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19 de jul. de 2014

Classic - 14



''Bem vindos à Festa de Outono''. Dizia a faixa logo na entrada da faculdade.
Quando chegamos ao salão de festas, eu realmente achei tudo muito bonito. O salão estava todo enfeitado, cheio de luzes, mesas, tinha uma pista de dança e até um DJ. Estava tocando Hot N' Cold da Katy Perry e alguns casais faziam passos legais. Justin e eu nos sentamos em uma mesa e Andrew, a garota que estava organizando a festa, me deu uma flor em uma pulseira para eu colocar no pulso. Eu nunca tinha ido a uma festa daquele jeito, nem mesmo no colegial e, bem, não parecia tão ruim assim. Exceto pelo grande número de pessoas. Eu não me dou muito bem no meio de muita gente.
Por um momento, a música parou e eu vi o Marcos, um garoto que sentava duas cadeiras em frente à minha, subir no palco.
- Sejam bem vindos à Festa de Outono, galera. - ele disse, a voz um pouco rouca por causa do microfone. - Espero que vocês se divirtam, dancem muito e, bem...fiquem com as gatinhas. - e todos riram. - Boa noite. - ele disse antes de sair e a música começar a tocar novamente.
Eu pensei que aquilo seria como um baile, mas estava mais pra uma balada. Tinha até um bar.
- Hey, Hon. - Justin chamou-me. - Vamos dançar?
- Eu não sei dançar. - menti.
- Vamos lá, Hon, eu te ensino. - ele se levantou e estendeu a mão para mim.
- Eu vou pisar no seu pé. - tentei fazê-lo mudar de ideia.
- Ah, qual é? Você não pode ser tão ruim assim. - então puxou a minha mão.
E eu não era mesmo. Na verdade, acho que eu até mandava bem no quesito dança.
Justin me guiou até o meio da pista e fez uns passos muito engraçados. Algumas pessoas começaram a nos encarar.
- O que você está olhando? - eu perguntei pra garota loira que não parava de olhar para o Justin. Pra ser sincera, acho que ela estava o olhando porque estava a fim dele.
Justin gargalhou com a minha atitude.
- Eu detesto essas pessoas que não tem o que fazer. - falei mais alto que normal.
Eu me mexi um pouco quando começou a tocar uma música agitada do Chris Brown.
- Eu adoro essa música. - Justin falou.
- É, é legal. - concordei e me mexi mais um pouco.
Quando o refrão começou, todos ao meu redor começaram a pular e jogar os braços para cima, então eu fiz o mesmo. A música era boa, a batida também. Eu remexi um pouco os quadris na parte mais lenta e depois eu me deixei levar conforme a música.
Quatro músicas depois e eu estava completamente suada.
- Quer fazer uma pausa? - Justin gritou por cima da música.
Assenti e ele segurou a minha mão.
Me senti segura por um momento.
Por um momento esqueci de todo o meu passado perturbador.
- Eu pensei que você não soubesse dançar. - Justin falou quando nos sentamos em uma mesa.
- Não é algo que eu faço com muita frequência. - admiti.
- Quer beber alguma coisa, Hon? - Justin me olhou.
- Uma cerveja.
Ele assentiu e foi em direção ao bar.
Quando Justin voltou com as bebidas, eu peguei a cerveja e pude sentir uma sensação boa quando tomei o primeiro gole. Acho que eu devia isso a mim: um pouco de diversão.
Na terceira cerveja, Justin me perguntara se eu queria parar, mas eu disse não.
Algumas cervejas mais tarde e eu já podia me sentir alegre. Eu só queria me sentir assim pelo resto da vida. É incrível o poder que o álcool tem sobre o meu corpo. Eu conseguia mudar de humor com facilidade.
- Você não acha que já bebeu demais não, Hon? - Justin estava rindo da minha situação.
- Eu? - gargalhei. - Eu tô ótima. - levantei a garrafa para cima. - Tô incrivelmente bem.
- Ah, é? - ele arqueou as sombracelhas. - Vamos embora, eu vou te levar pro dormitório.
- Que isso, cara? - fiz um muxoxo. - Tá maluco? Ei, ei, ei. - eu me levantei. - Vamos dançar um pouquinho, Justin. - eu agarrei a mão dele. - Só um pouquinho.
Justin relutou no começo, mas não recusou. Eu o puxei com uma mão assim como ele havia feito comigo e com a outra mão, peguei uma garrafa de cerveja. Guiei Justin até o mesmo lugar em que a gente estava antes e comecei a dançar. Eu não fazia a mínima ideia de que música estava tocando, eu só queria dançar.
Mexi os quadris sem me importar com quem estivesse olhando, depois rebolei um pouco. Tomei mais um gole de cerveja e me senti um pouco tonta. Eu não estava conseguindo me equilibrar direito em cima dos saltos que Jas havia me emprestado.
- Já chega, Hon. - ele olhou para a garrafa na minha boca.
- Não, Justin. - levantei um dedo. - A garrafa não.
- Me dê essa garrafa, Hon. - ele a pegou da minha mão antes que eu pudesse protestar.
- Justin. - minha voz saiu embargada.
- Vamos embora, Hon. - Justin saiu me puxando.
- Não, eu não vou. - parei e cruzei os braços.
Nós estávamos do lado de fora. Estava fazendo muito frio e eu passei as mãos nos braços para me aquecer.
- Tá frio. - eu disse entre batidas de queixo.
- Toma. - ele colocou seu blazer em mim.
- Eu vou voltar. - caminhei para trás e tropecei. Quase que eu caía de cara no chão. - Que merda de salto.
Justin se aproximou de mim e passou meu braço ao redor dos ombros dele.
- Eu tô bem, Justinzinho. Tô bem.
Justin balançou a cabeça e riu.
- Vamos logo pro seu dormitório, Hon.
Algumas tropeçadas depois e nós chegamos ao meu dormitório.
- Cadê a sua chave, Hon? - Justin me perguntou.
- Tá bem aqui, Justinzinho. - eu peguei a chave única que estava dentro do bojo do meu sutiã.
Ele pegou a chave da minha mão e abriu a porta.
Lá dentro já estava bem mais quente, então eu tirei o blazer dele e o deixei em cima do sofá. Depois tirei os saltos também, eles estavam machucando muito e, além do mais, eu estava tonta o bastante para acabar caindo a qualquer momento, o que não seria uma boa ideia.
Justin estava de pé, perto da porta.
- Justin. - eu me aproximei dele. - Você gosta de mim?
- Você tá muito bêbada, Hon.- ele riu. - Tem certeza de que não quer um remédio?
- Remédio não! - eu balancei a cabeça. - O que eu quero tá bem na minha frente.
Eu caminhei mais para perto dele, nossos corpos a centímetros de distância.
- Você me quer, Justin? - eu abaixei o zíper do vestido, fazendo com que ele caísse no chão no mesmo instante, me revelando só de calcinha e sutiã. - Eu sou toda sua. - e aproximei meus lábios dos dele. Justin recuou.
- Você não me quer, Justin? - eu perguntei, a respiração entrecortada. - Eu não sou boa o suficiente pra você?
Justin passou a mão nos cabelos, nervoso.
- Você não gosta de mim, não é? Eu sou feia? É isso? - lágrimas começaram a se formar no canto dos meus olhos.
- Caralho, Hon! Puta que pariu! - ele se aproximou de mim e apertou meus ombros. - Você é linda, cacete, é perfeita, eu te quero tanto, te quero desde a porra do primeiro dia em que eu te vi. Eu já pensei em cinquenta jeitos diferentes de te jogar na minha cama!
- Então por que você não fica comigo? - eu mordi os lábios, prendendo o choro.
- Eu não quero ficar com você. - ele fez uma pausa. - Não quero ficar com você desse jeito. Eu quero que seja bom, mas não só pra mim. Eu quero que você esteja ciente de cada coisa que acontecer.
- Mas eu estou...- antes que eu terminasse a frase, uma onda de tontura percorreu meu corpo e tudo começou a girar.
Eu ia vomitar.
Corri para o banheiro imediatamente.
Me sentei no chão frio e apoiei as mãos no vaso sanitário. Vomitei. Vomitei tudo o que eu tinha comido mais cedo. Vomitei até não ter mais nada para vomitar.
Justin apareceu logo em seguida.
- Sai, Justin. - eu não queria que ele me visse ali, vomitando. Era deprimente demais. - Sai, por favor. - falei entre soluços.
Mas ele não saiu, pelo contrário, Justin se sentou no chão, ao meu lado, e prendeu meu cabelo com um elástico que ele havia achado em cima da pia. Eu já estava melhorando, podia sentir isso. A tontura havia passado e as coisas estavam começando a voltar ao normal.
- Tô com sono. - murmurei.
- Vem, eu vou te levar pra cama. - Justin me pegou no colo. Eu podia ver quanto esforço ele estava fazendo. Eu não merecia isso, não merecia alguém como ele. Justin me deitou na cama. Então ele saiu do quarto e voltou alguns minutos depois.
- Aqui. - ele me entregou um copo e um comprimido. - É pra dor de cabeça.
Eu não hesitei. Tomei tudo em goles rápidos, que desceram rasgando pela minha garganta.
- Você não pode beber sem comer algo, Hon. - ele se sentou na cama.
Eu não falei nada.
Ele me cobriu com um cobertor.
- Boa noite, Hon. - ele se levantou e foi em direção à porta.
Eu franzi o cenho. Ele estava indo embora? Não. Eu não deixaria que ele fosse novamente.
- Justin. - falei manhosa. Ele se virou e me encarou. - Fica aqui. - pedi.
- Tem certeza?
- Uhum. - assenti.
Então ele se deitou ao meu lado. Eu não posso dizer que estava muito confortável, porque, bem, a minha cama não era tão grande assim e estava meio apertado. Mas depois eu encontrei uma posição boa e pude sentir o calor do corpo de Justin. Tudo ficou tão bom.
- Boa noite, Justin. - eu falei, antes de apagar completamente.

