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5 de mar. de 2014

Happily - final

Depois de chorar por um tempo, a verdade me atingiu como um soco certeiro da época que o Anderson Silva ainda era meu lutador favorito. Agora nem sei mais se ele está lutando. Que seja. Levantei, arrumei meu quarto e abri as janelas: precisava trocar o ar daquele quarto e me acalmar. Tomei banho e coloquei meus moletons mais confortáveis. 
Após isso, fiz chocolate quente e peguei minhas falas para repassar - o teatro era depois de amanhã. Sei que já tinha falado tudo sem auxílio do papel diversas vezes, mas poderia engasgar ou esquecer alguma coisa. Acho que era exatamente isso que eu amava no teatro - a sua imprevisibilidade. Para cenas que são gravadas, como a televisão ou cinema, os erros podem acontecer e é só regravar o take. Mas para o teatro não: um erro arrastava todo mundo e poderia mudar o curso da história. 
- John - eu disse, com a minha voz carregada de emoção - eu te amo. Não como eu amo minhas bonecas ou meu cachorro, mas do jeito que eu amo você. - engasguei subitamente. Nesse momento eu faria uma declaração e depois cairia em prantos, mas as lágrimas me ultrapassaram. Eu não queria falar isso para Derek, talvez eu quisesse falar isso para Justin. Eu precisava falar, eu precisava entendê-lo. Porque para entender meu melhor amigo atrás da névoa de melhor amigo, era pior que aritmética. Era mais importante do que passar de ano, e ao contrário de aritmética eu queria saber a resposta e entender a pergunta. 
Li as minhas falas novamente, mas percebi que engasgara de novo em frases simples. Talvez fosse só a confusão de hoje, as emoções que fugiram de meu controle. Tinha que ser isso. 
Não sei quanto tempo passei observando o abajur da minha sala de estar, então percebi que ao contrário do que falavam, atuar não era fugir da realidade. Atuar era a minha realidade e não conseguia fazer isso se não estivesse bem. 
Deitei momentos após minha reflexão, mas não consegui dormir. Bela novidade.

O dia seguinte, aniversário de Justin, eu não conseguia falar com ele. Não que eu tivesse tentado, claro. Pensei que a realidade tivesse me atingido, mas só de manhã percebi que tinha feito aquilo com ele. Percebi de verdade que fora real. Não sabia como agir a respeito disso.Fiz um dia de spa na minha casa, para que no dia seguinte meu cabelo estivesse mais bonito e a pele mais hidratada. No fim do dia, ainda não tinha esquecido do aniversário dele. Em situações normais, eu seria a melhor pior melhor amiga do século. As circunstancias eram outras, mas com o dedo trêmulo, enviei uma mensagem: Feliz aniversário.

