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19 de mai. de 2013

Chosen • capítulo 4 • consequências


As tempo se passou rapidamente e as doze horas da tarde, caminhava em direção ao refeitório. Não queria perder o almoço outra vez.

Diferente do dia anterior, como de se esperar, a cantina estava lotada. Lembrei-me passageiramente de algumas cenas de filmes que havia visto com minha mãe há muito tempo, onde nos grandes colegiais, todos os alunos se reuniam após as aulas para o almoço, e sentavam-se em grupos. Era como se estivesse em um destes filmes. Ao lado esquerdo, percebi que era onde a turminha de Justin se concentrava, e ao direito, os colegas de Jason, não perdendo em quantidade. 

Após me servir, recebi um sinal de Jason para que fosse me sentar junto a si, e enquanto caminhava em sua direção, senti a mesma mão gelada de mais cedo tocar meu ombro.

- Senta com a gente, Spencer. 

Justin levantou-se com a desculpa de que iria pegar uma sobremesa, mas agora sabia que tinha outras intenções. Percebi pelo sorriso cafajeste plantado em seus lábios.

Sem lhe dar resposta, encarei Jason, que já levantava-se e vinha em nossa direção, mas antes que chegasse, fiz um sinal discreto com as mãos para que ele parasse. Sorri confirmativa para Justin, que lançou-me outro sorriso vitorioso de volta. Enquanto caminhávamos em direção de sua mesa, pisquei discretamente para Jason, que logo sacou tudo.

- Sabia que escolheria os vencedores - disse-me, ao sentarmos - você pode ser raivosa, mas não é burra.

- Você sabe... É difícil resistir aos seus encantos. - pisquei meus dois olhos, tentando fazer charme. 

- É impossível, na verdade. - todos na mesa riram com ele, forcei-me também.

- É... - disse após um tempo, enquanto mexia em meu prato com o garfo - e sabe como você ficaria ainda mais irresistível?

Antes que ele pudesse assimilar algo, lancei meu prato de macarronada em direção ao seu rosto, acertando-o em cheio. Oh, depois teria que agradecer Harriette, a cozinheira, pelo menu escolhido para hoje.

Por alguns longos segundos, todo o refeitório se calou, mas então, ouviu-se uma voz desconhecida quebrar o silêncio.

- GUERRA DE COMIDA!

Então o caos instalou-se. Chuva de macarrão, molho e almôndegas pelo refeitório. Até mesmo os mais tímidos se renderam à "brincadeira". Virei-me em direção a Justin e percebi que ainda estava em estado de choque.

- Uma delicia. - disse enquanto escorregava o indicador em seu rosto, depois lambendo o molho na ponta de meu dedo. 

E sem nem mesmo ter tempo de reagir, fui empurrada contra a parede.

Seus olhos estavam em chamas, seus dentes, cerrados. Virou-se lentamente para direita e pegou o que coube em sua mão de macarrão. Com a livre, ele desceu um pouco o decote de minha blusa, e sem mais delongas, despejou tudo dentro, só então soltando a blusa. Seu quadril prensava meu corpo contra a parede, me deixando sem saídas. Mas mesmo que estivesse livre, apenas continuaria ali parada, pois estava completamente em choque.

Quando finalmente abri minha boca para dizer algo, outra voz fez-se, calando todos no local.

- JÁ CHEGA!

Era Susan. Todos pararam de jogar comida, mas ainda uma grande almôndega acertou bem no meio da sua testa, deixando-a ainda mais irritada. Tentei conter o riso, mas foi quase impossível.

- QUEM COMEÇOU ISSO?

Então todos os olhares se voltaram para Justin e eu.

- Os dois, para minha sala; JÁ!

E novamente, me senti como em um filme. Um caminho de pessoas foi aberto, e todas as atenções eram voltadas para nós, fazendo-me sentir exposta e humilhada enquanto andava a caminho da direção.

• • •

Dois dias por semana, 14 quartos, três semanas. Esse fora nosso castigo, além de ter que limpar todo o refeitório e o quartinho. Perderia várias horas de meu mês, dois dias semanalmente, com o ser que eu mais abominava no momento; além de Susan, é claro.

Meus pensamentos giravam em torno disso, enquanto esfregava pela milésima vez uma mancha de molho vermelho no assoalho que teimava em permanecer intacta. Era a última que me faltava. As duas últimas horas haviam sido longos, mas ao menos Justin permaneceu calado. Claro, tive que apostar que lhe beijaria se conseguisse ficar na sua enquanto terminávamos a limpeza, mas também é claro que não o faria. Ao menos cumpriu sua parte.

- Finalmente. - sussurrei para mim mesma, após finalmente remover a bendita mancha.

Joguei a esponja suja com força no balde, deixando respingar algumas gotas d'água no chão do refeitório, que agora brilhava.

- Ainda tem mais - Justin disse, exausto, sentando-se em cima de uma das mesas do refeitório - Mas valerá a pena. - sua feição de menino cansado mudou-se rapidamente para a de um garoto tarado.

Lancei-lhe um olhar repreendedor e tentei avisa-lo com calma.

- Não se esqueça do nosso trato.

Sua feição se fechou, abriu a boca por alguns segundos, mas permaneceu calado. Sorri aprovativamente.

Segurando a alça de um balde que levava todo o material de limpeza, segui até a vértice do refeitório, encontrando uma discreta porta terrestre bem ao canto. Justin me acompanhou.

Nos abaixamos, ficando lado a lado em torno da porta. Empurrei-a delicadamente, e a escada surgiu novamente, encontrando o chão. Um cheiro de perfume feminino abusivo e muito doce tomou nossos ofatos, e Justin o inspirou profundamente, com um sorriso malicioso brotando em seus lábios. Revirei os olhos para ele.

Descemos as escadas e então estávamos naquele quartinho sujo, que daqui não parecia ser tão pequeno. Pude o enxergar perfeitamente, apesar da má iluminação. Uma única lâmpada estática sobre o teto, além da fresta de luz que escapava por porta. Haviam vários móveis antigos; uma cômoda meio quebrada sem nada em cima, um velho guarda-roupa escuro e uma cama, que apesar velha deveria aguentar muita coisa nas mãos de Justin. Além disso, havia uma estante bem esculpida e cheia de livros ao alto.

- Travou?

Justin, pela primeira vez, soou brincalhão aos meus ouvidos. Ele me olhava com um sorriso divertido nos lábios, algo também inédito para mim. Tentei sorrir de volta para ele, então peguei as coisas e comecei o trabalho.

O tempo se passou sem que trocássemos uma palavra. Eu de um lado e ele do outro, e até que funcionou bem, pois em trinta minutos havíamos completado uma boa parte. De vez em quando nossos olhares se cruzavam e Justin sorria sem mostrar os dentes para mim. O retribuía igualmente, estranhado muito a situação. Não é que ele conseguia ser suportável quando tentava?!

Estava na pontas dos meus pés tentando alcançar uma mancha bem ao alto da parede, mas era impossível para a minha altura. Justin, ao perceber meu esforço, se aproximou, ficando há poucos centímetros de minhas costas.

- Deixa que eu te ajudo.

