do pênis dele?
- O quê? – não acreditei nos meus ouvidos.
- Ah, só me diga se é normal, pequeno ou grande. Claro sem nenhum interesse pessoal. – Alanna voltou a ressaltar e eu não pude conter a gargalhada que dei. Essa menina é uma safada mesmo.
- O que é normal, pequeno ou grande? – perguntou James atrás de mim.
- Nada. – dissemos todas juntas e ele nos olhou estranho e começamos a rir. “Mulheres…” ele disse e passou por nós e eu fiz o tamanho do pênis com as mãos e as meninas colocaram as mãos na boca impressionadas. Começamos a rir e ele olhou para trás e nós paramos de rir. Ele voltou a andar em direção as suas amadas armas e a risada continuou entre nós.




Não fazia ideia de quantas horas já estávamos ali fazendo a simulação. Sei que já a concluímos umas cinco vezes pelo menos. Na primeira, James disparou os alarmes colocando as mãos em um dos lasers que protegiam o anel. Briguei afoitamente com ele, tinha repetido para ele dezenas de vezes que não poderia tirar o anel direto. Teria que tirar por cima. Sim, muito complicado. O anel ficava no centro de uma sala e um quadrado cheio de lasers envolta dele. Não poderíamos pegar ele com os pés no chão. Isso se Alanna não conseguisse desligar os lasers, caso contrario teríamos que fazer desse modo mais difícil.
Cansada, finalizei as simulações. Voltamos para o galpão e me joguei no sofá de couro preto que tinha.

- É uma pena não podermos pedir para entregar uma pizza aqui. – Katrinna falou.
- Pizza, é tudo o que eu preciso nesse momento. – Alanna concordou. Eu e James também concordamos nos olhando.

James é extremamente gato. Cabelos na altura dos ombros e escuros como o céu as três da madrugada. Olhos na mesma cor e uma boca relativamente fina. Uma barba mal feita que o deixa sexy. Sua pele era de um bronzeado leve e natural, e tinha um corpo atlético. Ele me olhava e eu conhecia esse olhar e posso jurar que o olhava do mesmo jeito. O querendo. Alanna me olhou e depois olhou James, suspirou em desdém e logo levantou. Katrinna olhou confusa e a mesma fez um movimento para que ela a seguisse.

- Estamos sobrando, vamos embora. – Alanna pegou suas chaves na mesa e andou até a saída. – Vamos Katrinna, não tenho a noite toda. – reclamou assim que viu que ela estava nos olhando torto. – Você está sem veículo já que você fez o favor de bater os dois carros.
- Quantas vezes eu vou ter que dizer que estava bêbada e decidi fazer um teste com o air-beg? Que droga! – ela seguiu Alanna saindo do galpão.

Meus olhos se voltaram novamente a James que por sua vez não tirou os olhos de mim uma vez se quer. O verde de seus olhos irradiava desejo e eu não me cansava de admira-los. Ainda mais porque sabia que todo aquele desejo era direcionado a mim. Não foram muitas vezes em que fui amada por James, mas foram vezes inesquecíveis de fato. O fogo já estava acesso dentro de mim. Para evitar um movimento involuntário – como ir até ele e beija-lo – eu deitei no sofá e suspirei fechando os olhos e colocando as mãos acima da cabeça.
Eu não escutava nenhum barulho se quer, nem mesmo da respiração de James e isso me levou a abrir os olhos. Justamente nessa hora, James estava deitando-se em cima de mim me fazendo levar um baita susto. Ele estava sério, sem nenhuma expressão no rosto. Os olhos negros impenetráveis, como se ele tivesse montado um muro para que eu não soubesse o que ele estava pensando. Eu tinha a habilidade de conseguir entender o que os outros queriam apenas com um olhar, mas James era o único que conseguia colocar essa barreira me deixando totalmente às cegas. Sem saber como me comportar e acabando sendo eu mesma. Sim, isso não acontecia com frequência.
Tirando o cabelo do meu pescoço James depositou um leve beijo. Olhou-me e depois sorriu o sorriso que eu mais do que ninguém conhecia, o sorriso tinhoso e safado. Ele percebeu que eu havia-me arrepiado toda apenas com aquele pequeno beijo, mas para me defender o pescoço é o meu ponto fraco.
Os beijos partiram do meu pescoço para minha bochecha e parando no canto da minha boca. Olhou-me mais uma vez e pude me sentir corar, eu não gosto de fiquem me olhando muito, não assim tão intimo e de tão perto. Não com aqueles olhos impenetráveis.

