Havia voltado a olhar para a árvore, desviando a atenção da comemoração excessiva de Justin e sua equipe. Vi novamente uma movimentação atrás da árvore, e já estava sentindo todo àquele medo da outra vez voltar, quando de repente, outro sentimento toma seu lugar.
O ódio.
Continuei observando àquele movimento, quando de repente aquele garoto pálido aparece de novo, mas dessa vez com o rosto manchado de vermelho, enquanto limpava as mãos com um pano, tirando algo da mesma cor. O menino levou o pano até seu rosto, e após de passá-lo pela terceira vez, já sem a maquiagem, seu olhar se deparou com o meu.
Ele foi mais rápido. Assim que percebeu meu olhar mortal em sua direção, correu tão rápido que nem se eu tivesse as pernas mais longas do mundo eu o alcançaria. Logo me lembrei quem era. Havia o visto no meu primeiro dia aqui, quando entrei no quarto do Justin e... Oh, Justin!
Claro, só poderia ser coisa dele! Como não havia pensado nisso? Ele me viu indefesa no dia que estávamos no quartinho e decidiu usar isso contra mim para ganhar o jogo. Devem ter combinado tudo isso no interválo, por isso voltaram tão seguros!
Ah, ele vai pagar por isso.
Antes que pudesse me dar conta do que estava fazendo, já estava sentada de quatro em cima do Justin que foi jogado no chão, com as mãos envolta do seu pescoço.
- Você... Ficou maluca? - Justin murmurou com dificuldade e eu apertei sua garganta com ainda mais força. Seu rosto já estava vermelho e seus olhos pareciam sair de seu rosto. Mas eu não estava nem ai.
- Pensei que haviam ficado, até ver o seu amiguinho! - cuspi as palavras. De súbito Justin mudou a expressão do seu rosto. Ele adquiriu um sorriso malicioso e soltou uma gargalhada.
- Não vai sair correndo assustada dessa vez? - ele não pronunciou a última palavra pois eu pressionei seu pescoço novamente, fazendo-o tossir, mas eu consegui entender.
- O QUE ESTA ACONTECENDO AQUI?
Olhei vagamente para o lado e vi Susan em seu traje esportivo nos olhando com os olhos arregalados. Parecia estar desesperada, pelo seu tom de voz. Caminhou até nós e puxou meu braço, tirando-o do pescoço do Justin, que respirou profundamente tossindo um pouco.
- Você quer matar ele?
- Na verdade, quero sim! Ele pediu para um amigo se fantasiar e me assustar, me deixando desconcentrada, então ele aproveitou a oportunidade e me acertou. Ele é um trapaceiro!
Tentei manter a calma. Saí de cima de seu corpo quando percebi que estávamos em uma posição bem... Estranha. Ele se levantou logo após e bagunçou o cabelo.
- Isso é verdade Justin? - Susan perguntou, parecendo incrédula. As pessoas da minha equipe que tinham ficado começaram gritar e vaiar o outro time, que devolvia as ofensas no mesmo tom. De repente o caos voltou, e quando me dei conta, já tinha voado em cima de Justin de novo.
- JÁ CHEGA! - Susan gritou mais uma vez, ainda mais alto e enfurecida. Todos pararam de falar, e um silêncio se instalou. - Os dois, para minha sala. - antes de fazer o que Susan mandou, dei um ultimo olhar para Justin e juntei toda minha força, estalando um belo tapa em seu rosto.
- Isso foi pela bolada - automaticamente Justin soltou um gemido de dor e eu o empurrei, me afastando rapidamente e seguindo Susan, que com tudo que estava acontecendo, deixou aquilo passar. Eu não seria a única a ficar com marcas no rosto.
• • •
- Podem começar a falar.
Susan definitivamente escolheu as palavras erradas. Eu e Justin falamos ao mesmo tempo, um tentando falar mais alto que o outro, e não saiu nada que se pudesse entender. Como duas criancinhas discutindo. É.
- Não; você primeiro, Hammings.
- Obrigada. - agradeci sem ânimo. - Como eu disse, Justin usou seu amigo para me assustar, e aproveitou meu deslise para me acertar.
- É mentira - Justin retrucou - ela está maluca. Vê fantasmas e diz que fui eu que armei isso! Não tenho culpa dela ser problemática.
Foi a gota d'água. Já estava irritada por ele estar mentindo, mas insinuar que eu sou maluca na frente da Susan? Dei um soco no braço esquerdo de Justin com muita força e nos começamos a discutir de novo. Os dois gritando feito loucos ao mesmo tempo, formando uma sintonia infernal.
- VOCÊS PODEM PARAR COM ISSO? - já era a terceira vez que nós fazíamos Susan gritar hoje. As coisas estavam saindo do limite. - não aguento mais! Vocês conseguiram me irritar. Não me importa quem começou, os dois vão pagar.
- Qual é o castigo? - engoli seco, após a pergunta desanimada.
- Vocês estão a um passo do confinamento. Vão limpar os quartos como quando combinado sobre o refeitório. Vou aparecer lá algumas vezes, e observarei seu relacionamento ao longo da semana. Qualquer briga, por menor que seja... Já sabem.
Confinamento? O que ela quis dizer com isso? Guardei minhas perguntas para mim mesma e me retirei de sua sala sem pronunciar mais nada e Justin veio logo atrás de mim. Fomos até os quartos sem trocar uma palavra e se fosse por mim, continuariamos assim, porque se um dos dois abrissem a boca, era briga certa.
Os quartos, como o outro que limpamos no refeitório, era escuro e sujo. Móveis antigos e decoração escura. Feio e assustador, como tudo nesse lugar. Minha situação psicológica já não estava em seus melhores momentos, e ainda era obrigada a ficar aqui? Qual é.
Comecei espanando os móveis, enquanto Justin varria o chão e de baixo das camas. Por alguns segundos me peguei observando ele. Até que de boca fechada ele é bonitinho. Quer dizer, nunca achei que ele fosse feio, mas também nunca quis admitir que ele é bonito. Ele parecia tão inocente daquele jeito, calado, varrendo o chão com uma expressão séria e ao mesmo tempo copenetrada... Tão diferente do verdadeiro Justin. O Justin cafajeste, encrenqueiro e que me irrita de um jeito inexplicável.
Poderia passar toda essa tarde tediosa tentando descrever o turbilhão de pensamentos confusos que passam em minha cabeça sobre o Justin no momento, mas foi quando me dei conta que eu estava o fitando intensamente com cara de boba, e ele havia reparado.
- Por que você ta me olhando assim? - ele perguntou e riu em seguida. Ele não parecia convencido, como geralmente era, mas parece que quando estamos sozinhos ele tende a ser... Menos idiota. Isso diz muita coisa, pois pode ser que ele seja assim para chamar atenção dos outros, para que notem ele e para que o apoiem. Ele pode ser só um menino que provavelmente foi sozinho na infância e agora quer todas as atenções. Bom, ele conseguiu.
- Olhando como? - tentei disfarçar. Falho. Não convenci nem a mim mesma com àquela responta, ainda mais ao Justin. Voltei e abanar o armário, na esperança que ele percebesse que eu não estava confortável com aquele assunto, mas novamente, foi falho.
- Desse jeito... Estranho. - ele riu mais um vez, de um jeito fofo. - como se você estivesse me avaliando, tentando me entender, ou coisa do tipo.
- Eu... Não estava olhando para você, estava reparando no móvel atrás de você - me virei apontando para o criado-mudo logo às suas costas. - muito bonito, não acha? - não, na verdade não. Ele estava em péssimo estado; uma das gavetas faltava, estava velho e a madeira escura, mas era bem esculpido. Fui até ele e passei o espanador em sua lateral, que me fez observar a poeira nítida pela luz solar levantar e pairar até encontrar um outro objeto para pousar - vou limpá-lo.
Continua... Okay girls, Ally aqui ~~ Estranho né, mas vou postar os caps prontos que eu achar de chosen já que a Gio não posta. haha
xx
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23 de set. de 2013
16 de ago. de 2013
Chosen • capítulo 6 • o jogo - parte II
aqui o link do capítulo 6, deem uma lidinha antes, para refrescar a memória.
As coisas começaram a mudar a partir daí. Quando vi a bola livre rolando devagar até meus pés, invés de ignorar e esperar que alguém a pegasse, como havia feito até então, corri com pressa para ter certeza que ninguém chegaria antes. Agarrei-a com força e sem pensar duas vezes, joguei-a utilizando para isso a maior quantidade de força que eu consegui extrair no momento. O resultado foi certeiro e eficaz. Acertei um dos maiores e mais habilidosos do time do Justin bem no meio do seu rosto. Não pude conter que um sorrisinho satisfeito brotasse meus lábios, não por ter proporcionado dor àquele garoto, mas sim pela expressão surpresa no rosto do Justin, assim como no resto do time, não só no dele, como no meu.
- Não é que a Hammings estava escondendo o jogo esse tempo todo?! - um dos meninos do time adversário mais exclamou do que questionou. Aquilo fez aumentar meu sorriso enquanto eu assistia o pobre garoto com o rosto inchado sair do campo, resmungando provavelmente alguns palavrões para si mesmo.
- Já estava na hora de começarmos a jogar de verdade - Justin disse diretamente para mim, com as sombrancelhas franzidas em um sinal de raiva - isso vale para nós dois.
Ignorei a ameaça e voltei a atenção para o dono da mão que tocava meu ombro, e que aguardava meu olhar com um sorriso radiante no rosto. Jay apertou o lugar que segurava com carinho, num gesto de aprovação. Não era necessário que ele dissesse nada, podia perceber a admiração clara em seus olhos azuis, intensificados pelos raios solares que nos cobriam naquele campo completamente exposto ao sol forte daquela tarde.
E assim o jogo decorreu. Fazia o máximo para pegar a bola todas as vezes que ela era lançada em nossa direção, e na maioria das vezes acertava algum alvo. O jogo estava voltando a se equilibrar. Após 20 minutos desde que comecei a jogar de verdade, restavam apenas 5 jogadores em nosso time, e 7 no deles.
Passando-se mais alguns minutos de jogo equilibrado, ambos os times estavam exaustos de mais para que se conseguisse manter um jogo descente, então, pedimos tempo. Cada time se reuniu em seu lado da quadra, bebendo um pouco d'água que os jogadores que já haviam saído trouxeram, e conversando sobre estratégias de jogo. A nossa se manteve a mesma: a velha e clássica estratégia de segurar o máximo de bolas possíveis, e jogá-las antes que eles pudessem correr para o fundo da quadra, sem ao menos os dando tempo de pensar. Outro ponto importante da nossa estratégia era não deixar que eles mantivessem a posse da bola. Assim, eles nos cansariam rapidamente.
Após os 5 minutos de descanso, os times se reuniram novamente no meio da quadra e bola foi entregue ao time do Justin, pois eram eles que a tinham antes do intervalo. Ao passar meus olhos pelos jogadores do time adversário, notei uma forte diferença em cada um deles: um aumento súbito de confiança. Algo no rosto deles, no jeito de se movimentarem inquietos enquanto a bola ainda estava parada expressava segurança e competitividade;e ra como se estivessem prestes a jogar a final de uma copa do mundo. Porém era apenas um jogo. Um simples jogo em um reformatório qualquer pelo mundo. Nada importante. Meu time se mantinha o mesmo de antes, animado e determinado, mas não do jeito absurdo do time adversário. Era como se eles tivessem tomado algo que os deixaram extremamente competitivos e malucos...
