quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Trust Me - Capítulo VII - Quase um Déjà Vu - Parte II



Justin P.O.V.

Chegar cedo e primeiro que ela era totalmente tático para mim. Eu precisava ver ela e ela não me ver, precisava de alguma forma chegar perto suficiente. A confiança eu sabia que só conseguiria com o tempo e tinha que fazer por merecer e hoje seria mais um dia que eu trabalharia isso. Instrui a Chaz que tentasse alguma aproximação com as outras garotas que estavam com ela que dias depois do acontecimento descobri ser Katrinna e Alanna.
Katrinna era uma morena de olhos verdes e cabelos encachiados. Alanna por outro lado era uma loira com leves ondulações nas pontas. Rosto fino como as de patricinhas e olhos azuis escuros. Duas belas mulheres. Um homem moreno com olhos verdes e cabelo na altura dos ombros sempre estava acompanhado de Cher e agora não era diferente. Ela e esse homem chegaram juntos, não conseguimos descobrir o nome dele.
Observei-os conversando e brincando como uma… uma verdadeira família.
Era nítido o desagrado de Cher para cima de uma garota baixinha e morena com cabelos negros e lisos em um corte Chanel. Mas depois de umas bebidas ela pareceu ficar liberal e esquecer qualquer que fosse a desavença com aquela mulher.
Esperei pelo momento certo para me aproximar, e esse foi quando o homem dos olhos verdes se afastou conversando com um cara que sinceramente parecia ter 18 anos. Ele estava de costas para as meninas dançando e decidi que esse seria o momento certo. Cheguei aos poucos dançando e abrindo espaço entre as outras pessoas na ‘pista de dança’. Aos poucos fui dançando por trás dela até me dar ao direito de toca-la. Coloquei a mão em sua cintura e balancei meu corpo no ritmo do seu. Rebolava e jogava a cabeça para trás. Ficamos assim por um tempo até ela parar e ficar estática no lugar. Quando virou e mirou nos meus olhos sua feição não foi das melhores.


Cher P.O.V.

Meu primeiro instinto foi dar um soco no peito daquele homem. Isso o fez dar três passos para trás e me olhar surpreso. Logo fui para cima dele com tudo colocando minha mão em sua garganta apertando. Empurrei-o até que seu corpo bateu conta o capô de um carro preto. Avancei meu rosto para perto do seu e cheguei perto do ouvido dele. Eu não estava medindo a força da minha mão em seu pescoço e pouco me importava se estava machucando, na verdade essa era a intenção.

- Você ficou louco? – gritei por conta da musica alta.
- Só… estava dançando. – ele disse com dificuldade.
- Eu não dei permissão para me tocar. Não te dei permissão para chegar perto de mim. O que estava pensando? – apertei ainda mais minha mão sem perceber. Ele tentava falar algo, mas parecia impossível. Tentava sugar o oxigênio para seus pulmões, mas essa tarefa estava difícil. – Eu lhe fiz uma pergunta!
- Não dá… para respirar. – ele puxava minha mão e depois de dez segundos o vendo agonizar soltei minha mão de seu pescoço e ele caiu no chão de quatro tentando recuperar o ar. Agachei-me até ele.
- Nunca mais encoste suas mãos imundas em mim de novo. – levantei e James chegou correndo e parou ao meu lado.
- O que houve? – preocupado me examinou e examinou a cena. – O que ele está fazendo aqui? – alterou o tom de preocupado para acusador. – Ele fez algo com você.

Eu poderia contar o que aconteceu que esse Zé ruela ousou chegar perto de mim. Isso já tiraria James do sério. Certa madrugada ele disse o quanto não gostou deste homem e o quanto o achou estranho essa história dele querer ‘entrar para equipe’. Não discordei, achei essa historia muito mal contada e totalmente sem nexo. Quem em sã consciência chegaria para um ‘chefe de quadrilha’ e diz a ele “quero fazer parte da sua equipe”? O fato de ele ter parcialmente me ‘sequestrado’ também não ajudou em pontos positivos com James e se eu dissesse que ele colocou a mão em mim, esse homem não saia daqui vivo. E eu mal intencionada poderia inventar qualquer coisa como: dizer que ele me agarrou a força, ou tentou me beijar. Qualquer um desses que eu dissesse James acreditaria e o Zé ruela daria adeus a esse mundo.

- Não. – decidi não falar nada, se ele fosse esperto o suficiente não chegaria mais perto. Olhei em volta e vi uma pequena aglomeração, logo sabia que o racha iria começar e isso significa que Katrinna iria correr. – Vamos logo, Katrinna vai nos querer lá.

James pegou na minha mão e deu uma ultima olhada no Zé ruela e depois andamos em passos rápidos até a pequena balburdia. Deram passagem para nós e Katrinna já estava no carro fazendo o motor cantar. Eu não sabia quem era a pessoa do outro carro porque o vidro era fumê e estava fechado. Cheguei perto de Chris que estava rindo com Anne e perguntei quem era.

- É um carinha ai. Acho que o nome dele é Chaz. – aquele nome não me era nada estranho, eu sabia que tinha escutado em algum lugar. – É novo no pedaço, fez um grande sucesso com as mulheres. Alanna que o diga. – ele apontou.
Vi Alanna abrir a porta do carro vermelho que era o adversário de Katrinna. Revirei os olhos, ninguém merece Alanna virando a casaca. Ela entrou e fechou a porta, poderia estar acontecendo qualquer coisa lá dentro e eu não saberia dizer por causa da merda do vidro fumê.
- Tá valendo o que a corrida? – perguntei.
- Acho que um carro pelo outro. – falou Anne.
Uma garota com peitos enormes foi para o meio dos dois carros. Tirou o sutiã e o jogou para o auto e os carros cataram pneus no asfalto.

O carro vermelho saiu na frente, mas em uma diferença mínima. O carro vermelho não teria a melhor chance, não era equipado como o carro de Katrinna. Ele foi projetado para nunca perder e não perderia numa corrida meia boca dessas. Na hora de dar a volta e cruzar a linha de chegada, Katrinna freou entrando por dentro e fazendo um drift perfeito. O final não era grande surpresa para mim, Katrinna sabia muito bem controlar um carro, não era atoa que ela era nossa pilota de fuga. Ela ganhou a corrida sem sombra de duvidas.
Novamente eu escutei as odiadas sirenes.

- POLICIA! – alguém gritou e isso foi o suficiente para a confusão se instalar.

Dessa vez eu não fiquei parada como uma idiota. Agarrei na mão de James e corremos para o carro. Tinha uma rota de fuga que poucos conheciam, eu mesma só fiquei sabendo disso essa semana que foi o completo caos. Entrei no carro e James já ligava a máquina. Ele começou a acelerar, mas tendo cuidado para não atropelar ninguém que estava passando tentando chegar aos seus carros. Antes de James entrar no túnel velho e abandonado do Galho Quebrado olhei pelo retrovisor e vi Chris e Anne. Ele estava curvado com a mão conde se localizava o ferimento e sua face indicava que estava sentindo dor. Anne tentava faze-lo andar colocando a mão em volta do seu pescoço, mas de nada adiantava.

Chris precisava de ajuda.

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Mais um capítulo postado meus amores. De verdade espero que estajam gostando da estória e do meu trabalho. Escrever me dá sentido a vida, já que a mesma é completamente conturbada e cheia de problemas, mas vocês não querem saber disso, então vamos a algo que vocês TALVEZ gostariam de saber é que eu voltei com um blog!!
Lá eu postarei outra fanfic e quem tiver interesse em ler vou deixar aqui o link junto com alguns links de contato comigo okay? Okay!

domingo, 26 de outubro de 2014

Our Melody - Capítulo 5


“Mas menina, hoje você está tão bonita. Sim, você está. Times Square não consegue brilhar tanto quanto você...”.
- Plain White T’s.
Nova Iorque , Estados Unidos. – 12h10 a.m
 Dias atuais.