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Okay. É aí que vocês se perguntam: por que eu postei tão rápido se ia postar só com 9 comentários? Bem, eu não aguentei e esperar e mais, ninguém tá comentando ): Só tive 5 comentários no capítulo passado. A fic tá ruim, é gente? Sejam sinceras. Ah, eu tenho prova nas duas próximas semanas, então... dependendo do número de comentários, eu não vou atualizar tão cedo. E quanto às meninas que comentaram: vocês brilham, tuts tuts.
Nath: Huhauehueah, eu também tava morrendo de saudades de você, Nath ): .E não é? Ele é simplesmente maravilhoso! Hhahah, que amor, continuo, sim, linda. :*
Jo: Claro, Jo. E obrigada por comentar!
Kath: Prontinho. :)
Lu: Huaheuheuh, o beijo vai vim logo sim, relaxa! Aaaah, obrigada, sua linda. Sua opinião é muito importante pra mim, de verdade. Minhas férias foram boas, sim, mas e as suas? Como foram? Beijos.
Paty: Eu também tava com muitas saudades, linda. ): Vai rolar beijo logo logo. Obrigada por comentar. Beijão!

16 de jul. de 2014

Classic - 13





- Eu não estava fazendo nada demais. - declarei.
- Morgan. - ela levantou as sombracelhas. - Eu te conheço bem o bastante.
- Eu entrei numa academia. De kickboxing. - falei e esperei pelos gritos e berros e até mesmo pelas broncas. Mas nada aconteceu. Jas só ficou me encarando e depois deu de ombros. - Onde está toda a gritaria?
- Eu não vou gritar com você. - ela disse. - É uma decisão sua, mesmo que eu não aprove, você sabe. Por que você tem que fazer isso?
- É uma coisa na qual eu gosto, Jasmine.
Ela respirou fundo. - Tudo bem, tudo bem. - e segurou a minha mão. - Eu só fico com medo de você se machucar.
- Eu não vou.

Ver o Justin foi completamente estranho porque eu sentia que as coisas haviam mudado entre nós, de uma certa forma. Eu conseguira ficar uma noite com um garoto sem xingá-lo ou socá-lo. De certa maneira, isso era bom, mas ao mesmo tempo ruim, porque em algum momento eu teria de contar a verdade e eu sabia que Justin ia se afastar de mim depois disso. Então eu decidi aproveitar as coisas como elas estavam. Estava tudo muito legal. É só relaxar, pensei. Ele veio à noite, no meu dormitório. Foi a Jasmine quem abriu a porta, eu estava no meu quarto, lendo um livro, mas parei de prestar atenção assim que bateram na porta.
Eu achei que era a Jas - mesmo sendo estranho o fato de que ela nunca batia na porta antes de entrar -, então disse: - Pode entrar, Jas.
- Ei, Hon. - Justin me pegou de surpresa.
Eu estava toda desengonçada, com o cabelo amarrado em um amarrado de cavalo, uma camiseta e um shortinho. Não estava tão frio porque eu ligara o aquecedor. Mas pra piorar, eu estava meio que deitada ao contrário na cama, porque estava tentando achar uma posição confortável para ler. Eu dei um pulo e soltei um gemido quando vi Justin parado ali na minha porta.
- Oi. - eu fiquei de pé rapidamente  e cruzei os braços contra o peito, porque bem, eu estava sem sutiã e não seria uma opção muita boa que Justin visse meus mamilos dando um ''oi''.
- Como você está? - ele sorriu. Justin vestia uma calça jeans surrada e uma blusa cinza. Estava completamente bonito, de qualquer jeito.
- Estou bem, hum, e você?
- Eu passei aqui pra saber qual vai ser a cor do seu vestido de amanhã, sabe, pra gente combinar.
Amanhã. Amanhã era a Festa de Outono. Eu ainda nem havia pensando sobre isso. Talvez não fosse uma boa ideia ir, mas que da última vez em que eu dissera isso, Justin falou que iria me arrastar até o baile, então eu iria. - Não sei ainda. Te mando uma mensagem quando eu descobrir.
- Certo.
- Nós temos mesmo que ir? - levantei o olhar.
- Sim, ou você não quer sair comigo, Hon?
Eu não queria responder isso, então disse: - Tchau, Justin.
E ele foi embora.
Se fosse há alguns dias, eu provavelmente diria que não. Assim, rapidamente. Mas agora eu tinha que pensar. Era uma grande dúvida, porque mesmo que eu tenha prometido para mim mesma que nunca mais me aproximaria de um garoto, Justin conseguia quebrar todas as regras. E não é só porque ele fora totalmente persistente no assunto, mas porque ele era um garoto realmente legal.

- Veja esse. - Jas levantou o vestido rosa pra mim e rodou com ele em frente ao corpo.
Eu estava sentada no sofá e Jas havia acabado de voltar do shopping. Ela insistira para que fosse com ela, mas de jeito nenhum que eu iria. Talvez antigamente, mas não nos tempos de hoje.
- É fofo. - comentei, mesmo não estando prestando muita atenção.
- Luvas são fofas. Isso aqui é fabuloso.  - ela disse e pegou outro vestido na sacola. - E esse. Esse custou mais que o carro da minha mãe, mas é seda, não há como errar.
- Sim, os dois são fofos.
Ela me olhou espantada: - O que eu disse sobre essa palavra?
Revirei os olhos.
- Vou ficar com o seda. - ela decidiu. Jas se virou, pegou uma sacola e a estendeu para mim.- Pega.
Puxei a sacola. Peguei o vestido que tinha dentro dela, era preto, tomara que caia. Muito bonito.
- O que é isso?
- É o que você vai usar essa noite.
- Sem chance. - eu disse. - Eu já sei o que eu vou usar.
- O quê? Um dos vestidos velhos da sua avó?
- Para com isso. - eu gargalhei. - Eles são bonitos, okay?
- Então tá. - ela sorriu.
- Meu Deus, Jas, isso deve ter custado uma fortuna.
- E daí? Você é minha amiga e amigas servem pra isso.
- Eu não posso aceitar.
- Você só não pode como vai. - ela fez uma pausa e me encarou. - O que você está esperando? Vá lá, fale com o Justin que você vai usar preto esta noite.

Toc Toc.
Quando eu ouvi as batidas na porta, meu coração parou, eu tinha esquecido como se respirava e também estava começando a suar. Tudo assim, ao mesmo tempo. Era estranho o misto de sentimentos que Justin conseguia causar no meu corpo e, mesmo assim, eu não me sentia desconfortável ao lado dele. Pelo contrário, eu sentia que podia conversar sobre tudo com ele. E ser eu mesma, o que é o mais importante. Às vezes não se consegue isso em um relacionamento. Que droga eu estou falando? Eu e Justin nem somos um casal. 
Toc Toc.
Eu tomei uma respiração profunda, pisquei algumas vezes bem rapidamente e fui até a porta. Girei a maçaneta e abri a porta. Justin estava ali, muito bonito como de costume. Agora eu entendia porque as meninas desmaiavam por ele. Ele não era como os outros meninos, ele tinha algo a mais. Eu não sei, acho que eu estava com saudades porque meu coração ficou tão acelerado quando Justin sorriu que eu tive que ser forte para conseguir continuar a respirar. Era como se todas as minhas terminações nervosas estivessem pulsando. Foi naquele momento que eu vi Justin com outros olhos. Eu não vi o garoto que eu não gostava nem um pouco, e sim o garoto que havia me chamado para sair.
- Justin. - sussurrei.
Ele estava em com uma camisa branca por baixo do blazer. Usava uma calça caqui preta e sapatos combinando. Tinha um relógio bastante bonito no pulso esquerdo. Seu cabelo estava perfeitamente arrumado e ele esboçou um sorriso assim que me viu.
- Hon. - Justin me olhou com cautela, seus olhos brilhando. - Você está linda.
E foi naquele momento em que eu me dei conta de que estava em um encontro. Eu quis voltar para dentro, fugir, mas meus pés pareciam que estavam colados no chão. Eu sabia que tinha que ficar ali. Então eu parei de lutar. Parei de lutar contra tudo, contra todos os meus ''princípios''. Eu só queria estar ali, eu gostava de não ter medo. Às vezes o medo te aprisiona numa bolha que você não consegue sair até se dar conta de que está tudo seguro. Seguro. Segura. Era assim que eu me sentia. Eu sorri e fiz o meu cérebro funcionar. 
- Você também. - eu disse por fim.
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Quem aí quer beijo? UHUL. Então preparem seus corações, mocinhas! Eu não tô prometendo nada, ok? Só tô dizendo que, talvez... TALVEZ tenha um beijo em um futuro próximo. Bem, eu estava viajando, então não me culpem. Eu fui no show do Luan Santana, ele canta MUITÃO. E também é bem lindo. Okay, sobre a fic: eu tô amando escrevê-la. Mas e vocês? Estão gostando? Gatas, obrigada pelos comentários, você são divas! 