- Jane, sua pele está horrível! - Anymarie, a garota que ajudava com o figurino e principalmente com a minha maquiagem, exclamou. - Sei que você está ansiosa com a peça, mas deveria ter dormido pelo menos umas três horas. Você está parecendo um panda com essas olheiras! 
- Obrigada. - murmurei, enquanto Any balança a cabeça em descrença. 
Quando ela se virou, vi nos seus olhos um quê de preocupação: 
- Desculpa. Sei que é a sua grande noite e você tem todo o direito de ficar nervosa. - ela falou e baixou os grandes olhos verdes. - Você vai conseguir. 
Mordi meu lábio antes de perceber que fiz isso. Era um gesto pequeno, mas Any captou. 
- Você vai conseguir. - reafirmou. É, ela não sabia nem da metade do que se passava na minha cabeça. Ainda bem. - Agora, incline sua cabeça para trás para eu começar a minha mágica. - mandou. 
Me remexi desconfortável na cadeira que estava sentada. O vestido que eu usava era de época, bufante e tudo o mais. Era em tons de verde apagado e lilás. Meu cabelo estava preso em um coque baixo com uma trança prendendo a parte da frente do meu cabelo. O figurino de época ganhava disparado de qualquer outro figurino que já usei. Hoje só conseguia me sentir sufocada. 
- Não que você não seja linda sem maquiagem, claro. - Any disse, mas não vi sua expressão. 
Senti seus leves toques em minha pele e ouvia a movimentação fora do meu camarim. 
- Você é uma sortuda. - arqueei as sobrancelhas - Não mexa as sobrancelhas! - ralhou - Derek. 
- Ah. - falei. - Não gosto dele. 
- Hum. - murmurou e percebi que estava concentrada. Fiquei grata por ela não continuar no assunto de beijá-lo. - É o Justin, não é? 
Engasguei, mesmo não comendo nada. Ela riu. 
- Sabia. - disse ainda sorrindo - Acho que vi o carro dele estacionar agora há pouco. 
Paralisei por um segundo. Meu camarim tinha uma janela para o estacionamento. Vi que pulei de súbito, assustando-a. Antes que pudesse processar o que estava fazendo, saí correndo. 
- Jane - Anymarie gritou - Onde você está indo? Eu ainda não acabei sua maquiagem! 
Só percebi de fato onde estava indo quando cheguei lá. Estava no estacionamento, quase perto do carro de Justin. Não sabia como conseguira correr com o vestido nos meus calcanhares, já que eu achava difícil ter de levantar o vestido para correr. De qualquer forma, avistei a cabeça loira e me aproximei silenciosamente. Não que minha intenção fosse ser silenciosa, mas eu não conseguiria de outra forma: estava até prendendo a respiração. 
- Justin – toquei seu braço – eu sou que nem a mentira, lembra? Tenho pernas curtas. – falei, meio que brincando.
Ele se virou para mim, o semblante surpreso. 
- O que você está fazendo aqui? - perguntou, mas não estava sendo grosseiro ou curto com as palavras. Apenas perguntou, como se se preocupasse. 
Abri a boca, mas nada saiu. 
- Entra aqui. - ele disse abrindo as portas do carro - Está muito frio aqui fora. 
Concordei com a cabeça, e abri a porta do carona, tendo um pouco de dificuldade de entrar por conta do vestido enorme. Consegui e fechei a porta. Justin acendeu as luzes fracas e amarelas. Da última vez que eu estive aqui fora terrível. 
- Pensei que era boa com improviso. - falei, meio que me lamentando. E eu era, em cima dos palcos. 
Justin esboçou um sorriso. Aquilo estava me matando. Eu queria falar coisas ruins para ele, só para ele se sentir como eu me senti. A outra parte de mim queria apenas abraçá-lo, ter seus lábios colados juntos ao meu. Antes de tudo eu queria alguma coisa que explicasse seu comportamento, para encerrar minhas dúvidas. 
- O que está acontecendo? - perguntei e ele manteve sua expressão séria. 
