3 de mai de 2014

Heartbreaker — One shot, feita por Carol.

Heartbreaker


Sinopse:
Eu sei que não fui o melhor namorado do mundo, e que muitas vezes fui um completo idiota com você, mas por favor, me atenda e fala que não se esqueceu de nós. Diga que se eu te ligar agora, você vai me xingar mas no final dirá que ainda me ama. Atenda-me, nem que for para brigar e falar suas inseguranças, apenas me atenta e fale que ainda me ama.  

 Eu não sei o que fazer Ryan! — Lindsay sussurrava no telefone para o rapaz a menos de um metro de distancia não ouvir. — Ele não para de chorar, fica ligando para ela, isso machuca até a mim. — A garota olhou de relance para Justin, o rapaz chorava como um bebe querendo colo. —Venha o mais rápido possível. — Lindsay se aproximou de Justin, sentou-se ao seu lado, fazendo o pobre rapaz olha-la. — Eu queria poder afirmar que essa dor vai passar rápido, mas eu não sei. — Os olhos do rapaz se encheram. Pobre rapaz.
Ryan entrou na casa batendo as portas, seu corpo estava cansado, era tarde da noite, mas precisava ver seu melhor amigo. Ao entrar no quarto do Justin, viu o mesmo chorando e gravando mais uma mensagem de voz na caixa postal da tal mulher.
— Eu te amo, por favor, volta. — Choramingava ele para o telefone.
— Justin? — Falou Ryan, atraindo o olhar do rapaz. Justin correu e abraçou o amigo, abraçou de uma forma dolorosa, agora teria um ombro amigo, mas por quanto tempo? Ryan acabara de se casar, mora a mais de três horas de sua casa, muitos km, por quanto tempo o teria? — Fica calmo, cara. — Falou ele, soltando Justin. — Você quer me contar o que aconteceu? — Justin passou as mãos sobre o rosto, secando as lágrimas que cismavam a cair.
— Foi a três meses atrás, ela se mudou para cá...
Três meses atrás;
— Advinha quem acabou de vender uma casa? A mamãe aqui! — Gritou Lindsay ao entrar na casa.
— Qual casa? — Perguntei, estava mesmo interessado em saber.
— Essa aqui da nossa rua. Ganharemos mais uma vizinha. — Ela se jogou no sofá, amarrotando toda sua blusa formal. — O foda é que ela tem uma filha, mas é muito bonita.
— Ela? — Olhei para ela interessado, fazendo Lindsay gargalhar.
— Ela. 25 anos. Uma filha. — Lindsay sorriu.  
— Eu. 27 anos. Solteiro. — Repedi no mesmo esquema que ela.  
—E a regra de não pegar ninguém com filhos? — Dei de ombros. — Ok, então por que não preenche a ficha de baba? Esse mês você vai ter que pagar sua parte, Justin.
— Vou preencher. — Falei, esticando meus pés sobre suas enormes coxas. Lindsay estava gostosa com sua roupa social.
— Que bom, pois trouxe uma para você. — Ela me jogou as duas folhas grampeadas e abaixou sua saia para ficar um pouco mais longa. Ela realmente estava gostosa. — Eu agradeceria se você parasse de olhar para minhas pernas. — Sorri de lado e cheguei mais perto.
— Você realmente ficou mais gostosa. — Ela sorriu.
— Eu não sou igual as meninas que você pega, Justin! — Lindsay empurrou minhas pernas e foi subindo as escadas.
...
— Justin, lembre-se, hoje é o dia em que a Christie vai vir deixar a filha dela para você cuidar. Não vacila. — Lindsay pegou a bolsa e saiu de casa. Ela na noitada e eu com a criançada.
A campainha tocou certamente a nova vizinha a qual eu desconhecia para deixar a filha. Abri a porta e senti minha boca se entreabrir. A mulher em minha frente estava com um vestido vermelho justo, suas coxas enormes e seus peitos, e seus lábios eram tão beijáveis, amaria vê-la nua em minha cama.
— Você deve ser o Justin, certo? — Ela se pronunciou, fazendo-me atrair a atenção a seu rosto. Linda.
— Sou eu sim, você é...? — Ela sorriu. Que sorriso.
— Prazer, Christie. — Ela esticou o abraço na qual sua filha não segurava.
— Prazer é todo meu. Quer entrar? — Dei espaço para ela passar. Meu Deus, que bunda.
