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23 de jun. de 2014

The boy next door (Ultimo capitulo)

O dia do baile chegou. Passei o dia inteiro no salão fazendo a unha, cabelo, maquiagem, limpeza de pele e vários outros tratamentos de beleza. Ficaria impecavel para essa noite, mesmo sendo apenas um baile de muitos do ano. A cabeleireira agora fazia uma hidratação, enquanto a manicure pintava minha unha de vermelho sangue. Sentia-me bonita agora. Olhei para o espelho e pude ver a mascara banca cobrindo todo meu rosto. Estava engraçada. 
"Então, vamos dar um corte para o seu cabelo?" Neguei após ela ter passado um pouco mais de creme. "Sempre não, né?" Sorri e concordei.
"Mas hoje quero uma maquiagem pesada, porque o que eu estou vestindo é bem simples sabe, e meu cabelo tem que estar com aqueles cachos que só você sabe fazer." Falei e ela concordou. Estava me sentindo animada. Tentei imaginar o baile, mas a cada imaginação Justin aparecia, fazendo-me sentir um lixo. Ele não me ligou, nem sequer mandou mensagem, não procurou nem pensou em procurar. Desanimei, e com certeza foi visto, pois a cabeleireira me olhou com uma cara meio estranha e falei que estava bem. Justin. Meu telefone tocou. Atendi. Caren.
"Oi Ca!" Falei animada. "Cade você? Já estou no salão." 
"O Jordan não vai mais me levar, só liguei para cancelar o salão." Sua voz foi desanimada. 
"E você precisa do Jordan para ir ao baile? Que nada meu amor, vem comigo e com o Charlie que a festa dura a noite inteira." Falei empolgada. "Por favor, nós gastamos o maior dinheirão em vestidos, sapatos, bijus e o salão já ta pago para você, não seja boba por causa de um idiotinha." Ela riu e falou que estaria ali em menos de vinte minutos. Esperei. Estamos indo bem, era como se nossa amizade estivesse renascendo, e eu estava gostando, porque ter uma amiga é algo bom, pode ir para salão com ela, fazer comprar, e falar coisas só de garotas. Sorri com meus próprios pensamentos. A campainha do salão tocou, fazendo-me lembrar de Caren, levantei e pude escutar os resmungos da manicure. Mandei beijos. 
"Ca!" Abri a porta e ela riu ao me ver com a mascara branca no rosto. "Ta rindo de que? Você vai passar também." Ela riu e entrou.
"Eu vou ficar com você e com o Charlie a noite inteira, ai dele reclamar." Gargalhei.
"Charlie? Reclamar por ter mais uma garota? E uma garota que não foi criada com ele, isso vai ser divertido." Puxei seu braço. E a coloquei sentada em uma cadeira. Olhei para manicure minha que fuzilava-me com os olhos. 
"Ok, já estou indo!" Ela levou as mãos para cima, como se fizesse aleluia. "Não exagera." 
"Você não parou de andar, ou se mexer o dia inteiro." Ri e sentei-me. "Espera só um pouquinho, que eu vou fazer um desenho e tirar os borrados, e ai pode rodar, pular, fazer o que quiser nesse salão." Concordei e sorri. Caren agora falava o que queria fazer no cabelo, escolheu um mais rebelde, um com a franja ondulada, estilo o da demi lovato, mas antes a cabeleireira passou um creme de hidratação e agora fazia limpeza de pele. 
"Pronto, só toma cuidado para não esbarrar em algum lugar." E então eu levantei. Graças. 
"Posso colocar musica?" Concordaram. 
A musica estava alta, e eu dançava junto com Caren, fingiamos estar treinando para o baile, e nós gargalhavamos. 
"Espera, Jes." Ela abaixou o volume da musica, a olhava. "E na musica lenta?" 
"Se quiser pode dançar com Charlie, não gosto muito desses negocios." Ela negou.
"Não posso, ele é seu melhor amigo." Caren falou e eu realmente quis rir, mas me mantive séria.
"Para de ser boba, o Charlie vai adorar dançar com você." Ela deu de ombros e voltamos a dançar loucamente enquanto a segunda dosagem da hidratação fazia efeito. Estávamos horriveis, e atrapalhavamos algumas clientes, mas ninguém reclamava, pois estavamos felizes e alegria de adolescentes era contagiante, portanto que várias moças com uns 40 anos dançava as vezes conosco, enquanto esperavam  a tinta pegar ou descoloriam o cabelo. O salão estava bem animado, e eu só podia me animar com aquilo. O baile apesar de ser idiota, sempre foi esperado por nós, porque esse ano nós arrumariamos o baile, nós fariamos tudo. Dera cinco horas e o desespero começou a tomar conta de mim e de Caren. As mascaras foram tiradas e os cabelos lavados, secados. Uma cabeleireira fazia os cachos no meu e a outra fazia o topete na Caren. Sentia-me deslumbrada cada vez que via um cachinho sair de seu babyliss. Justin gostaria disso. Sete horas e ainda estava aplicando a base sobre meu rosto, e fariam uma maquiagem preta bem pesada para tirar um pouco do ar menininha da minha roupa. Oito horas. Caren me deixara em casa e seguiu para sua, Charlie a buscaria depois de me buscar, ele querendo ou não. Em casa não encontrava o outro par do meu sapato, e minha mãe não estava para me ajudar  a procurar. Coloquei as bijuterias e resolvi ir com um outro salto que tinha, nada estragaria minha noite. Senti um friozinho na barriga ao longo das horas já pronta, por isso acabei andando pela casa inteira, mas logo me forcei a ficar parada. Caren me mandara duas mensagens perguntando se estava bonita, e a imagem ela estava maravilhosa.
Uma buzina finalmente tocou, e pude ver Charlie sentado no seu carro, estava sem a parte de cima como sempre, fazendo-me ficar cada vez mais empolgada. Olhei para casa de Justin, e ele falava no telefone, ele me olhava também. Entrei no carro, fui no banco de trás.
"Sou motorista agora?" Ele olhou para trás e logo botou o pé no freio.
"Passa na casa da Caren, ela vai conosco."
"Caren? A velha Caren?" Concordei e ele riu. "Voltaram a se falar?"
"Voltamos, e como o carinha que ia leva-la a deixou na mão, eu falei para ela vir conosco." Ele concordou. A casa  da Caren não mudara nada ao longo dos anos, ainda era a mesma cor de chá meio aguado e as grades brancas, e jardim perfeitamente programado. Charlie dessa vez resolveu bater na porta, para não soar grosseiro. Caren saiu, estava linda, seu vestido arrastava pelo chão, e seu cabelo estava do mesmo jeitinho de quando siau do salão, e sua maquiagem tão leve que parecia sem, e bom, Caren era tão menininha que parecia uma boneca. Charlie abriu a porta para ela entrar, estava bobo.
"Você está linda." Comentou ele, todo bobinho.
"Está falando comigo?" Perguntou ela, totalmente envergonhada. Ele concordou sorrindo. "Obrigada, você também." E assim a musica que Charlie escutara ocupou o silencio constrangedor para nós três. Chegamos bem em frente á escola, e por ser um baile, haviam contratado um manobrista, por isso só colocamos o carro logo a frente da escola e entramos. A musica alta me dava vontade de dançar, e não perdi tempo, puxei os dois que se olhavam de uma forma boba para pista de dança. Dançávamos de uma forma idiota, os três velhos amigos se divertindo juntos, como se tivéssemos voltado anos atrás. Olhei para os dois e sorri. A musica tocava alta, e os dois só sabiam se olhar. Fui para perto de um grupo de garotas de dançavam.
"Posso dançar com vocês?" Gritei e elas me puxaram para sua rodinha. Era uma banda que estava ali, por isso paravam algumas vezes para falar algumas palavrinhas, mas não me importava. Até que anunciaram a musica lenta.
"Bom, eu até posso tocar a musica lenta." Falou o vocalista da banda. "Mas tem um cara que está me atormentando a semana inteira, quer fazer uma surpresa para uma garota desse colégio." Ele falou e logo a unica menina desse grupo se pronunciou.
"Ele é muito fofo, e bom, nós vamos deixar o palco só para ele." E sairam. Todas as pessoas estavam paradas olhando para o palco, onde era o único ponto de luz. E ele entrou. Seu smoking era perfeitamente formado para seu corpo, e seu cabelo bagunçado como sempre, trazia um violão em suas mãos e um banco. Sentou-se e ajustou o microfone para seu tamanho.
"Bom, espero que todos estejam dispostos a dançar essa musica lenta com a pessoa que ama, ou apenas gosta, ou fica, pois essa é a melhor parte do baile." E ele sorriu. Pude escutar muitos suspiros vindo das garotas. "Pois bem, antes de cantar eu queria saber se alguém sabe onde está a Jesse, a vadia mais espetacular de todo o mundo." E apesar de suas palavras causarem um impacto pude escutar um "awn" vindo de todo mundo.
"Ela está aqui!" Charlie gritou logo atrás de mim, e um foco sobre meu corpo. Uma unica fonte de luz a me iluminar.
"Oh, ela está mais bonita do que o esperado." Ele pareceu envergonhado. "Sem mais enrolações. Peguem o seu par, e por favor, não roubem o meu." Todos riram o Justin começou a cantar. (essa aqui), ninguém dançava, assim como eu, só conseguiam prestar atenção na voz dele. Sua voz de anjo. Queria chorar com aquela letra, queria correr para o palco e agarra-lo e falar o quanto o amo. Oh, como eu o amo. Sua musica tão linda fez todos ficarem calados até o fim. Parados, o olhando. Acabou. Aplausos rodearam o salão.
"Obrigado, mas vejo que ninguém dançou." Ele riu. Todos se contagiaram. "Por favor, peguem seus pares." Ele pediu, e todos obedeceram. "Mas antes de cantar vou falar uma coisa que tinha até me esquecido. Uma vez uma garota falou que era para eu estar sempre com a minha musa inspiradora, por favor, peçam para ela vir." Eu vi todos abrindo um certo espaço para eu passar, estilo filme mesmo.Caminhei até o palco. Contive-me para não correr para seus braços. E então subi para o seu lado. Seus olhos se vidraram em mim e ele cantou a mesma musica. Dessa vez com mais paixão. Chorei. Ele sorriu mas continuou a cantar. Seus olhos me encaravam. Eu queria beija-lo. A musica acabou. O barulho do violão caindo no chão, mas não nos impotavamos, nossos corpos estavam juntos, e aquela era a unica coisa que importava no momento. Eu podia seu coração bater, assim como ele poderia escutar o meu. Pude  escuta-lo sussurrar um Eu te amo mais no meu ouvido, e eu só tive a capacidade de beija-lo. Olhei para as pessoas no salão, e pude encontrar Charlie e Caren se beijando. Sorri.
"Acho que já temos o nosso rei e a nossa rainha." O vocalista da banda apareceu, e colocou as coroas em nós. Sorri e puxei Justin para pista de dança. Pedi mais uma musica lenta, o vocalista não relutou e começou a tocar (Essa musica).
Nossos corpos dançavam em uma sintonia imprecionante. Nossos olhares se cruzavam, e meu coração só faltava sair pela boca enquanto borboletas voavam meu meu estômago. Eu comecei a tremer.
"O que foi?" Justin perguntou preocupou, me segurando com mais firmeza.
"Eu estou nervosa e querendo chorar." Falei, rindo e ao mesmo tempo com lágrimas rolando em meu rosto.
"Posso desejar que estejamos aqui para sempre?" Neguei. "Por que?"
"Quero ir bem mais adiante com você." Ele sorriu desentendido. "Como em cima do altar, por exemplo, com essa musica, talvez a nossa musica." E nossos lábios foram colados. Ele me apertava, como se eu fosse fugir.
"Nossa musica?" Seu sorriso se alargou.
"É, nossa musica." O olhei. "Promete?"
"O que?"
"Me amar."
"Oh garota, isso foi prometido desde o dia em que te vi."