Olívia estava uma pilha de nervos. Ela tinha o costume de sofrer por antecedência, era verdade. Porém, agora era muito mais sério. Afinal, muitas coisas estavam em jogo. Ela podia até ver a cara de decepção de todos aqueles que ela amava ao saber que ela não passou na audição.
Fora que, se realmente não passasse, ela teria jogado uma boa quantia de dinheiro fora.
Ela precisava passar naquela audição. Realmente precisava.
Estava tão cansada ontem que dormiu assim que chegou e, bem, acordou bem tarde. Perdeu o almoço que a pousada oferecia. Ficou chateada, afinal, o que ela iria comer? Por sorte, tinha alguns salgadinhos que comprou no aeroporto guardado na mochila.
Seu quarto era uma suíte, por sorte. Tomou um banho e colocou uma roupa simples. Já que estava fazendo calor, optou por um vestido básico rosa, uma sapatilha preta e trançou o cabelo. Suas unhas já estavam feitas, graças a Deus. Pegou uma bolsa que tinha colocado na mala e colocou sua carteira lá dentro, com mais alguns utensílios.
Olhou-se no espelho e sorriu. Não estava parecendo nem de longe uma Nova iorquina, mas esse não era o propósito mesmo, então nem ligou.
Saiu do quarto e desceu as escadas apressadamente, queria dar uma volta por aí, para aliviar o stress. E se ela não passasse amanhã no teste, pelo menos tinha passeado, por mais que pouco, por Nova Iorque.
Emme estava na recepção, falando ao telefone. Como estava ocupada, Liv apenas acenou com a cabeça quando passou por ela. A dona da pousada retribuiu o gesto imediatamente.
Liv desceu as pequenas escadinhas e então estava na rua. Começou a andar sem rumo. As ruas eram lindas. As árvores eram enormes e as plantas estavam caindo. Se fosse uma fotógrafa, com certeza pararia e tiraria uma foto.
O que gostou de NY era que todos eram diferentes. E o mais legal era que ninguém ligava. Encantada, ficou observando tudo. Cada pequeno detalhe. Queria guardar em sua memória cada pequena coisinha, por mais que parecesse insignificante.
Passou por várias lojas e parou em uma de CD’s. Entrou na loja e já sorriu ao sentir o cheiro de lá. Era tão bom...
Ficou lá na loja por horas, analisando os Cd’s, ouvindo músicas que gostava... Quando viu, eram mais de seis horas. Sua barriga roncava, gritando por comida.
Saiu da loja e foi direto para uma lanchonete. Era pequena, laranja e tinha poucas mesas. Todas estavam lotadas, por isso, Liv teve que sentar no balcão. Pediu um café e um pedaço de bolo de chocolate. Enquanto seu pedido não chegava, ficou vendo a televisão que tinha ali.
“Estão animados? Hoje é o último dia que poderão se inscrever! Não percam! E amanhã é a tão esperada audição! Battle of tune, onde seu sonho pode virar realidade.”
Liv deixou um sorriso bobo escapar pelos seus lábios. Estava animadíssima. Ao seu lado, um jovem ao seu lado não pode notar seu momento “abobado” e comentou:
- E então, você é fã do programa?
Olívia o olhou surpresa. Será que ele realmente estava falando com ela? Olhou para os lados e viu que era com ela, realmente. Sorriu e mexeu em seu cabelo.
- Não, quer dizer, na verdade, eu meio que vou tentar participar dele...
- Não brinca? -o garoto lindo ficou animado. – Eu também! E droga, eu não deveria estar tão feliz assim, já que vamos ser concorrentes... –brincou. –
- Vai participar também? Oh, que legal! Qual é o seu número de inscrição?
- Dois mil e quatrocentos. E o seu?
- Dois mil quatrocentos e cinquenta e nove. –Sorriu a menina. –
- Por pouco...
- Só cinquenta e nove de diferença... –riu alto. – realmente, muito pouco.
- Poderia ser mil, vai saber? Enfim, o que você toca?
- Violino. –respondeu, sorrindo. - E você?
- Canto rap. –sorriu. – Sei que muitos acham que só negros podem cantar rap e blábláblá... Que nada! Sou muito bom!
- E nada modesto, pelo que posso ver...
- Apenas reconheço meu talento. –Sorriu, mostrando suas grandes covinhas. – Qual é o seu nome, bela moça?
- Olívia, mas me chame de Liv. E o seu, garoto modesto?
- Realista... –corrigiu. – Me chamo Josh. Josh Carteson.
 - É um prazer conhecê-lo, Josh...
- O prazer é todo meu, Liv...
A garota notou que Josh tinha um pouco de sotaque. Não reconheceu da onde era, mas podia ver que não era dali. Nem era mesmo americano. Fora que sua beleza estonteante denunciava isso. Ele parecia suíço, talvez alemão...
- Sou irlandês. –sorriu, parecendo ler sua mente, fazendo a menina corar. – porém, meus pais me batizaram com nome americano, vai entender! –gargalhou. –
- Sou americana, mas sou de Oregon. –comentou. -
- Um bom estado...
- Concordo.
- Sabe, eu gosto do meu país, mas meu coração pertence a América!
- Todos amam aqui.
- É, parece então que todos têm no coração um cantinho americano.
- É, parece que sim... –Seu pedido chegou e então se dirigiu a garçonete. – Obrigada.
- Enfim, eu sei lá... –Continuo ele. – Meus pais meio que não me apoiam. Por isso, quero muito passar, para esfregar na cara deles!
- Credo! –Liv o olhou, incrédula, enquanto comia um pedaço de seu bolo. – Eles são seus pais!
- Eu sei... E é por isso que quero fazer isso. Que pais não apoiam os filhos?
- Eles podem achar que isso não é o melhor para você. –Argumentou. –
- Não importa. Se eu estou feliz, eles também deveriam estar. É assim que eu penso, pelo menos.
- Você está certo, se parar para pensar bem. Meus pais apoiam totalmente minha decisão.
- Viu? Sinta-se sortuda, garota.
- Eu sei que sou. –sorriu boba. –
Sentiu falta de sua família naquele mesmo instante. Desejou então ir para casa... Com certeza, veria Tyler jogado no sofá, Destiny trabalhando, sua mãe arrumando a casa e seu pai fazendo algo, já que jamais ficava parado.
Seu coração doía e chorar parecia uma opção tão boa...
- Oh não!  Diga-me que você não vai chorar, por favor! Eu não sei como agir nesses momentos!
Liv balançou a cabeça negando, sorrindo fraco. Não, ela não choraria, por mais que tivesse vontade. Sentia falta de casa, afinal, nunca tinha ficado tanto tempo longe... Porém, ela já era grande o suficiente para se controlar.
Josh sorriu e colocou a mão no ombro da garota, num ato de consolo.
- É assim mesmo, os primeiros dias são uma tortura... Mas, depois você se adapta.
A garota o olhou, desconfiada. Josh riu, quer dizer, ele falava por experiência própria. Sabia sobre esse assunto. Entendia sobre ele. Era um expert.
- Falo sério! Chorei feito um bebê, nos primeiros dias... E olha como estou! Vivinho da silva. É claro que sinto falta deles ainda, mas... não tanto como antes. Nem penso mais nisso, na verdade. É incrível como a distância é forte, uhu?
Oliva concordou, mas sabia que jamais deixaria de sentir falta dos pais e que também não os esqueceria. Josh ficou satisfeito ao ver a garota voltar ao normal. Ele sabia como era, tinha sofrido como ninguém... mas, melhorava. O tempo curava tudo, fato.
Conversaram um pouco mais. Falara sobre várias coisas, por mais que fossem banais. Liv ficou feliz, pelo menos, tinha feito um amigo. Não estaria inteiramente sozinha na grande e bela Nova Iorque.
Trocaram os números de celular e se despediram com um abraço. A garota pagou a conta e saiu da lanchonete que estava há segundos atrás.
Tinha esfriado e Olívia se amaldiçoou mentalmente.
Burra, burra, burra... Recriminava-se. Como ela pode esquecer o casaco? Tão simples! Enquanto voltava para a pousada, seu celular tocou.
Atendeu de prontidão.
- Alô?
- Liv?
- Oi, Fe!
- Meu Deus, que saudades! Como você está? Chegou bem? Achou a pousada?
- Calma, garota! –Riu, feliz por a amiga ter ligado. – Eu tô bem, juro. A viagem foi razoável, meio barulhenta, mas... enfim, no geral foi tudo bem. Aqui está muito frio e sim, não foi muito difícil, afinal, está é a única pousada daqui!
- Isso é verdade.
Quando a amiga disse que ela ficaria em uma pousada, Olívia começou a rir. Afinal, nem sabia que existia uma pousada em Nova Iorque. Para ela, lá só existia hotéis luxuosos... E pousadas, na concepção de Liv, haviam apenas em cidades litorâneas.
- Está ansiosa?
- Nem me fale! Eu estou tremendo. –riu. – Nem acredito que é amanhã.
- Nem eu! Tomara que sua audição passe pela televisão. Vou chorar de emoção se isso acontecer.
- Eu sei que vai! –Gargalhou. –
Fernanda sempre foi meio exagerada. Sempre animada, jamais triste. Era muito sensível, acima de tudo. Quando ela e Danny terminaram pela primeira vez, Fernanda enlouqueceu. Na verdade, ela sempre chorava quando o assunto era Danny. Chorava em filmes, também. Principalmente em desenhos animados. Era sempre assim...
- Então, eu só liguei para isso mesmo... Ligação pelo celular é bem caro, sabia?
- É, eu sei. –sorriu. – Beijos, amiga! Obrigada por ter ligado.
- Ligo amanhã de noite novamente, amo você! Boa sorte.
- Também te amo. Obrigada, beijos.
Encerrou a ligação e sentiu um aperto em seu coração. Fernanda sempre foi sua irmã de coração. E vê-la tão longe... doía o coração. Porém, tudo bem. Era por uma causa boa.
Estava fazendo isso pelos seus pais, também. Se ganhasse mesmo o concurso, entraria na faculdade dos sonhos, daria uma boa parte para a caridade e então o resto daria a sua família.
Afinal, eles sempre deram tudo a ela. Até o que não podiam. Era hora de retribuir, certo?
Voltou para pousada sem problemas. O que era bom, já que sempre se perdia. Olívia não tinha nenhum senso de direção. Precisava andar com um GPS na mão para não se perder...
Ao chegar à pousada fofa e branca que estava ficando, viu que não tinha ninguém lá. Nem Emme estava, o que era bem estranho.
Subiu as escadas e foi até seu quarto. Jogou-se na cama assim que entrou. Estava entediada, não sabia o que fazer...
Treinar. Você precisa treinar, Liv, sua consciência disse.
E ela, como sempre, tinha razão.
Muitas pessoas acham que tocar um instrumento é fácil. Que com uma aula, você já vai sair tocando todas as músicas que quiser, mas isso não é verdade. Nem um pouco.
Para aprender tocar um instrumento –tocar de verdade- precisa haver dedicação. Muita dedicação.
E você precisa gostar daquilo. Se não, jamais tocará com perfeição.
Olívia pegou seu violino, tirando da capa que o protegia com cuidado. Ele era tão lindo, não cansava de admirá-lo...
O quarto era pequeno demais e estava dando uma sensação de prisão a ela. Por isso, com seu violino na mão, saiu de lá. Entretanto, antes foi ao banheiro e lavou as mãos. Sim, ela realmente tinha muito cuidado quando o assunto era sobre seu instrumento.
Foi até o belo jardim que tinha atrás da pousada. Não tinha ninguém lá, o que era mais que bom.
O jardim era gigante. Havia uma parte coberta, onde estava uma mesa grande com várias cadeiras. Devia ser ali que acontecia o jantar, pensou Liv.
Porém, ela se dirigiu até a parte sem estar coberta. Foi até uma pequena fonte que tinha ali e ficou de frente para ela. Se alguém entrasse, ela não veria, pois estaria de costas. O que era bom. Ninguém a atrapalharia.
O corpo estava ereto e o busto para frente. As pernas estavam um pouco abertas para estabilizar o equilíbrio do corpo. Pensou em uma música. Logo uma em especial veio em sua mente.
[Coloquem para tocar.]
Quando viu, seus dedos já estavam nas cordas, as tocando. Era incrível o som que elas produziam. A melodia de Stay With Me começou a tocar.
A música a envolvia completamente. Ela não podia estar mais concentrada naquilo. Olívia era tão boa que nem precisava ler a partitura. Já sabia aquela música de cor...
Afinal, estava treinando ela para mostrar a Gus.
Gus.
Esta música basicamente era para ele. Era impossível tocar e não pensar em Gus. Em seu sorriso. Em sua voz. Em seu jeito de ser.
As lágrimas já escorriam pelo seu rosto. Amaldiçoou-se por isso. Quer dizer, ela tinha certeza que Gus não estava assim. Digo, triste. Na verdade, essa era última coisa que Gus deveria estar.
Provavelmente estava se atracando com o “amor da sua vida”.
Mais lágrimas começaram a rolar pelos seus olhos. Soluçou, mas não parou de tocar. Estava envolvida de mais para parar. Não podia parar.
Pois se ela parasse, sabia que faria as malas e voltaria para sua cidade. Voltaria para casa e imploraria para que Gus voltasse para ela.
Oh, won't you stay with me?
'Cause you're all I need
Aquele verso da música acabava com ela. Sim, ela precisava do amor dele. Precisava de Augustus por inteiro.
Jamais pensou que alguém a amaria. Enquanto Fernanda contava sobre suas aventuras com Danny, Liv apenas imaginava se iria encontrar um dia um cara que realmente valesse a pena.
E então Gus apareceu em sua vida. Foi como se, de repente, tudo fizesse sentido. Como se sua música tivesse ganhado mais vida ainda. Como se, realmente valesse a pena viver.
Porém, tudo que é bom dura pouco. Era uma porcaria aquele ditado, mas era real. Como uma romântica nata, achava uma verdadeira mentira. Só que não era. Quando se está apaixonado, você vê coisas onde não existe. Acha que está tudo bem, mesmo não estando.
Quando se está apaixonado, a vida parece perfeita.
Porém, ela não é.

