10 de set de 2014

Born To Be Bad - 1º Capítulo


O vestido caia-me melhor do que eu havia esperado. Minhas curvas refletidas ao espelho me trazia o ar de satisfação, eu estava tão bonita quanto Bonnie ao meu lado. Eu estava nervosa, era o jantar mais importante do ano para o meu pai e minha mãe, mas oque eu mais esperava era a festa que rolaria meia hora depois que os mais velhos jogassem conversa fora e esfregassem na cara um do outro o quanto eram ricos, no entanto eu não deveria esperar tanto já que Ramona não estaria lá para se juntar a mim na zombaria. Revirei os olhos com tais pensamentos e respirei fundo. Eu havia chegado alguns dias de Paris, onde tive inúmeras aventuras e prazeres inesquecíveis, mas tive de voltar e começar minha faculdade. Também porque eu estava cansada de Bastian, e precisava dar o fora nele sem ser tão cruel, é estranho, mas os franceses são extremamente sentimentais.

- Oque houve, Margo? -perguntou-me Bonnie
- Nada, só estou entediada prevendo como será esse maldito jantar tão importante.
- Se mamãe te ouvir falando desta maneira corta-lhe a língua. -Avisou.
- Eu sei, eu sei. Mas eu espero que isso não demore.
- Não vai -Ela disse firme moldando seus lábios com o batom vermelho, que caía-lhe totalmente bem levando em conta o tom cinzento de seus olhos, na verdade eu sempre achei que Bonnie fosse uma versão mais nova de mim, porem mais responsável e paciente.
- Vamos? Eu não vejo a hora de sair daquele lugar – resmunguei.
- Vamos
Descendo as escadas mamãe e papai já estavam tão arrumados como de costume. Sorri para eles e recebi um beijo na testa como resposta de meu sorriso, todo ano ocorria àquela maldita festa, e todo ano papai parecia estar nervoso como se fosse a primeira vez. Eu não conseguia entender tal coisa já que são as mesmas pessoas mesquinhas e egocêntricas de sempre.
- Margo, mas oque houve com o pano das costas do seu vestido? -Papai grunhiu, e eu revirei os olhos.
- Eu não irei trocar - rebati sabendo que essa seria sua segunda fala e ele respirou fundo-
- Você não poderia usar um vestido mais descente? Não vamos a uma festa como a de seus amigos.
- Esse vestido é descente - questionei.
- Não, não é.
- Eu já disse que não irei trocar.
- Querido estamos atrasados - A voz doce de mamãe encerrou o começo de uma breve discussão que se não fosse por ela duraria a noite inteira-
- Margo não pode ir a festa com um vestido com tão pouco pano assim.
- Não exagere. O vestido só não cobre as costas, querido.
- E esse decote? Ela vai chamar atenção de todos os marmanjos e velhos babões daquele maldito jantar, ela não vai com esse vestido.
- Não podemos ficar nem mais um minuto esperando Margo por outro vestido, não se esqueça que você tem que chegar mais cedo para receber os convidados ao lado de Jhoseph. -murmurou mamãe tentando acalma-lo e eu revirei os olhos, era inacreditável como ele insistia em sempre querer mudar algo em mim.
- Tudo bem, vamos. -ele finalmente então se deu por vencido , eu soltei o ar que prendia e os segui porta a fora .