Oi meus amores! Poxa, esse foi o ultimo capitulo! Eu estou chorosa, acabei entrando de cabeça nessa fic, e essa ficou tão lindinha que nem quero acabar, mas enfim, acabou né?! Espero que tenham gostado da fic inteira, e que o final não tenha decepcionado, pois eu não me decepcionei. Amei os comentarios que deram, e bom, espero que tenham gostado mesmo! Um enorme beijo, até a proxima fic. 

19 de jun. de 2014

The boy next door (Capitulo 9)

Era a ultima semana para o baile, esperava Gale me convidar, mas o mesmo não fizera. Recusei todos os pedidos para aceitar o dele, mas acho que terei que fazer o pedido. Caren me procurava agora todos os dias no mesmo lugar de sempre, que é aquele jardim no fundo do colégio, e agora ficava até tarde ajudando na arrumação para o baile, já que precisava ocupar minha tarde para que minha mãe não achasse que estava deprimida ou algo do tipo. Caren se aproximou de mim no jardim, deixando claramente visivel suas mãos sujas de tinta vermelha. Sentou-se ao meu lado.
"Assim que eu lavar minha mão vamos comprar os vestidos, certo?" Confirmei com a cabeça e afastei suas mãos sujas. "Vem, deixa eu preenche-la com um pouco de corações." Ameaçou, tentando aproximar suas mãos sobre meu rosto.
"Vá limpar essa mão e vamos comprar nossos vestidos." Ela concordou.
"Quando vai convidar Gale?" Ela passava um pano umedecido sobre a mão e entre os dedos.
"Eu não sei, ele foge de mim." Ela riu. "Tem certeza que ele quer ir comigo?" Caren concordou e logo mostrou suas mãos limpas para mim. Sorri. "Posso dirigir?" Ela jogou as chaves em cima de mim.
"Vai tirando o carro da garagem, enquanto isso eu vou pegar minhas coisas." Concordei e fui para garagem. Tirei o carro e passe a espera-la. Imaginava meu vestido, daqueles bem típicos, rodados e cheio de brilho. Sorri meio idiota. Queria ele aqui. Caren bateu no vidro, destranquei as portas.
"Tem uma loja muito barata aqui perto que vende acessórios , mas a loja de vestido é mais cara, que tem vestidos lindos. Quanto quer gastar?"
"Não importa o preço, você conhece minha mãe, se depender ela paga até pra você." Respondi. Ela sorriu timida. "Estou gostando de passar um tempo com você." Comentei, sorrindo.
"Eu também." Ela sorriu e me olhou. "Quando vai desculpar Charlie?" Ela perguntou.
"Acho que nunca." Aquilo saiu facil, já não era tão doloroso.
"Lembro quando falava isso de mim, e aqui estamos nós." Verdade, quando Caren se distanciou e depois veio pedir desculpas nós discutimos e ainda falei que nunca a perdoaria.
"É diferente." Ela negou.
"A unica diferença é que eu procurei outros amigos, e ele uma namorada." Ri baixo.
"Eu quem o escutei chorar por ela, e agora ele vem com isso." Meus suspiro foi alto e doloroso.
"É bem aqui, oh." Ela apontou para uma lojinha pequena. "Essa aqui é a de acessorios, e aquela ali maior é a  de vestidos." A loja de vestidos era logo ao lado. Logo pude ver um vestido preto tomara que caia e longo, tinha uma parte parecida com couro, e todos os vestidos fofinho que imaginava foram por a'baixo, estava apaixonada por ele. Lembrei-me de Justin, que falara que gostava quando eu usava preto, falava que ficava mais sexy.  Entramos na loja e logo perguntei pelo vestido preto.
"Aquele? Não está a venda." Meu animo foi no chão.
"Tem algum parecido?" Ela negou.
"Aquele é unico, está só amostra." Concordei e passei a andar pela loja. Vários vestidos lindos, mas nenhum como aquele. Até que vi um vestido.
"Quando eu era adolescente, no meu ultimo baile eu esperava a garota que estava levando com um vestido cheio, estilo os de filmes, sem aquelas alças, e com alguns brilhinhos na parte de cima, e branco, mas ai ela me apareceu com um vestido reto, curto e vermelho. Foi broxante."
Era exatamente igual a que ele descreveu. O peguei. Aquele seria o meu vestido. Caren apareceu com um vestido bege, suas mangas compridas eram de renda e liso, estava linda.
"Como ficou?" Ela rodou.
"Está maravilhosa." Sorri. "Vou vestir esse aqui, acha que é muito chamativo?" Ela negou.
"Vai provar." Concordei e corri para o provador.  Sai e ela sorria para mim. "Você está espetacular!" Ela me rodou. "Parece uma princesa."
"Obrigada." Meu sorriso alargou ao me ver no espelho. Estava mesmo parecendo uma princesa. Justin gostaria disso. "Vai levar esse vestido?" Apontei para o vestido que não trocara.
"Vou, e você vai levar esse?" Concordei.
Fomos para lojas de sapatos, e escolhi um branco sim um lacinho na frente, e Caren escolheu um da mesma cor que seu vestido. Nós paramos em uma lanchonete para comer, estava amando sua companhia por essa semana. Pedi um lanche natural e um smooth de amora, Caren pediu vários biscoitos e um copo com leite.
"Eu vou comer um pouco do seu prato." Comentei enquanto bebia um pouco do smooth que acabara de chegar.
"E eu vou beber um pouco disto." E ela puxou o copo e tomou. "É muito bom nesse calor." Concordei e coloquei outro canudo. Ela gargalhou.
Fomos a lojinha de bijuterias, onde comprei um colar chamativo, cheio de pedrinhas de cristais e um brinco menos chamativo, e a pulseira transada com algumas pedrinhas, Caren escolheu um brinco enorme e um colar grande também, combinava perfeitamente com sua roupa. Só precisava convidar Gale. Ou não.
Voltei para casa e liguei para Charlie , que me ligara mais de dez vezes só hoje! Ele atendeu com voz de sono.
"Por que insiste em me ligar?" Perguntei, já exausta por ter que aturar tudo sozinha.
"Porque eu estou com saudades, e me arrependo do que fiz. Você é, ou era, minha melhor amiga." Quis chorar. "Eu te amo, mesmo você sendo a pior melhor amiga que alguém poderia ter, mesmo você odiando todas as minha namoradas, mesmo você tendo ciumes doentio sobre isso." E eu chorei.
"Eu também te amo." Não consegui falar mais nada. E assim ele passou a contar como terminou com Clara, e viu que ela é mesmo uma vadia. E por fim combinamos de ir ao baile juntos. Desculpe Gale.
Era o ultimo dia de arrumação, Caren não  havia ficado chateada, e falou que Gale levaria uma garota que conhecerá em um bar. Fiquei contente. O salão estava todo decorado, e me senti orgulhosa por ter ajudado.


