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13 de jan. de 2015

Love is unpredictable - Capitulo quatro

Avisos no final :*

Meu corpo totalmente quebrado por conta da noite dormida completamente encolhida. Virei-me e bati o braço na barriga de alguém e logo um pequeno murmúrio de dor foi ouvido, vi Justin fazendo careta e esfregando o local.
- É agressiva sempre ou só quando eu estou por perto? – perguntou ele rindo. Levantei-me e fui ao banheiro escovar os dentes. Sai de lá e Justin ainda estava deitado na minha cama.
- Justin, obrigada pelo que fez por mim ontem à noite, mas isso não quer dizer que somos amigos nem nada assim. Foi um momento ruim, eu agradeço de verdade por ter me ajudado, mas eu não confio em você – ele levantou-se e ergueu as mãos em sinal de rendição
- Ei, calma ai. – ele riu fraco – Eu entendo que não confie em mim, mas não precisa ser grosseira. Eu só queria ter certeza de que ia ficar tudo bem – ele se levantou e foi em direção a porta
- Justin – chamei e ele se virou – Sinto muito, eu só...
- Tudo bem Cecília – ele sorriu fraco e saiu do quarto. Tomei um banho e depois desci até o quarto de Alby. Ele estava sentado lendo Sherlock Homes, mas parou assim que me viu, fechou o livro e bateu na cama para que eu me senta-se, sem hesitar o fiz. Ele passou seu braço em volta de meus ombros e bagunçou um pouco meu cabelo.
- Se sente melhor? – perguntou no tom que só Alby tinha, tranquilizador e brincalhão
- Sim, foi só... – me lembrei do sonho por um segundo, mas balancei a cabeça afastando pensamento – Um sonho bem ruim – ele sorriu e respirou fundo. Eu sabia o quanto podia confiar em Alby, ele era meu melhor amigo.
- Ta. Então que tal uma partida de basquete hoje? – ri fraco
- Você sabe como me animar cara – ele riu e se levantou animado
- Então vamos tomar um café da manhã legal e depois vamos jogar – me levantei e nós fomos para o refeitório. Alby se sentou comigo e ficamos conversando.
- Quer dizer que o Bieber dormiu com você? – perguntou ele rindo fraco
- Sim , mas não rolou nada, nem deveria – ele riu de maneira sarcástica – Cala a boca Albert – ele gargalhou
- Tudo bem Sargento Bieber – lhe dei um soco no braço rindo. Continuamos conversando coisas aleatórias e desconexas até irmos para o ginásio. Separamos os times e como sempre eu e Alby estávamos no mesmo time, a novidade era que Justin iria jogar contra nós. Eu nem sabia que ele jogava alguma coisa, sempre achei que ele lutava ou corria, pra manter o corpo, mas isso não interessava naquele momento. Me posicionei no meio do campo e Rick estava lá como sempre. Sorriu desafiador para mim e eu lhe mostrei o dedo do meio rindo. Duncan jogou a bola para cima e quando ela começou a cair novamente eu pulei a pegando e dando inicio ao jogo, passei a bola para Alby que saiu em disparada pela lateral esquerda da quadra, corri e ele passou a bola para Ron e depois de alguns passos Ron passou para mim, dei mais um passo e lancei a bola que acertou a cesta em cheio. Comemoramos e percebi Justin sorrir pegando a bola. Ele seguiu pela quadra e passando a bola para outros jogadores que logo trataram de jogá-la de volta para Justin que começou a andar de costas pela quadra. Da marca de três pontos ele lançou a bola para trás sem nem olhar a cesta e a acertou. O queixo de todos foi ao chão e Alby me olhou sibilando “Ninguém nunca fez isso além de você” eu ri e gritei para Brad pegar a bola. Ele fez isso ainda pasmo e a lançou para mim, me virei e dei de cara com Justin que tentou roubar a bola de mim, mas falhou.
- Aquela jogada foi boa Bieber – ele sorriu vitorioso
- Obrigado Copperfield – tentou novamente, mas eu fingi que ia desviar pela esquerda, mas acabei indo pela direita rindo. Passei a bola para Lucy e ela correu alguns passos jogando de volta para mim, corri e saltei enterrando a bola na cesta, dando impulso e me sentando na cesta. Todos vibraram e riram, pulei da cesta e corri para o perto de Justin que tinha a bola nas mãos, roubei a bola dele e a passei para Alby que a lançou da marca de três pontos e fez a cesta. Um cara que eu não lembrava o nome pegou a bola e a passou. Rick pegou a bola e correu por toda a quadra e fez a cesta. Lucy pegou a bola e piscou para mim, sorri assentindo do meio da quadra e ela mandou a bola para mim, assim que ela bateu em minha mão eu reuni toda a força que consegui e bati nela. Ela bateu no chão e foi em direção a cesta, fez o contorno do aro e caiu dentro da cesta. Sorri de canto para Justin e ele bateu palmas. Ia começar correr quando ouvi Rony gritar meu nome na entrada do ginásio. Segui até ela dizendo que ia fazer uma pausa, ela tinha uma expressão estranha no rosto.
- Duds disse que tem alguém esperando você na sala dela – a encarei confusa – Eu o vi chegando, era todo engomadinho e grisalho, chegaram em uma lamborghini aventador preta. – arregalei os olhos por conta do carro do cara, e pensei em alguém, mas ninguém surgiu a minha mente.
