16 de dez de 2014

One Shot - Animals


Justin é um médico viúvo, que nutre uma obsessão por Lana, uma dançaria de balé, que conheceu quando a mesma fora em seu consultório. Desde então, ele a persegue, com a visão de que Lana, é a reencarnação de sua falecida esposa. Quando finalmente a captura, ele a mentem a mercê de seus mais profundos desejos e paixões.

 - Isso querida, você esta linda. –Sussurrei acariciando delicadamente sua face gélida, após colocar o vestido favorito de minha falecida esposa em Lana. Nos olhos dela lagrimas de angústia se acumulavam, mas seu corpo continuava inerte, com o remédio que apliquei em sua veia ela ficaria quieta por um longo tempo.
- Você vai gostar de ser minha esposa. –Sussurrei outra vez.
Capturar Lana foi algo que me custou muito tempo, caça-la me exaustou. Á meses venho analisando-a, vendo como ela se parecia com minha esposa, como ela era linda e delicada como Emma, a semelhança me assustava, a semelhança me fazia crer que Deus não tirou Emma de mim, e que ela ainda estava ali, no corpo de Lana. Mordi o lábio superior e me levantei, enquanto seus olhos me acompanhavam. Limpei a testa que respingava suor e observei minha obra de arte, observei minha boneca  de porcelana e esposa. A minha mercê, sendo completamente minha. Lembro-me á quanto tempo venho tentado, a quanto tempo venho esperado por isso, das noites em que a observei sair do estúdio de dança, das noites em que a observei dormir em seu quarto. Ela tinha uma mania, deixava as chaves de baixo do tapete e em seguida se certificava de que havia fechado a porta e que não passava ninguém na rua. Á um mês consegui tirar uma cópia daquela chave, e depois a coloquei no lugar. Então as melhores madrugadas eram quando eu a observava dormir, tinha sempre um sono pesado, não acordava com nem um barulho que eu fazia, e o melhor, gostava de dormir nua.
Mas havia um problema, um porem, um entretanto, um erro de calculo que impediu desde o começo que eu me aproximasse. Lana fez a merda de ter um namorado, e ser fiel a ele, mas Emma me amava, então Lana teria de me amar também, Lana tem que ser minha, sem nem um porem. Lana tem que pertencer a mim, e ser minha boneca. Agora que consegui pega-la, ela deve agir como Emma, e não Lana.
Respirei fundo, meus planos para Lana seriam postos a mesa neste momento, eu a reeducaria, e a partir de agora Lana não existiria mais, e sim Emma.
Ouvi a campainha tocar, os olhos de Lana pareceram criar algum tipo de esperança. Neguei com a cabeça e caminhei até ela dando-lhe um leve beijo nos lábios.
- Fique tranquila querida, ninguém vai te levar daqui. –Fechei os olhos ainda com a face junto a sua, sua respiração estava lenta, seu peito quase não se movia. Acariciei pela ultima vez sua face ao abrir os olhos.
- Eu te amo Emma, ninguém nunca mais vai tirar você de mim.
Me levantei, esfreguei as mãos nervosamente pensando quem poderia ser. E caminhei até a porta, após sair a tranquei e enfiei as chaves no bolso, subi as escadas que dava para o porão. Eu tinha um quarto subterrâneo feito exatamente para ela, no caso de que se ela gritasse ninguém poderia ouvi-la. E se um dia a procurassem aqui, ninguém saberia que poderia haver um quarto de baixo do porão. Passei as mãos no rosto, e subi as escadas caminhando o mais rápido até a porta ouvindo o grunhido assíduo da campainha. Olhei no olho mágico, e pude ver a imagem de mamãe, suspirei aliviado e abri a porta.
- Justin. –Ele ofereceu-me um pequeno sorriso enquanto acolhia-me em um abraço.
- Oi mãe.
- Esta tudo bem? –Indagou enquanto adentrava em casa, fechei a porta a atrás da mesma.
- Sim mãe, o que esta fazendo aqui? Eu já disse que preciso de um tempo pra mim, preciso ficar um tempo sozinho.
- Você disse isso á dois anos Justin, você não acha que é tempo o suficiente pra superar? Seguir em frente.
