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20 de jan. de 2015

Trust Me - Capítulo XII - Treinamento - Parte III

Já usei essa foto?


Capítulo XII – Treinando – Parte III.

- Eu o achei muito gato – disse Katrinna animadinha.
- Eu gostei mais do outro. – Alanna falou algo que todas nós já sabíamos.
- Fala sério! Você viu os olhos dele? – Katrinna rebateu.
- Para! Chaz tem um rosto de bebê enquanto Justin é todo malévolo.
- Por isso não serve para você! – Katrinna colocou o dedo na cara dela. – Ainda vou sonhar com aqueles olhos. – se abanou como uma garotinha do 2º grau.
- O que você acha Cher? – a atenção das duas voltou-se a mim
- Acho que estamos em pares agora. – elas riam.

[...]

Amarrei o cabelo em rabo-de-cavalo forte. Do outro lado do ringue eu via Justin pulando para se aquecer. Ora dava uma tapa em sua face, ora dava socos no ar. Eu ri. Seria melhor ele se preparar para apanhar. James estava sentado em cima das cordas que envolviam o ringue e olhava diretamente Justin. A tensão entre eles era clara. Eu só não entendia. Sei que não dá, e não se deve confiar de primeira nas pessoas. Só que entre eles eram, além disso. Era como se eles já tivessem se conhecido e agora se encontraram, ou um sabe algo sobre o outro. Katrinna não conseguia tirar os olhos de Justin, mas era um olhar de encantamento, de apaixonada. Seus olhos passavam pelo físico dele e, até eu preciso admitir que era algo mais que agradável de se olhar. A blusa regata estava colada em seu corpo.
Fui para o centro do ringue indicando para ele que iriamos começar. Ele chegou andando aos poucos olhando para o chão e coçando o rosto e parou de frente para mim com pose de ‘o foda’. Patético.

- O que vai ser hoje? – perguntou. Não disse nada apenas olhando-o nos olhos e ele ficou com cara de retardado sem entender. Dei-lhe um soco. – Arrrrrrrrrrrgh, porque você faz isso?
- Isso é elemento surpresa. Você não conhece seu adversário. Não sabe quando ele vai atacar, por isso tem que sempre estar pronto e atento. – o rondei. Vi seu preparo apenas do tronco para cima, seus pés e pernas estavam ‘desprotegidos’. Preparei par dar uma rasteira. – Defenda-se. – Justin deu um beijo no chão.

James gargalhou como uma galinha. Foi inevitável não olha-lo e perceber que ele quase caiu isso me distraiu e levei uma rasteira, de reflexo coloquei o braço na frente para amortecer a queda. Ele subiu em cima de mim e tentou dar um soco, segurei seu punho e o torci quase o quebrando, dei um soco em sua barriga na boca do estomago, a dor o fez perder a força e eu o joguei para o chão. Fiz o mesmo que ele fez e subi em cima acertando logo seu olho.

- Você nunca vai conseguir um ataque direto comigo. Mas boa tentativa conseguiu me pegar desprevenida.
- Querida, você é um posso de amor próprio. – pude ouvi-lo dizer depois de um soco dado em seu estomago.

[...]

- Você é horrível! – disse com um exagero na entonação.
- O que? – Justin disse com os olhos arregalados.
- Você é horrível. Não tem postura e nem coordenação motora. Além de que não tem estratégia.
- Tá de brincadeira? Eu fui o número um na…


Justin P.O.V.

Eu não poderia dizer que fui o aluno número um na academia de polícia. Nós tínhamos um treinamento pesado e mesmo assim não consegui dar mais que um gole. Eu estava frustrado e com raiva. Isso mostrava o quanto nós estávamos atrás de todos deles, de todo esse mundo criminoso. Claro que alguns policiais são bem mais esforçados que outros e até mesmo com um pouco de fanatismo pela luta em si.
Mas eles eram diferentes, Cher, James, Alanna e Katrinna, eram totalmente diferentes. Eles praticamente treinavam como mercenários. Mas não matavam ninguém, nunca foi notificado morte em todo o histórico deles. Eles roubavam silenciosamente, e só nos damos conta quando alguém vai olhar a joia e não está lá. Raramente eles disparam um alarme, mas ainda assim sempre têm um plano de fuga. Cai na real, eles são especialistas, se tivesse pessoas assim para fazer o bem, eles não existiriam.
Eu tinha um olho roxo, dores pelo corpo todo e acho que uma costela quebrada. Enquanto que Cher não parecia nem ter suado. Ela tinha uma sequencia se chutes e socos incríveis. Além de que não parecia cansar, fico imaginando por quanto tempo ela aguentaria lutar sem parar. Creio que horas.

- Foi o número um onde? – James perguntou. Percebi que fiquei um bom tempo sem falar nada, e todos me olhavam torto e Chaz tinha seus olhos saltados para fora.
- Em uma competição de luta no meu bairro. – foi à única coisa que consegui dizer.
- Você só pode estar brincando. – Katrinna caçoou rindo. – Não acredito que está querendo comparar briguinha de rua com uma coisa como esta.
- Não estou querendo comparar, mas qual é não posso ser tão ruim.
- Realmente. – declarou Cher. – não se pode ser ruim, quando se é péssimo. – todos riam e James tinha um sorriso mais que divertido e irônico e aquilo me irritava. – Mas já chega por você. Qual de vocês dirige?


Cher P.O.V.

Agora seria a vez de Katrinna de ensinar a eles o que ela sabia. O fato de nós estarmos a ensinar tudo o que está ao nosso alcance em pouco tempo, é que estamos em probabilidades de improvisos. Mesmo que se seguíssemos o plano ao pé da letra, improvisos são o que quase sempre acontece e se você não for bom o suficiente, na melhor das hipóteses só será preso, na pior sairá morto. Ensina-los a dirigir, atirar e a lutar é tentar ter uma pequena garantia que tudo correrá bem, mesmo que nós nos separemos.
Katrinna nasceu para os carros, nasceu para acelerar e fazer curvas perigosas. Ela, mais que até eu, nasceu para a vida perigosa, para adrenalina nas veias. Para a “vida louca”. Ela nasceu para isso assim como um vaso nasceu para as flores. Mas estou dizendo isso de uma forma não agressiva, não queira ver essa mulher com raiva ou somente estressada.
James apertou o botão para abrir o portão da garagem. Katrinna estava dentro de um dos carros de treinamento, ela o levou até a parte de fora que era basicamente um circuito de manobras e pista de corrida. O espaço é equivalente a quase dois hectares. É algo bem grande e a julgar pela expressão no rosto de Chaz ele ficou mais que impressionado. Algo me dizia que eles não estavam acostumados a ver isso.  Katrinna saiu do carro assim que parou com ele na linha de largada.

- Qual dos dois é melhor dirigindo mesmo? – Katrinna perguntou dessa vez.

- Chaz com certeza. – Justin falou apontando para seu amigo. Chaz por sua vez olhava apenas para o carro preto parado na linha de largada. Ele parecia tão instintivo como Katrinna olhando aquele carro. Algo me dizia que seria mais que interessante assistir esse treinamento.



