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19 de jul. de 2013

We're the best of friends - Capítulo 20

Segui caminhando com Justin, nossos dedos estavam entrelaçados e ele não soltava minha mão por nada. A festa já havia começado e pessoas sorriam, dançavam, conversavam, bebiam, era um momento de felicidade para todos e agora, pra mim também. Assim que avistamos Pattie seguimos em sua direção.
-Alison, quanta saudade. Olha pra você, é uma mulher agora. –ela dizia enquanto me abraçava.
-Também senti saudade, Pattie. –disse sorrindo sincera.
-Mãe, onde ela está? –Justin perguntou.
-Está brincando. –ela olhou em volta como se procurasse algo,até que parou e apontou. –Ah,ali está ela.
Justin então me puxou,fazendo com que o seguisse em direção a um grupo de crianças que brincava feliz.
-Filha, vem aqui. –ele falou mais alto para que fosse possível ouvi-lo mesmo com o barulho e musica alta.
Uma menina linda começou a vir em nossa direção, a reconheci, era a mesma menina que havia entrado com as alianças. Possuía cabelos dourados, assim como Justin, eram lisos na raiz e terminavam com pequenos cachos na ponta. Ela se parecia muito com o pai, exceto os olhos, possuía duas esmeraldas tão verdes que era impossível não ficar encantado ao olhar, seus olhos eram iguais aos da mãe.
-Vem aqui filha. –Justin estendeu os braços e a pegou no colo. –Essa aqui é a Alison, ela é muito amiga do papai.
-Por que eu nunca vi ela? –ela perguntou.Sua voz era tão doce que um sorriso brotou em meus lábios.
-Ela teve que ficar fora um tempo. –ele disse olhando pra mim. –Mas agora vocês terão muito tempo pra serem muito amigas.
-Amigas? –Seus olhinhos brilharam. –Ela quer ser minha amiga?
-É claro que eu quero. –me apressei em responder. –Se você quiser ser minha amiga.
-Eu também quero. –ela sorriu.
-Então nova amiga. Me diz qual é o seu nome.
-Meu nome é Megan. –eu sorri e olhei pra Justin, que sussurrou.
-É uma forma de manter a mãe sempre com ela. –ele sorriu de volta.
Ficamos mais um tempo conversando com Megan, ela era uma criança adorável, tão educada que eu me pegava sorrindo a todo o momento. Justin tinha feito um bom trabalho. Logo, ela pediu para ir brincar mais e saiu de perto de nós.
-Sua filha é linda, Justin.
-Puxou o pai. –ele me olhou convencido.
-Ah claro. –eu ri.
Fiquei o encarando por um tempo, era tão bom estar ali com ele.
-Ali, eu tava pensando ... –ele então parou de falar.
-Pode falar. –eu o incentivei.
-Você...Você vai ficar aqui?Digo, vai voltar a morar aqui? –ele estava nervoso, era nítido, ele passava as mãos pelo cabelo e me olhava receoso.
-E pra onde mais eu iria? Eu pertenço a esse lugar, Jus.- sorri. –Assim que eu chegar ao hotel eu vou procurar um lugar, um apartamento quem sabe. Não precisa ser muito grande já que vou ser só eu. Ou talvez eu me mude pra uma casa, eu sempre tive vontade de cuidar de um jardim e ...
Justin então me beijou, não durou muito, mas ainda assim foi ótimo.
-Eu quero que more comigo Alison,só nós dois, ou melhor, nós três. Se você aceitar é claro. Mas eu quero muito isso.
-Você tem certeza disso? Você mora com a Megan e de repente aparecer uma mulher lá pra morar com vocês, ela pode se sentir incomodada.
-Claro que não Ali, ela adorou você, eu vi isso nos olhos dela. –ele segurou minhas mãos. –Eu não quero passar nem mais um segundo longe de você. Eu quero me casar, ter filhos com você.
-Casar? Ter filhos? –eu não podia acreditar no que ouvia.
-É,sabe se você quiser a gente pode começar agora. Eu chamo o padre e a gente casa agora mesmo. –ele se inclinou e falou no meu ouvido. –E os filhos se você quiser podemos começar agora mesmo. Sabe, nós temos que recuperar o tempo perdido.
-Me parece ótimo. –sorri.
Nós então saímos de fininho da festa e seguimos pro apartamento de Justin. Era tudo o que eu precisava pra me sentir completamente feliz, ter seu corpo junto ao meu, poder me entregar e amá-lo da melhor forma que eu podia. Só ele sabia como me deixar nas nuvens, com ele era diferente, com ele era amor.
Eu estava deitada no peito de Justin e ele acariciava minhas costas de leve.
-Ali, você se lembra do nosso primeiro beijo? –ele perguntou do nada. E eu levantei a cabeça para encará-lo.
-Aquele em que nós estávamos no meio da rua e eu tinha acabado de cantar pra você me declarando?
-Não. O primeiro de todos. Aquele que só nós dois sabemos. –ele me olhava serio.Eu então sorri e me inclinei pra beijá-lo. Foi um beijo rápido e assim que terminou eu respondi sorrindo.
-Como eu poderia me esquecer?
E assim voltei a me deitar em seu peito e ele voltou a acariciar minhas costas, eu fechei meus olhos e vi aquela cena como se ainda fossemos nós, como se todos esses anos não tivessem passado.
Justin e eu estávamos sentados em baixo de uma árvore, no mesmo parque em que nos conhecemos. Ambos tínhamos 7 anos. Nos encarávamos nervosos e minhas bochechas provavelmente estavam vermelhas como um tomate.
-No três? –ele me olhou nervoso e eu apenas assenti.
-1...2...3 . –eu respirei fundo e fechei meus olhos, logo senti os lábios de Justin nos meus que se afastaram em questão de segundos.
-Não conta isso pra ninguém. Vai ser o nosso segredo,Ali. –Justin disse e sorriu.
-Prometo.
E assim aconteceu o primeiro beijo de ambos. Os primeiros lábios a tocarem os meus foram os do homem que agora eu amava com uma intensidade tão forte que me deixava zonza as vezes. Meu primeiro beijo, aquele que ninguém poderá jamais tirar de mim, foi com o meu melhor amigo e futuro pai dos meus filhos.  

                                                                   Fim

                                                              
                                                                Epílogo
Alguns meses depois ...

Eu estava na cozinha preparando o almoço enquanto Justin assistia a um desenho na TV com Megan, os dois sempre assistiam juntos e quase não piscavam. Justin era um pai excelente, fazia tudo pra sua princesa, desde pentear seus cabelos até servir de cavalinho quando ela queria brincar. Eu sempre me divertia ao ver os dois, era lindo e confesso que algumas vezes me emocionava. Ele tentava de todos os meios suprir a falta de uma mãe. Estava distraída quando ouvi a campainha tocar. Assim que atendi a porta notei que era o correio, assinei onde o entregador me indicou e ele me entregou uma carta, achei estranho e assim que fechei a porta voltei à cozinha. A carta estava endereçada a mim, mas tinha meu endereço em Londres. Ela estava marcada como extravio, não chegou ao destino e foi mandada de volta ao remetente. Abri o envelope com um pouco de dificuldade e assim que abri a carta reconheci a letra de Justin, então comecei a ler.

“ Ali, como vai? Como anda sua vida? Está feliz? Eu espero que sim, pois não consigo imaginar seu rosto se não com um sorriso. Infelizmente não obtive sucesso ao tentar me comunicar com você e então pensei em te escrever. Tenho sentido sua falta desde o dia em que partiu, nada é o mesmo sem você. Sinto falta do seu cheiro, do seu sorriso, do seu olhar doce. Sinto falta do jeito como me beijava, como ficava corada quando eu te deixava sem graça. Sinto falta de te fazer raiva e ouvir você brigar comigo dizendo que eu sou a criatura mais insuportável do mundo, mas que não consegue viver sem mim. Espero que todas essas coisas voltem a ser rotina em breve, porque não consigo me imaginar muito tempo sem você. Meu mundo perdeu a cor e eu desejo todos os dias que você apareça em minha porta dizendo que voltou e que nunca mais vai me deixar. Quero que fique claro, mais uma vez, que eu te amo e nada no mundo vai mudar isso. Eu estarei aqui esperando por você quanto tempo for necessário. Você é parte de mim desde o dia em que nos conhecemos naquele parque e você me chamou pra brincar. Você tomou seu lugar dentro de mim com cada sorriso, cada olhar, cada brincadeira que tínhamos quando pequenos. Vou confessar que te amo desde sempre, e que nunca me permiti dizer isso, por medo. Sempre me senti diferente em relação a você. Sempre te achei incrível e linda ... você é linda e quero que se lembre disso todos os dias. Se conhecer algum cara aí e começar a sair com ele, quero que ele seja do tipo que te trata como uma princesa, quero que ele esteja ao seu lado sempre, em todos os momentos que precisar. Quero que ele te faça rir e brinque com você, porque por mais nervosa que você fique eu sei que você adora. Quero que ele segure sua mão e olhe dentro dos seus olhos. Deixe que ele te proteja e abra a porta do carro pra você. Você merece todos esses pequenos gestos.Não aceite ninguém que faça menos que isso, você merece uma pessoa incrível do seu lado.Me prometa se empenhar nos estudos, por mais chata que a escola de Londres possa ser. Estude e consiga passar na universidade que você sempre sonhou fazer. Fique mais tempo com seus pais , eles te amam e tudo o que eles fazem é pro seu bem. Aproveite cada minuto ao lado do seu pai, vocês já passaram tempo demais separados. Entre em algum curso diferente. Volte a cantar , não te vejo fazer isso ultimamente,sua voz é linda e deve ser ouvida sempre.Se permita viver novas experiências,faça coisas que nunca imaginou fazer algum dia. Arrisque, erre, ria e continue vivendo sua vida da melhor forma possível. Se eu souber que está bem Ali, eu estarei bem também, um pouco vazio sem sua presença, mas estarei em paz. Eu quero que acima de tudo você seja feliz . Eu estarei sempre aqui te esperando, não importa quanto tempo leve. Meu coração é seu.”

Terminei de ler a carta e me senti leve. Nada mais importava agora. Nem todo o tempo que passamos separados fez com o que o amor que eu sentia por Justin diminuísse e agora eu sabia que ele se sentia da mesma forma. Eu estava onde deveria estar, ao lado do homem que eu tinha escolhido pra passar o resto da minha vida.
Segui em direção à sala e me sentei ao lado dele, que me lançou o mesmo olhar doce de sempre. Eu vi em seus olhos os sentimentos mais belos que uma pessoa é capaz de sentir. Nosso amor tinha a forma mais pura de todas, pois além de amantes seríamos sempre, melhores amigos.

                                                                       ...
Olá meninas, como prometido ta aí o ultimo capitulo. Eu espero de verdade que todas vocês tenham gostado da minha história,eu quebrei a cabeça várias vezes pensando nas coisas que vocês iam gostar. E muito obrigada a todas que comentaram, que elogiaram, vocês me deixam muito feliz com cada comentario,muito obrigada. E bom, eu sei que algumas de vocês acharam que poderiam ter mais capítulos,mas a história ta aí, não tinha mais o que colocar,eu não iria jamais ficar aqui enchendo linguiça só pra ter mais capítulos, pq eu sei que ia ficar cansativo. Mas olha, eu já to com outra história em mente, já tenho o primeiro capítulo pronto, e logo logo devo colocar a sinopse aqui. Então quem estiver animada pra próxima IB comenta aí. Um beijão e até a próxima história. 