— Obrigada. Bom, eu vou ser rápida, juro! — Pode demorar o quanto quiser. — Bom, eu vou deixar todos os números para contato dentro da bolsa da Betina, qualquer coisa que aconteça me ligar, e se ela começar a fazer bagunça pode brigar com ela, e se não obedecer me liga, eu volto a tempo de você poder sair para badalar, prometo! — Ela riu. Despediu-se da filha e deixou a bolsa da criança comigo. E assim saiu da casa, deixando sua linda bunda a minha vista. Fechei a porta e olhei para criança perto de mim.
— Então criancinha, qual seu nome? — Abaixei-me para conversar com ela melhor.
— Betina. — Sua voz tão pura e inocente me fez sorrir.
— E quantos anos você tem Betina? — Ela fez um cinco com a mão. — Ok, eu me chamo Justin, e tenho vinte e sete anos. E o que você quer fazer? Quer brincar? — Ela concordou. — Pega pega ou esconder? — A garotinha a minha frente pensou.
— Esconder. — Falou ela empolgada.
— Ok, eu conto e você se esconde. — A garota assentiu e eu me pus de frente para parede. — 1...2...3...4...
...
Betina acabara de me encontrar atrás da cortina. Ela sorria de uma forma doce e pura, como qualquer criança, mas ela e o seu sorriso lindo.
— Está com fome? — A garota assentiu e me seguiu até a cozinha. — Sua mãe deixa você comer doce? — Ela riu e concordou. — Ok, eu vou ver se tem biscoitos que minha mãe mandou essa semana. — Abri o pote. Vazio. — Você já fez biscoito Betina?
— Não, tio Justin. — Ela falou de uma forma fofa, e suas bochechas davam vontade de apertar eternamente.
— Que tal fazermos agora? — Ela concordou e eu separei todos os ingrediente que precisaria usar.
Os biscoitos finalmente estavam prontos.
— Já comeu biscoito com sorvete e leite quentinho? — Perguntei, e Betina negou, rindo do meu rosto cheio de farinha de trigo. — Como não? Então está na hora de provar, se não você nunca saberá a melhor sensação da vida! — Gargalhei ao escutar sua risada.
Coloquei um desenho e ajeitei o tapete peludo da sala, colocando o pote com sorvete, os biscoitos e a jarra de leite no chão. Betina sentou-se ao meu lado.
— Como come? — Perguntou ela, apontando para o sorvete e o biscoito.
— Primeiro você pega o biscoito e mergulha no sorvete, e depois toma um pouco do leite, se não quiser tomar não toma, mas é bom porque ai fica quentinho. — Comi o biscoito após mergulhá-lo no sorvete. Betina fez o mesmo. A campainha tocou e corri para atender. Abri a porta e enxerguei um sorriso lindo a minha frente. Christie.
— Mas aqui tão cedo senhorita? Acabei de fazer biscoito, quer comer conosco? — Abri um espaço para ela passar e não deixei a chance de olhar para sua bunda passar.
— Sabe quando te arrumam um encontro furado? Então, foi isso que me aconteceu. — Ela sentou-se no tapete, colocando uma almofada em suas pernas esticadas. Ofereci um biscoito, ela pegou e agradeceu com a cabeça.
— Mamãe molha no sorvete. — Betina bebeu um pouco de leite.
— No sorvete? Nunca comi com sorvete.
— De que família vieram? Primeiro a filha, agora a mãe? — Ela riu e mergulhou no sorvete. — Então, encontro furado como? — Sentei-me ao seu lado, deixando Betina distraída com o desenho animado.
— De o cara ficar falando da ex o tempo inteiro. — Ela gargalhou e mordeu o biscoito.
— O ombro amigo, típico de encontro ruim. — Ri.
...
Sua risada invadia meu ouvido, me deixando cada vez mais vislumbrado por essa mulher.
— Sério que já te arrumaram um encontro gay? — Perguntou ela, bebendo um pouco do leite.
— Sim, e na hora de vir embora rolou até aquele beijo de despedida, sabe? — Ela gargalhou e logo olhou para Betina dormindo no chão.
— Acho que já tenho que ir.
— Em vez de ir, que tal eu colocá-la ou no sofá aqui ou na cama lá em cima? — Ela sorriu.