Rose praticamente arrastou Justin para fora da cama. Ao que parecia, ela realmente não tinha simpatizado muito com ele. Ou, talvez, tivesse simpatizado até demais. Ele não sabia ao certo. Nunca entendeu as mulheres, não seria agora que entenderia.
Quando o assunto era sobre mulheres, ele tirava o chapéu.
Tinha acordado bem cedinho, por isso ajudou Rose a fazer o almoço. Todo os hospede, na hora marcada, estavam ali onde acontecia a refeição. Almoçaram tranquilamente. Emme perguntou para cada um qual era o plano de hoje e quando chegou à vez de Justin, ele não soube o que responder. Felizmente –ou não- Rose se intrometeu, dizendo que passaria à tarde com ela. Greg e Rommer começaram a tirar sarro, fazendo a menina fechar a cara, irritada.
Enzo e Jaqueline saíram mais cedo, pois iriam a algum lugar que tinha horário marcado. Já Elisa e Jorge passaram apenas para dar bom dia, pois tinham feito uma reserva em algum restaurante chique. Então, resumidamente, o almoço foi entre Justin, Rose, Emme, Greg e Rommer.
Porém, Justin não pode deixar de reparar que faltava uma pessoa.
- Onde está à nova hospede?
Rose se virou para ele com aqueles grandes olhos verdes, acusadores.
- E por que quer saber?
Justin ficou assustado, quer dizer, ele apenas tinha feito uma pergunta, inocentemente. Fora que mesmo que tivesse perguntando com outro propósito, o que ela tinha a ver com isso?
- Só... curiosidade.
Rose ainda estava desconfiada. Greg começou a tirar mais sarro, dizendo que ela era ciumenta demais. A menina mostrou o dedo do meio e se virou para Justin, decidindo-se afinal, acreditar nele.
- Perdeu o horário. –admitiu. -
- Ah.
Mas, na verdade, Justin queria perguntar por que Rose não a acordou, como ela fez com ele. Porém, achou melhor deixar para lá. Aquele assunto pelo que parecia era meio polêmico.
Comeu a comida, que estava deliciosa e então se retirou. Ficou no quarto olhando para o teto e pensando em como sua vida estava uma bagunça.
Queria que seus amigos estivessem ali com ele. Com certeza faria diferença.
Rose apareceu depois de alguns minutos. Disse para ele se aprontar e encontra-la lá em baixo daqui a alguns minutos.
Justin tomou uma ducha, colocou qualquer roupa e logo depois desceu os dois lances de escada. Rose o esperava na recepção, parecendo impaciente.
- Finalmente a noiva está pronta!
Em resposta, ele fez uma careta.
Ela o ignorou e saiu da pequena pousada. Justin, sem outra escolha, a seguiu. Isso estava virando rotina.
Rose o levou por um pequeno tour. Mostrou as principais lojas ali perto; indicou restaurantes bons e baratos; mostrou os melhores bares; as melhores baladas e por aí vai.
Justin estava grato por Rose estar fazendo companhia a ele, porém, a única coisa que queria fazer no momento era ir para seu quarto e descansar. E quem sabe, praticar um pouco de guitarra. Ele precisava ir bem à audição de amanhã.
Afinal, o sentido desta viagem tinha sido para aquilo.
- Pode ir, se quiser... Eu tenho que fazer algumas coisas na rua.
- Certo, então eu vou. –Justin sorriu, acenando com a cabeça. –
Rose não pode deixar de ficar decepcionada. Gostaria muito que ele dissesse algo como “Tudo bem então, eu te acompanho.”. Porém, Justin apenas concordou. Ele já estava longe a aquela altura, quase sumindo de seu campo de visão. A garota grunhiu de frustração.
Justin finalmente chegou à pousada. Emme estava digitando algo no computador, mas assim que notou o garoto deu um sorriso largo. Ele retribuiu e quando estava subindo as escadas, ouviu algo.
Era uma música.
Parou assim que reconheceu a melodia. Porém, o que o impressionou não era a escolha da música ou qualquer coisa do tipo, e o sim o modo como àquela pessoa tocava.
Justin desceu as escadas rapidamente e seguiu o som. Estava vindo do jardim. Quando abriu a grande porta de vidro, na parte interna não tinha ninguém. Ele resolveu ir ver na parte externa e...
Lá estava.
Justin não pode ver a cara de quem estava tocando, mas viu que era uma garota. Quer dizer, o cabelo da pessoa era longo e ela usava um vestido. Tinha que ser uma garota.
A menina tocava com tanta classe que Justin ficou encantado. O som que saia daquele pequeno instrumento era incrível. E o garoto nunca tinha visto alguém tocar tão bem quanto ela.
Dava para ver que ela tinha nascido para aquilo.
Estava tão vidrado na apresentação da garota misteriosa, que nem percebeu que um sorriso bobo estava em seus lábios.