- Valeu Rony – sai correndo para a sala de Duds, cheguei a porta e torci o cabelo o prendendo melhor em um coque mal feito. Respirei fundo e abri a porta. – Mandou me chamar Duds – os homens na sala me encararam e quase cai pra trás ao ver um deles. Minhas pernas bambearam e eu comecei a tremer, mas a raiva era maior que qualquer outra coisa que eu poderia sentir. Fechei as mão em punho e trinquei o maxilar.
- Precisamos conversar – O outro homem, que era o que Rony tinha visto, disse. E o reconheci como o advogado da minha mãe, Anthoni se não estava enganada. Duds se dirigiu a mim e encostou em meu ombro saindo da sala fechando a porta. O advogado se aproximou de mim, mas eu ainda estava muito perplexa com a presença do outro homem.
- Anthoni, certo? Advogado da minha mãe – estendi a mão conseguindo me concentrar no advogado.
- Exato Cecíia – ele sorriu amigavelmente, o outro homem apenas me encarava, com o rosto fechado, enquanto o garoto, que eu reconheci sendo Marcos, meu meio irmão que era um pouco mais velho que eu sorria como quem acaba de ver algo que lhe interessa. – Sente-se, por favor – neguei com a cabeça
- Me diga primeiro o que ele faz aqui – apontei para o homem do outra lado da sala.
- Cecília, você está quase fazendo dezoito anos, está na hora de ler o testamento da sua mãe – Anthoni respondeu
- E ele está aqui por quê? Pra pegar o dinheiro dela? Era tudo que interessava para ele mesmo – disse alto e senti os olhos queimarem, mas não ia deixar nenhuma lagrima sair de meus olhos – Esse cara me dá nojo – minha expressão era de desgosto e ele pela primeira vez esboçou algum tipo de emoção: raiva
- Mais respeito comigo garota – ele disse alto se aproximando furioso
- Ou o que? – perguntei batendo de frente com ele – Vai me bater assim como fazia com a minha mãe? – ri irônica e ele por um instante sua confiança pareceu se esvair e depois voltar, ele ergueu a mão aberta, mas Marcos segurou-o o afastou de mim.
- Garota insolente, tenha mais respeito comigo eu sou seu pai – a menção daquela palavra fez meu estomago revirar.
- Você não é meu pai, seu velho covarde e desgraçado – gritei – Vamos solte ele Marcos, quero ver se esse covarde é capaz de me bater agora – ri e John (meu pai) bufou furioso. Ele se soltou, mas não partiu para cima de mim, apenas arrumou a camisa e se sentou na cadeira de Duds. Queria socar a cara dele, mas cabei não fazendo isso. Me sentei junto a Anthoni e respirei fundo algumas vezes.
- Hum... Ele precisa estar aqui por que é citado no testamento – Anthoni respondeu ainda pasmo pela cena que havia presenciado.
- Como é que é?! – a pergunta saiu quase como um grito. Coloquei as mãos no rosto e bufei. Isso não pode ser. – Leia logo essa droga de testamento, tenho um jogo de basquete pra terminar – disse simples e o advogado tirou um envelope pardo da pasta de couro preta, abriu-o e encarou o papel, depois a mim. Sorriu levemente.
- Eu Esperanza Copperfield, deixo para minha filha, Cecília Copperfield Parker, todos os meus bens. Meu advogado, Anthoni Lewis, estará responsável por cuidar de todos eles até que Cecília complete dezoito anos de idade. Deixo a ela além de todos os meus bens materiais, todo meu amor incondicional. Para John Parker, deixo a casa nas Bahamas, pois a mesma foi comprada em nossa boa época, e não quero que Cecília divida com ele absolutamente nada. Deixo também para John o desejo de bons dias na vida dele, e o amor que um dia existiu entre nós, mas peço que não se meta na vida de Cecília, Nunca. E tenho uma última coisa para dizer a Cecília: Eu sempre estarei aqui em seus dias de tempestade Cecí. – o advogado se calou. Pisquei os olhos um zilhão de vezes para que as lagrimas não saíssem de meus olhos. John parecia furioso.
- Ela não pode ter feito isso – gritou ele batendo na mesa
- Ela te deu essa tal casa nas Bahamas e você ainda reclama? – perguntei indignada
- Isso é muito pouco perto de tudo que ela tinha – encarei Anthoni confusa. Eu não sabia de nenhum outro bem além da nossa casa na minha cidade natal.
- Cecília sente-se um pouco, preciso lhe contar algo – ele bateu ao seu lado no sofá
[...] Depois de mais trinta minutos de conversa com o advogado ele se foi e eu corri até o ginásio procurando Alby. O encontrei conversando com alguns caras e o puxei para longe. Ele parecia confuso, mas mesmo assim seguiu andando. Chegamos ao lado de fora do ginásio e parei olhando em volta.
- O que foi Cecília? O que aconteceu na sala da Duds? – o encarei e comecei a rir como uma idiota.
- O advogado da minha mãe veio me visitar – disse andando de um lado para o outro – Junto com John – ele arregalou os olhos
- John? John Parker? Seu... – ele parou. Assenti – Qual o problema dele? O que ele queria? – parei por um segundo e depois voltei a andar de um lado para o outro.
- O advogado veio ler o testamento da minha mãe – amarrei o cabelo que havia se soltado.
- Não me diga que ele ficou com tudo que era dela – neguei com a cabeça ainda andando de um lado para o outro – Para de andar de um lado para o outro garota, ta me deixando tonto – eu faria alguma piadinha com isso se não estivesse tão pasma. Parei e cruzei os braços – Fala logo caramba – disse alto
- A partir do dia quinze do próximo mês, eu vou me tornar uma garota de dezoito anos milionária.