- Já disse o quanto gosto quando fica assim? – ele perguntou do nada.
- “Assim” como?
- Tão menina, tão inocente. Tão… você mesma. – virei o rosto para não encara-lo. – Eu gosto. Você fica tão minha, Cherry. – ele voltou a beijar meu pescoço. – Poderia ser minha para sempre. Oficialmente, Cher. – sussurrou no pé do meu ouvido. – Só precisa dizer ‘sim’, querida. Vamos diga… diga o que queremos. – eu estava completamente arrepiada. Mas eu não queria nada sério, não agora. Não me sentia aberta a um relacionamento sério. James é o maior gato, me tratava muito bem e em certos momentos – momentos certos – era romântico. Mas dai eu entrar em algo sério, dando satisfação aonde eu vou e o que deixo ou não deixo, era severamente mais complicado. – Eu posso ser seu até quando você quiser, e você será minha também. É só dizer uma palavra, apenas uma palavrinha e terá tudo. Então me diga Cher… diga-me agora, por favor. Eu não aguento mais esperar.
- Apenas por essa noite James, apenas essa noite. É tudo o que eu posso te dar. – olhei-o. Ele me olhava com um pouco de decepção, mas ainda assim eu vi a chama do desejo lá dentro. Mas logo o muro apareceu me bloqueando novamente. – Só posso ser sua esta noite.

Ele afundou novamente o rosto no meu pescoço e mordeu um pouco forte fazendo com que eu trincasse minhas unhas no seu braço. Ele pareceu não sentir a dor causada pelas unhas e levantou meu corpo passando a mão por baixo dele.

- Então, assim será querida.


James me surpreendeu me pegando no colo. Entrelacei minhas pernas em volta da sua cintura. Ele sentou no chão com as costas apoiadas no sofá. Fiquei em seu colo e James como um típico dominador, puxou meu cabelo para trás fazendo meu pescoço ficar totalmente exposto a ele. Beijos e sugadas seguida por lambidas eram postos ali de uma forma avassaladora. Arfadas e leves gemidos eram os únicos sons do local de ambas as partes. Soltando meu cabelo sua língua invadiu minha boca desesperadamente. James tinha uma língua particularmente grande do meu ponto de vista e isso favorecia demais a ele quando explorava minha boca. O costumeiro gosto de hortelã estava forte na sua boca e isso me deixava doida de tê-lo ainda mais.
Meus quadris se mexiam espontaneamente. Tirei a blusa de James mais rápido possível, eu precisava sentir sua pele em minhas mãos. Uma pele morena e músculos a mostra me levavam a loucura, especialmente os músculos muito bem definidos dele. Não controlei a vontade de arranhar aquele corpo e James arfou forte. Antes mesmo de eu pensar, James já tinha rasgado a blusa totalmente deixando meu sutiã vermelho com renda a mostra.

- Sabia que vermelha é minha cor favorita? – ele perguntou parando para respirar um pouco.
- O volume na sua calça deixou isso bem claro. – sorri safada.
- Eu estou explodindo.
- Estou complemente molhada.

