7 de set de 2014

Love is unpredictable - Capitulo Um


Era manhã de sábado e eu ainda estava tonta quando entrei no chuveiro e deixei que aquela droga de água fria me fizesse despertar, minha cabeça doía e eu odiava aquela sensação, sinceramente deveria ter bebido menos na noite passada, mas não se chora pelo copo virado. Sai do chuveiro vestindo jeans, moletom tamanho G e tênis de cano, segui para o refeitório cumprimentando algumas pessoas que acenavam para mim e dando uns tapas nos garotos de sempre, cheguei ao refeitório pegando algo para comer e depois seguindo para a minha mesa , algumas conversas cessaram durante meu curto caminho. Fiquei observando a movimentação das pessoas, vários grupos formados em mesas cheias de conversa e risadas. Eu não sou o tipo mal humorada e sozinha, só sou mal humorada, e vai por mim de manhã ninguém quer falar comigo, nem mesmo meu amigo Alby, mas ele sempre fica com a namorada, Rony, que era uma garota legal levando em consideração as pessoas com as quais ela anda. Fui interrompida de meus pensamentos pelo barulho da velha porta metálica batendo e logo em seguida pelo barulho de passos pesados, não precisei olhar na direção do barulho para saber que era Duds, a diretora, que estava vindo. Ela parou a frente de todos segurando seu gato sarnento no colo, e mascando um chiclete assim como uma vaca come capim.
- Escutem todos – seu tom era rouco e agudo, o que me fez pensar mais uma vez que ela era um homem. Aos poucos o barulho foi parando e o suspiro de alivio de Duds por todos terem se calado foi um tanto quanto alto – Hoje temos um visitante muito importante, e o que eu quero de vocês, pestes, é que não aprontem nada. Se houver um, mesmo que minúsculo problema, eu jogo todas as bebidas que encontrar pela frente no lixo. – Todos a encaram com os olhos arregalados, já que aquilo era o mais importante que tinham a perder naquele lugar – Entenderam? – perguntou ela com seu tom superior percebendo que havia pegado na ferida de todos. 
- Sim – responderam em coro. Depois de uma arrebitada de nariz ela marchou pra fora do local e as conversas voltaram aos poucos. Sai do refeitório e fui para o nosso pequeno galpão que na verdade era uma espécie de sala de treinamentos, tínhamos sacos de areia, luvas de boxe, e algumas outras coisas. Coloquei uma luva e comecei uma seção de socos no saco de areia, gostava de pensar fiquei cerca de 30 minutos assim até que Alby entrou no local sorrindo como um otário.
- E ai Copperfield - ele nunca me chamava de Cecília, apenas Copperfield ou Sargento - Você anda treinando muito ultimamente,  devia relaxar só pra variar - revirei os olhos parando o que estava fazendo e tirando as luvas. 
- E você - arfei - Devia parar de ser chato, Alby. - ele riu debochado se sentando no banco de madeira velha que rangeu ao sustentar o peso do garoto e eu me sentei ao seu lado 
- Eu sei como você me ama - ri da sua cara de convencido. Em geral Alby era engraçado e era impossível não rir dele ou com ele, mas caso precisasse ter uma conversa séria com alguém ele era o mais indicado. 
- O que quer comigo? 
- Eu não posso, simplesmente, querer te ver? - seu tom de indignação era visível 
- Sejamos sinceros, você não desgrudaria da Rony  para vir aqui - ele sabia que era verdade. Ele e Rony namoram há três meses e estão naquela fase melosa da relação. 
- Isso é verdade - ele me deu um empurrão de leve - Duds está te chamando na sala dela, algo em relação a um novato - revirei os olhos com tédio. 
- Qual é ela não sabe se virar sozinha? - Alby riu segurando meus ombros 
- Saber ela sabe só que você sabe cuidar melhor disso sargento - ri fraco e segui para fora deixando Alby sozinho, passei pelo gramado onde todos conversavam qualquer coisa. Quando cheguei a quadra dois, a paisagem de um prédio velho de concreto e pintura gasta mudou para um prédio com boa pintura, e uma única casa de madeira um pouco mais ao longe entrei no prédio e subi até o último andar que era o andar das megeras quando cheguei ao fim do corredor abri a porta sem bater e me deparei com um homem e uma mulher ambos engomadinhos que se viraram para me encarar assim que fechei a porta atrás de mim. 