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E ai galerinha, tudo bem? 
Venho pedir um zilhão de desculpas por não ter postado, mas tive uma viagem urgente para fazer, fui pra MG ver meu avô que está meio doente. Por isso por favorzão, me desculpem. 
Como estão sendo as férias de vocês? Viajando muito? Passeando muito? Assistindo muitos filmes e séries? Curtindo muito? Passaram de ano na escola? Eu passei e to muito feliz, por que esse ano eu vou cursar o último ano do ensino médio. Ano que vem se Deus quiser a faculdade me aguarda.
Contem-me sobre vocês, sobre suas férias, suas vidas.
Falando nisso... MERRY CHRISTMAS AND HAPPY NEW YEAR (Ta meio atrasado, mas o que vale é a intenção) Que 2015 seja repleto de coisas maravilhosas para todas nós, que seja um ano cheio de conquistas e cheio ensaios novos do Justin para a Calvin Klein, por que pelo amor de Deus, to jogada pelo resto da vida com aquele ensaio.

Sobre o grupo que eu falei que ia criar, só uma leitora me mandou o número dela e foi a Graziela, porém ela não me respondeu no whatsapp. Caso alguém tenha comentado no post anterior e eu não tenha visto, eu sinto muitíssimo, mas os comentários de alguns post foram excluídos misteriosamente. Por isso peço que me mandem o número de vocês de novo.
   