- Não, eu não sei se quero superar. –cocei os olhos sentando-me no sofá. Era a terceira vez só aquele mês que ela vinha com esse papo, eu não preciso seguir em frente, eu devo continuar exatamente de onde parei.
- Querido você precisa seguir, você não pode perder a vida isolado. Por que não volta pra cidade? Lá você pode se reanimar, mas aqui, aqui você não tem nem uma companhia, nem um vizinho, e o único mercado é a meia hora de carro. Você precisa de um novo começo meu filho, eu marquei uma consulta pra você em um médico que a minha amiga recomendou, eu preciso que vá.
- Eu não preciso de porra de médico nem um, eu preciso da Emma mãe e se a senhora não entende eu quero que vá embora da merda da minha casa e me deixe em paz, me deixe não superar em paz.
- Eu não posso deixar que se deixe levar assim, você tem vinte e oito anos, e esta perdendo a vida apenas aqui, isolado de tudo, afastando seus amigos, as pessoas, seus primos.
- A Emma morreu por minha causa mãe. –Sussurrei, era minha culpa sempre foi minha culpa, eu aceitei deixa-la dirigir aquela noite, eu bebi o suficiente para que ela quisesse dirigir, eu estraguei tudo, e não merecia continuar uma vida sem ela. Eu precisava dela, sempre precisei, Emma foi meu verdadeiro começo, e seria meu fim.
- Não Justin, não foi, e você sabe disso. Sabe que não teve culpa.
- Eu quero ficar sozinho mãe, por que você perde seu tempo dirigindo até aqui? Por que? Sabe que não quero que venha, sabe que não preciso.
Escorei meus cotovelos nas pernas e pus as mãos no rosto impaciente. A presença de qualquer tipo de pessoa me incomodava, não suportava ficar mais de alguns minutos conversando com alguém, eu só queria estar com Lana, só queria conversar com ela, vesti-la, tê-la, cuidar e ama-la, era tudo que eu queria.
- A Emma não gostaria que fizesse o que esta fazendo, ela de onde esta quer que você seja feliz.
- Vai embora. –Tirei as mãos do rosto cheio de seu falatório, que era sempre o mesmo, seu monologo que ela sempre ensaiava antes de vir pra cá no carro, nunca mudava, nem uma palavra, era sempre a mesma ladainha.
- Justin...
- Vá embora, eu quero sossego, é por isso que vim para cá, pra ter sossego. –Grunhi pausadamente
Levantei-me e caminhei até a porta, mordi o lábio superior e apontei para fora
- Vá embora.
- Eu sou sua mãe, você não pode falar assim comigo. –Seu olhar empático e maternal havia sumido, apenas a expressão de indignação tomava sua face
- Não posso? Então olha só “Vai embora da merda da minha casa, eu preciso ficar sozinho”. –Falei impassível
Ela tomou a bolsa empertigou as costas se levantando e seus olhos brilharam enquanto caminhava até mim.
- Se você continuar assim, eu vou internar você Justin.
Ela murmurou antes de sair, respirei fundo e bati a porta a trancando, sem importar-me com o fato de que estava escurecendo. Por mim ela é que poderia sofrer o acidente e assim em fim eu teria um descanso, eu teria paz.
Caminhei de volta ao quarto de Lana, ela continuava na mesma posição, fitando o teto, inerte, vestida pelo vestido mais gracioso de Emma, sendo Emma a cada minuto que passava. Fechei a porta atrás de mim, sorri. Desde que Emma morreu conseguir ter Lana foi a melhor coisa que já me aconteceu, foi a única coisa que me fez realmente feliz, me fez sorrir de verdade.
Caminhei até o tocador de vinil ao lado da cômoda que haviam as roupas de Lana e coloquei um disco para tocar, eu gostava de ouvir música enquanto tinha meus momentos com Lana.
Sentei-me na beirada da cama e a olhei, era impossível não ver Emma ali, fui presenteado com certeza e precisava conceber aquele presente.
Inclinei-me em sua direção e puxei o zíper de seu vestido, que abria do lado. Delicadamente deixando nua a lateral de seu corpo inerme, em seguida a segurei para tirar seu vestido completamente, liberando seus relativamente robustos e redondos seios. Molhei os lábios e os admirei, eram firmes e duros, seus mamilos rosados instintivamente se endureceram, com meu toque. Tirei os sapatos, e me deitei na cama, subindo em cima de seu corpo com cuidado.
