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19 de jul. de 2014

Classic - 14



''Bem vindos à Festa de Outono''. Dizia a faixa logo na entrada da faculdade.
Quando chegamos ao salão de festas, eu realmente achei tudo muito bonito. O salão estava todo enfeitado, cheio de luzes, mesas, tinha uma pista de dança e até um DJ. Estava tocando Hot N' Cold da Katy Perry e alguns casais faziam passos legais. Justin e eu nos sentamos em uma mesa e Andrew, a garota que estava organizando a festa, me deu uma flor em uma pulseira para eu colocar no pulso. Eu nunca tinha ido a uma festa daquele jeito, nem mesmo no colegial e, bem, não parecia tão ruim assim. Exceto pelo grande número de pessoas. Eu não me dou muito bem no meio de muita gente.
Por um momento, a música parou e eu vi o Marcos, um garoto que sentava duas cadeiras em frente à minha, subir no palco.
- Sejam bem vindos à Festa de Outono, galera. - ele disse, a voz um pouco rouca por causa do microfone. - Espero que vocês se divirtam, dancem muito e, bem...fiquem com as gatinhas. - e todos riram. - Boa noite. - ele disse antes de sair e a música começar a tocar novamente.
Eu pensei que aquilo seria como um baile, mas estava mais pra uma balada. Tinha até um bar.
- Hey, Hon. - Justin chamou-me. - Vamos dançar?
- Eu não sei dançar. - menti.
- Vamos lá, Hon, eu te ensino. - ele se levantou e estendeu a mão para mim.
- Eu vou pisar no seu pé. - tentei fazê-lo mudar de ideia.
- Ah, qual é? Você não pode ser tão ruim assim. - então puxou a minha mão.
E eu não era mesmo. Na verdade, acho que eu até mandava bem no quesito dança.
Justin me guiou até o meio da pista e fez uns passos muito engraçados. Algumas pessoas começaram a nos encarar.
- O que você está olhando? - eu perguntei pra garota loira que não parava de olhar para o Justin. Pra ser sincera, acho que ela estava o olhando porque estava a fim dele.
Justin gargalhou com a minha atitude.
- Eu detesto essas pessoas que não tem o que fazer. - falei mais alto que normal.
Eu me mexi um pouco quando começou a tocar uma música agitada do Chris Brown.
- Eu adoro essa música. - Justin falou.
- É, é legal. - concordei e me mexi mais um pouco.
Quando o refrão começou, todos ao meu redor começaram a pular e jogar os braços para cima, então eu fiz o mesmo. A música era boa, a batida também. Eu remexi um pouco os quadris na parte mais lenta e depois eu me deixei levar conforme a música.
Quatro músicas depois e eu estava completamente suada.
- Quer fazer uma pausa? - Justin gritou por cima da música.
Assenti e ele segurou a minha mão.
Me senti segura por um momento.
Por um momento esqueci de todo o meu passado perturbador.
- Eu pensei que você não soubesse dançar. - Justin falou quando nos sentamos em uma mesa.
- Não é algo que eu faço com muita frequência. - admiti.
- Quer beber alguma coisa, Hon? - Justin me olhou.
- Uma cerveja.
Ele assentiu e foi em direção ao bar.
Quando Justin voltou com as bebidas, eu peguei a cerveja e pude sentir uma sensação boa quando tomei o primeiro gole. Acho que eu devia isso a mim: um pouco de diversão.
Na terceira cerveja, Justin me perguntara se eu queria parar, mas eu disse não.
Algumas cervejas mais tarde e eu já podia me sentir alegre. Eu só queria me sentir assim pelo resto da vida. É incrível o poder que o álcool tem sobre o meu corpo. Eu conseguia mudar de humor com facilidade.
- Você não acha que já bebeu demais não, Hon? - Justin estava rindo da minha situação.
- Eu? - gargalhei. - Eu tô ótima. - levantei a garrafa para cima. - Tô incrivelmente bem.
- Ah, é? - ele arqueou as sombracelhas. - Vamos embora, eu vou te levar pro dormitório.
- Que isso, cara? - fiz um muxoxo. - Tá maluco? Ei, ei, ei. - eu me levantei. - Vamos dançar um pouquinho, Justin. - eu agarrei a mão dele. - Só um pouquinho.
Justin relutou no começo, mas não recusou. Eu o puxei com uma mão assim como ele havia feito comigo e com a outra mão, peguei uma garrafa de cerveja. Guiei Justin até o mesmo lugar em que a gente estava antes e comecei a dançar. Eu não fazia a mínima ideia de que música estava tocando, eu só queria dançar.
Mexi os quadris sem me importar com quem estivesse olhando, depois rebolei um pouco. Tomei mais um gole de cerveja e me senti um pouco tonta. Eu não estava conseguindo me equilibrar direito em cima dos saltos que Jas havia me emprestado.
- Já chega, Hon. - ele olhou para a garrafa na minha boca.
- Não, Justin. - levantei um dedo. - A garrafa não.
