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13 de abr. de 2014

Drummer Girl - capítulo 22

- Vamos para o hospital. – Justin me disse. – Pedro pode ficar com a Jazzy, e alguém precisa ficar com a sua mãe. – falou mais baixo a segunda parte, para que Pedro não escutasse.
- Tudo bem. – afirmei.
Fomos então em direção ao hospital. Eu estava cansada dos meus pensamentos repetitivos sobre o futuro, sobre ela. Sentia o nó na minha garganta.
Entramos na sala de visitas e o cheiro me deu náuseas. Alguma coisa em hospitais me dava arrepios, calafrios. Talvez porque ali era geralmente o ponto de partida e de chegada da maioria das pessoas. Nos sentamos lado a lado em um banco. Faltava pouco para o horário de visitas, quando o médico da minha mãe surgiu. Meu coração saltou no peito.
- Família de Sophia? – um cara alto e duas garotas no começo de sua adolescência levantaram a cabeça. O médico respirou audivelmente e disse: - Sinto muito, ela faleceu.  – e então voltou para dentro de alguma sala. Olhei para aquelas pessoas que pareciam tão indefesas, que pareciam entorpecidas. As lágrimas caíram aos poucos, silenciosas. Os três se abraçaram formando um núcleo.
Ouvi soluços e me surpreendi quando percebi que um deles era meu. Eu estava chorando, eu estava sofrendo. Eu não estava pronta para passar por aquilo. Eu ainda era uma garotinha que precisava da sua mãe.
Senti o braço de Justin sobre meu ombro. Enterrei a cabeça no seu ombro e ele passou o outro braço por cima de mim, em um abraço. Odeio que me vejam chorando, então me sentia segura para chorar ali com ele. Quando senti que poderia me controlar, me afastei um pouco e ele me soltou.
Seu olhar sobre mim não era de pena, era de compreensão. Ele se levantou:
- Vou pegar um pouco de água para você. – anunciou.
Ele voltou com um copo plástico na mão e me entregou. Levantei minha mão e percebi que ela estava trêmula. Peguei o copo, mas não consegui beber. Tinha certeza de que iria engasgar com as minhas lágrimas, que embora tivessem parado de escorrer, estavam ali.
- Vamos, Summer. – encorajou-me – Você vai se desidratar se não tomar.
Tomei um gole e ele sentou-se do meu lado de novo.
- Foi tão cruel. – disse num sussurro rouco – Foi tão frio o modo como o médico disse que a mulher tinha morrido. Foi tão... indiferente. Como se a mulher não fosse importante. Ela era importante para aquelas pessoas, mas não para o médico. Então será que ele fez de tudo para salvá-la – questionei baixo, mesmo sabendo que não havia resposta que Justin poderia me dar.
Ele me olhou.  
- Não sei. – respondeu e sua voz era sincera.
- Eu não quero que tratem minha mãe assim nunca. – falei e senti as lágrimas virem de novo.
Justin me envolveu em seus braços novamente. Depois de um tempo as lágrimas pararam de cair e eu me senti vazia por um instante. Me separei de Justin.
Eu passei a mão por meu rosto que eu tinha certeza de que estava vermelho e inchado. Justin passou o polegar na minha bochecha e ali permaneceu com ele.
Seus olhos foram de encontro com os meus, ele me fitava.
Aos poucos Justin se aproximou, deixando seus lábios muito próximos dos meus. Sua boca tomou a minha e ele me beijou, seu ritmo era lento e sua mão que permanecia na minha nuca era cuidadosa. Ele se afastou de mim, abri os olhos.
- Por quê? – sussurrei.
- Para você se lembrar que merece ser amada e que existem outras sensações no mundo diferentes da dor.

Ficamos na sala de espera por um tempo e quando estava perto do horário, fui ao banheiro. No caminho parei para beber água antes, porque por via das dúvidas não queria me permitir chorar. Adentrei o banheiro e me olhei no espelho. Não me surpreendi com a minha aparência. Meu cabelo estava emaranhado parecendo um ninho e meu rosto inchado e de tom avermelhado. Lavei o rosto com água fria e prendi meu cabelo em um rabo de cavalo.
Não sou uma garota que gosta de maquiagem, mas naquele instante foi o que eu mais desejei. Tentei sorrir para mim mesma no espelho, mas soava falso. De qualquer maneira fu para o quarto de minha mãe, e quando passei por Justin ele me deu um sorriso de encorajamento.
Entrei então no recinto e vi o soro ou medicamento ligado à veia da minha mãe.  Tentei focar em seu rosto de aparência cansada.
- Oi, Sun. – ela disse e esboçou um sorriso.
- Oi mãe. – falei e percebi que minha voz soara normal apesar da batida descompassada do meu coração.
Sentei na poltrona perto de sua cama e permaneci em silêncio ponderando o que eu poderia falar que não me fizesse romper em lágrimas.
- Eu vou ficar bem. – minha mãe disse, me surpreendendo. – Agora me dê um abraço que estou com muitas saudades sua.
Aproximei-me mais da cama e a envolvi me um abraço demorado.
- Estou com muita saudade, mãe. – sussurrei ainda no abraço.
- Eu sei, meu amor. E sei que Pedro também está, mas me prometa que você não deixará ele pensar que não estou aqui para cuidar dele. – me afastei um pouco.
- Com certeza.
- Eu quero saber da sua vida.
Meu estômago gelou.
- O mesmo de sempre. – falei. Claro que não era o mesmo de sempre, mas não queria contar-lhe o que aconteceu ali.
Ela revirou os olhos.
- Tudo bem, então eu conto. Hoje Pattie veio me visitar de manhã. – procurei nos registros do meu cérebro. Eu havia contado para Pattie? Como ela sabia? – Ela é uma mulher incrível Summer. Nós conversamos muito sobre assuntos banais e outros nem tanto.  Enquanto eu estiver aqui, combinamos que você e seu irmão fiquem na casa dela.
- Mãe... – ela me interrompeu.
- Sun, eu confio em você. Mas você ainda é uma criança, não é justo que tenha que cuidar de outra criança e conciliar com a escola. Faça o que estou dizendo, por favor.
Assenti com a cabeça.
- Eu te amo, Summer.
- Também te amo. – então ela deu um beijo na minha testa e eu voltei para a sala de visitas.
Fui até Justin que estava prestando atenção na televisão, mas parou quando me viu.
- Como foi lá? – questionou.
- Bem. – sorri. – Talvez as coisas melhorem. E a propósito eu vou ficar na sua casa.
- Estou sabendo. – ele esboçou um sorriso – Minha mãe acabou de me ligar.
Saímos do hospital e me aliviei ao sentir ar puro de novo nos meus pulmões. Estava chovendo então tivemos que correr até o carro. Percebi que Justin colocara a mão em meu ombro enquanto corríamos, mas não liguei.
Entramos no carro e eu liguei o som. Estava tocando uma música pop que era sensação, mas eu não fazia ideia de quem era. Dei as instruções a Justin e chegamos até a minha casa.
- Corrida até a porta de entrada? – desafiei.
Então corremos até lá.
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Oi! Como vocês estão? Eu estou me sentindo bem e arrisco dizer que estava meio triste esses dias. Fora que estava estudando que nem uma condenada, mas as provas específicas acabaram - agora vou estudar para um teste DE TODAS AS MATÉRIAS. Pelo lado bom tem feriado chegando e quando tiver tempo eu vou tentar escrever mais! Me digam o que acharam desse capítulo e se ficou satisfatório o beijo deles. Muito obrigada pelos 15 comentários, YOU ROCK! 
- 7 comentários?
Respondendo aos comentários: 
Feer: VOCÊ QUE É PFT! Muito obrigada por comentar sempre! 
Michele: E agora, vê um futuro? ;) 
Imagine Belieber: Ahan, sei como é difícil começar do zero. O link eu deixo lá no final. Beijos!
Lu: Ai meu Deus, que saudade! A escola está indo bem, apesar de eu estar estudando muito hehe. Estou bem melhor agora. Sentia muita falta de postar aqui e de escrever, fora que ocorreram coisas na minha vida que estavam me deixando para baixo. Mas tá tudo bem. Beijos, Lu!
Aline: Obrigada por comentar. Eles vão... na hora certa MUAHAHHA. Brincadeira. Beijos!
Janii: Ai, eu amo seus comentários também! Muito obrigada por fazer isso, viu? Fico muito feliz, cantando Happy e tudo kkkk. Eu chamo de Jummer, assim como outras beliebers também. Alguma outra sugestão? Beijos! 
Duda: KKKKKKKKK eu me divirto com seus comentários. Já devo ter dito isso, mas que seja! Agora eles se beijaram, há! O que achou? Beijos Duda! 
Nicolle: KKKKKKK Eu sou péssima com coordenação motora. Eu acho que no caso de Jogos Vorazes seria apenas desesperador, mas eu amo essa trilogia. Já leu Cidade dos Ossos? Nunca vi o filme, mas isso deve ser desesperador também. Ai, também faço isso! Beijos! 
Anônimo: Aqui! :D 
BelieberSwag: Eu não fui porque na minha cidade nem veio KKKK. Mas já superei. Sério, como era o cartão? Como foi? Mas passar tardes estudando valerão a pena- ou a galinha inteira hehe. Agora que fiz esse comentário da galinha inteira percebi que tenho vocação para tia das piadas sem graça. Jura? Eu amo seus comentários!
Carol: Ca, vomitei um arco íris agora. Amei ler seu comentário, espero vê-la de novo nesse capítulo. Eu nunca pensei que alguém pudesse de fato gostar da minha fic, e isso me deixou muito alegre. Muito obrigada! Beijos! 
Anônimo: :D
Julie: que pena que você acha isso :) 
Laura: ;) 
Isabella: Muito obrigada! :D 

Beijos,
Audrey.        

23 de fev. de 2014

Drummer Girl - capítulo 21

No outro dia acordei com Justin praticamente no meu ombro. Acordei-o com toque em seu braço e outro. Foi nesse momento que ouvimos a porta ser escancarada e barulho da cadeira se arrastando. Justin, que ainda estava meio sonolento, despertou. Seu dedo indicador parou em frente ao seu lábio, como se pedisse silêncio.
Estava até prendendo minha respiração naquele momento.
Coloquei a mão em minha cabeça, analisando o estado. Fiz um coque de qualquer jeito, torcendo para que não houvessem nós aparentes. Peguei minha mochila sorrateiramente e ele já estava de pé. Repetiu o gesto de silêncio e caminhamos até a saída.
- O que os mocinhos estavam fazendo?
Justin sorriu para ela.
- O que se faz em uma biblioteca. – afirmou.
- Ela não estava aberta. – sibilou a bibliotecária. Ela estava séria, mas nunca tinha visto seu sorriso.
- Nem mesmo trancada. – a senhora nos encarou, passando o olhar de um para outro. – Não estamos interessados em roubar seus livros.
- Talvez estejam interessados em outro tipo de coisa. – arqueou suas sobrancelhas. Justin sorriu para ela.
- Talvez. – e tornou a andar.
Segui ele depois de um segundo parada. Passamos pela secretaria, a qual ele parou.
- Tenho que pegar meus horários. – justificou.
- Tudo bem. – falei pela primeira vez ao dia. – E valeu por ter nos tirado de lá. – dei de ombros, daquele jeito que você não-quer-dar-de-ombros.
- Não foi nada.
Mas tinha sido.