Bom é isso gente, comentem aqui, me chamem no whats, deem suas opiniões 


Live long and Prosper
Beijos da Ké

12 de nov. de 2014

Love is unpredictable - Capitulo três

Leiam recados finais please


Estávamos no andar de Justin e já eram três da manhã. Conversávamos coisas aleatórias e riamos bastante, confesso que já estava bastante alterada por conta da cerveja que havíamos pedido no Rock’n’Roll, e que ria de maneira aberta por conta disso. Ninguém havia chegado além de nós e estávamos no corredor tentando não fazer tanto barulho assim.
- Cara qual é, eu não tenho tanto equilíbrio assim e cai da escada – ele contava enquanto eu tapava a boca para não fazer tanto barulho. Por um instante me apoiei em seu ombro esquerdo e inalei seu cheiro que era ótimo, chegava a parecer que ele havia nascido com aquele perfume. Ele passou a mão por meu cabelo e afagou minha nuca me fazendo arrepiar um pouco.
- Sem essa Bieber – disse me afastando – Não é por que estou bêbada que você vai se aproveitar de mim – ele riu fraco e sorriu de lado.
- Não custa nada tentar – ele caminhava em minha direção e quando encostei na parede ele colocou seus braços um de cada lado do meu pescoço – Vamos lá Cecília, você sabe que quer isso tanto quanto eu – revirei os olhos
- Por que insiste tanto Bieber? – o empurrei e caminhei em direção as escadas para subir ao meu quarto
- Por que você me intriga – quando cheguei ao meu quarto bati a porta e me joguei na cama.
Acordei na manhã seguinte com uma dor de cabeça insuportável e agradeci por ser domingo, me levantei e tomei um banho quente e demorado, vesti algo quente já que estava muito frio e desci para o refeitório, peguei uma xícara de café e me sentei no lugar de sempre, observava a todos como fazia todas as manhãs, algumas meninas conversavam sobre como a noite havia sido incrível e quando varri o lugar com os olhos percebi Justin vindo em minha direção sorrindo, olhei para o lado e vi Tyler (um garoto que era afim de mim) caminhando para fora do refeitório.
- Hey Tyler, venha cá por favor – ele me encarou sorrindo de canto e se sentou na minha frente, percebi Justin desviar o caminho e algumas garotas dizerem oi quando ele passou por elas
- Onde estava ontem? Eu não te vi – disse o garoto a minha frente, Tyler era o tipo de cara que chama a atenção onde passa, tinha olhos verdes e cabelo castanho claro quase loiro, tinha um físico de tirar o fôlego, uma voz rouca de fazer qualquer garota delirar e um sorriso incrível.
- Eu acabei saindo mais cedo, estava me sentindo mal. Mas e ai, as garotas caíram matando muito? – rimos e ele sorriu de canto
- Sendo bem sincero sim, mas ainda estou esperando uma certa garota aceitar meu convite pra sairmos – tomei outro gole do meu café e sorri para ele.
- Quem sabe qualquer dia desses – ele sorriu abertamente.
- Sabe que vou te cobrar não é mesmo?
- Sim eu sei – resolvemos caminhar por ai, já que não tínhamos o que fazer. Conversamos coisas aleatórias por um longo tempo, voltamos ao ginásio e ele resolveu ir jogar futebol com os garotos, eu me sentei na arquibancada, como havia se tornado costumeiro, Justin surgiu do além e se sentou ao meu lado.
- Foi minha impressão ou você estava fugindo de mim? – estava apostando tudo que aquele sorriso estava em seu rosto, afinal de contas nunca saia de la mesmo. Me virei para ele e então percebi o emaranhado que seu cabelo havia se tornado desde quando o vi mais cedo.
- Impressão sua – arqueei uma sobrancelha – E existe uma coisa chamada pente, conhece? Serve para pentear os cabelos, deixá-los arrumados. – ele sorriu sarcasticamente e olhou para o outro lado do ginásio onde Tiffany se encontrava conversando com suas amigas euforicamente.
- Digamos que não tive tempo de procurar um pente, se é que me entende – e eu entendia, isso me causava certa repulsa por a) ser a Tiffany e b) ser o Justin
- Boa sorte cowboy, ela não vai sair tão cedo do seu pé – ele riu fraco e passou a mão pelos cabelos
- Vai ser bom ter alguém que vai estar me esperando quando eu quiser me divertir um pouco – dou de ombros e me levanto, sei que Justin se levantou  bem atrás de mim pois ouço seus passos. Sigo para o refeitório e Tony está lá apoiado em uma das mesas fumando, fico em sua frente e arranco o cigarro de sua boca o jogando no chão e pisando em cima logo em seguida, ele sorri de lado e me abraça. Tony é meu amigo a algum tempo, não somos melhores amigos, mas somos amigos, e ele gosta de abraços.
- Não deveria fumar aqui dentro, sabe disso não é? – ele ri e me solta, prende seus cabelos longos que chegam a seu ombro
- Me desculpe, eu sei como esse lugar fica insuportável com cheiro de cigarro – ele olha por cima do ombro sabendo que existe mais alguém ali conosco. – Café? – ele pergunta
- Café – confirmo. Tony se levanta e desaparece cozinha a dentro.