- Me dê essa garrafa, Hon. - ele a pegou da minha mão antes que eu pudesse protestar.
- Justin. - minha voz saiu embargada.
- Vamos embora, Hon. - Justin saiu me puxando.
- Não, eu não vou. - parei e cruzei os braços.
Nós estávamos do lado de fora. Estava fazendo muito frio e eu passei as mãos nos braços para me aquecer.
- Tá frio. - eu disse entre batidas de queixo.
- Toma. - ele colocou seu blazer em mim.
- Eu vou voltar. - caminhei para trás e tropecei. Quase que eu caía de cara no chão. - Que merda de salto.
Justin se aproximou de mim e passou meu braço ao redor dos ombros dele.
- Eu tô bem, Justinzinho. Tô bem.
Justin balançou a cabeça e riu.
- Vamos logo pro seu dormitório, Hon.
Algumas tropeçadas depois e nós chegamos ao meu dormitório.
- Cadê a sua chave, Hon? - Justin me perguntou.
- Tá bem aqui, Justinzinho. - eu peguei a chave única que estava dentro do bojo do meu sutiã.
Ele pegou a chave da minha mão e abriu a porta.
Lá dentro já estava bem mais quente, então eu tirei o blazer dele e o deixei em cima do sofá. Depois tirei os saltos também, eles estavam machucando muito e, além do mais, eu estava tonta o bastante para acabar caindo a qualquer momento, o que não seria uma boa ideia.
Justin estava de pé, perto da porta.
- Justin. - eu me aproximei dele. - Você gosta de mim?
- Você tá muito bêbada, Hon.- ele riu. - Tem certeza de que não quer um remédio?
- Remédio não! - eu balancei a cabeça. - O que eu quero tá bem na minha frente.
Eu caminhei mais para perto dele, nossos corpos a centímetros de distância.
- Você me quer, Justin? - eu abaixei o zíper do vestido, fazendo com que ele caísse no chão no mesmo instante, me revelando só de calcinha e sutiã. - Eu sou toda sua. - e aproximei meus lábios dos dele. Justin recuou.
- Você não me quer, Justin? - eu perguntei, a respiração entrecortada. - Eu não sou boa o suficiente pra você?
Justin passou a mão nos cabelos, nervoso.
- Você não gosta de mim, não é? Eu sou feia? É isso? - lágrimas começaram a se formar no canto dos meus olhos.
- Caralho, Hon! Puta que pariu! - ele se aproximou de mim e apertou meus ombros. - Você é linda, cacete, é perfeita, eu te quero tanto, te quero desde a porra do primeiro dia em que eu te vi. Eu já pensei em cinquenta jeitos diferentes de te jogar na minha cama!
- Então por que você não fica comigo? - eu mordi os lábios, prendendo o choro.
- Eu não quero ficar com você. - ele fez uma pausa. - Não quero ficar com você desse jeito. Eu quero que seja bom, mas não só pra mim. Eu quero que você esteja ciente de cada coisa que acontecer.
- Mas eu estou...- antes que eu terminasse a frase, uma onda de tontura percorreu meu corpo e tudo começou a girar.
Eu ia vomitar.
Corri para o banheiro imediatamente.
Me sentei no chão frio e apoiei as mãos no vaso sanitário. Vomitei. Vomitei tudo o que eu tinha comido mais cedo. Vomitei até não ter mais nada para vomitar.
Justin apareceu logo em seguida.
- Sai, Justin. - eu não queria que ele me visse ali, vomitando. Era deprimente demais. - Sai, por favor. - falei entre soluços.
Mas ele não saiu, pelo contrário, Justin se sentou no chão, ao meu lado, e prendeu meu cabelo com um elástico que ele havia achado em cima da pia. Eu já estava melhorando, podia sentir isso. A tontura havia passado e as coisas estavam começando a voltar ao normal.
- Tô com sono. - murmurei.
- Vem, eu vou te levar pra cama. - Justin me pegou no colo. Eu podia ver quanto esforço ele estava fazendo. Eu não merecia isso, não merecia alguém como ele. Justin me deitou na cama. Então ele saiu do quarto e voltou alguns minutos depois.
- Aqui. - ele me entregou um copo e um comprimido. - É pra dor de cabeça.
Eu não hesitei. Tomei tudo em goles rápidos, que desceram rasgando pela minha garganta.
- Você não pode beber sem comer algo, Hon. - ele se sentou na cama.
Eu não falei nada.
Ele me cobriu com um cobertor.
- Boa noite, Hon. - ele se levantou e foi em direção à porta.
Eu franzi o cenho. Ele estava indo embora? Não. Eu não deixaria que ele fosse novamente.
- Justin. - falei manhosa. Ele se virou e me encarou. - Fica aqui. - pedi.
- Tem certeza?
- Uhum. - assenti.
Então ele se deitou ao meu lado. Eu não posso dizer que estava muito confortável, porque, bem, a minha cama não era tão grande assim e estava meio apertado. Mas depois eu encontrei uma posição boa e pude sentir o calor do corpo de Justin. Tudo ficou tão bom.
- Boa noite, Justin. - eu falei, antes de apagar completamente.