- Querida eu não gosto que me olhe assim. Se continuar me olhando assim, serei obrigado a te castigar.  
Inclinei-me até seus lábios molhados pelas lagrimas e beijei-a com astúcia, seu corpo estava gelado, parecia que ela estava morta, mas seu coração batendo me dava a certeza de que nada acontecia. Enfiei a língua em sua boca e acariciei seus seios, mesmo inerte eu sabia que ela estava reagindo ao meu toque. Apertei com mais força seus seios e entrei em meio a suas pernas.
Meu membro já crescia dentro das calças, eu precisava estar dentro dela, pois nos dávamos bem quando eu me mantinha dentro dela. Era como se fossemos Emma e Justin outra vez.
Beijei seu queixo e desci até seu pescoço, em seguida deslizando a língua por sua clavícula. Um gemido baixo ecoou por sua boca. Parei o que estava fazendo e a olhei
- Esta sentindo isso meu amor? Eu só quero comer você viva. –Ofereci-lhe outra vez um sorriso
Desci mais uma vez até seus seios, e abocanhei o esquerdo enquanto apalpava o direito, com a boca mordia seu mamilo, enquanto com a mão apertava-o sentindo os mesmo ficarem cada vez mais duros, reagindo ao meu toque, agora ela estava morna. Apertei-os com mais força e outra vez ouvi um gemido ecoando de sua boca, meu maior prazer era ouvi-la gemer e quando estava fora de substâncias, gritar para que eu parasse.
Sentei-me ao seu lado tirando a camiseta e em seguida minha calça moletom e minha cueca, liberando meu pau já ereto e pronto para Lana.
Voltei a ficar em cima de seu corpo, mas dessa vez eu me direcionei até sua calcinha.
Levantei e passei o nariz na mesma sentindo seu aroma tão delicado quanto a própria. Molhei os lábios e afastei com os dedos sua calcinha para o lado, deixando sua intimidade totalmente úmida e exposta para mim. Sem esperar mais passei a língua em suas extremidades, e com o polegar esfreguei seu clitóris. Fechei os olhos e deixei-me levar pela onde de prazer, deixei-me levar por Lana e seu gosto idêntico ao de Emma. Outra vez um gemido, eu a tinha na hora do sexo, e ele se renderia a mim, logo logo. Mas por algum motivo o prazer era maior quando ela resistia. Abri mais suas pernas e continuei com os movimentos até que ela gozasse, lambi cada canto de sua intimidade e subi até seus lábios lhe dando um beijo, a fazendo sentir seu próprio gosto. Seus olhos ainda brilhavam de lagrimas, dando-me mais prazer ainda.
Segurei meu membro ereto e rocei-o em sua entrada.
- Você será minha esposa querendo ou não, você será Emma querendo ou não, e não pense que resistindo me tirará o tesão. Pelo contrário, eu gosto de ser seu predador.

A penetrei sem dó, fortemente, vendo seu rosto sem expressão ter vontade de se contrair. Agarrei nas barras de ferro da cama e continuei com mais força, sentindo-me extraordinário dentro dela. Eu precisava dela, precisava da minha Emma, e Lana seria de agora em diante minha esposa. Esse era o nosso final, Emma nunca morreu de verdade, sempre esteve viva em Lana. Minha boneca de porcelana.



Relou pipous, como vão? E os gnomos? kkkk. Bom, é isso, uma One Shots, que pra quem não sabe contém apanas um capítulo. Eu estava sem nada pra fazer, e vi na mtv o clipe Animals do Maroon 5, daí me veio essa ideia. É um pouco estranha mas é até um tema legal. Nem é tão forte, não tem nada muito desagradável, Justin só é um pouco (MUITO) psicótico. Eu espero que tenham gostado, mas sei la tudo bem se não gostarem também. Eu fiz de ultima hora, terminei ela em meia hora, então relevem a qualidade e o enredo extremamente meia boca.

2 comentários:

  1. Omg, nunca comento em nenhuma fanfic que eu leio mas essa... Tive que comentar caralho MT boa, palmas ������

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    1. Ao em vez dos símbolos era para ter saido maos batendo palmas, mas liga não!!

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