domingo, 19 de outubro de 2014

Our Melody - Capítulo 4




“Eu dedico esta canção para você, aquela que nunca enxerga a verdade. Que eu poderia tirar sua dor, garota com o coração partido...”.
- 5 Seconds Of Summer.

Nova Iorque, Estados Unidos. – 7h00 p.m
Aeroporto - Dias atuais.

Justin procurava desesperadamente sua mala. Eram milhares na esteira e parecia que todas tinham passado menos a dele.
Irritado, continuou a esperar.
Justin nunca foi um garoto de muitas malas, muitas coisas... Sempre foi simples. Nunca ligou para estas coisas. Ainda mais quando viajava. Ele não se importava em vestir a mesma roupa por dois dias ou de levar poucas peças. Isso não era importante. O importante, para ele, era aproveitar a viagem. Isso sim.  
Seu celular começou a tocar, ele atendeu de má vontade sem nem olhar no visor. Sabia quem era.
- Alô?
- Oi, Jus.
Justin fechou os olhos, pesadamente. Pensava que era Rianna, não ela... Se soubesse, jamais teria atendido. Meu Deus, era incrível como quando tudo parecia estar dando certo, acontecia algo para estragar tudo.
Droga, como ele era um estúpido. O que eu faço agora?, pensou desesperado. Bem feito, se recriminou novamente, quem mandou não olhar na merda do visor?
Pensou em desligar na cara da pessoa, mas isso era muita falta de educação. E infantil. Depois, teve a ideia de falar que foi engano, mas sabia que ela não ia acreditar.
Por fim, encarou a situação.
- Oi, Candice.
- Você nunca me chamou de Candice, é sempre Candy...
- Bom, as coisas mudam. –Sua voz saiu mais fria do que ele pretendia. – Você, mais do que ninguém, deveria saber disso.
- Jus, me desculpa. –Ela fungou. – Podemos nos ver?
Justin fechou os olhos, tentando ignorar a dor que seu coração sentia naquele momento.
Em sua mente, uma imagem de Candice apareceu. Ele visualizou seu rosto branco como a neve e seus olhos azuis como o céu. Ela sorria, mostrando seus dentes perfeitos. Seus cabelos loiros caiam sobre seu rosto de uma forma tão natural, tão conhecida...  
E seus lábios? Deus... aquilo era uma perdição. Justin se lembrou de como amava beijá-los, acariciá-los...
Ao ver em que estava pensando, melhor, em quem, parou rapidamente.
Não, ele não podia se deixar levar pela saudade. Tinha que se lembrar de o todo mal que ela o fez. Ele poderia fazer isso.
- Não, não podemos nos ver agora. Nem nunca mais.
- Justin, por favor...
- O que foi, Candice? Não se lembra de que você fez sua escolha? A porra da sua escolha que arruinou a vida de nós dois? Bem, espero que morra com esse peso e arrependimento na consciência. Espero que não me ligue mais. Adeus, Candy. –Cuspiu o apelido, com desprezo. –
Encerrou a chamada com raiva. Engraçado como pequenas coisas podem irritar o ser humano, ainda mais uma ligação. Ou palavras.
Mas, a história de Justin e Candice tinha muito mais do que palavras ou ligações envolvidas. Tinha atitudes. Escolhas
Escolhas erradas, principalmente. Candice e Justin se conheciam desde pequenos, eram melhores amigos. Não viviam um sem o outro. Igual a todos os filmes de romances mais clichês do mundo. Eram só amigos, no começo. Nada mais. Porém, tudo mudou quando completaram treze anos. Eles começaram a desenvolver um carinho maior pelo outro. Aos quatorze anos foi o primeiro beijo dos dois. Aos quinze anos, eles ficavam as escondias. E aos dezesseis, começaram a namorar sério.
Óbvio que teve uma época que terminaram. Foi aos dezoito anos. Ficaram meses separados, mas não aguentaram muito. Voltaram logo depois.
Aos vinte anos...
Justin fechou os olhos, interrompendo a linha de pensamentos. Não gostava de lembrar-se da cena. Da dor que sentiu.
Sempre foi um cara muito atencioso, animado, simpático... jamais demostrava algum tipo de dor ou fraqueza. O que ele sentia, só ele sabia. Pois por fora, quem visse, achava que estava tudo bem. Era isso que seu sorriso mostrava, mas não o que o seu coração sentia.
Mesmo quem era próximo a Justin raramente notava que algo estivesse errado, ele era realmente muito discreto quando o assunto era sobre seus sentimentos.   
Sempre foi.
Alguns podiam achar que isto era uma qualidade, mas ele não. Fazia mal guardar todo esse peso e dor dentro de si. Aquilo, aos poucos, o matava.
Viu sua mala de vermelha na esteira passando, fazendo o voltar a realidade. Saiu correndo, indo até ela. A pegou, colocando no chão e saindo de lá. Agora era só pegar um táxi e achar algum albergue por aí.
Ainda perdido em pensamentos, saiu do aeroporto. Ou tentou, pois estava lotado. As pessoas passavam apressadamente, sem nem olhar para os lados. Falavam no telefone ou mexiam nele, sem nem prestar atenção em mais nada. Em ninguém.
Desde quando o mundo ficou assim?, pensou Justin.  
Arrastou a mala mais junto consigo e tentou passar por toda aquelas pessoas. Nunca tinha visto tanta gente junta em um mesmo ambiente. Era espantoso e assustador, tudo ao mesmo tempo. Ao sair de dentro de lá, tentou achar um táxi. Demorou um bocado, realmente, os filmes não mentiam nesse quesito. Quando finalmente achou, disse para o motorista o levar para o albergue mais perto.
O moço o deixou na quinta avenida. Uma das ruas mais movimenta de Nova Iorque. O taxista o assegurou que lá teria o que ele procurava. Agradeceu, pagou e saiu o táxi amarelo.
A rua realmente tinha muitas lojas. E pessoas. Alguns esbarravam nele sem nem pedir desculpas, fazendo o garoto se encolher. Não estava acostumado a isso. Encontrou o albergue depois de algumas informações. Sentiu-se mais aliviado, porém, tudo desmoronou ao ver saber que estavam sem quartos disponíveis.
Quis morrer ali mesmo. Estava cansado da viagem e agora não tinha onde ficar. Certo, será que era um sinal? Provavelmente, uma macumba do Brad. Maldito seja!
Saiu de lá, arrasado. Estava com sua guitarra e sua mala vermelha sozinho em Nova Iorque. Certo, isso só era legal em filmes.
Voltou a andar no meio de todas aquelas pessoas, procurando outro táxi ou algum lugar para ficar. Esbarrou em uma garota sem querer. O impacto foi tão forte que a fez cair. Se sentindo culpado, ajudou ela a se levantar. Parecia que ela tinha sua idade. O olhou, irritada.   
- Não olha por onde não, idiota? Que eu saiba você não é invisível!
- Desculpe. – Desculpou-se, assustado com a agressividade da garota. –
- Tudo bem... –bufou, meio contrariada. – Vejo que não é daqui.
Justin franziu o cenho. Será que era por causa da sua roupa? Olhou em volta e viu que não vestia nada diferente. Usava uma blusa xadrez azul marinho e branco e uma calça jeans um pouco gasta. Tinha sua guitarra nas costas, com sua case e sua mala. Apenas isto.
A menina, ao entender o que ele pensava, revirou os olhos. Tão previsível, pensou ela.
- Vejo isto pelo seu jeito de se portar. –Explicou. -
- Oh...
- Não que isso seja ruim, claro... Mas, você sabe, tem que se soltar um pouco mais se quiser sobreviver aqui. E não ficar com essa cara de gatinho assustado.
Quem era aquela garota? Quem ela achava que era?
Estava indignado com a honestidade da menina. Será que ela não via que eles não tinham intimidade alguma para isso? Pensou em dizer isso a ela, mas não disse. Afinal, ele tinha educação.
A garota o avaliou, parecendo pensar se ele realmente valia a pena ou não. Sorriu, no final.
- Qual é o seu nome?
- Justin Bieber.
- O que faz aqui parecendo estar sem rumo? Se perdeu? Está fugindo de casa porque seus pais não aceitaram sua profissão ou...?
- Na verdade, eu meio que viajei para cá sem planejar algumas coisas...
- Aham, tão clichê. Achou que seria fácil achar qualquer lugar para dormir, não é? Bem, não é tão fácil quanto parece.
Justin soltou um riso anasalado.
- É, estou vendo que sim.
A garota em sua frente sorriu, divertida. Ela tinha os cabelos ruivos lisos e longos. As pontas eram pintadas de várias cores. Parecia um arco-íris. Seu cabelo valorizava seus olhos verdes escuros. Ela tinha um piercings no lábio inferior e usava um vestido preto colado no corpo, com uma jaqueta de couro da mesma cor. Nos pés, usava um all star e carregava uma pasta laranja. Era linda, do seu jeito.
- Meu nome é Rosemary, mas você pode me chamar de anjo da guarda. –Sorriu, ainda zombando da situação. – Ou de Rose, você escolhe.
- Acho que prefiro Rose.
- Que chato. –fingiu estar decepcionada, mas logo riu. – enfim, me siga.
Ela saiu andando sem o esperar. Justin ficou parado, sem saber o que fazer. Como assim “me siga”? Ele nem a conhecia! Será mesmo que deveria seguir a louca do cabelo arco-íris? Ela tinha cara de ser uma boa pessoa, mas... Sempre foi ensinado que as aparências enganam.
A menina se afastava cada vez mais. Suspirou e se deu por vencido. Estava em uma cidade desconhecida, com mais de milhões de pessoas. Não estava acostumado com tantas pessoas e muito menos com tanta movimentação.
Já estava escurecendo e o tempo estava feio. Com toda certeza ele não poderia ficar na rua, ainda mais chovendo... Engoliu o medo e seguiu a menina.
- Ei, espera!
- Credo, caipira, você é lento demais!
- Não sou caipira!
- É sim. –Replicou. – Agora fique quieto antes que eu me arrependa e te largue no meio da rua.
Justin bufou, mas obedeceu. Afinal, ela o estava ajudando, no final das contas. A menina parou em frente a uma kombi velha, caindo aos pedaços. Entrou e disse para Justin entrar pela janela. Quando Rose viu que ele não faria isso, o mandou entrar pela porta do motorista. Depois de muita confusão, partiram para longe dali.
Justin queria perguntar para onde ela o estava levando, mas sabia que ela não iria responder, então resolveu desfrutar um pouco da bela paisagem.
A rua era bem movimentada. Parecia que saia pessoas do bueiro. Era impressionante. Na sua cidade, tinha aproximadamente trezentos mil habitantes. Aqui, em Nova Iorque, a estimativa era de oito milhões. A diferença era muita.
Sua cidade não era ruim. Tinha prédios, era até que um pouco animada. Quando as pessoas de outro lugar pensavam em Oklahoma, imaginavam algo totalmente do interior. Sem internet, sem computador, sem shoppings, sem prédios, sem roupas da moda... Só que não era totalmente assim. 
Tulsa, pelo menos. A cidade de Justin até que era um pouco moderna. Tinha carros, internet, prédios... Era apenas mais calmo que aqui. Tinha poucos shoppings, era verdade. E provavelmente, bem menores do que os daqui, porém, isso não o incomodava.
O que o incomodava era uma pessoa qualquer o chamar de caipira, sendo que ele não era.
Ao pensar sobre isso, sentiu seus olhos pesarem. Os fechou encostando-se na janela da garota arco-íris. E adormeceu ali mesmo, com todas as luzes de Nova Iorque o chamando.
Portland, Oregon – 10h13 a.m.
Aeroporto. - Dias atuais