Mais tarde, encontrei Justin e Chaz no intervalo. O dia estava bom, ensolarado. Estavam de pé perto de nosso lugar de costume: uma mesa embaixo de um carvalho grande. Gostaria de ter mais dias para lanchar perto de lá.
- Oi. – me aproximei.
- Oi. – Chaz disse, logo enfiando um punhado de batata-frita na boca. Sorri ao pensar no motivo. – Cara, isso é divino. Mas me contem o que aconteceu.
Justin e eu nos entreolhamos.
- Nada. – falamos em conjunto. Rimos.
- Qual é.
- Hoje a bibliotecária quase nos pegou.- Justin disse.
- Ahn? – Chaz indagou.
- Tínhamos acabado de acordar e ouvimos os passos dela. Saímos e ela nos parou. – vi a expressão alarmada de Chaz, com direito a olhos arregalados e boca semiaberta.
- Eu só queria ter comprado aquela capa de invisibilidade do Harry Potter que vi no Ebay. – pensei alto e Chaz riu. Percebi o sorriso de Justin, mesmo não olhando diretamente para ele.
- Então ela perguntou o que estávamos fazendo lá, sendo que a biblioteca estava fechada. Eu respondi que estávamos fazendo o que todo mundo faz na biblioteca.
- Lendo? – indagou Charles, com o cenho quase unido.
- Dormindo. – corrigiu Justin e rimos mais uma vez.
Então, depois de instantes, fizemos um breve resumo do que aconteceu. Muito breve, tirando algumas partes ou ressaltando outras.
- Tem uma coisa que vocês não explicaram... – observou Chaz. – Por que estou comendo batata frita, ou sei lá, barata frita? – sabia o seu pensamento. Às vezes Chaz tinha umas neuras relacionadas a comida. Eu, por outro lado, amava a comida da escola.
- É batata. – respondi, mordendo a bochecha para não rir.
- Mas como? – indagou.
- Isso, você nunca saberá. – ri.
- Isso é muito injusto!
- É culpa sua, Somers. – Justin ressaltou.
- Tudo bem, me abandonem mesmo! – e saiu, batendo o pé. Justin e eu nos entreolhamos novamente e rimos de seu drama.
- Hey, Summer? – chamou.
- Hum?
- Quer voltar comigo hoje? Vou te levar a um lugar.
- Sim.

Mais tarde, na saída, me despedi de Chaz. Sabia que ele estava bravo com a gente, mas que não era de verdade. Ele estava feliz por que estaríamos indo a algum lugar sem brigar ou ser obrigado. Ele estava feliz mesmo que isso não o incluísse. Esse era Chaz.
Justin estava recostado na parede, perto da entrada. O fluxo de alunos não era tão grande por algum motivo desconhecido. Andamos meio que em silêncio até o estacionamento da escola. Em Nova York era meio que impossível ir de carro, já que tudo era tão lotado. Não me surpreendi ao ver que ser carro era uma Range Rover, mas me acanhei ao entrar no carona. Eu já estava acostumada com Chaz e seu fusca... Entretanto, não conhecia Justin e seu Range.
Pus o cinto de segurança e Justin ligou o rádio. Não perguntei onde estávamos indo, apenas abri a janela e aproveitei Red Hot Chilli Peppers e o vento.
- Tenho ar condicionado. – ele falou.
- Pode até ser que todo mundo goste de ar condicionado, mas eu não. - E não me importava com meu cabelo, tanto que até não o penteei de manhã. Aliás, isso é vergonhoso. Olhei de relance para o retrovisor mas encontrei apenas uma garota de cabelo loiro e olhos castanhos. Eu. – Espero que não se importe.
- De maneira alguma.
 Stratford era uma cidade bonita e eu era uma vergonha por não saber quase nada dela. Algumas ruas e eu já não sabia onde estávamos. O carro parou perto de um muro alto, com algumas árvores do lado de dentro. Saímos do carro.
Justin parecia meio tenso, mas o segui mesmo assim. Atravessamos o portão grande então percebi mais adiante que estávamos em um cemitério. O gramado era verde alegre. As lápides saíam do chão, cinzas – e ao contrário dos filmes de terror, bem cuidadas.
Justin andava com certa familiaridade por lá, não pude deixar de notar. Eu estava tensa. Não que eu nunca tivesse ido a um cemitério, mas não era isso que eu estava esperando. Porém eu não estava esperando nada, porque mesmo que eu mal conheça Justin, percebo que não se pode esperar quase nada dele.
Andamos uma distância considerável, até chegarmos perto de uma árvore, então caminhamos sobre a grama. Justin se sentou perto de uma lápide que dizia Amber Lee e apenas eu o acompanhei.
O ar que eu respirava era puro, porque o ar do Canadá é assim. Se não estivéssemos em um cemitério, talvez eu ainda o sentisse assim, e não carregado como o estava sentindo.
- Esse ar é o mais puro que eu já senti. – ele falou, quebrando o silêncio. O oposto do que eu pensara – Talvez as pessoas pensem que é um ar carregado, mas é o ar do descanso. Descanso eterno.
Carregado é para nós, que ficamos.  
- Venho aqui frequentemente porque gosto de relembrar alguns momentos. Não sou desse tipo que fala, pois sei que ela não me escuta.
Ficamos em silêncio por algum tempo, eu observei o movimento quase nulo do local. O céu azul era límpido.
- Talvez – prosseguiu – ninguém queira ser lembrado em um cemitério. Sei que não seria o lugar favorito de Amber e que ela preferiria ser lembrada nos lugares que frequentava, mas as pessoas nem imaginam isso, e falam com você no momento que você mais precisa de silêncio. Aqui me deixam em paz, porque é isso que as pessoas vêm fazer.
Isso me arrematou. Justin não era o mimado que eu pensei. Talvez até fosse, mas não era só isso. Gostaria de conhecê-lo melhor.
- Ela era legal. E engraçada e fazia piada nos melhores momentos, ou seja, naqueles que não se deve fazer. Pensamos em várias palavras para colocar em sua lápide, mas três palavras jamais a definiriam, mesmo sendo jovem.
Apenas escutei. Ele não falou mais depois disso. Não me senti no direito de falar nada ou indagar. De uma forma estranha, o compreendia. Passou-se um tempo até que ele se levantou e fomos embora. O caminho de volta foi silencioso, sem música. Eu estava entretida demais nos meus pensamentos e dúvidas e ele visitando um passado que não vai voltar.
Àquela hora, passei para pegar Pedro e mais tarde iria à casa de Pattie agradecer por tudo e mais tarde ainda iria ao hospital.
Naquele dia ele não me pediu sigilo sobre o que foi contado ou sentido. Mas eu sabia que de certa forma, era um segredo. E mesmo que não fosse, eu guardaria comigo, protegeria bem. Seria todo meu.
E era, de fato.

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Oi! Como vocês estão? Acho que não tenho muito o que falar essa semana... Não vou conseguir assistir Believe com as minhas amigas :T. Tudo está bem na minha escola, mas estou cada vez mais sem tempo. Carnaval, cadê você? 
- 11 comentários? 
Respondendo aos comentários:
Michele: AH, sério? Que bom que você gostou! Eu, por outro lado, morro de medo. Eu sei, isso é vergonhoso. Mas eu convivo com isso. Obrigada Michele, por ter comentado! 
Duda: Na hora certa! É que eu imaginei isso como sendo um processo... Você acha que está chato? De qualquer jeito, obrigada por comentar! Você é demais. 
BelieberSwag: Talvez primeiras coisas nunca são... Mas depois a gente se acostuma e quem sabe é feliz com as mudanças. O pensamento de "tenho que estudar" ta me acompanhando sempre, vê se pode! Boa sorte com isso... E obrigada por sua opinião, espero que goste do que ainda vai acontecer.
Feer: AI MEU DEUS! Obrigada por achar isso! (tudo bem, essa frase ficou estranha). Mas obrigada, tipo, mesmo. Beijos!
Nicolle: KKKKKK. Sonhos! Sonhos são desesperadores às vezes. É horrível (ou muito bom). Já sonhei com guerra, quando acordei quase chorei de alívio. Meu sonho é fazer intercâmbio lá, acompanho muitos diários de intercâmbio. Você também os vê? Beijos! 
Lu: É um crime ser fofa sempre, ta? É, não te achei :l Meu nome é um pouquinho diferente, então acho que vai ser fácil (estou com óculos de grau na foto): Audrey Matsumoto. Ai, obrigada! Gostou? Obrigada pelo "boa sorte", Lu! As coisas estão indo bem... Obrigada Lu, sempre. Você não faz ideia de como seus comentários são importantes. Espero que goste. Beijos!
Jani: Mesmo? Obrigada! E eu amo saber que você a acompanha... Muito obrigada! Mesmo! Isso fez meu dia. Beijos, Jani! 
Rahaella: Obrigada! Você é nova por aqui? Nunca tinha visto seu avatar antes... De qualquer forma, obrigada e espero te ver mais vezes! 
Anônimo: Aqui! :D 
Anônimo: Obrigada! :D 
Beijos, 
Audrey. 