E, assim que chegou ao ápice da música, Justin teve a certeza de que jamais esqueceria aquele momento. 


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Olá, meninas! FINALMENTE HEIN CARALHO SAHUSHAIHSA  Ai, esse capítulo foi muito legal de escrever, por isso espero que vocês tenham gostado! Mais um personagem para fic, uhulll! Eu AMO o Josh, acho ele muito nhonhonho hahaha DIA SEGUINTE TEM AS AUDIÇÕES HEIN SAOJSAIJ QUEM AÍ ACHA QUE VAI DAR MERDA? OU QUEM AÍ ESTÁ ANSIOSA????
É isso, meus amores.
Beijos e até a próxima ;)


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Obvious

Ela despertou um lado dele, assim como ele despertou um lado dela.
Fanfiction 
Categoria: Romance.
Classificação: 12
Sinopse: Charlotte é a tipica garota de filmes de romance, patricinha, meiguinha, e toda ajeitadinha, Justin é o tipico garoto classificado sem futuro, sempre cabulando aula, e como seus pais são tão ocupados, faz o que bem quer e quando quer. Após uma grande burrada, Justin é obrigado a morar com a tia do interior, um sitio no fim do mundo, onde seu mundo se cruza com uma garota tipica daquele mundo. 
Prólogo:
27/10/2014, Segunda-Feira; 
7 horas e 30 minutos
Charlotte. 
"Oi Charlie, Charlie!" Falou Coop, me cumprimentando com um beijo na bochecha. Sorri abertamente. "Como foi o fim de semana?" 
"Fui da Nova Iorque com o meu pai." Comentei. "Comprei um presentinho pra você." Falei, querendo vê-la curiosa. 
"Sério? Tipo?" Perguntou, completamente abobalhada. "E como foi em Nova Iorque? Nunca fui pra lá..." Comentou ela, baixinho, meio envergonhada. 
"Foi divertido, podemos ir em algum fim de semana." Falei, sorrindo. 
"Ahh como se minha mãe fosse abrir a verba pra poder ir pra Nova Iorque por um fim de semana." Ela falou, rindo de deboche. O sinal tocou. "Qual sua aula agora?" Perguntou ela."
"Historia, e a sua?"
"Ética." Falou ela, fazendo careta. "Te vejo no intervalo?"
"Sim, sim!" Falei, beijei sua bochecha e fui para minha sala.
Entrei na sala, e logo encontrei com alguns colegas de classe. Aquele lindinho do fundo, ai ai. Sentei no meu lugar, e abri o livro. O professor estava relembrando a guerra fria, e bla, bla, bla.
"Com licença..." A coordenadora apareceu na porta, com seu terninho azul-marinho. "Posso falar com a aluna Charlotte Jonhson?" Arrepiei-me. O professor concordou com a cabeça e fez um gesto para que eu fosse. Levantei-me e fui até o encontro com  a coordenadora. Assim que sai, a coordenadora fechou a porta, reparei um aluno a seu lado.
"Bom Charlie, como estuda conosco a mais de dez anos, gostaria que mostrasse a escola para o novo aluno, Justin." Ela falou. O garoto ao seu lado acenou com a cabeça.
"Claro...huuum, você quer que eu mostre agora?" Perguntei, torcendo para que ela falasse que sim.
"Se for possivel." Falou. "Posso justificar para o professor." Concordei.
A coordenadora deu-me a deixa para começar a mostrar a escola para o rapaz. Assim fiz. Comecei pelas quadras, primeiro a quadra de tênis, depois a de futebol, e por ultimo a de basquete.
"Bom, se gostar de algum desses esportes, depois das aulas tem atividades extra-curriculares." Falei, indo em direção da área das piscinas. "Você gosta de algum desses esportes?"
"Não, pra ser sincero sou péssimo em todos." Ele riu, abrindo um sorriso fofinho. Ri também. "E você? Tem cara de ser lider de torcida..." Ri mais uma vez.
"Acertou!" Falei, brincando.
"Sério?" Perguntou, não tão surpreso.
"Não, mas danço e sou do comite de arrumação das festinhas da escola." Comentei.
"Uau...irado." Falou ele, se esforçando o maximo para poder gostar dessa ideia.
Parei perto da piscina, onde algumas crianças praticavam aula de natação. Apontei para a piscina coberta.
"Essa piscina no verão é usada quando está chovendo, porque mesmo sem o aquecedor ligado ainda é quentinha, e no inverno é ligado o aquecedor." Apontei para a piscina aberta. "É usada em olimpíadas, e a escola deixa aberta para uso dos alunos após as aulas."
"Não tem natação como atividade extra-curricular?" Perguntou ele, mexendo no cabelo.
"Tem, mas usam a coberta, pra deixar a piscina aberta livre para os alunos." Expliquei.
Entramos na escola, resolvi mostrar a biblioteca.
"A biblioteca é dividida em duas partes, uma com livros educativos e outra com ficções." Expliquei "Alguns livros só podem ser pegos com a recomendação de um professor, se não a bibliotecaria não deixa levar." Ele concordou com a cabeça. "Agora vamos pro laboratorio de quimica, depois para o de fisica." Falei, caminhando até o laboratorio de quimica. O sinal da segunda aula tocou. Os corredores se lotaram, segurei o braço do rapaz para não perde-lo de vista. "Por favor, não suma também." Falei, e o rapaz me olhou meio desentendido. "No começo do ano apresentei a escola para um grupo de alunos né, ai eles desapareceram quando bateu o sinal!" O rapaz começou a gargalhar.
"Estou gostando até." Comentou ele. Sorri.
"Também estou gostando." E o rapaz, depois de muito tempo, sorriu. 

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Trust Me - Capítulo VI - Quase um Déjà Vu - Parte I



QUASE UM DÉJÀ VU - PARTE I


*Cinco dias depois.

Cher P.O.V.

Toquei a campainha umas três vezes e ninguém atendeu. Na quarta tocada Anne apareceu e vestia apenas uma blusa social com suas pernas de fora. Olhei-a de cima a baixo e soltei um sorrisinho debochado. James estava comigo e eu sabia que ele como homem olharia descaradamente. Anne me olhou sem expressão e apenas sobressaltou a sobrancelha esquerda, mas logo que avistou James atrás de mim sorriu descaradamente. Antes que eu metesse um soco que quebrasse aqueles dentinhos brancos, eu entrei na casa.
Depois de um dia e meio Chris teve alta e veio para sua casa, mas eu não pude fazer nenhuma visita por causa dos meus negócios que precisaram da minha máxima atenção. Mesmo assim sempre que dava tempo eu mandava uma mensagem ou até mesmo ligava para perguntar como ele estava e como estava a recuperação. Por sorte o tiro não atingiu nada que complicasse e ficasse grave. Eu não estendia nada de medicina e só entendia o que via nos filmes, quando o médio deu o diagnóstico de Chris no hospital foi como falar em chinês comigo e eu somente pedi para vê-lo. Subi a escada principal até o segundo andar da casa que era mais sofisticado e fui diretamente ao quarto que Chris que eu sabia exatamente onde era. Dei duas batidas na porta e escutei um “entra” lá de dentro.

- Como vai esse homem furado? – disse apenas colocando a cabeça dentro do quarto.
- Cher! – ele tentou levantar para me receber, mas voltou para a cama com feição de dor.
- Não se esforce, por favor. – entrei no quarto fechando a porta e me sentando ao seu lado. O ar-condicionado estava ligado no mais frio possível. – Não está tão calor assim para o ar estar nesse grau.
- Anne me encheu de cobertas e eu não conseguia me livrar delas, o controle estava aqui e eu aumentei o ar. – sorri.
- E como você está? – perguntei pegando na sua mão.
- Melhor. Quer dizer levando em consideração que eu odeio ficar deitado debilitado a várias coisas, mas recebo vários mimos de Anne e Charlote, isso é bom. – Charlote era a empregada mais doce do mundo. – É bom receber esses mimos de vez enquanto.
- Um menino carente de mimos. – dei leves gargalhadas. – Irá ter um racha domingo no Galho Quebrado, acho que vou dar uma passada lá.
- Eu também vou, mas não vou poder competir por sorte sua. Você vai ter uma chance de ganhar. – ele riu.
- Mesmo com um furo no corpo quer fazer piadinhas. E você não vai ao Galho Quebrado domingo.
- Só porque você quer. Eu já disse que vou.
- E eu estou dizendo que você não vai. – rebati me aproximando sem perceber.
- Cherry, eu vou. – disse autoritário.
- Já disse que não vai. – me aproximei ainda mais por puro instinto de peitar.
- Se você se aproximar mais vou ser obrigado a te beijar. – pisquei.
- Não seria louco a esse ponto Chris.
- Quer que eu prove minha queria Cher. – ele se aproximou.
- Tente e eu desço a mão nesse curativo. – sorri e me afastei.
- Você tem sorte que eu não faço o tipo masoquista. Mas escreva o que estou dizendo ainda vou te beijar. Agora pode descer e preparar um lanchinho? Estou com fome. – sorriu descaradamente.
- Acho que ninguém te mima você que é um aproveitador abusado, mas como estou de bom humor e também com fome eu vou. – levantei da cama e sai do quarto.