11 de jun. de 2014

The boy next door (Capitulo 8)

Justin deixou sua amiga no trabalho, e o caminho da volta foi com um silencio absurdamente angustiante. Ele estava bravo comigo? Vou tirar isso a limpo. 
"O que está havendo?" Perguntei, ao ver que apesar de estar dirigindo com uma mão, não pegou a minha com a livre. 
"Por que foi tão rude com a Alicia?" Estava carrancudo. Oh que sexy, mas ao mesmo tempo me dava nos nervos. 
"Ela me olha feio." Falei com a maior calma que pude. 
"Estamos falando da mesma garota?" Justin falou. 
"Estamos, e você só não percebe porque não quer." Suspirei. "E ainda teve o caso da garçonete chama-la de sua namorada, e o fato de você não ter corrigido..." Argh! 
"Eu não corrigi porque é idiota." Justin colocou as duas mãos ao volante. O apertava. "E é mais idiota ainda tem ciumes da Alicia." 
"Ela já gostou de você?" Perguntei rápido. Justin suspirou. 
"Não." Mentira. 
"Fala a verdade, por favor." Estava cansada e triste. 
"Ela nunca gostou de mim." Justin agora estava constrangido. Seus sentimentos ficavam tão evidentes quanto os meus. "Eu gostava dela, mas foi muito antes de começar a gostar de você." 
"Ah." Eu poderia não saber. Sentia-me arrasada. Por que perguntei? O carro parou em frente a sua casa. Ele me olhou. 
"Faz muito tempo, e eu posso lhe afirmar que não sinto mais nada por ela além de amizade." Eu concordei, mas ainda doia. "Por favor, estavamos tão bem." 
"Eu sei, mas sempre tem uma das suas garotas para estragar." Falei, e quando me dei conta, mais alto do que desejado. 
"Minhas garotas?" Seu tom foi inconformado. 
"Sim, suas garotas." Por que estou falando isso? Cala boca. "A garota do café, agora essa sua amiga." Cala boca Jesse. 
"Minhas garotas." Justin riu sarcastico. "É, ou talvez seja você que nunca confia o bastante em mim." Seus olhos estavam sem brilho quando olharam para mim. Isso me atingiu profundamente. 
"Claro, porque quando se acorda a primeira que quero ver é o cara que eu amo beijando outra." Oh cara, eu falei amo.
"Você fala como se fosse escolha minha." Ele riu sarcasticamente de novo. 
"Claro, porque beijar uma garota gostosa e mais velha é a pior coisa do mundo." Falei um tanto mais alto. Ele não reparou no amo. 
"É a pior coisa do mundo quando essa garota não é a que eu quero!" Seu tom foi grosso e ao mesmo tempo confuso. Ele jogou seu corpo para trás. "Eu fiz tudo por você, e não estou reclamando, mas queria que me desse pelo menos um voto de confiança." Ele suspirou triste. 
"Eu te amo, Justin" Firmei minhas palavras. Eu o amo. Ele não respondeu nem me olhou. Fala que me ama também. E então saiu do carro. Entrou em sua casa. 
O final de semana passara, e segunda já estava ali. Justin não me procurou, e eu também não o procurei. Fui para escola de carona com Lola, que veio me buscar de bom agrado. 
"Você não precisava ter vindo." Falei logo ao entrar em seu carro.
"Que isso, e bom, eu te devia né." A olhei confusa. "Eu não te trouxe, foi mancada." Dei de ombros e permaneci calada. Passamos em frente a casa de Justin e pude ver seu amigos saindo de sua casa. O olhei. Quis chorar, por culpa, saudade e por ser boba. Lola ligou o rádio, e começou a tocar a musica mais cliche que uma adolescente apaixonada poderia escutar. A thousand years. Lembrei-me de seu rosto, e seu corpo, e seu jeitinho bobo e ao mesmo tempo encantador. Mais velho e menos safado, lindo e romantico, com pegada e sensivel, compreensivel e complicado. O garoto perfeito para uma garota confusa. Lola parou no estacionamento. Charlie estava no carro perto do dela, sozinho. Segui até ele. 
"Ela te deixou, não é mesmo?" Falei fria. Charlie negou. "Onde está então?" 
"Eu terminei com ela." Seus olhos me observavam. "Desculpe-me." 
"Você não estava comigo quando eu mais precisei, não pense que vou ficar com você agora." Ele concordou. E eu sai de perto. O sol batia sobre o jardim, questionei sua presença em meio de minhas angustias. Nenhum apoio, nem ninguém para dizer que tudo ficará bem. Nenhuma melhor amiga para xingar Charlie e Justin de babacas, e  nenhum amigo para querer soca-los, apenas eu por eu mesma. Uma brisa leve batia sobre meus cabelos, e logo o sinal tocou. Hora da saida. Não me levantei, fiquei ali tomando um vento e a pensar. Não quero vê-lo, me sinto envergonhada. Um sopro ao meu ouvido. Caren estava ali. Caren uma amiga de infancia que se distanciou. Caren quem me aproximou do Charlie. Caren era nossa amiga. Caren a qual a mãe é amiga da minha. Caren que era minha melhor amiga. Essa Caren. 
"Oi!" Ela falou e sentou-se ao meu lado. "Como está?" Eu senti vontade de contar tudo a ela, mas a unica coisa que pude pronunciar foi um bem. "Sua mãe falou que Charlie parou de passar lá na sua casa, está tudo bem com os dois?" Não pude responder. "É claro que não, se não ela não teria pedido para eu conversar com você." Ela riu e se aproximou. "Eu sei que não deveria estar aqui perguntando sobre a sua vida." Continuou. "Mas você foi minha melhor amiga algum dia, e bom, eu tenho uma enorme compaixão por você. Pode até me odiar, mas um dia terá compaixão por mim também." E suspirou. Nada falei. "Você vai para o baile de verão?"
"Eu não sei, bem capaz que não." Falei e sorri. "E você?" 
"Vou, o Jordan me convidou. Estou bem empolgada." Ela olhou para frente. "Lembra do Gale?" Concordei. "Ele está com vergonha de te convidar, e bom, estava pensando de você convida-lo, ai poderíamos comprar os vestidos juntas." Como eu sou popular e ela não? Tão fofa e simpatica. 
"Pode ser." Sorri. "Quando vai ser o baile?" 
"No ultimo dia de aula, daqui a duas semanas." 
"Ahh" Olhei para o relogio. Duas horas da tarde. "Eu tenho que ir, até mais." Levantei-me e Caren continuou sentada. Ela acenou.
A tarde estava quente, muito quente, fazendo-me suar a cada instante. Nunca vira tão quente. Meu telefone tocou, era Charlie. Não atendi. Que idiota. 

Oi meus amores, como vocês estão? Eu ainda estou meio triste com vocês, por causa da one shot (quem não viu, leia os comentarios q vai ver), mas eu vou postar the boy next door o mais rápido possivel. Está acabando, então não percam nenhum capitulo!
Beijos.