Polly: Ei, Polly, eu não vou. Aliás, eu nem teria coragem, haha. Você realmente acha isso? uaheuahe. Bem, obrigada, sua linda!
Gaby: Ei, Gaby, eu também achei isso KKKKKKKKKKKKKKKKK, coitada da Morgan ): Sim, sim, eu vou tentar assistir pela internet, e, obrigada pelo conselho, porque eu sou bem chorona mesmo haha.
Paty: Eu não sei, hein, Paty... haha
Jo: Claro, Jo, obrigada pelo comentário.
Nath: Huaheuaheuhea, logo logo você vai descobrir, Nath, é só ter calma. Me desculpa por ter demorado, como eu disse, eu tava viajando, enfim... Obrigada pelo carinho, você é muito fofa!
Vic: Claro, Vic! <3 o:p="">
Anônimo: Me desculpe por isso. ): Eu tive que viajar. Sinto muito, muito mesmo. Eu não abandonaria nem se eu quisesse, haha, e obrigada por comentar.
Geeh: Hey, Geeh, nem te conheço mas já te amo kk. A Hon é mesmo burra, não é? Mas eu acho que no lugar dela, teria feito o mesmo. Sou muito orgulhosa também, lol. Você acha isso mesmo? Meu Deus, isso me deixa hiper feliz. De verdade. KKKKKKKKKKKKKKK. Bem, obrigada por comentar então, agradeço mesmo. Ah, obrigada por esse carinho imenso também e por entender meu motivos, isso é muito importante pra mim. OMG, tá falando sério? Que emoção! Acho que eu nunca pensei nisso. Ganhei meu dia! Sério, obrigada, linda, agradeça a sua amiga também. Vocês são muito fofas, haha. Beijos!


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16 de mai. de 2014

Classic - 10

Depois que saí da academia, fui correndo para a faculdade.
E o guarda continuava dormindo. Em que tipo de país nós estamos?
Tomei um banho rápido e sequei meu cabelo com o secador. Depois peguei uma maçã e fui correndo pra sala de aula. Eu estava atrasada, completamente atrasada. Onde eu estava com a cabeça quando achei que chegaria a tempo? Da próxima vez, eu teria de ser mais rápida. Os corredores estavam vazios e eu continuava correndo. Até que fui parada pela senhora Martinez.
Tinha que ser justo agora? Por que quando se está atrasada milhares de coisas tendem a acontecer?
Eu suspirei longa e pesadamente. Fechei meus olhos e continuei caminhando, desejando que ela não me visse.
1.
2.
3.
- Smith? - ela me chamou. Então eu tive que parar e me virar para encará-la.
- Senhora Martinez. - sorri tentando parecer o mais simpática possível.
- Você está bem? - ela levantou o olhar.
- Estou. - dei de ombros.
- E o seu pé? 
- O meu pé? - Do que aquela maluca estava falando? - O meu pé está ótimo; na verdade nunca esteve melhor, por que?
- Ótimo? - ela segurou os óculos. - Mas eu pensei que você tivesse torcido o tornozelo.
Droga. Droga. Droga.
Como pude me esquecer disso?
- Ah, é. - cocei a cabeça. - E eu torci! Mas já sarou, eu já tô bem. 
- Mas tão rápido assim? Eu nunca vi isso acontecer.
- Olha só pra você ver! São os milagres da medicina em ação. - então pisquei para ela.
Ela deu de ombros.
- Onde você estava? Por que não está em aulas?
- Será que é por que você está me incomodando? - falei, a obviedade em minhas palavras.
- O que disse?
Arregalei os olhos.
- É que eu acabei dormindo um tanto. - sorri.
- Ah, garota, será que você...
Eu a interrompi.
- Olha só senhora Martinez, eu preciso ir. Você está ouvindo isso?
- O quê?
- É o professor me chamando.
- Mas...
- Até logo. - acenei para ela e saí correndo.
Por que diabos essas coisas só acontecem comigo?
Eu coloquei minha cabeça dentro da sala de aula e o professor me observou.
- Posso entrar? - perguntei.
Então todos olharam para mim. Inclusive Justin, o olhar dele me queimava.
O professor nada disse, então eu simplesmente entrei. Ele escrevia alguma coisa em um papel e quando eu passei, ele me entregou. Era uma advertência. Eu ficaria 20 minutos após a aula. Realmente pensei que isso só acontecia no colegial.
Me sentei ao lado de Justin ele sorriu de lado, depois me cutucou quando o professor se virou para o quadro negro.
- Como a Hon tá rebelde! - ele exclamou. - Ganhou uma advertência.
Revirei os olhos.
- Isso definitivamente não é algo legal.
- Não se preocupe, Hon. Eu fico com você.
- O quê? Tá maluco? Você não pode simplesmente ganhar uma advertência, é como se...
Então Justin não me esperou terminar de falar. Ele se levantou e subiu em cima da mesa do professor. Enquanto isso, o professor, assim como todos na sala, o encaravam. Começaram a rir quando Justin fez alguns passos de dança. Depois ele desceu e olhou para o professor.
- 20 minutos depois da aula. - ele comentou, indiferente.
Não é como se os professores da faculdade se importassem com os alunos. Eles só queriam ter um bom salário e tudo mais. Não estavam ali para cuidar dos filhos dos outros.
Justin voltou para o seu lugar, ao meu lado.
- Eu não acredito nisso. - coloquei minha mão sobre a boca, ainda um pouco assustada.
Ele simplesmente deu de ombros.
- Justin! - eu lhe dei um tapa no ombro.
Ele gargalhou e eu também.
- Você está maluco da cabeça.

Quando todas as aulas acabaram e as pessoas se levantavam extremamente cansadas, eu e Justin ficamos no mesmo lugar.
- O que se faz em uma detenção na faculdade? - perguntei a Justin.
- Exatamente nada. - ele falou.
Eu olhei para o professor sentado na mesa. Ele consertou os óculos e continuou mexendo em uma papelada.
Me martirizei por ter chegado atrasada, mas a culpa não era exatamente minha e sim da Senhora Martinez. Eu teria chegado a tempo, só precisava ter corrido um pouco mais.
- O que você vai fazer hoje? - Justin chamou minha atenção, ao meu lado.
- Dormir? Duh. - dei de ombros.
- Antes disso? - ele insistiu.
- Não sei, ver TV?
- E depois?
Revirei os olhos.
- Fala logo, o que você tá querendo?
- Eu não sei, a gente podia ver um filme. - Justin sugeriu.
- Não. - neguei com a cabeça.
- O que há de errado?
- Nada, eu até gosto de filmes, mas eu não sei. - pensei um pouco. - Isso não seria algo como um encontro, seria? - questionei.
- Se eu disse que sim, você não aceitaria, não é?
- Não.
- Então não é um encontro. - Justin disse.
- Okay.
- Okay?
- Sim, está okay. Que horas você vem?
- Às sete, tudo bem pra você? - ele arqueou as sombracelhas.
- Sim, tudo bem. - eu disse e então o professor nos dispensou.
- Te vejo às sete. - Justin e eu nos despedimos.
E eu sorri.
Muito.