16 de fev. de 2014

Drummer Girl - capítulo 20

Estávamos comendo e tudo estava bem. Digo, por um instante eu estava genuinamente feliz por comer comida industrializada e beber refrigerante. Eu não estava pensando na vida fora da escola ou no que tinha lá.
- Isso – Justin mastigou – é muito bom. Concordei com a cabeça.
- É a fome. – dei de ombros depois que engoli as batas que comia.
Terminamos nossa refeição, pegamos o lixo do chão e Justin indagou:
- Para onde você quer ir?
Olhei para uma das janelas de nossa escola. O céu estava escuro e não conseguia ver nenhuma estrela. O Canadá era assim ás vezes: escuro. A temperatura constantemente baixa fazia o céu nublado.
Estimei o horário, mas realmente não sabia que horas eram. Bocejei e tentei pensar em um lugar ou no que fazer.
- Você está com sono. – não fora uma pergunta. – Talvez devêssemos procurar um lugar para dormir. – senti seu olhar sobre mim.
- Talvez. – respondi. Passei todos os lugares possíveis de sono na minha cabeça: - Podemos ir para a biblioteca. Lá tem um carpete fofinho.
Justin concordou com a cabeça e seguimos por alguns corredores até chegar ao local. Encarei a porta creme e então Justin a abriu. O local sem luz era um pouco assustador, com todas aquelas mesas e livros empoleirados nas prateleiras. Justin deu três passos para frente e parou:
- Vem Summer. – ele chamou e não enxergava mais que sua silhueta.
- Você não vai ligar a luz? – questionei.
- Não podemos se amos dormir aqui. Isso seria uma denúncia de nossa presença.
Tive que concordar, então entrei. Segui Justin até certo ponto, antes de esbarrar em uma cadeira, fazendo eu mesma me assustar.
- Justin? – chamei-o, com medo de seu silêncio.
- Aqui. – ele disse tocando meu braço e isso me aliviou. Segurei seu braço por instinto (e porque posso ser bem desastrada no escuro) e ele não pareceu se importar. Entramos na penúltima fileira de livros, mas não consegui ver quais as obras que estavam lá.
Sentei no chão e Justin fez o mesmo do meu lado. Peguei outro moletom dentro de minha mochila e vesti. Arrumei minha mochila de modo a fazer um travesseiro. Ele também a arrumou daquele jeito e deitamos. Ficamos em silêncio por um tempo, de modo que pensei que ele estivesse dormindo. Nunca sou a primeira a dormir, apesar de amar fazer isso.
- Justin? – chamei.
- Oi. – ele respondeu. Não sabia o que dizer a seguir. Eu só queria a confirmação de que ele estava acordado.
- O que você estava fazendo hoje aqui?
- Minha mãe me fez rematricular aqui. Pattie sempre gostou daqui, mas depois que ela se foi, eu decidi mudar de escola.
- Como era a outra escola? – perguntei.
- Como todas as outras. – respondeu. - E em Nova York?
Fiquei surpresa ao perceber que ele se lembrava da onde morava.
- Era bem maior do que aqui. E bem menor. Cidades pequenas geralmente têm pessoas grandes.
- Talvez.
Quietos novamente.
- Mas funcionou? – perguntei.
- Mudar de escola?
- Sim.
- Não. – ele falou com a voz grave. – Sinto que seu fantasma me acompanha sempre.
- Pensei que não acreditasse em fantasmas.
- Não desse tipo. – falou convicto. – Às vezes penso que se eles existissem, ela teria ao menos tentado falar comigo.
- Se esse não é mais o mundo dela, não vejo o por que dela continuar o vivendo. – pelo seu silêncio, percebi que fui dura. Porém era o que eu pensava, de fato. Pensei que o tinha enfurecido e que ele não fosse mais falar comigo, mas não foi o que aconteceu:
- Tinha um professor que costumava dizer que essa escola era mal assombrada porque o apagador tinha caído sozinho.
- Que sentido tem isso? – perguntei – Se eu fosse um fantasma, eu não ficaria na escola derrubando apagadores. Eu puxaria pé de todo mundo. – rimos.
- Vai que era um condenado a ficar preso na escola. Tipo um nível mais alto de inferno. – demos risada novamente. Não gostava de brincar com essas coisas, mas de repente era só isso: brincadeiras.
- Estamos presos agora e isso não parece inferno. – falei.
- Não. – ele concordou. – Você é legal.
- Você também é legal, Justin. – sorri, então continuei: - Vai fazer faculdade de música?
- Provavelmente não. – respondeu sem mais detalhes - E você?
- Não sei. Se eu pudesse, sairia numa van com vocês.
- Isso parece um seriado da Disney. – rimos.
Falamos sobre coisas aleatórias por mais um tempo. Não queria dormir, porque gostava de conversar com Justin. Bocejei, porque não conseguia mais segurá-lo.
- Já? – indagou.
- Sim. – falei, pegando meu celular que ainda estava sem sinal. Nem olhei as horas, porque isso me desespera mais do que me ajuda a dormir. Coloquei minha playlist no modo aleatório e pus meus fones.
- Boa noite. – declarei.
- Summer?
- Oi?
- Posso escutar com você?
Estendi-lhe outro fone.
- Que não seja artistas bonitos e sem talento.
- Não começa. – sorri.
E então adormecemos.

---
Oi! Tudo bem? Aqui as coisas estão corridas, tanto que só ligo o computador de final de semana. Mudar de escola não significa só mudar de professores e de local. Tá mudando tudo! Já perdi um ônibus no meu primeiro dia de aula (fail) e era a primeira vez que eu andei de ônibus (fail²). Isso já faz duas semanas, mas eu nem falei isso para vocês. Já paguei mico e tudo! hehe. Sobre as atualizações de Drummer girl, eu vou atualizar conforme eu tiver tempo. Como disse antes, as coisas vão se ajustar. 

- 10 comentários? 

Respondendo aos comentários: 
BelieberSwag: Muito obrigada! De verdade. Beijos!
Feer Santos: :D Obrigada por sempre comentar! 
Jani: Oi! Nossa, obrigada de verdade! Eu também sinto saudade de escrever, de postar e de falar com vocês sempre... Fico feliz de ter sentido falta de Drummer Girl e de você ter comentado! 
SwagDaBelieber: Ah! Que legal! Espero que sim, amo seus comentários! Acabei de te seguir no twitter (mas acho que você já viu >_<). Obrigada por comentar, como sempre! (não sou linda nada! XD). Beijos! 
Duda: ESFOLOU ELA VIVA KKKKKK! Cada coisa no seu tempo, Duda! ;) E obrigada por comentar, me divirto com seus comentários!
Lu: Awn! Eu sempre fico no estado "awn" quando leio seus comentários! :( MG é legal? Não te achei, Lu... Tem como você me procurar? Sim, vamos conversar muito! Espero que tenha gostado, beijos! 
Anônimo: Vc me deixou MUITO feliz om seu comentário! JHABUR Obrigada, beijos! 
Anônimo: :D
Sheila: Muito obrigada, Sheila! De coração. Beijos! 
Beijos, 
Audrey. 

8 de fev. de 2014

Drummer Girl - capítulo 19

Então já era. Eu já tinha dito e não havia como voltar atrás. Adiar coisas como a verdade, traz mentiras à vida. E era uma verdade que não pertencia apenas a mim mesma. Ele tinha o direito de saber. Às vezes me pergunto o que acontece com as verdades que me pertencem, já que eu mesma não sei delas.
Sentia o olhar dele sobre mim, mas não o olhei de volta.
- Esse seu caderno – iniciei – ele veio comigo quando Pattie me mandou a caixa com as minhas coisas. Eu li.
Esperei pacientemente ele falar alguma coisa, mas ele não disse. Pode ser que ele não tenha demorado tanto assim, tenho a impressão de que a ansiedade acelera o tempo. Então, depois de um tempo, ele começou a dizer:
- Costumava compor músicas quando ela ainda era viva. – respirou fundo e eu o olhei de soslaio, sua cabeça estava baixa, então voltei minha atenção ao carpete meio vermelho da sala – E é isso.
- Você não compõe mais? – perguntei.
- Não. Não fazia ideia de onde estava isso.
- Sinto muito.
- Por quê?
- Porque suas músicas, elas eram realmente muito boas. Digo, eu gostei. Eu sou uma merda tocando violão, mas por um tempo aprendi a teoria. Consegui ouvir na minha mente as melodias. Eu fui tipo Bethoven quando ele ficou surdo.
- Obrigado. – disse por fim.
Mas claro que eu não queria encerrar o assunto por ali.
- Por que você não as toca? – senti a minha barriga esfriar.
- Nem mesmo Chaz sabe da existência delas. – olhei para ele, Justin estava me fitando com seus olhos cor de mel – Não quero que ele saiba.
- Tudo bem. – concordei-não-concordando. Era uma coisa dele e eu não tinha o direito de interferir naquilo.
Justin então começou a dedilhar uma música que eu reconheci ser do Metallica. Peguei minhas baquetas dentro da minha mochila – não andava sem elas – e me posicionei na bateria. Sem Zack – o que, falando sério, era muito bom para ser verdade.
Não falávamos nada, apenas tocávamos. Era silencioso, mas sentia que devia ser desse jeito. Música se sente e sentimentos não são estrondosos. Percebi que nunca havia me sentido tão próxima de Justin quanto naquele momento. Pode parecer presunçoso, mas parecia que tínhamos uma conexão. Estava feliz por aquilo.
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Depois de tocar, senti a fome me atingir como um trem.
- Estou com fome. – falei no ritmo de Yellow, do Coldplay. E não existia música mais melancólica do que essa para traduzir minha fome.
- Vamos comer então. – Justin cantou o refrão e parou de tocar aos poucos. Arrumamos a sala, colocando os instrumentos em ordem.
- Acha que Eleanor vai perceber? – indaguei observando a sala perto da porta.
- Tomara que não. – ele deu de ombros. – Nesta noite somos como fantasmas. Ninguém pode provar nossa existência, mas estamos aqui.
- Que horror. – sussurrei, sentindo um arrepio na espinha. Eu não gostava dessas coisas de sobrenatural. Só não funcionava para mim.
- Summer, estou só brincando. Isso não existe. - ele sorriu. Vi sua expressão se endurecer por um momento. A convicção com que ele falou isso era semelhante a do professor de Matemática dizendo que 2+2=4.
- Que seja. – mentira, que não seja – Ainda estou com fome.
Ele sorriu.
- Podemos ir para o refeitório.
Então fomos. Estava quase que completamente de noite, e logo os corredores iriam precisar das luzes acessas. Será que seria possível alguém do lado de fora da escola perceber isso? Que havia gente dentro do prédio?
Evitei pensar sobre isso. Porque eu não queria ficar no escuro.
Chegamos ao refeitório vazio, repleto de mesas e cadeiras e com o lugar onde davam o lanche. Era estranho não ter muita gente, porque só conhecia o lugar assim. Havia aspectos que eu nunca havia reparado, tenho certeza, mas meu cérebro de gordo só conseguia pensar em: COMIDAAAAAA!
O que claro, foi desfeito no instante seguinte ao perceber que ela não estava como costumava ser, exposta. Fomos até a cozinha, que continha grandes fogões industriais e prateleiras de metal. A cozinha era enorme. Começamos a procurar por comida e não tinha comida pronta. Todos os sacos de pães estavam fechados e em grande quantidade. Não queria abrir só para eu comer.
- Sabe cozinhar? – Justin perguntou.
Lembrei-me de Pattie automaticamente. Ela tentava me ensinar, mas eu não sabia fazer nada relativamente significativo. Ou mexer em fogão industrial. Deus, eu poderia colocar fogo naquela escola. O que, em outras circunstâncias, não seria tão mau, mas quando se está presa nela... As coisas mudam de figura.
- Não. – respondi.
- Também não. – Justin respondeu – Acho que tem umas máquinas de comida perto daqui.
- Não tenho dinheiro. – respondi automaticamente.
- Eu pago para você. – Justin deu de ombros.
- Valeu. – respondi de forma casual. Mas eu sabia que me comprar comida... Era a melhor coisa que poderiam fazer para mim.
Quando estávamos saindo da sala, vi um quadro que dizia a refeição do outro dia. Cutuquei Justin.
Vi um sorriso maléfico se espalhar pelo seu rosto. O quadro era branco e havia canetas piloto para se escrever. Justin apagou com a mão e escreveu numa caligrafia horrorosa “batata frita”. O que eu apaguei novamente. Ele me olhou de certa forma indignado e eu quase podia apostar que ele ia me chamar de certinha, até que reescrevi o que tinha apagado.
- Sua letra é horrorosa. – dei de ombros, me voltando para ele, que sorriu de certa forma – Mulheres geralmente não têm letra feia.
- A sua não é tudo isso. – ri. – Mas dá para o gasto. – ele complementou.
Admiramos nossa obra, que seria nossa refeição de amanhã, então eu coloquei abaixo: sashimi. Ele me olhou com dúvida, ao que respondi:
- O garoto japonês vai gostar. – demos risada.
- Sabe o que não faz sentido? – neguei com a cabeça – Eles serem magros. Eles têm tanta pressa que nem cozinham o peixe antes.
Ri, meneando a cabeça. Depois chegamos ao ponto onde tinha uma máquina de refrigerante e outra de salgadinho. Justin pegou duas latas de cola cola e alguns salgadinhos. Havia Doritos e Ruffles.