Suas mãos firmes seguraram minha cintura, e então me levantaram de uma só vez. Limpei o mais rápido que pude, me preocupando de estar muito pesada para Justin, mas ele parecia fazer o esforço de alguém que levanta um cachorrinho. Ao me colocar no chão, ele permaneceu parado atrás de mim, ainda mais próximo. Senti sua respiração quente bater em meu pescoço, e tentei não perder os sentidos. Sussurrei-lhe um obrigada e tentei sair, antes que ele tentasse algo, mas suas mãos permaneceram firmes em minha cintura, e me puxaram, virando-me para si. Sua testa tocou a minha e já podia sentir seu hálito fresco contra meus lábios. Seus dedos começaram uma caricia circular por cima do pano de minha camisa, e acabei rendendo-me aos meus pensamentos. Havia prometido-lhe o beijo, se o desse agora, não seria tão errado quanto parece. Apenas estaria cumprindo uma promessa. Fechei meus olhos forçadamente, esperando que viesse e passasse o mais rápido o possível, e principalmente, que não significasse nada. Mas antes de qualquer coisa, algo caiu sobre nós.

- Mas o que? - Justin agachou-se pegando o objeto, e o mostrou para mim, era um livro. - Como?

Você não pode fazer isso! Saia de perto dele.

- O que? Quem disse isso?

Justin me fitou confuso, com sua sobrancelha esquerda arqueada.

- Quem disse o quê?

Não troquem mais palavras, vá embora já!

Era uma voz feminina, disso tinha certeza. Tenebrosa, mas de não tanta idade, e capaz de arrepiar todo o meu corpo com uma curta frase.

Outro livro caíra da estante.

- Mas o que há com estes livros?

Não conseguia me concentrar mais em nada. Apenas uma visão borrada de Justin pegando inúmeros livros que caiam da prateleira, que não se mexera nada, passava por minha visão periódica. Minha cabeça girava sem parar, e senti que iria desmaiar. Mas não queria desmaiar ali. Justin falava algo, mas o interrompi, chamando-o para sair dali em um tom desesperado, que o assustou um pouco.

- Por que? Não terminamos tudo o que tínhamos para fazer. - ele se aproximou de mim, postando a mão em minha cintura novamente. Me afastei imediatamente. - Vamos lá Spencer, não seja difícil. 

Ele suspirou frustrado e então percebi tudo. O real motivo de toda a simpatia e delicadeza. Fingindo de bom moço para me ter. E ele quase conseguiu.

Desta vez, toda a estante caiu, muito próxima aos meus pés, então decidi que não ficaria mais nem um segundo ali. Segurei a mão de Justin e puxei-o até a escada. Apesar de toda a raiva que sentia dele no momento, não deixaria "seja lá o que fosse" fazer seja lá o que com ele.

- Mas você...

- Já chega! - gritei cortando-o. - Vamos dar o fora daqui agora, não importa o que eu disse. 

- Tudo bem então.

Ele permaneceu calado até chegarmos ao corredor de nossos quartos.

- Nem um beijinho? - Justin pôs seu pé impedindo que eu fechasse a porta de meu quarto.

- Não! Boa noite, Justin. - empurrei seu corpo para fora do quarto e tranquei a porta, só então permitindo-me desabar em cima de minha cama.

- Estou ficando maluca, por Deus!

Continua.

Oi. Demorei de novo, e foi por conta do mesmo motivo da vez passada. Não vou mais avisar nada, simplesmente não vou postar enquanto não tiver os comentários pedidos. Não deveria ter postado hoje porque ainda não tem o número que eu pedi, mas eu sou muito legal então rs obrigada a vocês que comentam sempre, são muito importantes para mim <3 font="" nbsp="">
Agora sim as coisas vão começar a esquentar na fic! Espero que estejam gostando.

Então vamos lá, 40 comentários?

Curtam a página do blog no face e me mandem perguntas pelo ask!

Gio Xx

5 de mai. de 2013

Chosen • capítulo 3 • who's the boss?


O que deveria ser um cochilo de trinta minutos se transformou em uma hibernação de três horas. Tentei reprimir a fome e voltar a dormir, mas sentia como se houvesse um tigre esfomeado dentro de mim, que grunhia por comida. Realmente, não ingeria nada desde que havia saído de casa para vir para cá. Observei meu rosto no espelho que ficava ao lado da cama; estava pálida e fraca. 

Não precisei observar meu reflexo novamente para decidir que iria até o refeitório. Talvez a cantina estivesse aberta, ou alguma máquina de porcarias ativa. Apenas o breve pensamento fez minha barriga embrulhar, então pulei fora da cama instantaneamente.

Não muito tempo depois, me encontrava abrindo lentamente as portas do grande refeitório do Reformatório. E como já suspeitava, a cantina estava fechada e não havia uma santa alma no por lá. Após correr melhor meus olhos pelo local, avistei uma antiga máquina com algumas guloseimas e salgadinhos no outro canto do refeitório. Viva!

Acabara de tirar meu pacote de Ruffles sabor churrasco (o meu favorito) da máquina quando ouvi um barulho estranho, mais precisamente, um... Gemido. Olhei para os lados, mas não havia ninguém. Achei que fossem coisas da minha cabeça, e continuei meu rumo, atravessando o refeitório pelo meio, em direção à porta. 

Já estava do lado de fora quando escutei outro gemido ainda mais alto. Agora tinha certeza que não eram coisas da minha cabeça. E estava doida para dar o flagra em seja lá quem fosse. 

Segui o som, que me levou à  uma portinha no chão, perto da máquina onde havia pegado meu lanche. Agachei-me ficando ao lado da passagem e a empurrei devagar, tentando não fazer barulho. Em vão. Ao ser aberta, uma grande escada surgiu, indo da abertura até o chão, e o barulho foi inevitável. 

Ao ouvir o barulho, os dois que estavam nesta espécie de quarto saíram de baixo da fresta de luz que os iluminava e se cobriram com um lençol.

- Quem é? - a menina perguntou ainda escondida. Eles não podiam me ver, pois a claridade era muita, embaçando minha imagem, mas eu os podia ver perfeitamente. Sai antes que fossem atrás de mim, até mesmo esqueci-me do salgadinho. Minha barriga me martirizaria por isso mais tarde.

Em poucos minutos alcançara o quarto. Tranquei a porta e sentei-me na minha cama; estava sem fôlego da correria até o quarto e de tanto rir, mas rapidamente meu som cessou ao ver a imagem de um Jason um pouco molhado sair do banheiro apenas com uma toalha branca enrolada em sua cintura. Podia ver algumas gotas d'água escorrer por sua barriga, e entrarem por dentro de sua toalha, e por um momento, quis ser uma delas. Balancei a cabeça com o pensamento e desviei o olhar, sentindo minhas bochechas corarem.

- Posso saber o motivo de tanta risada? - ele disse bem humorado, procurando alguma roupa no armário.

- Acabei de pegar uns idiotas transando em um quartinho dentro do refeitório. - ri novamente ao relembrar da cena.

- Terceira vez na semana... O Justin está bem. - ele disse sem dar importância, e me espantando. 

- Como você sabe que era ele?

- Todos sabem. Esse é "o quartinho" dele. É pra lá que ele leva todas suas garotas, não importa que hora, que dia, quantas vezes na semana.

- E as garotas vão mesmo assim? Minha nossa! E a Susan o deixa usar aquele espaço para isso?

- Ela não sabe. Este quarto deveria estar completamente desabitado e lacrado, como estava. Mas Justin conseguiu de alguma forma destrancá-lo. Muitos dizem que o quarto é assombrado, mas isso é outra história, que apenas os muito supersticiosos acreditam. - Jason deu de ombros, logo após colocar sua blusa branca de gola "V".