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Okay. É aí que vocês se perguntam: por que eu postei tão rápido se ia postar só com 9 comentários? Bem, eu não aguentei e esperar e mais, ninguém tá comentando ): Só tive 5 comentários no capítulo passado. A fic tá ruim, é gente? Sejam sinceras. Ah, eu tenho prova nas duas próximas semanas, então... dependendo do número de comentários, eu não vou atualizar tão cedo. E quanto às meninas que comentaram: vocês brilham, tuts tuts.
Nath: Huhauehueah, eu também tava morrendo de saudades de você, Nath ): .E não é? Ele é simplesmente maravilhoso! Hhahah, que amor, continuo, sim, linda. :*
Jo: Claro, Jo. E obrigada por comentar!
Kath: Prontinho. :)
Lu: Huaheuheuh, o beijo vai vim logo sim, relaxa! Aaaah, obrigada, sua linda. Sua opinião é muito importante pra mim, de verdade. Minhas férias foram boas, sim, mas e as suas? Como foram? Beijos.
Paty: Eu também tava com muitas saudades, linda. ): Vai rolar beijo logo logo. Obrigada por comentar. Beijão!

16 de jul. de 2014

Classic - 13





- Eu não estava fazendo nada demais. - declarei.
- Morgan. - ela levantou as sombracelhas. - Eu te conheço bem o bastante.
- Eu entrei numa academia. De kickboxing. - falei e esperei pelos gritos e berros e até mesmo pelas broncas. Mas nada aconteceu. Jas só ficou me encarando e depois deu de ombros. - Onde está toda a gritaria?
- Eu não vou gritar com você. - ela disse. - É uma decisão sua, mesmo que eu não aprove, você sabe. Por que você tem que fazer isso?
- É uma coisa na qual eu gosto, Jasmine.
Ela respirou fundo. - Tudo bem, tudo bem. - e segurou a minha mão. - Eu só fico com medo de você se machucar.
- Eu não vou.