4 de mai. de 2014

Classic - 09


- O quê? - perguntei perplexa. - Isso é algum tipo de pegadinha ou algo assim?
- Não, não é uma pegadinha. - nós começamos a caminhar. - Eu deixo você ter o privilégio de sair comigo.
- Obrigada, mas eu dispenso.
- Não tem essa de dispensar, Hon. Eu te arrasto até aquele baile, mas você vai comigo.
- E se eu te disser que já tenho um par?
- Eu sei que você não tem. Jasmine me disse.
- O quê? Como assim? Isso é algum tipo de complô contra a minha pessoa? - nós cruzamos o corredor. - Desde quando vocês decidiram virar amigos?
Justin deu de ombros.
- Eu não sei, ela é uma boa garota.
- Uh, uma boa garota? - levantei a sombracelha. - Então chame ela pra sair.
- Isso é uma pitada de ciúmes. - Justin me cutucou com o cotovelo.
- Nem fodendo. - o encarei. - Eu só realmente não quero ir a esse baile idiota.
- É, mas você vai, e eu garanto que vai ser divertido. - nós nos sentamos.
- Você não pode simplesmente ir com outra pessoa? - indaguei.
- Não, não posso. - ele concluiu.
Então eu revirei os olhos.

Toc Toc.
- Quem é? - eu estava no sofá vendo algum seriado qualquer quando tocaram na porta. Jas ainda estava em aulas, então eu estava sozinha em casa.
Toc Toc.
- Urgh, será que é tão difícil de responder? - me levantei, indo em direção à porta.
Toc Toc.
Bufei irritada.
- Eu posso saber o que...
- Onde Jasmine está? - Luke apareceu em minha frente. Ele tinha um semblante sério, não estava querendo brincar.
- Está em aulas. - eu disse simples.
Ele adentrou no dormitório como se aquela fosse a casa dele.
- Ei! - protestei. - Você não pode ficar aqui. É proibido.
- Onde Jasmine está? - ele repetiu, procurando pelos quartos.
- Eu já disse que ela está em aulas. - eu me lancei em frente à porta do meu quarto, incapaz de deixá-lo entrar.
Ele me olhou furioso.
- Será que dá pra ir embora? - eu lhe perguntei, nossos olhares nivelando raiva.
- Eu não vou embora até você me deixar entrar aí.
- Você não vai entrar aqui, seu louco! - vociferei.
- Morg, você viu o que colocaram nas paredes do... Luke?! O que está acontecendo aqui? - Jasmine adentrou o dormitório e eu soltei toda a minha respiração.
- Onde você estava? - ele se virou para ela.
- Eu estava em aulas, mas o que... - ele não deixou que ela terminasse a frase. Luke puxou Jasmine pelo braço.
- Solta ela! - berrei.
- Não, Morg, está tudo bem, okay? Estou bem, só vou ter uma conversa com ele. - ela me encarou e eu sabia que não deveria deixar isso acontecer, mas ela estava me pedindo isso e o que eu podia fazer?
Eu suspirei quando ele a arrastou para fora do dormitório.
Soquei a primeira coisa que vi pela frente: a porta. Não me importei com a dor naquele momento, eu só estava furiosa. Quando se está com raiva, você não sente a dor, só sente a raiva. Então eu soquei novamente e só parei quando eu senti uma lágrima escorrendo pela minha bochecha. Eu chorei um pouquinho, mas eu sabia que eu precisava daquilo. Eu não estava com raiva apenas porque Jasmine havia obedecido Luke, eu estava com raiva de mim também, por eu ter sido uma fraca por um tempo na minha vida. Exatamente naquela época. Talvez a culpa não fosse exatamente minha, mas eu sempre a carregaria, como um fardo.
A questão é que eu não aguentava ver isso acontecer novamente, independente da intensidade que fosse. Mulheres não foram feitas pra obedecer os homens. Isso é ridículo. Eu odiava ver a forma que algumas garotas se submetiam a seus namorados. Exatamente como eu.
Exatamente como eu.
Eu chorei baixinho por algum tempo, eu só queria fazer isso: chorar. Sozinha. Eu e a minha respiração descompassada. Talvez fosse bom. Às vezes é bom chorar, dizem que lava a alma. Ah, quem dera se isso fosse realmente verdade. Quem dera se a cada lágrima derramada, a minha dor fosse embora. Mas ela não iria, não tão cedo.
Algum tempo depois, Jasmine voltou. Eu pude ouvir o sapato dela contra a mármore. Tentei limpar as lágrimas, para disfarçar, mas nada poderia disfarçar meus olhos vermelhos e minha cara de choro.
- Morg. - ela falou meu nome, da porta. Não me virei, então ela se aproximou mais um pouco. - Você tava chorando? - Jasmine se sentou ao meu lado, na cama.
Não respondi, ela sabia que eu estava.
- Não precisa chorar, eu estou bem. - Jasmine se deitou ao meu lado e eu me virei. Nós ficamos encarando o teto por um tempo. Silêncio.
- Eu só não quero que você sofra o mesmo que eu sofri. - dei de ombros.
- Isso não vai acontecer, eu sei o que estou fazendo. - ela declarou. - Além do mais, a sua situação foi bem diferente da minha, não é?!
- É, tem razão. Mas eu me preocupo com você. Eu só não quero que você se machuque. Tudo bem que o que eu passei foi bem pior, mas eu não quero ver a minha amiga sendo mandada por um homem.
- Eu te entendo. - ela me abraçou e encarou meu rosto. - Mas pode ficar tranquila, Morg. Eu estou bem.
Silêncio.
- O que é isso? - Jasmine se levantou.
- O quê? - minha voz era um fio.
- Sua mão. - só depois que ela falou eu pude sentir como a minha mão estava doendo. Estava ardendo, eu não sei, era como se queimasse por dentro. Não a minha mão, a minha mão também doía, mas o sentimento dentro de mim era mais forte.
- Não é nada.
- Como nada?
- Eu só soquei a porta, nada demais.
- Você tá maluca, Morgan? Vamos pra enfermaria agora! - ela se colocou de pé e me encarou.
- Não vou pra droga de enfermaria. - falei - Eu estou bem, Jas, pode relaxar.
Eu sabia que ela ficaria com essa ideia na cabeça enquanto eu não fizesse algo.
- Eu vou fazer um curativo, okay? -  a encarei. - É sério.
Ela suspirou.
- Você tem certeza de que está bem? - ela olhou de relance enquanto eu amarrava o esparadrapo em volta da minha mão.
- Sim, estou. - respondi. - Eu só ficaria melhor se você estivesse bem.
- O que acha de vermos um filme? - Jasmine mudou de assunto.
Assenti.
- Ok, mas você faz a pipoca. - ela piscou pra mim e sorriu.
Naquele momento, eu sabia, tudo havia voltado ao normal.
Programei algo como 2:00 minutos e então o microondas apitou. Eu peguei a pipoca e a coloquei em uma tigela. Depois achei algumas latinhas de refrigerante na geladeira e levei tudo para a sala.
Nós passamos o resto da noite assistindo filmes de terror. Eram os preferidos da Jasmine, enquanto eu  gostava mais dos filmes de ação.

- Eu sabia que você ia concordar em ir ao baile com Justin. - Jas falou durante o café da manhã. - Eu super apoio isso.
- O quê? - lhe lancei um olhar curioso. - Como você sabe sobre isso?
Ela deu de ombros.
- Eu não acredito que você anda conversando com Justin.
- Pode ficar tranquila, Hon. - Jas colocou as mãos para o alto. - Nós somos apenas amigos.
- Eu não estou preocupada com isso. - declarei.
- Uh-hum. - ela comprimiu os lábios. - Sei.
- Que seja. - revirei os olhos.
- Vamos? - ela se levantou.
- Não, não. As minhas aulas só começam mais tarde hoje.
- Tudo bem, então. - ela me deu um beijo na testa. - Até a hora do almoço.
- Até.
Eu esperei Jasmine sair e fui por outra direção.
Fiquei com um pouco de medo por não conseguir passar pela portaria, mas o segurança da faculdade estava dormindo.
Suspirei aliviada e atravessei a rua.
Era tudo muito movimentado, vários carros e pessoas também. Caminhei por algum tempo da manhã procurando por uma academia de kick boxing, até achar uma a algumas quadras da faculdade.
Não é que eu não quisesse que a Jasmine não soubesse, eu só não queria que ela se preocupasse. Ela nunca concordaria em me deixar voltar a treinar sabendo que eu estava com a mão ''machucada''. Nem doía tanto assim, então eu joguei o esparadrapo em uma lixeira e entrei na academia.
É, eu havia me matriculado numa academia de kick boxing.
Como nos velhos tempos.
Ou não.

***************************************************
Oi, lindas! Agradeço por serem tão pacientes comigo e tudo mais. É que eu tava descansando um pouco, sei lá, minha vida tá meio confusa. Enfim, obrigada por entenderem, eu amo muito vocês. Simplesmente amei os comentários do capítulo passado, amo quando vocês fazem um comentário interagindo com a fic, é demais!
Rai: Awww, obrigada, linda, que bom que você está gostando.
Nath: Obrigada, eu agradeço muito, adoro quando você comenta.
Justin D. : Kkkkkk aaah, obrigada, adorei que você está gostando. Obrigada por isso.
Jo: Claro. :)
Lu: Aaah, sério?! Obrigada, de verdade haha.
Ketlin: Huaheuhaeuah, aguenta mais um pouco aí, gatinha. Obrigada por comentar!
Lekka: Really? Meu Deus! Obrigada, sua linda, sério mesmo, eu nem vejo Classic como uma fic tão boa assim, mas se você está dizendo...Quem sou eu pra duvidar? Huuahuehauhah. Obrigada pelo carinho e me desculpa pela demora. :/
Vic: Obrigada hahah, ai, meu Deus, nem sou uaheuahe. Obrigada de novo, Vic, você é demais!


