27 de set de 2014

Trust Me - Capítulo IV - Meu Nome é Justin




MEU NOME É JUSTIN

Fechei os olhos e respirei fundo. Os policiais começaram a gritar pedindo para que eu largasse a arma, eu não iria largar. “Larga a arma ou atiramos.” Tive vontade de rir, tive sim. O som de pneus derrapando me fez abrir os olhos. Era o carro azul, ele parou na minha frente e a porta foi aberta. O homem lá dentro de olhos castanho claro gritava me pedindo para entrar no carro. Eu não sei se devia, ele era o inimigo. Entrar no carro dele era como pedir para morrer. Mas não tinha muitas opções. Entrava no carro e tinha uma esperança de sair dali, mas eles podiam me sequestrar ou algo assim. Ou não entrava e iria presa ou alvejada.

- ENTRA LOGO NESSE CARRO! – ele gritava. Grunhi em ódio e entrei correndo.

Os policiais começaram a atirar contra o carro, mas para minha sorte era completamente blindado. Ainda estava para descobrir como mesmo de carro conseguiria sair sem passar por cima dos policiais. Ele acelerou e virou na direção dos policiais, ele ira fazer exatamente o que eu disse: passar por cima dos policiais. Eu não estava levando muita fé que ele iria fazer isso até que ele enterrou o pé no acelerador. Habilidosamente ele passou por entre dois carros da polícia e pelo que vi ele atropelou um dos policiais que atirava contra o carro.
Na saída do Galho Quebrado ele virou na direção direita indo para rodovia. Ele nem ao menos diminuiu a velocidade quando estávamos muito longe do Galho Quebrado. Pelo retrovisor pude ver o amigo dele olhando atentamente meus movimentos esperando que eu fizesse algo ruim suficiente para ele ergue a merda da arma.
Comecei a pensar em James, se ele conseguiu sair do local sem nenhum tipo de dano. Que ele conseguiria sair isso eu sabia, mas em que condições não e isso me preocupada. Pensei em Katrinna e Alanna se também conseguiram sair a tempo. Os equipamentos eram o de menos, custavam caro e repor tiraria dinheiro do nosso bolso, mas nada que não pudesse ser recolocado. Pensei em Chris e por alguns segundos pensei até mesmo em Anne, claro que não passou de meros segundos e para ser bem sincera eu pensei como Chris iria se sentir caso ela fosse morta ou presa. Procurei eu celular nos bolsos e o amigo do motorista de olhos claros apontou a arma para mim.

- O que você está fazendo? – perguntou. Ele tinha uma voz bem grave.
- Procurando meu celular. Abaixe essa arma agora. – falei calma e baixa. Ele não abaixou a arma e aqui me incomodou. – Abaixe a arma agora. – disse firme.
- Abaixe a arma Chaz. – falou o que estava dirigindo. Respirei fundo e continuei a procurar pela calça e casaco, mas não encontrei.
- Merda. – murmurei. Já estávamos bem longe do galho quebrado e estávamos entrando na área de classe média da cidade. Esperei até que ele passasse o mais perto do centro para manda-lo parar o carro.
- Não vou deixar você aqui, é perigoso.
- Tá de brincadeira né? – não pude a grande risada que dei. – Não sou uma adolescente indefesa que não sabe de cuidar. Pare o carro agora.
- Não vai dar princesa. – ele fala sem me olhar.
- Se não parrar salto com ele em movimento. – em resposta escutei as travas das portas sendo ativadas.
- Para o carro agora. – disse começando a ficar seriamente estressada. Para piorar ele não disse nada e eu com minha impaciência e doida para bater nele ou faze-lo sofrer um acidente peguei no volante girando de um lado para o outro. – Deixe-me descer agora!
- Pare de fazer isso sua maluca, vou bater o carro! – ele gritou comigo.
- Abre a merda da porta agora! – gritei de volta. Girei com toda minha força para a esquerda e ele deu uma tapa forte no meu rosto me fazendo ir para trás. – Filho da puta! – dei um soco em seu rosto. Ele levantou a mão para me bater de novo, mas peguei sua mão torcendo o dedão e com minha outra mão livre empurrei a cabeça dele contra o vidro da porta do carro com força.
- Pare de fazer isso sua vagabunda! – ele disse raivoso. Logo senti uma pancada na minha cabeça que me fez perder os sentidos por pelo menos um minuto. O amigo dele, Chaz, tinha me acertado. Quando enfim a moleza tinha passado eu vi pelo retrovisor de fora um carro muito conhecido por mim. Dei uma leve risada.
- Está rindo de que? – perguntou Chaz. Não respondi nada deixei que James respondesse.

Ele ultrapassou o carro de Chaz e seu parceiro e freou o carro fazendo com que o motorista do meu carro fresasse também. Logo o carro de James acelerou absurdamente e ele fez um drift parando o parou de lateral. Meu carro foi freado bruscamente me fazendo ir para frente e quase bater com a cabeça no vidro. James saiu do carro apontando duas armas para o carro e logo vi Alanna e Katrinna também saírem do carro e para minha surpresa Chris apareceu também e eu pude ver uma mancha bem grande de sangue na sua blusa. Ele tinha levado um tiro e mesmo assim estava ali apontando uma arma para o carro do meu inimigo.

- Se eu fosse você abriria a porta desse carro. Para o seu bem sabe. – cruzei os braços. Ele pareceu avaliar as opções e decidiu destravar a porta. Ia abrir a porta para sair, mas ele segurou meu braço e meus pelos do braço se ouriçaram.
- Meu nome é Justin, a propósito. – ele sorriu. Não fiz nada apenas sai do carro.
- Peguem o anel. Tem um amiguinho com ele no carro. – Katrinna e Alanna foram pegar e James me abraçou forte beijando minha testa.
- Você está bem? – murmurou no meu ouvido. Apenas assenti com um movimento positivo apesar da dor de cabeça forte. Dei um selinho nele e fui em direção a Chris que estava encostado no carro com dor.
- Chris precisamos lhe levar para um hospital rápido. – o sague tinha praticamente tomado conta da blusa toda.
- Eu estou bem. – ele colocou a mão ensanguentada no meu pescoço. Fez feição de dor.
- Não está não. – tentei levar ele até o banco do carro, mas sozinha não conseguiria. – James me ajuda aqui. – sem falar nada ele apenas ajudou. Coloquei-o sentado no banco da frente do carro e pedi para que James fosse ver logo as coisas com as meninas para irmos logo a um hospital mais próximo.

Assim ele fez e eu fiquei com Chris e seu sangramento não parava o que me deixava muito aflita. Se ele perdesse sangue demais desmaiaria e isso só complicaria as coisas. “Rápido” gritei para eles. Pude escutar barulhos de socos e armas sendo destravadas. Logo Katrinna e Alanna entraram no carro ainda mirando neles e James entrou no banco do motorista eu coloquei Chris o mais confortável possível e entrei atrás com as meninas. James não economizou o pé no acelerador.
Chegando ao hospital eu não esperei nem James estacionar direito. Abri a porta e depois a dele ajudando ele a sair do carro, logo Katrinna veio me ajudar a subir as escadas com ele. James veio correndo e tomou meu lugar passando o braço de Chris pelo pescoço e Katrinna nem precisou mais ajudar. Assim que entramos com ele na emergência dispuseram uma maca e logo enfermeiros correram para atendê-lo. James me abraçou confortando-me.


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Gente, uma perguntinha.
O que vocês esperam dessa fic?
- Dricka.

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