- Parece que você é a rainha desse lugar. – Justin se pronunciou me encarava concentradamente como se tentasse me desvendar. – Já pegou todos esses caras ou eles simplesmente te querem? – ri da maneira como ele dissera aquilo, como se tentasse me tratar como uma de suas vadias.
- Na verdade, não peguei nenhum deles, e eles não me querem. Eu só sou respeitada por aqui, e acho que você deveria aprender a fazer isso também – Tony chegou com uma xícara em mãos ao mesmo tempo que Alby cruzava a porta do refeitório com um olhar sério. – Obrigada Tony – agradeci pegando a xícara de sua mão – Justin se vire por ai. Preciso falar com Alby – Segui Alby pelos andares do prédio dos dormitórios chegamos a porta do meu quarto e ele entrou, apenas o segui fechando a porta logo atrás de mim. Ele tocou algumas teclas do teclado que era da minha mãe. A única recordação existente dela.
- De quem fugiu ontem? – ele foi direto ao ponto. Eu engoli em seco o café e arregalei os olhos
- Como sabe disso? – perguntei me sentando na cama
- Era ele não era Cecília? – agora ele me olhava seus olhos caídos. – O cara de que te ameaçou - Apenas assenti – Cecília você deveria ter me chamado, eu daria um jeito nele – meu olhos marejaram.
- Não Alby! – meu tom estava um pouco alterado – Você sabe o que ele fez só por achar que eu fiz algo a ele. Eu não vou deixar que você seja o próximo que ele leve de mim – ele se abaixou ao meu lado e segurou minha mão
- Ele não vai fazer nada comigo, eu sei me defender – o encarei sentindo uma lagrima escorrer por meu rosto e ele a secou. – Confie em mim, eu posso dar um jeito nisso – eu não tinha tanta certeza disso, não queria que Alby se arriscasse por mim. Eu deveria da um fim a aquilo
- Sinto muito Alby, mas você não pode fazer nada. Eu devo dar um fim nisso – ele bufou em frustração – Quando estiver preparada eu vou encará-lo, não posso deixar que se arrisque por mim – com isso ele se levantou e seguiu até a porta e a abriu, mas parou.
- Você quer proteger todo mundo Cecília, mas tem que deixar que os outros façam o mesmo por você às vezes – voltou a respirar profundamente – Você precisa deixar de ser a Sargento às vezes. – ele saiu me deixando sozinha, encarei o teclado e me sentei a sua frente, e então comecei a tocar
- Skies are crying.  I am watching – Gostava daquela música - Catching teardrops in my hands. Only silence,has its ending; Like we never had a chance; Do you have to make me feel like; There's nothing left of me? – Parei assim que ouvi o som da madeira do chão ranger me virei de subito e vi Justin andar até um cadeira dentro do meu quarto e se sentar.
- O que acha que está fazendo? – perguntei me levantando
- Isso foi incrível – ele parecia maravilhado, como uma criança que acaba de conhecer o Tony Stark. – Você é talentosa
- Existe uma coisa chamada não se intrometer na vida dos outros, sabe o que é isso? – ele ergueu as mãos em rendição
- Desculpe, mas eu estava no corredor e escutei
- Seu quarto é no corredor de baixo pelo que eu sei – ele colocou a mão no peito imitando alguém que fora atingido
- Touché – ele sorriu de canto, e devo admitir que era bonito – Na verdade eu estava esperando Alby sair daqui. E não pude deixar de ouvir que falavam sobre ontem – meu corpo estremeceu, ninguém mais poderia saber dele – O que houve?
- Não te interessa – virei as costas indo em direção a porta
- Fugindo do passado Cecília? – senti um calafrio subir toda a minha espinha, me virei bruscamente o encarando, provavelmente com pavor no rosto.
- Do que você está falando? – perguntei em um tom mais alto do que o esperado
.- Olha Cecília – ele se arrumou na cadeira, por um segundo vi pânico em seus olhos. – Eu percebi que você estava fugindo de um cara ontem, eu sabia que estava fugindo, só não sei quem era ele. Então acho que talvez seja alguém que você conheceu antigamente. – sua voz transmitia compaixão e isso fez com que eu conseguisse controlar meu sistema nervoso – Acho que você devia conversar com alguém sobre isso.
- Saia do meu quarto por favor Justin, eu preciso ficar sozinha – ele não hesitou nem um segundo se quer se levantou e foi até a porta.
- Não da pra ser forte o tempo todo. Eu sei bem disso – E saiu do quarto me deixando sozinha. Tranquei a porta e me deitei na cama, por horas fiquei pensando no que ocorrera com ele. Depois de algum tempo uma tempestade começou com raios e trovões. Me encolhi na cama, com medo dos trovões, fechei os olhos e como em um flash back a imagem da minha mãe me veio a mente, eu tinha mais ou menos uns seis anos de idade e estava encolhida na cama gritando minha mãe durante uma tempestade
- MAMÃE – eu gritei desesperada, um minuto depois a porta se abriu e ela apareceu.
- Cecí – sua voz doce ecoou por todo o quarto e era como se tudo de ruim tivesse ido embora – Querida, não chore, a mamãe está aqui. – Ela se deitou ao meu lado me abraçando e me enchendo com a calma que só ela poderia transmitir.