Desci a escada e me direcionei para a direita seguindo o corredor e cheguei à cozinha. Lá dentro estavam James e Anne que ria como uma um pato engasgado. Passei reto por eles indo até a geladeira e pegando algumas coisas para fazer um sanduíche como queijo e presunto. Peguei o suco na jarra e torrada, para acompanha-la peguei geleia de amora e amendoim. Coloquei tudo em cima do balcão do lado contrario deles ficando de frente a eles. Comecei a fazer meus sanduíches e eles não falaram mais nada e isso me fez olha-los.

- Algum problema? – perguntei tediosamente.
- Está fazendo para quem? – me respondeu com outra pergunta James.
- Para mim e Chris. – respondi voltando a fazer os sanduíches. Jurei ter ouvido um som de desagrado de James, mas preferir deixar de lado. Eles voltaram a conversar, mas dessa vez de um assunto aleatório e arrastado.

Passei as geleias nas torradas e peguei dois copos grandes no armário e servi um pouco do suco bebendo em seguida, era suco de uva. Coloquei dessa vez nos dois servindo até em cima. Peguei uma bandeja e coloquei os pratos com sanduíches e torradas e depois coloquei os copos. Iria guardar tudo na geladeira, mas decidi perguntar se James queria algo.

- Não. – ele disse somente.
- Faz um sanduíche para mim. – Anne pediu descaradamente. Olhei-a.
- Você tem duas mãos e dois pés, agradeça a Deus e faça você mesma. – disse curta e grossa. Ficou um silêncio de cerca de dois minutos enquanto eu guardava as coisas. Voltei para pegar a bandeja e levar até Chris, mas Anne decidiu abrir a boca novamente.
- Cherry eu sei que vacilei no passado, mas…
- Mas? – interrompi antes que ela começasse um discurso. – Não tem “mas” Anne. Eu poderia ter morrido e ai o que você ia fazer? Se não fosse James que corresse todos os riscos para poder me ajudar a fugir. Você além de colocar a mim em risco colocou seu próprio amigo. – disse alterada.
- Eu não fiz por querer…
- Mas foi um “não querer” que mataria até James. Como você ficaria se ele tivesse morrido? – ela abaixou a cabeça. – Aposto que nenhum pouco bem. Então não se ache no direito que falar comigo como se eu fosse uma das suas amiguinhas daquele puteiro da onde você veio. – sabia que falar isso a tirava do sério e eu fazia de propósito.
- Ótimo! – ela levantou e saiu da cozinha.
- Não precisava falar isso. – escutei James falar, mas não o olhei.
- Não precisava um monte de coisas James. Não precisava ela ter me traído a mim e a você, não precisava você continuar a falar com ela. Não precisava Chris levar um tiro e principalmente não precisava eu ter confiado e conhecido ela. – olhei-o e sai da cozinha com a bandeja levando para Chris.




*Domingo.

Durante toda a semana James dormiu na minha casa, todas as noites ele queria esquentar a cama. Eu não sabia que ele era viciado em sexo assim. Quase todas as noites eu correspondi, mas às vezes eu estava cansada, ficava acordada ate tarde no escritório e James sempre ia me buscar quando caía no sono sem perceber. Acordava na minha macia cama com um pijama de flanela e James abraçado ao meu corpo. Até agora estava indo tudo bem no nosso relacionamento. As coisas estavam fluindo naturalmente e eu estava gostando do rumo que isso estava tomando. Cada dia eu sentia algo a mais por James e ele a cada dia me tratava ainda melhor.
O que mudou, ou melhor, quem mudou, foi Katrinna. Principalmente quando estava com James, ela ficava um tanto ignorante e esnobe. Cada vez mais eu percebia o quanto ela gostava de James e começava a ficar insuportável, eu sentia o ciúme dela e a raiva que ela sentia por querer estar no meu lugar. Eu até poderia tentar conversar com ela, mas o que eu diria? Como iria chegar nela e falar “não precisar ter ciúme do meu namorado, a culpa não é minha se ele gosta de mim e não de você”? Além de que ela é minha amiga eu não poderia simplesmente chegar e dizer qualquer coisa. Na maioria das vezes eu tentava não ficar muito próximo de James quando ela estava. James não concordava muito com minha atitude, ele achava que ela tinha que aceitar e ponto. Mas eu não queria confusão com minha amiga por causa de homem. Eu tentei o fazer conversar com ela, mas chegamos à conclusão que James também não poderia falar com ela.
Estava me arrumando para a noite de pegas no Galho Quebrado. Tinha colocado um jeans escuro e uma blusa vermelha. Não coloquei nenhuma jaqueta já que iria de carro com James. Se fosse uma semana antes eu teria ido de moto. Coloquei um salto que estava praticamente novo pela falta de uso – prefiro coturnos, botas ou tênis. Enrolei o cabelo com babyliss e fiz um leve olho preto e fechei com um batom claro.

- Toda essa produção é para quem, posso saber? – virei e vi James parado na porta do quarto que ultimamente tem sido nosso. Sorri sem saber o que dizer exatamente.
- É para um cara ai. – disse depois de um tempo.
- Ele é muito sortudo, se me permite dizer. – ele veio até mim tirando meu cabelo do pescoço e beijando ali.
- Sabe quem é ele? – disse me virando para ele.
- Quem? – perguntou aproximando sua boca da minha.
- James Russo. Conhece? – passei os braços em volta do pescoço dele e ele abraçou minha cintura.
- Conheço um cara de sorte quando vejo um, mas nesse caso eu sou esse cara. – sorri e beijei ele e como todas as vezes parecia que era a primeira. Eu sempre sentia aquele frio na barriga. Era um dos fatos de eu amar beija-lo.
- Melhor irmos.
- Por quê? Podemos fazer nossa festa aqui mesmo, sem problemas. Não me incomodo.
- Oferta tentadora, de verdade. Mas eu realmente quero um pouco de ação. – disse me afastando e indo até a porta.
- Está dizendo que eu te dou sono, que não sou bom no que faço? – homens...
- Não James, você não me da sono… só de vez enquanto. E não é ruim no que faz ok? – sem que eu esperasse me prensou na parede do corredor.
- O que você disse?
- Que não é ruim. – repeti.
- Mas também não disse que sou bom, e eu quero escutar que sou ótimo. Sou espetacular. Que sou o melhor. – sussurrou no meu ouvido. Confesso que aqui me excitou pra caralho.
- Mas quem disse que você é? – brinquei com a onça com vara curta.
- Como é que é? – ele pegou meu copo colocando minhas pernas envoltas do seu quadril. O impacto das minhas costas na parede doeu bastante. Dei uma tapa na cara dele.
- Machucou minhas costas, ogro! – ele sorriu tinhoso.
- Como se você não gostasse de uma brutalidade e uma porradaria na cama Cher. – sussurrou e mordeu o lombo da minha orelha. Suspirei controlando o gemido que começara a subir na minha garganta.
- Coloque-me no chão James. Agora não é hora para isso. – disse rindo. Ele me desencostou da parede e desceu comigo em seu colo. Quando cheguei à escada eu pedi para que ele me descesse de seu colo, pois tinha medo dele me deixar cair. – James, por favor.
- Olhe para mim Cher. – ele pediu e eu assim fiz. James pegou com uma das mãos meu pescoço e trouxe-o para perto de seu rosto e depois beijou meus lábios. Levei minhas mãos para seu cabelo fazendo um carinho ali. Não me controlava quando seus lábios estavam nos meus, podia estar em qualquer situação que fosse eu sempre me deixava levar me esquecendo do mundo ao meu redor. O cabelo de James era até o pescoço e era macio e sedoso. Tinha um cheiro que até hoje não consigo decifrar, apenas sei dizer que é bom e que reconheceria em qualquer lugar no mundo. – Prontinho. – ele disse me colocando no banco do carona no carro. – De nada. – ele disse assim que percebeu que eu olhava sem entender como cheguei ali. Deu-me um selinho e deu a volta no carro sentando no banco do motorista. Girou a chave no carro e ele deu a típica tremida.
- Juízo crianças! – pude escutar Dorotéia gritar.




