25 de dez de 2014

Trust Me - Capítulo XI - Treinamento - Parte II



Treinando – Parte II.

Katrinna deixou a sala a pedido meu e eu continuei sentada observando Justin. Ele tinha os punhos apoiados na mesa com força. Ele usava uma blusa sem manga e eu pude ver seus músculos mexendo, Justin é bem forte. Ele mantinha a cabeça baixada e era perceptível a frustração não só nos músculos, mas também na sua expressão corporal. Levantei do balcão e andei até ele, parei do outro lado da mesa cruzando os braços.

- Olha sei que está se esforçando. – falei como uma professora de ensino médio. – Mas não temos muito tempo.
- Vocês foram até minha casa, invadiram e me pediram ajuda. Eu não…
- Não pedimos simplesmente a ajuda de vocês, propusemos um acordo e vocês aceitaram. Não me venha dizer que está fazendo um favor, até porque estão sendo pagos. – cortei logo a historinha do favor.
- Mas vocês precisam de mim e Chaz. – ele me olhava atentamente.
- Em nenhum momento disse o contrario. Mas pense que se não for vocês serão outros. – isso não era bem uma verdade. – Tem muita gente querendo ai trabalhar conosco. – minha voz era impressionantemente baixa. Eu não tinha mais o que dizer e fui andando até a saída. – Só não espere que peguemos leve com vocês, porque isso não vai acontecer.

Tinha muita gente ai querendo trabalhar com a gente, mas também tinha muitos outros querendo nos foder. E às vezes fica difícil conseguir distinguir quem é quem, você acha que a pessoa vai te ajudar, mas na verdade está te dando uma facada pelas costas. Ou então a pessoa tinha a ‘melhor’ das intenções e vem um urubu fazer a cabeça dizendo que paga o dobro pra nos ferrar. Justin e Chaz eram novos não eram praticamente desconhecidos. As duas possibilidades do acontecimento eram bem poucas.
A arena era uma espécie de galpão só que três vezes maior e toda equipada e separada por blocos. Nela existia um segundo andar onde nos chamamos de central. Lá controlamos toda a arena incluindo na parte de fora. Sim, ela se estendia até lá fora, mas apenas as usávamos para simulações de combate e para praticar corridas. Tínhamos a área de tiro de onde acabei de sair, tínhamos a área de luta onde tínhamos sacos de areia e vários bonecos giratórios – na verdade não eram bem bonecos eram apenas um tronco de madeira e outros de metal com pedaços de 40 centímetros para fora formando o obstáculo que você tinha que bater – quando você batia em um ele girava como um cubo mágico e você tinha que ir defendendo. E também tinha um octógino onde nos fazíamos confrontos ou ajudávamos o outro a treinar.
Nós também treinamos a mente com jogos de memória. Usávamos o Datashow para mostrar o que o testado via numa tela de IPad e ia confinando as figuras. Mas isso tinha que ser rápido, Alanna sempre fora a melhor nisso. Achava cinquenta pares em um minuto. Cada um tinha sua seu espacinho ali.

- Que horas são? – perguntei por pura preguiça de pegar o celular.
- Vai dar quatro horas. – respondeu Alanna. Chaz estava ao seu lado.
- Ainda temos tempo. Alanna agora é com você. – ela sorriu e foi até a tela pequena colocar o jogo. Automaticamente apareceu na tela grande para que todos consigam ver. Justin parou ao meu lado.
- O que é isso? – perguntou-me baixo.
- Quem vai te dizer isso é Alanna. – disse saindo de perto dele.

Fui até as escadas e as subi indo para central. Pude sentir o olhar de alguém em cima de mim, olhei pelo canto do olho discretamente e vi que era o Justin. Virei meu rosto e ele arregalou levemente os olhos e tratou de desviar o olhar. Entrei na central e vi James jogado no sofá de olhos fechados e uma cerveja em mãos. Sentei no seu colo e ele continuou ali. Peguei a cerveja de sua mão e bebi um pouco apesar de não gostar muito. Beijei seus lábios. Ele abriu os olhos e verde brilhou.