Divulgando: http://imaginebelieberdatay.blogspot.com.br/2014/04/life-sinopse-one-life-conta-historia-de.html

21 de abr. de 2014

Classic - 08

TRAILER: https://www.youtube.com/watch?v=6-VhWw0sRsg
Ignorem o EM BREVE no final uaheuhaueh. Uma amiga minha que fez.


- Você vai à Festa de Outono? - Jas perguntou enquanto tomávamos o café da manhã.
- Festa de Outono? - arqueei a sombracelha. - O que é isso?
- É uma festa, e é de casais. - ela disse. - É só isso, uma festa de outono, que é para casais.
- Bom, então eu não vou. - me levantei e coloquei o copo na pia.
- Por que? - ela falou, ao meu lado.
- Porque eu não tenho um par.
- Vá com Justin.
- Nem fodendo.
- Por favor, se você não for, eu também não vou.
- Isso é chantagem! - me virei para ela. - Além do mais, Justin nem me chamou.
- Mas ele vai. - Jas afirmou.
- Não, ele não vai. - retruquei. - Justin e eu somos apenas amigos e um monte de meninas já deve ter convidado ele.
- Não importa, ele gosta de você, Hon.
- Ah, não. - fui para a sala, Jasmine andando atrás de mim. - Até você?
- Fazer o quê, Honzinha?! - ela apertou minhas bochechas.
- Isso é ridículo. - me livrei dela e peguei minha bolsa. - E vamos logo porque eu não quero me atrasar.
- Nossa, mas como hoje ela tá difícil. - brincou Jas.
- Você vai com quem? Com Tobby?
- O quê? - ela se assustou. - Eu vou com o Luke!
- Eu pensei que rolasse uma química entre vocês. - brinquei.
- Não, não rola, e você sabe que eu gosto do Luke, Morg.
- Eu sei, mas... eu não gosto de algumas atitudes dele, você sabe disso.
- É, eu sei, mas no fundo ele é uma boa pessoa.
- Jas. - chamei-a.
- Hum?
- Por que você falou com Maggie?
- Falei o quê? - ela ajeitou a mochila nos ombros.
- Sobre Justin. - nós cruzamos o campus.
- O que tem demais? É só o Justin.
- E é a minha vida, não precisa tentar resolvê-la.
- Eu não estou tentando fazer isso, só estou tentando te ajudar.
Respirei fundo e contei até três lentamente.
Eu não queria discutir com a Jas.
Não queria.
Então eu apenas tentei relaxar.
- Você está bem, Morg? - Jas me segurou pelo ombro.
- Sim, Jas, estou.
- Me desculpe sobre isso, okay?
- Sim, está bem.
- Até o intervalo, Hon. - Jas gargalhou antes de ir em direção a sua sala.
- Bom dia, Hon. - Justin se sentou na cadeira ao meu lado.
- Hey! - eu lhe lancei um sorriso.
- Bom dia, turma. - o professor chegou na sala e todos se sentaram. - Vamos todos para o laboratório. Em silêncio.
- Uh, eu odeio isso. - falei.
- Eu também. - Justin disse.
- E ainda tenho prova de Física. - revirei os olhos.
- Física? - Justin riu. - Física é muito fácil. Vamos lá, Hon, eu vou te ajudar a estudar.
- O quê? Desde quando você resolveu bancar o inteligente? Outro dia você me ajudou com Química, não venha me dizer que é bom em Física também.
- Eu sempre fui, só não queria que você soubesse.
Minha mente ainda estava lutando pra tentar captar aquela informação.
- Certo, espertão, e como vamos fazer isso?
- Simples, vamos matar aula.
- Tá maluco? Isso é errado!
- Vamos lá, Hon, é por uma boa causa.
- Tudo bem, mas só porque eu detesto aula de laboratório.
Nós esperamos as pessoas saírem da sala  enquanto fingíamos que arrumávamos os materiais.
- Vocês não vem? - Lisa Robertin perguntou, da porta.
- Já estamos indo, Luna. - Justin respondeu.
Eu lhe dei uma cotovelada.
Justin sorriu para ela e ela sorriu para ele, antes de ir.
- O nome dela é Luna. - eu comentei.
- Tanto faz. - ele deu de ombros. - Vamos logo.
- Eu não sei o que essas meninas tem na cabeça. - revirei os olhos.
Justin me puxou pelo braço.
- Ei! - protestei, mas o acompanhei.
Nós fomos até a porta da sala e observamos os corredores. Estavam vazios.
- No três, okay? - Justin perguntou e eu assenti. - 1...2...3.
Ele segurou a minha mão e nós começamos a andar rapidamente.
Estudar em uma faculdade como aquela não era nada fácil, os professores meio que não admitiam falta e muito menos alunos que fugiam das aulas.
Eu respirei fundo quando nós viramos o corredor e a senhora Martinez, professora de Espanhol, saiu de uma sala de aula com seu salto barulhento. Foi tudo tão rápido, Justin me pegou no colo e eu o encarei de maneira confusa, a senhora Martinez nos encarou de maneira mais confusa ainda
- O que fazem aqui? - ela questionou. - Não deviam estar em aulas?
- Ela machucou o tornozelo. - Justin respondeu.
- E ela não pode ir sozinha pra enfermaria? - seus olhos, atrás do óculos de grau, nos lançavam um olhar desconfiado.
- Ela não consegue andar, o tornozelo dela tá doendo muito.
- É, muito mesmo. - eu fiz a minha melhor cara de dor.
- Certo, então vamos, eu acompanho vocês.
- Não precisa, senhora Martinez, a senhora deve ter muita coisa pra fazer. - eu falei, rapidamente.
Ela encarou a sala de aula à sua direita e concordou.
- Espero que você fique melhor, garota. - ela falou.
- Ela vai. - Justin falou e esperou que ela entrasse na sala antes de continuar nosso trajeto.
- Dor no tornozelo? - eu comecei a rir.- De onde você tirou essa?
- Era isso ou uma suspensão. - ele deu de ombros.
Nós rimos um pouco, até um silêncio dominar o momento.
- Justin. - pigarreei.
- Sim, Hon?
- Você já pode me colocar no chão.
- Ah, certo. - ele me colocou no chão e eu ajeitei a mochila nos ombros. - Ainda bem porque você é muito pesada.
- Você é um fraco! - lancei.
- Fraco? Você vai ver o fraco. - Justin começou a correr e eu corri mais ainda.
- Sai, Justin. - eu disse quando ele se aproximou. Quer dizer, ele era mais rápido e isso era meio provável.
Nós saímos do prédio de Ciências Humanas e começamos a correr pelo campus até chagarmos a uma área na qual eu nunca tinha visto antes. Tinha uma grama bem aparada e algumas árvores com folhas ao redor, isso porque estávamos muito próximos do outono. Também haviam alguns bancos, era como um parque, ou uma praça, não sei. Era uma área um pouco diferente da que eu tinha visto no dia em que corri e desmaiei. Talvez fosse porque esse espaço fosse maior.
Quando Justin me pegou, ele veio com tanta velocidade que caímos no chão. Justin caiu em cima de mim e não foi nada legal.
- Sabe o que eu vou fazer com você, garota Hon? - Justin perguntou, sua respiração entrecortando a minha.
- O quê?
- Uma coisa que eu faço muito bem. - então ele começou a fazer cócegas em mim.
- Seu imbecil, pare com isso. - eu lhe pedi. - Nós.Temos.Que.Estudar. - falei entre risadas.
- Tudo bem, tudo bem. - ele se levantou e me deu a mão para que eu fizesse o mesmo.
Caminhamos mais um pouco.
Eu passei as mãos nos braços e me encolhi um pouco quando um vento veio em nossa direção.
- Eu nunca tinha passado por esse lado da faculdade. - comentei.
- É, aqui é bem grande mesmo. - Justin falou. - Física, certo? - Ele se sentou no chão, sob a grama.
- Certo. - me sentei ao lado dele e peguei o livro dentro da mochila.
Afinal, estar com Justin não era tão ruim assim.
Nós estudamos pelo resto da manhã e ele me esclareceu algumas coisas que eu realmente não conseguia entender com a ajuda do professor. Justin era realmente bom nisso. Ele parecia ser bom em todas as matérias. Acho que eu tive uma impressão errada sobre ele em um primeiro momento.
Depois nós fomos para o refeitório e eu me encontrei com Jas, enquanto Justin decidiu se sentar com alguns amigos.
Quando o sinal soou, Justin veio em minha direção e eu me despedi de Jas.
- Sinto muito lhe informar, senhor Bieber, mas as aulas da tarde eu não vou matar.
- Oh, garota, Hon, isso é realmente uma pena. Vai dizer que você não se divertiu?
- Mas é claro que não! Como alguém pode se divertir com o tornozelo machucado? - perguntei e ele riu.
- Justin, Justin. - uma menina loirinha se aproximou de nós. Quando digo ''nós'' quero dizer Justin. Ela enrolou uma mecha de cabelo com o dedo e eu revirei os olhos. - Vamos ao baile de outono comigo?
- Não, eu já tenho um par. - ele disse, o que foi mais um sinal como: '' Saia daqui! '' .
Então a garota bufou irritada e saiu.
- Eu não acredito que você vai a esse baile idiota.
- É, eu vou. - Justin sorriu. - E você vai comigo.