James apertou minha cintura contra o volume do jeans e isso me fez gemer. Joguei-me contra ele e mordi o lombo da sua orelha e puxei seu cabelo, em resposta ele esfregou meus quadris. Suas mãos foram até minhas costas e habilidosamente abriram meu sutiã. Terminei de tira-lo e não tive tempo de fazer nada, James simplesmente abocanhou um deles soltando um longo gemido e agarrou o outro com a mão massageando-o. A mão livre foi para minhas costas novamente e forçou meu tronco para frente para que meus seios fossem completamente devorados. Minhas reboladas estavam cada vez mais intensas e eu sabia que nesse ritmo eu não duraria muito tempo.
Com dificuldade por conta dos espasmos que começaram a surgir no meu corpo, abri o cinto e a calça. E fui saindo de cima do colo de James. Ele subiu um pouco os quadris e eu puxei a calça junto com a cueca. James me olhou atrevidamente. Sem esperar ele já estava em cima de mim e estávamos deitados no tapete de pele de urso. Era a vez de ele tirar minha roupa e foi tão rápido quanto eu, tirando com calcinha e tudo.
Os beijos de James estavam subindo pela parte interna da minha cocha e eu já não conseguia conter os gemidos. A língua invadiu minha intimidade com tudo e eu gritei, gritei de prazer. Isso foi musica para os ouvidos de James que apertou ainda mais o rosto – mais especialmente a língua – contra meu ponto mais frágil. Foram questão de segundos – ou lambidas – e eu meu líquido desceu com força máxima. James fez questão de engolir tudinho.
Minha respiração estava mais acelerada do que nunca quando sem direito a intervalo James me invadiu.

- James… meu Deus. – gemi.
- Isso, geme meu nome. Chame-me Cher… isso me deixa louco. – ele enterrou o rosto no meu pescoço enquanto dava entocadas fortes. – Estou alucinado, Cherry.
- Oh, baby. Sim você é meu homem, James. Esta noite faço o que você quiser. – sussurrei no seu ouvido.

Ele gemeu em sequencia e a velocidade com que saía e entrava em mim era absurda, e logo ele chamou meu nome de uma forma tão rouca e animal e ai eu sabia que ele havia chegado a seu ápice.
O som das nossas respirações dominava o local. James foi para meu lado e me puxou para me aconchegar em seus braços e assim eu fiz. Deitei com a cabeça no peito dele e o mesmo abraçou meu corpo. Nenhum de nós dizia nada depois de uma relação amorosa, já era costumeiro e eu estava quase pegando no sono mesmo.

- Dorme meu amor, eu ainda vou estar te amando amanha de manhã. E você ainda vai me amar Cher. – foi a ultima coisa que escutei ainda com consciência.



Com os sentidos do corpo de volta a mim podia sentir que estava no sofá de couro. Tinha um cobertor por cima do meu corpo nu e um travesseiro confortável na minha cabeça. Abri os olhos aos poucos sem saber o quanto de claridade eu ia encontrar, mas só a luz na área da mecânica estava acessa iluminando o suficiente para não afetar meus olhos. Olhei em volta e não vi sinal de James.
Fui até o pequeno banheiro e tomei um banho apenas para acordar e tirar o suor do sexo do corpo. Algumas vezes eu dormia no galpão, ai eu pedi para colocarem um chuveiro. Enrolei-me na toalha e sai do banheiro indo até o armário que era como aqueles de colegial, e pequei uma muda de roupa que eu sempre deixava ali por precaução. Coloquei uma calça preta e uma blusa vermelha, fiquei descalça mesmo. Ouvi os portões se abrindo.

- Trouxe café da manhã. – ele suspendeu os braços com duas sacolas. Sorri.
- Sempre tão prestativo.
- É um dom.
- Por falar em dons, você tem o típico dom de chegar atrasado e chegou ontem também. E eu sempre como uma cumpridora de palavras disse que você ia se arrepender. E vai. É bom descansar bastante hoje, pois amanhã meu amor, você vai suar a camisa. – peguei as sacolas e coloquei na mesa olhando o que tinha dentro.
- No momento eu não me arrependo de nada. – ele beijou meu pescoço e eu não evitei o sorriso.
- O que você trouxe? – me esquivei um pouco.
- Trouxe Nachos, cupcakes, wafflers. Cappuccino, suco de laranja e achocolatado.
- Nada de tacos? – perguntei triste.
- Não sabia que queria tacos, desculpe baby. – fiz um movimento qualquer para dizer que não tinha problema. – Espera comer tacos de café da manhã? – fez cara feia.
- Um vício. Ultimamente é só o que quero comer. – abri a caixinha de cupcakes e peguei um com glace de cor roxa.
- Bom saber… mas só trouxe isso mesmo. Vai ter que comer. – falou rude.
- Já estou comendo, querido. – disse sarcástica.