- Muitas coisas. - ele disse - Eu acho que estou perdendo o controle da minha vida. - olhou para baixo - Digo, aquele dia do Derek, eu quase dei um soco nele só de ver ele dando em cima de você. Foi por isso que saí tão rápido, não queria me descontrolar. - silêncio - Mas acabei fazendo isso com a pessoa que eu menos queria magoar no mundo. Ter a sensação de que você poderia ser dele me fez perder a cabeça. Logo Derek que é o mais bonito e rico e inteligente... - ele disse e eu sorri de leve. Ele achar isso de Derek era tão patético. 
- Então - continuou - quando na minha festa surpresa você não estava lá, percebi que tinha te magoado muito. - ele me encarou, com seus olhos cor de mel exalando sinceridade - E que não fazia sentido aquela festa sem você. - Me desculpe - pediu novamente - Eu queria apenas pedir desculpa para você aquele dia e talvez te levar para a balada. Mas perdi o controle de novo e... - ele olhou para mim, meio que angustiado. 
- Ahn? - murmurei baixinho. 
- Quando você falou "sim" para mim, não pude evitar me comparar com Derek. Ele nem te deu a oportunidade de falar não e eu não perguntei se podia fazer tudo aquilo com você. - ele travou o maxilar. 
Passei a mão por seu rosto e ele fechou os olhos. 
- Justin - comecei - primeiramente eu queria aquilo tanto quanto você. E o Derek não é tudo isso. Ele pode ser tudo o que falam por aí, mas para mim ele é só meu companheiro de cena. Só isso. - sorri brevemente - Eu não tive autonomia de escolher meu par, porque não sou a diretora e não tenho culpa de ter química com ele. Mas sou eu que dirijo a minha vida e nela eu escolho você. Não me importo se tenho química com o Derek em cima dos palcos, porque fora deles quem me faz explodir é você. Você... - mas não pude terminar de falar porque os lábios de Justin já estavam nos meus e eu gostava muito daquela sensação para interrompê-la. Partimos o beijo e ele falou: 
- Não sabia se aguentaria ver você beijando ele essa noite. - admitiu. - Quase não vim. 
- Na verdade, eu acho que não vou suportar fazer essa cena também. - sorri para ele, enquanto Justin me encarava confuso. - Não quero mais fazer esse teatro. Hoje eu só quero ficar com você e não fazer mais nada além de representar eu mesma. 
- Tem certeza? - perguntou. 
- Mais do que nunca. - afirmei - E aliás, desculpa não ter falado nada sobre seu aniversário. 
- Não importa. Você está aqui agora, não está? - fiz que sim com a cabeça - Não posso desejar nada além disso.
Então ele pisou no acelerador e estávamos viajando sem rumo, embora soubéssemos que nosso caminho era certeiro contanto que estivéssemos juntos. 
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Oi! Tudo bem? Como está sendo o feriado para vocês? O meu está sendo bom, quero ler mais e estudar, e enfim... O que acharam? me contem nos comentários, quero muito saber! 
Respondendo aos comentários:
Feer: Oi! Obrigada! De verdade. O que achou desse final? Sua opinião é importante, beijos! 
Gabriela: Obrigada! 
Bruna: Oi! O que achou? Obrigada por comentar! hehe
Anônimo: Aqui! :D Espero que tenha gostado!
Anônimo: Obrigada! Sério que você gostou? Beijos!
Lu Olha que felicidade! Nos falamos ontem pelo facebook. Espero que tenha gostado, hehe. KKKKKK ri com seu comentário! E espero que tenha gostado, Lu! Já disse e torno a dizer: sua opinião é muito importante para mim. 
Isamara: Oi! Ah, que fofa! Aqui, o que achou? 
Patrícia: :D 
Anônimo: S2 O que achou? 
Victoria: KKKKK Aqui! O que achou? Espero que tenha gostado! Beijos!
Nathalia: Patrick é divo! Obrigada por comentar! Da onde você é? Tem twitter? Espero que tenha gostado... Beijos! 