Olívia estava nervosa. Muito nervosa.
Era a primeira vez que ela viajaria sozinha. Sabia que milhares de adolescentes estariam loucos para estar na pele dela. Afinal, aquilo para muitas pessoas significava liberdade.
No entanto, não para Olívia. Queria que sua família fosse com ela, mas sabia que eles não podiam. Não tinham condições para isso.
Seu pai a olhava carinhosamente. Como se tentasse transmitir segurança para sua pequena princesa. Porém, ele não tendo muito sucesso em sua missão.
- Você vai se sair bem, filhota. Sei que vai. Não se preocupe, apenas aproveite o momento, tudo bem? Não importa se você não ganhar essa competição. Para mim, você sempre será a garota mais talentosa de todas!
Os olhos da Liv se encheram de lágrimas. Era incrível como seu pai sempre sabia dizer a coisa certa. Seu estômago se desembrulhou um pouco. Ela foi até ele e o abraçou forte.
- Eu te amo, papai.
- Eu também amo você, princesinha.
Ela fungou e limpou as lágrimas. Afastou-se do pai e foi abraçar sua mãe, que já estava chorando faz tempo.
- Oh, meu bebê! Não acredito que você irá para tão longe de nós...
- Eu sei, mamãe. Também não estou muito animada com esta ideia...
- Querida, só Deus sabe como vou sentir sua falta e como vou ficar preocupa com você em outro estado... mas, eu estou feliz por você. E tenho certeza que você irá arrasar! Eu te amo, bonequinha.
- Obrigada, mamãe! Eu te amo, muito!
A próxima foi Destiny, que abriu um largo sorriso e a envolveu em um abraço caloroso.
- Se cuida, Liv. Qualquer coisa é só ligar que eu e Marc iremos correndo para onde você estiver. Eu te amo muito, tenho certeza que você vai ficar em primeiro lugar.
- Obrigada por tudo, irmã. Pode deixar que eu vou ligar sim.  E manda um beijo para o seu noivo. –Sorriu, emocionada. –
Por último foi Tyler. Ele estava um pouco quieto e de cabeça baixa. Liv sorriu trêmula e abraçou seu irmão fortemente. Tyler sem hesitar retribuiu o abraço.
- Fica atenta lá, em pirralha. E fica longe de má influência...
- Eu sei me cuidar, Ty. Pode deixar! –Riu, um pouco comovida com a preocupação que o irmão demostrava. –
- Eu sei que sabe, é só que eu... me preocupo com você.
Tyler estava meio tímido e Liv pode ver isto, por isso sorriu e o abraçou mais forte, beijando sua bochecha.
- Você é o melhor irmão de todos, Ty! Pode deixar que sei me cuidar, afinal, aprendi vários golpes de caratê com o melhor...
O irmão riu e limpou os olhos rapidamente, antes que alguém visse.
- Não chora!
- Não conta para ninguém, ou eu te mato, ouviu bem?
- Tá, chatão. Agora eu tenho que ir, eu amo você, Ty!
- Eu te amo mais, maninha. Boa sorte e acaba com eles!
Ela riu e seu irmão deu um beijo em sua testa. Anunciaram mais uma vez seu vôo, fazendo seu estômago embrulhar outra vez. Acenou para eles, ainda chorando e se afastou.
Estava na hora.
Pegou sua mala e a arrastou para a direção onde ela tinha que ir, mas, se virou mais uma vez para trás e viu que sua família não estava mais lá. Ou se estava, milhares de pessoas apressadas passavam em sua frente.
Reprimiu um suspiro e colocou um sorriso no rosto.
Afinal, ela estava indo para Nova Iorque, a cidade dos sonhos! Onde tudo podia se tornar realidade.
Com esse pensamento, seguiu em frente, sorrindo.