25 de mai. de 2014

The boy next door (capitulo 7)

Jesse 
Sua mão segurou meu braço, apesar de estar andando de uma forma calma, e não correndo. Quanto tempo ele vai ficar me iludindo? 
"Posso te explicar?" Ele falou. Suspirei.
"Não tem o que explicar, nós não temos nada." Ele mexeu no cabelo bagunçado. 
"Ela quem me beijou." Suspirei mais uma vez. 
"Tudo bem Justin. Depois nós nos falamos, ela deve estar te esperando." E então ele me soltou e eu entrei em casa. Sentia-me despedaçada. Eu sou apaixonada por ele. Liguei para Charlie umas duas vezes, ele não atendeu nenhuma, e eu só pude pensar que ele estava na sala de aula. Me troquei e optei chegar no segundo tempo de aula. As aulas passaram voando, mas não absorvi nada do que os professores falaram, era como se a cada palavra deles eu pensava em alguma situação com o Justin, e como ele estava sendo fofo e gentil, mas que tinha outra ali com ele. Procurei Charlie por toda parte para me dar uma carona, mas nada, por isso resolvi pedir para Lola, que esperava-me em frente a seu carro. Essa garota é uma fofa. Entrei em seu carro logo após dela. 
"Você viu a festa que a Jane vai dar?" Hum..
"Ela vai dar uma festa e não me convidou?" Lola riu.
"Ela colou um panfleto convidando todo mundo, e como você perdeu o primeiro ato não ouviu o anuncio." Ela falou, e depois o caminho passou em silencio. 
A sexta chegou com tudo, e a unica coisa que se passava em minha cabeça era a bendita festa. Charlie falou que estava passando mal e que não poderia me acompanhar. Sem desanimar, a festa só vai começar. Comprei um novo vestido, vermelho aberto atras, justo, bem justo e a cima do joelho, porém, vou usar um salto. Sete horas em ponto o taxi chegou em casa, o encaminhei até a casa de Jane. A festa estava bombando, e bom, eu queria me divertir,  por isso peguei um copo de bebida. Olhei bem para o pessoal dançando, e corri para lá. Dançava loucamente. Um copo atras do outro. Acho que estava na hora de parar, já que deveria estar vendo coisas. Charlie no canto da casa. Fui até o canto e puxei o menino parecido com Charlie. 
"Você parece com meu melhor amigo." Passei a mão em seu rosto. Eu não bebi muito, e não sou fraca para bebida. "Por que mentiu pra mim Charlie? Poxa, ta me evitando e ainda mente pra mim?" Soquei seu peitoral, mas logo o abracei. Não fui correspondida. Ele me empurrou? "O que aconteceu?" 
"Assim você não colabora, eu tenho namorada agora Jesse." E assim preparou-se para sair. Cravei minhas unhas em seu braço para para-lo. "Jesse, vamos nos afastar por um tempo." 
"Afastar?" Taquei o copo ainda cheio no chão. 
"A Clarinha está com ciumes de você, e até eu fazer ela entender que somos apenas amigos, vamos ter que nos afastar." Ele analisou o braço onde eu cravei minha unha.
"Você vai se afastar de mim por causa de uma vagabundinha que ta pouco se fodendo pra você?" Apesar de querer chorar ou espernear, minha voz saiu firme. 
"Você faria o mesmo pelo Justin." Ele falou firme também, mas ele estava pouco se importando. 
"Não, eu não faria o mesmo pelo Justin. E primeiro que o Justin nem me pediria isso." Segura para não chorar. "Ela vai te trair, mas eu não vou estar do seu lado para segurar a barra." E eu virei para o jardim. Tirei o salto, e liguei para o primeiro que veio a minha cabeça. Ele. 
Justin
"Que foi Jus, ta todo tristinho ai" Victoria despertou-me. 
"Nada não." Sorri e voltei a olhar para o palco vazio do bar. 
"Esse nada tem nome, sobrenome, cpf e carteira de estudante." Ryan falou, beijando o rosto da namorada. Chris, Chaz e Alicia passaram a olhar-me. 
"Agora é assim, só conta as coisas para o Ryan?" Alicia falou, dando-me um soco no braço. 
"Não tem nada, caralho." Bebi um pouco do refrigerante. Eles me olharam. "Katie passou lá em casa, me beijou e queria transar." Falei.
"E isso é ruim?" Chris falou rindo. "Ela é gostosa, e foder ela deve ser muito bom." Bufei. "Tem mais coisa ai, pode falar." 
"Jesse tinha dormido lá em casa, acabou vendo e até agora não mandou noticia." Pude escutar Chaz gargalhar junto a Chris. 
"Você está assim por causa da pirralha?" Alicia falou, e pude ver Victoria dar-lhe um tapa. 
"Por isso conto só para o Ryan."  Bebi mais um pouco do refrigerante. 
"Justin, seu telefone, acho que vai ficar satisfeito." Victoria tirou meu celular da bolsa e me entregou. Vizinha. Atendi. 
"Alô." Falei. Soluços. Ela está chorando. "Jesse." 
"Justin, você está ocupado?" Ela falou, sua voz estava de choro. 
"Não, o que aconteceu?" Chaz gritou oi. 
"Você está com seus amigos?" Perguntou, com a voz mais fraca.
"Estou, mas isso não importa, o que aconteceu?" Ela chorava mais. 
"Nada de mais, eu ia pedir pra vir me buscar, eu precisava de você, mas esquece, não quero que seus amigos me achem mais pirralha." Adolescentes. 
"Para de ser idiota, fala onde você está que eu vou te buscar." Ela falou e eu desliguei o telefone. 
Todos estavam me olhando, principalmente Victoria, que agora estava extremamente empolgada. Suspirei. Levantei-me e deixei dinheiro em cima da mesa.
"Pra onde está indo?" Perguntou Alicia, se levantando também. 
"Buscar a Jesse, tchau pra vocês." E todos se levantaram. "O que..?" 
"Aqui está chato. Sua novela mexicana está bem melhor." Chris falou. "Todos para o carro do Justin!" 
O carro estava cheio, me forçando a ir em uma velocidade reduzida, e demorar uns vinte minutos até onde Jesse está. Essa garota. Dava para escutar a musica alta já no começo da rua, continuei com o carro a descer a rua. Uma casa iluminada, bem iluminada. Parei logo a frente. Ela não estava ali. Liguei para ela. Liguei três vezes e nada. Continuei andando pela rua, nada. 
"Não é ela ali?" Ryan falou, apontando. Ela estava escorada no poste de luz. Oh menina. Parei o carro e corri até ela. 
"Jes..." Ela me olhou e me abraçou. Retribui com mais força. "Vem, entra no carro." Ryan acabara de colocar Victoria em seu colo no banco de trás. Ela sentou-se no banco, chorava baixinho. Segurei sua mão, e sentia ela apertar. 
"Desculpa, eu não queria atrapalhar sua noite." Ela falou. Finalmente parara de chorar. 