A musica nas caixas de som estava no último volume, tocava um remix de “We Can’t Stop – Miley Cyrus”. Por instinto comecei a cantar assim que sai do carro. Ele foi rodeado por pessoas que cumprimentavam a mim e a James. Cumprimentei a maioria deles e sorri para outros. Quando enfim sai da multidão que se formou avistei Katrinna e Alanna que dançavam descontroladamente, no mínimo elas estavam levemente alteradas com álcool. Logo atrás delas estavam Chris e Anne encostados no capô de um carro. Chris como sempre um teimoso que não aguenta ouvir um não ou ser contrariado. Passei pelas meninas indo até Chris que me olhava com um sorriso idiota no rosto, ele também bebeu.

- Não vou nem dizer que estou chateada com você Chris. E você. – me referi a Anne. – Como pode trazer ele e ainda deixa-lo beber? Ele está tomando antibiótico, sua doente. – praticamente gritei querendo meter a mão na fuça dela.
- Cher não briga com ela não, eu fugi de casa. Ela não teve escolha a não ser vir atrás de mim, mas quando ela chegou, eu já tinha tomado uma garrafa de vodca e fumado. – ele dizia com uma voz de criança inocente e fazendo feição de coitadinho.
- Chris, cale a boca. – o problema de quando ele bebê e fica bêbado ele meio que ‘’perde’’ a maldade das coisas. Mas na verdade ele fica lesado mesmo.

Depois de um tempo fui dançar com as garotas, Anne nos acompanhou também e dessa vez decidi não implicar e apenas deixa-la ficar conosco. Certas horas eu até dançava com ela apenas me deixando levar, apenas porque estava feliz. Katrinna estava – pelo incrível que pareça – sóbria, mas o mesmo não podia dizer de Alanna que estava praticamente dando pro primeiro que aparecesse e dissesse algo meia boca para levar para cama.
Na medida do possível eu a manteria nos meus olhos, mas eu não iria ficar sendo babá dela a noite toda. Alanna é maior de idade e uma mulher formada, sabe o que está fazendo – ou não.
Senti um par de mãos na minha cintura me puxando para trás fazendo bater em um corpo masculino. Pensando que era James deixei que as mãos passeassem em volta do meu corpo e me permitindo rebolar e fazer danças ousadas. Quando enfim vi James conversando com Chris de costas para mim do outro lado do Galho Quebrado meu corpo simplesmente paralisou. Virei meu corpo e dei de cara com os olhos castanhos muito bem conhecidos por mim nesses últimos dias.



Continua..
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Vocês realmente gostam a fanfic?
- Dricka.

domingo, 19 de outubro de 2014

Our Melody - Capítulo 4




“Eu dedico esta canção para você, aquela que nunca enxerga a verdade. Que eu poderia tirar sua dor, garota com o coração partido...”.
- 5 Seconds Of Summer.

Nova Iorque, Estados Unidos. – 7h00 p.m
Aeroporto - Dias atuais.

Justin procurava desesperadamente sua mala. Eram milhares na esteira e parecia que todas tinham passado menos a dele.
Irritado, continuou a esperar.
Justin nunca foi um garoto de muitas malas, muitas coisas... Sempre foi simples. Nunca ligou para estas coisas. Ainda mais quando viajava. Ele não se importava em vestir a mesma roupa por dois dias ou de levar poucas peças. Isso não era importante. O importante, para ele, era aproveitar a viagem. Isso sim.  
Seu celular começou a tocar, ele atendeu de má vontade sem nem olhar no visor. Sabia quem era.
- Alô?
- Oi, Jus.
Justin fechou os olhos, pesadamente. Pensava que era Rianna, não ela... Se soubesse, jamais teria atendido. Meu Deus, era incrível como quando tudo parecia estar dando certo, acontecia algo para estragar tudo.
Droga, como ele era um estúpido. O que eu faço agora?, pensou desesperado. Bem feito, se recriminou novamente, quem mandou não olhar na merda do visor?
Pensou em desligar na cara da pessoa, mas isso era muita falta de educação. E infantil. Depois, teve a ideia de falar que foi engano, mas sabia que ela não ia acreditar.
Por fim, encarou a situação.
- Oi, Candice.
- Você nunca me chamou de Candice, é sempre Candy...
- Bom, as coisas mudam. –Sua voz saiu mais fria do que ele pretendia. – Você, mais do que ninguém, deveria saber disso.
- Jus, me desculpa. –Ela fungou. – Podemos nos ver?
Justin fechou os olhos, tentando ignorar a dor que seu coração sentia naquele momento.
Em sua mente, uma imagem de Candice apareceu. Ele visualizou seu rosto branco como a neve e seus olhos azuis como o céu. Ela sorria, mostrando seus dentes perfeitos. Seus cabelos loiros caiam sobre seu rosto de uma forma tão natural, tão conhecida...  
E seus lábios? Deus... aquilo era uma perdição. Justin se lembrou de como amava beijá-los, acariciá-los...
Ao ver em que estava pensando, melhor, em quem, parou rapidamente.
Não, ele não podia se deixar levar pela saudade. Tinha que se lembrar de o todo mal que ela o fez. Ele poderia fazer isso.
- Não, não podemos nos ver agora. Nem nunca mais.
- Justin, por favor...
- O que foi, Candice? Não se lembra de que você fez sua escolha? A porra da sua escolha que arruinou a vida de nós dois? Bem, espero que morra com esse peso e arrependimento na consciência. Espero que não me ligue mais. Adeus, Candy. –Cuspiu o apelido, com desprezo. –
Encerrou a chamada com raiva. Engraçado como pequenas coisas podem irritar o ser humano, ainda mais uma ligação. Ou palavras.
Mas, a história de Justin e Candice tinha muito mais do que palavras ou ligações envolvidas. Tinha atitudes. Escolhas
Escolhas erradas, principalmente. Candice e Justin se conheciam desde pequenos, eram melhores amigos. Não viviam um sem o outro. Igual a todos os filmes de romances mais clichês do mundo. Eram só amigos, no começo. Nada mais. Porém, tudo mudou quando completaram treze anos. Eles começaram a desenvolver um carinho maior pelo outro. Aos quatorze anos foi o primeiro beijo dos dois. Aos quinze anos, eles ficavam as escondias. E aos dezesseis, começaram a namorar sério.
Óbvio que teve uma época que terminaram. Foi aos dezoito anos. Ficaram meses separados, mas não aguentaram muito. Voltaram logo depois.
Aos vinte anos...
Justin fechou os olhos, interrompendo a linha de pensamentos. Não gostava de lembrar-se da cena. Da dor que sentiu.
Sempre foi um cara muito atencioso, animado, simpático... jamais demostrava algum tipo de dor ou fraqueza. O que ele sentia, só ele sabia. Pois por fora, quem visse, achava que estava tudo bem. Era isso que seu sorriso mostrava, mas não o que o seu coração sentia.
Mesmo quem era próximo a Justin raramente notava que algo estivesse errado, ele era realmente muito discreto quando o assunto era sobre seus sentimentos.   
Sempre foi.
Alguns podiam achar que isto era uma qualidade, mas ele não. Fazia mal guardar todo esse peso e dor dentro de si. Aquilo, aos poucos, o matava.
Viu sua mala de vermelha na esteira passando, fazendo o voltar a realidade. Saiu correndo, indo até ela. A pegou, colocando no chão e saindo de lá. Agora era só pegar um táxi e achar algum albergue por aí.
Ainda perdido em pensamentos, saiu do aeroporto. Ou tentou, pois estava lotado. As pessoas passavam apressadamente, sem nem olhar para os lados. Falavam no telefone ou mexiam nele, sem nem prestar atenção em mais nada. Em ninguém.
Desde quando o mundo ficou assim?, pensou Justin.  
Arrastou a mala mais junto consigo e tentou passar por toda aquelas pessoas. Nunca tinha visto tanta gente junta em um mesmo ambiente. Era espantoso e assustador, tudo ao mesmo tempo. Ao sair de dentro de lá, tentou achar um táxi. Demorou um bocado, realmente, os filmes não mentiam nesse quesito. Quando finalmente achou, disse para o motorista o levar para o albergue mais perto.
O moço o deixou na quinta avenida. Uma das ruas mais movimenta de Nova Iorque. O taxista o assegurou que lá teria o que ele procurava. Agradeceu, pagou e saiu o táxi amarelo.
A rua realmente tinha muitas lojas. E pessoas. Alguns esbarravam nele sem nem pedir desculpas, fazendo o garoto se encolher. Não estava acostumado a isso. Encontrou o albergue depois de algumas informações. Sentiu-se mais aliviado, porém, tudo desmoronou ao ver saber que estavam sem quartos disponíveis.
Quis morrer ali mesmo. Estava cansado da viagem e agora não tinha onde ficar. Certo, será que era um sinal? Provavelmente, uma macumba do Brad. Maldito seja!
Saiu de lá, arrasado. Estava com sua guitarra e sua mala vermelha sozinho em Nova Iorque. Certo, isso só era legal em filmes.
Voltou a andar no meio de todas aquelas pessoas, procurando outro táxi ou algum lugar para ficar. Esbarrou em uma garota sem querer. O impacto foi tão forte que a fez cair. Se sentindo culpado, ajudou ela a se levantar. Parecia que ela tinha sua idade. O olhou, irritada.   
- Não olha por onde não, idiota? Que eu saiba você não é invisível!
- Desculpe. – Desculpou-se, assustado com a agressividade da garota. –
- Tudo bem... –bufou, meio contrariada. – Vejo que não é daqui.
Justin franziu o cenho. Será que era por causa da sua roupa? Olhou em volta e viu que não vestia nada diferente. Usava uma blusa xadrez azul marinho e branco e uma calça jeans um pouco gasta. Tinha sua guitarra nas costas, com sua case e sua mala. Apenas isto.
A menina, ao entender o que ele pensava, revirou os olhos. Tão previsível, pensou ela.
- Vejo isto pelo seu jeito de se portar. –Explicou. -
- Oh...
- Não que isso seja ruim, claro... Mas, você sabe, tem que se soltar um pouco mais se quiser sobreviver aqui. E não ficar com essa cara de gatinho assustado.
Quem era aquela garota? Quem ela achava que era?
Estava indignado com a honestidade da menina. Será que ela não via que eles não tinham intimidade alguma para isso? Pensou em dizer isso a ela, mas não disse. Afinal, ele tinha educação.
A garota o avaliou, parecendo pensar se ele realmente valia a pena ou não. Sorriu, no final.
- Qual é o seu nome?
- Justin Bieber.
- O que faz aqui parecendo estar sem rumo? Se perdeu? Está fugindo de casa porque seus pais não aceitaram sua profissão ou...?
- Na verdade, eu meio que viajei para cá sem planejar algumas coisas...
- Aham, tão clichê. Achou que seria fácil achar qualquer lugar para dormir, não é? Bem, não é tão fácil quanto parece.
Justin soltou um riso anasalado.
- É, estou vendo que sim.
A garota em sua frente sorriu, divertida. Ela tinha os cabelos ruivos lisos e longos. As pontas eram pintadas de várias cores. Parecia um arco-íris. Seu cabelo valorizava seus olhos verdes escuros. Ela tinha um piercings no lábio inferior e usava um vestido preto colado no corpo, com uma jaqueta de couro da mesma cor. Nos pés, usava um all star e carregava uma pasta laranja. Era linda, do seu jeito.
- Meu nome é Rosemary, mas você pode me chamar de anjo da guarda. –Sorriu, ainda zombando da situação. – Ou de Rose, você escolhe.
- Acho que prefiro Rose.
- Que chato. –fingiu estar decepcionada, mas logo riu. – enfim, me siga.
Ela saiu andando sem o esperar. Justin ficou parado, sem saber o que fazer. Como assim “me siga”? Ele nem a conhecia! Será mesmo que deveria seguir a louca do cabelo arco-íris? Ela tinha cara de ser uma boa pessoa, mas... Sempre foi ensinado que as aparências enganam.
A menina se afastava cada vez mais. Suspirou e se deu por vencido. Estava em uma cidade desconhecida, com mais de milhões de pessoas. Não estava acostumado com tantas pessoas e muito menos com tanta movimentação.
Já estava escurecendo e o tempo estava feio. Com toda certeza ele não poderia ficar na rua, ainda mais chovendo... Engoliu o medo e seguiu a menina.
- Ei, espera!
- Credo, caipira, você é lento demais!
- Não sou caipira!
- É sim. –Replicou. – Agora fique quieto antes que eu me arrependa e te largue no meio da rua.
Justin bufou, mas obedeceu. Afinal, ela o estava ajudando, no final das contas. A menina parou em frente a uma kombi velha, caindo aos pedaços. Entrou e disse para Justin entrar pela janela. Quando Rose viu que ele não faria isso, o mandou entrar pela porta do motorista. Depois de muita confusão, partiram para longe dali.
Justin queria perguntar para onde ela o estava levando, mas sabia que ela não iria responder, então resolveu desfrutar um pouco da bela paisagem.
A rua era bem movimentada. Parecia que saia pessoas do bueiro. Era impressionante. Na sua cidade, tinha aproximadamente trezentos mil habitantes. Aqui, em Nova Iorque, a estimativa era de oito milhões. A diferença era muita.
Sua cidade não era ruim. Tinha prédios, era até que um pouco animada. Quando as pessoas de outro lugar pensavam em Oklahoma, imaginavam algo totalmente do interior. Sem internet, sem computador, sem shoppings, sem prédios, sem roupas da moda... Só que não era totalmente assim. 
Tulsa, pelo menos. A cidade de Justin até que era um pouco moderna. Tinha carros, internet, prédios... Era apenas mais calmo que aqui. Tinha poucos shoppings, era verdade. E provavelmente, bem menores do que os daqui, porém, isso não o incomodava.
O que o incomodava era uma pessoa qualquer o chamar de caipira, sendo que ele não era.
Ao pensar sobre isso, sentiu seus olhos pesarem. Os fechou encostando-se na janela da garota arco-íris. E adormeceu ali mesmo, com todas as luzes de Nova Iorque o chamando.
Portland, Oregon – 10h13 a.m.
Aeroporto. - Dias atuais