17 de jul. de 2013

We're the best of friends - Capítulo 19

Me instalei em um hotel que ficava próximo ao parque principal da cidade. Já era tarde da noite e eu estava exausta, tomei um banho rápido e assim que deitei na cama dormi. Quando acordei o sol invadia a janela do quarto, me proporcionando uma sensação revigorante. Assim que me levantei fiz minha higiene e coloquei uma roupa leve, tomei café no hotel e saí. Segui caminhando em direção à casa de Trish que não ficava muito longe dali, eu precisava encontrá-la antes do casamento, precisava saber como estava sua vida, conversar sobre assuntos bobos, precisava da minha amiga de volta. Assim que cheguei à porta de sua casa toquei a campainha e esperei ansiosa até que alguém atendesse. Assim que a porta se abriu me deparei com uma Trisha deslumbrante, ela sempre foi linda, mas estava ainda mais. Seus cabelos estavam um pouco acima dos ombros e ela possuía os mesmos olhos brilhantes de sempre, era uma mulher agora, uma mulher radiante.
-Eu pensei que não viria. –ela disse me olhando incrédula.
-E eu perderia esse momento histórico? Nem que o casamento fosse no Japão. –sorri e ela logo abriu os braços me tomando em um abraço apertado e reconfortante. Era tão bom vê-la, só agora eu percebi de fato o quanto ela havia me feito falta todos esses anos.
-Vamos entrar. –ela disse assim que nos soltamos uma da outra e me pegou pela mão me puxando pra dentro.
-Filha! Anda logo, você precisa se aprontar, o casamento é em algumas horas. –pude ouvir a mãe de Trisha gritar e assim que chegamos à sala ela me olhou sorrindo.
-Alison, que bom que veio querida. Trisha estava em tempos de ficar louca pensando que não teria sua melhor amiga presente em seu casamento.
-Eu não deixaria de vir por nada no mundo. –sorri.
-Ai! –Trish, que já estava sentada em uma cadeira, gritou enquanto uma mulher arrumava seu cabelo. –Cuidado aí ou eu vou ser uma noiva careca.
-Me desculpe. – a mulher disse sem graça.
-Ali, senta aí. –Trisha me indicou uma cadeira que estava na sua frente. –Alguém arruma o cabelo dela, por favor.
E então um homem que estava parado em um canto começou a mexer no meu cabelo e logo depois uma mulher começou a fazer minha maquiagem. Tudo o mais natural possível, já que o casamento aconteceria à tarde em uma cerimônia ao ar livre.
-Sabe Trish. –eu disse enquanto a mulher passava sombra em meus olhos. –Nunca pensei que veria você casar tão cedo.  Fico muito feliz por você e Tyler.
-Eu também nunca pensei amiga, mas Tyler me fez mudar. Ele é diferente, me faz rir, me entende, me escuta, ele me trata tão bem que as vezes me pergunto se mereço alguém tão bom quanto ele. Eu encontrei minha alma gêmea. É meio clichê, mas não vejo outras palavras que descrevam isso melhor.
Assim que terminaram de me arrumar me olhei em um espelho e estava linda. Meu cabelo estava solto e levemente ondulado e a maquiagem era leve, apenas realçando meus traços. Logo que Trisha ficou pronta correu pra dentro do quarto pra colocar o vestido. Minutos depois ela saiu e estava linda. Não pude evitar sorrir ao vê-la daquele jeito. Ela se olhou no espelho satisfeita e a felicidade que sentia transbordava por seus olhos e sorriso. Me despedi dela e disse que a encontraria mais tarde no casamento, pois precisava voltar ao hotel e terminar de me arrumar.
Assim que cheguei tirei meu vestido da mala e o vesti, logo em seguida coloquei meus sapatos e um par de brincos que tinha ganhado dos meus pais quando me formei na universidade. Ao me olhar no espelho me senti bem, eu estava linda, me sentia linda. Quando me dei conta já estava na hora do casamento. As borboletas no estomago tomaram conta de mim, parecia até que era eu quem iria se casar. Eu estava nervosa, eu iria rever todas as pessoas com quem cresci e acima de tudo iria rever Justin. Não sei como seria nosso reencontro, depois de tantos anos. Não sabia como ele estava, se estava com alguém.  Me senti insegura, mas uma hora ou outra eu teria que vê-lo, teria que falar com ele e perguntar o porque dele não me procurar todos esses anos. Deixei o hotel e peguei um taxi. Assim que cheguei ao local da cerimônia algumas pessoas vieram falar comigo, me perguntavam sobre minha vida em Londres e se eu tinha voltado pra sempre. Eu estava distraída quando ouvi uma voz atrás de mim.
-Olha se não é Alison Smith. –assim que me virei me deparei com um lindo homem, um pouco mais alto, mais forte, mas com o mesmo sorriso encantador de sempre.
-Mike! –disse sorrindo e me jogando em seus braços. –Senti tanto sua falta.
-Eu também pequena. Mas olha pra você. –ele disse me colocando a sua frente e me olhando de cima em baixo. –Está linda. Ainda mais do que antes. –ele sorriu.
-Você também ta um gato. –sorri e notei uma mulher loira que assistia a tudo um pouco desconfortável.
-Alison, essa aqui é a Vanessa. Minha namorada.
-Muito prazer. –eu sorri e ela me retribuiu. –Mike se deu bem, você é muito bonita.
-Obrigada. –ela sorriu um pouco tímida.
Logo avistei Tyler parado perto do altar e resolvi ir falar com ele.
-Oi, Ty. –disse me aproximando.
-Não acredito que veio. –ele disse vindo em minha direção e me abraçando.
-Meus parabéns. –sorri. –Eu quero que vocês sejam muito felizes, você sabe disso.
-Eu sei, Alison. E eu estou muito feliz que esteja aqui.
-Tyler, a noiva chegou. –Justin disse se aproximando de nós e assim que me viu ficou estático.
Senti uma corrente elétrica percorrer por todo meu corpo, minhas pernas tremiam e minhas mãos suavam. Ele estava ali, na minha frente, depois de cinco anos. E meu Deus, como estava lindo, ainda mais lindo. Estava mais alto, seus ombros mais largos e mais forte. Seu cabelo estava levemente arrepiado e o smoking que usava o deixava sexy. Ele se tornara um homem incrivelmente lindo.
-Oi, Justin. – eu disse, dando fim aquele silencio torturante.
-Oi, Ali. Você está ... Está linda. –ele disse e veio em minha direção.
-Todos em seus lugares, a cerimônia vai começar. –disse uma mulher, provavelmente a cerimonialista, fazendo com que Justin parasse onde estava.
-Eu... Eu vou me sentar. –eu disse por fim e saí dali, com as bochechas queimando.
Tentei ao máximo prestar atenção nos noivos, mas era praticamente impossível. Meus olhos iam a todo o momento em Justin, que por ser um dos padrinhos estava no altar. Em alguns momentos nossos olhares se cruzavam, mas eu logo tratava de desviar. Eu queria me levantar dali e sair correndo, queria gritar, me esconder e fugir de todos os sentimentos que se instalaram em mim no momento em que pus meus olhos nele. Assim que ouvi o padre dizer que os noivos podiam se beijar me levantei e segui caminhando pelo jardim. Depois de um tempo andando pude ouvir a voz de Justin.
-Alison, espera! –ele disse correndo em minha direção.
-O padrinho não deveria deixar o altar. É falta de educação sabia? –eu disse sem me virar pra olhá-lo.
-Nós precisamos conversar. –ele disse ofegante em conseqüência da corrida.
Eu me mantive calada por alguns segundos e comecei a sentir as lágrimas traiçoeiras queimando em minhas bochechas.
-Depois de cinco anos você acha que é hora de conversarmos? –eu disse ainda de costas pra ele.
-Olha pra mim, Ali. –pude ouvir seus passos indicando que ele se aproximava. –Por favor. –ele disse isso em um sussurro e eu pude sentir sua respiração quente bater em minha nuca me fazendo arrepiar.
-Eu não consigo. –e de fato não conseguia, o aperto que sentia em meu peito era tão grande que eu sentia que meu coração poderia parar de bater a qualquer instante.
Justin então, se colocou em minha frente e eu senti suas mãos quentes em minha bochecha.
-Por que você ta chorando Ali? –ele perguntou doce.
Eu então me permiti olhar em seus olhos e dizer tudo o que eu sentia.
-Como você acha que eu me sinto hein? –disse com lágrimas ainda caindo dos meus olhos. –Como você acha que foi pra mim, ficar cinco anos sem ter noticias suas? Como você acha que foi ficar te esperando no aeroporto e entrar naquele avião sem me despedir? –nesse momento minha voz se tornou mais alta. –Foi tão fácil assim me deixar ir? Você não se preocupou nem em saber se eu estava viva. Por que, Justin? Por quê? Você tem idéia do quanto eu fui infeliz nos primeiros anos? Você consegue imaginar quantas noites eu dormi chorando, pensando que você tinha me esquecido? –eu chorava incontrolavelmente agora, me lembrando de toda dor que senti.
-Eu tentei Ali, eu juro que eu tentei de todas as formas me comunicar com você. Eu fui ao aeroporto aquele dia. Eu vi seu avião decolar e voltei pra casa desolado por não ter conseguido chegar a tempo. –ele falava um pouco alto também. –Eu te escrevi Alison e eu nunca tive resposta.
-Nenhuma carta sua chegou as minhas mãos, nenhum telefonema, nada. –eu falei mais alto ainda dessa vez, queria me livrar de tudo o que eu sentia, talvez eu me sentisse melhor depois de falar tudo o que vinha guardando todos esses anos. –Você não sabe o quanto foi difícil pra mim.
-E você acha que pra mim foi fácil? –ele falou alto e me olhou incrédulo. –Você achar que foi fácil ver uma das pessoas que eu mais amo no mundo partindo? Meu mundo desabou depois que você se foi Alison e no meio de todo esse sofrimento eu me vi sozinho com uma criança. Eu tive que educá-la, amá-la, tudo isso sozinho.
-Como assim sozinho? Você tinha a Megan. –eu disse sem entender muito bem o que ele queria dizer.
-A Megan morreu Alison. –ele gritou e lágrimas escorreram de seus olhos.
-Mas...mas como assim morreu? Como? Quanto? –eu não podia acreditar naquilo.
Justin ficou calado por um tempo e ficamos nos encarando, enquanto ambos chorávamos. Ele então respirou fundo e falou mais calmo dessa vez.
-Ela morreu no parto. –ele fez uma pausa, aquilo parecia ser doloroso demais pra ele. –Quando ela estava no oitavo mês de gestação ela me ligou desesperada dizendo que estava sangrando muito e que não sabia o que fazer. Eu a levei as pressas pro hospital, depois de longas horas esperando, o médico me disse que tinham ocorrido complicações e que foi necessário fazer um parto ás pressas. Ele me disse que Megan tinha dado a luz a uma menina linda e saudável. Por um momento meu coração se encheu de alegria, minha filha estava bem, mas a pior noticia veio depois, quando ele me disse que Megan não tinha resistido.
Eu fiquei em silencio por um momento, apenas encarando Justin que chorava ao se lembrar daquilo.
-Minha vida ficou uma loucura depois disso, Ali. –ele disse com a voz embargada. –Eu não sabia o que fazer, eu nunca tinha cuidado de uma criança antes. Eu sei que deveria ter feito mais pra conseguir me comunicar com você, mas estava tudo tão confuso. Me desculpa. –ele me olhava com lágrimas nos olhos.
Eu então fui em sua direção e lhe abracei, ambos chorávamos. Depois de cinco anos eu podia sentir seu cheiro novamente, sentir seus braços em volta de mim. Não havia melhor sensação no mundo.
-Não me deixa de novo, Ali. Eu preciso de você. Sempre precisei. –ele segurava meu rosto entre suas mãos.
-Nunca mais. –eu disse e por fim o beijei. Depois de tantos anos sem sentir seus lábios nos meus, seu beijo ainda era do mesmo jeito, doce e quente. Suas mãos percorriam delicadamente minhas costas nuas, devido ao decote que o vestido possuía na parte de trás. Afundei minhas mãos em seus cabelos na tentativa de trazê-lo mais pra perto de mim e ele apertou minha cintura me puxando, querendo fazer o mesmo. Mas não era possível, não existia uma só parte do meu corpo que não estivesse colada à Justin. Nosso beijo era urgente, havia um misto de sentimentos que me faziam ficar zonza. Eu ficaria agarrada a ele, beijando seus lábios, por toda a eternidade se me fosse possível. Eu não poderia me afastar dele novamente. Não mais.
Assim que nos desvencilhamos do beijo secamos nossas lágrimas e ficamos nos encarando por um tempo.