Continua...
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Vamos lá, tenho muitas coisas a dizer.
Primeiro quero pedir desculpas ao meu desaparecimento.
Motivos: Estou trabalhando e isso ta tomando todo o meu tempo, não consigo escrever mais, esse era meu ultimo capitulo pronto. Sem falar que estou esgotada com essa história de trabalhar, eu fico 8 hrs em pé e mal me aguento quando chego em casa. E dai eu não tenho nenhuma inspiração para escrever. Tanto que não escrevi nem 500 palavras do próximo capítulo.
Mas eu vou continuar com a fic eu juro que vou termina-la. Quando as aulas começarem eu creio que consiga escrever mais porque consigo conciliar bem a escola com as fics. Enfim eu peço desculpas.

Quero explicar uma coisa!
Toda vez vem alguém nos comentários e diz que não gosta do fato do Justin ser ''pisado''.
Isso tudo tem um propósito. Ele não pode chegar botando banca em cima da Cher ou companhia. Eu penso assim se um cara que é ''novo no pedaço'' chega botando serviço eu iria querer saber da vida dele. Então na minha concepção o Justin ficando na dele ele atrairia menos atenção. Segundo ponto, eu cansei de ler fanfics em que o Justin é o fodão que sabe fazer tudo. Pelo menos umas vez eu queria q a garota fosse a foda do pedaço, eu realmente queria q ele fosse pisado um pouco. Mas relaxem essa fase está prestes a passar, essa fic tem muitas surpresas para vocês.


Beijoooooos: Dricka! 

25 de dez. de 2014

Trust Me - Capítulo XI - Treinamento - Parte II



Treinando – Parte II.

Katrinna deixou a sala a pedido meu e eu continuei sentada observando Justin. Ele tinha os punhos apoiados na mesa com força. Ele usava uma blusa sem manga e eu pude ver seus músculos mexendo, Justin é bem forte. Ele mantinha a cabeça baixada e era perceptível a frustração não só nos músculos, mas também na sua expressão corporal. Levantei do balcão e andei até ele, parei do outro lado da mesa cruzando os braços.

- Olha sei que está se esforçando. – falei como uma professora de ensino médio. – Mas não temos muito tempo.
- Vocês foram até minha casa, invadiram e me pediram ajuda. Eu não…
- Não pedimos simplesmente a ajuda de vocês, propusemos um acordo e vocês aceitaram. Não me venha dizer que está fazendo um favor, até porque estão sendo pagos. – cortei logo a historinha do favor.
- Mas vocês precisam de mim e Chaz. – ele me olhava atentamente.
- Em nenhum momento disse o contrario. Mas pense que se não for vocês serão outros. – isso não era bem uma verdade. – Tem muita gente querendo ai trabalhar conosco. – minha voz era impressionantemente baixa. Eu não tinha mais o que dizer e fui andando até a saída. – Só não espere que peguemos leve com vocês, porque isso não vai acontecer.

Tinha muita gente ai querendo trabalhar com a gente, mas também tinha muitos outros querendo nos foder. E às vezes fica difícil conseguir distinguir quem é quem, você acha que a pessoa vai te ajudar, mas na verdade está te dando uma facada pelas costas. Ou então a pessoa tinha a ‘melhor’ das intenções e vem um urubu fazer a cabeça dizendo que paga o dobro pra nos ferrar. Justin e Chaz eram novos não eram praticamente desconhecidos. As duas possibilidades do acontecimento eram bem poucas.
A arena era uma espécie de galpão só que três vezes maior e toda equipada e separada por blocos. Nela existia um segundo andar onde nos chamamos de central. Lá controlamos toda a arena incluindo na parte de fora. Sim, ela se estendia até lá fora, mas apenas as usávamos para simulações de combate e para praticar corridas. Tínhamos a área de tiro de onde acabei de sair, tínhamos a área de luta onde tínhamos sacos de areia e vários bonecos giratórios – na verdade não eram bem bonecos eram apenas um tronco de madeira e outros de metal com pedaços de 40 centímetros para fora formando o obstáculo que você tinha que bater – quando você batia em um ele girava como um cubo mágico e você tinha que ir defendendo. E também tinha um octógino onde nos fazíamos confrontos ou ajudávamos o outro a treinar.
Nós também treinamos a mente com jogos de memória. Usávamos o Datashow para mostrar o que o testado via numa tela de IPad e ia confinando as figuras. Mas isso tinha que ser rápido, Alanna sempre fora a melhor nisso. Achava cinquenta pares em um minuto. Cada um tinha sua seu espacinho ali.

- Que horas são? – perguntei por pura preguiça de pegar o celular.
- Vai dar quatro horas. – respondeu Alanna. Chaz estava ao seu lado.
- Ainda temos tempo. Alanna agora é com você. – ela sorriu e foi até a tela pequena colocar o jogo. Automaticamente apareceu na tela grande para que todos consigam ver. Justin parou ao meu lado.
- O que é isso? – perguntou-me baixo.
- Quem vai te dizer isso é Alanna. – disse saindo de perto dele.

Fui até as escadas e as subi indo para central. Pude sentir o olhar de alguém em cima de mim, olhei pelo canto do olho discretamente e vi que era o Justin. Virei meu rosto e ele arregalou levemente os olhos e tratou de desviar o olhar. Entrei na central e vi James jogado no sofá de olhos fechados e uma cerveja em mãos. Sentei no seu colo e ele continuou ali. Peguei a cerveja de sua mão e bebi um pouco apesar de não gostar muito. Beijei seus lábios. Ele abriu os olhos e verde brilhou.

- E se fosse Katrinna? – perguntei apenas por implicância.
- Eu sabia que não era. – sua mão foi para minha perna acariciando-a.
- Como? – perguntei.
- O som dos passos e o cheiro. Katrinna quando anda faz o som tumtumtum-tum. Você faz Tum. Tum. Tum. Você anda devagar. Praticamente desfila, enquanto Katrinna anda rápido como uma bateria de escola de samba. Você tem um cheiro doce de pêssego enquanto Katrinna cheira a tutti-frutti que eu acho particularmente enjoativo. – ele aproximou a boca do meu pescoço e depositou um leve beijo ali. – Eu amo sentir o seu cheiro, é como cocaína, vicia. Conheço cada parte desse corpo. – sua mão subiu para as minhas costas. – Ele é como vodca, eu consigo consumi-lo em qualquer lugar e hora. – ele sorriu sacana. Uma das coisas que mais amava em James é a forma de como ele conseguia ser romântico, conquistador e sedutor ao mesmo tempo. – Ainda acha que eu poderia me enganar?
- É bom mesmo. Não gosto de enganos. – sorri.

Seus lábios tocaram as meus tão doces e inebriantes viciantes ao extremo. O cheiro amadeirado de James entrou invadindo minhas narinas agradando aos meus instintos. Atiçando minhas vontades e desejos mais profundos. Passei minhas pernas em volta da sua cintura ficando com os joelhos dobrados em volta. James desceu os beijos pela minha clavícula e depois para meu colo e depois por cima de meus seios pelo pequeno decote. Apertei minha mão em seu ombro fazendo minhas unhas fincarem ali. Ele parou de distribuir os beijos para olhar-me. Colocou a mecha do meu cabelo para trás da orelha. James parecia me namorar com aqueles olhos esmeraldas tão intensos. Sem perceber acabei ruborizando. Desviei meu olhar para qualquer canto e ele sorriu.