Divulgando: imagineteen00.blogspot.com


 Beijos, 
Audrey. 

28 de fev. de 2014

Happily 02

Fui para a casa andando, de alguma maneira. Quando estou triste costumo ficar no modo automático, onde faço as coisas por instinto e não por consciência. Por conta da chuva, a caminhada pareceu mais solitária. Meus olhos estavam embaçados e parecia que eu tinha que usar óculos.
Depois de lavar meu rosto e comer alguma coisa, me acalmei e tomei banho. Não sentia mais vontade de chorar, mas estava brava e confusa. Eu já brigara feio com algumas pessoas, como meus parentes próximos. Nunca com Justin. E brigar com pessoas que você ama é como uma guerra: todo mundo sai perdendo porque todo mundo se machuca. O pior problema de brigar com pessoas próximas é saber exatamente onde feri-los.
Justin sabia como ninguém.
Enxuguei-me e coloquei um moletom de ficar em casa, quando meu celular tocou. Peguei o eletrônico rosa e o atendi:
- Alô?
- Alô! – o outro lado da linha respondeu. Era Clary, minha colega até que próxima da aula de Biologia. Ela era ruiva e usava aparelho, mas ao que tudo indicava, não a impedia de falar como uma matraca – Oi! Tudo bem? Meu Deus, você viu a roupa do Edgar hoje? Tenho certeza que a camiseta estava muito barata e ele comprou mesmo sendo pequena para ele. Ou encolheu na lavagem. Aliás, com que roupa você vai na festa do Justin?
Fiquei em silêncio.
- Jane, aconteceu alguma coisa? – percebi seu tom aflito – Eu sou uma péssima amiga! Nem percebi que você estava triste. Desculpa, eu...
- Está tudo bem, Clary. – interrompi-a.
- Pode me contar o que aconteceu. – ela falou e percebi pelo seu tom meigo que só queria ajudar. Não gostava de compartilhar meus problemas, porque não achava justo com quem ouvia. Clary não poderia ajudar, então por que angustiá-la?
- Clary, muito obrigada pela ajuda, mas não foi nada muito sério – então por que você estava chorando?
- Tudo bem. – disse contrariada. – Mas pensa com carinho. Ele é seu melhor amigo.
- Tá. – murmurei e desligamos o telefone.
Deitei em minha cama. Todo ano fazíamos surpresas no aniversário de nós três: ou íamos ao cinema, comprávamos alguma coisa ou o que desse na telha. Às vezes, convidávamos mais gente, outras vezes não. Uma coisa era certa: podíamos esperar algo no nosso aniversário. Por esse motivo, eu sugeri que fizéssemos um dia antes, para ser de fato uma surpresa. Como Clary tem mania de grandeza, ela quis uma festa em uma boate com quase a escola inteira – não concordei com ela desde o princípio, mas iria de qualquer jeito como convidada. Disse bem, iria.
Agora as coisas já não pareciam tão certas. Eu não estava com vontade de ir à festa. Não queria ver Justin enquanto não estivéssemos bem e eu estava me sentindo um lixo.
É fácil dormir quando me sinto um lixo, então apenas fechei os olhos e deixei a mágica acontecer, e inconscientemente decidindo não ir à festa idiota.
Mais tarde acordei com batidas insistentes na porta de casa. Levantei sonolenta e um pouco irritada ao perceber que estava triste e um tanto frustrada. Não queria que me acordassem. Olhei no espelho do meu quarto e arrumei algumas mechas rebeldes. Desci as escadas e abri a porta.
Quase caí para trás ao ver os olhos castanhos claros me encarando. Justin tinha o semblante sério e ouso arriscar um pouco confuso. Ele estava vestindo uma jaqueta preta e camiseta da mesma cor, combinadas com um jeans de lavagem clara.