-Eu quero que conheça uma pessoa, Ali. –Justin disse e segurou minha mão.
                                                                  ...
Olá meninas, como vão? Vim postar bem rapidinho pra vocês dessa vez hein e acho que o capítulo ta bem grandão. Espero muito que tenham gostado, de verdade. Tenho que avisar pra vocês que a história está muito próxima do fim, esse é o penúltimo capítulo. Se vocês quiserem saber como termina é só comentarem muito, assim que esse post tiver 40 comentários eu venho com o ultimo capítulo pra vocês. Um beijão e até o próximo.

15 de jul. de 2013

We're the best of friends - Capítulo 18

Assim que encontramos nossos lugares, minha mãe e eu nos sentamos uma ao lado da outra. Meu assento era na janela, o que de certa forma me aliviou um pouco, eu poderia curtir meu silencio olhando as nuvens que passavam ao meu lado. A viajem inteira foi de silencio total, quando eu não estava dormindo eu colocava meus fones de ouvido e esquecia do mundo. Eu me sentia vazia, não só por Justin, mas por toda uma vida que foi deixada pra trás. Eu tinha esperança de que voltaria algum dia, mas no fundo eu sabia que se acontecesse, não seria tão cedo. Eu estava assustada, teria que terminar o colégio com pessoas que eu não conhecia, eu seria a novata do sotaque estranho pra eles e eu não queria isso, eu queria minha vida de volta, meus amigos de volta, até meus professores eu queria de volta.
Assim que aterrissei em Londres eu senti os efeitos do clima úmido, meu cabelo logo ficou com frizz e começou a ondular nas pontas. Ótimo, terei que aprender a conviver com chuva e cabelo de chapinha. Eu mereço. Encontramos meu pai nos esperando e assim que pegamos nossas malas seguimos em direção a nossa nova casa.
-Seu quarto já esta pronto Ali, espero que goste. –meu pai disse animado enquanto dirigia. –Mas se quiser mudar alguma coisa fique a vontade.
-Eu tenho certeza que vou gostar pai. –minha voz soou estranha e rouca em conseqüência das longas horas que passei sem falar. Tentei parecer o mais animada possível, meu pai estava muito feliz e eu não queria estragar isso.
Assim que o carro parou, olhei pela janela e me deparei com uma bela casa, não era luxuosa, mas era maior do que a antiga. Nós descemos do carro e eu segui meus pais, assim que minha mãe entrou começou a elogiar, dizendo ao meu pai o quanto ele tivera bom gosto para escolher os móveis e os objetos de decoração. Eu ouvia aquilo e me sentia nauseada, a casa era linda, mas eu não me importava com isso, tudo o que eu queria era pegar um avião e voltar pra minha antiga casa. Meu pai logo me indicou onde ficava meu quarto e eu subi as escadas e encontrei a porta que ele falou. Ao abri-la vi um quarto lindo e me senti grata por todo o cuidado que meu pai tinha comigo. Comecei logo a arrumar minhas coisas e colocar minhas roupas no closet. Quando terminei já era tarde.
Os próximos dias eu passei tentando me comunicar com meus amigos, mas não obtive sucesso. Não era sempre que conseguia ligar nos seus celulares e devido ao fuso horário não os encontrava online. Eu me sentia sozinha, na escola eu não tinha amigos, apenas conhecidos, pessoas que tinham as mesmas aulas que eu. E lá era diferente, era rígido, eu não via os professores sorrindo ou fazendo piadinhas na sala de aula na tentativa de deixar a aula menos tediosa. Eu tentava de todo jeito me comunicar com meus amigos, mas nossos horários não batiam. Eu conseguia algumas vezes falar com Trisha, mas por meros minutos, eu apenas perguntava se ela estava bem e ela fazia o mesmo, não tocávamos no nome de Justin e eu fiquei sem noticias dele. Eu esperava que ele me ligasse, que me procurasse, eu precisava falar com ele, ouvir sua voz dizendo que tudo ficaria bem, mas isso não aconteceu. E então se passaram dias, semanas, meses, anos sem que eu soubesse qualquer coisa sobre ele.
5 anos depois
Eu tinha acabado de me formar em direito, como eu sempre tinha sonhado. Eu ainda morava com meus pais, meu pai estava cada dia se saindo melhor no trabalho e minha mãe também, ela dava aulas de piano para crianças e se dedicava a cuidar do lar. Eles estavam felizes e eu, com o tempo, passei a me sentir feliz ali também, ou talvez tivesse apenas me conformado com a idéia. Tinha feito amigos e trabalhava em um escritório de advocacia, ainda não tinha muitos casos, mas eu estava crescendo no ramo e me sentia cada vez mais realizada com a minha profissão. Vocês devem estar se perguntando se depois de tantos anos eu esqueci Justin, e a resposta é não. Eu não deixei de pensar nele um dia sequer nesses cinco anos que se passaram, e não tinha me envolvido com nenhum cara aqui em Londres.Eu saía com eles, mas nada sério, nenhum conseguiu causar em mim os efeitos que Justin causava. E mesmo que eu tenha ficado todo esse tempo sem ter noticias dele, não houve um dia em que eu não sentisse sua falta.
Eu estava voltando pra casa, era uma quinta feira e eu estava exausta, fiquei estudando um caso o dia inteiro e tudo o que eu precisava agora era um banho quente e minha cama.
-Oi mãe, oi pai. –disse assim que entrei em casa e os encontrei vendo TV na sala.
-Oi filha, como foi seu dia? –minha mãe perguntou.
-Exaustivo. –disse e tirei meus sapatos. –Se não se importam eu preciso tomar um banho. –e segui em direção as escadas indo direto pro meu quarto, lá tirei minha roupa e entrei no banheiro. No banho deixei que a água caísse em meus ombros levando embora toda a tensão que se concentrava ali.
Assim que terminei meu banho coloquei um pijama e fui pra cozinha em busca de algo pra comer. Assim que entrei vi minha mãe preparando um sanduíche, assim que ela terminou colocou o prato na minha frente.
-Obrigada. –sorri.
-Tem uma carta pra você. –minha mãe disse e me entregou o envelope. Por um momento meu coração parou, pensei que ele pudesse ter me mandado uma carta, depois de todos esses anos. Pensei que finalmente teria noticias de Justin.
Assim que abri o envelope me deparei com um convite de casamento, e o que mais me espantou foram os nomes dos noivos. Trisha e Tyler iriam se casar, em uma cerimônia no sábado. Espera, esse sábado.
-O que é ?- minha mãe perguntou curiosa.
-Um convite de casamento. –entreguei a ela o envelope. –Trisha e Tyler vão se casar.
-Você vai? –minha mãe me perguntou analisando o convite.
-Como não iria? É o casamento de Trisha.

Na sexta feira a noite eu já estava pousando nos EUA. Depois de cinco anos veria meus amigos novamente. Uma sensação estranha percorreu todo o meu corpo quando passei pelas ruas da cidade que morei toda minha vida. Lembranças passavam por minha mente fazendo meus olhos marejarem. Eu estava de volta. Depois de cinco anos eu havia voltado.

                                                                           ...
Olá minhas lindonas, como vão? O capítulo não ta muito grande, mas essa semana ainda devo postar o outro, se tiver bastante comentarios é lógico. Então se estiverem curiosas pra saber como vai ser o reencontro da Ali com o Justin é só comentar muito. Espero que tenham gostado do capítulo, eu sei que não ta dos melhores, mas prometo que o proximo vai ser muito bom e bem grande. Então é isso beijos e até o proximo. Não se esqueçam que qualquer duvida podem perguntar no ask que fiz, esse aqui . Beijoooos

7 de jul. de 2013

We're the best of friends - Capítulo 17

Eu havia acabado de colocar minhas malas no carro. Sim, uma semana passou bem rápido. Eu não conseguia acreditar que teria que dizer adeus pra tudo que fez parte da minha vida desde que eu nasci. Justin ainda estava inconformado, depois de ter contado a ele que mudaria de país ele gritou, xingou, me beijou, teve vontade de matar meus pais por nos separar, mas no fundo ele entendeu que isso era importante pra eles. Ele tentou convencê-los de me deixar morar em seu apartamento, mas minha mãe, obviamente, não deixou. Ela disse que ainda éramos muito jovens para morarmos juntos, e como eu ainda era menor de idade deveria viver com meus pais, sob responsabilidade deles. Disse que eu e Justin não saberíamos tomar conta de nós mesmos, o que pra mim era uma bobagem,somos maduros o suficiente pra vivermos sem um adulto por perto. Mas nada do que dissemos a fez mudar de idéia. Eu estava parada em frente a casa que morei por toda minha vida, com todos os meus pertences dentro do carro, e talvez, eu nunca mais tivesse a chance de entrar nela novamente.
-Nós precisamos ir Ali. –ouvi a voz doce de minha mãe me chamar. –Não podemos perder o vôo.
-Ah claro, não podemos. – eu disse desanimada e entrei no carro.
O caminho até o aeroporto foi de silencio total, estávamos somente minha mãe e eu dentro do carro, meu pai já estava em Londres esperando por nós. Eu sentia um aperto no peito, uma angustia. Eu estava com medo. Tinha medo de não poder ouvir mais as risadas de Trisha, ou sentir seu abraço enquanto ela me consolava, tinha medo de não poder mais ouvir os conselhos de Mike e olhar em seus lindos olhos azuis enquanto ele me contava piadas que me faziam perder o ar de tanto rir, tinha medo de não poder dizer a Tyler para que cuidasse de Trisha e ver seu olhar apaixonado assentindo. E o meu maior medo era não sentir mais os braços de Justin em volta de mim, não sentir mais seus lábios macios pressionando os meus em um beijo que com certeza me faria perder os sentidos. Eu estava apavorada, eu perderia minha vida e talvez nunca a consiga de volta.
Chegamos no aeroporto e minha mãe foi fazer o check-in. Eu estava sentada em um banco e olhava em todas as direções procurando por Justin, que me prometera vir se despedir de mim. Os outros tinham se despedido de mim ontem, fizeram uma surpresa pra mim e passamos  a tarde toda juntos. Fiquei olhando para um ponto fixo e comecei a me lembrar da noite anterior.
Após todos terem deixado a casa de Trisha, segui com Justin até seu apartamento.
- Eu gostei tanto desse apartamento, vou sentir falta. –eu disse sentada na ponta da cama de Justin e em seguida deitei encarando o teto.
-Só do apartamento? –ele perguntou fazendo o mesmo.
-Sim,achei aqui legal sabe? Sem pais ou algum adulto pra dizer o que se deve fazer. –sorri.
Justin então, rolou seu corpo e ficou por cima de mim, um braço em cada lado apoiando seu peso.
-Não vai sentir falta disso? –ele perguntou com um ar provocador e beijou meu pescoço me fazendo arrepiar.
-Na-Não. –disse olhando em seus olhos, completamente hipnotizada.
-Nem disso? –ele mordeu minha orelha e em seguida me encarou mordendo os lábios.
-Também não. –sorri provocante.
-Tudo bem, eu desisto. –ele disse e saiu de cima de mim deixando que seu corpo caísse ao meu lado e voltou a encarar o teto.
Dessa vez fui eu quem me sentei em cima dele.
-Você é bem pesadinha sabia?
-Se quiser eu saio. –disse isso após ter me inclinado ficando com minha boca próxima a sua orelha.
Ele então me segurou, fazendo nossos corpos rolarem e ficou por cima de mim novamente, deu inicio a um beijo cheio de desejo. Minhas mãos percorriam suas costas as arranhando de leve, enquanto Justin arranhava minha perna e beijava meu pescoço e colo. Me desfiz de sua blusa rapidamente e ele fez o mesmo com a minha, ficou encarando meus seios sob o sutiã por um tempo e logo o tirou também. Em pouco tempo estávamos completamente nus e entregues um ao outro. Desejei que aquele momento não tivesse fim, queria que não houvesse viajem, despedida ou dor. Queria apenas eu e Justin, naquele quarto, nos amando como se nada no mundo importasse. Após algum tempo caímos na cama exaustos, um ao lado do outro.
-Eu te amo Ali. Não importa o que aconteça, eu sempre vou te amar. –Justin disse e virou o rosto me encarando. Dei-lhe um selinho.
-Eu te amo Justin. E nem um oceano entre nós vai mudar isso.