Ver o Justin foi completamente estranho porque eu sentia que as coisas haviam mudado entre nós, de uma certa forma. Eu conseguira ficar uma noite com um garoto sem xingá-lo ou socá-lo. De certa maneira, isso era bom, mas ao mesmo tempo ruim, porque em algum momento eu teria de contar a verdade e eu sabia que Justin ia se afastar de mim depois disso. Então eu decidi aproveitar as coisas como elas estavam. Estava tudo muito legal. É só relaxar, pensei. Ele veio à noite, no meu dormitório. Foi a Jasmine quem abriu a porta, eu estava no meu quarto, lendo um livro, mas parei de prestar atenção assim que bateram na porta.
Eu achei que era a Jas - mesmo sendo estranho o fato de que ela nunca batia na porta antes de entrar -, então disse: - Pode entrar, Jas.
- Ei, Hon. - Justin me pegou de surpresa.
Eu estava toda desengonçada, com o cabelo amarrado em um amarrado de cavalo, uma camiseta e um shortinho. Não estava tão frio porque eu ligara o aquecedor. Mas pra piorar, eu estava meio que deitada ao contrário na cama, porque estava tentando achar uma posição confortável para ler. Eu dei um pulo e soltei um gemido quando vi Justin parado ali na minha porta.
- Oi. - eu fiquei de pé rapidamente  e cruzei os braços contra o peito, porque bem, eu estava sem sutiã e não seria uma opção muita boa que Justin visse meus mamilos dando um ''oi''.
- Como você está? - ele sorriu. Justin vestia uma calça jeans surrada e uma blusa cinza. Estava completamente bonito, de qualquer jeito.
- Estou bem, hum, e você?
- Eu passei aqui pra saber qual vai ser a cor do seu vestido de amanhã, sabe, pra gente combinar.
Amanhã. Amanhã era a Festa de Outono. Eu ainda nem havia pensando sobre isso. Talvez não fosse uma boa ideia ir, mas que da última vez em que eu dissera isso, Justin falou que iria me arrastar até o baile, então eu iria. - Não sei ainda. Te mando uma mensagem quando eu descobrir.
- Certo.
- Nós temos mesmo que ir? - levantei o olhar.
- Sim, ou você não quer sair comigo, Hon?
Eu não queria responder isso, então disse: - Tchau, Justin.
E ele foi embora.
Se fosse há alguns dias, eu provavelmente diria que não. Assim, rapidamente. Mas agora eu tinha que pensar. Era uma grande dúvida, porque mesmo que eu tenha prometido para mim mesma que nunca mais me aproximaria de um garoto, Justin conseguia quebrar todas as regras. E não é só porque ele fora totalmente persistente no assunto, mas porque ele era um garoto realmente legal.

- Veja esse. - Jas levantou o vestido rosa pra mim e rodou com ele em frente ao corpo.
Eu estava sentada no sofá e Jas havia acabado de voltar do shopping. Ela insistira para que fosse com ela, mas de jeito nenhum que eu iria. Talvez antigamente, mas não nos tempos de hoje.
- É fofo. - comentei, mesmo não estando prestando muita atenção.
- Luvas são fofas. Isso aqui é fabuloso.  - ela disse e pegou outro vestido na sacola. - E esse. Esse custou mais que o carro da minha mãe, mas é seda, não há como errar.
- Sim, os dois são fofos.
Ela me olhou espantada: - O que eu disse sobre essa palavra?
Revirei os olhos.
- Vou ficar com o seda. - ela decidiu. Jas se virou, pegou uma sacola e a estendeu para mim.- Pega.
Puxei a sacola. Peguei o vestido que tinha dentro dela, era preto, tomara que caia. Muito bonito.
- O que é isso?
- É o que você vai usar essa noite.
- Sem chance. - eu disse. - Eu já sei o que eu vou usar.
- O quê? Um dos vestidos velhos da sua avó?
- Para com isso. - eu gargalhei. - Eles são bonitos, okay?
- Então tá. - ela sorriu.
- Meu Deus, Jas, isso deve ter custado uma fortuna.
- E daí? Você é minha amiga e amigas servem pra isso.
- Eu não posso aceitar.
- Você só não pode como vai. - ela fez uma pausa e me encarou. - O que você está esperando? Vá lá, fale com o Justin que você vai usar preto esta noite.

Toc Toc.
Quando eu ouvi as batidas na porta, meu coração parou, eu tinha esquecido como se respirava e também estava começando a suar. Tudo assim, ao mesmo tempo. Era estranho o misto de sentimentos que Justin conseguia causar no meu corpo e, mesmo assim, eu não me sentia desconfortável ao lado dele. Pelo contrário, eu sentia que podia conversar sobre tudo com ele. E ser eu mesma, o que é o mais importante. Às vezes não se consegue isso em um relacionamento. Que droga eu estou falando? Eu e Justin nem somos um casal. 
Toc Toc.
Eu tomei uma respiração profunda, pisquei algumas vezes bem rapidamente e fui até a porta. Girei a maçaneta e abri a porta. Justin estava ali, muito bonito como de costume. Agora eu entendia porque as meninas desmaiavam por ele. Ele não era como os outros meninos, ele tinha algo a mais. Eu não sei, acho que eu estava com saudades porque meu coração ficou tão acelerado quando Justin sorriu que eu tive que ser forte para conseguir continuar a respirar. Era como se todas as minhas terminações nervosas estivessem pulsando. Foi naquele momento que eu vi Justin com outros olhos. Eu não vi o garoto que eu não gostava nem um pouco, e sim o garoto que havia me chamado para sair.
- Justin. - sussurrei.
Ele estava em com uma camisa branca por baixo do blazer. Usava uma calça caqui preta e sapatos combinando. Tinha um relógio bastante bonito no pulso esquerdo. Seu cabelo estava perfeitamente arrumado e ele esboçou um sorriso assim que me viu.
- Hon. - Justin me olhou com cautela, seus olhos brilhando. - Você está linda.
E foi naquele momento em que eu me dei conta de que estava em um encontro. Eu quis voltar para dentro, fugir, mas meus pés pareciam que estavam colados no chão. Eu sabia que tinha que ficar ali. Então eu parei de lutar. Parei de lutar contra tudo, contra todos os meus ''princípios''. Eu só queria estar ali, eu gostava de não ter medo. Às vezes o medo te aprisiona numa bolha que você não consegue sair até se dar conta de que está tudo seguro. Seguro. Segura. Era assim que eu me sentia. Eu sorri e fiz o meu cérebro funcionar. 
- Você também. - eu disse por fim.
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Quem aí quer beijo? UHUL. Então preparem seus corações, mocinhas! Eu não tô prometendo nada, ok? Só tô dizendo que, talvez... TALVEZ tenha um beijo em um futuro próximo. Bem, eu estava viajando, então não me culpem. Eu fui no show do Luan Santana, ele canta MUITÃO. E também é bem lindo. Okay, sobre a fic: eu tô amando escrevê-la. Mas e vocês? Estão gostando? Gatas, obrigada pelos comentários, você são divas! 