Sentamos no chão e posso afirmar com certeza que aquela foi uma das melhores refeições que já fiz na vida. 
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Oi meninas! Tudo bem com vocês?
Antes de tudo, não me matem. Eu sei que dá raiva quando não postam fics com regularidade, mas tenho motivos. Por exemplo, mudei de escola essa semana e ainda estou em fase de adaptação. E olha, tenho que estudar todo dia. Sei que parece mentira, porque ninguém estuda 24 horas, mas meu tempo ficou mais curto - ainda tenho que voltar de ônibus, que leva mais ou menos uma hora. Vou organizar meu tempo para postar mais - só tenham paciência.
- 11 comentários? 

Respondendo aos comentários: 
Carla: Seria muita maldade com a Summer! KKKKK Leio algumas fics que a menina só sofre... Dá muita dó. Beijos!
Anônimo: Mil desculpas! Eu realmente queria ter postado antes, mas não deu :( Obrigada por comentar e por favor não abandone a fic. As coisas vão se ajustar... Você acha isso? Poxa, muito obrigada! Beijos! 
Janii: Oi! Tudo bem, nem sempre tem como a gente comentar. Entendo! Admito que senti sua falta, hehe. Mas obrigada por comentar agora, isso é muito importante. Obrigada! Beijos!
Feer: :D 
Lu: IEBA, já sou de casa! Sinta o mesmo, inclusive para criticar Drummer Girl. Ih, já voltei, não precisa me buscar pela orelha! (aliás, porque isso dói demais e é bem traumatizante KKKKKKK). Lu, você tem facebook? Quero te adicionar lá! Muito obrigada você, por tudo. Ah, moro em Taubaté-SP. É a cidade da Hebe e onde Monteiro Lobato nasceu... Da onde você é? Beijos! 
SwagDaBelieber: Ai, como você é linda! Jura? Muito obrigada, isso me deixou muito feliz! Gosto de responder, e não gosto de deixar vocês falando sozinha! Eu que agradeço por vocês comentarem! Lógico que vou te seguir de volta! Deixa o seu nos comentários, que eu te sigo e já sei de cara que é você. Não sei se deu para entender, espero que sim... Beijos! 
Anônimo: :D
Anônimo: ;D
Gaby: Oi! Espero não ter te decepcionado... Beijos e muito obrigada por comentar Gaby! 
BelieberSwag: :D Obrigada por comentar sempre! Beijos!
Duda: Oi! KKKKKKK Amo seus comentários, Duda! Não posso dar spoiler, mas... Espero não ter te decepcionado hehe. Beijo! 
Sheila: Oi Sheila! Tudo bem? Obrigada por comentar! Beijos!

Beijos, 
Audrey. 

31 de jan. de 2014

Drummer Girl - capítulo 18

Estávamos próximos da sala de Matemática.
- O que você vai fazer? – perguntei, olhando para os lados, mesmo tendo a certeza de que não havia ninguém além de nós dois.
- Não sei ainda. – ele deu e ombros.
Adentramos a sala, e eu parei e olhei ao meu redor. Aquela sala parecia tão normal agora, mas de manhã era a pior coisa que existia. Havia as paredes de cor creme, quase que inteiramente vazias, tirando alguns pôsteres de campanhas estudantis. As carteiras eram posicionadas como de costume. Justin começou a abrir as gavetas da larga mesa do professor, tirando calculadoras e réguas.
- Ele não tem nada de interessante. – ele disse frustrado. – Talvez devêssemos deixar isso para lá.
- Tem uma gaveta que você não abriu. – eu disse, observando o trinco que apenas ela possuía.
- Interessante. – Justin observou, chegando mais perto e tentando abrir. Mas obviamente estava trancada. O velho estava velho, mas não caduca.
- Podemos conseguir essa chave na secretária. – ele falou e então era para lá que estávamos indo.
Chegamos até a porta e entramos. Estava destrancada, também. Creio que eles não trancavam porque não havia nada para roubar na escola. Amadores. A secretária era um amontoado de papéis e um cinza nas paredes que deixava o lugar realmente desanimador.
As tiazinhas que trabalhavam aqui eram gordas e nem todas simpáticas. Justin revirou as gavetas a procura de alguma coisa.
Vi em um dos computadores velhos que lá tinha um facebook aberto, mas não fiz nada a respeito. Elas nunca fizeram nada para mim, de qualquer forma. Enquanto Justin procurava a chave, observei planilhas sobre o baile e supostas sugestões de convite e uma banda confirmada. Isso me arrebatou. Aquilo, aquilo que eu odiava, estava acabando. Eu tinha que escolher meu curso da faculdade, mas não era tão simples.
Justin remexeu nas gavetas até ver o chaveiro perto de um armário. Ele pegou sem hesitar chave que tinha a etiqueta indicando nosso professor. Justin guardou no bolso do seu jeans:
- Vamos?

Assenti, então ele saiu da sala. Olhei para a mesa repleta de papéis e planejamentos mais uma vez. Meu coração palpitou umas tês vezes, então tomei a decisão e peguei o telefone. Dessa vez não para tentar escapar. Segurei minha respiração o máximo que pude enquanto falava. Sorri satisfeita - e aliviada - quando a chamada terminou. Talvez eu tivera feito a escolha errada - mas estava tudo bem, porque isso faria pessoas felizes. E se faz, que mal tem? 
Saí da sala e tentei manter minha expressão neutra. Justin estava escorado em um dos armários, brincando com a chave em seus dedos. 
- Por que demorou? - ele indagou, mas não havia traço de acusação em sua voz, apenas curiosidade. 
- Banheiro. - respondi automaticamente - Meninas não podem fazer xixi em qualquer lugar. - fiz uma careta. Era pela mentira de que eu contara, mas também pela verdade. Justin riu e eu também. Gostava da risada dele. 
- Seu vocabulário é parecido com o de criança. - ele disse, mas não havia maldade. 
- É por causa do meu irmão. - dei de ombros - Quero me vingar de uma pessoa. - ele arqueou as sobrancelhas - É de uma professora que uma vez expulsou Chaz por ele dançar funk carioca em cima da mesa. 
Ele riu, acho que provavelmente imaginando a cena. Seguimos para o outro lado do corredor, sabendo que estávamos seguindo para a sala de História. 
Joguei minha mochila em cima da mesa e peguei minha caneta permanente - aquela que eu sempre neguei ter. As pessoas têm um amor incondicional por canetas permanentes. Mas nunca compram uma. Será que que é assim com o amor? As pessoas amam observar o de outras pessoas, mas nunca procuram um para si próprias.
Olhei para o quadro verde e pensei no que escrever. Ficaria marcado para sempre. Sorri. 
"FUNK YOU!".
Chaz iria pirar quando visse. Justin me olhou com o cenho quase que unido. 
- Essa é sua vingança? - ele estava descrente? Ri e percebi que ele sorria também. Saímos de lá até que depressa, porque eu odiava a história exposta nas paredes.
- Minha mãe provavelmente falaria que estamos sendo ridículos. - falei nos corredores - Que estamos vivendo de passado. Mas essa professora nos provou que é possível fazer isso. - sorri e Justin riu baixo. 
- Sabe uma coisa que sempre quis fazer? - perguntei e ele negou com a cabeça. 
Saí correndo, como se dissesse a resposta ali mesmo. Demorou alguns segundos até que Justin estivesse do meu lado. 
- No way. - sussurrei, fazendo referência a ele me passar. Cheguei com uma diferença de segundos a porta da sala de música, a qual era a última daquele espaço. Estava ofegante e mais uma vez me odiei por ser tão gorda e sedentária. 
Justin estava com as bochechas pouca coisa coradas, mas com a respiração regulada. Mais uma vez, gorda.
- Você não quer se vingar da Eleanor, quer? - ele perguntou ao ver que estava ainda parada. Eu estar parada em frente a sala de música não quer dizer vingança, e sim que EU SOU UMA GORDA. 
- Não. - sorri com  patética hipótese. Então testei ver se a porta estava trancada. Estava aberta. Acho que essa sala seria uma das poucas a qual eu trancaria. Instrumentos custam caro.
- Mas música não tem valor - pensei na voz de Eleanor na minha cabeça. Ela falaria isso, com certeza. Ela era do tipo de pessoa que recusaria trancas naquelas portas. Ainda bem. 
A atmosfera daquela sala era diferente. Gostava daquilo. 
Justin passou por mim e fechou a porta. Observávamos os instrumentos ao redor da sala. O silêncio que nela era tocado. Sentei-me no chão e coloquei a bolsa sobre meu colo.
Apalpei os bolsos - coisa que costumava fazer e senti a agenda. A agenda de Justin. 
Era uma coisa que pertencia a ele, eu tinha que devolver. Entretanto fui consumida pelo medo. Como ele reagiria? Eu gostei de como Justin agira comigo nessa tarde - que ainda está começando. Era o que ele deveria ser, acho. Posso compreendê-lo e ser amiga dele. Não quero que isso seja quebrado agora. Sei que a amizade era nova, estava se moldando e sensível. Mas não poderia ser quebrada. 
Lembro de quando li as músicas e tentei procurar mais tarde. Não existiam, de  fato. E isso me deixava... Me sentindo bem, talvez. 
- Justin, eu gosto da banda. - falei de súbito. Porque era verdade e porque eu gostaria que ele soubesse. 
- Eu também, Summer. - ele falou, distraído com uma guitarra perto dele. Guitarra bonita, de acabamento amadeirado.
- Eu me importo com ela. - falei e ele não respondeu, apenas meneou a cabeça em afirmativa.
- Estou com seu caderno - prossegui - Acho que você compõe bem. 
Ele se virou para mim, como se tivesse acordado de algum transe. 
- O quê? 
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Oi gente! Como vocês são lindas, comentando tão depressa. Isso me surpreendeu, amei! Nenhuma novidade, mas segunda começam minas aulas. Báh, a do meu amigo começa só dia 17. DIA DEZESSETE! Muito troll a escola dele. 
- 09 comentários? 

