3 de dez de 2014

Ultraviolence - 3º - Perseguidor? "aviso"


E novamente estou no chão, olhando-o de forma amedrontada, submetida aos seus berros.
– Desculpe senhor, essa garota simplesmente entrou na frente do carro com a bicicleta. –O homem explicou-se
– Volte pro carro, eu cuido dela. –Ele ordenou, estremeci, eu cuido dela, o que aquilo poderia significar? Ele me humilharia ou algo do tipo como o dia anterior, ou simplesmente deixaria-me ali, e fugiria sem prestar nem um tipo de ajuda. Levo em consideração as duas opções, mas não me importaria, com tanto que eu não o visse mais hoje.

– Qual é o problema com você? –Ele pergunta estendendo sua mão em minha direção, hesito. – Esta arranjando um jeito de ter minha atenção?
– Eu não preciso da sua ajuda e nem da sua atenção. –Rebato juntando todas as forças que restava em meu corpo para me levantar, agora não estávamos em meu trabalho, estávamos iguais por iguais.
– Para onde estava indo?
– É uma pergunta que não é da sua importância. –Grunhi sentindo a ardência em minha coxa direita, mordo o lábio de dor, e caminho até Shelby.
– Então você sabe responder a altura. –Ele continua dizendo, o olho por cima do ombro.
– Não sou um animal.
– Nem pensava que fosse. –Ele disse, não havia nem um traço de sorriso em seus lábios rosados e convidativos, mas eu sabia que havia tamanho sarcasmo em seu tom.
– Deveria deixar de ser tão distraída, um dia poderá ser castigada por isso. –Ele continuou
– Você é maluco? –Indaguei
– Qual é o seu nome?
– Não é educado responder uma pergunta com outra pergunta. –Faço força para não pensar na dor da minha perna.
– A minha pergunta é mais relevante.
– Não é, porque se você for maluco eu não vou dizer meu nome. –Olho outra vez para Shelby, quase arrastando minha perna, caminho até ela. – Você me deve o concerto da minha bicicleta.
– E você me deve um café.
– A cafeteria continua no mesmo lugar, vá lá que eles te devolvem o café.
– Me desculpe por ontem, me pegou em um dia ruim.
– Não me importo. –Sussurro
– Posso te levar ao hospital se quiser, pra dar um jeito na sua perna.
– Sei muito bem o caminho.
– Esta bem, esta bem. –Dessa vez quando o olhei, ele sorria, de forma fria, como se fosse um sociopata preste a assassinar uma vitima, de inicio tive um certo medo, e vontade de pegar os destroços de Shelby e correr mesmo com a minha perna fodida para o mais longe daquele imbecil arrogante. Mas não o fiz, nem precisei fazer, porque ele foi sozinho, foi primeiro, me deixando aliviada com aquilo.
04:00 P.M – Cafeteria Dex Deus Moullins
– Estão te chamando na mesa doze. –Ouvi alguém me gritar, na euforia da cozinha. Mesa doze,era a mesa dele, olhei no meu relógio de pulso e eram exatamente quatro da tarde. Eu o admirei por tantas semanas que me sinto frustrada com tamanha arrogância, em meio a todos esses acontecimentos hoje eu pude perceber que talvez, o silencio dele fosse a coisa mais atraente e sua melhor qualidade, mas mesmo com toda sua arrogância ainda me sinto instigada e imagino um dia me sentar ao seu lado e beijar aqueles lábios molhados, ainda secretamente tenho vontade de tirar peça por peça de suas roupas e das minhas, imaginando como ele deve ser sem todas aquelas vestimentas.
– Escutou Lizzie? –Summer para a minha frente.
– Você pode ir por mim hoje Summer? Por favor? –Sussurro, ela franze as desenhadas sombra celhas marrons.
– Ele pediu especificamente ser atendido por você, ele sempre pede que você o atenda. Por isso Carson sempre manda você, Lizzie. –Ela sai, voltando ao seu trabalho, o que eu também deveria fazer, mas eu simplesmente paro, sem reação e sem ação, então aquele homem era realmente um louco perseguidor. Por que ele faria isso? Eu precisava saber, me surpreendi quando Katrina me entregou a bandeja de prata com duas xícaras de porcelana. A olhei franzindo as sombra celhas, mas não perguntei nada, ela entendia meu espanto, então levantou os ombros demonstrando que também não entendia o porque de duas xícaras ao invés de apenas uma. Respirei fundo, era bom ele estar acompanhado, assim não haveria contra tempos, ele não entraria em algum surto de loucura repentina e não se atreveria a falar com a garota do café. Respirei fundo enquanto caminhava lutando para não mancar, lutando para não parecer que havia acabado de sofrer um acidente. O que literalmente estava estampado em minha testa, porque havia um curativo no canto da mesma. Ao chegar à parte de fora da cafeteria, de onde tinha a vista de toda a cidade de paris, eu novamente me surpreendi, pois não havia ninguém alem dele ali, sentado elegantemente, com as pernas cruzadas e admirando a paisagem, dessa vez não tinha a cara enfiada em um livro, era só ele.
– O café senhor. –Sussurro, ele não olha para mim. Me esforço para não suspirar
– Sente-se. –Ordenou, fiquei estática, por um minuto pensei que meus pés estavam presos ao chão, meu coração bateu mais forte, sua voz baixa e um bocado rouca soou de forma tão firme que todos os pelinhos do meu corpo se ouriçaram sem hesitação. Respiro fundo 
Deixem-me só esclarecer uma coisa. Essa fanfic vai ser tipo cinquenta tons, putaria, sadomasoquismo -de verdade-, tipo irá haver palavrões -não tantos-, não vai ser nada formal. E eu preciso saber se isso é um problema pra vocês, eu preciso saber que oque vai acontecer no decorrer da fic pode gerar algum transtorno por sair do gênero que o blog costuma abordar. Eu não quero depois gente vindo aqui e dizendo "Ha, sua fic é uma bosta, só tem putaria" "Ha, sua fic é ruim, só vejo sexo" e bla bla bla. Mas a fic não terá apenas putaria, claro que haverá um romance, mas eu quero saber de vocês se isso não gerara um problema no futuro. Porque eu já deixo de postar agora no início.Resposta dos comentários aqui . #CONTINUO COM 6 COMENTÁRIOS.

4 comentários:

  1. Essa história tá maravilhosa, não pare de escrever, tô morrendo de curiosidade, não será problema ter isso na história, afinal, quem não gosta de ler uma história diferente assim? Hahahá Continue flor, tá ótimo!

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  2. Nao vejo problema e continua pq tá muito boa

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