Enquanto me perdia em meus pensamentos, não havia percebido que o jogo tinha recomeçado, e por pouco me safei de levar uma bela bolada no rosto. Mais uma vez agradeço aos meus bons reflexos felinos. Não sei do que seria do meu corpo sem vocês. Por azar (e por sorte minha), a bola acertou com o mesmo efeito que teria em mim uma garota que estava logo atrás das minhas costas, provavelmente se escondendo por saber que eu era a melhor em agarrar bolas do time. Seu pensamento teve efeito contrário. Logo após o impacto, seu corpo já estava caido ao chão, e ela mal conseguia manter seus olhos abertos. De longe essa havia sido a arremessada mais forte do jogo. Cinco vezes mais forte do que qualquer bolada dada no primeiro período do jogo, e que deveria ter me acertado. Por um momento me senti mal pela garota, mas antes ela do que eu, pensei. Ajudei-a a levantar, e com dificuldade ela conseguiu chegar até o banco dos que haviam sido eliminados. Ao chegar lá, logo um dos outros entregou uma bolsa de gelo que ele utilizava no braço que havia sido acertado por uma potente bola do time do Justin. Como eu, ele deve ter percebido a intensidade mil vezes maior da bola.
Voltei minha atenção ao lançador da bola. Justin tinha um sorriso satisfeito em seu rosto, o mesmo estampado nos lábios dos outros jogadores do seu time. Senti um ódio súbito em meu corpo, e o fitei com um olhar raivoso. Assim como eles haviam feito comigo, peguei a bola que estava parada um pouco perto de mim e a lancei no campo adversário, despertando todos para o jogo novamente. Por pouco a bola não acertou o Justin, mas acertou um dos jogadores do seu time.
- Vamos jogar de verdade, Hammings - Justin disse em um tom desprezível, indo atrás da bola.
- Vamos, Bieber - respondi no mesmo tom, tratando de me afastar.
O jogo continuou como antes. Das poucas vezes que eu pegava a bola, na maioria eu acertava alguém, mas o outro time ainda tinha vantagem. Em pouco tempo, estávamos apenas eu e Jason contra Justin e dois de seus amigos: Ryan e Chaz. Em uma de minhas oportunidades, agarrei a bola com força e a joguei de volta sem pensar duas vezes, acertando Ryan bem na barriga. Justin não deixou de dar o troco; num movimento rápido, sem esperar seu amigo sair do campo, ele se apossou da bola e jogou com toda sua força em minha direção. Mesmo eu conseguindo segura-la, o efeito não foi diferente se eu não tivesse a agarrado. Ele me acertou bem no meio da barriga, tirando todo meu fôlego por alguns momentos. Com as poucas forças que restaram, eu segurava a bola, mesmo quase morrendo, não daria o gosto para ele de ter conseguido me acertar. Tinha intenções de continuar, mas minhas pernas fraquejaram e por pouco não cai. Não cai por que os fortes braços de Jason envolviam minha cintura, me dando um pouco mais de estabilidade.
- Você ta bem? - Jason perguntou meio que em sussurro, num tom preocupado.
- Eu...
Não consegui responder. Senti meu mundo dar voltas e eu não conseguia manter meu olhar constante; era como se tudo se movesse rápido de mais para que eu conseguisse acompanhar. Exitei em cair novamente, mas Jason continuava me segurando, dessa vez com os dois braços de apoio, me agarrando com força.
- Não aguentou uma boladinha, é?! - Justin disse intencionalmente alto, mas com o rosto voltado para o seu amigo Chaz. O mesmo apenas deu uma risadinha fraca. Era incrível a capacidade que esse idiota tinha de me fazer ter vontade de voar em seu pescoço, mesmo mal me aguentando em pé.
- Cala a boca, imbecil - Jason disse raivoso, voltando seu olhar mortal para ele. Obrigada por falar o que eu não conseguia no momento, Jay.
Ele me levou até o bando dos "queimados" e me deixou descansando, e após dar um beijo carinhoso em minha cabeça, voltou ao jogo com mais raiva e ambição do que antes. Jason realmente me tratava como se fosse sua irmã mais nova, aquela que ele fazia questão de proteger e cuidar acima de tudo, mas às vezes também parecia que ele queria algo mais que isso...
Nos poucos momentos em que não estava delirando de dor, minha atenção se voltava para o jogo. Absolutamente chato e indefinido. Bola para lá e bola para cá. Ninguém acertava ninguém, pois eles eram muito bons para deixarem aquilo acontecer, mas, em um momento de distração, Jason olhou para mim, e acabou sendo acertado no pé por uma bola bem baixa, impossível de desviar.
Instantaneamente Justin começou a comemorar. Algo que beirava uma criança de cinco anos ganhando sua primeira bicicleta. Todo o seu time comemorou.
- Não grite vitória antes do tempo, Justin. - disse num tom forte, com o olhar baixo voltado para o campo. Justin me olhou e por um momento ele ficou calado. Já no começou a rir.
- Então você quer tentar jogar, nesse estado? - após terminar sua pergunta irônica, Justin riu junto com os outros. Sem dar respostas, eu apenas me levantei e com um pouco de dificuldade me arrastei até o campo.
- Vamos lá. - disse meio que em sussurro, enquanto me abaixava para pegar a bola que estava parada em meus pés.
Com um pouco de dificuldade me ergui novamente. Ignorando a estratégia de jogar a bola assim que estivesse com ela nas mãos, pressionei-a com um pouco de força na minha barriga, enquanto respirava fundo. Fechei os olhos por alguns segundos me concentrando em esquecer a dor e captar o máximo de força que eu conseguisse. Após este ato, abri meus olhos novamente e afastei meu braço direito que segurava a bola para o lado, então pegando impulso, a lancei no campo adversário. Por incrível que pareça, a dor me deixou mais forte e mais determinada, assim conseguindo acertar Chaz de raspão no seu braço esquerdo.
Agora éramos apenas eu e o Bieber.
Ele observou seu amigo sair do campo com uma expressão um pouco chocada, mas não parecia abalado. Seus olhos deslisaram para o lado até encontrarem os meus, e sua boca adquiriu um sorriso maléfico. Sabia o que aquilo queria dizer. Se ele quer um desafio, é isso que vai ter.
Sem pronunciar nada, peguei a bola novamente e lancei-a com toda força em sua direção. Justin apenas deu um passo e observou a bola passar enquanto ria, como se fosse a jogada mais insignificante que já vira. O fato é que, com apenas duas pessoas em campo, o jogo fica muito mais difícil, isso é evidente. Se aquela bola tivesse acertado alguém, com certeza faria um grande estrago.
O jogo passou assim, bolas fortes sendo lançadas mas facilmente desviadas. O jogo estava tão entediante que estava quase para desistir. Não mesmo. Nunca daria esse gostinho ao Justin. Mas perceba como a situação estava crítica.
Em certo ponto do jogo, enquanto Justin corria para a ponta do campo atrás de uma bola que eu joguei, me dei ao luxo de desviar a atenção do jogo por um momento. Olhei paras as pessoas no banco, tão entediadas quanto nós, e Susan entretida com alguns papeis. Continuei seguindo meu olhar, até que deparei com alguma coisa se movendo atrás de uma grande árvore que ficava no final do campo, bem próximo de onde Justin estava. Por um momento, achei que era alguma besteira da minha cabeça, mas aí apareceu de novo. Eu pude ver claramente um rosto completamente pálido, com olheiras muito escuras e lábios avermelhados. Alguns segundos depois, "aquilo" voltou para de trás da árvore, e pareceu ter desaparecido. Um choque elétrico percorreu meu corpo e senti minha garganta secar. Senti uma instantânea vontade de correr, me esconder, mas antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, senti um objeto em alta velocidade atingindo a lateral do meu rosto. Uma bola.
- Eu venci. - Justin pronunciou, tão confiante como se já soubesse disso.
Foi tudo muito rápido. Aquela coisa na árvore, a bolada... Meu cérebro não conseguia processar tudo ao mesmo tempo, então apenas fiquei parada, enquanto olhava sem expressão para Justin e sua equipe comemorando a vitória, nem mesmo dando conta da dor que deveria estar sentindo por levar uma bolada tão forte quanto aquela no rosto. Mais tarde teria tempo para sentir ela, com certeza. As pessoas da minha equipe saiam aos poucos do campo, frustradas e reclamando de terem esperado todo esse tempo para perderem, enquanto Susan cumprimentava a equipe campeã.
Foi então que eu vi.
Continua.
Não, isso realmente não é uma alucinação. Postei um novo capítulo de Chosen de verdade, acreditem.
Bem, sei que vou ser bombardeada por comentários da maioria de vocês me criticando pela demora, e que a minoria vai estar feliz de verdade com a volta da fanfic, mas eu acho que o fato que está de volta é que deveria importar. Leio fanfics que demoram um ano para atualizarem um único capítulo, e quando eu postava uma vez na semana, reclamavam. Bem, o motivo da fic ter entrado em hiatus é bem simples: não estava afim de postar. Não estava satisfeita com o resultado, com os comentários, e simplesmente me faltou vontade. Não vou ficar dando milhares de desculpas como outras autoras sempre fazem, foi exatamente isso que aconteceu. Claro, somado ao fato que tinha que estudar para as provas do finais de semestre, afinal, sou uma adolescente como todas vocês. Mas enfim, o que importa é que estamos de volta, e espero que isso também seja o que importe pra vocês, por favor não me irritem com muitas criticas porque não estou no meu melhor humor ultimamente, obrigada.
Mas voltando a ser a Gio fofa de sempre (ou não rsrs) espero que curtam o capítulo, ficará mais interessante no próximo, beeem mais interessante... Podem aguardar por um acontecimento muito importante para a relação do Justin e da Spencer hahaha! Deixei vocês curiosas? Comentem muito e eu prometo postar o próximo capítulo mais rápido possível, não repetirei essa demora.
Perguntas na ask, e não se esqueçam de curtir a página do blog no facebook!
Gio Xx
As coisas começaram a mudar a partir daí. Quando vi a bola livre rolando devagar até meus pés, invés de ignorar e esperar que alguém a pegasse, como havia feito até então, corri com pressa para ter certeza que ninguém chegaria antes. Agarrei-a com força e sem pensar duas vezes, joguei-a utilizando para isso a maior quantidade de força que eu consegui extrair no momento. O resultado foi certeiro e eficaz. Acertei um dos maiores e mais habilidosos do time do Justin bem no meio do seu rosto. Não pude conter que um sorrisinho satisfeito brotasse meus lábios, não por ter proporcionado dor àquele garoto, mas sim pela expressão surpresa no rosto do Justin, assim como no resto do time, não só no dele, como no meu.
- Não é que a Hammings estava escondendo o jogo esse tempo todo?! - um dos meninos do time adversário mais exclamou do que questionou. Aquilo fez aumentar meu sorriso enquanto eu assistia o pobre garoto com o rosto inchado sair do campo, resmungando provavelmente alguns palavrões para si mesmo.
- Já estava na hora de começarmos a jogar de verdade - Justin disse diretamente para mim, com as sombrancelhas franzidas em um sinal de raiva - isso vale para nós dois.
Ignorei a ameaça e voltei a atenção para o dono da mão que tocava meu ombro, e que aguardava meu olhar com um sorriso radiante no rosto. Jay apertou o lugar que segurava com carinho, num gesto de aprovação. Não era necessário que ele dissesse nada, podia perceber a admiração clara em seus olhos azuis, intensificados pelos raios solares que nos cobriam naquele campo completamente exposto ao sol forte daquela tarde.
E assim o jogo decorreu. Fazia o máximo para pegar a bola todas as vezes que ela era lançada em nossa direção, e na maioria das vezes acertava algum alvo. O jogo estava voltando a se equilibrar. Após 20 minutos desde que comecei a jogar de verdade, restavam apenas 5 jogadores em nosso time, e 7 no deles.