♫ ♪ ♫ ♪
O vôo tinha sido cansativo. E um pouco intimidante. Ela foi à classe econômica, óbvio. Tinha sido um horror, tinha umas três crianças que choraram a viagem inteira, fazendo Liv não conseguir dormir.
Fora que sua companheira de vôo era uma mulher totalmente irritante. Ela ficou falando sobre sua vida a viagem inteirinha. Em nenhum momento parou ou perguntou para Liv, apenas ficou desabafando. E Olívia era muito educada para manda-la ir se foder.
Por isso, ficou ouvindo a mulher falar por horas a fio.
Quando finalmente chegarem à Nova Iorque, ela agradeceu baixinho.
Encontrou sua mala facilmente, sem nenhum problema. Pegou-a e foi lá para fora, tentar achar um táxi. Essa, com certeza, foi a parte mais difícil. Demorou uma hora, mas finalmente conseguiu um.
O taxista perguntou onde era seu destino, Liv apenas mostrou o papel que estava o endereço. Não sabia onde era... Fernanda que tinha arranjado o lugar e feito sua reversa. Pelo que sabia, era uma pousada...
Chegaram em poucos minutos no local. A pousada era um pouco afastada, mas mesmo assim, era mais do que perfeito.
Ela era branca e pequena, se destacando por todos aqueles prédios enormes... Era bem simples, mas parecia confortável.
Fernanda, sua melhor amiga, disse que era barata e que Liv poderia ficar lá por bastante tempo e não sairia nada caro. E que as pessoas de lá eram uns amores.
Liv pagou o taxista, pegou as malas e entrou na pousada. A recepção era minúscula e uma coisinha bem simples. Devia ser quase oito horas da noite, os outros deviam estar jantando.
- Olá querida, bem vinda à pousada Lancaster. Qual é o seu nome?
Liv sorriu, um pouco tímida. A mulher a sua frente parecia ser um amor, por isso relaxou. Ela devia ter uns trinta anos, pensou enquanto se aproximava.  
- Olívia Hemmings.
- Certo, ahá! Aqui está. Quarto seis. É só subir a escada e virar à direita.
- Obrigada...
- Emme.
- Obrigada, Emme. –Sorriu. –
Enquanto se aproximava da escada, ouviu a mulher a chamar. Virou-se devagar.
- Querida, o jantar está sendo servido nesse exato momento! Você quer que eu leve o prato em seu quarto ou prefere se juntar a nós?
- Estou sem fome, mas obrigada, Emme! –Sorriu, grata. – Isso foi muito gentil.
E então subiu as escadas. Achou o seu sem problemas. Abriu a porta dando de cara com um quarto totalmente aconchegante. Tinha apenas uma cama branca, uma mesinha marrom ao lado e um armário de madeira. Era simples, mas dava para o gasto. Sorriu e começou a arrumar suas coisas, as colocando no armário. Depois disso, pegou o violino e colocou na mesinha ao seu lado. E então, exausta, se jogou na cama e apagou quase no mesmo instante.
♫ ♪ ♫ ♪
No final das contas, Rose não era uma assassina ou qualquer coisa do tipo. Ela o levou até uma pequena pousada. Era meio afastada do centro, porém, nada muito distante.
O quarto dele era bem simples, ficava no terceiro andar da casa, era o quarto doze. Incrível como aquela casa era grande! A recepcionista e dona, Emme, era muito simpática. Sua mãe se chamava Joanne Lancaster, a pousada era dela. Antes se chamava Joanne, mas quando a mulher ficou doente, mudou para Lancaster. Em homenagem a toda família. E assim ficou.
- São sete e meia... –Rose falou. – O jantar já está sendo servido, desça logo!
E então saiu de seu quarto, o deixando sozinho. Justin largou tudo no chão e desceu em seguida.
O jantar estava acontecendo no quintal. Era uma mesa gigante com uns vinte lugares, mas apenas oito deles estavam ocupados. Rose acenou, mostrando que tinha guardado um lugar para ele. Justin sorriu e se aproximou.
- Boa noite. –Cumprimentou todos. – desculpem o atrasado e a surpresa...
- Oh, querido, está tudo bem. –Emme sorriu. – É para isto que está pousada está aqui, uhu? Sente-se, sente-se...
Justin se sentou, um pouco tímido. Emme colocou um prato em frente a ele, para começar a se servir, mas antes de fazer isso, Rose se levantou de súbito da cadeira.
- Bom, deixe eu os apresentar! –Rose começou a falar. – Estes aqui são Elisa e Jorge, eles estão em lua de mel! –Riu, animada. – Estes são Greg e Rommer, são irmão gêmeos e ficarão aqui por um tempinho... E por último, Jaqueline, que é brasileira e seu melhor amigo, Enzo. Estão aqui para passar as férias... E pessoal, este é Justin Bieber, ele ficara um tempinho por aqui também...
Todos acenaram, sorrindo. Justin sorriu de volta para eles.
- É um prazer conhece-los!
- O prazer é nosso, querido. –Emme sorriu e depois se dirigiu a Rose. – E você, pode ir sentando e não quero ver nada em seu prato, mocinha.
- Ok, tia...  –Suspirou fundo. –
A mulher mais velha sorriu e então ouviu a campainha sendo tocada. Pediu licença e se retirou.
- Deve ser a nova hóspede. –Rose explicou, dando de ombros. –
Todos assentiram e então Jaqueline, uma garota que parecia que tinha completado dezoito anos agora, se virou para Justin. Tinha os olhos verdes claros e os cabelos ondulados negros. Era linda.  
- E então, Justin, o que veio fazer aqui em Nova Iorque?
Ela tinha muito sotaque, dava para qualquer um notar. Sorriu de lado e a respondeu.
- Vim aqui fazer a audição para o Battle Of Tune...
- Não brinca! –Elisa o interrompeu, gritando. – Eu amo esse programa.
- Ama mesmo. –Afirmou o recém-marido, sorrindo. – Ela só assiste isso.
- Maneiro. –Comentou Greg. – Tomara que você passe, cara! Eu tentei ano passado e não consegui, infelizmente.
- É, eu também tentei. –Se intrometeu Rommer. – Também não consegui... Eu disse ao Greg que deveríamos ter tentado como dupla, mas não...
- Não começa, Rommer!
- Não começa você, Greg!
- Ok, chega os dois! –Riu, Rose. – E caraca, caipira! Que maneiro, não sabia sobre isso.
- Pois é... E não sou caipira.
- Hmmm, estou vendo aqui uma nova vítima sua, Rosemary? -Greg tirou sarro. –
Rose ficou vermelha na hora. Fuzilou Greg com os olhos e então negou rapidamente.  
- Cala a boca, Greg... Claro que não!
- Sei, sei... se eu fosse você, Justin, ficava esperto. –Alertou. –
- Greg, cala a boca seu imbecil! –Brigou. –
- Parei, juro... –Gargalhou. –
Emme finalmente se juntou a todos novamente. Sentou-se e Rose a olhou sem entender.
- Não era uma hóspede?
- Era sim... Mas, hoje ela não se juntará a nós.
- Que pena...
E então todos começaram a conversar sobre assuntos diversos. Enzo contou que queria ir amanhã com Jaqueline ao central park. Greg e Rommer começaram a dizer que lá era tudo lindo e que eles não iam se arrepender. E então o assunto se virou para Elise e Jorge. Que contaram como se conheceram, onde se casam e toda a história dos dois. O tempo se passou rapidamente. Quando viram, já eram dez horas. Todos se retiraram e foram aos seus respectivos quartos.
Justin, cansado, se jogou na cama e ficou encarando o teto. Era engraçado como a vida era. Chegou aqui em Nova Iorque sem nada planejado e se arrependeu, mas então Rose apareceu e o salvou. Trouxe-o para esta pousada maravilhosa, com pessoas maravilhosas...
E tudo isso por conta do destino.
Sorriu, fechando os olhos. Sua audição era depois de amanhã. Por incrível que pareça, não estava nervoso.
Estava confiante.
Dormiu tranquilamente. Finalmente, tudo parecia estar se ajeitando...