* * *

Após o termino do maldito jantar, onde eu tive que fingir estar gostando de olhar para as faces caídas daqueles idosos esnobes, e as faces moldadas ao extremo em maquiagens daquelas mulheres e homens irritantes que falavam a mesma ladainha do quanto eram ricos e saiam para desfrutar a riqueza. Eu finalmente pude por os pés naquele salão que era fechado somente aos jovens filhos dos sócios, aquela era a única festa pela qual eu não precisava fugir de casa para poder ir, papai deixava de bom grado ficar naquele salão enquanto ele ia para casa com mamãe.
Bonnie olhou-me e abriu os lábios vermelhos em um pequeno sorriso, bebi um gole do uísque em meu copo após sentar-me no banco do bar ao lado de Bonnie e fiz uma careta.
- Eu preciso dançar, e essa festa só toca esse tipo de musica -murmurei impaciente- Que diabos, você viu o Shep por ai? -perguntei.
- Oque você quer com aquele garoto? Sabe que não pode simplesmente transar com ele como costuma fazer com os outros rapazes, você sabe que ele gosta de você. -repreendeu-me e eu não contive uma risada.
- Ora, acalme-se maninha, quem disse que eu também não gosto dele?
- Você não deveria fazer isso. -falou emburrando-se, ela sempre o fazia quando o assunto era “Magoar Shepley”
- Ele é homem -sorri- Ou ele me esquece depois da transa e ter saciado-se, ou ele vai gostar o bastante pra pedir de novo.
- Eu realmente as vezes não te conheço -ela disse com sua testa franzida, e percebi Shep aproximar-se, só que estava acompanhado, eu virei o ultimo gole do uísque o pus no balcão, aquilo desceu-me rasgando garganta a baixo, mal consegui prestar atenção em Shep quando vi o homem ao seu lado, ele era alto e tinha grandes braços, que eu mal pude ver estando grudados a uma camisa branca de botões e calça jeans pendida exatamente ao seu quadril, seu corpo parecia ser esculpido por Deuses, ele parecia ser obra de Apolo, ele era incrivelmente gostoso, os cabelos cor de cobre moldados em um topete coberto de gel, os lábios rosados e extremamente convidativos, o olhar incrivelmente sexy, caramba acho que não consegui respirar por alguns segundos fitando aquele homem incrivelmente lindo. Ele parecia ser o cara mais simples daquela festa, mas a simplicidade era apenas nas vestimentas, pois o mesmo era tão bonito e com braços tão fortes que me fez sentir um formigamento entre as pernas. Mordi os lábios e desviei quando percebi que o mesmo me olhava de cima a baixo, como se fosse um predador analisando sua presa.
- Olá, Margo. -As mãos de Shepley pousaram em minhas costas desnudas, e então virei-me para ele, o homem de olhos esverdeados e braços fortes ao seu lado ainda olhava como um predador, aquele olhar que me fazia quase ter um orgasmo.
- Oi Shepley. –Balbuciei sem interesse, e senti seus lábios molhados de vinho em meu rosto. Aquilo estava se tornando um tanto desconfortável, sua mão ainda repousava em minhas costas.
- Oi Bonnie -ele acenou para ela e ela um tanto avermelhada retribuiu em um "oi" tão baixo com uma voz de ratinha, voz  que ela sempre fazia ao lado de um cara como Shep.
 - Bonnie, Margo, esse é meu amigo da faculdade Sthanley. -ele disse sorrindo e eu afastei-me um pouco
- Prazer, Sthanley Cliford. -ele pegou-me a mão e beijou a mesma, e seu olhar de predador havia desaparecido agora era um olhar indecifrável que ele carregava, eu sorri, porem não deixei transparecer que havia ficado embasbacada, eu conhecia aquele tipo, seu olhar de predador sobre mim havia denunciado-o, ele era um cretino, e eu queria saber o quanto ele era cretino e predador na cama.
Ele soltou minha mão e agarrou a mão de Bonnie e vi a mesma corar pela segunda vez naquela noite ao falar com um cara.
- Então meninas, vocês estão se divertindo? -Perguntou Shep
- Não muito -Eu disse após alguns segundos de silencio, pois eu esperava que Bonnie dissesse algo. - Sabe Shep, eu estava pensando em ir pra outro lugar, bem, você sabe, uma festa de verdade, essa festa não é a mesma quando não se tem Ramona Clark para animar. -Eu disse e ele soltou uma risadinha nervosa, dei uma olhadela para Sthanley que mal se importou em afundar os olhos em meu decote, pervertido, era bom saber que aquele decote servia de algo aquela noite.
- Não sei onde podemos ir. –Shep disse, eu mordi o lábio tentando não ter contato com o predador ao meu lado.
- Porque não damos uma volta Margo? Podemos dançar, ou dizer “oi” aos seus amigos do colégio. –Propôs Bonnie quase sem voz, eu sorri balançando a cabeça.