- Posso entrar? – indagou e eu apenas dei passagem para ele.
Ele permaneceu de pé, quase que no centro da sala. Fechei a porta e o encarei.
- O que você quer? – vi que minha voz carregava um pouco de mágoa.
- Eu quero saber – ele passou a língua rosada entre os lábios – por que você não estava na minha festa.
- Eu que te pergunto. – falei, dando um passo para a frente – Por que você está e não lá?
- Perguntei primeiro.
- Fingidoras não são bem vindas lá. – arqueei as sobrancelhas.
Ele começou a falar uma frase, mas parou de repente. Ficou alguns segundos em silêncio.
- Eu não devia ter falado aquilo.
- Então por que disse? – percebi a acidez em minha voz.
- Porque eu te amo. – ele falou tão baixo que eu tinha quase certeza de que estava alucinando.
Ele avançou em minha direção e nossos lábios se tocaram. De início, tive o ímpeto de me afastar. Mas eu não queria, de fato. Bom, pelo menos minhas pernas não me obedeceram. Os lábios dele eram macios e quentes. Logo, eu estava com a mão no cabelo de sua nuca. Eu nunca havia tocado assim em Justin. Éramos amigos que não demonstravam muitos gestos afetivos, acho.
*atenção: parte hot aqui. Se não gosta, pode pular, lá embaixo eu aviso quando acabar ;) *
Seu cabelo era macio e sua mão em minha cintura parecia se encaixar. O ritmo de nosso beijo era lento, mas meu coração batia forte. Eu o amava. Claro. Mas naquele momento percebi que o amava mais do que amigos se amam. Percebi que também tinha ciúmes dele e que talvez já tivesse imaginado mais do que deveria. Com amor é assim, acho. Está lá, adormecido, então algo o desperta.
Tudo o que descobri estava acontecendo em algum lugar do meu subconsciente, porque na minha cabeça, só conseguia pensar nele. Melhor, só conseguia senti-lo. Em certo momento, demos alguns passos para trás até eu ficar no sofá. Foi a primeira vez que nos olhamos, depois dos beijos. Ele estava com o cabelo um pouco bagunçado e com os lábios mais rosados do que o normal.
Eu deveria estar pior. Sorri e Justin sorriu de volta, logo voltando aos beijos. Ele me deitou no sofá e ficou por cima. Senti seus dedos por baixo da minha blusa, o toque era mais gélido do que a minha pele. Vi em seu olhar uma pontada de incerteza, mas confirmei com a cabeça e ele tocou meus seios por cima do sutiã.
Mordi meu lábio inferior. Justin fez menção de tirar a camiseta dele, mas impedi com um toque em seu braço.
- Não aqui. – percebi que minha vos estava arfante. Então ele, em uma velocidade surpreendente, me pegou no colo e subiu as escadas até meu quarto. Lá, ele me deitou na cama e depois fechou a porta, passando um trinco. Ele tirou sua camiseta e jogou em um canto.
Veio em minha direção e eu já estava tirando minha camiseta também. Assim que a arremessei, Justin estava perto de mim e colou nossos lábios. Agora já nos beijávamos com mais velocidade, mais desejo. Justin se afastou de mim e me fitou. Talvez eu nunca me esqueça de seus olhos naquele momento. Estavam mais escuros, mais vorazes e apesar de tudo, ainda eram os olhos do meu melhor amigo, o qual eu podia confiar. Ele colocou as costas por trás de minhas costas, me levantando e logo tirando meu sutiã rosa. Encarou por alguns segundos eles desnudos e avançou em direção a eles, lambendo meus mamilos. Arfei.