Passando-se mais alguns minutos de jogo equilibrado, ambos os times estavam exaustos de mais para que se conseguisse manter um jogo descente, então, pedimos tempo. Cada time se reuniu em seu lado da quadra, bebendo um pouco d'água que os jogadores que já haviam saído trouxeram, e conversando sobre estratégias de jogo. A nossa se manteve a mesma: a velha e clássica estratégia de segurar o máximo de bolas possíveis, e jogá-las antes que eles pudessem correr para o fundo da quadra, sem ao menos os dando tempo de pensar. Outro ponto importante da nossa estratégia era não deixar que eles mantivessem a posse da bola. Assim, eles nos cansariam rapidamente.
Após os 5 minutos de descanso, os times se reuniram novamente no meio da quadra e bola foi entregue ao time do Justin, pois eram eles que a tinham antes do intervalo. Ao passar meus olhos pelos jogadores do time adversário, notei uma forte diferença em cada um deles: um aumento súbito de confiança. Algo no rosto deles, no jeito de se movimentarem inquietos enquanto a bola ainda estava parada expressava segurança e competitividade;e ra como se estivessem prestes a jogar a final de uma copa do mundo. Porém era apenas um jogo. Um simples jogo em um reformatório qualquer pelo mundo. Nada importante. Meu time se mantinha o mesmo de antes, animado e determinado, mas não do jeito absurdo do time adversário. Era como se eles tivessem tomado algo que os deixaram extremamente competitivos e malucos...
Enquanto me perdia em meus pensamentos, não havia percebido que o jogo tinha recomeçado, e por pouco me safei de levar uma bela bolada no rosto. Mais uma vez agradeço aos meus bons reflexos felinos. Não sei do que seria do meu corpo sem vocês. Por azar (e por sorte minha), a bola acertou com o mesmo efeito que teria em mim uma garota que estava logo atrás das minhas costas, provavelmente se escondendo por saber que eu era a melhor em agarrar bolas do time. Seu pensamento teve efeito contrário. Logo após o impacto, seu corpo já estava caido ao chão, e ela mal conseguia manter seus olhos abertos. De longe essa havia sido a arremessada mais forte do jogo. Cinco vezes mais forte do que qualquer bolada dada no primeiro período do jogo, e que deveria ter me acertado. Por um momento me senti mal pela garota, mas antes ela do que eu, pensei. Ajudei-a a levantar, e com dificuldade ela conseguiu chegar até o banco dos que haviam sido eliminados. Ao chegar lá, logo um dos outros entregou uma bolsa de gelo que ele utilizava no braço que havia sido acertado por uma potente bola do time do Justin. Como eu, ele deve ter percebido a intensidade mil vezes maior da bola.
Voltei minha atenção ao lançador da bola. Justin tinha um sorriso satisfeito em seu rosto, o mesmo estampado nos lábios dos outros jogadores do seu time. Senti um ódio súbito em meu corpo, e o fitei com um olhar raivoso. Assim como eles haviam feito comigo, peguei a bola que estava parada um pouco perto de mim e a lancei no campo adversário, despertando todos para o jogo novamente. Por pouco a bola não acertou o Justin, mas acertou um dos jogadores do seu time.
- Vamos jogar de verdade, Hammings - Justin disse em um tom desprezível, indo atrás da bola.
- Vamos, Bieber - respondi no mesmo tom, tratando de me afastar.
O jogo continuou como antes. Das poucas vezes que eu pegava a bola, na maioria eu acertava alguém, mas o outro time ainda tinha vantagem. Em pouco tempo, estávamos apenas eu e Jason contra Justin e dois de seus amigos: Ryan e Chaz. Em uma de minhas oportunidades, agarrei a bola com força e a joguei de volta sem pensar duas vezes, acertando Ryan bem na barriga. Justin não deixou de dar o troco; num movimento rápido, sem esperar seu amigo sair do campo, ele se apossou da bola e jogou com toda sua força em minha direção. Mesmo eu conseguindo segura-la, o efeito não foi diferente se eu não tivesse a agarrado. Ele me acertou bem no meio da barriga, tirando todo meu fôlego por alguns momentos. Com as poucas forças que restaram, eu segurava a bola, mesmo quase morrendo, não daria o gosto para ele de ter conseguido me acertar. Tinha intenções de continuar, mas minhas pernas fraquejaram e por pouco não cai. Não cai por que os fortes braços de Jason envolviam minha cintura, me dando um pouco mais de estabilidade.
- Você ta bem? - Jason perguntou meio que em sussurro, num tom preocupado.
- Eu...
Não consegui responder. Senti meu mundo dar voltas e eu não conseguia manter meu olhar constante; era como se tudo se movesse rápido de mais para que eu conseguisse acompanhar. Exitei em cair novamente, mas Jason continuava me segurando, dessa vez com os dois braços de apoio, me agarrando com força.
- Não aguentou uma boladinha, é?! - Justin disse intencionalmente alto, mas com o rosto voltado para o seu amigo Chaz. O mesmo apenas deu uma risadinha fraca. Era incrível a capacidade que esse idiota tinha de me fazer ter vontade de voar em seu pescoço, mesmo mal me aguentando em pé.
- Cala a boca, imbecil - Jason disse raivoso, voltando seu olhar mortal para ele. Obrigada por falar o que eu não conseguia no momento, Jay.
Ele me levou até o bando dos "queimados" e me deixou descansando, e após dar um beijo carinhoso em minha cabeça, voltou ao jogo com mais raiva e ambição do que antes. Jason realmente me tratava como se fosse sua irmã mais nova, aquela que ele fazia questão de proteger e cuidar acima de tudo, mas às vezes também parecia que ele queria algo mais que isso...
Nos poucos momentos em que não estava delirando de dor, minha atenção se voltava para o jogo. Absolutamente chato e indefinido. Bola para lá e bola para cá. Ninguém acertava ninguém, pois eles eram muito bons para deixarem aquilo acontecer, mas, em um momento de distração, Jason olhou para mim, e acabou sendo acertado no pé por uma bola bem baixa, impossível de desviar.
Instantaneamente Justin começou a comemorar. Algo que beirava uma criança de cinco anos ganhando sua primeira bicicleta. Todo o seu time comemorou.
- Não grite vitória antes do tempo, Justin. - disse num tom forte, com o olhar baixo voltado para o campo. Justin me olhou e por um momento ele ficou calado. Já no começou a rir.
- Então você quer tentar jogar, nesse estado? - após terminar sua pergunta irônica, Justin riu junto com os outros. Sem dar respostas, eu apenas me levantei e com um pouco de dificuldade me arrastei até o campo.
- Vamos lá. - disse meio que em sussurro, enquanto me abaixava para pegar a bola que estava parada em meus pés.
Com um pouco de dificuldade me ergui novamente. Ignorando a estratégia de jogar a bola assim que estivesse com ela nas mãos, pressionei-a com um pouco de força na minha barriga, enquanto respirava fundo. Fechei os olhos por alguns segundos me concentrando em esquecer a dor e captar o máximo de força que eu conseguisse. Após este ato, abri meus olhos novamente e afastei meu braço direito que segurava a bola para o lado, então pegando impulso, a lancei no campo adversário. Por incrível que pareça, a dor me deixou mais forte e mais determinada, assim conseguindo acertar Chaz de raspão no seu braço esquerdo.
Agora éramos apenas eu e o Bieber.
Ele observou seu amigo sair do campo com uma expressão um pouco chocada, mas não parecia abalado. Seus olhos deslisaram para o lado até encontrarem os meus, e sua boca adquiriu um sorriso maléfico. Sabia o que aquilo queria dizer. Se ele quer um desafio, é isso que vai ter.
Sem pronunciar nada, peguei a bola novamente e lancei-a com toda força em sua direção. Justin apenas deu um passo e observou a bola passar enquanto ria, como se fosse a jogada mais insignificante que já vira. O fato é que, com apenas duas pessoas em campo, o jogo fica muito mais difícil, isso é evidente. Se aquela bola tivesse acertado alguém, com certeza faria um grande estrago.
O jogo passou assim, bolas fortes sendo lançadas mas facilmente desviadas. O jogo estava tão entediante que estava quase para desistir. Não mesmo. Nunca daria esse gostinho ao Justin. Mas perceba como a situação estava crítica.
Em certo ponto do jogo, enquanto Justin corria para a ponta do campo atrás de uma bola que eu joguei, me dei ao luxo de desviar a atenção do jogo por um momento. Olhei paras as pessoas no banco, tão entediadas quanto nós, e Susan entretida com alguns papeis. Continuei seguindo meu olhar, até que deparei com alguma coisa se movendo atrás de uma grande árvore que ficava no final do campo, bem próximo de onde Justin estava. Por um momento, achei que era alguma besteira da minha cabeça, mas aí apareceu de novo. Eu pude ver claramente um rosto completamente pálido, com olheiras muito escuras e lábios avermelhados. Alguns segundos depois, "aquilo" voltou para de trás da árvore, e pareceu ter desaparecido. Um choque elétrico percorreu meu corpo e senti minha garganta secar. Senti uma instantânea vontade de correr, me esconder, mas antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, senti um objeto em alta velocidade atingindo a lateral do meu rosto. Uma bola.
- Eu venci. - Justin pronunciou, tão confiante como se já soubesse disso.
Foi tudo muito rápido. Aquela coisa na árvore, a bolada... Meu cérebro não conseguia processar tudo ao mesmo tempo, então apenas fiquei parada, enquanto olhava sem expressão para Justin e sua equipe comemorando a vitória, nem mesmo dando conta da dor que deveria estar sentindo por levar uma bolada tão forte quanto aquela no rosto. Mais tarde teria tempo para sentir ela, com certeza. As pessoas da minha equipe saiam aos poucos do campo, frustradas e reclamando de terem esperado todo esse tempo para perderem, enquanto Susan cumprimentava a equipe campeã.
Foi então que eu vi.
Continua.
Não, isso realmente não é uma alucinação. Postei um novo capítulo de Chosen de verdade, acreditem.
Bem, sei que vou ser bombardeada por comentários da maioria de vocês me criticando pela demora, e que a minoria vai estar feliz de verdade com a volta da fanfic, mas eu acho que o fato que está de volta é que deveria importar. Leio fanfics que demoram um ano para atualizarem um único capítulo, e quando eu postava uma vez na semana, reclamavam. Bem, o motivo da fic ter entrado em hiatus é bem simples: não estava afim de postar. Não estava satisfeita com o resultado, com os comentários, e simplesmente me faltou vontade. Não vou ficar dando milhares de desculpas como outras autoras sempre fazem, foi exatamente isso que aconteceu. Claro, somado ao fato que tinha que estudar para as provas do finais de semestre, afinal, sou uma adolescente como todas vocês. Mas enfim, o que importa é que estamos de volta, e espero que isso também seja o que importe pra vocês, por favor não me irritem com muitas criticas porque não estou no meu melhor humor ultimamente, obrigada.
Mas voltando a ser a Gio fofa de sempre (ou não rsrs) espero que curtam o capítulo, ficará mais interessante no próximo, beeem mais interessante... Podem aguardar por um acontecimento muito importante para a relação do Justin e da Spencer hahaha! Deixei vocês curiosas? Comentem muito e eu prometo postar o próximo capítulo mais rápido possível, não repetirei essa demora.
Perguntas na ask, e não se esqueçam de curtir a página do blog no facebook!
Gio Xx
6 de jun. de 2013
Chosen • capítulo 6 • o jogo - parte I
Meu corpo soava frio. Todos os fios de cabelo do meu corpo se eriçaram. Certamente era a história mais assustadora que ouvira em toda a minha vida, e de algum modo me atingiu em cheio. Me era familiar. Então me veio a lembrança dos sonhos que sempre tivera, com uma garota que a cada noite via pedaços de sua vida sofrida, e soube que era a mesma da história que Jason tratava. Senti um forte aperto em meu peito e percebi que meus olhos marejavam.