- E se fosse Katrinna? – perguntei apenas por implicância.
- Eu sabia que não era. – sua mão foi para minha perna acariciando-a.
- Como? – perguntei.
- O som dos passos e o cheiro. Katrinna quando anda faz o som tumtumtum-tum. Você faz Tum. Tum. Tum. Você anda devagar. Praticamente desfila, enquanto Katrinna anda rápido como uma bateria de escola de samba. Você tem um cheiro doce de pêssego enquanto Katrinna cheira a tutti-frutti que eu acho particularmente enjoativo. – ele aproximou a boca do meu pescoço e depositou um leve beijo ali. – Eu amo sentir o seu cheiro, é como cocaína, vicia. Conheço cada parte desse corpo. – sua mão subiu para as minhas costas. – Ele é como vodca, eu consigo consumi-lo em qualquer lugar e hora. – ele sorriu sacana. Uma das coisas que mais amava em James é a forma de como ele conseguia ser romântico, conquistador e sedutor ao mesmo tempo. – Ainda acha que eu poderia me enganar?
- É bom mesmo. Não gosto de enganos. – sorri.

Seus lábios tocaram as meus tão doces e inebriantes viciantes ao extremo. O cheiro amadeirado de James entrou invadindo minhas narinas agradando aos meus instintos. Atiçando minhas vontades e desejos mais profundos. Passei minhas pernas em volta da sua cintura ficando com os joelhos dobrados em volta. James desceu os beijos pela minha clavícula e depois para meu colo e depois por cima de meus seios pelo pequeno decote. Apertei minha mão em seu ombro fazendo minhas unhas fincarem ali. Ele parou de distribuir os beijos para olhar-me. Colocou a mecha do meu cabelo para trás da orelha. James parecia me namorar com aqueles olhos esmeraldas tão intensos. Sem perceber acabei ruborizando. Desviei meu olhar para qualquer canto e ele sorriu.

- Olhe para mim. – pediu pegando no meu queixo e puxando para ele. – Você fica linda assim. Eu amo lhe ver tão entregue, então não desvie os olhos de mim. – ele beijou minha bochecha. Apenas sacudi a cabeça negativamente e sai do colo dele sentando ao seu lado.

Era surreal o que acontecia comigo quando ele estava perto, quando estávamos íntimos. Libertava uma menininha adolescente e inexperiente. E por mais que eu não tenha ficado com muitos homens eu me garantia.

- Será que isso vai dar certo? – mudei de assunto e voltando ao problema.
- Você está falando de nós ou dos alunos lá embaixo? – James acariciou minha perna que estava por cima das suas.
- Estou falando deles. Temos cerca de um mês para coloca-los em forma. E se não conseguirmos? – perguntei olhando para a tela de vidro que deixava ver tanto aqui em cima quanto lá embaixo. Mas só dá para ver se chegarmos aos computadores.
- Ainda assim vamos ter que os usar. Se algo acontecer eles foram bons soldados.
- James, estamos falando de vidas, não sabemos se eles têm família ou qualquer outra coisa. Eles têm uma história, assim como nós.
- Mas eles sabiam no que estavam se metendo quando aceitaram. – James me puxou para si e eu coloquei meu rosto em seu peito quente.
- Só não quero que alguém morra ou saiam feridos. Para ambos os lados. Seria tudo mais fácil se Hayden e Patrick estivessem aqui.
- Por falar nisso, só eu achei o sumiço deles muito estranho? Depois que foram para Inglaterra eles sumiu do mapa. – James alisava minhas costas.
- É bem estranho, mas temos problemas mais importantes, eles sabem se cuidar. Eu estou pensando em o que Milark está planejando.
- Ele não vai deixar nós darmos dois passos sem que ele fique sabendo. – James tinha razão.
- Ele ficará louco quando souber que…
- James, Cher venham para o próximo passo. – chamou Alanna aparecendo na porta de vidro.

Teria que sair do meu momento de relaxamento para bater em alguém. James me colocou em suas costas e descemos as escadas rindo. James fazia graça quase me deixando cair, o que me fazia dar gritos escandalosos. Desci de suas costas quando chegamos ao encontro dos outros e tratei de voltar a minha feição séria.

- Como foram? – perguntei a Alanna.
- Chaz tem mais habilidade com a memória. – disse simples.
- Parece que ele é melhor em tudo, não? – James fez o comentário desnecessário. Justin mudou sua postura e desviou o olhar.
- Venham para o ringue. – disse já andando em direção ao octógino. Tirei a jaqueta e prendi o cabelo em rabo-de-cavalo. – Katrinna pode pegar meu short lá em cima? Qual dos dois vai primeiro? – perguntei aos garotos. Eles se olharam e parecia avaliar quem irias se ferrar primeiro e surpreendente ou não, Justin se aproximou de mim.
- Soca o saco de areia. – ele andou até o mesmo e deu um soco. – Acho que você não entendeu, ataca o saco. –ele olhou para todos e respirou fundo.