Porém, o que ele não sabia, era que o destino tinha mais algumas surpresinhas para ele.


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         OLÁ PESSOAS SOAIJSIDHSGHDU Tudo bem com vocês? SOCORRO GENTE, ELES ESTÃO NO MESMO AMBIENTEEEEE! Próximo capítulo já está pronto, por isso, quanto mais comentários mais rápido posto (promessa) huahuaha. Ai, gente, assisti Anabelle ontem e CACETE, DEMOREI PARA DORMIR. Ô filminho que dá susto. Porém, os personagens meio que pedem por isso...
          Bem, espero que tenham gostado desse capítulo. Logo, logo tem mais. E aí, quem já odiou a Candice vadia? Fotinho dela aqui para vocês - Candice. Pois é, a concorrência tá foda. Liv que se cuide.
         Até a próxima, meu amores!
         Beijão.
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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Nonexistent - Apresentação

Protagonistas: Justin Bieber e Abby Reyes.
Outros irão aparecer com o tempo.

Gênero: Suspense, romance, drama.

Indicado para maiores de 16 anos.

Escrito por: Bea

Não contém sinopse.


quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Trust Me - Capítulo V - Polícia.



POLÍCIA


Justin P.O.V.

Acordei com minha boca inchada e latejando. Meu nariz estava quebrado e acho que perdi um dente. Estou com uma dor de cabeça sem tamanho. Pensar que ainda tinha que me apresentar na minha agencia e ter que escutar meu chefe a dor só aumentava. Levantei coçando os olhos e tomei dois analgésicos para a dor. Na outra cama ao lado da minha estava Chaz roncando horrores. Dei uma tapa forte na cabeça dele e o mesmo despertou assustado olhando para todos os lados.