- Você está bem? Está muito pálida.
A voz de Jason soou doce e até mesmo preocupada, e então segurou minha mão, afagando-a com o polegar.
Balancei a cabeça em afirmativa e tentei encontrar alguma firmeza em minha voz.
- Não se preocupe, eu só não esperava tal estória.
Jason balançou a cabeça conciliadoramente e continuou com a carícia. Permaneci calada tentando dissipar o mau sentimento dentro de mim, quando fui pega de surpresa novamente.
Você precisa me ajudar.
Senti minha espinha se contrair e um frio tomar conta de todo meu corpo. Ouvira de novo. Fechei meus olhos com força tentando ignorar, mas a sensação ruim permacera.
Cumpra sua missão, não desvie de seus caminhos. Preciso que me ajude.
Apertei meus olhos com mais força e cobri meus ouvidos com minhas palmas abertas, pressinando-as com força. Aquilo não poderia ser real, minha cabeça estava me pregando peças, certamente. Senti mãos frias sobre as minhas e por estinto tirei-as com agressividade, só então percebendo que eram de Jason. Ele me olhava completamente confuso, quase como se fosse uma... Maluca. No momento até eu pensava o mesmo, não podia culpa-lo. Preferia acreditar que tudo fazia parte de minha imaginação. Me desculpei com lágrimas escorrendo por meus olhos e me deitei, ignorando suas perguntas insistentes.
Diferente das outras manhãs, não fui acordada com um belo sorriso a minha espera, o que provavelmente afetaria ainda mais o meu humor. Um fecho de luz forte embaçava minha visão, me fazendo levantar rapidamente para fechar as cortinas.
Após o período confuso pós-sono, me dei conta que estava sozinha no quarto. A cama do Jason estava impecável, indicando que ele já havia acordado e a arrumado, já que não tínhamos ninguém para fazer isso por nós aqui. Continuei deslizando meus olhos cansados pelo quarto, até que eles se depararam com um relógio em cima da mesinha de cabeceira da minha cama. Ele indicava exatamente 12:30. Em letras pequenas abaixo do horário situei-me de que hoje era sábado. A primeira semana havia passado rápido. Amanhã faria um mês completo que estava naquele local, e já estava me acostumando. Não era difícil com alguém como Jason ao meu lado, mesmo com um provável fantasma se comunicando comigo e um idiota acabando com meus dias. Mas não queria pensar nisso àquela hora da manhã, então ao ouvir minha barriga roncar, logo decidi ir ao refeitório.
Levei 20 minutos para tomar um banho rápido e me trocar com uma roupa fresca, já que hoje o clima tinha dado uma esquentada. Às 12:57 pisei sobre o chão de pedras brancas frias, ainda com esperança de encontrar algo para comer, mas não havia nada nem ninguém. Sem conseguir sair de lá, meus olhos foram levados até a estreita porta no canto do estabelecimento e quase desmaiei. As lembranças me tomaram junto com uma péssima sensação de mal estar. Faziam dias que não ouvia nada. A semana havia passado calma, e tentei ao máximo esquecer da voz, da história. Não vira mais Justin direito, e nenhum sinal de qualquer coisa sobrenatural. Mas encontrar este local vazio me trouxe tudo mil vezes mais forte. Lembrei-me das palavras de Jason, das lembranças da garota que atormentava meus sonhos, da tenebrosa voz e quis correr para longe mas meu corpo me puxou em direção da porta. Agachei-me ao seu lado, e senti um novo choque ao tocar meus dedos na superfície metálica e gelada da porta. Empurrei-a devagar, e então ouvi outra voz.
- Spence.
Era Jason. Me senti aliviada e assustada ao mesmo tempo, e um pouco tímida por ele ter utilizado meu apelido para me chamar. Levantei-me depressa. Ele não me vira abrindo-a pois ainda estava entrando, e eu agradeci por isso; não queria que acreditasse que havia acreditado em sua história horrenda sobre a menina. Caminhamos na mesma direção até nos encontrarmos.
- O que houve? Onde está todo mundo? Por que não me acordou?
- Calma Spence - ele disse ainda com um tom divertido, repetindo meu apelido. Adorava como ele soava em seus lábios. - Primeiro, me desculpe por não ter te acordado. De verdade, eu tentei. Passei mais de dez minutos te cutucando nos lugares mais propensos a cócegas de um ser o humano, te chamando, mas você simplesmente não acordava. Tinha quase certeza de que estava morta - ele deixou uma outra leve risada escapar, e eu também. Sempre tive sono pesado, mas nunca a esse nível. - Bom, mesmo hoje sendo sábado, Susan nunca nos deixa livres. Mais cedo ela anunciou uma competição esportiva no campo, e disse para todos estarem lá, sem exceções. Vim te buscar. - ele me lançou um belo sorriso sincero, que não hesitei em retribuir; com Jason não era difícil. Ele fez um sinal com a cabeça e começamos a andar em direção do local.
- O que vamos ter que fazer? - perguntei, tentando puxar assunto.
- Ela ainda não explicou. Disse que queria que estivessem todos lá para começar, então não se incomode de receber alguns olhares raivosos quando chegarmos.
- Certo. - respondi num tom risonho. Não me empenhei em tentar prolongar o assunto pois percebi que estávamos cruzando uma porta de saída que dava de encontro a um grande campo onde todos se encontravam organizados em filas paralelas, de frente a uma pequena coordenadora com roupa esportiva, que era Susan. Ela parecia ainda mais bizarra vestida daquela forma.
Como Jason havia previsto, senti alguns olhares irritados me queimarem mas nenhum se comparava ao de duas pessoas: Susan e Justin. O segundo indivíduo também estava lá, enfiado bem no meio da primeira fileira com um sorriso sacana nos lábios e um short esportivo bem justo, marcando sua bunda avantajada e o volume do seu membro. Tentei ignorar meu último pensamento.
- Olha quem decidiu dar as caras! - Susan disse num to irônico com sua voz de bruxa, virando-se sobre os calcanhares em minha direção. - se não se importa, entre em uma dessas filas e faça o favor de não se manifestar até o final do exercício, nos poupando de mais interrupções.
Assenti e engoli a raiva, que desceu rasgando por minha garganta. Junto com Jason me enfiei em algum lugar da ultima fileira, ignorando todos os olhares e sussurros.
- Bom, agora podemos começar. - após esperar que eu e Jason nos encaixássemos, ela voltar a falar no seu tom de voz "normal". - Sabendo da tendência dos adolescentes a ganharem peso, principalmente os que passam o dia sem fazer nada, como vocês, no Reformatório de Atlanta escolhemos alguns dias em que trocamos as aulas por atividades físicas, que também fazem parte da sua disciplina. Mas diferente do que vocês estão acostumados, decidimos trocar a catação de lixo e outros serviços comunitários por algum esporte que necessitasse um pouco mais do seu esforço físico, como queimado ou futebol.
Todos vibraram. A mudança drástica de atividade física fez todos ficarem animados, não exatamente por gostarem desses esportes, mas por se livrarem de passar o dia inteiro nas ruas catando lixo, cercados de policiais nos monitorando para que não fugíssemos.
Por ordens de Susan, os times ficaram divididos entre as duas primeiras filas contra as duas últimas. Não posso negar que fiquei feliz com a divisão, porque além ficar no time do Jason, era do oposto ao do Justin, o que me possibilitaria acertar umas boas boladas em seu belo rostinho.
Meu time se posicionou ao lado esquerdo do largo campo de grama seca, e o adversário ao lado direito. Susan pediu para que cada time escolhesse um representante, e como é de se esperar, Justin foi escolhido pelo time adversário, e no meu, Jason foi escolhido.
Estava sem a mínima vontade de jogar, então passei pelo amontoado de pessoas que se concentravam no meio, me direcionando para extremo canto da quadra. Eu não era a única com desanimada por aqui. Alguns grupos de pessoas também se aglomeravam atrás, uns conversando animadamente, outros mal falando, e alguns apenas se encaravam. Eu não me encaixava a nenhum desses grupos, então apenas fiquei parada, contando os segundos para acabar. Já estava acostumada a ficar só. Filha única, criada sozinha pela tia que não possuía filhos. Cresci em meio de adultos, vivendo vida de adultos e fazendo trabalhos que adultos fazem, como varrer, cozinhar, limpar... Na verdade, trabalho de serviçal. Por levar esse tipo de vida, nunca tive contato com outras crianças, nunca tive a oportunidade de me socializar e nem mesmo de aprender a jogar simples jogos como Queimado.
- Bom, como todos já devem saber, o jogo Queimado tem como objetivo acertar a bola no seu adversário até todos serem eliminados. Enquanto um time estiver com a bola, o outro tem que se esquivar para não ser "queimado".
Logo após de ditar todas as regras, Susan comandou que Justin e Jason tirassem par ou impar. Justin escolheu o primeiro, respectivamente, e Jason o segundo. Após sacudirem as mãos, mostraram seus dedos em tempos iguais, onde Justin havia levantado três e Jason um.
- Já comecei ganhando. - com um sorriso sacana, Justin pegou a bola da mão de Susan e sem nem dar tempo para Jason se afastar, ele a lançou em sua direção. Se não fosse os reflexos felinos de Jason, ela teria acertado bem em sua cabeça, mas ele conseguiu desviar, acertando no ombro de um garoto que estava meio desavisado.
Em um dos poucos momentos que parei para prestar atenção no desenrolar do jogo, presenciei duas garotas recebendo boladas na cabeça e alguns meninos em suas partes íntimas. Não pude conter o riso ao ver suas caras de dor. Prestando um pouco mais de atenção percebi a vantagem obvia que o time do Justin estava sobre nós; tínhamos 10 zumbis enquanto 23 pessoas corriam animadamente pelo seu campo. Na divisão de times, havíamos as pessoas mais desanimadas do reformatório, enquanto as outras poucas com espírito esportivo foram para o time adversário. Parecia que tudo sempre suspirava à favor da vitória do Justin. Isso me rever a minha desanimação; era maior do que minha vontade de derrotar o Justin? Definitivamente não era. Ela parecia até insignificante quando comparada a minha necessidade de acabar com aquele sorriso vitorioso em seus lábios. Ah, iria usar toda a minha pouca experiência esportiva para isso.
Continua.
SIM SIM SIM! HOJE FOI CONFIRMADA A MELHOR, A MAIS MAGNÍFICA E PERFEITA NOTÍCIA DE TODOS OS TEMPOS! SIM SIM SIM! JUSTIN VIRÁ AO BRASIL NOS DIAS 2 E 3 DE NOVEMBRO DESTE INCRÍVEL ANO!
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Ok. Vocês já entenderam que eu estou UM POUCO animada. Mas só um pouquinho, tá?! E sim sim sim! Eu VOU PARA O SHOW!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!
Não tive a oportunidade de ir para a My World Tour, mas a Believe Tour eu não perco nem que vacas cantem! Convenci meus pais de me deixarem ir, e eles vão pagar a pista premium e o meet&greet para mim como presente de 15 anos!!!!!!!!
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!
Ok, já chega. Só queria extravasar minha alegria em algum canto, e esse blog é meu (e da Ally) então foda-se skjldhahd
Só pra deixar bem claro, não quero jogar na cara de quem não vai poder ir nada, eu só estou muito muito feliz por ter essa chance, porque eu sou belieber há 3 anos e finalmente vou poder realizar meu sonho! Então antes que venham os comentários idiotas, quero deixar isso claro. Vocês deviam ficar felizes por não ser uma posers rs
Mas voltando à fic. Esse e o próximo capítulo não vão ser tão assustadores ou interessantes como os futuros, mas são extremamente necessários para acontecimentos futuros, então aguentem um pouco nesse mesmo assunto e comente muito também!