"Fica tranquila querida, lá estava chato mesmo." Victoria falou, enfiando a cabeça no vão entre os bancos. "É um prazer te conhecer, o Justin não para de falar de você, ficou até tristinho porque você viu a Katie, uma amiga nossa, beija-lo. Ela é assanhada assim mesmo, mas fica tranquila fofa.." Tampei sua boca antes que ficasse mais envergonhado. 
"Onde deixo vocês?" Perguntei. Gargalharam. 
"Nós vamos com vocês, queremos saber o que aconteceu com ela também." Chris falou. 
"Tudo bem pra você?" Ela concordou. 
Assim que Jesse saiu do carro, pude ver Chris olhando descaradamente para suas coxas amostras. Deu-lhe um empurrão e falei para ela ir na frente. 
"Discreto você em Chris." Alicia falou baixinho, lendo todos os meus pensamentos. 
"A pirralha é gostosa pra caralho, puta que pariu." Chaz comentou, olhando para bunda de Jesse, que tentava descobrir a chave. Dei um chute em Chaz e fui ajudar ela. Jesse se virou para mim. 
"Jus.." Sua voz saiu manhosa assim que entramos. A olhei. "Me leva?" Ela esticou os braços e eu a peguei. 
"Está muito manhosinha, melhorou já?" Ela negou. "Pode contar o que aconteceu?" Assentiu com a cabeça. A joguei no sofá e ela riu.
"Justin eu estou com fome!" Victoria gritou.
"Se vira." Joguei-me ao lado de Jess. "Pode falar." Ela explicou o que tinha acontecido. "Ele então se afastou por causa da namoradinha?" Jesse concordou e me abraçou. "E você não faria isso por mim?" A olhei, ela negou.
"Eu não conseguiria." Beijei o topo da sua testa. "Estou com sono." Ela bocejou.
"Quer subir?"
"Vai ficar lá comigo?" Olhei para meus amigos sentados no chão comendo e nos olhando.
"Todos nós vamos." Alicia falou e pegou o balde de pipoca, saiu andando. Jesse pegou uma blusa minha no quarto e saiu antes que todos pudessem subir.
Jesse dormia de uma forma calma, fazendo-me ficar com um leve sono também. Ryan me olhava como se fizesse uma pergunta que não conseguia entender.
"O que foi?" Falei baixo.
"Você está gostando dela, cara." Chaz falou.Entendi a pergunta de Ryan, e era se eu estava a amando. Olhei para Ryan e concordei.
"Ela é linda." Victoria falou. "E parece ser muito simpatica, quem sabe falemos com ela amanha."
"Vão dormir aqui?" Perguntei.
"Sim, vamos dormir até aqui com vocês." Alicia se deitou ao meu lado e se cobriu, Victoria deitou-se ao lado de Jesse, e logo todo mundo foi se amontoando em cima da cama.
Jesse
Sentei-me na cama, olhei em volta e nada. Cadê o Justin? Desci as escadas, podendo já escutar o barulho da TV. Justin estava na cozinha.
"E o dia começa com uma ótima visão." Pude escutar alguém falar. Olhei para trás e pude ver todos os amigos do Justin. Olhei para minha roupa. Argh! Mostrei o dedo do meio e subi as pressas. Peguei meu vestido e o vesti de uma forma rápida. Desci novamente.
"E sua namorada veio de uma forma muito sexy, eu não pude evitar." Um garoto falava isso ao Justin. Namorada.
"Gostei de namorada." Falei e sentei-me no colo do Justin. Dei-lhe um beijo calmo e demorado.
"Se toda vez que te chamar assim ser recebido assim." Justin apertou minha cintura. "Vamos tomar café?"
"Eu preciso ir." Falei e dei-lhe um ultimo beijo.
"Sua mãe não liga de você dormir fora de casa?" Uma garota perguntou.
"Ela está viajando." Sorri e acenei para todos.
Acabara de sair do banho quando Justin me ligou. Atendi.
"Nós vamos ir pra um cafeteria agora, quer ir?" Pedi para ele esperar um pouco de me troquei. Justin estava apoiado no carro, conversava só com uma unica amiga sua que restava ali. Assim que seus olhos se cruzaram com os meus pude ver ser sorriso largo, o que me deixou ainda mais satisfeita. Oh, como eu o amava. Cheguei mais perto, e pude sentir o forte cheiro do seu perfume, o abracei tão forte que pude ouvi-lo resmungar. Sua amiga riu da nossa cena extremamente gay. Soltei Justin, e ele seguiu para abrir as duas portas (de trás e a da frente, para mim e sua amiga). Entrou. Liguei o rádio e coloquei em uma rádio que agradasse aos meus gostos, e pude analisar a expressão de desgosto do Justin  a cada musica que tocara. Ria. Sua amiga ficava calada. Isso mesmo. Sua mão procurava a minha, e ai segurei a sua mão, estava quente e pude ver com mais atenção o quanto macia era. O carro parou em uma cafeteria muito bonita e cheia. Ele abriu as duas portas. Pegou minha cintura e beijou minha bochecha. A cafeteria estava extremamente cheia. Justin foi até um balcão e repetiu seu nome completo. Drew. Sorri meio boba. Eu estava fazendo o papel de namorada. O balconista logo reconheceu seu nome e o encaminhou para uma mesa bem no canto, perto de uma janela, dava para ver o parque onde as crianças brincavam. Lindo. Justin puxou a cadeira para mim e para sua amiga. Não que eu não tenha gostado dela, mas por que não foi com os outros?
"Jus pode me levar depois no trabalho?" Sua voz saiu de uma forma sexy, que me deu uma leve pontada de ciumes. Amiga do Justin.
"Posso sim, vai trabalhar que horas?" Justin olhava para o cardapio. Toma vadia.
"Dez horas." Justin a olhou e sorriu. Sem ciumes. Acalme-se.
"Licia você tem meia hora para tomar café." Licia.
"Eu sei, por isso falei para irmos a uma menos cheia, mas tem que mostrar essa daqui pra pirralha." O sangue me subiu a cabeça. Quem ela acha que é? Justin me olhou, e eu devo ter feito uma cara muito feia, porque ele logo chamou uma garçonete que veio toda saltitante.
"Se não é o carinha do café." Sua voz saiu animada mas sem malicia, o que me fez querer troca-la pela garota que estava a mesa conosco. "O que vocês vão querer?" Olhei no cardapio.
"Eu quero o de sempre." Justin falou. Suas mãos passavam lentamente sobre a minha coxa.
"E a sua namorada?" Ela apontou para a amiguinha dele? Argh!
"Eu vou querer um smoothie de morango e um brownie." Ela sorriu para a moça. Será que vai ter algo a mais para me estressar? Justin parecia está envergonhado, mas não me importei, só queria sair dali.
"Oh Anne, você me colocou em uma grande enrascara." Justin falou após eu tirar sua mão da minha coxa. Oh yeah baby. "Jesse vai querer o que?"
"Um chá." Falei da forma mais agradavel que conseguia.
"Está o maior calor aqui." Sua amiga falou.
"Mas eu quero um chá, qual o problema?" Minha voz saiu rude. Arrependi-me das tais palavras. Anne saiu de fininho com os pedidos. Amiga de Justin fuzilava-me com os olhos. Também não gosto de você.
"Por favor, não fique assim." Justin sussurrou ao pé do meu ouvido. Sua amiga desviou o olhar. Ela gosta dele.