- Olhe para mim. – pediu pegando no meu queixo e puxando para ele. – Você fica linda assim. Eu amo lhe ver tão entregue, então não desvie os olhos de mim. – ele beijou minha bochecha. Apenas sacudi a cabeça negativamente e sai do colo dele sentando ao seu lado.

Era surreal o que acontecia comigo quando ele estava perto, quando estávamos íntimos. Libertava uma menininha adolescente e inexperiente. E por mais que eu não tenha ficado com muitos homens eu me garantia.

- Será que isso vai dar certo? – mudei de assunto e voltando ao problema.
- Você está falando de nós ou dos alunos lá embaixo? – James acariciou minha perna que estava por cima das suas.
- Estou falando deles. Temos cerca de um mês para coloca-los em forma. E se não conseguirmos? – perguntei olhando para a tela de vidro que deixava ver tanto aqui em cima quanto lá embaixo. Mas só dá para ver se chegarmos aos computadores.
- Ainda assim vamos ter que os usar. Se algo acontecer eles foram bons soldados.
- James, estamos falando de vidas, não sabemos se eles têm família ou qualquer outra coisa. Eles têm uma história, assim como nós.
- Mas eles sabiam no que estavam se metendo quando aceitaram. – James me puxou para si e eu coloquei meu rosto em seu peito quente.
- Só não quero que alguém morra ou saiam feridos. Para ambos os lados. Seria tudo mais fácil se Hayden e Patrick estivessem aqui.
- Por falar nisso, só eu achei o sumiço deles muito estranho? Depois que foram para Inglaterra eles sumiu do mapa. – James alisava minhas costas.
- É bem estranho, mas temos problemas mais importantes, eles sabem se cuidar. Eu estou pensando em o que Milark está planejando.
- Ele não vai deixar nós darmos dois passos sem que ele fique sabendo. – James tinha razão.
- Ele ficará louco quando souber que…
- James, Cher venham para o próximo passo. – chamou Alanna aparecendo na porta de vidro.

Teria que sair do meu momento de relaxamento para bater em alguém. James me colocou em suas costas e descemos as escadas rindo. James fazia graça quase me deixando cair, o que me fazia dar gritos escandalosos. Desci de suas costas quando chegamos ao encontro dos outros e tratei de voltar a minha feição séria.

- Como foram? – perguntei a Alanna.
- Chaz tem mais habilidade com a memória. – disse simples.
- Parece que ele é melhor em tudo, não? – James fez o comentário desnecessário. Justin mudou sua postura e desviou o olhar.
- Venham para o ringue. – disse já andando em direção ao octógino. Tirei a jaqueta e prendi o cabelo em rabo-de-cavalo. – Katrinna pode pegar meu short lá em cima? Qual dos dois vai primeiro? – perguntei aos garotos. Eles se olharam e parecia avaliar quem irias se ferrar primeiro e surpreendente ou não, Justin se aproximou de mim.
- Soca o saco de areia. – ele andou até o mesmo e deu um soco. – Acho que você não entendeu, ataca o saco. –ele olhou para todos e respirou fundo.

Começou a socar e eu andei em volta dele avaliando sua técnica. Katrinna voltou com meu short e eu fui para trás do outro saco. Tirei a calça e fui escutar James repreendendo um dos garotos por querer dar uma espiada. Coloquei o short e voltei para eles deixei minha calça nas mãos de James. Subi ao octógino e chamei Justin que ficou me olhando.

- Me ataca. – fiquei em posição de combate.
- Eu não vou bater em você.
- Me ataca agora. – disse com a voz mais grossa.
- Eu não vou bater em uma mulher. – disse firme e eu relaxei minha posição de ataque. Respirei fundo e dei um soco bem em seu nariz.  Justin urrou de dor. – Por que você fez isso? Urrrrh.
- Você acha que só porque somos mulheres não sabemos lutar? Ataca-me! – gritei.
- Não. – gritou de voltar e eu soquei seu estomago.
- Me ataca Justin. – ele curvado de dor veio para cima de mim e deu-me um soco, abaixei e dei outra em seu rosto. – Você sabe lutar? – perguntei andando em volta dele.
- Sim. – dei outro soco em seu rosto. – Urrrrrrh. – urrou e eu escutei Katrinna e James rirem.
- Não, você não sabe. Separe as pernas! – chutei uma delas na altura da coxa. – Me ataque Justin.
- Para você me dar outro soco? – disse Justin com uma raiva começando a passar pelos seus olhos. Era isso que eu queria.
- Se você não me atacar vou te bater do mesmo jeito. Então ataque. – disse desafiando-o com o olhar. Ele respirou fundo e veio para cima de fim dando três socos seguidos, me esquivei de todos e dei três socos nele, uma no rosto outra no estomago e a ultima nas costas.
- Comeu o espinafre do Popeye? – disse rindo com um pouco de dificuldade.
- Se você achar isso fizer acertar um soco em mim, tudo bem. – não pude deixar de rir.
- Isso está sendo mais engraçado do que eu imaginava que seria. – James falou rindo e Katrinna o acompanhou Alanna como sempre só observava.
- Vamos Justin, me ataque de novo. – ele ficou em posição de ataque e ficamos girando a espera do ataque dele. Acho que agora teríamos algo. Ele veio para cima e me deu um soco com a mão esquerda agachei e ele veio com uma de direita, não daria tempo de abaixar então apenas travei o movimento e seguidamente dei um soco em sua costela.
Isso iria demorar.

[...]

Quatro horas depois, Justin estava com um olho roxo de cheio de dores no corpo e não tinha conseguido me acertar nem uma vez. Ele estava completamente soado enquanto eu não tinha derramado uma gota. Estava sentada nas cadeiras que tinham perto no octógino descansando. As meninas e James estavam preparando tudo para irmos embora. Eu estava observando Justin e Chaz. Eles evitavam falar, era uma comunicação mais com gestos. Eles eram estranhos, mas não me preocupava com isso. Alanna foi até eles e os vendou e os guiaram até os carros na garagem. Levantei e andei fui andando em passos lentos ate a garagem, os homens foram postos no meu carro e as meninas entraram no carro deles como quando a gente veio. James estava no volante. Perguntei de poderia desativar tudo e todos concordaram saindo da garagem com os carros. Voltei à arena.

- Ativar sistema de segurança. – disse a Sammy.
- Reconhecimento de voz.
- Cherry Bomb.
- Sistema de segurança ativado. – Sammy disse e todas as luzes foram desligadas. Passei pela porta dupla e ela se fechou sozinha atrás de mim e pude escutar o barulho dos lasers sendo ativados.

Andei até o carro e assim que sentei James saiu com o carro.

Devo ter cochilado, pois só acordei quando já estávamos entrando na garagem do Delphi. Desci do carro e tirei Justin do bando de trás, depois tirei sua venda, Alanna fez o mesmo com o Chaz.

- Estejam amanha aqui no mesmo horário. – disse entrando no carro. Eles fizeram o mesmo. – Podem ir.


Esperamos mais cinco minutos e depois fomos para casa.




Continua...
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Se ainda alguém tiver lendo isso....
Quero me desculpar pela demora, mas eu ACHEI que ia ter tempo mas ferias mas eu estou trabalhando.  Chego sempre as 23:00 em casa.
Eu não vou desistir de postar cara! Não mesmo, porque eu amo escrever e amo proporcionar certa diversão para os leitores que leem minhas fanfics.
FELIZ NATAL!!!