- Nossa... - disse sem saber exatamente pelo o que acabara de ouvir, o pela simples cena de uma pessoa absurdamente gostosa se trocando em minha frente - Cada vez que conversamos, tenho ainda mais certeza do ninfomaníaco pilantra que Justin é. 

- Exatamente, e por isso queria pedir para você, sei lá, tentar se manter longe dele. Ele não presta Spencer, não cai nas suas armações, por favor.

- Você acha que eu sou fácil? Tem tanta certeza que ele vai me ganhar assim? - levantei minha sobrancelha direita o fitando meio revoltada.

- Não, não é isso... Quero dizer que ele pode te forçar a fazer coisas que não queira, entende? Ele é capaz de tudo para manter sua "reputação".

- Mas agora os tempos são outros Jay - me dei a liberdade de lhe dar esse apelido. - as mulheres têm suas próprias escolhas, suas próprias opiniões, fazem o que quiser, não precisam de homens para mandar nelas, e como uma feminista que se preze, vou mostrar a todos que ninguém manda em mim, e principalmente, mostrar que eu mando.

Meu olhar era de superioridade, meu queixo eriçado e peito estufado faziam lembrar os heróis de antigamente, guerreiros fortes que discursavam à favor da liberdade. Jason apenas contia o riso e me olhava com um sorriso engraçado, mas sua ironia não fez sentir-me boba; eu colocava fé em cada palavra que dizia.

• • •

Tudo nesta manhã parecia melhor. O céu mais claro, o sol mais intenso, até mesmo meu rosto estava menos inchado e coberto de olheiras. Lancei um breve sorriso para meu reflexo no espelho, testando como aquela movimentação dos lábios ficava em mim. Era... Estranho. Nunca sorria, não de verdade, apenas risadas irônicas e deboches, nada mais. Porém naquela manhã, queria sorrir. Talvez por conta clima, pela oportunidade de recomeçar, as novas amizades, ou talvez, porque esta noite, pela primeira vez em muitos anos, não tive o sonho. A opção mais provável seria a última, certamente. Desde a morte de minha mãe, toda a noite tinha o mesmo sonho repetida vezes. Geralmente eles não eram exatamente iguais, mas tinham sempre o mesmo foco. A mesma garotinha, o mesmo quarto. Livrei minha cabeça de tais pensamentos, tentando não estragar meu pouco bom humor que dera caras. Testei meu sorriso novamente, então sai do banheiro, encontrando com Jason já vestido, sentado na ponta de sua cama.

- Vamos? - ele disse após me observar por intero alguns segundos. Lancei-lhe meu mais novo e treinado sorriso, que foi retribuído com outro com certeza milhões de vezes melhor e mais natural do que o meu. Teria que treinar mais se quisesse competir com ele.


O caminho até as salas foi breve, e Jason mantivemos uma conversa leve e descontraída. Até os segundos de silêncio não eram constrangedores entre nós. Descobrimos que teríamos as mesmas aulas hoje, então passaríamos a manhã juntos. Direcionamos-nos à sala indicada e tomamos nossos acentos. 

Jason estava sentado em cima de minha carteira conversando com alguém ao seu lado, quando senti uma mão gelada tocar meu pescoço por trás.

- Dona estressadinha por aqui?! 

Não precisei de mais nada para saber de quem se tratava. Após o reconhecimento de sua pessoa, sua mão que antes não provocava nada, agora parecia ter perdido alguns graus, e lançar choques por todo meu corpo, arrepiando-me por completo.

- E ela esta acompanhada, do idiota. - Jason percebeu sua presença e virou-se em nossa direção, fuzilando Justin com o olhar. Antes que começassem uma briga, tirei sua mão de meu pescoço e tentei manter a conversa apenas entre nós dois.

- Se manda daqui, agora. - disse-lhe, ainda calma.

- Ou o quê? Vai me dar outra joelhada? Fique sabendo que ainda não me recuperei totalmente da primeira, meus testículos ainda doem.

- Tenho certeza de que não fui eu que causei isso. - soei o mais irônica possível, que fez seu sorriso superior desaparecer. Ele me encarou com suas sobrancelhas franzidas, como se tentasse entender algo.

- O que? Você... Era você ontem! - apenas confirmei com a cabeça - Aposto que queria estar no lugar dela, não queria?!

- Nem em um milhão de anos! Nunca me rebaixaria a este nível e nem nunca estarei tão carente ao ponto de ficar com você. 

Um coro de risadinhas se formou atrás de Justin e começaram a falar coisas tipo "vai deixar Justin?" ou "perdeu a manha garotão", o que o fez ficar furioso.

- Só esta falando isso porque estamos em público, tenho certeza que se fôssemos apenas nós dois você nunca recusaria. - sua voz agora era um sussurro provocante. 

Justin aproximou-se aos poucos, e quando estava perto o suficiente, descansou sua mão em cima de minha coxa coberta por a calça. Levantei-me prontamente da cadeira, ficando a sua frente, quebrando o contato físico. Estávamos cara a cara e eu o fitava com o olhar em chamas.

- É o que veremos. Não sou que igual à essas vadias que você pega na hora que quiser. Você deveria querer distância de mim, na verdade. Serei seu pesadelo. - seu olhar irônico e ao mesmo tempo malicioso tentava quebrar minha postura, mas não me deixava intimidar. Ouviram-se vaias novamente.

-Vamos ver quem é que manda, Spencer Hammings. 

Então ele se afastou.

Voltei ao meu lugar, respirando forte por conta de toda a raiva reprimida dentro de mim no momento. Poderia ter matado todos os idiotas que cercavam minha mesa e tentavam arrancar informações da "caloura corajosa que enfrentará Justin Bieber", mas apenas espantei-os, com exceção de Jason. Ele continuava sentado sobre o braço da mesa, e me observavas com um sorriso de satisfação.

- Garota com atitude. Gosto disso.

Então, com suas duas simples frases, por um curto período o mal-treinado sorriso de mais cedo voltou a se formar em meu rosto.

• • • 

Iai? Sei que demorei, mas a culpa é toda de vocês. Só porque eu não pedi comentários no capítulo anterior, não quer dizer que eu não queira nenhum. Não entendo como em um capítulo eu tenho 74 comentários, e no outro, 31! É sempre assim. Você gasta tempo, se dedica, e as pessoas só dão valor no primeiro capítulo e depois param, por pura preguiça. O que custa mandar algumas palavrinhas de incentivo? É só isso o que eu quero. E me desculpem vocês, que comentam sempre, apenas ignorem isso ok?! Aprecio o carinho de vocês. Só estou podendo entrar no pc nos finais de semana, então se quando eu entrar ainda não tiver comentários suficientes, vocês só terão o capítulo novo uma semana depois.

Desculpe se fui chata agora, é que realmente fiquei triste, mas vamos esquecer isso! O que acharam do novo capítulo? Meio clichê, eu sei, mas com o tempo vocês se acostumam. Perguntas na ask

50 comentários?

Gio Xx

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21 de abr. de 2013

Chosen • capitulo 2 • adaptando


As batidas continuas na porta de meu quarto não me permitiam ignorar o ser furioso que mais cedo me derrubara, e um pouco depois me acordara de um bom sono. Após 5 minutos ininterruptos de batidas frenéticas, fui forçada a deixá-lo entrar. Tinha que admitir sua tenacidade.