Respondendo aos comentários: 
Anônimo: Sério? Poxa, muito obrigada! Espero que tenha gostado desse! Beijos!
Duda: Oi Duda! Tudo bem? SAPECUDOS?! KKKKKKKKKKK Nunca tinha ouvido essa antes. De verdade, eu ri! Beijos!
Melany: Que diferente seu nome! Eu tenho uma personagem de outra fic que tem quase o mesmo nome que você, mas... Acho que você não iria gostar dela hehe. Seu apelido é Mel? Amo esse apelido em outras pessoas!
Isadora: Obrigada! :D 
Lu (que sou vip e quase me fez chorar lendo o comentário): Muito obrigada, lu. De verdade. Eu que agradeço. Sem o apoio de vocês eu já teria parado, talvez. E isso é o que me faz feliz, de qualquer jeito... Sou grata por poder "gastar" esse tempo com vocês. E eu que sou grata por ter vocês como leitora e você, também tem sido muito gentil. Obrigada! Também sou louca para te conhecer, choraria um monte! E obrigada por ser uma fofa sempre! Espero não parar mesmo...  
Carol: KKKKKK Que bom que você gostou! Eu?! Imagina ;) (às vezes acho que não sei fazer isso direito, de manter a expectativa... Mas escrever é uma coisa que eu amo, então...). Obrigada por comentar Carol, fico feliz. :D
Carla: Obrigada! ;)
Anônimo: Isso realmente me alegrou! Obrigada! E obrigada por comentar!
Gaby: Ah, obrigada! Hehe. Beijos!
Sheila: Oi! Oba! :D 
Michele: Poxa, muito obrigada! Beijos! 
BelieberSwag: Muito obrigada! :D   

Beijos, 
Audrey. 

30 de jan. de 2014

Drummer Girl - prévia

- Calma, vou ligar para Chaz. – Justin disse e pegou o celular do bolso, se afastando enquanto esperava Chaz atender.
- Espera aí! – falei e corri atrás dele – Deixa eu falar com ele primeiro...
Justin olhou para mim e me entregou o celular sem antes questionar nada. Estava chamando e eu estava nervosa – tinha Pedro, eu estava responsável por ele.
- Alô? – ouvi a voz sonolenta de Chaz do outro lado da linha. Estava dormindo, claro.
- Chaz eu estou presa na escola. Eu tenho um irmão pequeno para cuidar. Eu tenho uma mãe que está no hospital. Eu estou presa. – falei pausadamente e senti o desespero me consumir. Respirei fundo e Justin pegou o celular da minha mão.
Deixei, afinal o celular era dele. E eu estava sentindo o controle fugir. Eu poderia ter gritado com Chaz – que só queria me ajudar (eu tinha que ficar lembrando isso constantemente). Joguei minha cabeça para trás e fechei os olhos. Vida, isso é uma brincadeira?
Ouvi os passos de Justin se aproximando e abri os olhos. Ele me entregou o celular e eu respirei fundo.
- QUE PORRA CHAZ! – gritei no telefone e não me importei. Não tinha ninguém para ouvir ã
- Desculpa. – ouvi a voz dele do outro lado da linha. – Vai dar tudo certo, eu e Justin já arquitetamos um plano.
Não respondi, então ele continuou:
- Eu pego Pedro na escola, a mulher já me viu com você outras vezes. Ele fica com Pattie e eu dou uma desculpa, para ambos. E sobre Justin eu falo que ele foi dormir na casa de Ryan, e peço para ele nos dar cobertura. É o plano perfeito.
Umedeci meus lábios.
- Você não pensou em um jeito de nos tirar daqui? – perguntei, com o coração saltando.
- Deus, Summer, não. Vocês podem dormir aí por uma noite e no outro dia fingir que vieram de casa. Eu não tenho contato com a diretora e não quero chamar o corpo de bombeiros, porque vocês podem se virar. É meio que um sonho. – ele concluiu.
- Sonho? Ficar presa na escola? Esse é meu pior pesadelo.
- Ficar preso na escola sem estudar é um sonho. Façam o que quiser. – ele disse e quase senti ele dando uma piscadinha para nós. – E não se preocupe, eu vou visitar sua mãe hoje.
Ele disse e então desligou o telefone e eu estava de fato mais aliviada. Chaz ia dar um jeito em tudo, esperava. Olhei para Justin, devolvendo o celular. Observei ele enfiar no bolso de sua calça jeans.
- Estamos presos. – falei tentando disfarçar a tensão em minha voz e quebrar o silêncio desconfortável, claro.
Ele me estendeu a mão, ajudando a me levantar. Seus dedos eram quentes.
- Valeu. – agradeci baixo.
Nós caminhamos sem rumo pelo corredor logo e ele parecia repassar algumas coisas em sua cabeça. O silêncio pairou entre nós de novo, por alguns instantes. Ele se virou para mim, e sorriu de modo sinistro:
- Então, de quem você quer se vingar primeiro? – ele perguntou.
Balancei a cabeça. Ele estava falando sério?
- Summer – ele disse e sorriu – É nosso último ano, e nossa última chance. Eu estudei aqui antes de tudo acontecer. – esperei ele prosseguir.
- Teve o professor de matemática. Reprovei o segundo ano por meio ponto na matéria dele. – ele limpou a garganta, mas sorriu – Ele sabia o por quê de eu não estar envolvido nas aulas. Mas me reprovou do mesmo jeito. É só um acerto de contas.
Senti um frio avassalador na minha barriga. Que velho cretino. Então decidi que faria e senti a adrenalina subir no meu sangue. Pode parecer bizarro, mas quero ter histórias para contar.
- Nossa escola não tem câmeras? – questionei.
- Não. – ele respondeu convicto.
Hesitei. Não gostava de hesitar, mas...
- Vamos. - resolvi e então fomos. 
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Oi, tudo bem com vocês? Aqui as coisas estão melhorando gradativamente (alívio).  Desculpa gente, sério. Vocês não mereciam isso, vou tentar melhorar (mimimi de escritora ninguém merece). Espero que tenham gostado e fiquei muito feliz com o feedback que recebi de vocês!
- 7 comentários? 

Respondendo aos comentários: 
Gaby (chique com "y"): Obrigada, está tudo melhor que antes! Obrigada pelo apoio! E obrigada por sempre comentar, isso significa muito para mim.
Anônimo: Hey, muito obrigada! Como é seu nome? 
Carla: Obrigada, sério! :D 
Feer: Obrigada! :D 
Anônimo: Como é seu nome? Muito obrigada!
Jujuba azul: TCHANÃ! Seu cabelo deve ser divo! E vc mais ainda por comentar hehe. 
Duda: ;D Duda, amo esse apelido (e ó que não é bajulação não, hein!). KKK! E sim, é a sua marca registrada! 
Janii: Oi! Poxa, espero que sim :D Obrigada por comentar! 
Imagine Belieber: Muito obrigada! Como é seu nome mesmo? Fico muito feliz de te ver comentando... 
Anônimo: Como é seu nome? NÃO BRINCA COM MEUS SENTIMENTOS! JHDUEYGD Muito obrigada! 
SwagDaBelieber: Chaz é outro nível! Sinta meu pé pisando no seu, assim que eu danço KKKK. Brincadeira! Muito obrigada por tudo, você é uma fofa e tenho muita sorte por ter vc como leitora. 
Michele: Obrigada! :D
BelieberSwag: Muito obrigada! :D 
Isadora: Obrigada! :D :D 
Lu (SOU VIP GENTE!): Muito obrigada pelo apoio, Lu. Ta dando tudo certo, sim. Muito obrigada por ler e comentar, sério. Ah, e sobre responder os comentários, acho que eu faço o mínimo, juro. Vocês que fazem bastante comentando, pq eu sei que dá a maior preguiça! E gosto de conversar com vocês, vocês são importantes para mim - não quero deixar vocês falando sozinhas. No começo eu não fazia isso, pq não tinha tempo... Mas agr vou sequestrar Cronos! Beijos Lu! 
Anônimo: Obrigada :D
Carol: Ah, obrigada! Ele é muito gato! Dá vontade de ficar observando ele sempre! Que bom que você gostou! Beijos Carol!

Mais uma vez obrigada por tudo!
Beijos, 
Audrey. 