Passei a mão por seu abdômen definido e ele se levantou como se não pudesse aguentar mais. Tirou sua calça jeans, ficando apenas de cueca boxer branca. Apreciei seu corpo, que me lembrou das esculturas da Grécia Antiga, mas não. Era mais bonito. Em seguida, deslizou minha calça, me deixando apenas com a calcinha, e em questão de segundos, mais nada.
Justin, então, massageou meu clitóris com dedo e depois passou a por a língua . Percebi que estava gemendo com os movimentos circulares e mal reconhecia minha voz rouca. Justin parou subitamente e após isso, introduziu seu pênis em mim. Ele ficou parado por um tempo, talvez para que eu pudesse me acostumar com a sensação. Ele passou a mão por meu rosto, antes de começar a se movimentar:
- Você é tão linda. – sussurrou e eu fechei meus olhos, sorrindo.
Então ele começou, devagar a princípio, mas profundamente. Sentia sensações jamais sentidas antes por mim. Aquilo estava uma delícia. Soltava gemidos ocasionalmente e percebi que Justin fazia o mesmo. Agarrei-me nos lençóis, tentando não me perder naquelas emoções. Justin aumentou o ritmo e eu agradeci por aquilo. A cama rangia e o ruído se fundia a nossas exclamações. Cheguei ao meu ápice e ele chegou segundos depois.
*fim da parte hot* 
Nos recompusemos e deitamos um do lado do outro, respirando profundamente. Olhei para o teto, com as luzes não tão fortes sobre nós. Peguei a mão de Justin e entrelaçamos nossos dedos, ainda assim mantínhamos o silêncio.
- Sim. – falei, me lembrando do episódio que não falara “não” para Derek. Justin me encarou, ligeiramente confuso – Você falou que eu não havia dito “não” para Derek, e eu digo sim para você.
Os músculos de Justin se enrijeceram e ele soltou minha mão como se a mesma estivesse em brasas. Ele se levantou e começou a se vestir. Não esperava tal reação, na verdade eu queria que ele risse ou me beijasse. Eu ansiava por seus lábios novamente.
Ele já estava vestido e olhou para mim, ainda na cama, paralisada pelo meu poder de sempre estragar tudo.
- Tchau, Jane. Eu te amo. – falou e saiu.
Deixou-me chocada demais para fazer qualquer coisa que não chorar. 
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Oi! Como vocês estão? Eu tô bem, amo feriados! Vou para o Paraná amanhã de manhã, mas se vocês atingirem o número de comentários, amanhã posto final - não disse que era um short muito pequeno? Enfim, obrigada pelos comentários e quero saber a opinião de vocês sobre o documentário! Vocês são demais. Já disse isso? 
- 8 comentários? 
Respondendo aos comentários: 
Feer: Já respondendo seus dois comentários (fiquei muito feliz!): primeiramente, obrigada! E essa fic é muito curtinha para eu explorar esse tema... Mas é uma ótima sugestão, espero um dia escrever algo mais nesse campo! Beijos! 
Vivi: Oi! Muito obrigada, amei ver você comentando! Beijos! 
Anônimo: Muito obrigada S2 (sei que s2 talvez seja muito época orkut, mas é o coração que dá para fazer :l. Orkuteiro ou não, é muito bonitinho e sincero hehe).
Nathalia: Seu sobrenome é Patrick? Se for, que demais! Muito diferente - em um sentido bom, claro. Obrigada por comentar, espero ver sua opinião novamente. Beijos!
Lari: SÉRIO QUE VOCÊ ACHOU ISSO? Muito obrigada! Muito obrigada mesmo! Espero que tenha gostado desse... Beijos!
Lu: Luuuu, minha bff! Tudo bem? Ah, que bom que você gostou, você sabe que eu amo seus comentários! Beijos, espero te encontrar um dia online no face! Obrigada! 
Nicole: Você achou? Obrigada! Significa muito para mim... Beijos! 
Anônimo: Obrigada! :D 