Seu vulto veloz não me deixou assimilar direito a situação, e de repente já o via postado ao lado de minha cama, com uma expressão fechada. Podia perceber linhas de expressões raivosas formadas em sua testa, e seu olhar antes tão encantador, tomado por chamas. Ele estava realmente irritado.

- O que você quer? - falei tentando não olhar diretamente em seus olhos.

- Quero que me escute. Olha garota, não sei quem você pensa que é para nos interromper daquela maneira, mas da próxima vez...

- Eu sou Spencer Hammings, e realmente não me importo com o que pode me acontecer se interromper suas preliminares novamente, tudo o que quero no momento é paz. Pode por favor, sair do meu quarto? - apontei com o indicador em direção à porta com firmeza, mas ele não moveu um músculo. O observei inspirar profundamente, provavelmente travando uma batalha interna para não me atacar neste exato momento. Quase soltei uma risada nasalada.

- E eu sou Justin Drew Bieber, e não irei sair do seu quarto até deixar algumas coisas bem claras. Primeiro: eu mando aqui. Você não pode se meter comigo nem com meus amigos, a não ser que queira se dar mal. Como você é novata, vou aliviar sua barra, mas só dessa vez. Segundo: Bem, você até que é bem gostosa quando fica calada desse jeito, talvez você possa se juntar oficialmente a nós em alguns anos. Estamos na porta ao lado. 

O tal Bieber piscou para mim antes de virar-se e dirigir-se à porta. Sem ter tempo para pensar duas vezes, segui-o sentindo uma lâmpada acender em minha mente. Levei minhas mãos aos seus ombros e trouxe meus lábios até bem perto de seu ouvido esquerdo, ficando na ponta dos pés.

- Eu quero me juntar à vocês. - ditei todas silabas quase em um sussurro, roçando meus lábios em sua orelha a cada palavra.

Ele virou-se em minha direção, com o sorriso mais maldoso estampado em seus lábios rosados. Sua mão segurou minha cintura e aos poucos desceu até meus glúteos, e antes que pudesse apertá-los, soltei uma alta gargalhada e levei meu joelho direito em direção de suas partes baixas.

- Você não manda em merda nenhuma, agora saia do meu quarto, já!

O empurrei com a ponta dos dedos até o corredor, e com um leve empurrão nas costas, ele foi ao chão. Direcionei-lhe um ultimo olhar antes bater a porta.

- Acho que é você que não deve se meter comigo, gatinho.


• • •

Aproximadamente 3 minutos depois do "incidente", os gemidos e sons de dor finalmente cessaram, então soube que Justin finalmente havia ido embora. Tentei manter minha cabeça ocupada indo desfazer minhas malas, mas seu nome e seu rosto não me saiam da cabeça. Uma mistura de sentimentos corria dentro de mim, mas não conseguia diferenciá-los. Com certeza havia ódio ali, raiva e nojo também, mas ainda um pouco de atração física, quem sabe um pouco de desejo. Tentei não buscá-los afundo, e finalmente cheguei a conclusão que definitivamente não deveria falar mais com ele. Não deveria dar corda para suas brincadeiras, esquecer da sua existência, isso seria melhor para ambos.

Fui tirada de meus devaneios quando ouvi a porta de meu quarto sendo aberta bruscamente, sem nenhum aviso prévio. Lá estava Susan postada em meu quarto com um garoto de mais ou menos a minha idade ao seu lado.

- Apenas vim deixá-lo aqui. Spencer, esse é Jason Sanders, será seu novo companheiro de quarto. Nada de confusões, ficarem acordados até altas horas, e muito menos intimidades; romances são proibidos por aqui. - ela lançou um último olhar severo para cada um de nós e atravessou a porta - Comportem-se.

O barulho estrondoso da porta fechando-se pairou por alguns segundos sobre o silêncio funerário que se instalou após a saída de Susan. Jason me encarava sem restrições sem pronunciar uma palavra, e eu fazia o mesmo.

Jason Sanders era provavelmente um ou dois anos mais velho que eu, possuía cabelos pretos bem escuros, uma pele extremamente branca e olhos azuis radiantes. Seus globos oculares cristalinos completamente se destacavam em meio toda sua palidez, tomando toda atenção para si. Perdi alguns longos segundos os fitando intensamente, depois então descendo por suas covinhas, e subir novamente aos seus cabelos. Tinha-os bem aparados em um belo penteado, com alguns de seus fios extremamente escuros escorrendo pela testa. Todas as tonalidades de seu corpo eram extremas. Do branco em sua pele aos tons azuis de seus olhos, que o fazia parecer um daqueles príncipes encantados da Disney, que certamente não deviam estar em um reformatório penitenciário. Era o que pensava quando fui tirada de meus devaneios quando finalmente sua voz meio rouca quebrou o silêncio.

- Você é nova por aqui?

- Sou

- Ah, por isso nunca te vi por aqui - disse dando de ombros.

- Você também não é calouro?

- Não, morava no quarto ao lado, mas Susan me mudou após alguns, digamos, desentendimentos com meu "colega de quarto" -  ele frisou as últimas palavras com os dedos, e revirou seus olhos azuis brilhantes.

- O tal Justin? - chutei quase certa da resposta.

- Ele mesmo - Jason confirmou - Se puder evitar falar nele, eu agradeço.

- O mesmo por mim. 

Rimos um pouco e olhei para o chão, sentindo-me subitamente tímida com seu belo sorriso em minha direção.

- Vocês não se dão bem? - perguntei curiosa.

- Ódio é apenas apelido para o nosso sentimento mutuo. Nossa rixa vem de anos, desde antes desse lugar, é uma longa história.

- Ótimo saber que não sou a única que não quer fazer parte do "seu grupo". Ele é apenas um ninfomaníaco que acha que pode mandar em tudo.

- Incrível como em tão pouco tempo você já pode descrevê-lo tão perfeitamente!

Rimo-nos novamente e ficamos um tempo conversando sobre o quanto odiávamos o Justin. Ele pôs suas malas em cima da cama, e sentou na ponta da minha. Após um tempo, não falávamos mais sobre o Justin; havia se tornado algo mais pessoal, o que me incomodava um pouco.

- Como você veio parar aqui? Quer dizer... Você me parece uma garota boa garota, não daquelas que se metem em encrenca. - ri leve do jeito que ele se enrolou tentando explicar a primeira frase.

- As aparências enganam. Não ligo para as regras, na verdade, prefiro aproveitar minha vida, como se nada importasse, então acabei vindo para cá. Acumulo de avisos e punições. - dei de ombros, tentando parecer despreocupada. 

Preferi ocultar o que me levou a ser assim, antes de tudo isso, toda a minha verdadeira história de vida. É algo que prefiro e sempre preferi guardar para mim, e que não pretendo compartilhar com ninguém. Sempre é difícil relembrar de tudo, faz sentir-me fraca e vulnerável, sentimentos que sempre abominei. A última coisa que quero aqui é que sintam pena de mim. 

- É, eu sei bem como é isso. Mas passa rápido, você vai ver. - ele levou sua mão até a minha que estava descansada sobre a cama, e afagou-a brevemente. Percebi que confortar alguém não era seu forte, mas ele conseguiu me arrancar um sorriso sincero com a demonstração de afeto.

- E você, como veio parar aqui?

- Eu traficava drogas e eles me pegaram. - ele disse, simplesmente.