-Alison, o nosso vôo foi anunciado. Nós precisamos ir. –minha mãe disse aparecendo do meu lado e me despertando.

Me levantei e segui ao seu lado em direção a sala de embarque. Olhei pra trás na esperança de encontrar Justin correndo em minha direção, gritando um “espera”, assim como acontece nos filmes. Mas aquilo era vida real, e eu não o vi correr em direção a mim, não o ouvi gritar, não tive o prazer de correr em sua direção e me jogar aos seus braços e ouvi-lo dizer aliviado que tinha dado tempo de me dar um ultimo abraço, um ultimo beijo. Virei-me novamente com os olhos marejados e segui meu caminho.
                                                                           ...
Oi meninas, tudo bem?? Então, o capítulo não ta muito grande,mas eu também nem ia postar, não tem tantas visualizações assim, nem muitos comentarios..mas eu não deixaria vocês por mais de uma semana sem post novo. Espero que tenham gostado do capítulo. Essa semana não sei se conseguirei postar, porque vou ter provas, mas o bom é que depois entro de ferias e é só alegria. Bom, eu fiz um ask, porque não tenho twitter e acho que é uma forma legal de vocês falarem comigo e tirarem suas duvidas. É esse aqui, então perguntem lá o que quiserem saber, sobre mim ou sobre a fic.. é isso, beijos e até o proximo capítulo.

30 de jun. de 2013

We're the best of friends - Capítulo 16

Depois de tomarmos café,Justin e eu lavamos o que havíamos sujado e subimos pro seu quarto.Notei algumas caixas empilhadas no canto.
-Pra que são essas caixas Justin? –perguntei.
-Vou me mudar.
-Pra onde? –perguntei curiosa,ele não tinha me falado nada disso.
-Não muito longe daqui. –ele disse simples. –Meu pai me deu um apartamento.Ele quer que eu more sozinho,disse que preciso aprender a cuidar de mim mesmo para cuidar do meu filho. Não é muito grande,mas vou conseguir me acomodar bem lá.Estive medindo e cabe um berço tranquilamente.Até que não achei tão ruim a idéia,morar sozinho me parece muito bom.Meu apartamento,minhas regras. –ele sorriu.
-Quando vai se mudar?
-Amanhã.E bom,preciso de ajuda para empacotar tudo. –ele me olhou.
-O que eu não faço por você hein? –sorri.
Ajudei Justin a guardar tudo,no final eram cerca de seis caixas contendo tudo que o pertencia.Enquanto encaixotava as coisas encontrei vários brinquedos que eram de Justin,achei engraçado ele guardar isso até hoje,mas não comentei nada com ele.
-Isso é seu. –ele se aproximou de mim e me entregou uma chave.
-O que é isso? –perguntei confusa.
-Sua chave do apartamento. –ele sorriu.
-Por que está me dando isso? –eu realmente não entendia.
-Bem,eu acho que é normal namorados terem a chave da casa um do outro.Ainda mais agora que eu vou morar sozinho.Ninguém irá nos atrapalhar. –ele me olhou malicioso.
-Eu até concordo com você. –disse. –Mas tem um problema.
-Qual?
-Não somos namorados. –eu disse simples.
-Não? –Justin perguntou surpreso.
-Não.Não recebi nenhum pedido. –eu disse e lhe arranquei um sorriso.
Justin se aproximou de mim e passou um de seus braços em volta da minha cintura,me puxando para bem perto dele.Levou a mão livre até meu cabelo e o afastou da minha orelha levando sua boca até a mesma. “Seja minha, Alison Smith.” Ele sussurrou me fazendo arrepiar.Desceu seus lábios até o meu pescoço e depositou um beijo demorado ali.Minhas pernas estavam bambas,sentia uma corrente elétrica percorrer todo o meu corpo.O poder que Justin tinha sobre mim era inacreditável,bastava um toque para que eu ficasse completamente entregue.Ele roçou seus lábios nos meus e ficou olhando dentro dos meus olhos.Não disse nada,apenas entrelacei meus braços em volta do seu pescoço e o beijei.Nossas línguas tinham o mesmo ritmo,nosso beijo se encaixava perfeitamente.Paramos por falta de ar e ele sorriu pra mim.
-Isso foi um sim? –ele perguntou.
-Sou inteiramente sua. –eu disse e o beijei novamente.
Fiquei o restante do dia com Justin. Confesso que se eu pudesse ficaria ali pelo resto da vida,trocando beijos e caricias com ele.Mas eu precisava voltar pra casa. Justin foi até um posto comigo e buscamos gasolina pro meu carro.Cheguei em casa e minha mãe estava sentada no sofá .
-Mãe,eu preciso te contar uma coisa. –disse indo até ela. –Eu e Justin estamos namorando. –Falei animada e estranhei por ela não me acompanhar,ela estava com o olhar preocupado e me encarava.
-Fico muito feliz minha filha. –ela disse.
-Não parece.Aconteceu alguma coisa?Você me parece preocupada.
-Senta aqui. –ela indicou o lugar vazio ao seu lado no sofá. –Precisamos conversar.
-Ai mãe,agora eu fiquei preocupada.Fala logo. –eu disse sem esconder meu nervosismo.
-Seu pai foi promovido no emprego dele.E não vai precisar mais ficar viajando.
-Mas isso é ótimo,não? –perguntei ainda sem entender a expressão da minha mãe,uma notícia como essa era pra ser comemorada.
-Mas tem um problema.Nós teremos que nos mudar pra Londres.
-O que?! –eu perguntei me levantando do sofá. –Eu não posso me mudar daqui.Meus amigos estão aqui,minha vida inteira está aqui.Eu não posso simplesmente abandonar tudo. –eu comecei a entrar em desespero.
-Eu sei minha filha. –minha mãe tentava manter a calma. –Eu andei conversando muito com seu pai.Ele tem esperado por isso desde que entrou na empresa,seria muito egoísmo dizer pra ele recusar. –ela me encarava. –Eu sinto falta do meu marido também minha filha, não é fácil pra mim me separar dele cada vez que ele tem que viajar.Se nos mudarmos eu poderei estar sempre com ele.
Fiquei em silencio dessa vez,minha mãe estava certa.Eu precisava pensar no bem da minha família,seria egoísmo pensar só no quanto eu sofreria se me mudasse.Mas eu não podia simplesmente abandonar minha escola,Trish,eu não podia deixar Justin.Eu estaria em outro continente,é obvio que perderíamos contato com o tempo e eu não me imaginava longe dele,sem falar com ele.Nós estivemos presentes na vida um do outro por quinze anos.Eu precisava estar perto dele.
-Quando é a mudança? –perguntei por fim.
-Em um uma semana. –minha mãe disse. –O suficiente pra vendermos a casa e empacotarmos nossas coisas.
Eu não disse nada,apenas segui em direção ao meu quarto.Precisava ficar sozinha,precisava pensar.Fiquei deitada em minha cama de barriga pra cima encarando o teto.Por incrível que pareça eu não chorei.Por mais que eu estive triste e apavorada com a idéia de me mudar eu me sentia feliz por meus pais.Se eu me sentia mal somente com a idéia de ficar longe de Justin, eu imaginava como minha mãe se sentia,tendo que se despedir do seu marido toda vez.Eu,mais do que ninguém,queria que eles tivessem a chance de viver juntos,como um casal normal.Eu abriria a mão da minha felicidade por eles se fosse preciso. Fiquei pensando nisso e acabei dormindo.
Acordei com meu despertador tocando.Me levantei com muita dificuldade,já havia faltado à aula dois dias seguidos e não podia faltar mais.Segui até o banheiro e tomei meu banho.Coloquei uma calça skinny preta e uma camiseta.Desci e tomei meu café sozinha,tinha um bilhete pregado na porta da geladeira. “Tive que sair cedo,fui resolver as coisas sobre a venda da casa.Te amo.” Amassei o papel e o joguei no lixo. Ouvi uma buzina e saí de casa. Era Justin,fui em direção ao seu carro e entrei.
-Tenho motorista agora? –perguntei sorrindo e lhe dei um selinho.
-Viu como você ta chique? –ri da forma como ele falou.
Seguimos para a escola ouvindo musica e cantando.Justin estacionou o carro e eu desci,ele veio ao meu encontro e pegou minha mão entrelaçando nossos dedos.Todos os olhares vinham em nossa direção.Acho que ninguém esperava ver Justin comigo,já que Megan estava esperando um filho dele.Eu percebia que algumas pessoas cochichavam coisas sobre mim e aquilo estava me incomodando.Justin percebeu isso e aproximou sua boca do meu ouvido.
-Relaxa Ali,finge que não é com você. –ele disse baixo.
Fiz o que ele pediu e tentei pensar em outras coisas.Assim que o sinal bateu me separei de Justin e cada um foi para sua respectiva aula.Eu teria biologia,quando entrei na sala avistei Mike e me sentei ao seu lado.
Ficamos conversando praticamente a aula inteira,o que nos causou muitas broncas do professor.Contei a ele tudo,desde o meu namoro com Justin até a minha mudança.Ele ficou chateado a principio,mas entendeu meu lado.Fiquei feliz por isso.Eu adora contar as coisas a Mike por esse motivo,ele sempre ouvia a voz da razão,o que me trazia sempre calma e me fazia analisar melhor as coisas que aconteciam.
No intervalo me encontrei com Justin e fomos a um local mais reservado,ficamos nos beijando e depois de um tempo resolvi contar a ele.
-Justin nós precisamos conversar. –disse o encarando,eu estava extremamente nervosa.
-Pode falar Ali. –ele sorriu.
-Meu pai foi promovido.
-Isso é ótimo. –ele disse animado. –Ele realmente merece.
-Sim,ele merece. –fiquei tensa,mas resolvi dizer logo. –Nós vamos nos mudar.
-Ele comprou uma casa maior? –Justin perguntou animado.