2 de dez. de 2014

Trust Me - Capítulo X - Treinamento - Parte I



Treinamento – Parte I.

Cher P.O.V.

As nove e dez da manha eu estava passando no Subway para pegar meu sanduíche com bastante cebola e molho agridoce. Comprei um suco de laranja e um cookie de gotas de chocolate. Peguei minha bandeja e me sentei à mesa do lado da janela. James e as meninas me acompanharam. Era o nosso café da manha.

Tipicamente os 15 centímetros de sanduíche de Alanna era carregado de molho de maionese e mel e o de Katrinna com tudo que tinha direito menos azeitona – ela simplesmente odiava azeitona. Já James colocava tudo e mais um pouco.
Comemos juntos rindo e fazendo graça da comida como crianças de cinco anos de idade ou como uma típica família que achava graça em tudo que não tinha graça. Mas nada mudava o fato de sermos uma família. Porque no final de tudo só tínhamos uns ao outros.

Cerca de uns vinte minutos depois, nós estávamos no carro novamente, mas dessa vez em destino ao Delphi. Estava atrás com James no carro enquanto Katrinna ia dirigindo e Alanna no carona. Comia meu cookie como se fosse o ultimo do planeta e James tentou roubar um pedaço, mas dei uma baita de uma tapa na mão dele que nem tentou novamente.

— Me dê um pedacinho Cher? – perguntou-me Alanna virando seu corpo para me olhar.
— Porque não comprou um para você? – respondi-lhe com outra pergunta.
— Esqueci…
— Só lamento por você, mas esse aqui você não morde minha querida. – voltei meus olhos para meu precioso e mordi um pedaço. Com comida não se brinca.
— Meu deus como você é ruim.
— Sabe de nada inocente.

Katrinna estacionou em frente ao Delphi.
Delphi é um parque de diversões que abria aos finais de semana e levava diversões às crianças dessas cidades que ficavam enfurnadas dentro dos quartos nos computadores e videogames. Eu mesma tinha vindo nele umas três a quatro vezes não foram muitas, um tempo depois um dos brinquedos deu defeito e uma criança caiu. Não aconteceu nada de grave com a criança, mas a mãe entrou com um processo e o parque fechou para reparos. Ele não foi completamente fechado, mas teve que pagar uma multa para a mãe e a justiça decretou que ele teria que fazer todos os ajustes e passar por vistoria e se passasse no ‘’teste’’ poderia abrir novamente.
 Vinte para as dez da manha nós chegamos ao Delphi. Ficamos dentro do carro desligando-o. Só teríamos que esperar Justin e companhia para depois irmos à arena.


— Trouxeram o detector de rastreador? – perguntei.
— Tá na mão. – Alanna tirou o equipamento da mala.
— Ótimo. Quando eles chegarem, Katrinna vai passar o detector no carro deles e eu e Alanna vamos venda-los. James fique no carro e qualquer momento incerto ou suspeito pode meter bala. Entenderam? – olhei-os e todos assentiram.
— Tem certeza que quer levá-los a arena? – perguntou Alanna pela quarta ou quinta vez desde ontem.
— Já disse que sim. Vão ter o que merecem.
— Isso vai ser um massacre Cher. – Katrinna foi a favor de Alanna pela primeira vez desde que essa discussão começou.
— Como se não tivéssemos feito isso várias vezes antes. – não conseguia entender tanta relutância contra.
— Cher está certa, é preciso. – James foi a meu favor e a discussão acabou.



Um carro se aproximou da entrada do Delphi. Eu sabia que era deles por ser o mesmo que correu na ultima vez que eles apareceram no Galho Quebrado e competiram com Katrinna. Entraram no estacionamento e pararam a pelo menos dez metros do nosso carro. Os dois desceram. Olhei para meus amigos e todos me devolveram olhares que estavam prontos. Saímos eu e as meninas ao mesmo tempo do carro. Alanna segurava as vendas e Katrinna o equipamento de detectava rastreador. Paramos de frente a eles, olhei no celular a hora e eram exatos dez da manha.


— Dez em ponto, eu gostei disso. – sorri.
— Cumprimos com o que dissemos. – disse Justin.
— Legal. Katrinna faça as honras. – Katrinna ligou o aparelho e foi andando na direção deles.
— O que é isso? – perguntou o amigo dele que eu ainda não consegui guardar o nome.
— Isso é um equipamento e detecta rastreadores, qualquer tipo de rastreador. – Alanna respondeu por mim. Eles se olharam brevemente, travaram o maxilar, mas mantinham os músculos do corpo aparentemente relaxados. Katrinna continuou a andar e começou a passar o detector pela lataria do carro. O aparelho não apitou nem fez um ruído alto então isso significa que não tinha rastreador, eles estavam limpos. Katrinna voltou para nosso lado e em seguida Alanna me passou uma das vendas e andei em direção ao Justin e ela ao amigo dele, Justin deu um passo atrás com minha aproximação.
- Fique tranquilo, só estamos cobrindo seus olhos por precaução. – sorri.
Andei até suas costas e coloquei a venda em seus olhos amarrando-a em seguida. Acidentalmente eu acabei apoiando minhas mãos no ombro dele por alguns milésimos de segundo e pude sentir seu corpo relaxar ao meu toque.
Mas agora eu iria guia-lo até o carro e eu precisava toca-lo. Segurei uma de suas mãos e coloquei a outra em seu ombro novamente e senti e vi seus ombros subirem e descerem numa respiração profunda. Empurrei levemente minha mão que estava no ombro para indica-lo que precisava andar. James deixou o banco de trás e sentou na frente ocupando o acento do motorista. Justin e o amigo foram para a traseira e eu sentei no carona. Alanna e Katrinna iriam ao carro deles seguindo o nosso.

[...]

Todo o trajeto até a arena eles ficaram em silêncio como um bom aprendiz. Apenas Justin perguntou se demoraria ainda mais para chegar ao local desejado. A arena era entre a nossa e a cidade vizinha, dentro da floresta, era ainda mais longe que o galpão então posso dizer que ficamos muuuuito tempo naquele carro. James e eu evitávamos falar, quando tínhamos que nos comunicar fazíamos isso por gestos. Era engraçado olhar para trás e ver os dois vendados olhando para os lados como se conseguissem ver algo.
Quando finalmente chegamos, estacionamos os carros na garagem improvisada e ajudamos Justin e o amigo descer do carro. Katrinna e Alanna estavam guiando eles enquanto eu que James abríamos a porta dupla de ferro. Eles entraram e fechamos a porta de ferro. Katrinna e Alanna tiraram a venda dos homens e eu bati palma duas vezes e as luzes se acenderam parcialmente apenas ali na entrada.

- Reconhecimento de voz. – disse a voz eletrônica de computador.
- Cherry Bomb. – disse devagar e mais claramente possível.
- Reconhecimento de voz aceito. Bem vinda de volta Cherry. – o computador disse como de costume.
- Obrigada Sammy. – disse por puro costume.