- Eu estou com medo mamãe – a abracei o mais forte que consegui
- Não tenha medo Cecí – ela afagou meus cabelos – Nunca tenha medo minha pequena Cecí, eu sempre vou estar aqui nos seus momentos de tempestade.
Logo a imagem mudou para o dia de seu enterro, enquanto eu encarava sua lapide após o enterro um homem se aproximou e me entregou um papel dizendo que o homem do outro lado do cemitério havia mandado que ele me entregasse. Encarei o homem e ele deveria ter uns 17 anos ele acenou e eu abri o bilhete
Cecília,
Achou que eu não encontraria você? Achou que eu não me vingaria? Aqui estamos nós agora, em um cemitério lamentando pelos mesmos motivos. Você matou minha mãe e agora eu matei a sua. Só que você acha que acabou? Só acaba quando um de nós morrer, mas fique tranqüila vou deixar que você sofra um pouco primeiro, depois vou te caçar e ai você vai se juntar a sua mãe.
Aproveite sua vida enquanto pode.
Quando olhei para o lugar onde ele se encontrava alguns minutos antes, ele havia desaparecido. Depois disso eu fui trazida pra cá e nunca mais o vi, pelo menos não até ontem. Depois de muito chorar eu adormeci e sonhei com ele
Eu estava em um parque e era fim de tarde, não havia ninguém lá, apenas eu, quando a voz dele soou logo atrás de mim.
- Chegou a hora Cecília – seu tom macabro me fez virar bruscamente. Ele vestia um, sobretudo preto como no dia que o vi no cemitério, tinha uma arma apontada para minha cabeça e um sorriso maníaco no rosto.
- Você precisa deixar de ser a Sargento às vezes – Alby surgiu ao meu lado direito e a arma mudou para sua cabeça, porém ele manteve a expressão calma
- Talvez seja melhor deixar você sofrer com a culpa pela morte dele – o homem de sobretudo preto disse com sua voz macabra
- NÃO – gritei e ele riu
- Não da pra ser forte o tempo todo – uma terceira voz ecoou a minha esquerda e quando me virei vi... Justin?!. A arma mudou para a cabeça dele, mas a reação dele foi a mesma de Alby.
- Ou dele – novamente aquela voz aterrorizante. Pulei nele, mas quando meu corpo se chocou com o chão percebi que ele não estava mais lá, me virei e vi ele segurando em suas mãos o coração de Justin e de Alby e ambos caídos no chão, ele riu e sumiu em uma nuvem de fumaça negra. Meus olhos se encheram de lagrimas e eu me ajoelhei entre Justin e Alby e gritei o mais alto que consegui.
- Você não é capaz de proteger as pessoas que se preocupam com você – agora era a voz de um terceiro homem e eu sabia quem era – Primeiro sua mãe agora eles – encarei o homem a minha frente – Você só cria problemas pra todos. – minha expressão mudou de tristeza a ódio
- VOCÊ NOS ABANDONOU – gritei – VOCÊ DEIXOU MINHA MÃE E EU. A CULPA É SUA PAI – ele riu
- Eu não causei a morte de ninguém, Cecília – e assim o sonho foi se esvaindo.
Acordei com Justin me sacudindo e chamando meu nome, meus olhos estavam completamente molhados e Justin me encarava assustado
- Cecília o que houve? Você esta completamente suada e chorando, e estava se debatendo – Eu o encarava e ele segurava meus ombros. De repente tudo que veio a minha mente foi Alby.
- Justin chame o Alby pra mim, por favor. Por favor – implorei a ele chorando e ele saiu correndo do quarto. Quando voltou Alby o acompanhava e estava bravo, mas assim que viu minha situação correu até mim. Respirei aliviada ao ver que ele estava bem. Antes que ele pudesse dizer algo o abracei e ele apenas retribuiu. Eu não conseguia parar de chorar e Alby dizia para eu ficar calma.
- Cecília respire, fique calma, foi só um sonho ruim. Está tudo bem agora Cecí – ele afagava meus cabelos e pouco a pouco eu fui o soltando e me sentando na cama abraçada a meu cobertor.
- Você... Morto... Meu Pai... Justin... – não consegui formar uma frase se quer, não parava de soluçar.
- Hey calma, ta tudo legal agora, foi só um pesadelo – assenti. Depois de um tempo me acalmei e contei a ele o sonho, ele passou cerca de trinta minutos ali e depois se foi me dando um beijo na testa, Justin e ele trocaram um olhar e Justin se aproximou da cama se sentando de frente para mim.
- Está tudo bem? – apenas assenti e me encolhi ao ouvir um trovão. – Tem medo? – não havia deboche em sua voz, apenas calma.
- Sim – minha voz saiu quase que em um sussurro.
- Posso me deitar ao seu lado? Prometo que não vou fazer nada – naquele momento eu era como uma criança de cinco anos que precisava de um abraço então apenas aceitei sem hesitar, e ele ficou ao meu lado, sem sequer me tocar. – Cecília? – ele chamou depois de alguns minutos em silêncio
- Sim – respondi ainda em um sussurro
- Eu sinto muito por agir como um idiota com você – não havia nada além de pureza em sua voz.
- Tudo bem Justin. – respirei fundo por conta da dificuldade do ar em chegar a meus pulmões – Obrigada por, sabe, estar aqui – é, eu não sei agradecer as pessoas.