- Acorda logo. – estava extremamente mal humorado. – Você vai ter que fazer todo o relatório para o chefe.
- Ah, você só pode está brincando. – Chaz enterrou a cara no travesseiro.
- Eu que apanhei aqui, eu que estou com a boca inchada, eu que quebrei o nariz então não, não estou nem um pouco brincando. Terá que fazer a merda do relatório.

Entrei no banheiro e tentei relaxar com a água quente que descia do chuveiro. Dizer que perdi o anel, apanhei e ainda não consegui nada com Cherry Bomb seria um caos. Talvez eu até fosse cortado da operação o que seria muito ruim, eu perderia a promoção e o aumento de salário e eu realmente precisava disso. Além de tudo eu precisava crescer lá dentro, meu pai me fez prometer que eu seria um grande policial.
Colocando o terno que é praticamente um uniforme porque somos obrigados a usar, calcei o sapato e ajeitei a gravata. Eu odiava essa porcaria de gravata, me incomodava, me sufocava, eu sempre corria para tira-la. Charles saiu do banho e me olhou com uma cara nada boa. Depois foi colocar seu terno também.

- Está tão ruim assim? – eu sabia que era meu olho roxo.
- Não. Está pior. Como uma mulher pode bater tão bem assim? – perguntou calçando os sapatos.
- Com certeza teve um ótimo treinador… e belos olhos verdes. – isso eu me recordava bem.
- Mesmo quase entrando em coma reparou que cor de olhos ela tinha? – ele me olhou sem acreditar.
- Eu não estava ‘quase entrando em coma’. E você sabe como sou nunca peco uma oportunidade de reparar numa mulher.
- Justin, nossa missão não tem nada haver com se envolver com alguma delas. – Chaz como sempre levando tudo a sério.
- Eu não disse que vou me envolver com alguma delas, que coisa! Mas temos que fazer parte do ciclo. – disse indo até a porta pronto para sair.
- Como se eu não te conhecesse. – foi o ultimo comentário que ele fez e me acompanhou até o carro que não era o azul arrumado pela agência que custou milhões, e sim o meu carro sem graça. Um Wolksvagem.

A agência era no centro que era relativamente perto de onde eu moro, num bairro de classe média da cidade. Eu nunca quis ser um policial, mas sempre quis viver a vida no limite, sempre numa adrenalina e correr riscos e ser policial parecia ser o único jeito. Dei-me bem numa delegacia local e depois disso só fui subindo até estar onde estou. Agente do FBI.
O caso da Cher era o que chamávamos de milionário, se conseguíssemos pegar ela e sua equipe isso traria muito dinheiro para agência. Além disso, era um caso “linha vermelha”. Casos de linha vermelha eram casos que você poderia ser morto ou no melhor das situações tivesse que mudar de nome e assumir nova identidade. O final do ano passado eu fui promovido para os casos de linha vermelha e eu não sei exatamente se isso é bom. Quer dizer que você vai ganhar mais, mas em compensação vai se arriscar mais. Essa seria a ultima promoção dentro do FBI, se eu fosse promovido ou seria mais um chefe dos casos milionários ou seria recrutado pela CIA. E a CIA tem seus autos e baixos.
Estacionei o carro e Chaz desceu primeiro que eu. Chaz e eu começamos juntos nesse ramo e estranhamente fomos promovidos juntos, até ano passado. Eu fui promovido e ele não, quando me passaram o caso me perguntaram quem eu queria como meu parceiro e me dispuseram os melhores agentes, mas eu sinceramente não queria nenhum deles. Disse que só trabalharia se me dessem o Chaz e assim fizeram. Se eu tivesse que dividir essa promoção com alguém seria ele. Antes de sair eu peguei um óculos escuro no porta luvas.
Entrando no departamento todos cumprimentaram a mim e Chaz, como de costume. Mas hoje todos pareciam curiosos pelo o que tinha atrás dos óculos. Minha boca inchada não dava para esconder e isso só alimentou a curiosidade por ver todo o estrago. O chefe estava a nossa espera e seguimos direto para sala dele.

- Porque está usando esse óculos agente Bieber? – perguntou sempre muito rígido. Demorei meio minuto para saber o que realmente iria responder.
- Se o Senhor não se importa eu gostaria de permanecer com eles. – por trás dos óculos eu desviava o olhar.
- Importo-me sim, tire-o agora. – respirei fundo e tirei o óculos. – Está se escondendo atrás de um óculos Bieber? O que você aprendeu nesse departamento? Cadê a honra de servir ao seu país?
- Senhor, eu só coloquei para que não houvesse assunto na agência.
- Não quero que isso se repita. Sentem-se. – assim fizemos. – Como você conseguiu esse olho roxo?
- Uma delas me bateu. – ele já começava a rir. – E… levou o anel. – ele ficou sério de novo.
- Não pudemos fazer nada, uma pegava o anel do Bieber e eu fui interferir, mas a outra mirou a arma para mim e revidei. Mas um cara apareceu mirando em mim e em Bieber. Não tivemos escolha. – ele não disse nada apenas abaixou a cabeça e respirou fundo.
- E o carro? – ele nos olhou e eu olhei para Chaz e também me olhou.
- Então… quanto a isso… - Chaz começou.
- Ele está inteiro, mas vai precisar de alguns reparos. – eu logo disse.
- Já gastamos muito dinheiro com esse carro Bieber.
- Eu sei, mas foi inevitável. Os policiais não ajudaram. – era tudo parte do plano. Toda a “cilada”. – Não deixaram muito espaço para a manobra de fuga.
- Não me interessa. Se estragar mais o carro eu pessoalmente vou descontar do seu salário. – depois disso não disse mais nada e nem Chaz, nosso chefe ficou apenas nos encarando e avaliando. – Estamos gastando muito dinheiro com essa missão, e eu não gosto de ter muitos gastos. Quero um relatório ainda hoje, e é bom me deem algo até semana que vem. Podem ir.

Saímos da sala e pra infelicidade de Chaz ele precisaria ter que fazer o relatório que é a pior parte dessa profissão. Tínhamos que bater um texto repassando o acontecimento. Eu odiava fazer isso, não tinha paciência de sentar na frente do computador e ficar digitando, não mesmo.