Olívia estava nervosa. Muito nervosa.
Era a primeira vez que ela viajaria sozinha. Sabia que milhares de adolescentes estariam loucos para estar na pele dela. Afinal, aquilo para muitas pessoas significava liberdade.
No entanto, não para Olívia. Queria que sua família fosse com ela, mas sabia que eles não podiam. Não tinham condições para isso.
Seu pai a olhava carinhosamente. Como se tentasse transmitir segurança para sua pequena princesa. Porém, ele não tendo muito sucesso em sua missão.
- Você vai se sair bem, filhota. Sei que vai. Não se preocupe, apenas aproveite o momento, tudo bem? Não importa se você não ganhar essa competição. Para mim, você sempre será a garota mais talentosa de todas!
Os olhos da Liv se encheram de lágrimas. Era incrível como seu pai sempre sabia dizer a coisa certa. Seu estômago se desembrulhou um pouco. Ela foi até ele e o abraçou forte.
- Eu te amo, papai.
- Eu também amo você, princesinha.
Ela fungou e limpou as lágrimas. Afastou-se do pai e foi abraçar sua mãe, que já estava chorando faz tempo.
- Oh, meu bebê! Não acredito que você irá para tão longe de nós...
- Eu sei, mamãe. Também não estou muito animada com esta ideia...
- Querida, só Deus sabe como vou sentir sua falta e como vou ficar preocupa com você em outro estado... mas, eu estou feliz por você. E tenho certeza que você irá arrasar! Eu te amo, bonequinha.
- Obrigada, mamãe! Eu te amo, muito!
A próxima foi Destiny, que abriu um largo sorriso e a envolveu em um abraço caloroso.
- Se cuida, Liv. Qualquer coisa é só ligar que eu e Marc iremos correndo para onde você estiver. Eu te amo muito, tenho certeza que você vai ficar em primeiro lugar.
- Obrigada por tudo, irmã. Pode deixar que eu vou ligar sim.  E manda um beijo para o seu noivo. –Sorriu, emocionada. –
Por último foi Tyler. Ele estava um pouco quieto e de cabeça baixa. Liv sorriu trêmula e abraçou seu irmão fortemente. Tyler sem hesitar retribuiu o abraço.
- Fica atenta lá, em pirralha. E fica longe de má influência...
- Eu sei me cuidar, Ty. Pode deixar! –Riu, um pouco comovida com a preocupação que o irmão demostrava. –
- Eu sei que sabe, é só que eu... me preocupo com você.
Tyler estava meio tímido e Liv pode ver isto, por isso sorriu e o abraçou mais forte, beijando sua bochecha.
- Você é o melhor irmão de todos, Ty! Pode deixar que sei me cuidar, afinal, aprendi vários golpes de caratê com o melhor...
O irmão riu e limpou os olhos rapidamente, antes que alguém visse.
- Não chora!
- Não conta para ninguém, ou eu te mato, ouviu bem?
- Tá, chatão. Agora eu tenho que ir, eu amo você, Ty!
- Eu te amo mais, maninha. Boa sorte e acaba com eles!
Ela riu e seu irmão deu um beijo em sua testa. Anunciaram mais uma vez seu vôo, fazendo seu estômago embrulhar outra vez. Acenou para eles, ainda chorando e se afastou.
Estava na hora.
Pegou sua mala e a arrastou para a direção onde ela tinha que ir, mas, se virou mais uma vez para trás e viu que sua família não estava mais lá. Ou se estava, milhares de pessoas apressadas passavam em sua frente.
Reprimiu um suspiro e colocou um sorriso no rosto.
Afinal, ela estava indo para Nova Iorque, a cidade dos sonhos! Onde tudo podia se tornar realidade.
Com esse pensamento, seguiu em frente, sorrindo.