Polly: Ei, Polly, eu não vou. Aliás, eu nem teria coragem, haha. Você realmente acha isso? uaheuahe. Bem, obrigada, sua linda!
Gaby: Ei, Gaby, eu também achei isso KKKKKKKKKKKKKKKKK, coitada da Morgan ): Sim, sim, eu vou tentar assistir pela internet, e, obrigada pelo conselho, porque eu sou bem chorona mesmo haha.
Paty: Eu não sei, hein, Paty... haha
Jo: Claro, Jo, obrigada pelo comentário.
Nath: Huaheuaheuhea, logo logo você vai descobrir, Nath, é só ter calma. Me desculpa por ter demorado, como eu disse, eu tava viajando, enfim... Obrigada pelo carinho, você é muito fofa!
Vic: Claro, Vic! <3 o:p="">
Anônimo: Me desculpe por isso. ): Eu tive que viajar. Sinto muito, muito mesmo. Eu não abandonaria nem se eu quisesse, haha, e obrigada por comentar.
Geeh: Hey, Geeh, nem te conheço mas já te amo kk. A Hon é mesmo burra, não é? Mas eu acho que no lugar dela, teria feito o mesmo. Sou muito orgulhosa também, lol. Você acha isso mesmo? Meu Deus, isso me deixa hiper feliz. De verdade. KKKKKKKKKKKKKKK. Bem, obrigada por comentar então, agradeço mesmo. Ah, obrigada por esse carinho imenso também e por entender meu motivos, isso é muito importante pra mim. OMG, tá falando sério? Que emoção! Acho que eu nunca pensei nisso. Ganhei meu dia! Sério, obrigada, linda, agradeça a sua amiga também. Vocês são muito fofas, haha. Beijos!