Minha gente, como vocês estão? Eu estou ótima. E quero avisar que está no final da fic. "Mas já Carol?" Sim meus amores, mas é o seguinte, já tenho outra fic, ela vai ser beeeeeeeem diferente. "Diferente como?" BEM diferente, pois vai relatar auto mutilação, mas não vai haver muito drama, tipo ela não vai ser aquela menina dramatica, não vai estar triste o tempo todo, vai ser tipo, eu estou triste e ai me corto, fim. É diferente das fics que eu já criei, e bom, talvez não acerte de primeira, talvez fique uma bosta, por isso quero total sinceridade. Beijos. 

21 de mai. de 2014

The boy next door (capitulo 6)

Segunda amanheceu nublada, deixando-me cada vez mais pra baixo. Charlie não me ligara, e quando liguei foi uma garota quem atendeu, liguei para mãe dele e descobri que viajara novamente. Coloquei uma blusa de lã sobre a regata colada, e me dei ao luxo hoje de ir com uma calça quentinha. Sentei-me na beira da cama e peguei o celular.
"Jesse ñ vou poder te pegar, flw." - Charlie.
Joguei-o para longe e desci as escadas para sala. Estava vazia como toda segunda, só que dessa vez um bilhetinho de mamãe, falando que iria a uma festa com papai, voltaria tarde, e bla bla bla. Bebi um pouco de suco e sai para pegar o ônibus para escola. Justin estava sentado sobre o capô do seu carro, falava no telefone com alguém, parecia bem humorado. Ele me olhou e desligou o telefone. Parei ao seu lado. 
"Vizinha!" Ele falou humorado, ajeitando a camiseta social. "Está indo pra onde?" Levantei minha bolsa e sorri. "Vai andando?" 
"Não, vou pegar um ônibus ali em cima." Ele fez um olhar confuso. 
"E aquele seu amigo que vem te buscar?" Charlie, isso ainda rodava minha cabeça. Ele vai se tornar um cara morto se não tiver uma boa explicação. 
"Não pode vir me buscar" Ele poiou a mão sobre o capô e empurrou o corpo para frente. 
"Vem que eu te levo, que pegar ônibus que nada." Neguei. "Vem Jess." 
"Não precisa Justin..." Ele abriu um sorriso largo e abriu a porta para mim. 
"Eu me impressiono com você." Eu o olhei desentendida. "Consegue me fazer uma proposta de sexo sem compromisso no meu primeiro dia aqui, mas não aceita uma carona." Ele gargalhou e foi em empurrando para o carro. O cheiro do seu carro era o mesmo que os das suas blusas, deliciosamente bom. Justin se ajeitou no banco, passou o cinto pelo seu corpo. 
"Por que ele não pôde vir te buscar hoje?" Seus olhos fixados na rua pouco movimentada, ligou o carro. 
"Eu não sei, ele simplesmente me mandou uma mensagem." Ele balançou a cabeça, e sua mão logo segurou a minha. Um choque passou por todo o meu corpo, e eu senti meu estômago dar cambalhotas.
"Desculpa, força do abito." Apertei sua mão, para que ele não a soltasse. Ele me olhou de relance e sorriu. "Coloca o cinto." Concordei e passei-o sobre o meu corpo. 
"Prontinho." Sua mão agora acariciava a minha, de uma maneira carinhosa. 
"Vai fazer alguma coisa hoje a tarde?" Hum... 
"Ah, sei lá." Seus olhos continuaram na estrada, e ai soltou minha mãos ao virar na ultima curva para escola. Meu coração se entristeceu. "Mas por que?" O carro parou em frente a imensa escola. 
"Aquele não é seu amigo?" O carro de Charlie entrava no estacionamento, Clara e suas amiguinhas estavam também. 
"É..." Olhei para Justin, que também me olhou. Gargalhamos. "Ok, me fala o que esta programando para sexta!" Passei a mão sobre seu braço um tanto musculoso.
"Nada de mais, só pra assistir um filme lá em casa." Hum... 
"Oh Bieber, será que ainda não entendeu? Eu não..." Ele me beijou, impedindo-me de falar. 
"Você passa lá depois que voltar da escola. Não é pra atrasar." O olhei e dei um meio sorriso. "Eu juro que não quero sexo. Juro." 
"Ok, sem atraso." Olhei para escola. Olhei para Justin. "Tchau, até mais tarde." Sorri e abri a porta.
"Eu te trouxe até aqui e não ganho nada?" Ele sorriu malicioso. 
"Você acabou de me beijar!" Gargalhei.
"Foi pra você calar a boca, não valeu." Puxei sua nuca e senti seus lábios tocando os meus, o beijo estava lendo e gostoso, eu queria ficar ali para o resto de toda a minha vida, mas eu tinha que ir. Nos afastamos. "Obrigada por me trazer até aqui." Ele sorriu e me puxou, dando-me apenas um selinho. Sorri abobalhada. 
"Agora pode ir." Ele fez um gesto como se estivesse me expulsando. Ri e sai do carro. 
Entrei na escola e pude sentir todos os olhares em mim. Roupa discreta e calça não combina com a vadia. Acenei para todos, mas ainda sim continuei a andar. Avistei Charlie no seu armario bem no fim do corredor. Corri até ele. 
"Como assim você pode buscar a Clara, que lembrando te deu um pé na bunda, mas não pode buscar sua melhor amiga?" Falei em um tom de brincadeira, mas ainda sim pedindo explicações sérias. 
"Ela é minha namorada." Sua voz foi fria. "Bom, nós voltamos." Ele mudou o tom logo após ver a cara perplexa que fiz. "Eu tenho que ir, depois nós conversamos."
"Ok, vai ir lá pra casa hoje?" Ele não respondeu, passou reto. Abraçou Clara e riu de algo que falaram. Estranho. 
A tarde nunca passou tão lenta quanto essa. Peguei o primeiro ônibus que passava perto de casa, apesar de estar lotado e eu com certeza ficar fedendo. Um plano já passava em minha cabeça, chegar em casa, tomar um banho e ai colocar uma roupa um pouco mais bonitinha que essa. Com tanta emoção, acabei despercebendo o caminho, e quando em dei conta já estava no meu ponto. Desci do ônibus e corri a rua abaixo. Passei pela casa de Justin, seu carro não estava ali. Um tempinho a mais. Entrei em casa, corri para o banho.
Justin 
Molly tomava seu café de uma forma lenta, fazendo-me ficar cada vez mais preocupado. A olhava sério.
"Fala logo o que aconteceu Molly." Ela bebeu mais um pouco do café.
"Eu estou nervosa." Aquilo me assustou. "Faz um tempo que me sinto assim..." Por favor, não fale o que estou pensando. "Bom.." e eu senti ela puxar minha nuca com rapidez, colar nossos lábios, fiquei imovel, sem reação. Afastei-a com delicadeza.
"Molly, você é linda, inteligente, e muito bacana." ela sorriu. "mas não vai dar. Você só tem 14 anos, e eu tenho quase 22." e seu sorriso desapareceu. Droga. "Eu realmente queria gostar de você como gosta de mim." Ela concordou, séria. "Mas eu só consigo te ver como a menininha que eu tenho que cuidar, para que babacas como eu não a machuque, mas parece que eu vou ser esse babaca." Ela riu. Isso! "Fala alguma coisa, está ficando constrangedor já." Ela olho para o celular.
"Eu tenho que ir, até mais." E então saiu. Estranho. Fiquei chateado por ela. É tão estranho.
Entrei na rua de casa, pude ver Jesse parada em frente a minha porta, com o celular na mão. Estava linda, com uma calça jeans e uma blusa de lã roxa indo até a sua coxa. Já era duas horas, e com certeza ela estaria brava comigo. Parei o carro logo a frente, mas ela continuou fixada no celular. Sai do carro e andei até encontrar seu corpo, a abracei sem ser correspondido.
"Adoro quando finge estar bravinha desse jeitinho." Beijei seu pescoço.
"Você está atrasado." Jesse me afastou, ainda escorada na porta.
"Eu sei, desculpa." Ela concordou. "Agora sai dai, tenho que abrir a  porta." Senti um leve tapa no meu braço, puxei sua cintura. Jesse entrou toda envergonhada, apesar de não ter ninguém em casa, apenas nós dois.
"O que foi?" Perguntei, fechando a porta e trancando.
"É que você só conhece o meu quarto, enquanto você pode me mostrar sua casa inteira." Ela olhou em volta. Gargalhei. "Bom, essa sua demora resultou em algo para comer?"
"Eu esqueci! Desculpa." Ela deu de ombros. "Você está com fome?" Ela negou. "É sério, apesar de tudo eu tenho umas besteirinhas aqui, você quer?" Jesse concordou e foi sentar-se no sofá.
"Qual filme vamos assistir?"
"Na verdade eu não tenho filme nenhum, só queria ficar deitado com alguém, está muito frio," Jesse fez uma cara indignada. "Se quiser ir subindo lá pro quarto, eu vou ver se acho algum filme." Jesse concordou e subiu. Subi pro quarto com um salgadinho e refrigerante, e o poderoso chefão. Jesse estava sentada na cama mexendo na coberta. Sorri.
"Eu achei um filme, e tem salgadinho se quiser." Ela me olhou surpresa e concordou. "Quer colocar uma roupa mais confortável?" Negou e tirou as sapatilhas brilhantes. "Certeza?"
"Sim." Ela sorriu.
"Você está de calça jeans." Jesse deu de ombros. "Tira pelo menos a calça."
"Eu estou bem!" Ela deitou e se cobriu.
O filme passava, mas eu não conseguia prestar atenção, Jesse passava a mão na minha barriga e beijava meu pescoço.
"Oh Jess, e você ainda fala que não quer nada?" Ela riu e logo parou tudo que estava fazendo e só me abraçou. Sua cabeça encostou no meu ombro.
"Esse filme da sono." Não pude negar.
Um barulho irritante tocava em meu ouvido. Jesse acordou assustada e atendeu o celular.
"Mãe eu estou na casa de uma amiga da escola." Ela falou, mexendo as mãos freneticamente. "Eu sei que deveria ter ligado para avisar." Ela suspirou. "Eu sei, eu sei, não queria ficar sozinha em casa." Calou-se. "Amanha cedo eu volto, prometo." Ela segurou minha mão. "Eu também te amo, boa noite." Jesse se deitou novamente. "Posso dormir aqui hoje?"
"Não, vou trazer algumas garotas, preciso que saia." Falei sério.
"É sério Justin."
"Claro que pode né!" Falei, e a puxei para mais perto. Seus lábios tocaram os meus, os beijos estavam mais selvagens, e logo a vi seminua em baixo do meu corpo.
A campainha tocou, Jesse ainda dormia, desci as escadas para atender. Katie estava na porta. Garota não me complica. 
"Oi! O que faz aqui?" Perguntei, deixando uma brecha para ela entrar. 
"Bom, eu estava aqui perto e pensei em te trazer um café, e bom, nós terminarmos o que estavamos começando á alguns dias atras." Os cafés foram colocados em cima do sofá, e seus braços enrolados ao meu pescoço. A soltei. "Oh Justin, adoro difceis." E ela logo me puxou para um beijo. Tentava me soltar, mas ela me apertava, e não queria a machucar. Nos separei. 
"Não precisa parar, já estou de saida." Jesse apareceu e logo saiu.


Acho que foi o maior capitulo que já fiz, espero que esteje bom. Beijos. Obrigado pelos comentarios.

18 de mai. de 2014

The boy next door (capitulo 5)