- Certo... E você ainda consegue usar aqui? 

Apesar de ser uma das poucas coisas que nunca havia tentado, e que realmente não sentia muita vontade, fiquei um pouco tentada. Quem sabe alguns entorpecentes me ajudariam a superar isso tudo com maior facilidade...

- O que? Eu não uso drogas! Apenas vendo; nunca cairia nessa armadilha.

- Sínico você, eihn?! 

Rimos com mais sinceridade do que nas outras vezes, e me agradeci por não ter pronunciado meu pensamento em voz alta; com certeza estaria vermelha agora. Jason começou a me contar sobre suas estratégias de vendas ilegais, e sobre como, mesmo que preso aqui, ainda conseguia comandar sua gangue e traficar para o Canadá com facilidade. E assim foram-se horas e horas, conversando como se fossemos velhos amigos...

• • •

- Spencer?

Uma voz rouca e já conhecida me acordou, enquanto dedos delicados deslisavam por minha face, despertando-me de uma maneira extremamente cuidadosa. Era algo mais para o lado carinhoso, não a delicadeza de alguém que acha que está prestes à ativar uma bomba nuclear. Abri um sorriso sincero e automático ao abrir meus olhos sonolentos e deparar com a imagem de Jason sentado ao meu lado, com seu rosto inclinado em minha direção. Sentei-me preguiçosamente, voltando a mesma posição de ontem a noite. Por um momento achei havíamos dormido na mesma cama, mas ao observar o quarto percebi que sua cama estava com os lençóis revirados. Senti uma estranha sensação de alívio, também por saber que ele não era do tipo aproveitador, como acho que Justin provavelmente seria. Balancei minha cabeça tentando afastar o pensamento dele ainda tão cedo da manhã, voltando minha atenção à Jason, ainda sorridente ao meu lado.

- Bom dia - me esforcei para conseguir devolver-lhe o sorriso radiante, já que não era do meu fetio, muito menos após acordar.

- Vamos nos atrasar, sabia?! - ele disse, quebrando o feitiço após passarmos um tempo nos encarando, então começamos a rir por nada.

- Não me importo - disse descontraidamente, me dirigindo até o armário para escolher algo para vestir. Todas as roupas estavam jogadas sobre os cabides e completamente bagunçadas, mas não ligava, também era assim que as deixava na casa de Lucy. Novamente afastei o pensamento de pessoas indesejáveis balançando a cabeça negativamente. Optei por uma calça de lavagem escura e justa, juntamente com um moletom preto de lã, já que andava bastante frio ultimamente. Não era nada de mais, mas me sentia confortável, e é apenas isso que importava. Caminhei até o banheiro com o necessário para me trocar lá por baixo do braço. - Nada de espiar, ok?!

- Relaxa, não sou tão safado assim. - Jason começou com sua risada gostosa, me levando junto com ele, e então me tranquei no banheiro.

• • •

O resto da minha manhã poderia ser descrita com uma única palavra: tédio.

Após ter que passar pelo escritório de Susan para pegar o material de estudo, Jason me levou até onde seria nossa sala. Era um pequeno prédio de um único andar, localizado entre a sede do reformatório e a floresta. Era possível alcançar-lo em poucos minutos, e por um momento me senti um pouco feliz por poder sair pelo menos uma vez no dia daquele confinamento. Apesar do clima não completamente agradável, era bom poder respirar um pouco de ar fresco, sentir o vento contra o rosto, esvoaçando meus cabelos, me transmitindo um breve sentimento de paz.

A diferença entre as salas e o ar livre eram impactantes. Carteiras velhas com madeiras desgastadas, tinturas da parede desbotadas e descascadas, o quadro negro já bastante usado, que apresentava várias manchas... Além dos outros 43 alunos que ocupavam o pequeno espaço. Não havia espaço nem para uma única cadeira ou pessoa, mas ninguém parecia ligar para isso. Na verdade, ninguém ali ligava para nada. As 4 horas seguidas de aulas foram resumidas em conversas, pedidos de atenção, e muita música, por minha parte. Apenas sentei-me na cadeira mais distante, coloquei o capuz da blusa por baixo do suéter escondendo estrategicamente os fones de ouvido, e fingi prestar atenção, olhando apenas para um ponto fixo da lousa. Deve ser por isso que fora a única cumprimentada pelo velho professor barrigudo de calças largas, que eu não havia decorado sequer o nome. Ele dera a metade das aulas, e após o curto intervalo de 5 minutos na própria sala, outro professor assumia seu lugar. No caso era uma professora, bem bonita, por sinal. Apesar de seu perceptível cabelo louro de salão, possuía um corpo bem conservado, e olhos castanhos bonitos. Estava na casa dos 30 e muitos, mas era tratada por seus alunos masculinos como alguém com idade para receber cantadas. Obviamente, ela as ignorava, com exceção das que vinham de um único aluno, bem previsível. Apesar de todos os olhares, o único que tinha sua atenção era Justin Bieber, com quem flertava na frente de todos. Ele, é claro, dava corda para isso. Esses dois com certeza, já haviam se pegado várias vezes. Fui obrigada a revirar os olhos para os dois pelo menos três vezes em todas as suas duas aulas. 

Apesar de tudo, as aulas não demoraram muito a passar, mas mesmo assim, estava completamente exausta, e ao chegar finalmente no quarto, simplesmente capotei.

Provavelmente se soubesse do resto da tarde e dos outros dias que teria, continuaria ali, deitada para sempre.


• • •

Hey folks! How you doing?

Pulando o bla bla blá, só queria me desculpar pelo atraso da fic. Queria que todos, os que entram muito e pouco no blog vissem, o primeiro capítulo, já que o blog estava meio parado e pans. Tinha planos para postar segunda passada, mas novamente, resolvi editar o capítulo, e acabei o reescrevendo! Podem ter certeza, a espera valeu a pena! Já tinha escrito-o há muito tempo, e minhas habilidades com escritas não eram boas, e estava horrível! Mas agora até que ficou legal, eu acho. Isso vocês que têm que dizer! O que acharam? Vamos lá, digam!

E mais: cara! Vocês! Suas fofas! Queria dar um obrigada e um abraço virtual em todas as fofas que comentaram no capítulo passado! Queria mandar um obrigada especial para umas leitoras que quase me fizeram chorar com os comentários, mas acho que iria ser chato com as outras, porque todas são especiais, então... Com o tempo, vocês saberão que são especiais ok? Ps: Respondi alguns dos comentários do capítulo passado, se quiserem ver é só dar uma olhadinha lá ok?! Tentei responder o máximo possível! 


Então, estou muito feliz com o resultado da fic, que a maioria curtiu e tal, então só queria pedir o apoio e paciência de vocês! Próximo capítulo não irá demorar tanto, prometo! 

Ah, e por favor, não tenham medo de interagir comigo nas redes sociais, principalmente no twitter e ask! Curtam a página do blog no face. (clica)

Gio Xx

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6 de abr. de 2013

Chosen • capítulo 1 • inferno

As ultimas gotas da forte tempestade que passara a pouco escorriam lentamente pelo vidro fumê do carro de minha tia, enquanto eu contemplava a grande estrutura de aparição sombria que aos poucos vinha surgindo em meio à fraca claridade que iluminava o extremo leste de Atlanta.