— Uma proposta tentadora, mas já está tarde. — Ela se levantou e eu peguei sua filha no colo. A acompanhei até a porta. — Boa noite, Justin.
— Boa noite, Christie. — Acenei.
—Justin, minha filha. — Ela riu.
— Verdade. Quer que eu a leve até sua casa?
— Não precisa, mas agradeceria se a levasse até o carro. — Ela sorriu e assim fiz.
A olhei bem após colocar Benita no banco de trás. Seus lábios rosados pediam para ser colocados juntos aos meus. Me aproximei e colei os nossos lábios. Um beijo quente e gostoso, com um leve gosto de morango e chocolate. Suas mãos estavam puxavam o meu cabelo de uma forma gostosa, e eu a apertava. Desci meus lábios até seu pescoço, escutava-a arfar.
— Acho melhor pararmos por aqui. — Falou ela, me empurrando. Christie não estava séria, e sim com um sorriso safado. Oh essa mulher.
— Na melhor parte? — Sussurrei em seu ouvido e passei minha mão sobre sua coxa.
— Quem sabe outro dia. — Ela me empurrou para longe de si e foi até o carro.
...
— Jus, vai pegar a Betina na escola pra mim? — Christie estava picando a cenoura para colocar no assado.
— Hoje é sua vez. — Falei. A preguiça me dominava naquele momento.
— Por favor. — Seus olhos estavam brilhantes e sua voz deu uma leve afinada. Eu amo essa mulher.
— Ok, mas amanha você quem busca. —Falei e me levantei da cadeira. Dei-lhe um beijo e sai.
...
— O Justin está um pau mandado, se ela falar pra ele não ir, ele não vai. — Falou Lindsay, me tirando um pouco do sério.
— Não é assim que funciona. —Falei, completamente furioso.
— Então vem a festa com a gente! — Lindsay falou de uma forma sedutora. — O que acontecer lá, fica lá. — Sussurrou ela perto do meu ouvido. Chaz e Jordan insistiam. Concordei.
...
— Eu juro que não fiz nada com a Lindsay! — Eu gritava ao vê-la me acusar de ter a traído. Eu nunca faria isso.
— Eu não consigo acreditar Justin. — Christie falou, ela chorava. — E eu que estava prestes a desistir de ir pra Nova York por você. — E assim ela virou as costas e foi embora da minha casa.
Neste instante...
Lindsay sentia-se envergonhada ao olhar para o rapaz contando a historia. Ryan estava furioso, como eles puderam fazer isso justo quando Justin tinha tomado um rumo a sua vida? Só ele sabia o quanto Justin queria ter uma família, o quanto a cada relacionamento ele pensava em um futuro.
— Onde ela está agora? — Perguntou ele, passando a mão sobre os cabelos.
— Se mudou para Nova York. — Choramingou Justin.
— Então vamos para NY, vamos achar essa moça. — Justin olhou para Lindsay com os olhos arregalados, isso era culpa? — Qual é gente, ela pode ser o amor da vida do Justin. — E então, pegou sua bolsa e saiu.
Nova York.
Justin parou em frente ao prédio onde Christie mora, como subiria? Entrou na portaria, falou para o porteiro ser o irmão de Christie e que queria fazer uma surpresa. O rapaz subiu sem nem ser interrompido. Bateu na porta, sorriso de orelha a orelha. Betina apareceu, não precisou de muito tempo para pular nos braços dos rapaz e aperta-lo, um abraço correspondido na mesma intensidade.
— Oh, como eu senti sua falta! — Sussurrou para a garotinha em seus braços.
— Sabia que eu já tenho dois amigos? — Falou a garota empolgada.
— Jura? Nossa! — Justin falou na mesma empolgação.
— Be, quem é na porta? — Christie falou, vendo a figura de Justin, e desejando mata-lo agora. — O que faz aqui? — Perguntou ríspida. Pegou Betina do colo do rapaz e a colocou no chão, fazendo a garota voltar para o quarto. — Como ousa vir a minha casa depois do que fez? Será que não entende? Eu estou ótima sem você para estragar a minha vida. Na verdade, nós estamos ótimas. — Christie estava prestes a chorar ao olhar para o rapaz a sua frente. — Como ousa? Agora que finalmente tinha te esquecido? Agora que finalmente a vontade de te ligar passou? Agora que tudo está bem. — E assim desabou em lágrimas.