Todas as luzes acenderam e tudo foi ligado. Tinha um tempo que qualquer um de nós tenha estado ali, a poeira era fina, mas ainda assim visível. Assim como o cheiro que não estava lá dos melhores. Alanna logo se moveu para a central da arena onde tudo era controlado. Nerd total. Mas não éramos nós que íamos ser testados e sim eles.
Os dois olhavam tudo com muita admiração e eu só fiz rir internamente, James parou ao meu lado e deu um beijo na minha testa. Abracei sua cintura.

- Gostam do veem? – perguntei a eles que não conseguiam manter o olhar em apenas uma coisa.
- Tá de brincadeira? Onde vocês conseguiram isso tudo? – o amigo que eu ainda não recordava o nome falou.
- Isso é o de menos… vamos começar? – perguntei.
- Começar o que? – perguntou Justin.
- O seu treinamento.
- Que treinamento? – perguntou o amigo.
- Qual seu nome mesmo? – aproveitei a deixa.
- Chaz. – ele disse simples ainda com os olhos em duvida.
-Chaz, vocês precisão de treinamento.
- Não acharam mesmo que era só chegar e bum, vão nos ajudar. Vocês não tem noção com o que estão lidando. – James completou.
- Chega de papo, quero os ver apanharem. – Katrinna disse já na área de tiro ao alvo. Sorri para ela, com certeza estava doida pra sua vez chegar de treina-los.

Andamos até ela e entramos para ‘’sala’’ de tiro ao alvo. A parede era cheia de armas penduradas fora as duas mesas grandes com mais armas. Tinha ali quase todo tipo de arma de fogo, para você não ficar limitado a pouco manuseio dessas belezinhas. Num campo de batalha você não sabe o que pode ou não parar na sua mão.

- Podem escolher uma. – James disse. A partir de agora o comando era com ele.
- Qualquer uma? – perguntou Justin.
- Qualquer uma. – disse séria me sentando um balcão ao lado de Katrinna. – disse vai ser engraçado disse a ela.
- Já posso ver James tirando as tripas deles pela boca. – rimos.

Justin escolheu uma COLT Double Eagle. Uma das minhas armas favoritas, mas James sempre chamava essas armas de brinquedo. Com isso James soltou uma risadinha de deboche.

- Qual é isso é uma armazinha de brinquedo. – não disse?
- Começou o recalque James? – ele apenas olhou para mim e sorriu, depois piscou o olho.
- Escolha outra arma. – James disse cruzando os braços. Justin revirou os olhos e pegou uma pistola de grosso calibre. – Melhor… - olhou para mim e eu só fiz revirar os olhos. – Atira. – ele disse a Justin.

Justin se preparou e atirou, o alvo estava perto nos possibilitando a ver onde ele acertou a olho nu sem precisar se aproximar. Ele não acertou no alvo. James respirou fundo, ele não ia ser todo paciente como foi comigo, nós tínhamos um tempo limitado para fazer deles bons.

- Atira. – James disse a Chaz.

Chaz mirou e atirou sendo um pouco melhor que Justin, ele chegou mais próximo do alvo. Pela feição de James ele tinha ido razoavelmente bem, isso porque ele continuou sério, quando Justin atirou ele entortou a boca.

[...]

Horas depois eles ainda continuavam ali, Justin praticamente matava a James e o mesmo a ele, Chaz foi liberado por ter se saído melhor e foi ficar com Alanna lá em cima na central. Algo me diz que eles estão se pegando. James pegava em cima de Justin e eu suspeitava que fosse também por implicância. Bem ou mal, ele melhorou alguma coisa na mira dele. James gritava com ele e eu e Katrinna só sabíamos rir da cara de ódio de Justin em não poder fazer nada a não ser o que ele pedia.

- VOCÊ ATIRA COMO UM POLICIAL. ISSO É RIDICULO! – gritou James. Comecei a rir e Justin olhou para mim não gostando nada, mas era inevitável, o rosto dele estava vermelho de tanta raiva. – É difícil acertar aquele circulo vermelho? – James andou até a mesa de armas e apoiou as mãos na mesma e respirou fundo.
- Se você é tão bom, atira você! – Justin jogou a arma na mesa. James olhou para Justin sério, pegou qualquer arma a mesa e atirou sem olhar o alvo. Ainda duvidam que ele tenha acertado sem olhar?

- Acabamos por hoje. – James deixou a sala, antes que desse um soco em Justin. O mesmo olhou para o alvo e não deu outra, James tinha acertado em cheio.


Continua
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Deeeeeeeeeeesculpem a demora!! Não me matem please!
Final de ano é sempre uma bosta p quem escreve fanfic. É provas finais, trabalhos, casa entre outras coisas que ocupam mais seu tempo que você mesmo. 
Mas além disso tudo eu sofri uma decepção - se for realmente isso.
Mas no fim das contas eu sabia que isso aconteceria mais cedo ou mais tarde mesmo, enfim, não são coisas que vocês querem saber.
RESPONDI ALGUNS DOS COMENTÁRIOS
Deem uma olhada no capítulo anterior.
Deem uma olhadinha nesses blogs:

xoxo - Dricka!

22 de nov. de 2014

Trust Me - Capítulo IX - Proposta



Proposta.


Cher P.O.V.

Sem saída tivemos que recorrer ao desconhecido.
Nunca me senti a vontade no que eu não conheço. Nunca me sinto a vontade fora do meu circulo de confiança e amizade. Mas não tínhamos escolha, para o próximo plano íamos precisar dele, mesmo que eu fosse contra de todas as formas possíveis. Alanna parecia confiar cegamente, Katrinna mantia-se neutra quanto a isso. Já sabia o que James pensava e era o mesmo que eu, não confiava, mas não tinha escolha. Uma sinuca de bico.
Eis que fui fazer uma surpresinha para Justin.

Justin P.O.V.

Estava batendo um relatório nada produtivo que não tem deixado meu superior nada feliz. A cobrança era alta, era muito dinheiro gasto e pouco retorno, meu chefe só falta espancar a mim e a Chaz, porque até mesmo xingar já foi possível. Ele é cobrado e nos cobra ao quadrado por resultados. Uso toda a inteligência da agencia e não conseguimos nenhum rastro deles, Cher e seus amigos eram totalmente invisíveis, como se nem existissem.
Não conseguíamos nada no banco de dados, tem pelo menos umas mil Katrinnas e outras mil Alannas, mesmo trabalhando com todos os agentes possíveis não as encontramos. Sem contar que temos que procurar das diversas formas de escrita, e sem um sobrenome tudo piora.
Eles usavam nomes e documentos falsos, até mesmo podiam estar fora do país à uma hora dessas e não conseguimos saber. Isso completamente inaceitável, tínhamos os maiores recursos e um peso nas costas, se não conseguíssemos algo até semana que vem seriamos cortados do caso e o caso passaria para outros agentes e seriamos a piada da agencia.
Chaz estava preocupado e eu fazia a barra de quem não estava preocupada e que sabia que ia dar certo. Discutimos ontem pelo meu excesso de perseverança e confesso que já estava irritando até mesmo a mim, e eu sabia que era apenas uma farsa. Mas alguém tinha que ser forte ali e Chaz nunca foi o fodão da história. Em resposta eu que tive que bater o relatório.

[...]