****************************************************************************
Oi, meninas. Como foi a páscoa de vocês? Ganharam muitos ovos? Eu não :(. Enfim, eu quero dizer que sei que não sou a melhor escritora dese blog, mas eu gosto muito de vocês, muito mesmo.
Duda: Oi, obrigada, que bom que você está gostando. :)
Ketlin: Obrigadaaa, e sim, é um saco, detesto semana de provas. Ah, e obrigada novamente. É muito bom saber que alguém me compreende.
Feer: Huauhuaheuah, nãh, eu vou contar, espera mais um pouquinho, sério. <3 p="">Lu: Obrigada, Lu, sua linda!
Anônimo: Obrigada uaheuhea que bom que você está gostando. Fico feliz!
Anônimo: Obrigada e obrigada por comentar!
Joana: Claro. <3 p="">Nath: Obrigada uaheuhauehaueh espera mais um pouquinho que eu conto. Beijos, linda!
Patty: Obrigada, eu vou contar, espera só um pouquinho uhaeuahuehaeh.
Yara: É.. me desculpe por isso.
Rê:  OMG, me desculpa, sério uaheuhaeuheha. Entendi. Awww, obrigada, de verdade. O nome dela é Morgan, o apelido é Morg, mas o Justin chama ela de Hon. Lê os capítulos iniciais de que você vai entender uaheuaheue. E a propósito, eu AMEI seu comentário, obrigada, linda!
Anônimo: Aaah, continuo. *-*
Anônimo: uahuehuaheuhe, obrigada e obrigada por comentar.

Isso é tudo, pessoal.
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Beijinhos da Vic. Xx






26 de mar. de 2014

Classic - 07


Olhem que linda a nossa Morg hahah <3 br="">



Eram 10:00h da manhã quando Maggie me ligou. Eu havia acabado de acordar e só estava curtindo um pouco a cama. Sabe quando você acorda e está com preguiça de se levantar? Então.
- Maggie! - atendi ao telefone, surpresa.
- Morg! - Maggie falou animada. - Como você está?
- Estou bem. - me sentei na cama - E você?
- Estou ótima. - ela respondeu. - Você está gostando daí?
- Oh, sim. É um bom lugar, eu realmente estou gostando.
- E as pessoas? Como elas são? - eu podia ver ela examinando minhas palavras.
- Elas são legais, eu acho. - dei de ombros.
- Você fez amigos?
- Sim, tem a Jas.
- Não estou falando de Jas. Estou falando de... - Maggie fez uma pausa. - Como é mesmo o nome dele? Jessie...Jordan...Justin! É isso. Justin.
Fiquei surpresa.
- O quê? - levantei da cama de uma só vez. - Quem te falou sobre Justin? Como você sabe disso? Eu não acredito. Eu... eu vou matar a Jasmine!
- A Jas só quer o seu bem, Morg. Você não pode culpá-la por isso.
- Sim, eu posso. Ela não tem esse direito. Essa é a minha vida. Vocês não podem interferir. - explodi.
- Se acalme, maninha. É só um garoto.
- Tudo bem. - respirei fundo. - Estou bem.
- Como você está lidando com isso?
- Eu não sei, acho que estou lidando com isso de uma maneira agradável.
- Não minta pra mim. Jas me disse que você o socou.
- Ei. - protestei. - Isso foi quando nos conhecemos. Agora eu estou mantendo uma relação amigável com Justin.
- Certo. Eu sei o que você está pensando. Não adianta esconder isso de mim, Morg. Eu sei bem o que você está pensando. Mas eu quero te dizer uma coisa, você quer ouvir?
- Sim, eu quero.
- Acho que você precisa enterrar o passado. Deixe para trás. Esqueça isso. Você não pode se torturar por uma coisa que não existe mais.
- Eu estou tentando, Maggie, juro que estou, mas não consigo. É impossível.
- Não, não é. Você tem que ser forte, isso é uma bagagem que você vai carregar pro resto da sua vida, mas nem por isso, nem por isso, me escute bem, nem por isso você vai deixar de viver. Você não pode deixar de viver. Não pode parar sua vida por isso. Agora eu quero que você me prometa uma coisa, okay? Mas me prometa de coração. Você pode fazer isso?
 - É, eu acho que posso.
- Você não tem que achar, você tem que prometer mesmo.
- Okay, eu prometo.
- Certo. Prometa-me que vai seguir em frente.
- Maggie, eu...
- Não tem isso de ''Maggie, eu''. Prometa-me, Morg. Prometa-me.
- Tudo bem, tudo bem. Eu prometo que vou seguir em frente.
- Essa é uma promessa de coração, okay? Não pode descumprir.
- Eu sei, estou ciente disso.
- Oh, Morg, maninha... Isso é para o seu bem.. É algo que você tem que prometer para si mesma. Não adianta me falar que vai fazer uma coisa, se não for fazê-la.
- Eu vou fazer isso, Maggie, já disse que vou.
- Certo. Você sabe que é o melhor, Morg.
- Sim, eu sei.
- Ótimo, acho que vou desligar. Só liguei para saber como você estava.
- Tudo bem.
- Se cuida, maninha.
- Você também.
- E pensa sobre o que eu te falei, pode ser?
- É, eu vou pensar sobre isso. Na verdade, acho que já pensei.
- Uh, e o que decidiu?
- Vou seguir seu conselho.
- É a melhor coisa a se fazer. - eu podia ver um sorriso alegre se abrindo no rosto de Maggie. Ela realmente queria que eu ficasse bem, então eu ia ficar.
- Me ligue quando puder, okay?
- Sim, eu vou.
- Tchau, Maggie.
- Tchau, Morg. - então desligou.
Acho que foi isso que me motivou a seguir em frente, eu não sei.
Eu estava pensando sobre isso.


