27 de fev de 2014

Happily

Então nossos lábios se tocaram e Deus, eu estava beijando o garoto mais quente da escola. Talvez do estado. Mas eu estava me sentindo fria. Não é como se ele tivesse acendido alguma coisa em mim ou causado qualquer emoção diferente. Na verdade, eu estava pensando quando aquilo iria acabar.
Então, desgrudamos nossos lábios, sorrimos apaixonadamente um para o outro e ouvimos o aplauso de Helly, nossa diretora.
- Vocês têm muita química! – ela falou de um jeito que parecia um elogio, mas logo partiu para outra atividade. Helly era o tipo de pessoa que não elogiava outras pessoas. Estava satisfeita, até me lembrar que ter química ou não com alguém não é mérito meu.
Saí do palco e nos bastidores peguei minha bolsa e troquei de roupa rapidamente. Depois que li “O fantasma da Ópera” tinha medo de ir para o camarim sozinha, então fazia tudo que tinha que fazer em tempo recorde. Quando saí, gritei ao dar de cara com Derek, o garoto que beijei segundos atrás. Às vezes eu gostaria que o beijo técnico realmente existisse, mas isso tiraria o realismo da cena como meus professores faziam questão de dizer. 
- Sou só eu. – ele sorriu de canto, os dentes brilhantes e o cabelo castanho claro jogado de lado. Seus olhos azuis escuros, quase parecendo de mentira. Ele até poderia ser eleito todos os anos consecutivos como menino mais bonito da escola desde o sétimo ano, porém toda aquela perfeição não me atraía, apenas me fazia sentir como o patinho aberração.
Não tinha resposta para aquilo, meu coração ainda estava acelerado por conta do susto. Então estávamos nos encarando e eu ainda estava esperando minha respiração se estabilizar novamente.
- Você – ele disse e olhou para o chão, logo voltando os olhos para mim – Você beija muito bem.
O que eu deveria dizer? Eu não gostei de beijá-lo. Em geral, não gosto de beijar quem não conheço e não o faço. Mas era necessário, fazia parte do mundo da atuação.
Tentei não encará-lo e pensar em uma maneira de sair rápido dali sem ofendê-lo, quando voltei minha cabeça para ele, vi que estava cada vez mais perto. Dei uns dois passos para trás e ouvi um barulho de irritação, que me fez virar imediatamente.
Vi um corpo com calça jeans escura e camiseta preta se afastando e levou um segundo para reconhecê-lo: meu melhor amigo. Mas por que ele não esperou por mim? Provavelmente por que ele nunca me vira beijando ninguém e deve ser estranho ficar de vela de alguém tão próximo. Eu faria o mesmo.
Segui-o com passos largos, mas ele não parou até chegarmos ao estacionamento da escola e entrarmos em sua caminhonete. Me sentei no carona, como de costume e esperei ele ligar o aquecedor. Ele ligou em silêncio. Aquele tempo estava frio até mesmo para o outono. Sei que não estava nevando, mas queria quebrar o gelo. Esperava que ele não tivesse tido um dia ruim. Esperava que eu tivesse condições de animá-lo caso fosse isso o motivo de seu silêncio.
- Jus... – falei – Obrigada por ter me salvado.
Ele me encarou, os olhos impassíveis e com a iluminação, pareciam mais escuros – quase como os meus. Ele não disse nada, então me adiantei:
- Por aquele negócio do Derek – chacoalhei minha cabeça, fazendo um ruído com a minha boca de reprovação – Eu e ele... só não.
- Não foi o que pareceu. – sua voz era fria e me fez lembrar gelo.
Ri nervosamente.
- Claro que foi. Eu não quero beijar Derek, eu nunca quis. – afirmei, mas olhei para a frente, sentindo minhas bochechas queimarem. Não por eu estar mentindo, mas por meu melhor amigo considerar essa possibilidade ridícula.
- Então por que não negou? – ele perguntou.
- Eu neguei. – falei, pensando nos meus passos para trás. O que havia de errado com Justin?
- Acho que quando negamos, falamos “não”. – ele falou e percebi que a sua voz se elevara um décimo.
Isso fez meu sangue esquentar. Ele estava lá, como ele não viu eu me afastar? 
- Porque eu não queria machucá-lo, porra! – percebi que minha voz soara mais alta.
Ele parou as mãos sobre o volante, olhando para a frente e voltando sua respiração ao normal.
- A gente tá falando da mesma pessoa? – perguntou e se virou para mim – É o Derek!
 Paramos por um segundo e ele riu desdenhosamente.
- Você está virando uma Derek Girl. – Derek Girl era como nomeamos as garotas que faziam de tudo por ele.
- Não sou! – gritei e respirei fundo – Eu não tenho culpa de termos química e ele confundir isso com a vida real. – olhei para ele – Você sabe que é fingimento.
Ele negou com a cabeça, tão levemente que eu quase não vi e com certeza não teria visto em outras ocasiões.
- Talvez – Justin falou baixo – você não esteja fingindo só sobre isso. – sua voz rouca, o modo como ele não olhou para mim quando disse isso, fez-se audível o barulho do meu coração quebrando.
Ele estava se referindo a minha amizade? A carona que ele me dava quase sempre? Que tipo de pessoa eu seria, se por ventura, fizesse isso? Eu posso ser uma fingidora em cima dos palcos, mas na vida real eu sou real.
Peguei minha mochila e abri a porta do carro. Percebi que estava chorando quando senti a fina garoa se contrastar com minhas lágrimas quentes. Coloquei minha mochila sobre o ombro e disse, antes de partir:
- Você teve um dia ruim e isso não é motivo para me tratar desse jeito – vi que a minha voz não passava de um sussurro: - Mas espero que seu dia melhore.
Ele demorou a olhar para mim e quando falou foi duplamente mais cruel:

- Eu tive um dia ruim, sim. E foi você que o estragou.

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Oi gente! Tudo bem? Bom, como vocês sabem dia 01 é o aniversários do Bieber! E para comemorar, comecei essa short fic. O que acharam?  Comentem! 
- 8 comentários? 
Beijos, 
Audrey. 

9 comentários:

  1. AAAAH eu tava relendo aqui e acho poderia acontecer algo com ela por isso tipo, se cortar, pra dar mais emoção e o justin descobrir a verdade ou se sentir mal, sla ehanaianskananakmq

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  2. Ahh continua logo . Eu achei tipo muito bom!!

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