-Não Justin. –eu respirei fundo. –Nós vamos deixar o país.Eu vou me mudar para Londres. –disse e fechei os olhos com medo da reação dele.

                                                                              ...
Olá meninas,como estão? Bom espero que tenham gostado do capitulo,não está lá grandes coisas,mas eu vim postar hoje pq fiquei a semana inteira sem postar. Bom eu li alguns dos blogs que vocês me mandaram,confesso que li poucos,porque essa semana foi super corrida pra mim.Umas as histórias que eu li e gostei muito foi essa aqui Clica. Achei a história boa,com poucos erros de concordância, o que pra mim conta muito ponto.Entrem lá, eu adorei e espero que também gostem.Eu vou continuar lendo os blogs que me mandaram e o que eu gostar eu indico no proximo capitulo. Bom,por hoje é isso. E por favor comentem,sem comentarios eu vou demorar mais pra postar.Beijoos

23 de jun. de 2013

We're the best of friends - Capítulo 15

Eram dez da manhã e eu tinha acabado de acordar,segui pro banheiro e ao me ver no espelho fiz uma careta.Eu estava péssima.Meus olhos estavam vermelhos e inchados,meu cabelo estava bagunçado,meu rosto marcado pelo travesseiro.Me despi e entrei no banho,pensei que me faria bem.Deixei que a água caísse em meus ombros,lavei meu cabelo e quando saí me sentia outra pessoa.Coloquei uma roupa confortável,não tinha a intenção de sair de casa hoje.Segui pra cozinha e peguei no armário uma tigela,colocando nela leite e cereal.Fiquei durante duas horas em frente a TV na mesma posição.Só me levantei porque a campainha tocou.Ao abrir a porta vi Trisha e Tyler,os cumprimentei e lhes dei espaço para entrarem.
-Você está melhor amiga? –Trisha me perguntou e meu olhar foi diretamente a Tyler,por mais que eu gostasse dele,não me sentia a vontade falando sobre esses assuntos na frente dele.Trisha percebeu e foi logo continuando. –Não se preocupe,ele não contará nada ao Justin.
-Por falar em Justin,ele foi na aula hoje? –perguntei.
-Não. E se eu fosse ele não voltaria tão cedo. –Tyler disse.
-Por que?
-Todos estão sabendo da gravidez da Megan.Parece que alguma menina da equipe das líderes de torcida ficou sabendo e espalhou pra escola inteira.Não se falava de outra coisa hoje.
-Como ela está? –perguntei preocupada e depois estranhei minha atitude.O estado de Megan nunca me preocupou.
-Ela ainda não sabe. Ela também não foi a aula hoje. –Trisha respondeu.
Fiquei um momento em silencio. Se Megan e Justin haviam faltado a aula,provavelmente passaram a manhã juntos.Devem ter ido a algum médico.Não queria me sentir mal por isso,mas foi inevitável.
Fiquei conversando com os dois por mais algum tempo.Dessa vez falamos sobre outros assuntos,eles sabiam que aquela gravidez me deixava triste.Eles foram embora já eram cerca de quatro da tarde.Eu estava na sala,quando minha mãe chegou.
-Oi filha. –ela disse e sentou ao meu lado no sofá.
-Mãe,eu preciso de um conselho seu. –falei séria.
-Pode falar meu amor.Vou tentar te ajudar.
-Você ficaria com um garoto mesmo sabendo que ele terá um filho com outra?
-Isso é complicado.Acho que depende da relação que ele tem com essa garota,se a única coisa que os liga for o filho e se eu realmente gostasse dele,sim,eu ficaria com ele.
Eu fiquei calada,apenas a encarando.E ela quebrou o silencio.
-Mas,por que está me perguntando isso?
-Eu não posso te falar agora,mas eu prometo que na hora certa você vai saber.
Eu então subi pro meu quarto.Entrei um pouco na internet,era algo que eu não fazia há tempos.Tomei um banho e coloquei um pijama,deitei na cama e fiquei lendo.Confesso que não deu muito certo,eu estava distraída,tive que ler a mesma pagina três vezes até entender o que realmente tinha acontecido.Meus pensamentos a todo instante iam a Justin.Eu o amava e queria ficar com ele,eu sabia que esse filho seria a coisa mais importante da vida dele agora,mas eu não me importava.Eu esperei tempo demais pra dizer a ele tudo o que eu sentia e agora que eu sabia que ele sentia o mesmo por mim,não ficaria sem ele nem mais um instante.
Fechei o livro e me levantei da cama,peguei a chave do carro no criado mudo e saí de casa. Estava uma noite quente,mas o céu ameaçava que iria chover.Segui em direção à casa de Justin,no meio do caminho a chuva caiu,não era uma tempestade mas estava relativamente forte.Eu estava a dois quarteirões da casa de Justin,quando o carro parou. “O que é isso?” pensei comigo mesma.Olhei pro painel do carro e eu estava sem gasolina. “Ta de brincadeira né” eu gritei.Aquilo não podia acontecer,não naquele momento.Sem pensar em mais nada,somente na vontade de falar com Justin eu desci do carro e fui correndo em direção a sua casa. Ainda eram oito da noite e a rua estava movimentada,percebi que algumas pessoas me olhavam estranho,e então eu me lembrei que estava de pijama.Eu era uma louca,que estava correndo de pijama debaixo da chuva. Finalmente estava na porta da casa dele.Respirei fundo e toquei a campainha.Eu ouvi o barulho da porta sendo destrancada e meu coração disparou.
-Ali? –Justin perguntou confuso ao me ver.
Eu não disse nada,apenas pulei em seus braços e o beijei. Ele ficou assustado no começo, mas logo pôs suas mãos em minha cintura e me apertou contra si. Nosso beijo era de desespero,saudade, era como se tivéssemos passado anos sem nos beijar. Terminamos o beijo e ficamos nos olhando.
-O que é isso Ali? –Justin perguntou confuso.
-É o meu sim. Eu não queria pensar mais.Eu preciso de você.Eu sempre precisei.Desde que éramos crianças. –eu disse isso o olhando nos olhos.
Ele apenas me beijou.Dessa vez foi um beijo calmo,com amor.Terminamos por falta de ar.Eu comecei a tremer de frio.Eu estava encharcada.
-Você precisa tomar um banho.Vai acabar ficando doente. –ele disse e seguimos em direção ao seu quarto.
Lá,ele me entregou uma toalha e eu entrei em seu banheiro.Tomei um banho bem quente,assim que terminei saí do banheiro enrolada na toalha. Justin estava sentado na cama e ficou me encarando.
-Eu peguei uma roupa pra você. –ele disse e se levantou indo até mim.
Ele ficou me encarando e colocou uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha,então ficou fazendo carinho em minha bochecha com seu polegar.
-Eu nem acredito que está aqui. –ele disse.
Eu apenas sorri e me aproximei dele juntando nossos lábios.Nosso beijo começou calmo,mas foi ganhando intensidade aos poucos.Justin me apertava contra si enquanto eu arranhava suas costas de leve.Por impulso tirei sua camisa.Ele apenas me olhou safado e voltou a me beijar.Em um gesto rápido ele tirou minha toalha me deixando completamente nua.Ele tirou sua calça ficando apenas de cueca. Ele segurou minha cintura e me deu um impulso pra cima,eu prendi minhas pernas em volta da cintura dele e continuamos a nos beijar.Justin seguiu em direção à cama e me deitou,ele então começou a beijar todo meu corpo.Beijou meu pescoço,e foi seguindo pro meu colo.Ele levou seus lábios ao meu ouvido e sussurrou.
-Tem certeza disso?

Eu apenas assenti.Naquele momento tudo o que eu queria era aquilo.Queria sentir que éramos um do outro.Ali,naquele quarto,existíamos apenas nós dois no mundo.Justin levou seus lábios até um de meus seios e se demorou ali.Naquele momento eu entendia o porque do fascínio pelo sexo.Eu me sentia ótima.Depois de um tempo se divertindo com meu corpo da maneira que bem entendesse,Justin se livrou da sua cueca.Eu corei na hora,ele percebeu e deu um sorriso.Ele se posicionou e com muito cuidado me penetrou.No começo eu senti dor,mas depois fui me acostumando com aquela nova sensação e comecei a sentir prazer.Depois de um tempo estávamos cansados. Seguimos juntos pro banheiro e tomamos banho. Ficamos trocando beijos,em alguns momentos rolavam algumas mãos bobas,mas nada além disso. Depois que terminamos, eu coloquei a roupa que Justin havia separado pra mim e ele vestiu apenas uma cueca e uma bermuda. Nos deitamos juntos na cama e ele me fazia cafuné,eu,por fim,dormi em seus braços.
Acordei no dia seguinte e Justin estava sentado na cama me olhando.
-Bom dia. –ele disse sorrindo assim que percebeu que eu estava acordada.
-Por quanto tempo está aí me olhando.
-Uns dez minutos.Você estava até babando.
-Justin! –eu disse envergonhada.
-Relaxa. Você estava linda dormindo. –ele sorriu.
-Eu preciso ligar pra minha mãe. Ela deve estar preocupada,eu saí sem dizer nada ontem. –eu disse me levantando.
-Não se preocupe,eu já liguei pra ela. Pelo estado que você chegou aqui eu imaginei que tivesse saído as pressas,você nem tirou o pijama. –ele riu
Eu então corei e respondi baixo.
-Eu precisava te ver logo.
-Como? Fala mais alto que eu não escutei.
-Eu precisava te ver. –disse um pouco mais alto dessa vez. –Eu não agüentava mais ficar sem você.Você é um idiota e fez tudo errado mas eu não consigo não te querer.
Ele foi até mim e me beijou.
-Eu prometo tentar fazer as coisas certas agora.
-E eu vou estar do seu lado.Como sempre estive,pra tudo que você precisar.Nós somos um time,não quero que me esconda nada,nunca mais.Promete?
-Eu prometo.
Eu fui até o banheiro e lavei meu rosto e nós descemos pra tomar café.Pattie não estava em casa,o que de certa forma era um alívio.Se ela soubesse o que fizemos na noite anterior eu não conseguiria olhar na sua cara mais de tanta vergonha.Com esse pensamento eu acabei corando.
-O que foi? –Justin perguntou ao perceber minhas bochechas coradas.
-Eu estava lembrando ... –fiquei com vergonha de dizer.
-De ontem? –ele perguntou.
Eu apenas assenti.Aquela tinha sido minha primeira vez,era normal se sentir insegura no dia seguinte.
-Só pra constar eu adorei. –ele disse. –Se eu soubesse que você era gostosa assim tinha te traçado antes.
-Justin! –eu o repreendi e corei novamente. Ele apenas riu de mim e veio em minha direção me dando um beijo na bochecha.
-Adoro te ver com vergonha. –ele sorriu.

                                                                     ...
Oi oi lindezas.Como vão? Espero que tenham gostado desse capítulo. E quem gostou comenta,faz tão bem ler os comentarios de voces. Meninas que tem alguma IB me mandem aqui nos comentarios os blogs de voces,porque eu tambem sou leitora,assim como vocês.Me mandem pra eu ler,as que eu gostar muito quem sabe eu ate indico aqui no blog,entao me mandem..E comentem,muito,que eu posto o proximo capitulo rapidinho.