Naquela tarde, eu decidi arrumar a minha vida. Ela estava uma bagunça, em todos os sentidos. Então eu resolvi arrumá-la, mudar um pouco, descartar as coisas erradas e aderir as certas. Acho que isso era bom pra mim.
Quer dizer, tinha que ser.
Comecei pelas minhas malas. Desde que eu havia me mudado, eu não havia conseguido desfazer todas elas, só havia pegado algumas bijuterias e algumas roupas, mas boa parte das minhas coisas ainda estavam lá.
Passei algum tempo da tarde desfazendo as malas e arrumei cada coisa em seu devido lugar. A pequena cômoda havia ficado cheia e eu ainda nem acreditava que minha mãe tinha me obrigado a trazer um monte de coisas, já que no feriado de Ação de Graças eu estaria em casa novamente.
Quando eu fui guardar a última peça de roupa no armário, um papel caiu no chão e eu o peguei no mesmo instante.
 Siga em frente. - Mamãe.
Achei uma coincidência. Era a mesma coisa que Maggie havia me falado por telefone. Aliás, talvez fosse tanta coincidência assim.
Eu peguei uma fita adesiva e colei o bilhete na porta do meu quarto.
Acho que eu precisava ler aquilo quando as coisas começassem a parecer ruins.
É, eu acho que eu precisava de um pouco de realidade.
- Oi, Hon. - Justin adentrou em meu quarto antes que eu percebesse.
Eu fiquei com raiva por ele não ter avisado que viria, e nem por ter batido na porta, mas me controlei.
- Ei.
- Wow, o que passou por aqui? Esse quarto não estava assim ontem.
- Resolvi mudar um pouco. - dei de ombros.
- Isso é bom.
- Oh, sim.
- O dever de casa foi um dureza, não é? - ele perguntou.
- Não peguei no dever.
- Então em quem você pegou?
- Isso foi uma indireta? - levantei uma sombracelha.
- Só estou curioso para saber quem é o meu concorrente.
Revirei os olhos.
- Eu pensei que havíamos combinado de sermos apenas amigos. - declarei.
- E nós não somos?
- Não quero que me provoque.
- Eu não estou fazendo isso.
- Sim, você está.
- Vamos, pegue o dever. - Justin sentou na beirada da cama. - Eu vou te ajudar.
- E desde quando você sabe alguma coisa sobre química? - cruzei os braços.
- Desde sempre. - ele falou, naturalmente.
- Eu pensei que você não entendesse nada sobre Ciências.
- Química é diferente.
- Ah, que seja. - peguei a apostila e me sentei ao lado dele. - Quero ver se você é bom mesmo.
Nós passamos o final da tarde resolvendo algumas questões sobre a matéria.
Eu não era boa em química, nunca fui e ainda estava tentando entender como Justin havia se tornado inteligente. Quer dizer, quando fizemos o trabalho de Ciências na biblioteca, ele se mostrara bem disperso em relação ao assunto. Talvez ele não fosse bom em Ciências e sim em Química. Eu só ainda não entendia como alguém pode ser bom em Química em ruim em Ciências.
Tanto faz.
Mas eu me surpreendi muito.
Ele não era do jeito que eu pensava.
Era mais que isso.
Com certeza.
- Quer comer algo?
- Não, estou bem. - menti. A verdade é que estudar a tarde toda havia me deixado com fome. Para ser mais exata, quando eu não estava com fome?
- Eu posso preparar algo.
- Eu não estou com fome.
- Vou preparar algo. - ele se levantou e eu revirei os olhos.
Essa também era uma das coisas que me irritavam nele.
Por que ele não podia ser simplesmente um garoto normal? Por que ele tinha que ser diferente? E chato, e contraditório, e persistente.
- '' Siga em frente '' ? - Justin parou diante a porta. - Isso é algum tipo de ditado popular?
- Vai logo, idiota. - eu o empurrei para fora do quarto e o segui até a cozinha.
- Vamos ver o que temos aqui. - Justin começou a pegar algumas coisas.- O que acha de um sanduíche? - ele arqueou a sombracelha.
- Não. - declarei. - Eu já disse que não estou com fome, Bieber.
- Eu sei que você está, Hon. Eu conheço você.
- Vá, faça logo esses sanduíches.
Justin fez algo como um sanduíche natural, com alface, tomate, peito de peru, queijo branco e algumas outras coisas.  Estava uma delícia.
Nós nos sentamos à mesa e eu bebi um pouco do suco de fruta que ele havia feito
Fala sério! Era vergonhoso que ele cozinhasse melhor que eu.
- Eu quero conhecer a sua irmã. - Justin falou, do nada.
- O quê? - me assustei. - Isso não vai acontecer.
- Por que? - ele falou, a boca cheia de alface. Aquilo foi realmente engraçado. 
Gargalhei.
- Do que você  está rindo? - ele se aproximou de mim.
- Sai! - berrei. - Isso é nojento.
Ele mastigou tudo e depois limpou a boca.
- Justin. - o chamei.
- Hum? - ele levantou o olhar.
- Prometa que não vai cantar pra mim.
- Eu não posso prometer uma coisa que não vou cumprir.
- Então cumpra.
- Não posso. Eu gosto de cantar.
- E eu gosto que você cante, mas não pra mim.
Ele comeu o último pedaço do sanduíche e eu me levantei.
- Não tente fugir, Hon, a louça é sua. - Justin riu.
No final, eu acabei o convencendo a me ajudar a lavar a louça.
Fiquei pensando na minha conversa com a Maggie.
Eu havia prometido a ela que seguiria em frente e eu acho que eu poderia fazer isso.
Além do mais, acho que eu gostava de ser amiga de Justin, contanto que não fôssemos mais que isso.

************************************************
Oi, gatinhas!
Me desculpem por não ter postado no final de semana, but, eu estou em semana de provas e tenho que estudar. Aliás, eu devia estar estudando pra prova de inglês neste exato momento, mas como eu amo vocês, resolvi postar logo. Obrigada pelos comentários no capítulo passado e me desculpem por eu ser tão má, mas não vou poder responder vocês hoje porque, como eu disse anteriormente, preciso estudar agora! Mas no próximo eu respondo todas, sério.
Vocês são ótimas!
Amo vocês.
Ah, se quiserem falar comigo, me chamem no whatsapp : 033 88619918; Eu vou ficar bem feliz.
Beijinhos da Vic. xx





22 de mar. de 2014

Classic - 06

ps1. Leiam ouvindo Just the way you are - Bruno Mars.
ps2. É a partir desse capítulo que tudo muda.


Justin deixou o microfone cair, o que fez um barulho irritante.
Eu coloquei minhas mãos nos ouvidos enquanto esperava ele pegar o microfone do chão.
Ele sorriu desajeitado e olhou para mim.
Revirei os olhos.
Bebi mais um gole de cerveja, tentando fugir da realidade.
- Eu vou cantar uma música - Justin falou. - É  uma música pra alguém muito marrentinha, ela é dura, a rainha do gelo. Mas realmente gosto dela e, apesar dela me achar um idiota - ele levantou um dedo -,eu continuo gostando dela. Hon, essa é pra você. - e apontou pra mim.
Eu queria ser um avestruz para poder afundar minha cabeça num buraco, mas, como eu não era, apenas morri de vergonha. Não é muito legal quando todo mundo resolve te olhar. E tudo isso por causa do Justin. Ele não sabia que eu detestava esse tipo de atenção?
Aliás, que diabos ele estava fazendo?
- Oh her eyes, her eyes make the stars look like they're not shining - ele começou a cantar, suave. Sua voz era bonita. Apesar de um pouco rouca, conseguia ser bonita. - Her hair, her hair falls perfectly without her trying.
Justin respirou fundo e continuou a cantar.

Yeah I know, I know when I compliment her she won't believe me. And it's so, it's so sad to think that she don't see what I see. When I see your face there's not a thing that I would change. 'Cause you're amazing
just the way you are.

Era Just The Way You Are, do Bruno Mars. Eu adorava aquela música, era uma das minhas preferidas.
Mantive-me intacta quando todos bateram palmas. Assovios e mais assovios, as pessoas foram à loucura. Justin realmente tinha uma boa voz. Ele terminou de cantar e procurou por meu olhar.
Eu queria matá-lo.
Eu estava queimando de raiva por dentro.
Jasmine assoviou ao meu lado e eu achei aquilo a gota d'água.
Justin desceu do palco e veio em minha direção.
Eu corri.
Acho que correr foi a melhor opção. Eu não sabia lidar com situações como aquela, eu nunca soube.
- Morg, aonde você ... - Jasmine começou a dizer, mas eu não fiquei lá para ouvir o resto da frase
 Corri até sair do pub e depois eu corri mais ainda. Será que ninguém entendia o quanto aquilo era difícil pra mim? A rua estava escura e eu corri até uma avenida mais iluminada. Corri pela calçada e atravessei a rua, os carros buzinaram e eu continuei correndo.
Eu não corri como pela manhã, corri melhor que isso. Acho que pela manhã eu não estava com energia suficiente, mas agora a adrenalina percorria meu corpo e eu podia sentir isso.
Cheguei à uma praça e me sentei em um dos bancos. Abracei meus joelhos e suspirei.
Justin havia cantado pra mim.
Ele realmente havia cantado pra mim.
Ninguém nunca havia cantado pra mim.
Eu estava em choque.
Não faça ninguém gostar de você.
Não faça ninguém gostar de você.
Não faça ninguém gostar de você.
Não se envolva com ninguém.
Com ninguém.
- Com ninguém. - sussurrei.
Isso não podia estar acontecendo comigo, não novamente.
- Eu canto tão mal assim? - Justin deslizou ao meu lado, no banco.
- Eu não acredito que você está aqui. - falei baixinho. - Pode me deixar sozinha, Justin? É sério.
- Sabe, Hon. - ele começou e me virei para encará-lo. - Eu acho que você é a única menina que eu conheço que corre de tudo.
- Eu não corro de tudo. - afirmei.
- Sim, você corre. - ele umedeceu os lábios. - Nenhuma garota na face da Terra correria quando um garoto cantasse uma música pra ela.
- Eu só não gosto dessas coisas. - dei de ombros.
Silêncio.
- Por que correu?
- Por que cantou pra mim?
- Eu gosto de cantar.
- Eu não gosto que cantem pra mim.
- Certo, eu respeito seus motivos, mesmo não sabendo quais são.
- Era uma boa música, mas não pra mim. - comentei.
Silêncio.
- Volta pra lá. -pedi.
- Não quero.
- É melhor. - encarei- o. - Não precisa ficar aqui.
- Mas eu quero ficar aqui.
Silêncio.
- Rainha do Gelo. - falei.
- Não foi isso o que eu quis dizer. - ele se defendeu.
- Justin, eu... - comecei a dizer.
- Hon, eu entendi que você não quer se envolver com ninguém e respeito isso.
- Certeza?
Justin assentiu.
- Podemos ser amigos.
- Não acho uma boa ideia.
- Não precisa achar.
Revirei os olhos.
Justin era irritante, mas eu estava gostando disso.
Eu queria ser apenas amiga dele, ou de qualquer outra pessoa.
Acho que no fundo, apesar de toda aquela fachada de machão e pegador, ele era um bom cara. Acho que eu gostaria de ser amiga dele. Ele realmente era um garoto legal.
Não sei porque eu estava pensando sobre Justin dessa maneira. Talvez fosse o efeito do álcool, não sei. Eu só sei que eu estava querendo me desprender do passado e que Justin era uma boa maneira de se começar a fazer isso.
- Só amigos. - decretei.
- É, mas se você quiser mudar de ideia, sabe que... - ele começou.
- Justin! - dei-lhe um tapa no ombro.
Rimos por um momento.
Tudo estava diferente, eu sentia isso. Esse era um dos lados bons de Justin, em um momento você poderia estar falando sobre um assunto sério e no outro, poderia estar rindo. Isso era bom. A única coisa que eu não queria era que ele misturasse as coisas. Eu queria que ele respeitasse meu espaço.
- Certo, tem algumas condições.
- Pode falar, senhorita.
- Primeira, não quero que você tente nada. Segunda, não quero que cante pra mim. Terceira, não me chame de ' Hon ' . É ridículo.
- Não, não é.
- Oh, meu Deus! É sim.
-  Eu não aceito as condições.
- É isso ou nada.
- Não aceito, mas acho que vamos ser bons amigos.
Não podia se discutir com Justin. Eu sabia que daqui pra frente as coisas mudariam, não importava o que acontecesse.
Me levantei e estremeci quando senti o frio.
Passei a mão nos braços numa forma de me proteger.
Era como uma mania. Eu tinha isso desde criança.
- Quer o meu casaco?
- Ah, qual é? - gargalhei. - Isso aqui não é um filme americano.
- Toma. - ele estendeu o casaco pra mim.
- Eu não quero, posso lidar com isso.
- Você é muito marrenta.
- Cala a boca, eu não te pedi opinião.
- Uh, certo. - Justin levantou as mãos para o alto.
Então um vento forte bateu contra minha pele e eu estremeci novamente.
- Me dá logo essa droga de casaco.