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9 de nov. de 2013

Capítulo Único


                        Aniversário de Namoro



                                                                                                   
- E eu ainda comprei um presente! Um presente para ele!
- Ashley, falou comigo?
Não, Ashley não estava falando com a mãe, ou com alguém. Fala consigo mesmo, tão irritada, tão nervosa. Por dois dias, não conseguira tirar o assunto da cabeça. E em todas as vezes, ou se xingava, ou... terminava chorando, lágrimas que ela arrancava com raiva dos olhos, nada de choro. Nada! Melhor ficar com raiva, de si mesma ou do namorado, daquele safado do Justin.
Se Ashley pensasse mais, em vez de explodir nas emoções, talvez descobrisse que nada era tão terrível ou tão definitivo.
Apenas uma discussão dois dias antes. Motivos? Excesso de confiança em si mesma, e muita pouca confiança no namorado. É que Ashley já havia comprado o presente do Aniversário de Namoro. Já havia planejado um passeio romântico, um extraordinário fim de semana. E Justin ia... viajar!
- Mas isso não vai ficar assim. Não vai, não vai. Eu vou...
- Ashley! Falando sozinha? O que aconteceu, menina?
- Nada, mãe. Nada...
Melhor, tudo. Ashley tivera uma ideia e seus ideias precisavam tomar impulso, virar ação. Pegou depressa o presente, no seu quarto. Papel caprichado, fita vermelha em volta da pequena caixa: uma caneta-relógio digital. Mal disse à mãe que ia sair. E saiu.
Justin morava perto. Já devia ter voltado do serviço: ele ajudava o pai todas as manhãs, mas era hora do almoço. Comprar presente do Aniversário de Namoro, e antecipado! Ashley nem ia ter namorado nesse dia... Novas lágrimas ameaçaram a cair dos seus olhos. Com a mesma mão que segurava o embrulho, limpou a água dos olhos. Chorar, não. Ficar com raiva, muita raiva.
O sobrado elegante onde morava. Bastava tocar a campainha. E nesse momento Ashley se descobriu com menos coragem do que supunha. E se fosse dona Pattie a atender, a mãe dele? Ia dizer o quê? ´´ Chame o canalha do seu filho? ´´? Ou o pai... mal conhecia seu Jeremy, coisa chata. Os segundos corriam, o presente ficando pesado nos seus dedos. Uma questão de honra. Entregava o presente, falava que... o que ia falar? ´´ Toma que é teu´´? Ingrato, me abandona assim, mas eu - EU ! - te comprei um presente e está aqui.
A janela do andar de cima se abriu, de repente. Não dava tempo nem de fugir, nem de se esconder.
- Ashley! O que você está fazendo aqui?
- Eu queria... queria falar com você.
E logo diante dela estava Justin, lindo no short sem camisa, como se o frio não tivesse efeito sobre seu corpo bonito.
- Entra logo. Parece que vai chover.
- Não, eu não quero entrar.
- Bom, então o que você quer?
Coragem?
- Tome. Eu trouxe para... você.
- Para mim? O que é isso?
- Eu já... já havia comprado. - Malditos olhos, que ameaçam fazer o contrário do que a gente pretende, assim coçando, no quase-choro. - É do dia. Do Aniversário de Namoro.
Ele pegou o pacote, cara de quem nem está entendendo, virou-o entre os dedos, olhou fixamente para ela.
- Ash, mas o que está acontecendo? Ainda é segunda-feira. O nosso aniversário de namoro é amanhã! Você pode me dizer...
Vergonha, choro, sensação de ridículo fizeram com que Ashley saísse correndo.
Surpresa, decisão, amor fizeram com que Justin saísse correndo atrás dela. Se alguém visse os dois, não ia entender nada: uma garota de seus dezesseis anos ia na frente, chorando. E um rapaz de short, naquele frio, ia atrás.
Se alcançaram na esquina.
- Me larga! Você vai viajar, você não gosta de mim, você...
- Quer deixar de ser boba e ciumenta, Ash? Ash, olha para mim!
- Não olho! Me solta, me solta!
Justin teve de ser decidido. Segurou nos braços dela, firme. Depois ergueu o rosto, os dois quase abraçados (ou brigando?) no meio da rua. Olhos vermelhos e úmidos de Ashley, castanhos e firmes de Justin.
- Viajar fim de semana não significa abandonar ninguém, Ash. Preciso ir porque meus pais também vão. Só isso. Não tem nenhuma ´´outra´´ nessa história. É só uma visita aos meus tios. Só isso. - ele repetiu. Ashley relaxou um pouco o corpo, mas Justin ainda precisava segurar seu rosto; de tanta vergonha, ela sozinha não teria coragem de encará-lo. - E quem falou que eu também não comprei um presente antecipado?
- Pra mim? - limpou as lágrimas. Justin a soltou.
- Não.. para o papa. No nosso Aniversário de Namoro, eu costumo comprar presente para o papa, sabia? 
- Não goza de mim...
Os dois riram. A chuva, que estava ameaçando cair há horas, começou. Fria, miudinha.
- Você vai ficar resfriado! Saiu assim, sem camisa...
- Pra ir atrás de você, eu saía até na neve.- Justin fez uma pausa.- Pra te dizer, sua tonta.. que eu te amo.
Ninguém que visse os dois iria entender coisa alguma: firo e chuva, e um rapaz de short beijava, esquecido do mundo, uma moça de olhos vermelhos. Um pacote de presente - uma caixinha - caído no chão da calçada, no meio dos dois, papel de dissolvendo debaixo da chuva. 
Mas não mesmo o presente do Aniversário de Namoro?

                                                     *******
Ok, a foto não tem nada a ver com a história e blá blá blá. Como essa semana eu sou a líder, resolvi postar e tals. Me digam o que acharam? Obrigada.
Beijinhos da Vics.xx