Fora uma viagem longa. A casa em que morei com minha tia localiza-se entre a fronteira de Atlanta e Roswell, um ótimo exemplo de "meio termo". Por toda àquela parte da cidade, o sol é sempre brilhante e caloroso, com poucas exceções no inverno, quando a temperatura cai alguns poucos graus. Já no local onde me encontro agora, é difícil de identificar um fraco raio solar em meio de tantas nuvens negras que cobrem todo o céu. Tento me manter aquecida, afundando minhas mãos nos largos bolsos de meu casaco de couro falso, dado por minha mãe há alguns anos atrás. Apesar de velho, é aconchegante e sua coloração branca permanece indesbotável, tão clara como no dia em que o ganhei, em um natal bem frio. O tempo parece o mesmo. Apesar de estarmos em Fevereiro, ainda posso sentir a temperatura agonizante retesar os músculos de meu corpo, a massa de ar congelante e a chuva que nunca da trégua. A única diferença é que dessa vez ela não está aqui. E nunca mais estará. 

Tento afastar o pensamento aumentando ao máximo o som de meu iPod, que até agora não havia percebido que estava ligado. Estive absorta em pensamentos em todos os 80 minutos de viagem, até agora. Não há nada como um bom rock clássico para clarear minha mente. Assim que me vejo capaz de absorver algum som, a doce voz de John Lennon sussurra lindamente em meus ouvidos: "Let it be". Repito a frase várias vezes em minha mente, adotando-a como meu novo mantra. 

Assim que os últimos acordes da música soam, sinto uma freada inesperada. Mas é apenas o delicado jeito de ser da minha querida tia Lucy.

- Chegamos.

Sua voz soa mais fria do que o normal, fazendo uma comum pontada de ódio me atormentar já tão cedo da manhã. 

Perco alguns segundos tomando coragem para sair do carro. Sei que assim que deixá-lo, nunca mais poderei retornar. Não serei mais a mesma quando regressar. Não sei se irei regressar. Um mar de incertezas me faz permanecer mais alguns minutos grudada ao banco de couro do carro, temendo algo pela primeira vez na vida.

Lucy abre a porta ao meu lado bruscamente, enfiando seu rosto pela abertura para que eu possa ver por seu olhar, o quão irritada está.

- Dirigi o dia inteiro para chegar aqui. Não faça o processo ainda mais longo. Vamos!

Apenas revirei meus olhos, e postei-mr bruscamente sobre a calçada de cimento ao lado do carro. O contato direto com a brisa fria me deixou imóvel por alguns segundos, junto com a visão da enorme construção à minha frente. Ela era de dar medo. Um pequeno prédio de três andares dividido em dois blocos. De um lado podia se ver uma enorme floresta que ocupava o resto do espaço, e se estendia até o final da cidade, na fronteira com Decatur. Já do outro, o direito, um vasto campo desmatado e arado ocupava o resto dos hectares. Ao meio, um grande caminho feito de pedras de tonalidades escuras diferentes seguia até a porta principal do prédio, onde em uma placa principal, erguida bem ao centro, lia-se: "Reformatório De Atlanta".

É, pensei, estou aqui. Olhe aonde vim parar.

O barulho estrondoso de Lucy jogando minhas malas sem nenhum cuidado no chão me fez voltar de meus devaneios. Minha espinha se contorceu involuntariamente com o choque, me fazendo pensar nos materiais quebráveis que trazia dentro dela.

- Miss Delicadeza, mais cuidado. - agarrei a alça da mala e joguei-a sobre meu ombro, saindo, não sem antes soltar mais uma provocação - Obrigada.

Em minha mente pude ver sua cara raivosa se formando, e isso me fez soltar uma leve risada, algo que tem sido bem raro ultimamente. 

Segui por todo o caminho de pedras com passos firmes, tentando me desvencilhar de meus fios de cabelo extremamente negros, que eram lançados constantemente em meu rosto por conta do vento forte. Essa pequena distração não me possibilitou prestar muita atenção na parte externa, mas tinha certeza que teria muito tempo para isso mais tarde.

O pátio estava vazio quando o adentrei. Mas não por muito tempo.

Uma avalanche de pessoas, quase assim que pus meus pés dentro do ambiente, surgiu por uma escada que vinha do primeiro andar, e tomou conta do local. Adolescentes de todos os tipos e idades circulavam livremente, alguns em bandos, outros completamente sozinhos, vestidos desde roupas coloridas até o mais escuro dos pretos. Qualquer adolescente de 17 anos normal estaria com medo agora, querendo correr para sua mãe ou algo do tipo; mas eu não tinha nenhum dos dois. Desde que minha mãe morreu, minha vida inteira convivi com pessoas destes tipos. Dos mais perigosos e estranhos tipos de pessoas, as mais metidas garotas da cidade. 

Consegui abrir um caminho entre as pessoas com ajuda de minha mala, e então finalmente cheguei ao cômodo ao lado. Fomos recepcionadas pela exageradamente simpática assistente da bruxa que dirigia este local.

- Sigam-me, por favor. - a loura nos lançou um sorriso forçado com seus lábios cheios de gloss rosa pink e nos conduziu até a sala da diretora do reformatório; um lugar que já conhecia muito bem.

- Entrem, entrem.

E lá estava ela, Susan Rivers, com seu mesmo par de terno cinza com uma calça, o mesmo cabelo avermelhado preso em seu clássico coque alto, sentado em sua mesma cadeira de couro marrom. Aposto que sua bunda deve ser achatada, julgando pela quantidade de tempo que passa sentada neste local, mandando e condenando pessoas. Eu sou apenas mais uma de suas vítimas.

Ela faz um sinal com a mão para eu e minha tia sentar-mo-nos nas duas cadeiras dispostas em frente a sua mesa. Tento me acomodar na cadeira à esquerda, mas o metal gelado me transmite um forte choque térmico. Sento por cima de minhas mãos, diminuindo o contato da pele mais sensível de minha coxa exposta, além de manter minhas mãos aquecidas.

- Spencer Hammings, que prazer rever-la - um sorriso irônico e maldoso se formou rapidamente em seus lábios.

Pena que não posso dizer o mesmo.

- Pena que não posso dizer o mesmo. - repeti exatamente o que passou por minha mente, e percebo que cravei minhas unhas por baixo da perna na cadeira, arranhando repetidamente o metal, tentando apaziguar minha raiva crescente.

- Como sempre, um doce - ela não deixa de utilizar a ironia como estratégia de combate - Acomodem-se, pelo visto teremos uma longa conversa.

Não consegui evitar um revirar de olhos, então joguei minhas costas contra a cadeira, afundando-me nela. Susan virou-se em sua cadeira giratória ficando a altura de um grande armário com várias gavetas, então abriu a segunda e após alguns segundos deslizando seu dedo indicador pelas pontas dos arquivos, ela puxou uma grande pasta cheia de papeis com o nome "Spencer Hammings" destacado. 