Vou querer mais 40 comentários e pedir que por favor, interajam comigo em qualquer canto que for. Seja nos comentários, no ask (clica!), twitter, diabo a quatro, adoro conversar com vocês sobre qualquer assunto, arranjo da onde for, e por favor, deixem suas opiniões sobre a fic a no comentário! (dica: adoro comentários grandes)
Então é isso, me sigam no twitter, perguntem na ask e curtam a página do blog no face! Beijão no coração.
ps: demorei um pouco a postar porque estava sem internet e só deu hoje, desculpem, se no final de semana tiver os comentários pedidos juro que posto sem falta!
Gio Xx
- Você está bem? Está muito pálida.
A voz de Jason soou doce e até mesmo preocupada, e então segurou minha mão, afagando-a com o polegar.
Balancei a cabeça em afirmativa e tentei encontrar alguma firmeza em minha voz.
- Não se preocupe, eu só não esperava tal estória.
Jason balançou a cabeça conciliadoramente e continuou com a carícia. Permaneci calada tentando dissipar o mau sentimento dentro de mim, quando fui pega de surpresa novamente.
Você precisa me ajudar.
Senti minha espinha se contrair e um frio tomar conta de todo meu corpo. Ouvira de novo. Fechei meus olhos com força tentando ignorar, mas a sensação ruim permacera.
Cumpra sua missão, não desvie de seus caminhos. Preciso que me ajude.
Apertei meus olhos com mais força e cobri meus ouvidos com minhas palmas abertas, pressinando-as com força. Aquilo não poderia ser real, minha cabeça estava me pregando peças, certamente. Senti mãos frias sobre as minhas e por estinto tirei-as com agressividade, só então percebendo que eram de Jason. Ele me olhava completamente confuso, quase como se fosse uma... Maluca. No momento até eu pensava o mesmo, não podia culpa-lo. Preferia acreditar que tudo fazia parte de minha imaginação. Me desculpei com lágrimas escorrendo por meus olhos e me deitei, ignorando suas perguntas insistentes.
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Diferente das outras manhãs, não fui acordada com um belo sorriso a minha espera, o que provavelmente afetaria ainda mais o meu humor. Um fecho de luz forte embaçava minha visão, me fazendo levantar rapidamente para fechar as cortinas.
Após o período confuso pós-sono, me dei conta que estava sozinha no quarto. A cama do Jason estava impecável, indicando que ele já havia acordado e a arrumado, já que não tínhamos ninguém para fazer isso por nós aqui. Continuei deslizando meus olhos cansados pelo quarto, até que eles se depararam com um relógio em cima da mesinha de cabeceira da minha cama. Ele indicava exatamente 12:30. Em letras pequenas abaixo do horário situei-me de que hoje era sábado. A primeira semana havia passado rápido. Amanhã faria um mês completo que estava naquele local, e já estava me acostumando. Não era difícil com alguém como Jason ao meu lado, mesmo com um provável fantasma se comunicando comigo e um idiota acabando com meus dias. Mas não queria pensar nisso àquela hora da manhã, então ao ouvir minha barriga roncar, logo decidi ir ao refeitório.
Levei 20 minutos para tomar um banho rápido e me trocar com uma roupa fresca, já que hoje o clima tinha dado uma esquentada. Às 12:57 pisei sobre o chão de pedras brancas frias, ainda com esperança de encontrar algo para comer, mas não havia nada nem ninguém. Sem conseguir sair de lá, meus olhos foram levados até a estreita porta no canto do estabelecimento e quase desmaiei. As lembranças me tomaram junto com uma péssima sensação de mal estar. Faziam dias que não ouvia nada. A semana havia passado calma, e tentei ao máximo esquecer da voz, da história. Não vira mais Justin direito, e nenhum sinal de qualquer coisa sobrenatural. Mas encontrar este local vazio me trouxe tudo mil vezes mais forte. Lembrei-me das palavras de Jason, das lembranças da garota que atormentava meus sonhos, da tenebrosa voz e quis correr para longe mas meu corpo me puxou em direção da porta. Agachei-me ao seu lado, e senti um novo choque ao tocar meus dedos na superfície metálica e gelada da porta. Empurrei-a devagar, e então ouvi outra voz.
- Spence.
Era Jason. Me senti aliviada e assustada ao mesmo tempo, e um pouco tímida por ele ter utilizado meu apelido para me chamar. Levantei-me depressa. Ele não me vira abrindo-a pois ainda estava entrando, e eu agradeci por isso; não queria que acreditasse que havia acreditado em sua história horrenda sobre a menina. Caminhamos na mesma direção até nos encontrarmos.
- O que houve? Onde está todo mundo? Por que não me acordou?
- Calma Spence - ele disse ainda com um tom divertido, repetindo meu apelido. Adorava como ele soava em seus lábios. - Primeiro, me desculpe por não ter te acordado. De verdade, eu tentei. Passei mais de dez minutos te cutucando nos lugares mais propensos a cócegas de um ser o humano, te chamando, mas você simplesmente não acordava. Tinha quase certeza de que estava morta - ele deixou uma outra leve risada escapar, e eu também. Sempre tive sono pesado, mas nunca a esse nível. - Bom, mesmo hoje sendo sábado, Susan nunca nos deixa livres. Mais cedo ela anunciou uma competição esportiva no campo, e disse para todos estarem lá, sem exceções. Vim te buscar. - ele me lançou um belo sorriso sincero, que não hesitei em retribuir; com Jason não era difícil. Ele fez um sinal com a cabeça e começamos a andar em direção do local.
- O que vamos ter que fazer? - perguntei, tentando puxar assunto.
- Ela ainda não explicou. Disse que queria que estivessem todos lá para começar, então não se incomode de receber alguns olhares raivosos quando chegarmos.
- Certo. - respondi num tom risonho. Não me empenhei em tentar prolongar o assunto pois percebi que estávamos cruzando uma porta de saída que dava de encontro a um grande campo onde todos se encontravam organizados em filas paralelas, de frente a uma pequena coordenadora com roupa esportiva, que era Susan. Ela parecia ainda mais bizarra vestida daquela forma.
Como Jason havia previsto, senti alguns olhares irritados me queimarem mas nenhum se comparava ao de duas pessoas: Susan e Justin. O segundo indivíduo também estava lá, enfiado bem no meio da primeira fileira com um sorriso sacana nos lábios e um short esportivo bem justo, marcando sua bunda avantajada e o volume do seu membro. Tentei ignorar meu último pensamento.
- Olha quem decidiu dar as caras! - Susan disse num to irônico com sua voz de bruxa, virando-se sobre os calcanhares em minha direção. - se não se importa, entre em uma dessas filas e faça o favor de não se manifestar até o final do exercício, nos poupando de mais interrupções.
Assenti e engoli a raiva, que desceu rasgando por minha garganta. Junto com Jason me enfiei em algum lugar da ultima fileira, ignorando todos os olhares e sussurros.
- Bom, agora podemos começar. - após esperar que eu e Jason nos encaixássemos, ela voltar a falar no seu tom de voz "normal". - Sabendo da tendência dos adolescentes a ganharem peso, principalmente os que passam o dia sem fazer nada, como vocês, no Reformatório de Atlanta escolhemos alguns dias em que trocamos as aulas por atividades físicas, que também fazem parte da sua disciplina. Mas diferente do que vocês estão acostumados, decidimos trocar a catação de lixo e outros serviços comunitários por algum esporte que necessitasse um pouco mais do seu esforço físico, como queimado ou futebol.
Todos vibraram. A mudança drástica de atividade física fez todos ficarem animados, não exatamente por gostarem desses esportes, mas por se livrarem de passar o dia inteiro nas ruas catando lixo, cercados de policiais nos monitorando para que não fugíssemos.
Por ordens de Susan, os times ficaram divididos entre as duas primeiras filas contra as duas últimas. Não posso negar que fiquei feliz com a divisão, porque além ficar no time do Jason, era do oposto ao do Justin, o que me possibilitaria acertar umas boas boladas em seu belo rostinho.
Meu time se posicionou ao lado esquerdo do largo campo de grama seca, e o adversário ao lado direito. Susan pediu para que cada time escolhesse um representante, e como é de se esperar, Justin foi escolhido pelo time adversário, e no meu, Jason foi escolhido.
Estava sem a mínima vontade de jogar, então passei pelo amontoado de pessoas que se concentravam no meio, me direcionando para extremo canto da quadra. Eu não era a única com desanimada por aqui. Alguns grupos de pessoas também se aglomeravam atrás, uns conversando animadamente, outros mal falando, e alguns apenas se encaravam. Eu não me encaixava a nenhum desses grupos, então apenas fiquei parada, contando os segundos para acabar. Já estava acostumada a ficar só. Filha única, criada sozinha pela tia que não possuía filhos. Cresci em meio de adultos, vivendo vida de adultos e fazendo trabalhos que adultos fazem, como varrer, cozinhar, limpar... Na verdade, trabalho de serviçal. Por levar esse tipo de vida, nunca tive contato com outras crianças, nunca tive a oportunidade de me socializar e nem mesmo de aprender a jogar simples jogos como Queimado.
- Bom, como todos já devem saber, o jogo Queimado tem como objetivo acertar a bola no seu adversário até todos serem eliminados. Enquanto um time estiver com a bola, o outro tem que se esquivar para não ser "queimado".
Logo após de ditar todas as regras, Susan comandou que Justin e Jason tirassem par ou impar. Justin escolheu o primeiro, respectivamente, e Jason o segundo. Após sacudirem as mãos, mostraram seus dedos em tempos iguais, onde Justin havia levantado três e Jason um.
- Já comecei ganhando. - com um sorriso sacana, Justin pegou a bola da mão de Susan e sem nem dar tempo para Jason se afastar, ele a lançou em sua direção. Se não fosse os reflexos felinos de Jason, ela teria acertado bem em sua cabeça, mas ele conseguiu desviar, acertando no ombro de um garoto que estava meio desavisado.
Em um dos poucos momentos que parei para prestar atenção no desenrolar do jogo, presenciei duas garotas recebendo boladas na cabeça e alguns meninos em suas partes íntimas. Não pude conter o riso ao ver suas caras de dor. Prestando um pouco mais de atenção percebi a vantagem obvia que o time do Justin estava sobre nós; tínhamos 10 zumbis enquanto 23 pessoas corriam animadamente pelo seu campo. Na divisão de times, havíamos as pessoas mais desanimadas do reformatório, enquanto as outras poucas com espírito esportivo foram para o time adversário. Parecia que tudo sempre suspirava à favor da vitória do Justin. Isso me rever a minha desanimação; era maior do que minha vontade de derrotar o Justin? Definitivamente não era. Ela parecia até insignificante quando comparada a minha necessidade de acabar com aquele sorriso vitorioso em seus lábios. Ah, iria usar toda a minha pouca experiência esportiva para isso.
Continua.
SIM SIM SIM! HOJE FOI CONFIRMADA A MELHOR, A MAIS MAGNÍFICA E PERFEITA NOTÍCIA DE TODOS OS TEMPOS! SIM SIM SIM! JUSTIN VIRÁ AO BRASIL NOS DIAS 2 E 3 DE NOVEMBRO DESTE INCRÍVEL ANO!