O silêncio se instalou. Na verdade eu não estava muito para conversar, era bom que fosse rude. Eu adorava isso no James, ele era romântico e gay só quando necessário. Por exemplo, ontem e agora trazendo o café da manhã. Não foi bem romântico, mas ainda assim foi algo.
Comi mais alguns cupcakes e um pouco de wafflers. Tomei o achocolatado quase todo e quando fui pegar um pouco de nachos, James foi ao mesmo tempo em que eu e nossos dedos se tocaram. Olhei para ele e desisti dos nachos. Ele empurrou o pratinho pra mim, mas eu empurrei de volta a ele. Ele bufou pegando um pouco e enfiando dentro da minha boca com brutalidade.

- Se eu quisesse eu pegava James. – falei aborrecida.
- Você não tem que querer, eu não gastei dinheiro atoa. – ele pegou mais nachos e empurrou na minha boca. Dei uma tapa na mão dele e o nacho caiu no chão.
- Então coma você mesmo.
- Mas eu comprei para você. – ele me encarava, estávamos rosto a rosto.
- Qual é o problema? – eu não estava entendendo porque ele estava tão ignorante comigo. Isso sempre acontecia quando estávamos perto de um roubo. Ele suspirou pesado e sentou-se novamente na sua cadeira sem responder a mim. – Eu te fiz uma pergunta James!
- Problema é seu.
- Meu Deus! O que eu te fiz? Porque ficou tão rude de repente? Sei que você não é um amor de pessoa quando estamos fora da cama, mas também nunca me tratou assim cara. – fiquei inconformada com ele, e tudo o que ele fez foi virar o rosto. – Tá bom então.

Levantei e fui até meu casaco e coloquei. Peguei as chaves e o capacete da moto, estava prestes a abri o portão quando James segura meu braço e puxando para trás.

- Não vá. Desculpe. – ele disse olhando nos meus olhos.
- Vai me contar o que está acontecendo?
- Não. – virei novamente para sair. – Eu não posso…
- Por quê?
- Porque não Cher, eu não posso. Estragaria tudo.
- James… se você não me falar eu vou passar por essa porta e pode esquecer tudo. – não que tivéssemos algo realmente, algo oficial. Mas acho que algumas coisas deviam ser levadas em consideração.
- Cher, você não entende. Eu não posso simplesmente te contar, você não me olharia mais do mesmo jeito. – eu podia ver a tortura nos seus olhos.
- Eu te prometo que tudo continuará como sempre foi. – e iria mesmo. Ele respirou fundo e me puxou até o sofá.
- Cher, se você não percebeu eu fico assim sempre que estamos perto de um roubo…
- Sim eu já percebi isso. – interrompi.
- Só me escute ok? Não fale nada. – apenas acenei com a cabeça. – Cher, eu gosto de você. Eu amo você Cherry. Antes eu achei que era uma atração idiota, mas não é. É amor. Eu não quero que você corresponda se não sentir o mesmo, e eu sei que não sente. Mas eu a amo. E eu fico com o cu na mão quando saímos para roubar algo. Eu tenho medo de perder você Cherry. Se pegar você algum dia, eu n sei oque eu faço. Tenho medo que se machuque. – ele abaixou a cabeça e passou as mãos no cabelo.