16 de jun. de 2013

We're the best of friends - Capítulo 14

-Justin! –ouvi uma voz ao longe gritar e quando olhei era o treinador impaciente, provavelmente esperando Justin para começarem o treino.
-Já vou! –ele gritou de volta e logo tornou a olhar pra mim. –Me espera aqui,quando o treino acabar a gente sai da escola,vamos para um lugar mais tranqüilo, onde a gente possa conversar.
Eu apenas assenti com a cabeça sem dizer uma palavra, ele se aproximou de mim e me beijou na testa. Fique assistindo ao treino e em alguns momentos eu até esqueci o que eu acabara de ficar sabendo, mas aí então eu me lembrava e um aperto no peito tomava conta de mim. Eu tentava imaginar se seria possível continuar com Justin,se esse filho não atrapalharia nossa relação,imaginava se ele ficaria com Megan.
Depois de um tempo o treino terminou e os jogadores se dirigiram para o vestiário.Trinta minutos depois Justin apareceu na minha frente com os cabelos molhados,acompanhei uma gota que desceu de sua testa,passando por sua bochecha até chegar ao seu pescoço.Constatei mais uma vez algo que eu já sabia,os traços de Justin eram perfeitos.Seu rosto parecia ter sido moldado por anjos,tudo se encaixava perfeitamente.Acordei do meu estado de transe quando ouvi sua voz.
-Vamos Ali? –ele perguntou me encarando.
Apenas me levantei e segui ao seu lado sem dizer uma palavra. No carro a situação não mudou, eu não conseguia sequer olhar para ele,eu tinha medo de não conter minhas lágrimas.Cerca de vinte minutos depois estávamos parados em frente à casa de Justin.
-Achei melhor vir para cá.É mais reservado,a essa hora não tem ninguém em casa. –ele disse.
Eu então saí do carro e segui para a porta esperando por ele, que  a destrancou e me deu passagem para que eu entrasse primeiro.Ele seguiu em direção as escadas e eu sabia que estava indo pro seu quarto, eu apenas o segui.Chegando lá ele se sentou na cama e ficou me encarando,cheguei perto da cômoda e vi um porta retrato,ali havia uma foto de nós dois. Éramos crianças ainda,estávamos felizes,era fácil de perceber devido ao sorriso que ambos tínhamos no rosto.Fiquei encarando a foto e foi impossível conter as lágrimas dessa vez,eu já as segurara por muito tempo.Justin se levantou e veio em minha direção,tirou o porta retrato da minha mão e o colocou de volta na cômoda.Logo em seguida ele me abraçou,o que me fez chorar ainda mais.Eu estava com o rosto afundado em seu ombro e me permiti libertar tudo o que estava guardado em mim desde o inicio dessa manhã.Toda a insegurança,toda a mágoa,toda tristeza,toda incerteza,tudo o que me afligia.Justin me apertava cada vez mais contra si, eu senti meu pescoço úmido e naquele momento eu soube que não era a única que estava chorando.Nos soltamos do abraço e ele me olhou triste.
-Me desculpa Ali. –ele sussurrou com a voz rouca devido ao choro. –Me desculpa.
Eu limpei suas lágrimas e o guiei para a cama, nós nos sentamos e eu deitei sua cabeça no meu colo,fiquei passando os dedos pelo seu cabelo,até que ele se acalmasse. Por mais estivesse magoada com toda essa situação eu sabia que pra ele não era fácil também. Um garoto da idade dele se tornar pai era algo muito grande,era um peso,ele seria responsável por uma pessoa pelo resto da vida dele agora.Sua vida iria mudar completamente e eu entendia como ele se sentia,eu não podia ser egoísta e não pensar no medo e na preocupação que ele sentia naquele momento.E confesso que toda a mágoa que eu sentia foi tomada pela tristeza que eu senti ao ver Justin daquela forma,eu já o vira chorar antes,mas dessa vez era diferente.
-Eu sou um idiota. –ele disse se levantando e ficando de frente pra mim.
-Sim,você é. Mas todos nós erramos.
-Eu queria ter te contado,mas eu fiquei com medo. –ele me olhava serio dessa vez,suas lágrimas não existiam mais,havia apenas a vermelhidão que elas tinham deixado em seu rosto.
-Megan te disse que ela me contou?
-Sim. Eu não queria que você ficasse sabendo por ela.Na hora eu fiquei furioso.Eu devia ter te contado.Mas eu fui covarde,eu tive medo do que você iria dizer. –ele deu uma pausa. –Aquele dia que eu fui na sua casa eu ia dizer,mas eu não consegui.Me desculpa. –ele abaixou a cabeça.
-Ta tudo bem Justin.
-Não,ta longe de estar tudo bem.O que eu vou fazer Ali? Eu não sei cuidar nem de mim.Eu e Megan fomos no médico,eu ouvi o coração Ali,o coração. Ta lá,é sangue do meu sangue.
Eu fiquei calada dessa vez, não havia o que dizer. O garoto que amava teria um filho com outra pessoa.Ele teria uma família com outra pessoa,uma história com outra pessoa.
-O que você vai fazer? –eu perguntei depois de um longo tempo em silencio. –Em relação a Megan?
-O pai dela não nos obrigou a ficarmos juntos.Essa criança terá um pai presente,eu irei com ela a todos os ultrassom, eu vou estar lá na hora do parto,eu vou levar meu filho pra passear,eu vou estar presente em todos os momentos da vida dele.Mas eu não amo a Megan,eu não posso ficar com ela.Meu coração pertence a outra pessoa.
-Isso quer dizer que ...
-Se você me quiser,se for louca o bastante pra aceitar o idiota aqui.Eu quero te fazer a garota mais feliz do mundo. –ele disse olhando dentro dos meus olhos.
-Jus ... –eu não sabia o que dizer.
-Não me responde agora,pensa.Mas Ali pensa muito,porque eu sei o quanto minha vida vai mudar agora,principalmente depois que essa criança nascer.Eu não quero que você faça nada que a torne infeliz.Eu quero te ver bem,seja do meu lado ou não.
-Eu vou pensar. –tentei dar um sorriso,o que não deu muito certo. –Eu preciso ir.
-Tudo bem,eu te levo.
Estávamos em frente a minha casa,eu fui me despedir dele e de forma automática lhe dei um selinho.Ficamos nos encarando com nossas bocas muito próximas uma da outra,eu estava confusa,se o beijasse naquele momento minha resposta seria sim,mas eu tinha que pensar.Percebendo isso ele levou o polegar até meus lábios e beijou minha testa.Desci do carro e entrei em casa,assim que fechei a porta não agüentei e chorei de novo.
Passei o restante do dia quieta,jogada em frente a TV na tentativa de me distrair.Meus pais não passariam a noite em casa e eu resolvi ligar para Trisha,eu precisava conversar com alguém.
Estávamos as duas sentadas na minha cama e eu já tinha contado tudo a ela.
-Amiga,eu nem sei o que te dizer.Não consigo nem imaginar o que você ta sentindo.
-Eu to tão confusa Trish.Eu quero ficar com ele,eu quero muito.Mas eu to com medo de não ser a coisa certa.
-Segue o seu coração,faz o que ele ta mandando.Não tem jeito de errar. –ela passou a mão no meu rosto.
-Meu coração ta gritando por ele.Ta me dizendo que eu só vou ficar bem se for eu lado do Justin,mas meu lado racional me diz que é loucura.

Ficamos mais um tempo conversando e Trisha foi embora,infelizmente ela não poderia passar a noite comigo,ordens de sua mãe.No dia seguinte não fui a escola,eu queria ficar em casa e pensar no que faria.Se minha escolha fosse ficar com Justin eu queria dizer a ele o mais rápido possível.

                                                                          ...
                         Leiam até o final,por favor.
Olá meninas,tudo bem? Bom a pedido de vocês eu fiz um capitulo maior,acho que ta num tamanho bom né? E em relação ao tamanho dos capítulos eu venho pedir a compreensão de vocês, eu sei que muitas me pedem capítulos maiores e eu sei o quanto é ruim ficar com aquele gostinho de quero mais,mas infelizmente eu não tenho todo o tempo que eu gostaria pra poder escrever.A minha história não tem nenhum capítulo pronto,eu escrevo e logo posto aqui.Eu tenho aula até as seis da tarde três vezes na semana.A cada trimestre eu tenho que fazer um trabalho com cerca de trinta questões,fora os outros trabalhos que são passados pelos professores.Eu fiz a opção de postar mais vezes,o que realmente acontece já que eu sou uma das meninas que posta com mais frequencia aqui,do que fazer capítulos muito grandes.O que eu escrevo é no tempinho livre que eu tenho durante a semana,por isso os capítulos não saem tão grandes,eu não faço por mal,é porque eu realmente não consigo escrever mais do que isso em um dia.Mas como são vocês quem mandam,eu posso fazer capítulo maiores,mas a frenquencia das postagens vai diminuir um pouco,não estou dizendo que vou ficar duas semanas sem postar,mas talvez eu poste apenas uma vez na semana.A escolha é de vocês.Mas eu prometo tentar ao maximo fazer capitulos maiores e postar mais de uma vez.Espero que entendam. E mais uma vez espero que tenham gostado do capítulo.Se você gostou comente.Vamos lá,esse capítulo merece 40 comentarios ne? Comentem rapidinho,vamo vamo. Beijooos e até o proximo.