Beijos, 
Audrey.



27 de fev. de 2014

Happily

Então nossos lábios se tocaram e Deus, eu estava beijando o garoto mais quente da escola. Talvez do estado. Mas eu estava me sentindo fria. Não é como se ele tivesse acendido alguma coisa em mim ou causado qualquer emoção diferente. Na verdade, eu estava pensando quando aquilo iria acabar.
Então, desgrudamos nossos lábios, sorrimos apaixonadamente um para o outro e ouvimos o aplauso de Helly, nossa diretora.
- Vocês têm muita química! – ela falou de um jeito que parecia um elogio, mas logo partiu para outra atividade. Helly era o tipo de pessoa que não elogiava outras pessoas. Estava satisfeita, até me lembrar que ter química ou não com alguém não é mérito meu.
Saí do palco e nos bastidores peguei minha bolsa e troquei de roupa rapidamente. Depois que li “O fantasma da Ópera” tinha medo de ir para o camarim sozinha, então fazia tudo que tinha que fazer em tempo recorde. Quando saí, gritei ao dar de cara com Derek, o garoto que beijei segundos atrás. Às vezes eu gostaria que o beijo técnico realmente existisse, mas isso tiraria o realismo da cena como meus professores faziam questão de dizer. 
- Sou só eu. – ele sorriu de canto, os dentes brilhantes e o cabelo castanho claro jogado de lado. Seus olhos azuis escuros, quase parecendo de mentira. Ele até poderia ser eleito todos os anos consecutivos como menino mais bonito da escola desde o sétimo ano, porém toda aquela perfeição não me atraía, apenas me fazia sentir como o patinho aberração.
Não tinha resposta para aquilo, meu coração ainda estava acelerado por conta do susto. Então estávamos nos encarando e eu ainda estava esperando minha respiração se estabilizar novamente.
- Você – ele disse e olhou para o chão, logo voltando os olhos para mim – Você beija muito bem.
O que eu deveria dizer? Eu não gostei de beijá-lo. Em geral, não gosto de beijar quem não conheço e não o faço. Mas era necessário, fazia parte do mundo da atuação.
Tentei não encará-lo e pensar em uma maneira de sair rápido dali sem ofendê-lo, quando voltei minha cabeça para ele, vi que estava cada vez mais perto. Dei uns dois passos para trás e ouvi um barulho de irritação, que me fez virar imediatamente.
Vi um corpo com calça jeans escura e camiseta preta se afastando e levou um segundo para reconhecê-lo: meu melhor amigo. Mas por que ele não esperou por mim? Provavelmente por que ele nunca me vira beijando ninguém e deve ser estranho ficar de vela de alguém tão próximo. Eu faria o mesmo.
Segui-o com passos largos, mas ele não parou até chegarmos ao estacionamento da escola e entrarmos em sua caminhonete. Me sentei no carona, como de costume e esperei ele ligar o aquecedor. Ele ligou em silêncio. Aquele tempo estava frio até mesmo para o outono. Sei que não estava nevando, mas queria quebrar o gelo. Esperava que ele não tivesse tido um dia ruim. Esperava que eu tivesse condições de animá-lo caso fosse isso o motivo de seu silêncio.
- Jus... – falei – Obrigada por ter me salvado.
Ele me encarou, os olhos impassíveis e com a iluminação, pareciam mais escuros – quase como os meus. Ele não disse nada, então me adiantei:
- Por aquele negócio do Derek – chacoalhei minha cabeça, fazendo um ruído com a minha boca de reprovação – Eu e ele... só não.
- Não foi o que pareceu. – sua voz era fria e me fez lembrar gelo.
Ri nervosamente.
- Claro que foi. Eu não quero beijar Derek, eu nunca quis. – afirmei, mas olhei para a frente, sentindo minhas bochechas queimarem. Não por eu estar mentindo, mas por meu melhor amigo considerar essa possibilidade ridícula.
- Então por que não negou? – ele perguntou.
- Eu neguei. – falei, pensando nos meus passos para trás. O que havia de errado com Justin?
- Acho que quando negamos, falamos “não”. – ele falou e percebi que a sua voz se elevara um décimo.
Isso fez meu sangue esquentar. Ele estava lá, como ele não viu eu me afastar? 
- Porque eu não queria machucá-lo, porra! – percebi que minha voz soara mais alta.
Ele parou as mãos sobre o volante, olhando para a frente e voltando sua respiração ao normal.
- A gente tá falando da mesma pessoa? – perguntou e se virou para mim – É o Derek!
 Paramos por um segundo e ele riu desdenhosamente.
- Você está virando uma Derek Girl. – Derek Girl era como nomeamos as garotas que faziam de tudo por ele.
- Não sou! – gritei e respirei fundo – Eu não tenho culpa de termos química e ele confundir isso com a vida real. – olhei para ele – Você sabe que é fingimento.
Ele negou com a cabeça, tão levemente que eu quase não vi e com certeza não teria visto em outras ocasiões.
- Talvez – Justin falou baixo – você não esteja fingindo só sobre isso. – sua voz rouca, o modo como ele não olhou para mim quando disse isso, fez-se audível o barulho do meu coração quebrando.
Ele estava se referindo a minha amizade? A carona que ele me dava quase sempre? Que tipo de pessoa eu seria, se por ventura, fizesse isso? Eu posso ser uma fingidora em cima dos palcos, mas na vida real eu sou real.
Peguei minha mochila e abri a porta do carro. Percebi que estava chorando quando senti a fina garoa se contrastar com minhas lágrimas quentes. Coloquei minha mochila sobre o ombro e disse, antes de partir:
- Você teve um dia ruim e isso não é motivo para me tratar desse jeito – vi que a minha voz não passava de um sussurro: - Mas espero que seu dia melhore.
Ele demorou a olhar para mim e quando falou foi duplamente mais cruel:

- Eu tive um dia ruim, sim. E foi você que o estragou.

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Oi gente! Tudo bem? Bom, como vocês sabem dia 01 é o aniversários do Bieber! E para comemorar, comecei essa short fic. O que acharam?  Comentem! 
- 8 comentários? 
Beijos, 
Audrey.