- Não há de que – respondeu rindo fraco – Agora durma, nada vai te machucar – e assim eu adormeci novamente. Dessa vez sem pesadelos, dessa vez sem mortes, dessa vez sem lembranças ruins, pelo menos não por hoje

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HEYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYY GALERINHAAAAAAAAAAAA
Saudades de vocês cara, sério. 
Eu não vou ficar me explicando muito então aqui vai um resumo: ESCOLA DE MERDA
Me perdoem por isso, eu me sinto muito mal por deixar vocês tanto tempo sem nada.
Eu quero muito falar com vocês, muito mesmo, então vamos fazer assim deixem o número de vocês ai com o DDD (deixem o nome de vocês também) e eu vou criar um grupo nosso, ou mandar mensagem individual pra vocês, o que vocês preferirem. 
Gente digam o que estão achando da Fic por favorzão

Bom é isso meus zamores

Live long and Prosper
Beijos da Ké

17 de set. de 2014

Love is unpredictable - Capitulo Dois

Assim que me sentei ao lado de Alby e Rony eles se desgrudaram de imediato, Rony arrumando o cabelo e a blusa e Alby revirando os olhos prestes a me xingar.
- Alby, preciso que faça algo para mim hoje depois do almoço – ele geralmente fazia o que eu lhe pedia, não só pelo fato de ser meu amigo, mas por que ele sentia como se tivesse uma divida comigo pelo que fiz por ele quando chegou aqui
- Diga sargento – fez uma continência desnecessária ao dizer aquilo
- Preciso que leve o novato para dar uma volta pelo lugar – Rony me encarou por um segundo e depois se levantou parando de frente para mim
- Duds não pediu a você que fosse? – indagou.
- Sim, mas eu não chego perto desse garoto para nada, a não ser que queiram ver ele na enfermaria – ambos me olharam com cara de interrogação e eu fui obrigada a lhes contar toda a história.
- O garoto já chegou querendo cantar de galo – Rony soltou de maneira sarcástica – Qual é Cecília vai dizer que isso não te deixou, pelo menos um pouco, atraída por ele? – gargalhei por conta de sua pergunta, e ela revirou os olhos como sempre fazia quando debochavam dela, e no caso era sempre eu quem debochava dela. Digamos que Rony é o tipo menininha tentado ser sexy e acaba sendo vadia, mas no fundo é uma boa pessoa, eu acho.
- Nem um pouco – me recompus e sequei uma lagrima no canto do olho – Você pode fazer isso pra mim Alby? – Rony o encarou como se tentasse intimidá-lo já que ela odiava quando ele fazia o que eu lhe pedia pra fazer.
- Não, ele não pode
- Alby? – ignorei o comentário de Rony, quase sempre eu o fazia. Ela era o tipo que era minha amiga, mas estava sempre a fim de arrumar encrenca comigo.
- Tudo bem, deixa o garoto comigo – Rony cruzou os braços roliços e tatuados contra os peitos e bufou mais alto que um touro em uma tourada.
- Ok Albert, vai lá e faça o que a Cecília te pede, parece um cachorrinho – ela saiu pisando firme e o barulho de suas botas militares batendo no chão ecoaram por toda quadra e alguns olhares se voltaram para ela.
- Até a noite ela irá se acalmar – Alby concluiu e eu apenas assenti, depois de alguns minutos conversando sobre coisas aleatórias, Alby se juntou aos de mais garotos para uma partida de futebol. Diferentemente de mim, Alby tinhas muitos amigos e todos naquele lugar gostavam muito dele, mas nem sempre foi assim. Houve uma época que ele era quieto, ninguém sabia seu nome ou idade, ele não tinha amigos, e era um tremendo bebê chorão. Um dia Rick e sua gangue de valentões o encurralaram atrás da quadra e lhe disseram que quebrariam todos os dentes dele, eu estava procurando Alby por que Duds queria conversar com ele e um bando de garotas disse que tinha o visto atrás da quadra com Rick, quando cheguei lá ele haviam socado o rosto de Alby e estavam prestes a fazer algo pior, naquele dia eu quebrei o braço de Rick e tirei dois ou três dentes de cada um de seus parceiros, e disse a todos que quem fizesse algo a Alby teria o mesmo destino dos valentões, desde então Alby conversa com todos e todos gostam dele, ele é grato até hoje pelo que fiz naquele dia. Sai de meus devaneios quando uma mão passou em frente a meu rosto e quando direcionei meu olhar a seu dono o ódio me subiu aos olhos.
- Acho que começamos errado – ele disse com um sorriso irônico no rosto e eu estava começando a odiar aquele sorriso
- Você começou errado – voltei minha atenção para o jogo, que alias estava bem interessante, senti sua mão tocar meu rosto e virar o mesmo para encará-lo, segurei sua mão e apertei-a até a expressão do garoto se tornar pura dor. – Acho que não deixei bem explicado – virei seu braço e o coloquei nas costas do garoto quase tocando-o na nuca – não toque em mim garoto, ou vou ter que te mandar para a enfermaria antes mesmo que você possa me pedir desculpas. Duds me pediu que não deixa-se ninguém te machucar, mas vale a pena ouvir algumas broncas da velha Duds só pelo prazer de te ver com o braço e o rosto completamente quebrados. – ele gemia de dor e quando apertei seu braço ele gritou, um grito tão apavorado que fez todos olharem para nós com uma expressão de terror. – Fui clara dessa vez loiro de farmácia? – perguntei baixo
- Sim – sua voz saiu tão tremula quando eu esperava, eu o soltei e massageou o braço e a mão – Clara como água – ele sorriu mais uma vez – Só que você não sabe com quem está lidando, eu não desisto fácil do que quero. E talvez até o próximo fim de semana eu esteja na enfermaria, mas vale a pena só por ver o quanto eu mexo com você – ele piscou para mim e se sentou ao meu lado
- É o que veremos – me levantei – Alby, o garoto grande ali – apontei para Alby que acabara de tirar a camisa – Vai te levar para conhecer o lugar – o deixei ali sozinho e fui em direção ao campo de futebol, resolvi que jogaria com os garotos. [...] A tarde (quase noite) chegou e o jogo havia acabado. Eu estava cansada e precisava de um banho, estava subindo as escadas quando ouvi Alby me chamar, esperei por um segundo e depois fiz sinal para que ele me seguisse.
- Nós vamos sair hoje, você vem? – o olhei com desanimo e ele passou seu braço em volta de meus ombros – Vamos lá vai ser divertido
- Alby eu estou cansada, acabei de terminar um jogo difícil com os garotos, quero me deitar e dormir – ele fez bico e eu ri de sua tentativa frustrada de me convencer
- Por favor, vamos, Rony não vai e eu pago uma bebida pra você – o olhei de canto e ele sorriu
- Tudo bem – ele sorriu
- Vamos sair as nove – ele me soltou – a propósito, o garoto, Justin, é legal. Você deveria dar uma segunda chance pra ele - e seguiu para seu quarto, continuei subindo e quando cheguei ao meu quarto logo fui para o banheiro, tomei um banho moro e me vesti para sair com o pessoal. [...] Estávamos em um tipo de balada e eu estava sentada no bar enquanto todos dançavam animadamente, estava bebendo uma cerveja quando vi alguém conhecido entrar no local, eu não acreditava no que meus olhos viam, depois de tantos anos, como ele podia estar ali no mesmo dia que eu? Droga! Me virei de costas e percebi que outro conhecido se aproximava, Justin. Ele era melhor que o outro.
- Hey Justin – o chamei um pouco mais alto e ele seguiu até mim sorrindo. Só estando em uma situação muito difícil para chamá-lo
- Pode dizer Cecília – ele se sentou em minha frente e eu respirei fundo.
- Hum... Er... Sabe... Eu acho que começamos realmente de um jeito errado. – tentei parecer o mais atirada possível – Então – olhei por cima do ombro percebendo que ele se aproximava – quer sair daqui e ir pra um lugar mais legal? – ele sorriu de canto e se levantou
- Vem – segurando minha mão ele seguiu para a outra saída e em questão de alguns minutos estávamos do lado de fora, soltei todo ar preso em meus pulmões e tentei controlar minha respiração. O pânico havia tomado conta de mim e eu devia estar com uma cara horrível, já que o semblante no rosto de Justin mudou de cafajeste para preocupado.
- Está tudo bem Cecília? Você está pálida – eu assenti e o puxei pela mão, seguindo pela rua pouco iluminada. Senti um puxão e parei ao perceber que Justin havia se soltado de mim. – Cecília o que está acontecendo? Normalmente você me bateria, e olha que eu só te conheço desde hoje cedo. – prendi o cabelo em um coque e o encarei.
- Eu só me senti mal – menti – E Alby disse que você parecia um cara legal e que eu deveria tentar te dar uma segunda chance. É o que estou fazendo. Ta a fim de comer um hambúrguer? – nem tudo era mentira, eu ia tentar lhe dar uma segunda chance, mas sabia que isso não daria certo. Só queria ficar bem longe daquele lugar.