— Eu sei que pra você está tão difícil quanto pra mim. Oh, eu sinto tanto a sua falta. — Justin falou, se aproximando dela.
— Fica longe de mim! Eu voltei com o pai da Betina, resolvemos que é bom para ela nascer com os dois pais presentes.
— E é bom para você? — Justin chorava. — Ele largou as duas! Eu poderia ser um pai para Betina.
— Você? — Christie secou suas lágrimas com o avental de culinária. — Você não sabe o quanto eu sofri por você.
— E acha que está fácil para mim? Eu me acostumei com nós! — Justin não ligava estar chorando em sua frente. —Eu amo você!
— Eu não consigo acreditar mais. — E assim fechou a porta, deixando o rapaz sozinho.
Desceu as escadas correndo. Pegou o celular e ligou para Ryan, que voltara para casa dele.
— Ela não me desculpou! Ela voltou com o ex! — Gritou Justin ao ouvir a voz do amigo.
— Eu sinto muito! — Ryan falou. — Você está sozinho ai?
— Sim, não deixei que Lindsay viesse, ela quem estragou tudo! — Justin chorava largado no chão da calçada.
— Justin, volta para casa, eu vou estar te esperando lá. — Ryan falou e desligou o telefone.
Ryan esperava Justin em sua casa. Deu meia noite, uma da manha, e deu duas. Telefone toca. Finalmente ele ligando para avisar que voltou com Christie? Não.
— O que aconteceu com o Justin? — Ryan não acreditava nas palavras do policial. Seu amigo, seu melhor amigo, não voltaria para casa.
Justin antes de voltar parou em um bar, bebeu todas, e ai sim pegou o carro. Bebado e uma longa estrada pela frente. Escuridão. Dois faróis. Um carro na direção contraria, Justin estava na pista contraria. Os dois carros se chocaram.
Christie tentou várias vezes ligar para o celular do Justin depois que foi embora, mas o mesmo encontrava ocupado, sentia um aperto no coração. A saudade bateu assim que o orgulho foi-se embora, e o aperto continuava a aumentar, ligou para casa dele.
— Por favor, o Justin está? — Um choro na linha, se preocupou.
— Quem fala? — Lindsay chorava do outro lado.
— Christie. — E assim o choro de Lindsay aumentou.
— Você está querendo zombar com a gente? Como pode fazer isso? Foi por sua culpa que ele se foi, sua culpa! — Linsay gritava e chorava ao mesmo tempo.
— O que aconteceu? — Perguntou Christie, já completamente desesperada.
— Ele sofreu um acidente de carro. POR SUA CULPA ELE BEBEU, POR SUA CULPA ELE FOI A MERDA DE NOVA YORK! — E então Christie desligou. Desabou de chorar.
Christie deixou Betina com o pai, precisava ir ao enterro do amor de sua vida. Seu coração estava despedaçado. Sentou-se em frente à lápida, chorava.
— Me perdoa Justin, me perdoa! — Chorava ela, de uma forma desesperadora. — Eu deveria ter te perdoado, deveria ter ficado com você. Como fui tonta. Eu te perdi de vez, meu amor. — Ela lia "Justin Drew Bieber, 1994—2014", e seu coração doia. 
— Odeio meu nome do meio! — Falava ele ao escutar-me chamar de Drew.
— Eu acho lindo.
— Eu acho você linda.
Christie sorriu triste ao se lembrar. O seu Drew, eternamente seu.

Fiquei inspirada, espero que gostem, beijão. 

 Me falem se quiserem mais One shots. É PRA FALAR! 

6 comentários:

  1. TO CHORANDO DEMAIS SCRRRRR!!!!
    Q ONE SHOT PERFEITA MDSSSSS
    :((((((((((((((((((((((((((((((((((((((((((
    AAAIIIIN, MUITO PERFEITA!!

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  2. Nossaa chorei mt mt lindo amei pode fzr mais que com certeza vou ler. Bjus

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  3. To chorando! Perfeita!

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  4. Eu estou perto de esta a beira de lagrimas aquiiii o final fudeu legal em (Y) Parabéns esta Perfeiito ❤❤❤

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