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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Ok, já chega. Só queria extravasar minha alegria em algum canto, e esse blog é meu (e da Ally) então foda-se skjldhahd
Só pra deixar bem claro, não quero jogar na cara de quem não vai poder ir nada, eu só estou muito muito feliz por ter essa chance, porque eu sou belieber há 3 anos e finalmente vou poder realizar meu sonho! Então antes que venham os comentários idiotas, quero deixar isso claro. Vocês deviam ficar felizes por não ser uma posers rs
Mas voltando à fic. Esse e o próximo capítulo não vão ser tão assustadores ou interessantes como os futuros, mas são extremamente necessários para acontecimentos futuros, então aguentem um pouco nesse mesmo assunto e comente muito também!
Vou querer mais 40 comentários e pedir que por favor, interajam comigo em qualquer canto que for. Seja nos comentários, no ask (clica!), twitter, diabo a quatro, adoro conversar com vocês sobre qualquer assunto, arranjo da onde for, e por favor, deixem suas opiniões sobre a fic a no comentário! (dica: adoro comentários grandes)
Então é isso, me sigam no twitter, perguntem na ask e curtam a página do blog no face! Beijão no coração.
ps: demorei um pouco a postar porque estava sem internet e só deu hoje, desculpem, se no final de semana tiver os comentários pedidos juro que posto sem falta!
Gio Xx
26 de mai. de 2013
Chosen • capítulo 5 • flashback
- Por que diz isso?
Às vezes me esquecia de que não morava sozinha naquele quarto. Por um momento pensei ser a voz de à pouco de novo, mas a voz soara muito mais doce aos meus ouvidos agora. Virei meu rosto em direção do som e vi que Jason estava deitado despojadamente em sua cama com um livro em mãos. Parecia-me um clássico, mas não perdi muito tempo tentando identificar o nome pois estava vermelha de vergonha por a cena que ele havia presenciado à pouco.
Apenas olhei fundo em seus olhos e soltei um longo suspiro. Ele se acomodou em sua cama e então bateu com a mão levemente nela, indicando-me para ir até lá. Sentei ao seu lado.
- O que houve depois que foram mandados para a direção? Não te vi a tarde inteira.
- Susan me condenou a limpar todo o refeitório e o quartinho com Justin, além de outros quartos que vamos ter que limpar ao longo do mês.
- Nada mais aconteceu? Ele tentou algo?
- Não.
Menti. Queria contar tudo para ele, contar toda a verdade, pedir algum concelho, uma luz, talvez. Mas não tinha coragem. Sei que acharia que era louca, e então acabaríamos nos afastando. Não queria perder o único amigo que tinha conquistado neste local.
- Jay - minha voz soou fraca, mais como um gemido.
- Fala
- Lembra daquilo que você me disse ontem... Sobre o quartinho ser assombrado, algo parecido?
- Lembro. O que você quer saber?
- Você pode contar essa história pra mim?
- Tudo bem. - ele sorriu levemente e virou-se de frente para mim; fiz o mesmo.
Flashback
- Acho que não vou poder te ver hoje amor, meus pais vão ficar em casa a noite inteira, não tenho como fugir.
- Mas... - uma masculina voz começou a se pronunciar do outro lado do telefone, mas foi interrompida, pois a filha assustada desligou a chamada ao ouvir uma batida na porta do seu quarto.
- Com quem você estava falando no telefone? - a mãe perguntou desconfiada.
- Com uma amiga, mãe, estava perguntando o dever de casa.
- Sei que está mentindo para mim. Conheço a filha que tenho. Por favor, só espero que não tenha voltado a falar com àquele vagabundinho que você se relacionava. Você merece muito mais.
- Ele não é vagabundo mãe! - a filha gritou jogando o celular na cama. Já estava no seu limite. Estava cansada de toda a pressão de seus pais, de insistirem que ele não era o garoto certo para ela. Mas a garota sabia que sim. - ele é ótimo, me entende e eu o amo, não me importa se vocês não o aceitam. - sua voz chorosa soou com desespero ao pronunciar a confissão.
- Minha filha, entenda, só queremos o seu bem. Ele não é o garoto certo para você. É um fumante, alcoólatra, com passagem na polícia, e você é uma princesa! - a mãe insistia, num tom parcialmente calmo, tentando convencer a filha. Aproximou-se, afagando os belos cabelos negros de sua filha que sentava-se na ponta da cama.
- Ele mudou, mãe. Por mim. - as palavras da mulher eram insignificantes aos ouvidos da jovem menina. Estava perdidamente apaixonada. - E eu não sou uma princesa, estou longe disso. Eu cresci! Encare os fatos, não sou mais a sua bebê. Agora me deixe em paz, por favor. - a menina se levantou e foi até a porta, fazendo sinal para que sua mãe saísse, enquanto uma ou duas lágrimas escorriam por sua bochecha.
Em pouco tempo escureceu. A filha percebendo que seus pais já dormiam, decidiu sair de casa para encontrar seu namorado, como de costume. A briga com a mãe lhe estressara, e ele era seu único ponto de paz em meio de toda a confusão que era sua vida. Desde que o conhecera em sua primeira festa, aos dezesseis anos, o garoto alguns anos mais velho era a sua única razão de manter-se forte.
Ao chegar na casa dele, a pobre menina, porém, deparou-se com a cena que partiu seu coração em mil pedaços.
Sempre se encontravam em baixo de uma grande laranjeira que ficava ao lado de sua casa, onde geralmente ele estacionava seu carro, mas agora, o que via era outra garota em seu lugar. Tinham os lábios selados, sendo espremido por a outra contra o carro.
Ela apenas correu. Não disse nada, não fez com que ele percebesse sua presença, apenas fugira, deixando um rastro de lágrimas pelo caminho.
Foi direto para seu quarto e chegou derrubando tudo, sem ligar para seus pais, o barulho, nem nada, apenas queria descontar sua raiva e magoa. Sua cabeça estava explodindo, todos seus bons momentos juntos passavam por sua mente, e sentia seu coração cada vez menor. O ultimo objeto lançado em seu acesso de fúria acertou um copo d'água no móvel ao lado da tevê, e aos poucos, algumas gotas foram descendo até a tomada na parede, causando um pequeno curto-circuito, mas a menina estava tão alterada que não foi capaz de perceber. Queria ter um jeito de acabar com sua dor, então, lembrou-se de seus remédios ante-depressivos que tomava antes de conhecer o garoto. Abriu sua gaveta e pegou o frasco em sua mão. Estava cheio. Não leu as instruções, que alertavam-na de tomar apenas uma certa quantia, e como efeito, acabou desmaiando sobre sua cama. Mas apenas dormia.
Foi rápido. Dizem que quando se está triste, dormir é o melhor remédio, mas para ela não foi; mesmo ao efeito do remédio, sonhava com a cena terrível que havia visto, via seu namorado, a pessoa que ela mais amava e confiava no mundo, a traindo com uma qualquer. Em seu sonho, ela se via correndo pelas ruas escuras novamente com várias lágrimas escorrendo de seus olhos e uma dor inexplicável em seu coração, que se tornava cada vez mais forte, como se algo o atravessasse.
Abriu seus olhos de súbito. E assim morreu, com olhos abertos. A dor em seu coração que sentia no sonho virara realidade. Um grande pedaço do teto em chamas da sua casa de madeira caiu sobre seu corpo, bem acima do seu peito, perfurando seu órgão vital. Estava anestesiada com a dor da traição, que não percebera um incêndio cominando em seu quarto. Apenas abriu seus olhos, em reação instantânea ao choque, e permaneceu assim até o outro o dia, quando as chamas já haviam sido cessadas, e retiravam o seu corpo morto, e o de seus pais.
- E mesmo depois do incêndio, - Jason continuou - alguns anos depois construíram esse reformatório no local do acidente, e dizem que a alma da menina continua aqui, mais exatamente no quartinho, que era o seu quarto, sem descanso e com uma magoa eterna na parte de seu corpo onde um dia já teve um coração batendo de amor.
- Mas... - uma masculina voz começou a se pronunciar do outro lado do telefone, mas foi interrompida, pois a filha assustada desligou a chamada ao ouvir uma batida na porta do seu quarto.
- Com quem você estava falando no telefone? - a mãe perguntou desconfiada.
- Com uma amiga, mãe, estava perguntando o dever de casa.
- Sei que está mentindo para mim. Conheço a filha que tenho. Por favor, só espero que não tenha voltado a falar com àquele vagabundinho que você se relacionava. Você merece muito mais.
- Ele não é vagabundo mãe! - a filha gritou jogando o celular na cama. Já estava no seu limite. Estava cansada de toda a pressão de seus pais, de insistirem que ele não era o garoto certo para ela. Mas a garota sabia que sim. - ele é ótimo, me entende e eu o amo, não me importa se vocês não o aceitam. - sua voz chorosa soou com desespero ao pronunciar a confissão.
- Minha filha, entenda, só queremos o seu bem. Ele não é o garoto certo para você. É um fumante, alcoólatra, com passagem na polícia, e você é uma princesa! - a mãe insistia, num tom parcialmente calmo, tentando convencer a filha. Aproximou-se, afagando os belos cabelos negros de sua filha que sentava-se na ponta da cama.
- Ele mudou, mãe. Por mim. - as palavras da mulher eram insignificantes aos ouvidos da jovem menina. Estava perdidamente apaixonada. - E eu não sou uma princesa, estou longe disso. Eu cresci! Encare os fatos, não sou mais a sua bebê. Agora me deixe em paz, por favor. - a menina se levantou e foi até a porta, fazendo sinal para que sua mãe saísse, enquanto uma ou duas lágrimas escorriam por sua bochecha.
Em pouco tempo escureceu. A filha percebendo que seus pais já dormiam, decidiu sair de casa para encontrar seu namorado, como de costume. A briga com a mãe lhe estressara, e ele era seu único ponto de paz em meio de toda a confusão que era sua vida. Desde que o conhecera em sua primeira festa, aos dezesseis anos, o garoto alguns anos mais velho era a sua única razão de manter-se forte.
Ao chegar na casa dele, a pobre menina, porém, deparou-se com a cena que partiu seu coração em mil pedaços.
Sempre se encontravam em baixo de uma grande laranjeira que ficava ao lado de sua casa, onde geralmente ele estacionava seu carro, mas agora, o que via era outra garota em seu lugar. Tinham os lábios selados, sendo espremido por a outra contra o carro.
Ela apenas correu. Não disse nada, não fez com que ele percebesse sua presença, apenas fugira, deixando um rastro de lágrimas pelo caminho.
Foi direto para seu quarto e chegou derrubando tudo, sem ligar para seus pais, o barulho, nem nada, apenas queria descontar sua raiva e magoa. Sua cabeça estava explodindo, todos seus bons momentos juntos passavam por sua mente, e sentia seu coração cada vez menor. O ultimo objeto lançado em seu acesso de fúria acertou um copo d'água no móvel ao lado da tevê, e aos poucos, algumas gotas foram descendo até a tomada na parede, causando um pequeno curto-circuito, mas a menina estava tão alterada que não foi capaz de perceber. Queria ter um jeito de acabar com sua dor, então, lembrou-se de seus remédios ante-depressivos que tomava antes de conhecer o garoto. Abriu sua gaveta e pegou o frasco em sua mão. Estava cheio. Não leu as instruções, que alertavam-na de tomar apenas uma certa quantia, e como efeito, acabou desmaiando sobre sua cama. Mas apenas dormia.
Foi rápido. Dizem que quando se está triste, dormir é o melhor remédio, mas para ela não foi; mesmo ao efeito do remédio, sonhava com a cena terrível que havia visto, via seu namorado, a pessoa que ela mais amava e confiava no mundo, a traindo com uma qualquer. Em seu sonho, ela se via correndo pelas ruas escuras novamente com várias lágrimas escorrendo de seus olhos e uma dor inexplicável em seu coração, que se tornava cada vez mais forte, como se algo o atravessasse.