- Tudo bem – ele assentiu me olhando de maneira estranha, o levei até o Rock’n’Roll Burguer. Durante o caminho fomos conversando, Justin falava de sua vida e eu só ouvia. Ele contava coisas sobre seus avos e sobre seus irmãos, mas não tocava no assunto de por que ter ido para um internato. Chegamos ao Rock’n’Roll e entramos, fizemos nossos pedidos e nos sentamos, Justin começou a contar coisas engraçadas e ele realmente parecia um cara legal

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Hey gente,
Ta ai o outro capitulo. Como vocês estão?
Eu pensei em criarmos um grupo no Whatsapp, o que acham?
Digam-me

Live long and Prosper
Beijos da Ké

Ps: Eu sei que esse cap ta meio ruim, mas o próximo vai ser ótimo, prometo de dedinho.

7 de set. de 2014

Love is unpredictable - Capitulo Um


Era manhã de sábado e eu ainda estava tonta quando entrei no chuveiro e deixei que aquela droga de água fria me fizesse despertar, minha cabeça doía e eu odiava aquela sensação, sinceramente deveria ter bebido menos na noite passada, mas não se chora pelo copo virado. Sai do chuveiro vestindo jeans, moletom tamanho G e tênis de cano, segui para o refeitório cumprimentando algumas pessoas que acenavam para mim e dando uns tapas nos garotos de sempre, cheguei ao refeitório pegando algo para comer e depois seguindo para a minha mesa , algumas conversas cessaram durante meu curto caminho. Fiquei observando a movimentação das pessoas, vários grupos formados em mesas cheias de conversa e risadas. Eu não sou o tipo mal humorada e sozinha, só sou mal humorada, e vai por mim de manhã ninguém quer falar comigo, nem mesmo meu amigo Alby, mas ele sempre fica com a namorada, Rony, que era uma garota legal levando em consideração as pessoas com as quais ela anda. Fui interrompida de meus pensamentos pelo barulho da velha porta metálica batendo e logo em seguida pelo barulho de passos pesados, não precisei olhar na direção do barulho para saber que era Duds, a diretora, que estava vindo. Ela parou a frente de todos segurando seu gato sarnento no colo, e mascando um chiclete assim como uma vaca come capim.
- Escutem todos – seu tom era rouco e agudo, o que me fez pensar mais uma vez que ela era um homem. Aos poucos o barulho foi parando e o suspiro de alivio de Duds por todos terem se calado foi um tanto quanto alto – Hoje temos um visitante muito importante, e o que eu quero de vocês, pestes, é que não aprontem nada. Se houver um, mesmo que minúsculo problema, eu jogo todas as bebidas que encontrar pela frente no lixo. – Todos a encaram com os olhos arregalados, já que aquilo era o mais importante que tinham a perder naquele lugar – Entenderam? – perguntou ela com seu tom superior percebendo que havia pegado na ferida de todos. 
- Sim – responderam em coro. Depois de uma arrebitada de nariz ela marchou pra fora do local e as conversas voltaram aos poucos. Sai do refeitório e fui para o nosso pequeno galpão que na verdade era uma espécie de sala de treinamentos, tínhamos sacos de areia, luvas de boxe, e algumas outras coisas. Coloquei uma luva e comecei uma seção de socos no saco de areia, gostava de pensar fiquei cerca de 30 minutos assim até que Alby entrou no local sorrindo como um otário.
- E ai Copperfield - ele nunca me chamava de Cecília, apenas Copperfield ou Sargento - Você anda treinando muito ultimamente,  devia relaxar só pra variar - revirei os olhos parando o que estava fazendo e tirando as luvas. 
- E você - arfei - Devia parar de ser chato, Alby. - ele riu debochado se sentando no banco de madeira velha que rangeu ao sustentar o peso do garoto e eu me sentei ao seu lado 
- Eu sei como você me ama - ri da sua cara de convencido. Em geral Alby era engraçado e era impossível não rir dele ou com ele, mas caso precisasse ter uma conversa séria com alguém ele era o mais indicado. 
- O que quer comigo? 
- Eu não posso, simplesmente, querer te ver? - seu tom de indignação era visível 
- Sejamos sinceros, você não desgrudaria da Rony  para vir aqui - ele sabia que era verdade. Ele e Rony namoram há três meses e estão naquela fase melosa da relação. 
- Isso é verdade - ele me deu um empurrão de leve - Duds está te chamando na sala dela, algo em relação a um novato - revirei os olhos com tédio. 
- Qual é ela não sabe se virar sozinha? - Alby riu segurando meus ombros 
- Saber ela sabe só que você sabe cuidar melhor disso sargento - ri fraco e segui para fora deixando Alby sozinho, passei pelo gramado onde todos conversavam qualquer coisa. Quando cheguei a quadra dois, a paisagem de um prédio velho de concreto e pintura gasta mudou para um prédio com boa pintura, e uma única casa de madeira um pouco mais ao longe entrei no prédio e subi até o último andar que era o andar das megeras quando cheguei ao fim do corredor abri a porta sem bater e me deparei com um homem e uma mulher ambos engomadinhos que se viraram para me encarar assim que fechei a porta atrás de mim. 
- Diga Duds - soltei continuando do lado da porta 
- Cecília, esses são o Sr. e a Sra. Bieber - olhei para os velhos e pareciam até novos para serem os pais de alguém. Acenei com a mão e eles apenas acenaram de volta. 
- Aposto que não me chamou para fazer apresentações formais - ela me encarou com o olhar do "depois conversamos" 
- Não,  te chamei aqui para que você levasse o filho deles para conhecer o lugar. O quarto dele é o 43 – quando pensei em perguntar quem era o garoto um menino de cabelos castanho claro e olhos dourados se movimentou no canto da sala, parecia inocente e um tanto quanto frágil como uma criança no primeiro dia de aula. – Justin pode ir com a Cecília, ela ira te mostrar tudo e garantir que conheça seus novos colegas de maneira amigável – abri a porta e o garoto passou por ela sem olhar pra trás e eu o segui, mas assim que fechei a porta ele parou me fazendo quase bater nele.
- Por que parou? – perguntei de maneira normal
- Você é a guia, você vai na frente – apenas segui em sua frente, mas parei antes de dar cinco passos.
- Realmente quer conhecer tudo? Tipo parte chata por parte chata? – ele olhou em volta analisando o lugar e rindo fraco
- Não
- Tudo bem, então te levo até seu quarto você faz o que quiser e depois nós resolvemos o que fazer por ai – ele apenas assentiu e seguimos em direção ao antigo prédio, pelo caminho algumas pessoas o encaravam e cochichavam sobre o novo calouro. Chegamos ao andar do quarto 43 que era um abaixo do meu, abri a porta e o quarto estava vazio o que significava que ele não teria colegas.
- Espero que não tenha medo de dormir sozinho fedelho, pois você não terá colegas de quarto – ele olhava tudo, como se estivesse escolhendo a casa onde morar.
- Se eu disser que tenho você dormiria aqui comigo? – ele observava a janela quando me fez essa pergunta, e eu não sabia se ia até ele e o arremessava pela mesma ou se ria.
- O que foi que disse? – foi a alternativa mais sabia naquele momento.
- Se eu disser que tenho medo de dormir aqui sozinho, você dormiria comigo? Sabe eu posso sentir medo às vezes – ele tinha um sorriso lateral no rosto que mostrava que o garoto a minha frente não era nada inocente e frágil, mas sim um cafajeste de primeira.
- Ouça bem o que vou lhe dizer – meu tom era calmo, porém embargado com o controle em não soca-ló ali mesmo – Não sei que tipo de garotas você conheceu lá fora, mas eu não sou uma delas, pelo contrario, sou bem diferente. Em todos os anos que estive aqui nenhum garoto idiota me tratou como achou conveniente, e você não vai ser o primeiro deles – sem perceber eu havia me aproximado dele, de forma que sentia sua respiração – Espero ter sido bem clara, por que não quero ter de mandar você para a enfermaria logo na sua primeira semana – em um movimento tão rápido quanto a velocidade da luz, ele segurou meu rosto e me beijou, seu hálito de menta invadindo minha boca. O empurrei e quando ele sorriu fechei minha mão direita em punho e a levei de encontro a seu rosto, ele perdeu o equilíbrio por um segundo e depois de estar novamente estável massageou o rosto.
- Você é bem forte para uma garota – quando me encarou percebi que sorria
- Espero que tenha entendido quem manda aqui, ou até o fim de semana teremos alguém em coma na enfermaria – sai do quarto batendo a porta e todos que estavam no corredor me olharam de olhos arregalados, segui para a quadra sabendo de Alby estaria lá, enquanto me dirigia para o lugar eu deixava minha mente se esvaziar. Afinal de contas, quem esse garoto pensa que é?

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Tuts tuts tuts (luzes coloridas, fumaça de gelo seco, pessoas dançando)

Hey gente
Ta ai o primeiro capitulo que eu prometi pra vocês
Bom, antes de ir quero pedir algo... Conversem comigo, interajam, soltem o verbo, desembuchem, eu sei que hoje foi o primeiro dia e tals, mas já estou deixando isso avisadinho pra vocês por que sim u.u (Adoro pessoas que interajam comigo)
Enfim gente, é isso.
Tenham uma boa noite, e que a semana comece muuuuuuuito bem.

Live long and prosper 
Beijos da Ké