Por volta das seis da noite deixei o trabalho e como Chaz não tinha carro e morávamos juntos eles ainda ia comigo de carro para casa. Em nenhum momento ele falou durante o caminho curto até em casa. Ele olhava para a janela e pediu para que eu parasse em uma cafeteria antes de seguir até em casa. Comprou dois cafés e uma caixa com rosquinhas que ele gostava bem mais que eu. Deu-me um dos cafés e continuou em silêncio.
De frente a porta da frente eu vi que estava arrombada. Olhei para Chaz que já tirava a arma do cós da calça. Abri a porta fazendo o menos de barulho possível, adentrei com Chaz me dando cobertura. Estava tudo no lugar, pelo menos na sala, adentrei mais na casa e fui direto ao escritório e acendi a luz dando de cara com uma mulher sentada na minha cadeira com os pés apoiados na mesa passei o olho pelo resto da sala e pude ver Katrinna, Alanna e o acompanhante que sempre estavam com elas como um guarda-costas.

— O que está acontecendo? – perguntei ainda com a arma em punho. A cadeira rodou e eu vi Cher com um sorriso largo.
— Olá! Oh, nossa… que jeito de receber suas visitas. Abaixe a arma, não estamos aqui para uma guerra, não hoje.
Fiquei alarmado e surpreso com a presença de todos ali. E se vasculharam a casa e acharam algo que ligue ao fato de eu ser um policial? Por sorte meu distintivo estava dentro do bolço e não no pescoço como de costume. Senti uma gota de suor escorrer pela minha nuca, estava coagido. Deveria abaixar ou não a arma? Nenhum deles estava com as armas em punho, mas eu conseguia ver a arma no cós da calça do "segurança". Tinha a possibilidade de eu abaixar a minha arma e ele levantar a dele metendo um tiro na minha testa e mesmo se Chaz fosse me cobrir não duvido nada que eles o fuzilariam. Um pequeno massacre. Um massacre com um lindo sorriso.

— O que querem? – perguntei logo.
— Conversar querido. – o sorriso continuava no rosto fino e levemente bronzeado de Cher. O que me levou a pensar por onde ela estava e se estava de bobeira só pegando um sol enquanto eu me matava em procura-la. Agora ela está na minha casa.
— Pode falar.
— Abaixe a arma. – ela pediu e eu nem ao menos percebi que continuava com a arma em sua direção. – Obrigada. Queiram se sentar, por favor. – Chaz e eu nos sentamos nas duas cadeiras de frente para ela.
— Quais são seus nomes mesmo? – ela nos olhava com muita atenção.
— Justin.
— Chaz.
— Justin e Chaz de que? – olhei para Chaz e o mesmo de olhou e arqueou levemente a sobrancelha em sinal de negação. Isso era perigo. Dar nossos sobrenomes era o fim. Não sabia quais recursos eles tinham e se puxassem minha ficha? Estaríamos perdidos, meu registro estaria lá bem grande “AGENTE DO FBI".

— Só Justin e Chaz. – disse somente, cortando o assunto.
— Ok, só Justin e Chaz. – ela respirou fundo. – Se bem me lembro, você queria uma… “vaga”. – ela fez aspas no ar. – Uma vaga que nunca existiu. E que nunca irá existir. – ela pausou e ficou nos olhando.
— E… - Chaz indagou para que ela continuasse.
— E, que estamos precisando de reforços. E se por acaso não falamos a mesma língua, isso quer dizer que irão nos ajudar e somente isso. E claro, serão pagos por isso. – ficou nos olhando a espera de alguma reação.
— O que exatamente quer nossa ajuda? – perguntou Chaz.
— Vou considerar isso como um sim. – ela disse e eu olhei para Chaz e balançou a cabeça levemente como se disse “precisamos de algo, acorde”. – É bem simples, se realmente concordarem serão que… ajudar-nos a roubar algo da casa de alguém.
— Isso parece fácil demais. Não acho que precisem de ajuda ou algo do tipo. – disse e ela assentiu com um aceno de cabeça.
— Sim, mas é ai que você se engana. Tal pessoa que vamos entrar na casa é… digamos assim… muito conhecida por qualquer um de nós e o mesmo nos conhece, a segurança da casa estará reforçada e quem você acha que eles irão observar mais? Um meramente desconhecido ou a nós? – ela disse como se fosse obvio e olhando por esse lado realmente era.
— Então nós que vamos fazer o trabalho pesado? – Chaz disse e eu estranhei-o.
— Eu não diria que distrair a atenção para nós seja realmente fácil, se suspeitarem de um de nós, você não é nem capaz de imaginar o que acontece.
— Esperem, vocês são convidados ou sei lá, para uma festa de uma pessoa que vocês são… inimigos? – perguntei completamente confuso.
— Sim. – todos eles disseram juntos.
— Já ouviu a expressão: “mantenha seus amigos perto, e seus inimigos mais perto ainda?”. Verá que isso acontece muito esse mundo. – ela se recostou na poltrona. – Então, o que me dizem?
— Estamos dentro. – respondeu Chaz por nós. Com isso Cher levantou-se e foi andando em direção à saída, mas antes de sair olhando de volta para nós de cima a baixo e fez cara de desdém.
— Terno né? – estalou a língua no céu da boca. – Não quero nem saber o que estavam fazendo, mas não apareçam assim na segunda-feira as dez da manha no Delphi.

Depois ela saiu e as meninas a seguiram, o homem que sempre a acompanhavam foi o ultimo a sair, mas não sem antes nos olhar bem de cima abaixo e depois lançar um sorriso de deboche.


Continua
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Eu não ia postar essa semana, por dois motivos.
1 - eu só tenho mais 4 cap prontos
2 - recebi tão poucos comentários que me desanimou.
Essa fic não é movida a comentário, jamais será. Nunca fiz isso e nunca farei, achoo que a pessoa comenta se ela quiser, se si sentir a vontade e se gostar da fic também.
Por fim, venho perturbar novamente sobre minha nova fic que eu postei a sinopse no meu novo blog.
Quem quiser dá uma passadinha lá e slá dá um oizinho :3


Querem que eu faça um ASK??

6 de nov. de 2014

Trust Me - Capítulo VIII - Devemos?



DEVEMOS?


Cher P.O.V.

Meu coração ficou acelerado ao máximo. As batidas do dentro do meu peito doíam, levei uma das mãos até o peito. Chris estava indefeso, Anne estava mais ainda com cara e pânico sem saber o que fazer. Desespero entrou em mim com tanta facilidade quanto à adrenalina e o êxtase.

- James volta com o carro! – disse em desespero olhando para trás e tentando mexer no volante para fazer o carro retornar.
- Não posso Cher, o carro vai ser alvejado e ele não é blindado. – James conter o tom da voz.
- James eles vão prender o Chris!
- Se formos lá, ele vai morrer Cherry. – pela primeira vez em anos lagrimas começaram a surgir nos meus olhos.