Eu não tive reação de imediato, eu ainda estava tentando entender o que realmente tinha acabado de acontecer. Ele tinha acabado de se declarar? Eu devia dizer algo sobre o amor dele? Ou devia simplesmente ignorar? Outras perguntas começaram a se formar na minha cabeça e eu tratei de deixa-las no fundo da consciência e pulei para o colo de James e levantei a cabeça dele com minhas duas mãos o fazendo me olhar. Tirei o cabelo de seu rosto e beijei sua boca.

- Ei, nada vai acontecer comigo ok? Nada vai acontecer e sabe por quê? – ele negou com a cabeça. – Porque você vai estar lá para me proteger e cuidar de mim. Não vou me machucar, e nem ser pega porque você não vai deixar James. Você vai deixar?
- Nunca! – ele segurou na minha cintura.
- Então não tem o que temer amor. – ele me puxou para um beijo extremamente apaixonado.

Meu celular tocou, mas eu o ignorei e continuei beijando James. Logo a ligação caiu na caixa postal e novamente voltou a chamar. Relutante eu parti o beijo e vi no visor Alanna. Atendi.

- Fala Alanna.
- Vai ser hoje à noite. Prepare-se, avisa ao James. – ela disse apenas e desligou.
- Quem era? – perguntou James.
- Alanna, o roubo vai acontecer hoje à noite.


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Ai ninguém comentou no prólogo, acho que vocês não gostaram :(
Bem ta ai mais um capítulo, só estou postando porque não fui para a escola.
- Dricka.
(o próximo deve sair sábado ou domingo)

Born To Be Bad - 1º Capítulo


O vestido caia-me melhor do que eu havia esperado. Minhas curvas refletidas ao espelho me trazia o ar de satisfação, eu estava tão bonita quanto Bonnie ao meu lado. Eu estava nervosa, era o jantar mais importante do ano para o meu pai e minha mãe, mas oque eu mais esperava era a festa que rolaria meia hora depois que os mais velhos jogassem conversa fora e esfregassem na cara um do outro o quanto eram ricos, no entanto eu não deveria esperar tanto já que Ramona não estaria lá para se juntar a mim na zombaria. Revirei os olhos com tais pensamentos e respirei fundo. Eu havia chegado alguns dias de Paris, onde tive inúmeras aventuras e prazeres inesquecíveis, mas tive de voltar e começar minha faculdade. Também porque eu estava cansada de Bastian, e precisava dar o fora nele sem ser tão cruel, é estranho, mas os franceses são extremamente sentimentais.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

AVISO




Oi meninas , tudo bom ? Bem, eu não estou muito bem, e isso já causa o título.
Bem, eu estou com uns problemas pessoais, e emocionais "fortes" e não consigo me dedicar a escrever. 

Espero que entendam. A fic A Month Love NÃO ESTÁ CANCELADA. 

Eu apenas vou pensar em outro jeito de a escrever , já que ela é baseada em fatos que me aconteceram, e esses fatos me desencadearam coisas não muito boas, então eu vou a mudar. 

Acho que sábado, eu poste uma one shot, ou mesmo amanhã, mas nada confirmado.
De qualquer jeito, eu só preciso de um tempo pra mim , para poder me encontrar, me reorganizar interiormente, e na mente também.
Eu amo vocês demais, obrigada por todas as vezes que estiveram aqui comigo, me apoiando e até me criticando, pois é isso que faz um escritor.

Um beijo, um abraço e um cheiro, Ana.

AH , RECEBAM BEM NOSSAS NOVAS ESCRITORAS !!!

e novamente meu whatsapp pra quem quiser falar comigo

                           022988212140

Trust Me - Prólogo.



°Estória de Adriane Monteiro
(Dricka)
PRÓLOGO


Os alarmes dispararam e as luzes vermelhas tomaram conta. Isso significava um aviso claro: saia logo do prédio. Mas a morena com roupas pretas cobrindo todo o corpo ainda tentava entender o que fizera os alarmes dispararem. Ela não tinha esbarrado em nenhum laser de luz vermelha. Olhou para a porta e viu-o apertando o botão de alarme. Tirou sua máscara que deixava apenas os olhos e boca à mostra e a olhou com ternura. A morena olhava-o confusa.