- Diga Duds - soltei continuando do lado da porta 
- Cecília, esses são o Sr. e a Sra. Bieber - olhei para os velhos e pareciam até novos para serem os pais de alguém. Acenei com a mão e eles apenas acenaram de volta. 
- Aposto que não me chamou para fazer apresentações formais - ela me encarou com o olhar do "depois conversamos" 
- Não,  te chamei aqui para que você levasse o filho deles para conhecer o lugar. O quarto dele é o 43 – quando pensei em perguntar quem era o garoto um menino de cabelos castanho claro e olhos dourados se movimentou no canto da sala, parecia inocente e um tanto quanto frágil como uma criança no primeiro dia de aula. – Justin pode ir com a Cecília, ela ira te mostrar tudo e garantir que conheça seus novos colegas de maneira amigável – abri a porta e o garoto passou por ela sem olhar pra trás e eu o segui, mas assim que fechei a porta ele parou me fazendo quase bater nele.
- Por que parou? – perguntei de maneira normal
- Você é a guia, você vai na frente – apenas segui em sua frente, mas parei antes de dar cinco passos.
- Realmente quer conhecer tudo? Tipo parte chata por parte chata? – ele olhou em volta analisando o lugar e rindo fraco
- Não
- Tudo bem, então te levo até seu quarto você faz o que quiser e depois nós resolvemos o que fazer por ai – ele apenas assentiu e seguimos em direção ao antigo prédio, pelo caminho algumas pessoas o encaravam e cochichavam sobre o novo calouro. Chegamos ao andar do quarto 43 que era um abaixo do meu, abri a porta e o quarto estava vazio o que significava que ele não teria colegas.
- Espero que não tenha medo de dormir sozinho fedelho, pois você não terá colegas de quarto – ele olhava tudo, como se estivesse escolhendo a casa onde morar.
- Se eu disser que tenho você dormiria aqui comigo? – ele observava a janela quando me fez essa pergunta, e eu não sabia se ia até ele e o arremessava pela mesma ou se ria.
- O que foi que disse? – foi a alternativa mais sabia naquele momento.
- Se eu disser que tenho medo de dormir aqui sozinho, você dormiria comigo? Sabe eu posso sentir medo às vezes – ele tinha um sorriso lateral no rosto que mostrava que o garoto a minha frente não era nada inocente e frágil, mas sim um cafajeste de primeira.
- Ouça bem o que vou lhe dizer – meu tom era calmo, porém embargado com o controle em não soca-ló ali mesmo – Não sei que tipo de garotas você conheceu lá fora, mas eu não sou uma delas, pelo contrario, sou bem diferente. Em todos os anos que estive aqui nenhum garoto idiota me tratou como achou conveniente, e você não vai ser o primeiro deles – sem perceber eu havia me aproximado dele, de forma que sentia sua respiração – Espero ter sido bem clara, por que não quero ter de mandar você para a enfermaria logo na sua primeira semana – em um movimento tão rápido quanto a velocidade da luz, ele segurou meu rosto e me beijou, seu hálito de menta invadindo minha boca. O empurrei e quando ele sorriu fechei minha mão direita em punho e a levei de encontro a seu rosto, ele perdeu o equilíbrio por um segundo e depois de estar novamente estável massageou o rosto.
- Você é bem forte para uma garota – quando me encarou percebi que sorria
- Espero que tenha entendido quem manda aqui, ou até o fim de semana teremos alguém em coma na enfermaria – sai do quarto batendo a porta e todos que estavam no corredor me olharam de olhos arregalados, segui para a quadra sabendo de Alby estaria lá, enquanto me dirigia para o lugar eu deixava minha mente se esvaziar. Afinal de contas, quem esse garoto pensa que é?

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Tuts tuts tuts (luzes coloridas, fumaça de gelo seco, pessoas dançando)

Hey gente
Ta ai o primeiro capitulo que eu prometi pra vocês
Bom, antes de ir quero pedir algo... Conversem comigo, interajam, soltem o verbo, desembuchem, eu sei que hoje foi o primeiro dia e tals, mas já estou deixando isso avisadinho pra vocês por que sim u.u (Adoro pessoas que interajam comigo)
Enfim gente, é isso.
Tenham uma boa noite, e que a semana comece muuuuuuuito bem.

Live long and prosper 
Beijos da Ké

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