Começou a socar e eu andei em volta dele avaliando sua técnica. Katrinna voltou com meu short e eu fui para trás do outro saco. Tirei a calça e fui escutar James repreendendo um dos garotos por querer dar uma espiada. Coloquei o short e voltei para eles deixei minha calça nas mãos de James. Subi ao octógino e chamei Justin que ficou me olhando.

- Me ataca. – fiquei em posição de combate.
- Eu não vou bater em você.
- Me ataca agora. – disse com a voz mais grossa.
- Eu não vou bater em uma mulher. – disse firme e eu relaxei minha posição de ataque. Respirei fundo e dei um soco bem em seu nariz.  Justin urrou de dor. – Por que você fez isso? Urrrrh.
- Você acha que só porque somos mulheres não sabemos lutar? Ataca-me! – gritei.
- Não. – gritou de voltar e eu soquei seu estomago.
- Me ataca Justin. – ele curvado de dor veio para cima de mim e deu-me um soco, abaixei e dei outra em seu rosto. – Você sabe lutar? – perguntei andando em volta dele.
- Sim. – dei outro soco em seu rosto. – Urrrrrrh. – urrou e eu escutei Katrinna e James rirem.
- Não, você não sabe. Separe as pernas! – chutei uma delas na altura da coxa. – Me ataque Justin.
- Para você me dar outro soco? – disse Justin com uma raiva começando a passar pelos seus olhos. Era isso que eu queria.
- Se você não me atacar vou te bater do mesmo jeito. Então ataque. – disse desafiando-o com o olhar. Ele respirou fundo e veio para cima de fim dando três socos seguidos, me esquivei de todos e dei três socos nele, uma no rosto outra no estomago e a ultima nas costas.
- Comeu o espinafre do Popeye? – disse rindo com um pouco de dificuldade.
- Se você achar isso fizer acertar um soco em mim, tudo bem. – não pude deixar de rir.
- Isso está sendo mais engraçado do que eu imaginava que seria. – James falou rindo e Katrinna o acompanhou Alanna como sempre só observava.
- Vamos Justin, me ataque de novo. – ele ficou em posição de ataque e ficamos girando a espera do ataque dele. Acho que agora teríamos algo. Ele veio para cima e me deu um soco com a mão esquerda agachei e ele veio com uma de direita, não daria tempo de abaixar então apenas travei o movimento e seguidamente dei um soco em sua costela.
Isso iria demorar.

[...]

Quatro horas depois, Justin estava com um olho roxo de cheio de dores no corpo e não tinha conseguido me acertar nem uma vez. Ele estava completamente soado enquanto eu não tinha derramado uma gota. Estava sentada nas cadeiras que tinham perto no octógino descansando. As meninas e James estavam preparando tudo para irmos embora. Eu estava observando Justin e Chaz. Eles evitavam falar, era uma comunicação mais com gestos. Eles eram estranhos, mas não me preocupava com isso. Alanna foi até eles e os vendou e os guiaram até os carros na garagem. Levantei e andei fui andando em passos lentos ate a garagem, os homens foram postos no meu carro e as meninas entraram no carro deles como quando a gente veio. James estava no volante. Perguntei de poderia desativar tudo e todos concordaram saindo da garagem com os carros. Voltei à arena.

- Ativar sistema de segurança. – disse a Sammy.
- Reconhecimento de voz.
- Cherry Bomb.
- Sistema de segurança ativado. – Sammy disse e todas as luzes foram desligadas. Passei pela porta dupla e ela se fechou sozinha atrás de mim e pude escutar o barulho dos lasers sendo ativados.

Andei até o carro e assim que sentei James saiu com o carro.

Devo ter cochilado, pois só acordei quando já estávamos entrando na garagem do Delphi. Desci do carro e tirei Justin do bando de trás, depois tirei sua venda, Alanna fez o mesmo com o Chaz.

- Estejam amanha aqui no mesmo horário. – disse entrando no carro. Eles fizeram o mesmo. – Podem ir.


Esperamos mais cinco minutos e depois fomos para casa.




Continua...
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Se ainda alguém tiver lendo isso....
Quero me desculpar pela demora, mas eu ACHEI que ia ter tempo mas ferias mas eu estou trabalhando.  Chego sempre as 23:00 em casa.
Eu não vou desistir de postar cara! Não mesmo, porque eu amo escrever e amo proporcionar certa diversão para os leitores que leem minhas fanfics.
FELIZ NATAL!!!

5 comentários:

  1. Sua fanfinc é muito boa só é chato o Justin sendo pisado por todos faz ele mostrar pra todos que ele é o melhor bjs

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  2. Coitado do justin cara q dó dele enfim continuaa

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  3. Continua , continua , continua . Cada vez melhor

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