Jesse
Pedras sendo tacadas no vidro, que me deixou um pouco boba e sorridente. Levantei e olhei para o lado de fora. Ele estava ali. 
"Bieber!" Falei em um tom mais animado que o normal. Ele sorriu de um jeito diferente, o que me deixou um pouco incomodada. 
"Posso subiu?" Sua voz saiu sem malicia, mas eu sabia que estava a procura de sexo. 
"Eu não quero hoje." Falei de um jeito estranho, até pra mim, que deixou-me um pouco constrangida ao ouvir sua risada. 
"Só para conversar, eu juro!" Concordei e joguei a escada de madeira. Enquanto ele subia tentei recolher algumas roupas jogadas pelo quarto. Que diabos, Jesse. Olhei para minha roupa.Moletom rosa, um conjunto, e uma pantufa de coelho super extravagante, Justin nunca me viu assim, sempre me vê com pijamas sexys e super sensuais. Droga. Justin estava parado me olhando mexer em uma regata florida, ou olhando para a roupa que estou vestida. 
"Desculpa se não é o que desejava, não esperava sua visita, faz dias que não me procura.." Suas mãos passaram sobre minha cintura e me pujaram para mais perto do seu corpo. "Oh Justin, eu.." Seus lábios tocaram os meus, um beijo com gosto de bala e nada de malicia, lento e calmo, mas acima de tudo, o melhor beijo que já demos. Seus olhos me fixaram de um jeito, que apenas olhei para unha, fingindo tirar o borrado do esmalte. 
"Eu escrevi uma parte da musica." Suas mãos ainda me mantinham pressionada a seu corpo. Sorri para ele. Gostou do caderninho. "Oh garota, não faz isso comigo." Suas mão me pressionaram ainda mais, e seus lábios tocaram de novo os meus. 
"Como é ?" Meu sorriso se alargou após o segundo beijo delicioso. Ele me soltou e foi guiou até a cama. "Não vou transar, já falei!" Sai um tanto grossa de mais. 
"Calma, só quero deitar, se quiser ficar sentada fica." Sentei-me meio insegura, e pude senti-lo segurar minhas mãos. 
"Canta pra mim." Falei e ele sorriu. 
"Não terminei ainda." Dei de ombros e sorri. "Focused, i'm focused, she got a body like that, I ain't never seen nothing like that" Sua voz inundou meus ouvidos, e logo gargalhei. Senti um empurrão de Justin. "Ficou ruim?" 
"Não, longe disso, esta ótima, só que é algo inesperado." Sorri e apoiei minha cabeça em seu ombro. 
"Inesperado? O que?" Ele sorriu e acariciou minhas pernas. 
"Relata não um caso fofo, um caso sensual e de desejo," Ele riu, e eu me senti deslumbrada por estar ali com ele.
"Eu gosto de cantar pra você, sabia?" Neguei. "Você me deixa confiante. Você é confiante." Sorri e involuntariamente peguei sua mão. "Você está tão fofinha esses dias, o que deu?" Ri. 
"Eu não sei..." Você, babaca.
"Estou gostando. Aquela menina que só pensa em sexo me irrita as vezes." 
"Pensei que gostasse." Soltei sua mão e o olhei fixamente. 
"Eu gosto quando estou com tesão, mas essa garota meiguinha que está de pijama em minha frente é bem melhor" Seus braços passaram em volta a minha cintura e me puxou para deitar. 
"Você fala isso e eu estou fofinha?" Belisquei de leve sua barriga, podendo escuta-lo fazer um barulho de prazer. 
"Mas eu sempre fui assim, você quem está mais fofinha, e ainda assim desse jeitinho consegue ficar extremamente sensual." Seu corpo subiu em cima do meu.
"Poxa Jus, eu não quero sexo." Seu sorriso se alargou. 
"Eu também não." Suas mãos foram para minha barriga, e ali começaram a fazer cocegas. Aquilo fazia eu rir, e ao mesmo tempo me dava agonia. 
"Oh, para!" Implorei, fazendo Justin gargalhar. 
"Só se prometer ficar assim pra sempre."
"Pra todo o sempre!" Gargalhei e pude vê-lo se deitar ao meu lado. Justin olhou para o relogio de pulso. 
"Vou ir embora, está tarde já." Justin falou, fazendo-me ficar entristecida. Se levantou da cama. Seguiu para janela. E assim se foi. 
O dia amanheceu como todos os outros, sol cobrindo a maior parte do jardim, e apenas um canto de sombra, e uma brisa leve e gostosa batia sobre as folhas. Sabado de manha, mamãe como sempre a trabalhar, e bom, papai fazia o mesmo. Sempre me senti segura em casa, mesmo estando sozinha praticamente o tempo inteiro, e apesar de mamãe e papai trabalharem muito, nunca me faltara amor e carinho. Estranho dizer como me tornei a odiar o amor, paixões e coisas desse tipo. Nenhum historico de divorcio em minha familia, meus pais não se odeiam, muito pelo contrario, se amam de uma forma super exagerada, mas apenas uma, uma decepção amorosa para me deixar assim. Vadia. Talvez fosse isso que Charlie me falara no carro, me lembrar da garota que fui a dois anos trás. Uma garota esperançosa e cheia de amor, saia de uma paixão e procurava outra, como um passaro, que vai pousando de arvore em arvore. Olhei para o celular, Charlie não dava noticias desde ontem, saiu com Holly, uma garota linda e gostosa da sala dele, e por algum motivo, aquela garota fazia um ciumes absurdo brotar em mim. Ela roubaria o meu Charlie, talvez. Sem ele eu não seria eu, seria a vadia sem coração que deita na cama para chorar, que finge não sentir, mas a noite começa a soluçar. Eu amo o Charlie como um irmão, e perde-lo seria como perder um pai. Vou ligar para ele. Atendeu após três toques. 
"Alô?" Sua voz estava de quem acabara de acordar. 
"Oi, por que não me ligou ontem?" Falei, já indo ao foco do assunto. 
"Depois te conto." Sua voz saiu maliciosa, me informando que tinha ido para cama com a garota, mas onde? Porque a mãe dele é tão possessiva quanto eu, quando Charlie namora nós duas avaliamos para ver se presta, normalmente ele fica nervoso, e bom, ela não deixaria ele dormir na casa de uma desconhecida, e nem uma desconhecida em sua casa. 
"Passa aqui em casa em vinte minutos?" Perguntei, já esperando que ele concordasse. 

"Mais tarde. A tarde passo ai." E aquilo soo como uma socada no estomago. Meu melhor amigo me rejeitando? Concordei e desliguei. Nunca fizera isso. Joguei-me no sofá e passei a analisar cada lembrança da noite anterior. Beijos apaixonados. Coisas fofas ditas. É, acho que posso afirmar que estamos apaixonados um pelo outro.

Acho que ficou bom, sabe, eu pelo menos gostei, e deu pra perceber que o Justin ta começando a gostar da Jesse, e está ficando de uma forma muito boa. Espero que gostem, e acho que vou começar a escrever outra one shot (drama), a pedido da minha prima (ft melhor amg).
Beijos enormes, até mais

1 de mai. de 2014

The boy next door (capitulo 4)