18 de jan. de 2014

Drummer Girl - capítulo 17

No outro dia eu tive que vencer minha preguiça e ir para a escola. E isso soou muito estranho: toda vez que algo novo acontece você não é o mais o mesmo e não sendo mais a mesma não sei como agir.
Esperei sentada na frente de casa, o Chaz. Senti o vento bater no meu rosto. Eu estava com a sensação de vazio, a sensação de que sabia que algo deveria ser feito e ainda assim não saber como agir.
Vi o carro parar aos poucos e então caminhei até o banco de carona.
- Oi. – disse.
- Oi Summer. – ele sorriu e deu um beijo na minha bochecha.
Chaz foi silencioso quase que o caminho inteiro. Estava grata por ele não fazer perguntas e nem perguntar se estava tudo bem. Eu não queria mentir para Chaz e acima de tudo não queria ouvir que não estava. As palavras têm diferentes níveis de poder e as faladas eram o de nível máximo. Não queria dar esse poder a elas.
O resto do dia foi normal e tivemos aula de música. Eu estava cansada para disputar a bateria com Zack, então apenas sentei no chão. Tentei ignorar o olhar de Eleanor sobre mim, os olhos cinzentos que às vezes pareciam carregar tempestade me encarando.
No intervalo eu passei sentada em uma das mesas de fora do refeitório, com a cabeça abaixada e Chaz me fazendo companhia. Ryan também foi lá bagunçar meu cabelo, mas logo se afastou. Ele sempre fora meio disperso da banda, mas realmente gostava dele.
- Summer – Chaz me chamou do corredor – A minha aula agora é de história, qual a sua?
- Biologia. Infelizmente – franzi os lábios. Não queria estudar outra vida senão a minha.
- Depois na hora da saída você pode me encontrar na sala do Rick?
- Geografia? – ele assentiu com a cabeça – Tudo bem.
Não prestei muita atenção na dissertação do professor, mas era só mais um período. Já estava acabando. Recolhi meu material e esperei que a maioria saísse. Os corredores estariam intransitáveis naquele horário e quando me senti segura saí.
Fui até o outro corredor e entrei na sala de geografia. Eu gostava de lá, era uma das melhores salas por causa da iluminação clara. Os globos e alguns mapas mundi preenchiam o recinto e eu apoiei minha bolsa transversal em uma carteira. Sentei em outra carteira, desejando ir para a casa e desejando ver Chaz logo – provavelmente deve ter descoberto um jeito novo de colar ou alguma artimanha para aprontar na aula.
Passou-se um segundo até eu olhar ao redor da sala. Ele estava escondido, tinha que estar. Ele não se atrasa. Dei alguns passos, procurando e do outro lado da sala vi Justin sentado no chão, perto de uma cadeira. Quase gritei ao vê-lo, aquela nem era a escola dele.
- Oi. – ele disse primeiro.
- Oi. – respondi desconcertada. Olhei para ele e me recompus.
- Você viu o... – falamos juntos e então ouvimos a porta se fechar.
Corri até lá e vi que ele me olhava através da pequena janela de vidro que ela tinha. Ele murmurou um “desculpa”, e então ouvi o trinco da porta girar. Bati na porta a fim de conseguir sua piedade, mas ele balançou a cabeça em negativa.
Sentei e me encostei na porta, derrotada. Eu estava a beira de um ataque de nervos. Eu estava tão brava com Chaz que eu poderia gritar. Ele queria que fizéssemos as pazes. Ele queria nos obrigara a nos resolvermos.
Eu não queria isso.
Digo, eu não fiz nada até agora além de ser gentil. Eu não fiz.
Vi Justin olhar fixamente pela janelinha, mas não dizer nenhuma palavra. Imaginei se eles eram daqueles amigos que um olhar basta. Ouvi Justin se mexer e se sentar do meu lado.
- Summer – ele disse depois de um silêncio longo – Desculpa.
Senti a surpresa tomando conta de mim. Um pedido de desculpa não apaga ou conserta o que foi quebrado. Mas era um pedido de desculpas, de qualquer jeito.
- A Pattie te mandou dizer isso? – perguntei, mas percebi que soou rude.
- Mesmo que ela não tivesse, eu sei que te devo isso. – falou e analisei seu tom de voz, ainda não o encarando. O tom não denunciava sarcasmo ou acidez, apenas uma pessoa falando. E isso que ele era, uma pessoa.
- Ninguém me deve nada. – respondi – Você é dono dos seus sentimentos e escolhe o que fazer com eles. É dono de suas atitudes também.
Justin se silenciou. Talvez tivera se arrependido do pedido de desculpas e eu não liguei. Acho que “desculpa” tem que ser espontânea para ser verdadeira, aliás, é um sentimento. Não por pressão como acho que a Pattie fez. E eu estava com muitos problemas para me preocupar com ele.
- Tudo bem. – ele concordou e por um momento quase que levantei e falei para Chaz que não o odiava, mas que não dávamos certo também e que não adiantava quanto tempo ficássemos presos. – Mas eu te peço desculpas do mesmo jeito. Sei que estive agindo como um idiota.
Fiquei quieta.
- As coisas têm sido difíceis para mim, Summer. – ele falou, meio que de repente.
- Têm sido para todo mundo. – respondi pensando em minha mãe, em minha vinda para cá, no meu pai e no mundo.
- A morte não é um fardo que posso carregar. – ele disse e eu prendi minha respiração por um momento e ele parou como se só aquilo já bastasse para que eu compreendesse. Eu compreendia, acho. Eu poderia estar perto dela, nós sempre estamos.
- Ninguém nunca pode carregar a morte. – disse, mas não pareceu reconfortante. A verdade geralmente não é – A morte não é sobre carregar, é sobre deixar ir.
Ele não me respondeu. Talvez não houvesse resposta para aquilo.
- Ela era irmã do meu baterista antigo, o Luke. – ele respirou fundo – Nós éramos namorados, mas ela morreu em um acidente de carro... – assenti – Não queria que ela tivesse ido.
Pensei que ele começaria a chorar a qualquer momento, mas ele permaneceu em silêncio. O silêncio é duro às vezes.
- Depois as coisas mudaram. A morte entrou em mim. Fiquei assim por meses inteiros e ão sou mais o mesmo.
Estava surpresa, mas concordei.
- Depois de um grande acontecimento não somos mais os mesmos. Mas dá para criarmos versões melhores de nós, acho. – disse. Parecia fácil na teoria, mas não era assim tão simples. Não quando você é o protagonista da história. Ponderei se eu estava sendo justa ao pensar no que eu queria dizer. As coisas necessárias são as mais difíceis de serem ditas: - Não é porque você está machucado que tem que feri-los.
- Tem razão. – ele suspirou e eu não queria fazer perguntas para ele. Eu sabia que doía, eu sabia que ele se sentia desconfortável. – Então, aceita voltar para a banda? Precisamos de você lá.
- Sim. – respondi sem hesitar e me permiti sorrir. Um sorriso pequeno. Eu estava meio transtornada por toda aquela história e dos pensamentos que tive. Talvez ele fosse uma pessoa legal. Talvez agora ele estivesse abrindo espaço para outras pessoas. Eu queria descobrir isso. Percebi que ainda estávamos escorados na porta e trancados. Minha barriga já reclamava.
- Hey, Chaz. – falei em um tom mais alto. – Está tudo bem. Pode nos soltar agora.
Não ouvimos o barulho da chave girando e eu levantei.
- Chaz! – chamei de novo e girei a maçaneta.
A porta estava aberta.
Justin olhou para minha cara e eu olhei para ele.
- Não acredito que... – rimos baixo o que me aliviou porque tudo estava muito sério.
- Ele foi embora. – rangi meus dentes.
- Te dou uma carona. – quis negar, mas me detive. Se fosse de Chaz eu aceitaria e me ocorreu que também queria conhecer Justin. Poderíamos ser amigos, como eu e Chaz.
- Obrigada. – agradeci.
Chegamos até a saída principal, a última que se fecha. Empurrei e ela não se moveu. Empurrei mais uma vez e nada aconteceu. Justin empurrou e olhou pela janela que elas tinham. Tentei olhar também, apesar de Justin ser maior, e vi o que precisava ser visto: as correntes trancavam a saída.
- Estamos presos. – falei atônita.

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Oi, tudo bem com vocês? Primeiramente eu não estava\estou bem. Problemas familiares acho que são os mais dolorosos. Eu estou com esses problemas e dói muito. Mesmo. Não quero compartilhar isso com vocês porque é chato ouvir minhas tristezas. Só digo isso porque foi isso que atrasou minha postagem e eu acho que vocês mereciam uma explicação. Enfim, o que acharam? Me digam, por favor! A opinião de vocês realmente importa.
- 15 comentários? (não vou aumentar muito!)

Respondendo aos comentários: 
Feer: Oi Feer! Ih, não posso falar! Beijos ;)
Lari C.: Oi! Você me animou! Muito obrigada, você não sabe o quanto fico feliz de ler isso!
Gaby: Ai, acho muito chic quem escreve "Gaby" com "y". Mas como todos os mistérios a verdade aparece hehe. Beijos! 
BelieberSwag: Oi! Ah, sério? Muito obrigada!
Jujuba: Ah, sim!Oi Julia! hehe. TEU CABELO É AZUL? Mas é todo azul? Que maneiro, tinha uma época que eu queria pintar de azul mas minha mãe não deixou :( Ih, não posso falar! Mas muito obrigada! 
Duda: Oi! Acho tão legal quando você fala: "continua pelo Bieber amado", porque é tipo a sua marca registrada :D
Luciana: Oi! Ai meu Deus do céu! Não, você nunca tinha me dito! E fiquei muito feliz de você me dizer! MUITO FELIZ, A PONTO DE QUERER SAIR DANÇANDO! (olha que eu tenho ritmo zero, hein! hehe). Muito obrigada, Lu (ei, posso te chamar assim? amo diminutivos, mas meu nome é impossível de dar. Tipo "au". Iam pensar que estavam latindo quando me chamassem KKKKKK Tipo aquela música - escrota - da Valesca Popozuda)! 
SwagDABelieber: OI! Você fez eu querer dançar também! ESTOU NAQUELE MOMENTO QUE NEM CAPS LOCK DÁ CONTA! Fiquei muito feliz de ver seu comentário, e sim, todo mundo poderia ter um Chaz na vida. Ele é meu amigo do Justin favorito (não sei se sou só eu que tenho essas coisas kkkk). Você é uma fofa, e fiquei muito feliz de você ter dito isso! MUITO! Poxa, muito obrigada. Você e as outras beliebers são as melhores leitoras que eu poderia ter! (p.s.: percebe-se minha animação pela quantidade de pontos de exclamação). Beijos! 
Carol: Oi! Poxa, muito obrigada! Olha o link: https://www.youtube.com/watch?v=GUVd34_PVZg Agora que eu vi que é com Last Friday night, mas vê mesmo assim, porque eu amo a voz dele! E me conta o que achou depois ;) 
Anônimo: Ai, sério? Muito obrigada! 
Anônimo: (você é a mesma de cima, né? hehe) Muito obrigada! 
Anônimo: :D
Carla: isso... Obrigada por comentar! 
Janii: ...Há! Já tive essa impressão em várias fics hehe. ;) 
Isadora: Oi! Sério? Tem capítulos de outras fics que eu já escrevi chorando ou quase... Dias emotivos são difíceis! Mas fico feliz que gostou :D

Beijos, 
Audrey. 