Continua.
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Desculpem o capítulo pequeno mas eu mal tenho tempo para ficar no computador.
So Sorry!!
- Dricka.

domingo, 12 de outubro de 2014

Voltei

Falando do que realmente interessa, vou perguntar (como sempre faço) o que vocês querem.

 Romance ou Suspense?

 Drama/Romance: Não contém vídeo.

 Nome: Born to Die

 Sinopse:
 "On the first page of our story
The future seemed so bright
Then this thing turned out so evil
I don't know why I'm still surprised
Even angels have their wicked schemes
And you take that to new extremes
But you'll always be my hero
Even though you've lost your mind"

- Love The Way You Lie (Part II)

 Suspense/Romance:

 Nome: Nonexistent

 Caso não entender o vídeo, só falar nos comentários.


 Votação aberta até as 22:00h de amanhã.

 Assinado: Bea (=ºwº=)

sábado, 11 de outubro de 2014

Our Melody - Capítulo 3


“Passamos muito tempo sentados na calçada, falando sobre tudo e não dizendo nada.”
— Depois da Meia Noite

Tulsa, Oklahoma – 10h02 a.m.
Dias atuais.

Justin fazia as malas, enquanto cantarola uma música qualquer. Estava nervoso, tinha que admitir. Ele já tinha viajado várias vezes, sozinho, mas todas essas vezes as viagens foram perto de onde ele morava.
Agora ele iria para Nova Iorque e ficaria por lá por um bom tempo - esperava ele. De repente, se lembrou do filme enrolados, que era o preferido de Rianna; lembrou uma cena em particular. A Rapunzel olhava para o mocinho do filme e perguntava: “Mas e depois de realizar meu sonho o que farei?”.
Essa pergunta ecoava em sua mente. O que ele faria? E se nada desse certo? Ele voltaria para o velho e bom Oklahoma e faria algo da vida? Como faculdade?
Mas... E se tudo desse certo? O que ele faria com um milhão de dólares? Está certo, dá para fazer bastante coisa. Só que o que ele queria não dava para comprar com dinheiro. Até dava... mas, não era isso que ele queria. Não era assim.
O príncipe metido a badboy respondia algo como: “Acho que essa é a melhor parte, você vai ter que procurar um novo sonho”.
Profundo e emocionante, mas isso era apenas um filme. Justin estava se referindo a vida real. Nada dessa baboseira era verdadeira.
Estava confuso, mas algo lhe dizia que ele se daria bem. De algum modo, mesmo que não ganhasse a competição.
Tinha feito a inscrição dias atrás. Pensou muito a respeito, mas Rianna estava certa. Ele tinha que seguir em frente e tentar. Se desse errado ótimo, tentaria outro meio...
Sorriu, agora mais calmo e confiante.
Brad afirmou que teria pessoas muito mais talentosas que ele. Isso só fez com que Justin tivesse mais vontade de ir e fazer Brad engolir aquele comentário estúpido. E quer saber? Era isso que faria.
Uma coisa era certeza: Ele ia dar o melhor de si!

 Portland, Oregon – 17h56 p.m.
Dias atuais

Olívia estava nervosa. Perderia muitos dias de aula. O ponto positivo é que ela já tinha passado em todas as matérias. Entretanto, ela não gostava de perder nenhuma aula. Tudo era útil para ela.
Tinha sido criada assim, não era sua culpa. Sua mala já estava feita, ela iria para Nova Iorque dia 15 de agosto, daqui a três dias, pois dois dias depois, era o dia que começava as audições.
Estava nervosa. Tão nervosa que não conseguia pensar no assunto por mais de dez minutos. Deu um suspiro longo. Precisava se acalmar.
Pegou o celular e nenhuma mensagem de Gus. Deu outro suspiro, só que dessa vez, nervoso. Tudo bem, tudo bem... Gus era realmente um homem ocupado, ela sabia disso. Todavia, ultimamente ele estava ocupado demais. Não sabia se era a carência falando ou o nervoso, mas suspeitava que algo estivesse acontecendo.
Conhecia seu namorado muito bem. Tinha falado com ele ontem e a conversa não tinha sido normal como todas as outras. Ele dava respostas curtas e soava nervoso. Ela não estava gostando nada daquilo.
Ligou para sua melhor amiga, Fernanda. Que estava meio sumida ultimamente. Ela alegou que estava sumida do mapa, pois tinha voltado com Danny. Olívia não pode deixar de ficar feliz por ela. Sabia o quanto a amiga gostava do garoto.
Danny e Fernanda eram um casal lindo. Pareciam que tinham sido feitos um para o outro. Tinham muitos momentos lindos, como cenas de livros. Mas horrorosos, como a da vida real. Os dois tinham gênios fortes, brigavam por qualquer besteira. E terminavam em um dia e voltavam no outro. Era uma rotina.
No entanto, a última briga tinha sido realmente feia. Passaram-se meses e nada dos dois voltarem. Aquilo estava acabando com Fernanda. Sendo assim, acabando com Liv também.
Eram muito ligadas. O que uma sentia, a outra também sentia. Como uma via de mão dupla.
- Tentem não brigar outra vez, tudo bem? -Sorriu. –
- Vamos tentar... –Ela disse. Dava para sentir que estava sorrindo. – Nossa, nem acredito que você vai para Nova Iorque. Eu vou te ver na televisão! Isso é tão emocionante.
Liv riu. Fernanda estava mais animada do que ela. Típico da amiga.
- Quem vai aparecer na TV? -perguntou uma voz masculina, no fundo. –
- A Liv, é claro!
- Liv? A nossa Liv?
- Sim. –Fernanda responde, rindo. –
- Me deixa falar com ela!
- Tá, tá... Danny quer falar com você, amiga. Beijos.
- Beijos.
A linha ficou em silêncio por um segundo.
- Alô?
- Danny!
- Princesa, como você está? E que história é essa de televisão?
- Gus e meu pai me convenceram a participar do Battle Of Tune... Eu aceitei. Sabe, parece ser realmente uma ótima oportunidade. Mas, fala para Fernanda que ainda eu não estou no programa, eu apenas me inscrevi... Existe uma grande diferença.
- Hm, sei... –A voz de Danny parecia nervosa. – Posso te falar uma coisa?
- Diz.
- Eu não estou muito animado com essa ideia, ouvi várias histórias sobre...
- Danny Jones! Acho melhor parar agora. –Fernanda gritou. –
- Certo, certo... Hm, nada, Liv, nada. Apenas fique de olho, tá legal?
- Não precisa ficar preocupado, Gus vai comigo.
- Isso me deixou mais preocupado ainda. Não gosto daquele cara.
- Danny! –Fernanda gritou. -
- Desculpa, amor, desculpa... Bem, vou desligar, Liv. Amo você.
- Também amo você. Amo os dois. Beijos.
Então ela desligou. Tudo de repente ficou silencioso. Liv suspirou. Sentia saudades de ambos, fazia uma semana que não os via. Parecia pouco tempo, mas era bastante. Estava acostumada a vê-los todos os dias, então fazia diferença.
Estudou um pouco matemática e então voltou a praticar violino. Ela treinava pelo menos quatro horas por dia. Era exaustivo, mas o resultado fazia tudo valer a pena.
Depois de um tempo parou, quando seu celular tocou. Era uma mensagem. Feliz e esperançosa a abriu, mas era apenas uma mensagem da sua operadora.
Chateada, desligou o celular.
Onde estaria Gus? Ele não tinha dado sinal de vida até agora. Isso era muito estranho.
Foi até seu armário, pegou um moletom velho que tinha, mas que era bem quente. Prendeu o cabelo em um coque alto e desceu as escadas correndo em direção à porta.
Iria descobrir o que estava acontecendo. E seria agora.