* * *

- Caramba que sujeira. –Grunhi após meu corpo se colidir com outro tão duro e travado quando eu havia acabado de pegar meu copo de margarita, aquele predador já estava no papo. Eu só preciso esconder de Shep e depois correr para os braços daquela obra de Apolo. O cara a minha frente com cabelos arrumados de gel e olhos caramelados grunhiu algo inconformado, ele tinha a barba propositalmente por fazer e sinceramente tinha uma beleza extraordinária escondida por trás de um suéter cinza, eu diria que ele tinha pra meados 27 anos. Resolvi então me redimir e peguei alguns guardanapos atrás de mim rapidamente tentando não parecer tão embasbacada com aquele homem a minha frente.
- Eu realmente sinto muito, não tive a intenção. –Falei enquanto o ajudava desastradamente com os guardanapos, seus olhos em fim fitaram os meus completamente, estava um pouco escuro acho que fora o motivo pelo qual ele não dera em cima de mim, pois ele não me viu completamente.
- Esta tudo bem. –Resmungou, e deu-me as costas resmungando mais coisas que não consegui identificar oque era. Qual era o problema dele? Porque ele nem me lançou uma típica piscadela ou até mesmo não murmurou algo a mais do que apenas um “Esta tudo bem” e um olhar frio. Realmente era porque estava escuro e ele não podia me ver de todo. Dei de ombros e dei a volta tornando a pedir outra margarida. Dessa vez tomei o cuidado para não esbarrar em ninguém, apenas derramei o líquido garganta a baixo enquanto ia à procura de Shep, meu predador e minha doce irmãzinha que iria pra casa sozinha essa noite.