13 de jan. de 2014

Drummer Girl - capítulo 16

Quando eu choro realmente me entrego à dor. Depois que saí correndo eu não lembro muito bem como cheguei em casa. Só corri até achar um metrô e comprar minha passagem. Quando algo dói geralmente não consigo pensar em nada, então fui chorando do banco de metrô até a minha rua, depois fui a pé até minha casa. Lembro de ter ouvido Chaz me ligar algumas vezes, mas não atendi.
Abri e me atirei no sofá. Revivi tudo desde que entrei na banda e depois quando minha mãe ficou doente. Eu não sou de ficar choramingando muito tempo: prefiro sentir tudo de uma vez e seguir em frente. Com um pulo me lembrei de Pedro. Senti meu corpo tremer ao passo que me levantava.
Sem chance de eu conseguir um metrô de novo – o que eu peguei fora o último do dia. Me obriguei a pensar que estava tudo bem – e estava, ele estava com a Pattie. Comecei a procurar o telefone que ela me dera na vez que cuidei de seus filhos. Estava ali. Tinha que estar ali. Peguei minhas calças jeans e vasculhei nos bolsos: nada. Até que em uma estava lá, amassado. Respirei fundo. Não sou fã de falar ao telefone, mas aquela seria a ligação mais difícil que teria que fazer nesses dezessete anos.
Disquei e esperei até ela atender.
- Alô? – ouvi sua voz.
- Oi Pattie – falei tentando soar casual – É a Summer.
- Aconteceu alguma coisa? – perguntou preocupada. Sim.
- Eu tive um imprevisto e tive que voltar mais cedo. – menti. Sabia que não aguentaria falar da banda, do que aconteceu. E também sabia que uma hora eu teria que falar sobre isso com a minha mãe, com todo mundo que se importe. E Pattie importava. Com um aperto no peito percebei que não veria ela mais.
- Está tudo bem com a sua mãe? – perguntou.
- Espero que sim. – respondi. – Não tenho certeza. A gente nunca tem quando se trata da vida, né? – não queria ter soado tão depressiva.
- Não, Summer. Mas pode ter certeza que vou estar aqui se precisar. Você é como uma filha para mim.
Sorri e senti meus olhos se encherem de lágrimas. Se minha mãe se fosse – não queria nem pensar nisso – ninguém nunca a substituiria.
- Pattie – comecei – Eu não tenho como pegar Pedro agora. Eu não tenho carro e nem sei dirigir.
- Ele pode dormir aqui. – ela respondeu – Ele está se divertindo aqui. Posso emprestar roupas do Jaxon para ele, se você não se importar. Eu não sei como ele se comporta dormindo na casa de outras pessoas, mas por mim tudo bem.
- Muito obrigada Pattie. – realmente agradeci. Pedro não tinha problemas em dormir na casa de outras pessoas (ele até dormiria na rua, se estivesse cansado). Mas tinha algo em mim não conseguia ver minha mãe o deixando na casa de outra pessoa. Resolvi ignorar isso e agradeci novamente e me certifiquei se estava tudo bem.
Tomei banho e estava muito cansada. Estava aliviada por Pedro não estar aqui: não gosto de ficar triste perto dele. Ficar sozinha quando se está triste é realmente horrível, você sente a tristeza o máximo que pode e não tem ninguém lhe dizendo que tudo ficará bem.
Tentei dormir.
Só revirei na cama.
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No outro dia acordei com os olhos inchados e mega sensíveis. Não queria nem me olhar no espelho, mas me troquei. Acordei cedo (no meu horário normal) e ainda me sentia cansada. Tomei café e assisti a um desenho na televisão, como eu sentia falta daquilo. Ouvi a campainha tocar e e passei a mão no cabelo, me levantando. 
Abri a porta e dei de cara com Chaz. Ele estava com o semblante preocupado e eu me sentia péssima por fazer os outros ficarem preocupados. A dor entre amigos é partilhada mesmo sem sabermos.
- Oi Summer. - ele disse. 
- Chaz... - quando percebi já estava abraçando ele. Senti seu corpo tenso, logo depois me envolvendo com seus braços. Senti que alguém me segurava nas pernas e concluí que era Pedro pelo tamanho e toque. Percebi meus olhos úmidos e engoli o choro. De qualquer forma, depois que a primeira lágrima cai eu não consigo parar. Eu não queria que ela caísse. 
- Summer vai ficar tudo bem. - ele disse, passando a mão sobre meus cabelos - Eu sei que vai.
Eu não tinha tanta certeza, então não fiz nada. Parti o abraço e ele me observou bem. 
- Então é isso? - perguntou - Você está fora?
Sacudi a cabeça em um "sim" e ele suspirou. 
- Tudo bem, você não vai a aula, né? - fiz que sim novamente - Então tenho que pegar umas coisas no carro. 
Esperei enquanto via sua silhueta ir até o carro velho e azul. Ele voltou com uma caixa de papelão em mãos e estendeu em minha direção. Peguei. 
- Essas são as coisas que você deixou na casa de Pattie. Ela arrumou ontem.
- Então ela sabe? - não tinha dito nada para ela. 
- Sim, ela me obrigou a falar por que você saiu mais cedo. 
Em parte eu estava aliviada por não precisar falar para ela, por outra, me senti péssima.
- Você quer que eu leve Pedro para a escola? - perguntou ele depois de um tempo. 
- Sim. - respondi analisando meu irmãozinho. Ele choramingou. 
- Não quero ir. 
Eu sorri para ele. 
- Não quero que falte, você sabe como a mamãe é com faltas. - eu disse e ele assentiu. - Pegue sua mochila. 
Pedro subiu as escadas correndo. 
- Muito obrigada Chaz. - olhei para ele ainda na minha porta - Você é meu melhor amigo. 
Ele sorriu. 
- Você também. Eu até desconfiaria que você é um menino, mas meninos não choram.
 Fiz uma careta. Pedro chegou momentos depois e vi os dois indo embora. 
fechei a porta e fui para meu quarto: quanto mais rápido me desfizesse da caixa, melhor seria. Sentei do lado da minha cama e analisei o que estava por cima: um moletom roxo. Depois, logo abaixo, tinha duas baquetas e alguns elásticos de cabelo. No fundo, quase no canto da caixa havia um caderno, mais parecido com uma agenda. 
Peguei e analisei a capa. Couro marrom, levemente envelhecido. 
Não era minha. 
Pensei haver alguma mensagem lá dentro, mas parecia pouco provável. Folheei em busca de um nome, mas não havia nenhum.  
Passei as páginas e vi versos rabiscados e outros não. A caligrafia era realmente um garrancho, mas eu queria entender. Parecia poesia - e apesar de odiar esse gênero, eu queria entender. 
Li e reli alguns trechos. Fiquei muito tempo passando de uma página pra ofiutra quando subitamente entendi ao ver a cifra numa página. 
Não eram poesias, eram músicas. 
Eram músicas inéditas. 
Mas por que estavam comigo? 

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Oi gente! Desculpa a demora, mas está aqui o capítulo. Tive que ir viajar para a casa da minha vó e fiquei muito decepcionada esse final de semana. Mas as coisas vão ficar bem. Obrigada por todos os comentários, vocês são incríveis e qualquer crítica que tenham a fazer, façam. Estou disposta a melhorar. Amo vocês!
- 13 comentários?

Respondendo aos comentários: 
Carla: tudo será esclarecido... ou não. MUAHAHHAA. Brincadeira, fiquei muito feliz de te ver comentando :) 
Daniela: Obrigada! :D 
BelieberSwag: Muito obrigada! ;) 
Jujuba: seu nome é Juliana? Acho muito legal esses nomes que dá para ter apelido, o meu nem dá :T. Mas tudo bem!
Anônimo: é a Jujuba aqui? De qualquer jeito, ela não vai "drummir" KKKKKKK. Eu tenho que parar com esses trocadilhos, mas eu amo fazer isso! E amo quando as pessoas entram nessa. Minhas amigas ficam tipo: JÁ DEU NÉ AUDREY? Obrigada por comentar! Beijo! 
Feer Santos: :D 
Jani: Sério? Meu coração fez um duplo twist carpado agora! (e não sei se escrevi certo hehe) 
Luciana: :D Obrigada! 
Duda: KKKKKKKK :D :D. Já já!
Anônimo: :D
SwagdaBelieber: Toda vez que me perguntam eu fico com vontade de falar! Mas daí seria spoiler ;) E TEM COISA PIOR QUE SPOILER? Quase morro quando me falam hehe. Obrigada por comentar, você é uma fofa! 
Carol: Jessie J diva! Esses dias vi um cover muito bom de Domino, se quiser te passo o link ;) E muito obrigada por comentar! 
Sheila: Continuei hehe, vivo me confundindo também! 

Beijos, 
Audrey. 

9 de jan. de 2014

Drummer Girl - capítulo 15

Como tinha perdido a hora, decidi ficar na cama mais um pouco. Eu gostava da sensação de não fazer nada, como todo legítimo adolescente. Olhei para o meu irmão, enrolado em um edredom com a franjinha lhe caindo a testa.
Não tinha como leva-lo a escola, afinal, eu não podia dirigir e a escola dele era longe. Mais longe do que a minha. Deixei-o dormir mais um pouco. Queria praticar bateria, mas não podia porque ainda era cedo.
Decidi mandar uma mensagem para Chaz, só para confirmar o horário, mas ele me mandou uma dizendo que perdeu a hora também. Ele perguntou se o hospital tinha me ligado e que horas a gente poderia buscar minha mãe. Agradeci e por fim decidimos ir visita-la.
Deixamos meu irmão na escola quando deu o horário e fomos para o hospital. Eu estava nervosa e um tanto aliviada. Minha mãe voltaria conosco e tudo se encaixaria nos eixos mais uma vez.
Quando chegue ao hospital e Chaz disse todas as informações para a moça, o mesmo médico de ontem veio e nos disse que ela teria que ficar mais um tempo no hospital. Meu coração falhou uma batida. Eu não escutei muito bem, mas acho que era algo por não terem conseguido identificar o que causara o desmaio. Senti as lágrimas nos meus olhos.
- É mais como uma medida de precaução. Ela está bem. – ele me assegurou – Pode falar com ela, se desejar.
Entrei no quarto 109. Minha mãe estava de fato parecendo bem, mas ela não estava. Se estivesse não teria desmaiado, não permaneceria no hospital. Se tudo fosse como as aparências nos dizem seria mais fácil. Superficialmente tudo é mais fácil. Pensei nela como o meu quarto: arrumado por fora, por dentro, quando se abriam as gavetas, tudo bagunçado. Acho que a gente é um pouco assim: escondemos nossa bagunça.
Tentei esconder minha cara pós-choro que envolve nariz vermelho e olhos inchados, mas ela percebeu, porque pegou minha mão daquele jeito que as mães fazem.
- O Pedro foi para a escola? – perguntou, quebrando o silêncio.
- Eu e Chaz  levamos ele para lá.
- Muito obrigada, Sun. Depois quero agradecer seu amigo, ele é um anjo.
Assenti com a cabeça. Não importa quantas vezes eu agradecesse a Chaz, nunca seria o suficiente.
- Hoje é o grande dia! Não se esqueça de mostrar todo seu talento! – ela disse, genuinamente feliz.
Eu não estava no clima.
- Mãe, eu não sei se quero ir... – suspirei – Eu não quero te deixar aqui.
- Como você acha que eu estou me sentindo de estar aqui, Sun? Eu queria estar com seu irmão, com você, trabalhando. Mas agora não posso. Você vai me fazer sentir pior se você não for. Não desista do que você gosta. Eu sei que você ama estar naquela banda.
Suspirei. Sabia que depois que tudo isso passasse muito provavelmente eu me arrependeria se não comparecesse. Decidi ir.
Passei mais um tempo no hospital, esperando o próximo horário de visitas com Chaz do meu lado. Eu estava fucking cansada. No outro horário eu me despedi. Já estava quase na hora do Killimanjaro (o restaurante que nos apresentaríamos), mas tinha um problema: o Pedro. Como eu levaria ele em um restaurante e o deixaria sozinho? Sem saber que horas eu sairia de lá?
- Deixa com a Pattie. – ouvi Chaz dizer.
Instantes depois eu me vi vestindo minha melhor cara de pau e levando Pedro para a casa de Pattie. Expliquei somente o necessário para ela sobre a minha mãe (não queria que meu irmão ouvisse) e ela disse que tudo bem ela ficar com Pedro e que seus filhos iam amá-lo. Me certifiquei se estava tudo bem mesmo, porque eu odeio gente que sai largando as crianças por aí.
- Justin foi mais cedo com Ryan para montar os equipamentos. Somos só nós dois.
Dei de ombros.
Chaz pegou seu carro velho e eu sentei no carona. Ele dirigiu até certo ponto da cidade que eu não conhecia. Era escuro e parecia que não tinha iluminação direito. As ruas eram vazias e me lembrou da rua de Chris (todo mundo odeio o chris). Entramos em uma viela e vi depois de algum tempo o restaurante com o letreiro em neon verde. Entramos e Justin estava no palco com Ryan, arrumando alguns fios.
- Oi. – cumprimentei os dois, o qual Ryan gritou “oi” no microfone. Sorri.
Justin murmurou “oi” e eu me posicionei na bateria. Ainda faltava meia hora, mas eu queria ver se tudo estava posicionado de maneira correta. A visão que eu tinha era boa: via Justin e seu pedestal, Ryan e Chaz posicionados um de cada lado. Ainda consegui ver as mesas de madeira. Estava com muito medo de não aparecer ninguém.
Ajudei com o equipamento, embora não houvesse muito o que fazer.
Por volta das 19:00 ainda não tinha ninguém. E esse era o horário combinado para o início. 19:05 (sim, eu estava desesperada olhando para o relógio toda hora), um senhor bem idoso chegou. Ele se sentou na penúltima mesa e só então vi algum funcionário.
Justin se virou para nós e entendemos que era para começar. Começamos com “Wait for me” do Kings of Leon. Eu estava nervosa vendo minhas expectativas de casais nos ouvindo e de famílias gratas por ouvirem nossa música sendo quebradas. Eu pensava na minha mãe no hospital e isso doía um pouco. Eu estava fazendo as batidas no automático. Então errei uma.
As baquetas estavam escorregadias graças ao suor da minha mão. Tentei consertar meu erro, eu sabia que poderia no final das contas.
Mas Justin parou a música. Ele simplesmente parou de cantar e se virou para mim.
- Dá para você levar isso a sério? – ele perguntou com acidez.
Paralisei por um segundo. Ele não estava falando sério. Ele não poderia parar a apresentação por causa disso. Senti que ele havia alcançado meu limite. 
- Eu estou levando isso a sério – eu disse - Você não me conhece para saber o que eu estou não estou levando a sério. Enquanto eu estou aqui minha mãe está no hospital, mas aposto que você não sabia disso! - vi minha voz se alterar. 
- Você só importa com você mesmo. - senti o ar fugir de meus pulmões - Eu reparei como você trata todo mundo. Eu reparei em como você os despreza e como me despreza. Acontece que eu me recuso a fazer parte desse espetáculo ridículo! Todo mundo pode estar bem com você pisando neles, mas eu não estou. E sei me mancar. Se não sou bem vinda, eu me retiro dessa banda! - disse e ao sair bati num prato, que estremeceu e fez o maior barulho. 
Peguei minha bolsa que estava próxima a bateria e saí correndo. Lembro de ter visto o olhar dos garotos sobre mim, um pouco chocados. Só quando estava no meio de uma rua vazia e escura percebi que chorava muito.  
E que eu tinha que voltar para a casa.