♫ ♪ ♫ ♪
O vôo tinha sido cansativo. E um pouco intimidante. Ela foi à classe econômica, óbvio. Tinha sido um horror, tinha umas três crianças que choraram a viagem inteira, fazendo Liv não conseguir dormir.
Fora que sua companheira de vôo era uma mulher totalmente irritante. Ela ficou falando sobre sua vida a viagem inteirinha. Em nenhum momento parou ou perguntou para Liv, apenas ficou desabafando. E Olívia era muito educada para manda-la ir se foder.
Por isso, ficou ouvindo a mulher falar por horas a fio.
Quando finalmente chegarem à Nova Iorque, ela agradeceu baixinho.
Encontrou sua mala facilmente, sem nenhum problema. Pegou-a e foi lá para fora, tentar achar um táxi. Essa, com certeza, foi a parte mais difícil. Demorou uma hora, mas finalmente conseguiu um.
O taxista perguntou onde era seu destino, Liv apenas mostrou o papel que estava o endereço. Não sabia onde era... Fernanda que tinha arranjado o lugar e feito sua reversa. Pelo que sabia, era uma pousada...
Chegaram em poucos minutos no local. A pousada era um pouco afastada, mas mesmo assim, era mais do que perfeito.
Ela era branca e pequena, se destacando por todos aqueles prédios enormes... Era bem simples, mas parecia confortável.
Fernanda, sua melhor amiga, disse que era barata e que Liv poderia ficar lá por bastante tempo e não sairia nada caro. E que as pessoas de lá eram uns amores.
Liv pagou o taxista, pegou as malas e entrou na pousada. A recepção era minúscula e uma coisinha bem simples. Devia ser quase oito horas da noite, os outros deviam estar jantando.
- Olá querida, bem vinda à pousada Lancaster. Qual é o seu nome?
Liv sorriu, um pouco tímida. A mulher a sua frente parecia ser um amor, por isso relaxou. Ela devia ter uns trinta anos, pensou enquanto se aproximava.  
- Olívia Hemmings.
- Certo, ahá! Aqui está. Quarto seis. É só subir a escada e virar à direita.
- Obrigada...
- Emme.
- Obrigada, Emme. –Sorriu. –
Enquanto se aproximava da escada, ouviu a mulher a chamar. Virou-se devagar.
- Querida, o jantar está sendo servido nesse exato momento! Você quer que eu leve o prato em seu quarto ou prefere se juntar a nós?
- Estou sem fome, mas obrigada, Emme! –Sorriu, grata. – Isso foi muito gentil.
E então subiu as escadas. Achou o seu sem problemas. Abriu a porta dando de cara com um quarto totalmente aconchegante. Tinha apenas uma cama branca, uma mesinha marrom ao lado e um armário de madeira. Era simples, mas dava para o gasto. Sorriu e começou a arrumar suas coisas, as colocando no armário. Depois disso, pegou o violino e colocou na mesinha ao seu lado. E então, exausta, se jogou na cama e apagou quase no mesmo instante.
♫ ♪ ♫ ♪
No final das contas, Rose não era uma assassina ou qualquer coisa do tipo. Ela o levou até uma pequena pousada. Era meio afastada do centro, porém, nada muito distante.
O quarto dele era bem simples, ficava no terceiro andar da casa, era o quarto doze. Incrível como aquela casa era grande! A recepcionista e dona, Emme, era muito simpática. Sua mãe se chamava Joanne Lancaster, a pousada era dela. Antes se chamava Joanne, mas quando a mulher ficou doente, mudou para Lancaster. Em homenagem a toda família. E assim ficou.
- São sete e meia... –Rose falou. – O jantar já está sendo servido, desça logo!
E então saiu de seu quarto, o deixando sozinho. Justin largou tudo no chão e desceu em seguida.
O jantar estava acontecendo no quintal. Era uma mesa gigante com uns vinte lugares, mas apenas oito deles estavam ocupados. Rose acenou, mostrando que tinha guardado um lugar para ele. Justin sorriu e se aproximou.
- Boa noite. –Cumprimentou todos. – desculpem o atrasado e a surpresa...
- Oh, querido, está tudo bem. –Emme sorriu. – É para isto que está pousada está aqui, uhu? Sente-se, sente-se...
Justin se sentou, um pouco tímido. Emme colocou um prato em frente a ele, para começar a se servir, mas antes de fazer isso, Rose se levantou de súbito da cadeira.
- Bom, deixe eu os apresentar! –Rose começou a falar. – Estes aqui são Elisa e Jorge, eles estão em lua de mel! –Riu, animada. – Estes são Greg e Rommer, são irmão gêmeos e ficarão aqui por um tempinho... E por último, Jaqueline, que é brasileira e seu melhor amigo, Enzo. Estão aqui para passar as férias... E pessoal, este é Justin Bieber, ele ficara um tempinho por aqui também...
Todos acenaram, sorrindo. Justin sorriu de volta para eles.
- É um prazer conhece-los!
- O prazer é nosso, querido. –Emme sorriu e depois se dirigiu a Rose. – E você, pode ir sentando e não quero ver nada em seu prato, mocinha.
- Ok, tia...  –Suspirou fundo. –
A mulher mais velha sorriu e então ouviu a campainha sendo tocada. Pediu licença e se retirou.
- Deve ser a nova hóspede. –Rose explicou, dando de ombros. –
Todos assentiram e então Jaqueline, uma garota que parecia que tinha completado dezoito anos agora, se virou para Justin. Tinha os olhos verdes claros e os cabelos ondulados negros. Era linda.  
- E então, Justin, o que veio fazer aqui em Nova Iorque?
Ela tinha muito sotaque, dava para qualquer um notar. Sorriu de lado e a respondeu.
- Vim aqui fazer a audição para o Battle Of Tune...
- Não brinca! –Elisa o interrompeu, gritando. – Eu amo esse programa.
- Ama mesmo. –Afirmou o recém-marido, sorrindo. – Ela só assiste isso.
- Maneiro. –Comentou Greg. – Tomara que você passe, cara! Eu tentei ano passado e não consegui, infelizmente.
- É, eu também tentei. –Se intrometeu Rommer. – Também não consegui... Eu disse ao Greg que deveríamos ter tentado como dupla, mas não...
- Não começa, Rommer!
- Não começa você, Greg!
- Ok, chega os dois! –Riu, Rose. – E caraca, caipira! Que maneiro, não sabia sobre isso.
- Pois é... E não sou caipira.
- Hmmm, estou vendo aqui uma nova vítima sua, Rosemary? -Greg tirou sarro. –
Rose ficou vermelha na hora. Fuzilou Greg com os olhos e então negou rapidamente.  
- Cala a boca, Greg... Claro que não!
- Sei, sei... se eu fosse você, Justin, ficava esperto. –Alertou. –
- Greg, cala a boca seu imbecil! –Brigou. –
- Parei, juro... –Gargalhou. –
Emme finalmente se juntou a todos novamente. Sentou-se e Rose a olhou sem entender.
- Não era uma hóspede?
- Era sim... Mas, hoje ela não se juntará a nós.
- Que pena...
E então todos começaram a conversar sobre assuntos diversos. Enzo contou que queria ir amanhã com Jaqueline ao central park. Greg e Rommer começaram a dizer que lá era tudo lindo e que eles não iam se arrepender. E então o assunto se virou para Elise e Jorge. Que contaram como se conheceram, onde se casam e toda a história dos dois. O tempo se passou rapidamente. Quando viram, já eram dez horas. Todos se retiraram e foram aos seus respectivos quartos.
Justin, cansado, se jogou na cama e ficou encarando o teto. Era engraçado como a vida era. Chegou aqui em Nova Iorque sem nada planejado e se arrependeu, mas então Rose apareceu e o salvou. Trouxe-o para esta pousada maravilhosa, com pessoas maravilhosas...
E tudo isso por conta do destino.
Sorriu, fechando os olhos. Sua audição era depois de amanhã. Por incrível que pareça, não estava nervoso.
Estava confiante.
Dormiu tranquilamente. Finalmente, tudo parecia estar se ajeitando...

Porém, o que ele não sabia, era que o destino tinha mais algumas surpresinhas para ele.


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         OLÁ PESSOAS SOAIJSIDHSGHDU Tudo bem com vocês? SOCORRO GENTE, ELES ESTÃO NO MESMO AMBIENTEEEEE! Próximo capítulo já está pronto, por isso, quanto mais comentários mais rápido posto (promessa) huahuaha. Ai, gente, assisti Anabelle ontem e CACETE, DEMOREI PARA DORMIR. Ô filminho que dá susto. Porém, os personagens meio que pedem por isso...
          Bem, espero que tenham gostado desse capítulo. Logo, logo tem mais. E aí, quem já odiou a Candice vadia? Fotinho dela aqui para vocês - Candice. Pois é, a concorrência tá foda. Liv que se cuide.
         Até a próxima, meu amores!
         Beijão.
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