8 de jun. de 2013

We're the best of friends - Capítulo 13

Justin ficou me encarando por mais alguns segundos até que resolveu responder minha pergunta.
-Estávamos apenas conversando. –ele disse sério me fazendo soltar uma risada irônica.
-E desde quando você e Megan tem algo pra conversar? –perguntei nervosa. –Aliás, eu acho que vocês nunca nem trocaram uma palavra,deviam se manter ocupados demais pra falar.
-Que ataque de ciúmes é esse Ali? –Ele me perguntou debochado,mas eu notei um certo nervosismo em sua voz.
-Ciúmes?Você acha que isso é ciúmes Justin? –nesse momento eu gritava. –Eu só não quero ficar aqui fazendo papel de palhaça.Eu disse pra você tudo o que eu sentia e você disse sentir o mesmo.E depois de me preparar uma surpresa linda você simplesmente vai correndo pra casa daquela piranha e espera que eu não sinta nada?Eu não sou mais uma daquelas vadias com quem você costuma sair.E eu espero que você não me trate como tal.
-Você sabe que eu não faria isso com você. –ele disse baixo.
-Então me fala a verdade.O que você estava fazendo na casa dela? –eu disse com o tom de voz normal agora,porem estava ofegante devido aos gritos anteriores.
-Isso eu não posso te falar Ali.Não agora.
-Desde quando você esconde algo de mim? –eu perguntei incrédula.
-Eu sinto muito.
-Sai daqui.Eu preciso ficar sozinha. –disse indo em direção a porta e abrindo-a.
-Ali ...
-Vai!Depois a gente conversa.
Justin saiu cabisbaixo e logo após fechar a porta eu a chutei,confesso que doeu um pouco mas eu precisava descontar minha raiva e frustração de alguma forma.Fiquei o restante do dia jogada no sofá assistindo TV.Quando já estava escuro me levantei e resolvi tomar um banho,em meio aquela água caindo deixei que minhas lagrimas também caíssem.Eu estava com medo de Justin acabar me magoando,ele era meu amigo mas eu sabia como ela agia com as garotas e se ele fizesse algo comigo isso significaria perder,também,sua amizade.Desliguei o chuveiro e me deitei na cama,fiquei lendo até que meu sono chegasse e enfim dormi.
Acordei no dia seguinte com os olhos inchados devido ao choro,passei uma maquiagem na tentativa de esconder aquilo e até que funcionou.Tomei café com meus pais e segui pra escola.Ainda faltavam vinte minutos para o inicio das aulas e eu fui até o banheiro.Quando cheguei la escutei um barulho que parecia ser alguém vomitando,quando a pessoa saiu vi que era Megan,ela estava acabada.Sem nenhuma maquiagem,seu cabelo estava preso,seus olhos estavam inchados e vermelhos,assim como seu rosto,e ela chorava.
-Você ta bem? –perguntei,deixando todo o ódio que eu sentia dela de lado.
-Eu pareço bem? –ela sorriu irônica.
-Quer que eu te acompanhe até a enfermaria?Eles podem te dar um remédio.
Megan passou por mim sem responder e seguiu até uma das pias lavando seu rosto.Ela ficou se encarando no espelho e as lágrimas voltaram a cair.
-Eu estraguei minha vida. –ela disse em meio ao choro. –E é tudo culpa dele.
-Culpa de quem Megan?O que está acontecendo? –eu perguntei temendo sua resposta.
-De quem mais?Do Justin.Foi ele que fez isso comigo,eu nunca vou perdoá-lo.
-Megan não me diga que você está...
-Grávida?  A culpa é toda daquele idiota.
Nesse momento eu senti como se não houvesse chão abaixo dos meus pés.Me apoiei na parede tentando não cair.Minha respiração ficou ofegante.Eu tive que me esforçar para conseguir dizer algo.
-Você tem certeza que esse filho é dele?
-Justin foi o único cara com quem eu transei nos últimos três meses.Se esse filho não for dele.
O sinal tocou indicando que precisávamos ir pra aula.Mas eu não segui em direção a minha sala.Me dirigi à quadra e me sentei nas arquibancadas.Fiquei ali pensando sobre o que acabara de ouvir.Depois de alguns minutos notei que meu rosto estava molhado.As lágrimas caíram sem que eu tivesse notado.Fiquei naquele mesmo lugar durante duas aulas.Até que a quadra foi invadida por caras altos e musculosos. “Essa não.O time de basquete.” Pensei comigo.Mike surgiu e assim que me viu veio em minha direção.Ele estava visitando sua avó que estava doente,por isso eu não o via desde o show de talentos.
-Oi Ali. –ele sorriu.
-Oi Mike.Que saudade. –disse tentando esconder que estava chorando.
-Me conta.Como foi com Justin?Eu não te vi desde que você cantou aquela musica pra ele.
-Eu me declarei. –disse desanimada.
-E o que ele disse?Por que está com essa cara?Ele não sente o mesmo?Eu vou matar aquele idiota.- ele disse nervoso.
-Ele disse que também está apaixonado por mim.
-E por que você ta tão triste Ali?Era pra você estar feliz.Era isso que você queria não é?
-Megan está esperando um filho dele.
-O que? –Mike disse e se levantou,parecendo não acreditar. –Me espera aqui que eu vou ali matar ele.
-Você não pode dizer nada Mike.Ele ainda não sabe que eu sei.
Mike olhou pro lado e fez uma cara nada boa.Justin estava vindo em nossa direção.
-Droga.O que ele faz aqui? –perguntei baixo pra que ele não me ouvisse.
-Ele ainda é o capitão do time.Se quiser eu falo pra ele sair daqui.
-Não,tudo bem.Eu acho que é bom nós conversarmos.
-Então tudo bem.Qualquer coisa é só gritar. –Mike sorriu e me deu um beijo na bochecha.
Justin parou na minha frente e hesitou um pouco em falar.Depois de alguns minutos ele finalmente disse algo.
-Precisamos conversar. –ele disse me olhando nos olhos.
-Sim.Nós precisamos. –eu disse e não pude evitar um suspiro.

                                    ...
Oi gatas.Como estão? Vocês estão muito espertas,a maioria adivinhou..A Megan está gravida,eu sei que a maioria nao queria isso mas ainda tem bastante coisa pra rolar.Eu espero que tenham gostado desse capitulo,e se gostou comenta,que me deixa feliz e eu posto mais rapido.Por hoje é isso,até o proximo. E comenteeeem.Beijooos

2 de jun. de 2013

We're the best of friends - Capítulo 12

Justin fechou os olhos demonstrando sua irritação.
-Tinha que tocar logo agora? –ele disse olhando pro bolso,onde se encontrava o celular.
-Atende,pode ser importante. –eu disse o encarando.
-Se quiser eu posso só ignorar.
-Não,tudo bem.Acho que nem tem mais clima. –eu sorri de lado.
Justin se levantou e eu fiz o mesmo.Ele se afastou para atender o celular.
-O que foi? ... Tem certeza?...Você fez isso direito?...Eu to indo aí. –ele então desligou.
-Algum problema? –perguntei notando que Justin estava com ar preocupado.
-Não,apenas Tyler precisando de mim.Se importa se formos embora?
-Não,tudo bem.Eu preciso mesmo de um banho,to morrendo de frio.
Justin tirou sua jaqueta e a colocou em mim.Por ser de couro ela se manteve seca por dentro.Eu apenas sorri em resposta e nós saímos dali.No carro o silêncio se instalou,eu decidi quebrá-lo,já estava ficando irritada com aquilo.
-Adorei a surpresa. –sorri para Justin.
-Que bom que gostou. –ele tirou uma de suas mãos do volante e pegou a minha que estava sobre minha perna,em seguida entrelaçou nossos dedos.
Seguimos o restante do caminho assim,algo havia acontecido e se Justin não quis me contar eu não iria perguntar.Respeitava seu silêncio.Resolvi então colocar uma musica,para que o clima no carro não ficasse tão pesado.Após alguns minutos estávamos estacionados na porta da minha casa.
-Bom,então eu vou indo.Mais uma vez,obrigada pela surpresa. –eu disse e já estava abrindo a porta do carro quando Justin segurou meu braço.
Eu me virei e ele colocou uma de suas mãos no meu rosto,com a outra mão ele soltou seu cinto de segurança e se aproximou mais,me beijando.Seu beijo era calmo,mais do que qualquer outro que ele já tinha me dado.Quando terminou o beijo,ele me olhou nos olhos e praticamente sussurrou “Eu te amo”. Não fosse pelo silêncio no carro eu não teria escutado.Levei meu lábios até sua orelha e sussurrei de volta “Eu também te amo”.
Desci do carro depois disso,ainda meio atordoada.Não entendia o que estava acontecendo,mas meu coração me dizia que coisas ruins estavam a caminho.Após entrar em casa segui direto pro banheiro.Quando fui me despir que notei que o casaco de Justin ainda estava comigo,por impulso levei-o em direção ao meu rosto e seu perfume me invadiu,o cheiro dele estava no casaco e aquilo me causou arrepios.Durante o banho fiquei pensando no aconteceu naquela casa na árvore.Eu estava indo depressa demais,por mais que amasse Justin não acho que aquele era o momento.Talvez,apesar de Justin ter ficado muito estranho,tivesse sido bom o celular tocar naquele momento.
Assim que saí do banheiro,ainda enrolada na toalha,notei minha mãe sentada na beirada da minha cama.
-Seu pai quer jantar fora hoje.Quer comemorar sua volta. –ela sorriu. –Se apronte. –disse isso e se levantou,saindo do quarto.
-Segui em direção ao closet e escolhei uma roupa.Logo depois a vesti.
Já estava pronta e descendo as escadas,meus pais estavam me esperando assistindo TV.Assim que me viram a desligaram e seguimos juntos em direção ao carro.Durante o trajeto notei em um momento que estávamos passando na rua de Megan,ao nos aproximarmos de sua casa percebi algo que me atingiu como uma facada.O carro de Justin estava estacionado ali,guiei meus olhos em direção ao segundo andar e vi que a luz de seu quarto estava acessa,duas silhuetas se faziam notar através da cortina.Desviei meu olhar dali e fingi que não havia visto nada.Deixaria para pensar nisso mais tarde,esse momento era especial,meu pai estava comigo depois de meses sem vê-lo.
Por mais que tentasse não consegui parecer muito animada durante o jantar,meus pais perguntavam a todo momento o que estava acontecendo e eu mentia,dizia que estava apenas cansada.
Eu estava deitada em minha cama,tentando pensar em um motivo pra Justin estar na casa de Megan,mas nenhuma das alternativas me parecia convincente o bastante.Eles ainda tinham um caso,era óbvio,eu fui boba por pensar que comigo seria diferente.Mas eu não queria acreditar naquilo,Justin era,acima de tudo,meu melhor amigo.Ele não faria isso comigo.Ou faria?Em meio aos meus pensamentos acabei dormindo.
Acordei no dia seguinte com o barulho irritante do despertador.Me arrumei e sem tomar café segui pra escola.Logo Trisha apareceu com Tyler ao seu lado.
-Fala gata. –ela disse me abraçando.
-Oi gente. –disse sem ânimo.
-Nossa,que carinha é essa?
-Sono. –dei um meio sorriso.
-Você não sabe da ultima novidade. –Trish me parecia muito animada,me deixando extremamente curiosa.
-Fala logo criatura.
-Megan saiu da equipe das líderes de torcida. –ela disse com um olhar perverso.
-Como assim?Por que?Eu pensei que aquilo fosse a vida dela.
-Todos nós pensamos.Ninguém entendeu nada.
Ficamos um tempo especulando o motivo da saída de Megan.Aquilo não fazia sentido.Segui pro meu armário que por ironia do destino era ao lado do dela.A encontrei pegando seus livros.
-Onde está seu uniforme Megan? –perguntei.Depois de tudo o que ela já tinha me feito,eu não perderia a oportunidade de me vingar.
-Se falar sobre esse assunto comigo de novo eu arranco seus olhos. –ela me olhou furiosa,e saiu depois de bater com força a porta do seu armário.
O sorriso que havia no meu rosto desapareceu.
As horas passaram lentamente.Justin não havia ido a aula,o que me deixou preocupada levando em conta que ele nunca falta.Mas eu não ligaria para perguntar o motivo de sua ausência.Eu ainda estava muito abalada com o que tinha visto na noite passada.Após o termino das aulas segui pra casa.Mais uma vez eu teria que almoçar sozinha.Esquentei minha comida e almocei em frente a TV.Um tempo depois a campainha tocou,e com muita relutância eu fui atender.Assim que abri a porta dei de cara com Justin,que passou por mim sem dizer uma palavra.Ficamos nos encarando.Eu não aguentava mais e resolvi perguntar.

-Pode me dizer o que estava fazendo na casa da Megan ontem a noite? –a expressão de Justin permaneceu a mesma.