O barulho estrondoso da minha fixa chocando-se com a mesa velha de madeira me fez comprimir involuntariamente o corpo. E lá estava ela. Maior do que nunca, e um pouco desgastada devido ao uso. Faziam dois anos que ela era utilizada, dois anos que me meto em problemas. Lembro-me claramente da primeira vez. Era o aniversário de morte de minha mãe, exatamente 4 anos depois. Sai sem rumo pelas ruas da cidade, sozinha, após largar minha fase patricinha. Então me deparei com um grupo de jovens sentados sobre seus skates, com várias garrafas de bebidas vazias jogadas ao seu redor, planejando sua próxima ação. Me identifiquei de cara. Para fazer parte da gangue, porém, teria que passar por um teste. E esse foi: teria que roubar uma garrafa de uísque Red Label do supermercado que inaugurara no mesmo dia. Consegui a garrafa com facilidade, mas depois fui pega por uma câmera de segurança e fui mandada para cá. Susan e eu nos odiamos desde o primeiro dia, e hoje, 730 dias depois, continuamos a nos odiar. Apesar de ter sido descoberta, consegui entrar para a gangue, pois já havia chegado à seus ouvidos minha grande fama por toda a cidade. Estive sempre com eles desde então, experimentando de tudo um pouco... Até ser mandada de volta para o inferno.

- Envolvimento com gangues, assalto, furto, dirigindo alcoolizada, desacato à autoridade... A lista de acusações é infinita, Spencer. Aonde acha que irá chegar se continuar assim? No máximo, à cadeia. E é por isso que recolhemos você, para que fique conosco até que mude seu comportamento e esteja apta a conviver em sociedade.

- Tanto faz - respondi, o mais desinteressada possível, afundando-me na cadeira.

- Tanto faz nada, é essa a sua pena, e terá que lidar com ela com o máximo de respeito possível!

- Tanto faz - repeti, sentindo um leve sorriso maldoso formar em meus lábios escondidos por trás de meus cabelos que caiam por frente de minha cabeça baixa. Ouvi mais do que vi Susan bufar.

- Já chega mocinha, não estou com cabeça para criancices hoje, pegue suas coisas e me siga, lhe encaminharei até seu dormitório.

- Tanto faz. 

Susan bufou novamente, e dessa vez me permiti escapar um risinho satisfeito.

Até que não foi tão longa.

Em passos pesados, ela atravessou a porta, sem nem mesmo me dar tempo de recolher minhas malas. Apenas peguei tudo o mais rápido possível e a segui, sem me despedir de minha tia. Não foi importante falar com ela assim como não fui importante para ela todos esses anos que vivemos juntas após a morte de minha mãe. Se realmente lhe importasse, ela não deixaria me levarem para cá, mas aqui estou eu, sendo lançada ao chão por um babaca.

- Ei! Cuidado.

Uma mão foi estendida em minha direção, mas apenas ignorei-a e levantei-me sozinha. 

Mas quem era o filho da puta?

- Por que você não olha por onde anda, idiota? - disse, num tom rude, sem lhe dirigir o olhar. Tirei os cabelos do rosto mas continuei com a cabeça baixa, passando a mão sobre minhas roupas que haviam sido amassadas e sujas pela queda. Pelo visto o lugar precisava de uma bela faxina.

- Me desculpe, estressadinha - ele rebateu, sem demonstrar um pingo de abalamento em sua voz.

Não lhe respondi, apenas continuei revistando meu corpo, e como não havia machucado nada, passei a recolher minhas malas que haviam caído no chão com o impacto, e uma delas havia sido aberta, deixando algumas peça de roupas espalhadas. Agachei-me, juntando uma por uma, então notei que novamente o corpo da pessoa se aproximava, só então percebendo que era um menino, por conta dos supras pretos que usava. 

- Me deixe te ajudar.

Ele se abaixou em minha frente, e só então tivemos o primeiro contato visual. Por alguns longos segundos, seus olhos tiveram toda a minha atenção. Eram castanhos bem claros, cor de mel, na verdade. Pareciam ter um brilho próprio, que exalavam beleza. Seus cílios eram longos e suas sobrancelhas, grossas e escuras, e a direita apresentava uma pequena falha no canto, o que me levou a julgar que era um garoto que se metia em encrencas, para ter ganhado a marca. Seus lábios eram perfeitos, na verdade. Perfeitamente delineados e rosados, cheios e molhados, o que me levou a imaginar como deveria ser o seu beijo... Balancei minha cabeça, afastando o pensamento. Hormônios! Mas o filho da puta é bonito, eihn?! Minha mente ironizou.

- Não preciso de sua ajuda - fui fria, quebrando o contato visual. Peguei uma de minhas blusas que ele segurava em sua mão e coloquei-as de volta na mala, finalmente recolhendo tudo. Me pus de pé novamente e voltei ao meu caminho, simplesmente ignorando o garoto ainda abaixado que havia me derrubado, dono de lindos olhos, porém um pouco falhos.

• • •

Soltei um longo suspiro antes de empurrar a porta de madeira que me separava do local que seria meu quarto por um longo tempo. Piso 2, corredor B, quarto 201. Não poderia me esquecer dessa informação ao menos que quisesse dormir em uma das mesas do refeitório.

Não tinha grandes expectativas, porém o quarto havia ultrapassado todas elas. Na verdade, era um quarto bem simples, mas não achei que haveria uma televisão e meu próprio armário, além de uma pequena penteadeira de madeira no canto, e um grande espelho que cobria uma boa parte da parede ao lado da janela. A vista porém, não era nada agradável. Por trás do vidro sujo podia-se enxergar a grande floresta ao lado esquerdo do reformatório, pelo menos boa parte dela. Composta de árvores escuras e sem vida, grandes animais nem um pouco adoráveis e um grande lago que tomava uma grande parte de território; ele era o que havia de mais bonito naquela mata.

Adentrando um pouco mais o quarto, percebi outra porta de madeira velha igual a da entrada, que escondia o que provavelmente seria o banheiro. Só quando atravessei-a e me deparei com mictório ao lado do vaso, que finalmente a verdade foi aparecendo para mim. Até então não tinha percebido a presença de uma segunda cama, bem ao lado da que havia deixado minha mala.

- Por que aqui tem duas camas? - questionei calmamente Susan, que havia entrado há algum tempo. Estava tentando manter a calma.

- Não é obvio? Você terá que dividir este quarto. Existem muitos delinquentes como você por aqui, não podem se dar o luxo de ter um dormitório próprio. Por enquanto que não há mais ninguém para ocupar, o quarto é seu, mas tenha certeza, não é por muito tempo. - ela se dirigiu até a porta, mas exitou antes de sair. - Ah, você pode começar suas aulas amanhã. Passe antes das 7 no meu escritório para pegar seu material.

- Aulas?! Ninguém me falou desse detalhe também! - era só o que me faltava!

- Isso mesmo, aqui todos têm aulas, sem exceções. 

Então bateu a porta e se foi.

- Quando é que vou acordar desse pesadelo? - disse para mim mesma, me jogando de costas em minha nova cama. Pressionei o travesseiro contra meu rosto, e só então, depois de tantos anos guardando mágoas, me permiti chorar deliberadamente.


• • •

- VAI, VAI, VAI, VAI, VAI!

Mas que diabos?!

2 horas, exatamente 2 horas derramando toda a água que havia em meu corpo em forma de lágrimas. Apenas após esses 120 minutos, fui capaz de pegar no sono. Faziam dias que não dormia bem, dias que algo me incomodava. Finalmente conseguira dormir por mais de duas horas sem acordar, mas algo me acordava neste exato momento. Um barulho. Vozes.

- ISSO AI CARA!

Ouvira novamente.

Vinham do quarto ao lado, os sons que atrapalhavam meu descanso, e não paravam.

Me vi andando irritada até a parede, gritando contra a própria e deixando alguns socos fortes, mas nenhum sinal de entendimento. Decidi ir até o local, e fazer parar à minha maneira.