Abriu seus olhos de súbito. E assim morreu, com olhos abertos. A dor em seu coração que sentia no sonho virara realidade. Um grande pedaço do teto em chamas da sua casa de madeira caiu sobre seu corpo, bem acima do seu peito, perfurando seu órgão vital. Estava anestesiada com a dor da traição, que não percebera um incêndio cominando em seu quarto. Apenas abriu seus olhos, em reação instantânea ao choque, e permaneceu assim até o outro o dia, quando as chamas já haviam sido cessadas, e retiravam o seu corpo morto, e o de seus pais.
- E mesmo depois do incêndio, - Jason continuou - alguns anos depois construíram esse reformatório no local do acidente, e dizem que a alma da menina continua aqui, mais exatamente no quartinho, que era o seu quarto, sem descanso e com uma magoa eterna na parte de seu corpo onde um dia já teve um coração batendo de amor.
Continua.
Omg kajdkjsdkskdj ok, já podem acender as luzes e se certificarem que não tem ninguém observando vocês uahauhauhau. Que tenso, né? Pois é, mas isso ainda não é nada com o que vocês vão ver nessa fic muahaha. Basta comentarem pra conseguir seus capítulos novinhos em folha hihi E por favor, COMENTEM! Quero muito saber a reação de vocês sobre esse capítulo! É assim que eu pretendo manter a fic, com um suspense básico, se você não gosta desse tipo, então é melhor desistir. Não continuo com menos de 45 comentários, vamos lá!
Ps: Respondi alguns comentários no capítulo passado da fic, em geral eu respondi os maiores, então se você acha que pode ter sido respondida vai lá dar uma conferida, e espero ter ajudado com a resposta. Mandem mais que vou tentar responder todas!
Gio Xx
19 de mai. de 2013
Chosen • capítulo 4 • consequências
As tempo se passou rapidamente e as doze horas da tarde, caminhava em direção ao refeitório. Não queria perder o almoço outra vez.
Diferente do dia anterior, como de se esperar, a cantina estava lotada. Lembrei-me passageiramente de algumas cenas de filmes que havia visto com minha mãe há muito tempo, onde nos grandes colegiais, todos os alunos se reuniam após as aulas para o almoço, e sentavam-se em grupos. Era como se estivesse em um destes filmes. Ao lado esquerdo, percebi que era onde a turminha de Justin se concentrava, e ao direito, os colegas de Jason, não perdendo em quantidade.
Após me servir, recebi um sinal de Jason para que fosse me sentar junto a si, e enquanto caminhava em sua direção, senti a mesma mão gelada de mais cedo tocar meu ombro.
- Senta com a gente, Spencer.
Justin levantou-se com a desculpa de que iria pegar uma sobremesa, mas agora sabia que tinha outras intenções. Percebi pelo sorriso cafajeste plantado em seus lábios.
Sem lhe dar resposta, encarei Jason, que já levantava-se e vinha em nossa direção, mas antes que chegasse, fiz um sinal discreto com as mãos para que ele parasse. Sorri confirmativa para Justin, que lançou-me outro sorriso vitorioso de volta. Enquanto caminhávamos em direção de sua mesa, pisquei discretamente para Jason, que logo sacou tudo.
- Sabia que escolheria os vencedores - disse-me, ao sentarmos - você pode ser raivosa, mas não é burra.
- Você sabe... É difícil resistir aos seus encantos. - pisquei meus dois olhos, tentando fazer charme.
- É impossível, na verdade. - todos na mesa riram com ele, forcei-me também.
- É... - disse após um tempo, enquanto mexia em meu prato com o garfo - e sabe como você ficaria ainda mais irresistível?
Antes que ele pudesse assimilar algo, lancei meu prato de macarronada em direção ao seu rosto, acertando-o em cheio. Oh, depois teria que agradecer Harriette, a cozinheira, pelo menu escolhido para hoje.
Por alguns longos segundos, todo o refeitório se calou, mas então, ouviu-se uma voz desconhecida quebrar o silêncio.
- GUERRA DE COMIDA!
Então o caos instalou-se. Chuva de macarrão, molho e almôndegas pelo refeitório. Até mesmo os mais tímidos se renderam à "brincadeira". Virei-me em direção a Justin e percebi que ainda estava em estado de choque.
- Uma delicia. - disse enquanto escorregava o indicador em seu rosto, depois lambendo o molho na ponta de meu dedo.
E sem nem mesmo ter tempo de reagir, fui empurrada contra a parede.
Seus olhos estavam em chamas, seus dentes, cerrados. Virou-se lentamente para direita e pegou o que coube em sua mão de macarrão. Com a livre, ele desceu um pouco o decote de minha blusa, e sem mais delongas, despejou tudo dentro, só então soltando a blusa. Seu quadril prensava meu corpo contra a parede, me deixando sem saídas. Mas mesmo que estivesse livre, apenas continuaria ali parada, pois estava completamente em choque.
Quando finalmente abri minha boca para dizer algo, outra voz fez-se, calando todos no local.
- JÁ CHEGA!
Era Susan. Todos pararam de jogar comida, mas ainda uma grande almôndega acertou bem no meio da sua testa, deixando-a ainda mais irritada. Tentei conter o riso, mas foi quase impossível.
- QUEM COMEÇOU ISSO?
Então todos os olhares se voltaram para Justin e eu.
- Os dois, para minha sala; JÁ!
E novamente, me senti como em um filme. Um caminho de pessoas foi aberto, e todas as atenções eram voltadas para nós, fazendo-me sentir exposta e humilhada enquanto andava a caminho da direção.
• • •
Dois dias por semana, 14 quartos, três semanas. Esse fora nosso castigo, além de ter que limpar todo o refeitório e o quartinho. Perderia várias horas de meu mês, dois dias semanalmente, com o ser que eu mais abominava no momento; além de Susan, é claro.
Meus pensamentos giravam em torno disso, enquanto esfregava pela milésima vez uma mancha de molho vermelho no assoalho que teimava em permanecer intacta. Era a última que me faltava. As duas últimas horas haviam sido longos, mas ao menos Justin permaneceu calado. Claro, tive que apostar que lhe beijaria se conseguisse ficar na sua enquanto terminávamos a limpeza, mas também é claro que não o faria. Ao menos cumpriu sua parte.
- Finalmente. - sussurrei para mim mesma, após finalmente remover a bendita mancha.
Joguei a esponja suja com força no balde, deixando respingar algumas gotas d'água no chão do refeitório, que agora brilhava.
- Ainda tem mais - Justin disse, exausto, sentando-se em cima de uma das mesas do refeitório - Mas valerá a pena. - sua feição de menino cansado mudou-se rapidamente para a de um garoto tarado.
Lancei-lhe um olhar repreendedor e tentei avisa-lo com calma.
- Não se esqueça do nosso trato.
Sua feição se fechou, abriu a boca por alguns segundos, mas permaneceu calado. Sorri aprovativamente.
Segurando a alça de um balde que levava todo o material de limpeza, segui até a vértice do refeitório, encontrando uma discreta porta terrestre bem ao canto. Justin me acompanhou.
Nos abaixamos, ficando lado a lado em torno da porta. Empurrei-a delicadamente, e a escada surgiu novamente, encontrando o chão. Um cheiro de perfume feminino abusivo e muito doce tomou nossos ofatos, e Justin o inspirou profundamente, com um sorriso malicioso brotando em seus lábios. Revirei os olhos para ele.
Descemos as escadas e então estávamos naquele quartinho sujo, que daqui não parecia ser tão pequeno. Pude o enxergar perfeitamente, apesar da má iluminação. Uma única lâmpada estática sobre o teto, além da fresta de luz que escapava por porta. Haviam vários móveis antigos; uma cômoda meio quebrada sem nada em cima, um velho guarda-roupa escuro e uma cama, que apesar velha deveria aguentar muita coisa nas mãos de Justin. Além disso, havia uma estante bem esculpida e cheia de livros ao alto.
- Travou?
Justin, pela primeira vez, soou brincalhão aos meus ouvidos. Ele me olhava com um sorriso divertido nos lábios, algo também inédito para mim. Tentei sorrir de volta para ele, então peguei as coisas e comecei o trabalho.
O tempo se passou sem que trocássemos uma palavra. Eu de um lado e ele do outro, e até que funcionou bem, pois em trinta minutos havíamos completado uma boa parte. De vez em quando nossos olhares se cruzavam e Justin sorria sem mostrar os dentes para mim. O retribuía igualmente, estranhado muito a situação. Não é que ele conseguia ser suportável quando tentava?!
Estava na pontas dos meus pés tentando alcançar uma mancha bem ao alto da parede, mas era impossível para a minha altura. Justin, ao perceber meu esforço, se aproximou, ficando há poucos centímetros de minhas costas.
- Deixa que eu te ajudo.
Suas mãos firmes seguraram minha cintura, e então me levantaram de uma só vez. Limpei o mais rápido que pude, me preocupando de estar muito pesada para Justin, mas ele parecia fazer o esforço de alguém que levanta um cachorrinho. Ao me colocar no chão, ele permaneceu parado atrás de mim, ainda mais próximo. Senti sua respiração quente bater em meu pescoço, e tentei não perder os sentidos. Sussurrei-lhe um obrigada e tentei sair, antes que ele tentasse algo, mas suas mãos permaneceram firmes em minha cintura, e me puxaram, virando-me para si. Sua testa tocou a minha e já podia sentir seu hálito fresco contra meus lábios. Seus dedos começaram uma caricia circular por cima do pano de minha camisa, e acabei rendendo-me aos meus pensamentos. Havia prometido-lhe o beijo, se o desse agora, não seria tão errado quanto parece. Apenas estaria cumprindo uma promessa. Fechei meus olhos forçadamente, esperando que viesse e passasse o mais rápido o possível, e principalmente, que não significasse nada. Mas antes de qualquer coisa, algo caiu sobre nós.
- Mas o que? - Justin agachou-se pegando o objeto, e o mostrou para mim, era um livro. - Como?
Você não pode fazer isso! Saia de perto dele.
- O que? Quem disse isso?
Justin me fitou confuso, com sua sobrancelha esquerda arqueada.
- Quem disse o quê?
Não troquem mais palavras, vá embora já!
Era uma voz feminina, disso tinha certeza. Tenebrosa, mas de não tanta idade, e capaz de arrepiar todo o meu corpo com uma curta frase.
Outro livro caíra da estante.
- Mas o que há com estes livros?
Não conseguia me concentrar mais em nada. Apenas uma visão borrada de Justin pegando inúmeros livros que caiam da prateleira, que não se mexera nada, passava por minha visão periódica. Minha cabeça girava sem parar, e senti que iria desmaiar. Mas não queria desmaiar ali. Justin falava algo, mas o interrompi, chamando-o para sair dali em um tom desesperado, que o assustou um pouco.
- Por que? Não terminamos tudo o que tínhamos para fazer. - ele se aproximou de mim, postando a mão em minha cintura novamente. Me afastei imediatamente. - Vamos lá Spencer, não seja difícil.
Ele suspirou frustrado e então percebi tudo. O real motivo de toda a simpatia e delicadeza. Fingindo de bom moço para me ter. E ele quase conseguiu.
Desta vez, toda a estante caiu, muito próxima aos meus pés, então decidi que não ficaria mais nem um segundo ali. Segurei a mão de Justin e puxei-o até a escada. Apesar de toda a raiva que sentia dele no momento, não deixaria "seja lá o que fosse" fazer seja lá o que com ele.
- Mas você...
- Já chega! - gritei cortando-o. - Vamos dar o fora daqui agora, não importa o que eu disse.