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Oi meninas! Fiquei muito feliz com os comentários de vocês! Juro! To quebrando minha cabeça tentando arranjar um jeito de instalar um template o wordpress, mas essa plataforma é muito difícil. Pelamor! Se tiver alguém que manje de wordpress pode deixar nos comentários? To enlouquecendo e quase indo para o blogspot mesmo! Humph, 
Enfim, gostaram? 
- 13 comentários? 
Eu não gosto de autora que fica aumentando muito o número de comentários, mas esse merece, vai? 
Respondendo aos comentários: 
Feer Santos: :D muito obrigada! 
Bieber Girls: Poxa, valeu! Fico muito feliz de vc ter gostado! 
BelieberSwag: :D
Anônimo: Sério? :D obrigada! 
Duda: :D
SwagDaBelieber: Sério? Pensava que ninguém sentia saudade de Drummer Girl! Vc gostou de sete dias! VC GOSTOU DE SETE DIAS! Eu pensei em uma continuação, tenho vários projetos de fic para esse ano! Beijos! 
Imagine Belieber s2: :o oh que assim meu coração não aguenta! Poxa, muito obrigada! Vc não faz noção de como eu fiquei quando li seu comentário! Eu não posso ficar falando do assunto Chaz, mas ah, ele é meu amigo do Justin favorito! Sempre foi, embora agr esteja rolando a treta que eu não entendi quase nada...
Giulia: Oi, obrigada! Assim que eu ler, eu divulgo! (não gosto de divulgar imagines que eu não conheço hehe). 
Carla: muito obrigada! :D 

P.S.: GENTE, eu só respondi os comentários agora porque eu esqueci de responder :x Estava muito afobada para postar esse cap! hehe

Beijos, 
Audrey. 


8 de jan. de 2014

Drummer Girl - capítulo 14

Já estávamos na véspera da nossa apresentação. Nesse período ensaiamos mais uma vez, mas eu não estava ansiosa. Eu só esperava que passasse essa apresentação logo. Era uma coisa que eu gostava, mas trazia cansaço.
Chaz estava com a cabeça apoiada na mesa de madeira do refeitório. Ele também estava cansado. Parecia ser o tipo de exaustão que ele carregava faz tempo, mas eu não queria me intrometer. Pessoas nunca nos ajudam quando estamos assim, elas só atrapalham. E Ryan faltara.
Mais tarde voltei andando para casa. Chaz insistiu que eu fosse com ele, mas eu achei melhor não. Fazia tempo que eu não andava e precisava sair e respirar ar puro. O ar do Canadá era assim. Observei as casas, as pessoas, as ruas limpas. Eu só queria me enrolar no edredom.
Quando cheguei em casa não queria almoçar, por isso fui falar com a minha mãe. Não precisei ir tão longe, ela estava caída no corredor de casa. O desespero tomou conta de mim. Fiquei em transe por um momento.
Entrar em transe é uma situação que eu não espero que ninguém passe. Você sabe que está ali e sabe o que está na sua frente, mas não consegue fazer nada a respeito disso. Saí do transe quando respirei – estava prendendo a respiração todo esse tempo. Me abaixei e coloquei o dedo indicador e o dedo médio em seu pescoço: havia pulso.
Liguei para Chaz imediatamente, eu não sabia dirigir direito. Eu estava tremendo e precisa de alguém em sã consciência.
- Chaz, vem para cá por favor! – falei num fôlego só. Ele respondeu que iria, sem questionar.
Em minutos a campainha de casa tocou.
Não queria sair de perto da minha mãe, então gritei um “entra” e ele entrou. Acho que ele viu o olhar na minha cara e depois entendeu quando viu minha mãe no chão. Ele a pegou no colo com cuidado e a colocou no banco traseiro de seu carro. Sentei com ela lá atrás.
Dirigimos em silêncio até o hospital – nunca nem tinha visto esse. Chaz correu com minha mãe e eu fiz sua ficha. Não me deixaram entrar e quando já estava gritando com a funcionária, Chaz me puxou pelo ombro e depois murmurou que estava tudo bem e que ela já estava sendo examinada. Ele afagou meu braço e me abraçou. Eu enterrei o rosto em seu pescoço e só então comecei a chorar.
Ele me conduziu até aqueles bancos de sala de espera, sem partir o abraço. Eu ainda chorava. Pensei em como não tinha chorado antes e em como ficamos no modo automático quando se trata de pessoas que amamos. Como não pensamos, só fazemos e depois a verdade cai em cima de nós como uma bigorna. E eu estava me sentindo esmagada.
Mas não podia me permitir pensar em perdê-la. Ainda era muito cedo para isso.
Aos poucos parei de chorar.
Chaz se levantou e eu entrei em pânico. Eu não queria ficar sozinha. Me aliviei quando ele voltou com um copo de água. Ele me estendeu, mas eu neguei com a cabeça.
Tinha a sensação de que vomitaria se colocasse alguma coisa dentro do meu corpo.
- Vamos Summer. – ele insistiu.
Ainda negava com a cabeça.
- Não precisamos que você também fique no hospital. Você chorou por mais de uma hora, vai se desidratar.
Uma lágrima caiu solitária quando ele disse isso. Peguei o copo e beberiquei, depois tomando tudo aos poucos.
- Obrigada Chaz.
Ele deu de ombros.
- É isso o que os amigos fazem. – ele murmurou.
Ficamos sentados vendo a televisão. Estava passando jornal e estremeci quando falaram de morte. Eu nunca liguei, mas agora eu estava cara a cara com ela. Eu não queria pensar na família daquelas pessoas, não queria que elas se sentissem mal. Eu simplesmente não queria.
Um tempo depois um médico saiu e chamou pelos acompanhantes de Luna, minha mãe. Eu fui e Chaz foi comigo.
Ele parou no corredor e eu pensei que ia desmaiar, embora nunca tivesse desmaiado antes. Não sei se tem como prever essas coisas, mas eu não gostei da sensação. Não. Eu tinha que ser forte, minha mãe sempre fora por mim.
- Como é seu nome? – o médico me perguntou.
- Summer.
- Bom, o quadro da senhora Luna não me parece grave. Ainda estamos tentando descobrir o que ocorreu através dos exames que faremos durante a noite, mas esses desmaios são comuns durante a meia idade. Por hora está tudo bem. Se quiser vê-la ela está no quarto 109. Você tem dez minutos.
Assenti e entrei no quarto. Minha mãe estava tomando soro. Ela sorriu para mim.
- Oi mãe. – falei baixo, me aproximando da maca.
- Oi Sun.
- Como você tá? – perguntei.
- Estou bem. Não precisa se preocupar que a mamãe já está voltando para a casa. Mais um dia só.
Beijei a testa dela.
- Você consegue pegar o Pedro para mim? Ele já deve estar quase saindo. – olhei para o meu relógio: sim, faltavam vinte minutos.
Fiquei um pouco com a minha mãe. Ela me passou a orientação de ficar com Pedro e de como explicar a situação para ele. Ele não podia se estressar. Assenti e fiquei um pouco triste quando percebi que não passaria a noite no hospital com ela.
- Por favor, Summer. É uma noite. Você vai sobreviver.
Me despedi e fiz tudo o que ela mandou. Chaz me ajudou a levar Pedro e até contar a situação da minha mãe. Pedro ficou atazanando Charles para saber se ele era meu namorado. Revirei os olhos e respondi que não.
De noite eu dormi com meu irmão. Sentia falta disso.

No outro dia eu perdi a hora.

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Oi! 
- 9 comentários?

Respondendo aos comentários: 
Feer: ;) 
Imagine Belieber s2: Sério? Nossa, muito obrigada! Você não faz ideia de como eu fiquei feliz de ler isso! Como é seu nome? 
Joana: ;) 
Isadora: Oi! poxa, muito obrigada! Você já vai saber... ;)
Sarah: Oi! Primeiramente, muito obrigada! A Gio ou a Ally?
Bieber Girls: Muito obrigada! ;) 
BeliebersSwag: Em breve hehe ;) 

Beijos, 
Audrey.