Bati várias vezes na porta do quarto, mas não recebi sinal de vida, então decidi entrar assim mesmo.

- Mas que merda é essa? Estou tentando dormir no quarto ao lado se vocês... - parei de dar o sermão quando percebi que ninguém me ouvia, e principalmente quando meus olhos depararam com a cena seguinte. Tive vontade de vomitar.

Aquele garoto que me derrubara na escada horas antes estava praticamente engolindo uma ruiva-falsa, enquanto outras pessoas em suas voltas em uma rodinha gritavam sem parar. Suas mãos estavam dentro da blusa da provável vadia, apertando um de seus seios por cima do sutiã, enquanto sua boca faminta devorava-a. A mesma não parecia achar ruim, já que sua mão apalpava o garoto por cima da calça.

- Ei Justin, já se passaram 5 minutos, pode largar ela! - um dos meninos na roda falou.

Não deram ouvidos ao outro, continuavam em seu beijo melado e nojento, até que eu fui lá, me meti no meio dos dois e os separei.


- Aqui não é um motel não, ok? E tem gente nos outros quartos querendo dormir, então, façam o favor de calar a boca! - o empurrei pelo peito e sai do quarto batendo os pés com força, enquanto ouvia seus amiguinhos vaiando-o.

Finalmente, paz!

- Volta aqui, garota!

Ou talvez não... suspirei.

Continua.

Hey belieberzzzz, whazuppp?! Gio in da house

Então, esse foi o primeiro capitulo da minha nova fic, Chosen, pra quem não pegou suhdksjd 
Me desculpem por ter demorado a postar, além do fato de que o blog entrou em hiatus, fiquei um tempinho sem meu computador, e é nele que estão todos os meus capítulos e tal, e sem falar que fui inventar de mudar um pouquinho o primeiro capitulo e acabei fazendo tudo diferente ksjdd demorou um tempão pra deixar esse prontinho e bonitinho que nem ta, então não me batam ok?! Mas então, a pergunta do milhão: O que vocês acharam? Eu sei que ainda é o primeiro capítulo, e não da ainda pra ter uma opinião formada, mas sei lá, o que vocês esperam? Acharam que seria melhor? Que seria pior? Gostaram do meu jeito de escrever? Não? Por que? Me digam tudo, botem os feelings pra fora skljd 

Então, eu sei que estamos em um período de caos aqui no blog, ninguém ta satisfeito e tal, mas tem jeito melhor de manter a paz do que com uma fic nova? Eu não conheço outro kjdis então vamos parar com a negatividade, reclamação e etc, tentem ser pacientes e compreensivos, também temos os nossos problemas. Vamos continuar tentando manter a calmaria por aqui, mas se continuar do jeito que está, medidas serias serão tomadas, infelizmente. A própria ideia de restringir o blog foi minha, ou seja, apenas as pessoas autorizados podem acessa-lo, então, por favor, vamos ser civilizados. E só pra constar, eu concordo com a Ally em tudo, então não pensem que é só ela que está insatisfeita e etc, tudo o que ela pensa, também passa pela minha cabeça, somos tipo irmãs de pensamento ou sl alsjdd

É isso ai babes, até o próximo capítulo! Comentem muito ok?! No mínimo 30 comentários, sei que conseguem! Mandem suas perguntas aqui nos comentários mesmo ou no meu ask; link lá embaixo.

Gio Xx

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8 de mar. de 2013

Chosen • sinopse


Spencer acha que tem tudo o que sempre quis. Sem pais para mandar, apenas uma tia que simplesmente não liga pra sua existência. Festas, álcool e diversão são suas palavras prediletas, mas vive de tudo isso a que preço? Após suas atitudes inconsequentes, ela acaba sendo obrigada a pagar por tudo o que fez num lugar diferente do que ela é acostumada, um lugar que muda sua vida complemente.

Spencer Hammings: Ao auge do seus 17 anos, tudo o que ela quer saber é se divertir a qualquer preço, mas tudo muda quando ela se vê obrigada a ir morar com outras pessoas que tentam mudar sua personalidade. A menina de cabelos perfeitamente pretos e olhos azuis cristalinos, de personalidade extremamente inconstante, tem que lidar com o fato que sua vida não é mais a mesma e o destino lhe reservara muito mais. Desde antes de ter nascido, ela tinha uma missão na sua vida, mas teria que descobrir qual.
Justin Drew Bieber: Seus belos olhos cor de mel e seu físico impecável não fazem jus a sua terrível personalidade. Seus 18 anos não lhe impedem que tenha relações com professoras quarentonas, e com todas as outras garotas do mundo.
Jason Sanders: Mesmo sendo envolvido com traficantes e marginais de alto nível, com apenas 18 anos, Jason não deixa isso afetar sua personalidade. Seu doce jeito de ser faz um par perfeito com seus olhos azuis cristalinos, que subitamente atraem todas as atenções por onde quer que ele passe, porém sua personalidade muda radicalmente sempre que é obrigado a ficar por mais de alguns minutos no mesmo local que seu rival, Justin.
Susan Hailer: Poupando olhos da sua aparência física, Susan pode ser descrita com duas palavras: feia e arrogante. Mesmo com 40 anos nas costas não há quem diga ter ao menos 50, pois sua ignorância e pouca paciência correspondem à de pessoas dessa idade. Sua personalidade combina exatamente com sua aparência física, medidamente feitas uma para a outra.

Classificação: +16*
Categorias: Justin Bieber
Avisos: Linguagem imprópria, nudez, sexo, álcool, drogas, morte, assassinato, sobrenatural, almas, tortura.
*Não é necessário ter essa idade para ser leitor da fic, apenas fique ciente do que tem por vir.

n/a: Outros personagens entrarão ao decorrer da história, e nos próprios capítulos irei lhes informar sua aparência física e personalidade para que possam imaginar exatamente como eu imagino!

Vamos às apresentações! Meu nome é Giovanna, mas podem me chamar de Gio. Eu sou a dona oficial do blog, juntamente com a Ally. Fomos nos que criamos e edificamos ele, para que vocês pudessem ter conhecimento. Enfim, sou belieber desde 2010, e também sou directioner, mas não pretendo citar eles nas minhas fics. Eu tenho 15 anos, sou de Fortaleza, e sou feia ( nos do imagine belieber não nos responsabilizamos qualquer dano visual que essa foto pode causar. ) Provavelmente sou a pessoa mais retardada do mundo, apenas competindo com Justin Drew Bieber e meus amigos; eu amo dançar, conversar, rir, e infelizmente estudo, o que pode ocasionar minha demora para postar algumas vezes.
Não me julguem pela fic! Vocês podem ficar com uma ideia errada sobre mim quando começarem a ler Chosen porque é uma coisa bem escura e formal, totalmente diferente de mim. Eu tentei ser mais profissional dessa vez, deixando de lado aquela ideia de romance e comedia o tempo todo, tomando um rumo de suspense e sensualidade. As autoras vão crescendo, e as leitoras também! Sei que vocês vão gostar desse novo tipo de história, então aproveitem e sejam pacientes. Sempre vou tentar responder todos os comentários, assim vocês vão poder ter um conhecimento melhor da minha personalidade maluca e idiota rs.

É isso! Quem ai ta animado com a fic? Postarei em breve! Comentem suas expectativas (:
Gio Xx.

Ps: vou deixar o link aqui embaixo de umas das minhas redes sociais, que vocês podem me encontrar se quiserem conversar (:

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