- Tudo bem então.
Ele permaneceu calado até chegarmos ao corredor de nossos quartos.
- Nem um beijinho? - Justin pôs seu pé impedindo que eu fechasse a porta de meu quarto.
- Não! Boa noite, Justin. - empurrei seu corpo para fora do quarto e tranquei a porta, só então permitindo-me desabar em cima de minha cama.
- Estou ficando maluca, por Deus!
Continua.
Oi. Demorei de novo, e foi por conta do mesmo motivo da vez passada. Não vou mais avisar nada, simplesmente não vou postar enquanto não tiver os comentários pedidos. Não deveria ter postado hoje porque ainda não tem o número que eu pedi, mas eu sou muito legal então rs obrigada a vocês que comentam sempre, são muito importantes para mim <3 font="" nbsp="">3>
Agora sim as coisas vão começar a esquentar na fic! Espero que estejam gostando.
Então vamos lá, 40 comentários?
Curtam a página do blog no face e me mandem perguntas pelo ask!
Gio Xx
5 de mai. de 2013
Chosen • capítulo 3 • who's the boss?
O que deveria ser um cochilo de trinta minutos se transformou em uma hibernação de três horas. Tentei reprimir a fome e voltar a dormir, mas sentia como se houvesse um tigre esfomeado dentro de mim, que grunhia por comida. Realmente, não ingeria nada desde que havia saído de casa para vir para cá. Observei meu rosto no espelho que ficava ao lado da cama; estava pálida e fraca.
Não precisei observar meu reflexo novamente para decidir que iria até o refeitório. Talvez a cantina estivesse aberta, ou alguma máquina de porcarias ativa. Apenas o breve pensamento fez minha barriga embrulhar, então pulei fora da cama instantaneamente.
Não muito tempo depois, me encontrava abrindo lentamente as portas do grande refeitório do Reformatório. E como já suspeitava, a cantina estava fechada e não havia uma santa alma no por lá. Após correr melhor meus olhos pelo local, avistei uma antiga máquina com algumas guloseimas e salgadinhos no outro canto do refeitório. Viva!
Acabara de tirar meu pacote de Ruffles sabor churrasco (o meu favorito) da máquina quando ouvi um barulho estranho, mais precisamente, um... Gemido. Olhei para os lados, mas não havia ninguém. Achei que fossem coisas da minha cabeça, e continuei meu rumo, atravessando o refeitório pelo meio, em direção à porta.
Já estava do lado de fora quando escutei outro gemido ainda mais alto. Agora tinha certeza que não eram coisas da minha cabeça. E estava doida para dar o flagra em seja lá quem fosse.
Segui o som, que me levou à uma portinha no chão, perto da máquina onde havia pegado meu lanche. Agachei-me ficando ao lado da passagem e a empurrei devagar, tentando não fazer barulho. Em vão. Ao ser aberta, uma grande escada surgiu, indo da abertura até o chão, e o barulho foi inevitável.
Ao ouvir o barulho, os dois que estavam nesta espécie de quarto saíram de baixo da fresta de luz que os iluminava e se cobriram com um lençol.
- Quem é? - a menina perguntou ainda escondida. Eles não podiam me ver, pois a claridade era muita, embaçando minha imagem, mas eu os podia ver perfeitamente. Sai antes que fossem atrás de mim, até mesmo esqueci-me do salgadinho. Minha barriga me martirizaria por isso mais tarde.
Em poucos minutos alcançara o quarto. Tranquei a porta e sentei-me na minha cama; estava sem fôlego da correria até o quarto e de tanto rir, mas rapidamente meu som cessou ao ver a imagem de um Jason um pouco molhado sair do banheiro apenas com uma toalha branca enrolada em sua cintura. Podia ver algumas gotas d'água escorrer por sua barriga, e entrarem por dentro de sua toalha, e por um momento, quis ser uma delas. Balancei a cabeça com o pensamento e desviei o olhar, sentindo minhas bochechas corarem.
- Posso saber o motivo de tanta risada? - ele disse bem humorado, procurando alguma roupa no armário.
- Acabei de pegar uns idiotas transando em um quartinho dentro do refeitório. - ri novamente ao relembrar da cena.
- Terceira vez na semana... O Justin está bem. - ele disse sem dar importância, e me espantando.
- Como você sabe que era ele?
- Todos sabem. Esse é "o quartinho" dele. É pra lá que ele leva todas suas garotas, não importa que hora, que dia, quantas vezes na semana.
- E as garotas vão mesmo assim? Minha nossa! E a Susan o deixa usar aquele espaço para isso?
- Ela não sabe. Este quarto deveria estar completamente desabitado e lacrado, como estava. Mas Justin conseguiu de alguma forma destrancá-lo. Muitos dizem que o quarto é assombrado, mas isso é outra história, que apenas os muito supersticiosos acreditam. - Jason deu de ombros, logo após colocar sua blusa branca de gola "V".
- Nossa... - disse sem saber exatamente pelo o que acabara de ouvir, o pela simples cena de uma pessoa absurdamente gostosa se trocando em minha frente - Cada vez que conversamos, tenho ainda mais certeza do ninfomaníaco pilantra que Justin é.
- Exatamente, e por isso queria pedir para você, sei lá, tentar se manter longe dele. Ele não presta Spencer, não cai nas suas armações, por favor.
- Você acha que eu sou fácil? Tem tanta certeza que ele vai me ganhar assim? - levantei minha sobrancelha direita o fitando meio revoltada.
- Não, não é isso... Quero dizer que ele pode te forçar a fazer coisas que não queira, entende? Ele é capaz de tudo para manter sua "reputação".
- Mas agora os tempos são outros Jay - me dei a liberdade de lhe dar esse apelido. - as mulheres têm suas próprias escolhas, suas próprias opiniões, fazem o que quiser, não precisam de homens para mandar nelas, e como uma feminista que se preze, vou mostrar a todos que ninguém manda em mim, e principalmente, mostrar que eu mando.
Meu olhar era de superioridade, meu queixo eriçado e peito estufado faziam lembrar os heróis de antigamente, guerreiros fortes que discursavam à favor da liberdade. Jason apenas contia o riso e me olhava com um sorriso engraçado, mas sua ironia não fez sentir-me boba; eu colocava fé em cada palavra que dizia.
• • •
Tudo nesta manhã parecia melhor. O céu mais claro, o sol mais intenso, até mesmo meu rosto estava menos inchado e coberto de olheiras. Lancei um breve sorriso para meu reflexo no espelho, testando como aquela movimentação dos lábios ficava em mim. Era... Estranho. Nunca sorria, não de verdade, apenas risadas irônicas e deboches, nada mais. Porém naquela manhã, queria sorrir. Talvez por conta clima, pela oportunidade de recomeçar, as novas amizades, ou talvez, porque esta noite, pela primeira vez em muitos anos, não tive o sonho. A opção mais provável seria a última, certamente. Desde a morte de minha mãe, toda a noite tinha o mesmo sonho repetida vezes. Geralmente eles não eram exatamente iguais, mas tinham sempre o mesmo foco. A mesma garotinha, o mesmo quarto. Livrei minha cabeça de tais pensamentos, tentando não estragar meu pouco bom humor que dera caras. Testei meu sorriso novamente, então sai do banheiro, encontrando com Jason já vestido, sentado na ponta de sua cama.
- Vamos? - ele disse após me observar por intero alguns segundos. Lancei-lhe meu mais novo e treinado sorriso, que foi retribuído com outro com certeza milhões de vezes melhor e mais natural do que o meu. Teria que treinar mais se quisesse competir com ele.
O caminho até as salas foi breve, e Jason mantivemos uma conversa leve e descontraída. Até os segundos de silêncio não eram constrangedores entre nós. Descobrimos que teríamos as mesmas aulas hoje, então passaríamos a manhã juntos. Direcionamos-nos à sala indicada e tomamos nossos acentos.
Jason estava sentado em cima de minha carteira conversando com alguém ao seu lado, quando senti uma mão gelada tocar meu pescoço por trás.
- Dona estressadinha por aqui?!
Não precisei de mais nada para saber de quem se tratava. Após o reconhecimento de sua pessoa, sua mão que antes não provocava nada, agora parecia ter perdido alguns graus, e lançar choques por todo meu corpo, arrepiando-me por completo.
- E ela esta acompanhada, do idiota. - Jason percebeu sua presença e virou-se em nossa direção, fuzilando Justin com o olhar. Antes que começassem uma briga, tirei sua mão de meu pescoço e tentei manter a conversa apenas entre nós dois.
- Se manda daqui, agora. - disse-lhe, ainda calma.
- Ou o quê? Vai me dar outra joelhada? Fique sabendo que ainda não me recuperei totalmente da primeira, meus testículos ainda doem.
- Tenho certeza de que não fui eu que causei isso. - soei o mais irônica possível, que fez seu sorriso superior desaparecer. Ele me encarou com suas sobrancelhas franzidas, como se tentasse entender algo.
- O que? Você... Era você ontem! - apenas confirmei com a cabeça - Aposto que queria estar no lugar dela, não queria?!
- Nem em um milhão de anos! Nunca me rebaixaria a este nível e nem nunca estarei tão carente ao ponto de ficar com você.
Um coro de risadinhas se formou atrás de Justin e começaram a falar coisas tipo "vai deixar Justin?" ou "perdeu a manha garotão", o que o fez ficar furioso.
- Só esta falando isso porque estamos em público, tenho certeza que se fôssemos apenas nós dois você nunca recusaria. - sua voz agora era um sussurro provocante.
Justin aproximou-se aos poucos, e quando estava perto o suficiente, descansou sua mão em cima de minha coxa coberta por a calça. Levantei-me prontamente da cadeira, ficando a sua frente, quebrando o contato físico. Estávamos cara a cara e eu o fitava com o olhar em chamas.
- É o que veremos. Não sou que igual à essas vadias que você pega na hora que quiser. Você deveria querer distância de mim, na verdade. Serei seu pesadelo. - seu olhar irônico e ao mesmo tempo malicioso tentava quebrar minha postura, mas não me deixava intimidar. Ouviram-se vaias novamente.
-Vamos ver quem é que manda, Spencer Hammings.
Então ele se afastou.
Voltei ao meu lugar, respirando forte por conta de toda a raiva reprimida dentro de mim no momento. Poderia ter matado todos os idiotas que cercavam minha mesa e tentavam arrancar informações da "caloura corajosa que enfrentará Justin Bieber", mas apenas espantei-os, com exceção de Jason. Ele continuava sentado sobre o braço da mesa, e me observavas com um sorriso de satisfação.
- Garota com atitude. Gosto disso.
Então, com suas duas simples frases, por um curto período o mal-treinado sorriso de mais cedo voltou a se formar em meu rosto.
• • •
Iai? Sei que demorei, mas a culpa é toda de vocês. Só porque eu não pedi comentários no capítulo anterior, não quer dizer que eu não queira nenhum. Não entendo como em um capítulo eu tenho 74 comentários, e no outro, 31! É sempre assim. Você gasta tempo, se dedica, e as pessoas só dão valor no primeiro capítulo e depois param, por pura preguiça. O que custa mandar algumas palavrinhas de incentivo? É só isso o que eu quero. E me desculpem vocês, que comentam sempre, apenas ignorem isso ok?! Aprecio o carinho de vocês. Só estou podendo entrar no pc nos finais de semana, então se quando eu entrar ainda não tiver comentários suficientes, vocês só terão o capítulo novo uma semana depois.
Desculpe se fui chata agora, é que realmente fiquei triste, mas vamos esquecer isso! O que acharam do novo capítulo? Meio clichê, eu sei, mas com o tempo vocês se acostumam. Perguntas na ask!
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Gio Xx
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