♫ ♪ ♫ ♪

Era uma tarde gelada e o céu estava horrível. Todo preto. Com certeza iria chover. Apressou o passo em direção ao grande e luxuoso apartamento de Gus, que tinha se mudado recentemente para lá. Liv que o ajudou com a mudança.
Cantarolando e se apertando contra o casaco, entrou no prédio. O porteiro estava concentrado em sua revista, mas assim que viu ela deu sinal para subir. A conhecia já. Ela sorriu agradecida e disse para não avisá-lo. Afinal, queria fazer uma surpresa.
No caminho tinha comprado um bolo de chocolate, o preferido dele. O elevador chegou ao andar. Liv tinha a chave, por isso não teve problemas em entrar. Abriu a porta devagar, sorrindo.
Mas, seu sorriso morreu em seus lábios assim que ouviu outra voz no cômodo. Uma voz feminina.
Franziu o cenho.
- Você é o homem mais sexy do mundo! –A voz feminina desconhecida disse. –
- Eu sei. E você é a garota mais linda do mundo. Eu amo você.
- Eu também te amo, bebê. Você é o homem da minha vida.
- E você é a mulher da minha.
Olívia estava paralisada.  Aquela era a voz de Gus. Do seu Gus. Não podia ser. Não, não, não... Aproximou-se e se arrependeu no mesmo instante. Em cima da bancada da cozinha estava seu namorado e uma mulher desconhecida se beijando. A garota estava apenas com roupas íntimas.
Reprimiu um sufoco. Dei um passo para trás, mas foi em falso. Quase caiu, mas conseguiu se equilibrar a tempo. Todavia, ela tinha feito barulho e os dois agora a olhavam. Olívia apenas balançou a cabeça negativamente, segurando o choro. Gus arregalou os olhos e se aproximou rapidamente.
- Eu posso explicar.
Ela apenas jogou o saco com o bolo em cima dele e deu vários passos para trás enquanto ele se aproximava cada vez mais.
- Eu não quero te ver nunca mais. –Sua voz saiu trêmula. –
Ele ia começar falar algo, mas ela não ficou ali para ouvir. A mulher atrás do seu namorado, agora ex, sorria para ela de uma forma horrível. Engoliu em seco e saiu do apartamento correndo.
Seu coração doía. Era uma dor insuportável. Ela nunca entendia como as garotas dos filmes podiam chorar por homens. Achava um total absurdo. Entretanto, agora ela entendia.
Olívia estava acostumada com a presença de Gus. Ela tinha um carinho enorme por ele. O amava. E então ela descobre que ele estava a traindo. Foi como um tapa em sua cara. Mais precisamente em seu coração. O considerava uma das pessoas mais importantes da sua vida. Era uma pena que ele não.
As lágrimas escorriam pelo seu rosto
Será que as pessoas não tinham nenhum senso? O que ela achava mais absurdo era traição. Como uma pessoa podia trair a outra?
Ela achava que, se você namora uma pessoa, você a ama. Se não, ao menos você tem um grande carinho por ela. Então, porque traí-la? Isso só mostra que o que você sentia por ela não era verdadeiro.
Alguns dizem que é carência. Outros têm medo de magoar a atual namorada e por isso fica com outra escondida. E tem a velha desculpa de “Estou confuso. Amo as duas.”.
Todas as palavras de amor. Todos os momentos carinhosos... Tudo foi falso?  Todas as mensagens de boa noite, os elogios, as palavras lindas direcionadas para ela... Será que ele dizia isso para todas?
Porque, se ele tinha uma amante, poderia muito bem ter outra.
Idiota, canalha, imbecil! Olívia o xingava sem par. Sem dó e sem remorso.
Limpou as lágrimas, se recusando a chorar por um homem como aquele. Não, ele não merecia suas lágrimas. Todavia, seu coração não parecia pensar do mesmo modo.
Entrou na casa e passou rapidamente pela sua família, que estava na sala vendo algo na televisão. A mãe perguntou se estava tudo bem, mas Liv apenas passou reto, indo para o seu quarto. Seu refúgio.
Não sairia de lá tão cedo.
Chorou por um bom tempo. Horas, ela achava. Olívia, na verdade, tinha quase certeza que choraria por mais um bom tempo. Dizia a si mesma que não valia a pena, mas de nada adiantava.
Seu coração doía muito. Era uma dor quase insuportável. E ela não passaria tão cedo.
Olívia achava que nada poderia ficar pior. No entanto, é claro que ficou.
Mais tarde, sua mãe anunciou que ela tinha visita.
Pensou, primeiro que era Fernanda. Só de pensar na melhor amiga sentia uma saudade imensa da mesma. Precisava dela mais do que nunca. Depois, pensou que fosse Danny tentando alertá-la de sei lá o que. Porém, foi surpreendida mais uma vez ao ouvir a voz de Gus do lado de fora da sua porta.
Não abriu a porta. Não disse nada.
- Eu sei que você está aí, Liv. Sua mãe me disse.
Não respondeu.
- Me deixa explicar o que realmente aconteceu, Liv...
- Para. –Ela pediu, com a voz falhando. – Vai embora! Eu não quero te ver nunca mais, Augustus!
- Olívia, por favor...
- Vai embora! Que droga, apenas suma, pode ser? -Gritou, soluçando. –
Não tinha explicação para o que ela tinha visto mais cedo. Nenhuma explicação válida. Seu coração estava quebrado e nada mudaria isso.
- Não chora, odeio quando você chora...
- Saía da minha casa, seu traidor!
Gus não disse mais nada. Ela ficou aliviada. Parecia que ele tinha embora, constatou. Enterrou a cabeça no travesseiro, sem vontade nenhuma de sair dali. Na verdade, queria sumir de lá o mais rápido possível.
E então, ela percebeu que alguém jogava algo por debaixo de sua porta. Era uma carta.
- Vou deixá-la em paz, Liv. Eu... sinto muito. Espero que um dia me perdoe.
E então ela ouviu seus passos, que dizia que ele estava se afastando. Finalmente indo embora. Ela não se levantou, não o impediu. Jamais faria isso. Depois de trinta minutos encarando o envelope, tomou coragem para abrir.
A carta parecia que tinha sido escrita rapidamente. Como se tivesse sido de última hora. Provavelmente Augustus a escreveu enquanto estava em silêncio no corredor, e eu pensando que ele tinha ido embora..., pensou Liv.
A letra dele era linda, sempre a admirou.
Suspirou e leu a carta. Nada poderia ficar pior.