                                                                     ...
Oi gatonas.O capítulo passado deixou todas revoltadas com o celular né?hahaha Acho que esse capítulo não vai ser muito diferente.Infelizmente nem tudo é cor de rosa,haha. Mas enfim tão gostando? Eu acho que esse capítulo ficou meio pequeno,sei lá,mas era o que tinha pra hoje.Ou era isso ou nada.Essa semana vai ser meio complicado pra postar porque eu tenho uma viajem com a escola,vou sair de madrugada e voltar só de noitão..Tenho muitos trabalhos pra entregar,to meio apertada..Mas prometo tentar postar pelo menos um dia. Mas isso também vai depender de vocês,se comentarem bastante.Mas vou me indo,beijooos.

ps . pra anonima que perguntou meu twitter eu não tenho flor :( too bad

28 de mai. de 2013

We're the best of friends - Capítulo 11

Acordei com o barulho da chuva que caía lá fora,por sorte não dormi com a janela aberta,ou meu quarto estaria ensopado a essa hora.Me levantei com certa relutância,esse clima me dá  vontade de ficar na cama o dia todo.Quando resolvi olhar as horas me assustei,já passavam das onze da manhã,pra algumas pessoas pode parecer até cedo,levando em conta que era domingo,mas eu não tenho o costume de dormir até tarde.Segui pro banheiro e me enfiei em baixo do chuveiro,deixando a água cair, esperando que me despertasse.Me senti renovada depois do banho,já estava vestida e desci em direção a cozinha.Minha mãe estava sentada no balcão de frente pra mim e um homem estava de costas junto a ela.
-Pai? –perguntei quase em um sussurro.
O homem então se virou revelando seu rosto,segui correndo em sua direção e me joguei em seus braços.Era o meu pai,faziam dois meses que não o via. Devido ao seu trabalho,ele viajava muito,eram raros os momentos que tínhamos juntos,mesmo quando ele estava na cidade eu quase não o via em casa.
-Que saudade que eu senti de você minha princesa. –ele disse se afastando um pouco de mim e me olhando da cabeça aos pés. –Você está enorme.
-Calma pai,também não é assim,não mudei nada. –sorri. –Senti tanto sua falta.
Ficamos conversando durante um longo tempo,contei ao meu pai tudo que havia acontecido durante esses dois meses.Ele quase não acreditou quando lhe contei que havia me apresentado no show de talentos,meu pai já me ouvira cantar uma ou duas vezes,e ele com certeza não me imaginava em um palco.
Almoçamos todos juntos e eu não podia conter o sorriso,aquela cena era tão rara pra mim,aquele momento significava muito.Passei bastante tempo com meu pai,queria aproveitar cada minuto que tinha com ele.Quando eram quatro da tarde meu telefone tocou,no visor o número de Justin apareceu.
-Oi Jus.
-Ali,se apronta que daqui vinte minutos eu passo aí pra te pegar. –ele disse apressado.
-Como assim?Aonde vamos? –eu estava confusa.
-É uma surpresa.Agora anda,seu tempo ta passando. –ele disse e então desligou o telefone.
Segui em direção ao closet e procurei por uma roupa confortável,coloquei uma skinny,uma camiseta e um cardigã já que estava mais frio em conseqüência da chuva mais cedo.Vinte minutos depois meu celular vibrou,era uma mensagem de Justin. “Estou aqui em baixo”. Desci as escadas e encontrei meu pai assistindo TV.
-Vai sair filha? –ele perguntou desviando o olhar pra mim.
-Sim,Justin está me esperando aqui na porta. –mandei um beijo no ar e saí de casa.
Entrei no carro de Justin e ele me deu um selinho,sorri da situação,era algo extremamente novo pra mim.Ele então me entregou um lenço,fiquei o encarando sem entender o que aquilo significava.
-Coloca,quero você vendada. –ele sorriu.
-É serio isso Justin?Não vai me seqüestrar ou algo parecido né?
-Até que não seria má idéia. –ele me olhou safado. –Mas coloca o lenço,como eu disse, é uma surpresa.
Fiz o que Justin me pediu e coloquei o lenço. Tive que me segurar pra não tirá-lo,a sensação de não saber aonde eu estava indo era horrível.Um tempo depois senti que o carro parou.
-Espera que eu vou te ajudar. –ele disse e eu ouvi sua porta sendo aberta.
Logo a porta do meu lado também foi aberta e Justin pegou minhas mãos me ajudando.Ele foi me guiando enquanto eu protestava e pedia pra saber aonde ele estava me levando.Depois de um certo tempo nós paramos e ele retirou minha venda.Eu não acreditei,estávamos em um bosque.Na verdade não era um bosque qualquer,nós costumávamos brincar ali quando crianças.Aquele lugar me trazia tantas recordações,tantas lembranças boas.
-Não acredito que me trouxe aqui. –eu sorri me virando pra ele.
-Faz anos que não viemos mais aqui.Achei que iria gostar. –ele chegou mais perto de mim.
-A casa da árvore ainda está ali.
-É mais uma parte da surpresa.Vamos subir. –Justin pegou minha mão.
Tudo estava arrumado lá,até uma toalha de piquenique estava estendida no chão.Nunca pensei que Justin pudesse ser o tipo romântico.Nos sentamos no chão e ficamos conversando sobre nossa infância,sobre o quanto gostávamos de brincar ali.Depois de um tempo Justin se aproximou de mim e disse:
-Ali,vem aqui.Tem uma coisa no seu rosto.
-Tira. –eu disse passando a mão no rosto.
-Vem aqui. –Justin se aproximou de mim e me beijou.Um beijo calmo e ao mesmo tempo intenso.Sua língua era quente e nossas bocas se encaixavam perfeitamente.Quando paramos o beijo,o encarei sorrindo.De repente um raio se fez ouvir ao longe e a chuva começou.Como a casa na árvore era velha haviam alguns buracos no teto que permitiam a passagem da água,molhando a mim e a Justin.
-Não acredito. –ele disse nervoso olhando pro teto.Não pude deixar de rir da sua expressão.
-Aquele canto ali não ta molhando.Vem. –me levantei e me espremi em um cantinho onde a água não invadia.
Justin e eu ficamos muito perto.Nossas bocas estavam a centímetros.Segurei seu rosto entre as mãos e beijei seus lábios.Devagar, a boca de Justin se moldou à minha.A pressão gerou uma resposta imediata,um arrepio que se espalhou por minha pele.
-Ali. –Justin murmurou sem afastar completamente sua boca da minha.Depois ele levantou a cabeça para me encarar.
Incapaz de suportar a proximidade sem o toque,segurei sua nuca e o puxei para mais um beijo.Dessa vez foi mais intenso,ganhando profundidade à medida que suas mãos deslizavam por meu corpo,espalhando arrepios como correntes elétricas sob a pele.
Um dedo abriu um botão do meu cardigã.Depois dois,três,quatro.O casaco escorregou de cima dos meus ombros, e eu fiquei apenas com a blusa fina que usava por baixo.Ele a levantou, acariciando minha barriga com o polegar.Minha respiração agora estava entrecortada, meio ofegante.
Um sorriso provocante dançava em seus olhos enquanto concentrava sua atenção em pontos mais altos,os lábios descendo até meu pescoço, e beijando cada centímetro de pele.
Nos sentamos no chão e Justin aos poucos foi me deitando.As goteiras pouco importavam agora.Ele estava inclinado sobre mim,e de repente passei a senti-lo em todos os lugares,um joelho prendia minha perna,seus lábios passeavam,provocando sensações variadas,envolventes.Uma das mãos estava em minhas costas,me segurando com firmeza, e eu enterrei os dedos nas costas dele,agarrando-me ao corpo musculoso como se soltá-lo significasse perder parte de mim.

De repente o celular de Justin começou a tocar.

                                                                        ...
Oi minhas gatonas.Como estão? Tudo na paz?Tudo tranquilo?
Desculpem ter demorado pra postar,mas eu to muito ocupada esses dias.Mas finalmente eu trouxe pra vocês o que tanto querem,haha. Espero que gostem do capítulo.Nem acredito que já estamos no 11,como assim cara? O capítulo 10 ficou meio pequeno,então tentei fazer esse um pouco maior.
Enfim,se gostarem comentem por favor.Comentem muito que eu posto rapidinho pra voces.
Beijooos.

22 de mai. de 2013

We're the best of friends - Capítulo 10


O beijo de Justin começou calmo e suave,depois de algum tempo ele foi aumentando a intensidade e me puxava cada vez mais para perto de si,como se fosse possível,a distancia entre nós era zero,não existia.Depois de algum tempo diminuímos o ritmo e ele terminou o beijo com um demorado selinho,ficamos um tempo sem dizer nada,ele apenas me olhava nos olhos e então sorriu colocando sua testa junto da minha.
-Você e essa sua mania de não deixar ninguém terminar de falar. –ele levou uma de suas mãos até minha bochecha e a acariciou me fazendo sorrir.
-Mas você disse que sempre me viu como uma irmã mais nova. –eu disse o olhando nos olhos.
-Eu sei o que eu disse. –ele olhou ao redor. –Vamos voltar pro carro,a gente ta no meio da rua. –Ele pegou minha mão e seguimos em direção ao carro.
Ficamos um tempo em silêncio absoluto,apenas nossas respirações se faziam ouvir.
-Eu não sei o que ta acontecendo comigo Ali.Eu não consigo mais esconder que eu sinto ciúmes de você com outros caras,eu me segurei diversas vezes pra não te beijar.Eu te vejo de forma diferente agora. –seus olhos cor de mel me penetravam de uma maneira que me fazia arrepiar.
-E por que nunca me disse?
-Pelo mesmo motivo que você esperou pra me contar.Eu tive medo.Eu amo você Ali,de uma forma que ninguém no mundo vai conseguir entender,eu te conheço do avesso,eu sei do que você gosta,do que você não gosta.Perder você seria algo que eu não iria suportar jamais. –ele fez uma pausa e pegou minha mão entrelaçando nossos dedos. –E vamos combinar que eu não sou o cara mais indicado pra fazer uma garota feliz,eu não sei como é isso.
-Justin,o que você tem feito desde o dia em que nos conhecemos? –ele me olhava indicando não saber a resposta. –Você me faz feliz. –ele sorriu.
-A gente pode tentar né?Sem pressão,vamos deixar as coisas acontecerem.Eu quero muito que isso dê certo Ali,eu não consigo mais me controlar perto de você.
-Por favor não se controle. –eu disse mordendo meus lábios inferiores e sorrindo pra ele.
Justin me lançou um olhar safado e inclinou seu corpo,me fazendo sentir seus lábios macios junto os meus mais uma vez.Quando terminamos o beijo ambos sorríamos.
-Já está tarde,eu preciso voltar pra casa. –eu disse e ele assentiu ligando o carro.
Durante todo o trajeto eu notei que ele me olhava pelo canto do olho e algumas vezes até dava um sorriso sexy de lado.Assim que paramos na frente da minha casa Justin desceu e me acompanhou até a porta.Ele se aproximou de mim colocando suas mãos em minha cintura e eu envolvi meus braços em volta do seu pescoço,iniciamos assim um beijo que foi interrompido pela falta de ar de ambos.
-Te vejo amanhã Ali. –ganhei um beijo na bochecha.
-Até amanhã Jus. –sorri e entrei em casa.
Assim que fechei a porta escorei as costas na mesma e me permiti soltar um alto suspiro. “Aquilo havia mesmo acontecido?”, eu me perguntava. Subi as escadas e fui até o quarto da minha mãe,estava louca pra contar a ela tudo sobre aquela noite,mas a encontrei dormindo.Segui então pro meu quarto e me despi,tomei um banho quente e coloquei meu pijama.Assim que deitei minha cabeça no travesseiro fechei meus olhos relembrando cada detalhe do beijo de Justin,era muito melhor do que eu havia imaginado,ainda mais porque era real.Fiquei mais alguns minutos repassando as ultimas horas na minha cabeça,até que acabei pegando no sono.


                                                                   ...
Oi minhas lindezas.Como estão?Gostaram da Ali super meiga cantando pro Justin né?E como vocês foram show e comentaram bastante eu vim aqui dar o que vocês tanto querem.Espero que gostem.
Por hoje é isso.Comentem bastante,a velocidade da postagem só depende de vocês.

ps. Bom vou esclarecer uma coisa,que eu não sei se é duvida de muitas de vocês,mas enfim.Um anônimo comentou pedindo pela continuação da Lego House,se eu não me engano.Gente,a unica Ib pela qual eu sou responsável é essa,as outras histórias são escritas pelas outras meninas,então se vocês querem a continuação tem que pedir pra elas.Só pra deixar isso claro,haha. E pra relembrar eu sou a Isa,Izzy pra quem quiser.

Mas fui me.Beijoooos.