Chris era meu amigo há muito tempo, quase tanto tempo quanto James. Que por mais estranho que seja, foi o mesmo que me apresentou a Christian Beadles. Na época eles não tinham essa briguinha ridícula entre eles. Eles tinham uma amizade apensar de sempre tiverem um pé atrás um com outro. Tudo piorou quando, em uma festa, Chris para lá de bêbado me cantou na cara dura justamente quando James estava perto suficiente. Ele tentou me agarrar ai James não se segurou e deu um bom soco no rosto de Chris. Um dos poucos socos bom de James. Isso geralmente só acontece quando ele está seriamente estressado com algo.
Mas nas idas e vindas dessa amizade, um estava lá pelo outro sempre disposto a ajudar. Eu era a prova disso, já tinha visto isso acontecer muitas vezes. Mas naquela situação em si eu sabia que James estava com a razão, mas eu simplesmente não podia deixar que algo acontecesse como meu amigo.
Eis que vi algo que eu nunca em milhões de anos pensaria que acontecesse. Aquele cara novamente estava ajudando. Austin... Dustin… não era esse o nome. Justin! O homem de olhos castanhos claros. Ele colocou Chris nos ombros e ajudou entrando no carro vermelho que competiu com Katrinna. Ele e Anne entraram no carro junto com Chris e o motorista catou pneu para cima dos carros batendo em um deles, mas conseguiu seguir em frente.

- Vai, vai James! – ele acelerou entrando pelo túnel abandonado.

O túnel era grande e tinha uma iluminação escassa, mas os faróis do carro davam um jeito. Era um túnel antigo de mineração, que mais tarde fora de trem e hoje estava completamente abandonado. Chegando ao final tinha dois caminhos um para esquerda e outro para direita. O da esquerda voltaria para o Galho Quebrado e o da direita iria direto para o centro e é para lá que fomos.
Ficamos rodando pela cidade atrás do carro vermelho, mas não o vimos em nenhum lugar. Rodamos no centro duas vezes e passamos pela periferia e classe media onde esse Justin morava e não conseguíamos achar o carro. Ligava para o celular Chris e só caia na caixa postal, o de Alanna chamava e ninguém atendia. Começava a ficar preocupada com a possibilidade de um sequestro. Pelo celular de James tentava ligar para o de Anne e o mesmo dizia que estava desligado ou fora da área de cobertura.

- Acalme-se Cher, nos vamos acha-los. – ele dizia colocando a mão na minha perna massageando-a tentando me confortar e acalmar.
- Porque Alanna não atende esse telefone? – disse nervosa com a mão no cabelo.
-Deve estar no silencioso. Não fique nervosa, não aconteceu nada com eles.
- Como pode ter tanta certeza? Chris estava ferido, Anne não anda com uma arma e Alanna está para lá de bêbada. Como posso ter certeza de que não aconteceu nada? Esses dois caras veem sendo encrenca desde que apareceram em nossas vidas. – dei um soco no painel do carro.
- Cher você precisa se acalmar ou então sua pressão vai baixar. – ele dizia se controlando para não gritar ao contrario de mim.

Respirei fundo porque ele tinha razão, eu sofria de pressão baixa e quando ficava muito nervosa como estou nesse momento, ela baixa e eu acabo desmaiando sem nem perceber.


Justin P.O.V.

Chaz corria a toda com o carro para um hospital mais próximo. Eu poderia ligar para ambulância dizendo que era o agente Bieber e ela chegaria em menos de cinco minutos. Mas isso estragaria o disfarce e já era qualquer chance de ter êxito nessa missão. O cara baleado dentro do carro estava com uma feição nada boa. O sangue estava jorrando, meu palpite é que ele começava a ter uma hemorragia. O tanto de sangue que saia foi o suficiente para ensopar a blusa e o banco do carro. Eu tirei minha blusa e usei para estancar o sangue, mas logo a mesma também estava ensopada.
Quando enfim Chaz parou em frente ao hospital do centro eu desci correndo do carro e tentei ao máximo fazer ele não sentir dor, mas era quase que impossível. Tínhamos que correr, com a quantidade de sangue que ele perdeu, a qualquer momento ele desmaiaria. Chaz me ajudou a entrar com ele e a brutalidade que abrimos a porta dupla atraiu a atenção de todos e logo os enfermeiros trataram de trazer uma maca.
A mulher de cabelo curto de escuro fez um berreiro no hospital alegando que tinha que entrar com eles. As enfermeiras tentaram a todo custo acalmada, mas a mesma estava irredutível. Chaz e eu tivemos que pega-la a força e coloca-la em uma cadeira, ela estava atrapalhando o fluxo no hospital. Deixei que ele a acalmasse e fui cuidar da bêbada, meu deus que povo problemático. Alanna estava encostada em uma cadeira e olhava fixamente um garotinho que também a encarava. Depois de um tempo eles dois estavam se encarando frente a frente, cara a cara. Estava engraçado o menino estava ficando vermelho e ela com os olhos semicerrados, pareciam um tipo de competição. Bêbados.

- Que foi menino? Vai ficar me encarando? – ela deu um berro do nada, fazendo a criança saltar para trás. – Tá me tirando novinho? – corri até ela e a puxei para longe do menino. – Me solte desconhecido!
- Fique quieta, estamos em um hospital! – disse moderando meu tom.
- Dai? – ela ficou com aquela cara de lerda.
- Por favor, fique quieta. – ela começou a fazer um show, a falar auto e atraiu atenção mais que necessária.
- Senhor, eu vou ter que pedir para que tire sua amiga do hospital, ela está incomodando os outros pacientes. – disse a recepcionista.
- Não teria como dar glicose para ela? Está para lá de bêbada.
- Vou ver o que posso fazer pelo Senhor. – ela disse e sem esperar uma resposta minha saiu adentrando pela porta dupla por onde passou o amigo de Alanna baleado.

 Tempo depois a secretária voltou com um medico que trazia uma prancheta em mãos. Os dois pararam diante de mim e o medico pediu para que eu ajudasse a levar Alanna para a ala de medicação e curativos. Chaz ficou ali na espera junto com a morena servindo de “ombro amigo”. De primeira achei que a amiga loira de Cherry iria fazer o maior escândalo, mas assim que viu o medico mudou de atitude ficando comportada e olhando fixamente para ele. Puder o ver ficar um pouco envergonhado, mas logo tratou de voltar ao profissionalismo.
Foi posta em uma poltrona onde o médico tratou de colocar uma agulha no braço ela ligada a um soro. Ela ficava sorrindo como uma idiota para o médico que só faltava rir. Antes de ele sair colocou um esparadrapo para segurar a agulha no braço.

- Você é tão bonitooooo. – ela disse exageradamente tentando ser meiga.
- E você precisa ficar bem quietinha. – ele disse rindo.
- Nós podíamos brincar com esse termômetro ai no seu bolço, o que acha? – ela disse seguida de risadas exageradas e, tentativa de falha de ser sedutora. Não pude controlar a risada que soltei.
- Você é bem humorada. – ele disse por fim saindo.

Vinte minutos depois ela apagou na cadeira e pelo avaliar a bolça de soro ainda demoraria aos montes para acabar. Avisei a uma enfermeira que iria dar uma andada lá fora para ver como o amigo dela estava e pedi para que se ela acordasse avisasse que eu dei uma saída para ver como o amigo dela estava.

Cher P.O.V.