Madrugada de primeiro de março, estava frio, meu moletom não ajudava muito, mas eu não me importava. Em frente a sua casa, nunca estivera tão perto na tarde da noite, uma maluquice de minha parte, vim aqui a essa hora, poderia morrer a qualquer minuto. Bati na porta, senti meus pés tremerem, eu estava nervosa? Por qual motivo? Uma pergunta sem resposta. Eu não estou apaixonada, posso afirmar. A porta finalmente se abriu, ele apareceu com um enorme sorriso no rosto, aquilo fez borboletas brotarem em meu estomago, uma sensação de enfraquecimento para minha pessoa. Ele me olhou e seu sorriso desapareceu, foi de machucar, mas ainda sim, seu presente em minha mão. 
"O que faz aqui?" Perguntou ele, passando as mãos sobre os braços, agora que perceberá, ele estava sem camisa. 
"Parabéns!" Falei o maximo de animo que ainda sentia. Eu não estou mais tão bem assim. O que está acontecendo aqui? "Eu comprei um presente pra você." Seus olhos se arregalaram ao ouvir a voz de uma mulher o chamar. Uma facada em meu estomago, todas as borboletas mortas, e aquele friozinho na barriga gostoso se transformou em algo que não conseguia decifrar. O que diabos está acontecendo? 
"Você precisa ir para casa, está muito frio. Não precisa do presente. Por favor, vá para casa Jesse." Ele olhou para trás e logo me olhou. Não o obedeci. 
"Quem está ai, Justin?" Minha voz falhou. Eu queria chorar, desabar. Essa não sou eu, cadê a vadia sem coração
"Uma amiga." Claro, uma amiga deitada em sua cama."Vá embora, por favor." A porta estava prestes a fechar, quando entreguei o presente a ele."Não precisa, pegue-o." Eu neguei, sorri e dei as costas. Esperei ele me chamar assim que passei a primeira casa longe da dele, mas nada, eu estava sozinha nessa madrugada fria. 
O meu quarto estava quente, na verdade a casa inteira estava quente, mas mesmo assim me joguei de baixo das cobertas, sentindo meu corpo duro e gelado se amolecendo e esquentando. Eu me sentia um zumbi, eu não sentia vontade de chorar, mas doia, doia tudo, garganta, corpo, alma, tudo que pudesse imaginar. Eu não estou apaixonada, eu não estou apaixonada, eu não estou apaixonada. Eu não estou apaixonada
Quem era a garota?
O dia amanheceu ensolarado, um clima bem estranho, já que á noite fazia um frio de congelar, mas eu não tinha do que reclamar, sempre preferi o calor ao frio, aquele sol de queimar, vestidos, saias, festa na piscina, nada melhor. Charlie estava com o carro parado em frente a minha casa, estava sem a parte de cima, deixando estilo aos filmes antigos, onde o garoto bad boy vai pegar a vadia da escola na casa dela. Típico da nossa amizade. Toda vadia tem seu bad boy. 
"E como foi sua noite com o principezinho?" Charlie usava um oculos escuro, então não sabia se olhava para mim ou para estrada. 
"Não teve, ele estava com outra." Minha voz saiu natural, nada de magoas nem nada. Charlie tirou o oculos de sol e me olhou."Eu estou bem, não tínhamos nada, só sexo." 
"Para de mentir para si mesma. Você gosta dele." Seus olhos voltaram para estrada.
"Ele está com outra, é até melhor, volto a vadiar." Sorri deslumbrantemente, não vou chorar por homem, exceto se esse homem for o Charlie. 
"Odeio quando você vai vadiar."Charlie soltou um longo suspiro. 
Dois fatos: 
Primeiro: Charlie só passa a fama de bad boy, mas na verdade é um romantico. 
Segundo: Eu não sou uma vadia por completo. 
"Para com isso." Falei, de uma forma grosseira. Nós vamos brigar com certeza. 
"Para com isso você! Jes, você prometeu que iria parar de sair com qualquer cara que vê pela frente só porque teve uma decepção amorosa!" Eu havia prometido mesmo, assim que comecei a gostar do Justin, ele me fez prometer que não ficaria com qualquer um. 
"Eu quero dar a volta por cima, não quero ficar me sentindo um lixo." Falei firme. 
"Mostra que é melhor que essas garotas." Ele falou e suspirou. "Mostra quem você é de verdade, lembre-se da Jesse de dois anos atrás." E finalmente o carro parou. A escola em minha frente."Nos vemos depois." Sai do carro e pude vê-lo se afastar após as palavras ditas.
A primeira aula foi de Educação Fisca, que me deu tempo para pensar. Sentei-me na arquibancada, e tentei-me lembrar de dois anos atrás. Robert. Uma garota inocente que se apaixonou pelo cara errado, ele queria sexo e eu me preservar, e então, ele me traiu, e eu resolvi me tornar uma vadia, só isso que me lembro. Quem eu era dois anos atrás? 
Justin. 
Jesse se afastou, eu não podia chama-la. O que deu nela para vir aqui? Nunca a vi mais estranha, mas ainda sim, linda. Katie me chamou mais uma vez, eu não queria mais. A garota estava deitada em minha cama, apenas de calcinha e sutiã, mas eu não queria mais. 
"Que tal outro dia?" Falei, e seus olhos se arregalaram.
"Ok, né." Ela sorriu e me chamou para cama. Deitei-me e pude senti-la me abraçar, deixando-me ainda mais aquecido."Boa noite." E ela não sabia do meu aniversario. Jesse. Uma da manha. Ela me deu um presente. Ela se lembrou do meu aniversário.
"Você não acha meio estranho transarmos apenas por transar?" Falei, podendo escuatar até de longe sua gargalhada. 
"Você é mais velho, mas bem inocente." Respondeu, começando a beijar meu pescoço. 
"Que tal me contar algo sobre você, sabe, só pra eu não me sentir estranho." Ela concordou e jogou o cobertor sobre nossos corpos. 
"Meu nome verdadeiro é Jessica, mas eu finjo que é Jesse." Eu gargalhei e senti arder onde sua mão bateu."Você." 
"Meu nome do meio é Drew." Ela apertou a coberta  contra o corpo, estava com frio, a abracei."Aniversário só pra finalizar?"
"30 de agosto, e você?" Sua voz foi doce, e pura. 
"1 de março." Ela riu."O que foi?"
"O meu aniversario é no final do mês e o seu o primeiro dia." Sorri.
Desci as escadas, dava para ver o sol queimar sobre a janela da cozinha. Caminhei lentamente até a sala, podendo ver a sacola vermelha jogada no chão. Eu preciso ver. Abri o presente, podendo ver um caderno de capa dura e pequeno, simples, preto com a capa de uma espécie de "couro". O abri. 
"Parabéns Drew! 
Demorei muito para achar algo que combinasse com você, e foi quando eu vi esse caderno, e lembrei das suas belíssimas musicas. Oh oh... 
Então ai está! Escreva uma linda musica a cada pagina, e que a sua musa espiradora esteje sempre com você. 
Um beijo enorme. 
Jessica."
Sorri abobalhado e logo fechei o caderninho. Se viesse de qualquer outra pessoa não seria tão especial. Ela se lembrou do meu aniversario. 


Oi gente! Faz muito tempo que eu não posto, mas aqui estou eu, e com explicações. Eu não posto a muito tempo pois estou em escola nova, e com celular novo. Carol o que isso tem haver? Bom, a escola é que eu estava estudando para as provas, e o celular é que eu acabo ficando muito tempo nele e esqueço do computador, mas não liguem, eu ainda amo escrever no meu computador, é que algum infeliz desligou e eu fiquei com preguiça de ligar, mas rlx, já liguei e aqui estou eu. Bom, the boy next door vai começar com um pouco de romance e meu drama muito bosta, e eu espero que entendam, quem não entender é só me procurar no twitter (@belieberbarraco), por que no twitter carol? Porque lá eu posso dar mais atenção e tudo mais, e da pra tirar mais duvidas. 
Querem dar sugestões a fic? Só falar nos comentários. 
Beijos e abraços, até mais. 


30 de mar. de 2014

The boy next door (Capitulo 3)


Por Jesse
Justin me olhou e se levantou, queria que ele ficasse, mas não podia. Eu não estou apaixonada. Ele colocou sua calça tão rápido. Justin pegou o celular e deu uma risadinha, aqui me deixou mais angustiada ainda. Quem é a vadia?
"Vai fazer o que amanha a noite?" Perguntou ele, me olhando atentamente, ainda estava apenas com sua blusa.
"Não sei, por que?" Sorri meio boba.
"Vai ter uma festa amanha, podia conseguir um convite para você." Ele falou, dando pouco caso a isso. Senti-me acabada. "Tira  a blusa ai." Neguei com a cabeça, Justin sorriu de uma forma fofa. "Não?" Neguei mais uma vez, agora estava rindo da cara mal humorada que ele fazia. Justin apenas jogou seu moletom sobre o corpo e pulou a janela. Sem beijinho na testa nem nada de despedida.
Acordei com uma imensa vontade de voltar a dormir, minha cabeça latejava muito e sentia uma forte colica. Peguei meu celular, mandei uma mensagem para Charlie.
Estou passando mal, nem adianta vir aqui em casa para eu ir a escola, estou cheia de dor. Beijos, te amo, até mais. 
Menos de cinco minuto depois, ele respondeu.
Não aguenta nem um pouco? Não quero ficar sozinha, você sabe que sem você todas veem para cima, querer ser minhas "amigas", sabe, aquelas bem coloridinhas? Então, to sem saco para aturar piriguete não assumida.
Gargalhei. Amava o bom humor de Chalie. Respondi rapidamente.
Não aguento, ta muito frio e eu estou praticamente sem b"lusa de frio. Vou voltar a dormir, até mais. 
Nenhuma resposta. Aconcheguei-me na cama, joguei mais uma coberta em cima de mim, agora sim eu estava aquecida.
Minha mãe me balançou de um jeito chato, a olhei, ela sorria. Cocei meu olho e apoiei minhas costas sobre a cabeceira da cama.
"Bom dia!" Falei, sorrindo.
"Boa tarde, querida." Ela falou e passou a se sentar na minha cama. "Eu vou sair com o Brad para comprar coisas aqui pra casa, vai querer alguma coisa?"
"Posso te mandar depois por mensagem?" Falei manhosa.
'"Fala agora filha."
"Não da, tenho que ver o que o Charlie vai querer, se não você sabe, ele enche o nosso saco." Falei e ela concordou com a cabeça.
Meu estomago agora dava reviravoltas, sentia uma imensa vontade de vomitar. Credo. Charlie me respondera a mensagem das coisas que ele queria que comprasse, e ainda pediu uma nova escova de dente e shampoo.
Charlie chegara da escola agora, jogara a mochila no sofa e se jogara depois.
"Quero ligar para o Justin." Choraminguei. Charlie me lançou um olhar feio.
"Então liga." Falou ele, como se não fosse nada.
"E ai deixar na cara que gosto dele? Na na ni na não."
"Jes, fala logo que gosta do rapaz."
"Eu não falo nem pra mim, vou falar pra ele?" Dei um longo suspiro. "Amanha é o aniversario dele. Vamos ao shopping comigo?"
"Não vai dar." Respondeu ele.
"Por que?"
"Vou sair com alguns amigos."
"Ok."
"E quando a tia vai chegar com as comprar?" Perguntou Charlie, dando um bocejo.
"Sei não, acho que daqui  a pouco." Respondi.
"Ok, vou dormir um pouco, quando ela chegar me chama?" Perguntou ele.
"Não vai da, vou ir ao Shopping."
"Agora?" Perguntou.
"Sim, você vem?"
"Vou." Ele se levantou e ajeitou o cabelo. "Vamos."

Continua?

Beijão.