“Sei que quer me matar nesse momento. Eu sei. E compreendo. Você está trancada no quarto e sei que não vai sair daí tão cedo. Nem irá falar comigo. Eu só acho que eu devo uma explicação para você.
Não estou certo e tenho consciência disto. Sou um Mané e o que eu fiz foi errado. Fiz tudo errado.
Espero que não me odeie quando acabar de ler a carta. Quer dizer, me odiar mais ainda.
A menina que você viu em meu apartamento se chama Melanie. Mel, vamos chamá-la assim. Sim, é aquela menina que eu amava desde os treze anos. Como você sabe, namoramos desde aquela época até os quinze anos. Terminamos nesse mesmo período. Fiquei desesperado, eu a amava. Sabia que ela era o amor da minha vida. Passou-se dois anos. Eu estava enlouquecendo sem Mel. Ela era meu tudo. Ela é meu tudo.
Conheci você com dezessete anos. No colegial. Achei-te linda desde que a vi. Fora que você parecia ser uma pessoa adorável. No entanto, não foi por esse motivo que fui falar com você pela primeira vez. Fui falar com você, pois sabia que era inocente e provavelmente cairia em meus encantos. E foi isso que aconteceu.
Mel namorava nessa época. Com um imbecil qualquer. Ela era da nossa escola e então eu pensei “Vou mostrar para ela que posso seguir em frente também. Melhor, vou fazer ciúmes nela.”.
Era meu plano inicial.
Porém, quando eu a conheci melhor...
Meu Deus, Liv. Você é incrível. Não tem como não se apaixonar por você. Arrependi-me por ter te colocado naquela situação. Diversas vezes pensei em terminar com você. Mas, nunca tive coragem o suficiente. Naquela altura você já era muito importante para mim.
Passou-se mais um ano. Completamos dezoito. A idade de agora. No começo do ano, Mel me procurou. Falou-me que estava morrendo de saudades e que queria ser minha amiga. Aceitei, com certo receio no começo.
Depois de um mês, nós ficávamos escondidos. Sim, Liv. Sei que foi errado. Sou um completo babaca. No entanto, não pude evitar. Meu coração pedia por ela. Minha alma gritava pela dela.
Eu a amava. Nunca tinha deixado de amá-la. E jamais deixaria.
Mas tinha você...
Não me entenda mal. Eu realmente a amo, linda. Mas jamais irei amá-la como amo Mel. Jamais irei amar outra garota como eu a amo. Contudo, não queria magoá-la. Por isso enrolei tanto. Por isso eu escondia isso de você. Por mais que eu soubesse que era inevitável, eu queria estender o máximo possível.
Liv, você é a garota com o coração mais puro que eu conheço. E eu sinto muito por quebrá-lo. Sinto-me um lixo.
Eu espero que você possa me perdoar um dia, Liv. Você significa muito para mim, mesmo não parecendo. Você além de ser uma pessoa sensacional, é talentosa. Por isso peço com todo coração que, se sentiu algo por mim de verdade durante nossa relação, não desista da batalha. Você tem tudo para ganhar e tenho fé em você.
Novamente, sinto muito.
Desejo-te toda sorte do mundo.
Não espero que me perdoe agora. Nem que me entenda. Contudo, quando amar alguém como eu amo Mel, você me entenderá.
Fiz escolhas erradas, sei disso, mas quando estamos apaixonados, nada disso importa.
Arrependo-me de várias coisas, mas jamais me arrependerei dela.  
Espero que ache alguém que faça você feliz. Que faça seu coração explodir de felicidade só de ouvir o nome da pessoa...
Espero que ache o amor da sua vida, Liv. Porque eu e você sabemos que eu não era a pessoa certa.
Seu príncipe encantado pode demorar a aparecer. Ele pode até estar disfarçado de sapo, mas se for para ser, Liv, será.
Com amor, Gus.”

Chorou ao terminar de ler a carta. Ele estava certo, ela não entendia os motivos dele. Apenas ficou com mais raiva. E mais triste, é claro.
Ao ver seu violino jogado em cima de sua escrivaninha, pensou sobre o que ele tinha dito sobre o battle of tune.
Ela não desistia. No entanto, não faria isso por ele.
Faria por ela mesma. 

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Olááááá, Brasil! hahaha E aí, meninas, tudo bem com vocês? Eu estou ótima. Estudando loucamente matemática, para ver se algo faz sentido, mas... to bem. hahaha Espero que tenham gostado desse capítulo. E se acalmem, pois logo Liv e Justin irão se encontrar (awn). Gus mesmo dando mancada é fofo shauhauha E o que falar de vocês? LINDAS DE MAISSSS! Obrigada por todos os comentários e carinhos. Vocês são uns amores. Sério.
Semana que vem tem mais ;) Me digam o que acharam hahaha
Bjsss 

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