Depois de uma hora e meia rodando pela cidade, James e eu decidimos ir para casa a espera de noticias. Se fosse um sequestro logo ligariam pedindo algum resgate ou coisa parecida. Eu tinha muitas coisas valiosas que consegui com o tempo e subornando muitos consegui outros de outros traficantes, ladrões ou corrupto eu nem sonham que estejam comigo.
Eu estava nervosa e isso era perceptível a qualquer pessoa. Chris é e sempre será como um irmão para mim. No passado se não fosse por ele eu não teria um teto. Nessa época eu vivia na casa de James, e nós brigamos feio e eu saí da casa dele sem nada, apenas com a roupa do corpo. E a única pessoa que morava relativamente perto de James era ele e não pensou duas vezes em me dar um teto. E depois disso eu aprendi a ter meu próprio espaço, minha própria casa e logo corri atrás de uma.
Eu não sabia que horas eram exatamente quando cheguei a minha casa, mas chutava lá pras quatro ou cinco da manhã. A casa estava em completo silêncio e escuridão. James atrás de mim ligou o interruptor de luz iluminando o hall. Joguei-me no sofá ao lado do telefone e James andou para a cozinha. Ele trouxe água e um suco junto com um sanduíche. Tomei apenas a água e ele ficou me olhando.

- Não estou com fome. – disse somente e me ajeitei.
- Toma o suco. – não estava sugesta que eu podia contraria-lo no seu tom de voz.
- James eu estou em uma pilha de nervos, por favor. – disse nervosa.
- Tudo bem. – ele disse depois de um tempo em silêncio vendo que eu não estava brincando. – Só tome um pouco do suco, por favor. – olhei-o e decidi ceder pegando o copo de suco e bebendo um pouco. Ele deixou o sanduíche na mesinha do centro e sentou no sofá. Aconcheguei-me em seus braços.


Não sei exatamente quando dormi, mas acordei com o meu celular tocando. Corri para a mesinha do centro onde o deixei antes de apagar e era Alanna no visor.

- Alô? Alanna?
- Cherry? – ele perguntou com uma voz de ressaca.
- Sim sou eu, Alanna onde você está? – perguntei afobada. James tinha acordado.
- No hospital amiga. – ela disse melancólica.
- Hospital? Qual hospital? Chris está ai também? – perguntei em disparada.
- Do centro. Chris está sim, só não sei em que quarto.
- Estamos indo. – finalizei a chamada.

James já me esperava dentro do carro e foi questão de segundo para sairmos de casa a toda velocidade para o hospital do centro.
Entrei em disparada pela porta dupla e de cara avistei Anne com o cara da corrida de ontem ao seu lado e Alanna no balcão da recepcionista provavelmente escrevendo a ficha de Chris com documentos falsos. E encostado em uma parede próxima estava o homem que sempre acabava metido em algo que relacionava minha família. Não pensei nem duas vezes antes de avançar nele com a mão na sua garganta apertando-a.

- O que você fez com ele? – berrei dentro do hospital deixando algumas pessoas assustadas.
- Cherry para, ele não fez nada, se não fosse por ele teria acontecido algo pior. – Alanna veio correndo colocando a mão no meu braço esticado. Soltei o individuo.
- Será que só uma vez você pode me receber sem que eu leve uma pancada ou que me enforque. – escutei o loiro dizer.
- Acho que não.
- Vocês são os amigos do paciente. – ele deu uma olhada na ficha e depois voltou a nos olhar. – Marcus Oliver?
- Sim – respondeu Alanna.
- Ele está bem doutor? – perguntei preocupada e já me preparando para o pior.
- Está sim, não foi nada grave. Os pontos dele abriram. Mas agora está tudo bem.
- Podemos vê-lo doutor? – perguntou Anne.
- Sim, mas não todos, só poderão entrar três comigo. – nos olhamos e automaticamente saberíamos quem iria entrar.

Eu, Anne e James seguiram o médico até o segundo andar. O quarto do Chris era o ultimo. Assim que entramos Chris sorriu e Anne foi tentar abraça-lo, mas acabou causando-lhe dor.

- Por favor, ele precisa ficar em repouso absoluto. – Anne se afastou.
- Doutor pode repetir isso para ele, por favor? – pedi olhando para Chris.
- Repouso absoluto, rapaz.
- Ouviu Marcus? Repouso, eu repito repouso, nada de querer sair de madrugada. – briguei com ele e o mesmo revirou os olhos.
- Isso mesmo, deve fazer o menor esforço possível. Se precisar de algo, peça a alguém até mesmo se precisar ir ao banheiro. Até esses pontos cicatrizarem preciso que fique o máximo de tempo deitado.

[...]

Para o final da tarde Chris foi liberado e teve que ser levado até o carro de cadeira de rodas. Levei-o até em casa junto com Anne, James e Alanna. Não vi onde foi parar os outros dois e também não estava preocupada. Deixei Chris e Anne em casa e o ajudamos a levar para o seu quarto, não ficamos muito tempo lá e logo eu fui para casa com James e Alanna pegou um táxi para casa dela.


*Doze dias depois

- Como vamos achar alguém? – perguntava Katrinna nervosa.
- Exatamente, como? – reforçou Alanna. – Hayden e Patrick não voltaram ainda e eu nem sei quando voltam. Sumiram o mapa, não consigo entrar em contato de jeito algum.
- Chris não pode entrar em missão e Anne não serve para nada. – Katrinna estava praticamente gritando para os quatro cantos daquele galpão.
- Gritar comigo não melhora a situação em nada. – disse mantendo a calma.
- Poderíamos treinar Anne. – sugeriu Alanna.
- Mesmo que eu fosse, e eu não vou, ela também não ajudaria em nada. Todos os magnatas dessa cidade a conhecem. – parei para refletir. – Precisamos de alguém que não seja conhecido e que passe despercebido.
- Onde vamos arrumar alguém assim de confiança? – James se pronunciou pela primeira vez naquela conversa.
- Eu… eu não sei. – coloquei as mãos na cabeça em desespero. O silêncio estava instalado e era perturbador, isso nunca tinha acontecido, nunca ficamos nessa situação. Sempre achávamos uma conclusão para tudo e pela primeira vez me senti coagida
- E se… - manifestou-se Alanna. – Pode ser maluquice, mas… lembram-se daquele homem que ajudou a mim e a Chris no hospital?
- Muito vagamente… - isso era com completa mentira, eu tinha uma memória fotográfica.
- Lembro-me bem. – disse James.
- Eu pensei que se treinássemos ele, ele não poderia ajudar? – não era uma ideia louca, mas ainda assim tinha um pé atrás.
- Quem é esse? – perguntou Katrinna.
- O mesmo cara que roubou o anel. – James explicou.
- Veja, ele já ajudou até mesmo você Cher. E se não fosse ele eu não sei o que podia ter acontecido com Chris.
- Pode ser… quer dizer, precisaríamos treina-lo, mas é uma solução, não é? – Katrinna aderiu à ideia.
- Mas quem garante que ele não vai rouba-la em benefício próprio? – James levantou algo que eu já tinha em mente.
- Não temos muitas opções se não percebeu. – Alanna insistiu.

- Acho que a maior questão aqui é: devemos confiar nele?

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CONTINUAAAAA
AAAAH RECEBI 9 COMENTARIOOOS SURTEEEEI AQUI SOCORRO!!!
MUUUUITO OBRIGADA MEUS AMORES!!!
Gabriela respondi lá sua pergunta baby.
GOTARAAAAM?



Gente eu vou começar uma nova fic no meu blog novo e se vocês gostam do meu trabalho, do modo que eu escrevo, por favor, acessem ele e sigam para poderem acompanhar quando for postada.