P.O.V JUSTIN


- Oque aconteceu com você amor? –Lisa tinha as sombra-celhas erguidas, eu suspirei. Aquele não era meu lugar, aquelas pessoas, aquilo não era pra mim, aquele lugar onde as pessoas só faziam era dizer o quanto tinham posse e oque podiam fazer, oque me indigna é que esses burgueses gastam dinheiro com jantares como esses e não se interessam em ajudar e a fazer jantares para aqueles que realmente precisam. Estar naquele lugar me deixava frustrado e extremamente desconfortável, oque me conturbava era que ela nunca percebia o quanto aquilo me incomodava e continuava a me carregar para esses lugares.
- Uma garota esbarrou em mim com margarita. –Respondi- Eu não me sinto a vontade aqui, Lisa. Eu vou indo, se quiser pode ficar, fica com tuas amigas mas eu vou pra casa, tenho algumas provas pra corrigir.
- Seu trabalho vem sempre em primeiro lugar não é mesmo, Justin? –Seus braços se cruzaram um pouco a baixo dos seios cobertos por um vestido azul escuro, seu semblante mudara e ela já não parecia preocupada comigo. Molhei os lábios tentando encontrar uma desculpa, se ela não percebia que aquele lugar me incomodava eu não diria já que era tão importante pra ela.
- Eu já fiquei o bastante, Lisa. –Contestei- Você não me disse que ficaria tanto tempo assim após o jantar.
- Como não Justin? Há, quer saber, vai, se afunde no trabalho mesmo. Eu não me importo, não sou tão importante assim pra você não é? Seu trabalho é a prioridade, não eu. –Ela saiu tão impertinente quanto uma garotinha pirracenta de 10 anos, abri a boca em menção de chama-la inúmeras vezes enquanto a via sumir dentre as pessoas daquele salão gigantesco. Abaixei meus olhos para meu suéter encharcado por aquela moça destrambelhada e suspirei, o mundo de Lisa nunca será meu mundo, eu não pertenço a essa classe de pessoas, e se eu pertencesse não perderia meu tempo fazendo ou vindo a jantares como esse. Pelo que José me comentara esse jantar era dado reservadamente para as famílias mais ricas de toda cidade de Nova York, e Lisa se encaixava perfeitamente naquilo, não eu. Burgueses hipócritas. Enoja-me só em lembrar oque se era conversado a mesa.
Um suspiro intenso rasgou-me tristemente a garganta, não queria brigar mais uma vez com Lisa, queria apenas uma noite terminar sem brigas. Queria que ela pudesse entender o motivo do meu esforço, queria apenas que fossemos como antes, queria terminar minhas noites com ela enquanto ela lia-me poemas de seus escritores favoritos, ou até mesmo enquanto ela me dizia como havia sido seu dia. Agora isso mal acontece, nossas poucas noites passadas juntos se resumem a cada um pro seu canto. Não queria que nossa vida terminasse dessa forma, ainda queria que ela fosse a mesma menina de dois anos atrás, ainda queria que ela continuasse daquela maneira sonhadora e intelectual de antes, no entanto parece que ela esta ficando como seu próprio pai.
- Professor Bieber. –Uma de minhas alunas dizia surpresa barrando-me na saída do salão, seu vestido justo lhe dava um volume notável e que não era notável nas aulas, seu batom a moldar-lhe os pequenos lábios avermelhados encantavam aquelas doces bochechas de Brigeth. Ela era uma ótima aluna, costuma sempre a debater nas aulas, seu comportamento é sempre admirável.
- Senhorita Harris. –Meus lábios se curvaram em um sorriso quase não visível enquanto eu balançava a cabeça em um comprimento a ela.
- Esteve aqui durante o jantar professor? Já esta de saída, mal o vi, queria comentar sobre o livro que passou. –Ela tinha um largo sorriso nos lábios avermelhados, eu comprimi os lábios voltando a andar e tentando sair daquela conversa, ela era uma ótima aluna mas eu realmente não estava com a intenção de ficar ali naquele lugar a falar sobre trabalho.
- Desculpe senhorita Harris, estou de saída, conversamos sobre o livro na segunda. –Disse enquanto continuava andando, já em uma distancia de dois metros ela levantou a mão acenando.
- Tudo bem professor, até segunda. –Dizia ela em um tom extremamente alto, eu acenei e me virei para frente finalmente saindo daquele local que me incomodava. Oque também me incomodava era que eu fedia intensamente a margarita, oque me leva a me perguntar oque vem acontecendo com os jovens de hoje em dia. Ao sair do grande local passei pelo saguão e me direcionei rapidamente até a rua, meu carro estava pouco a frente do local. Olhei para ambos os lados da rua me perguntando se aquele realmente era o meu carro, havia um grupo de quatro jovens praticamente sentados no capô do meu Dodge challenger. Uma moça que me lembrava a moça a quem me dera uma belo banho de margarita se inclinava sobre um grande rapaz estranhamente tatuado, ela parecia bêbada a ponto de quase não se aguentar de pé. Algo nela realmente me deixava intrigado e incomodado, talvez fosse essa sua beleza estrema e ao mesmo tempo irritante. O rapaz que eu me lembrava vagamente de ter o visto pelos corredores da faculdade, me olhara um tanto confuso
- Professor –Ele acenou
- Hum... Esse er.. o meu carro –Grunhi apontando para o mesmo.
- Há, nos desculpe. Sairemos daqui, só estávamos pegando um ar, nossa amiga não se encontra muito bem. –Explicou ele, uma risada avoada ecoava dos lábios daquela jovem, eu tentei não me incomodar com o modo como aquele grande rapaz tatuado a segurava, mal sabia porque havia me incomodado com aquilo, aquela moça me dera um maldito banho de margarita, chegarei em casa com odor de um bêbado e eu mal ponho uma bebida na boca a anos. Eles saíram indo para o outro lado da rua ficar em frente a outro carro de outra pessoa, eu destravei o carro e finalmente sem nem um obstáculo dei a partida podendo ir para casa e em fim descansar após terminar de corrigir algumas provas. 


Yo minna-san. Aí esta o primeiro capítulo, comentem oque acharam, interajam comigo, não mordo haha, em fim comentem. Criticas construtivas são sempre aceitas, em fim até o próximo capítulo espero que tenham gostado 

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