- O que você pensa que está fazendo? – perguntou ela com desespero na voz.
- Desculpe Hope, eu sinto muito. – foi tudo o que ele conseguiu dizer.
- Você não pode fazer isso comigo, não pode!
- Pode ter certeza que está doendo mais em mim. – ele apertou novamente o alarme e as portas começaram a se fechar automaticamente.
- Como você pode? Eu confiei em você! – disse com a porta na metade do caminho.
- Eu não tive escolha… é tarde para explicar agora. – e assim a porta trancou-a lá dentro.

Lá dentro ela tirou a máscara e gritou em ódio e fúria. Gastou todo o ar de seus pulmões e ficou vermelha, a cor adequada para ela no momento. Ela confiou – CONFIOU – indo contra toda a sua criação e natureza. E mais uma vez passaram a perna nela. Mais uma vez seu aliado mostrou ser seu inimigo. Ele tinha passado para o lado deles! O salvador da pátria! O ódio a segou e começou a destruir tudo ali. Pegou um vaso que de longe se via que era caríssimo e tacou contra a porta. Chutou um compartimento de vidro e pegou peças de porcelana delicada e todas tiveram o mesmo destino que o vaso. Mil pedaços no chão do cofre. Quebrou incontáveis objetos até se acalma, ela não podia ser pega. Não assim tão facilmente, tão inutilmente.
Jamais.
Teria que pensar em um jeito de sair dali o mais rápido possível. Olhou para todos os lados e não tinha jeito. O pânico tomou conta dela. Era um cofre blindado, nem se ela estivesse com uma bazuca agora conseguiria sair dali. Colocou a mão nos cabelos e levantou a cabeça jogando-a para trás num sinal de impotência. Respirou fundo já sabendo que seria o seu fim. Quando começou a aceitar isso olhou para cima de sua cabeça e quase ouviu a glorificação dos anjos. Uma passagem de ar. Isso era tudo o que ela precisava. Era um pouco apertada, mas se, se espremesse passaria. Acionou a corda e ela prendeu no teto, suspendeu-se no ar e desaparafusou a grade. Forçando um pouco ela abriu e a morena tratou de passar a cabeça e os braços, logo passou o corpo todo e ficou como um cachorro para poder se locomover no duto.
Era abafado e um pouco estreito. Teve que forçar seus pulmões para bombearem ar. O cheiro também não era dos melhores. O suor desceu de sua testa e nuca. Odiara lugares abafados. Andou o mais rápido que conseguia com os joelhos no chão. Ela não esperava por essa enrascada.
Ela não teve dificuldade para encontrar a saída mais próxima. Mas não era de se surpreender, depois de tantas simulações ela tinha o mapa do prédio na cabeça. Para a saída ela teria que passar por uma parte em que o duto fazia um caminho de descida e como sabia que no final tinha outra grade de ar que com o peso do seu corpo caindo em direção iria abrir, ela tratou de descer com os pés na frente. Por sorte – ou nem tanta – caiu em uma caçamba de lixo que amorteceu a queda.
Rapidamente ela levantou-se e saiu da caçamba indo em direção ao outro quarteirão onde estariam as outras com o carro. Correndo o mais rápido que pode atravessou a rua atraindo a visão de alguns policiais que correram atrás dela. Avistando o carro ela forçou ainda mais suas pernas. A porta de trás do carro se abriu e ela se jogou no banco.

- CORRE, CORRE! – gritou sem nem ao menos fechar a porta do carro.


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DESCULPEM EU NÃO TER ATUALIZADO ANTES.
Mas aconteceu que minha mãe dominou meu note e eu não puer vir aqui atualizar.
mas agora está aqui e espero que gostem.
//My twitter (u.u): @belieb3rs_\\
Dá um alôzin lá pá eu, gosto de conversar u.u
- Dricka