- Onde está Jasmine? - Justin perguntou quando entramos no meu dormitório.
- Ela me passou uma mensagem, está com o Luke.
- Luke? - ele arqueou uma sombracelha.
- O namorado dela.
 Entrei no meu quarto e Justin me seguiu.
Tirei os sapatos e ele se sentou na beirada da cama.
- Justin, não é porque eu não quero mais te matar que significa que viramos melhores amigos. Somos só amigos. Não mais que isso.
Justin pareceu não se importar e começou a cutucar as minhas coisas.
Peguei meu pijama dentro da mala, que estava uma bagunça porque eu ainda não tinha a desfeito totalmente, e fui para o banheiro. Troquei de roupa e escovei os dentes.
- Quem é? - Justin perguntou vendo um porta-retrato com uma foto minha e da Maggie. Estávamos em fantasias para o Dia das Bruxas, Maggie estava vestida de fada e eu de vampira, ela sorria enquanto eu apenas fazia uma careta.
- A minha irmã.
- Duas de você no mundo? Meu Deus, não posso acreditar.
- Idiota.
- E esse, quem é? - ele estava com a minha caixinha de bijuterias em mãos.
- Esse quem? - me aproximei.
Justin pegou uma foto que eu nem sabia que estava lá.
Eu fiquei intacta por um momento. Era ele. Meu coração acelerou e meu sangue ferveu.
Foi como um choque, como se meu corpo estivesse recebendo uma descarga elétrica. Eu respirei fundo e me contive para não chorar ali, naquele momento.
E então tudo veio como um flahsback, como lembranças daquela época, de cada detalhe, de tudo o que houve.
- Justin, eu estou com sono, acho melhor você ir agora.
- Certo. Até amanhã, Hon. - ele disse e eu acompanhei até a porta. Antes de fechá-la, Justin a segurou com o pé. - A propósito, você está linda com esse pijama.
Não respondi.
Apenas tranquei a porta atrás de mim e desabei diante dela.

No outro dia, Maggie me ligou e eu acho que aquela ligação realmente mudou as coisas.

****************************************************************
Oi, gatinhas.
Como vocês estão?
Eu sou uma pessoa horrível, não sou? Demorei um ano pra postar. Me desculpem ): .
 Deixa eu falar uma coisa pra vocês: A Morgan tem seus motivos, okay? Ela não é assim porque ela quer, ela sofreu um trauma no passado e ficou desse jeito. Então, não julguem ela, obrigada. Como eu disse, é a partir desse capítulo que as coisas mudam porque eles se tornam amigos e pá.

Feer: Huahuehauhe, eu não sou malvada. Meu Deus! Mas não vou revelar agora, haha. Obrigada por comentar, eu amo seus comentários!
Julia: Prontinho!
Lu: Obrigadaa, gatinha. Continuei. E que bom que você está gostando da fic. :)
Patty: Ai, meu Deus! Que linda você, obrigada pelo carinho.
Anônimo: Obrigada e, ah, vou anotar a sugestão. É que eu tô meio sem tempo esse mês. Me desculpe e obrigada por comentar.
Nath: Huhahaueaheuh, ai, Nath, eu adoro seus comentários. Obrigada!
Vic: (minha xará, uhul) Obrigada!!! Sério mesmo, muito obrigada.
Viih : Obrigada. Eu não posso revelar o que aconteceu por agora, mas. (...)  e obrigada de novo kk.
Ketlin: kkkkkk, desculpa por te deixar na curiosa, mas enfim...hahah, obrigada pelo comentário <3 .="" p="">Duda: Duuuda, seus comentários são maravilhosos. Obrigada por comentar sempre. :)
Joana: Pronto. :]
Isa: Obrigada! Continuei.

Gente, se vocês quiserem opinar sobre a fic, fiquem a vontade para deixar algo sobre isso nos comentários. Eu não me importo com críticas e sugestões. Na verdade eu até gosto, então sintam-se a vontade para falarem o que quiserem.
Obrigada mais uma vez.
Vocês são demais, as melhores!
Beijinhos da Vic. xx

ps3. Só avisando que talvez eu continue a fic hoje mesmo ou amanhã.


 

5 de mar. de 2014

Classic - 05



- Você está melhor? - Jasmine abriu a porta, com alguns livros nas mãos.
- Estou ótima. Foi só um susto, eu já disse.
- E então? - Jas se sentou ao meu lado, no sofá.
- E então o quê? - levantei as sombracelhas, sem tirar os olhos da tevê.
- Como foi com o Justin?
- Horrível.
- O que vocês fizeram a tarde toda? - Jasmine perguntou.
- Nada. - declarei. - Sério. Ele fez algo saudável pra mim e então depois eu o mandei embora.
- Por que? - ela indagou, indignada.
- Porque ele é um idiota, um completo idiota e eu não o suporto.
- Ele parece ser um cara legal. - ela comentou.
- Mas só parece mesmo.
- Me diga, o que ele tem de tão ruim assim?
Dessa vez, me virei para ela.
- Tudo. - disse, firme.
- Uh, certo. - Jasmine se levantou do sofá. - Mas lembre-se de que você não pode viver pra sempre presa ao passado.
Dei de ombros, não me importando.
Talvez eu estivesse mesmo vivendo presa ao passado, mas era isso o que eu queria, não era?
- A propósito - Jas falou, da porta. -, hoje nós vamos a um pub.
- Que pub?
- Um pub que o pessoal costuma frequentar nos fins de semana.
- Obrigada, mas eu dispenso. - voltei minha atenção para a tevê.
- Não tem essa de dispensar. - ela fez uma pausa. - Ou você vai ou vai.

- Está frio aqui fora. - eu disse, passando a mão nos braços. - Vou voltar pra pegar um casaco.
- Nada disso. - Jasmine me segurou. - Eu sei que você quer trocar  de roupa, mas você não vai.
- Jasmine, olha isso, essa blusa não tem mangas.
- E ela é assim mesmo, é melhor ir se acostumando.
Bufei, irritada.
Jasmine e eu havíamos discutido sobre isso.
Ela queria que eu fosse com uma saia e uma regata, mas eu neguei. O que eu queria mesmo era ir com um moletom e uma calça qualquer, mas ela não concordava com a minha opinião. No fim, após muita briga, acabei tendo que vestir uma blusa de renda soltinha e um short jeans. Pelo menos, eu a convenci a usar meia calça por baixo do short.
Eu me sentia muito exposta mostrando qualquer parte do meu corpo pras outras pessoas, mesmo que fossem apenas os braços. Pra falar a verdade, eu tinha vergonha do meu corpo, mas, quando Jasmine põe alguma coisa na cabeça, ela não tira. Ela acha que eu devo viver mais, aproveitar mais e esquecer do aconteceu. A questão é que ela não viveu o que eu vivi e não sabe como é difícil esquecer aquela noite.
Pegamos um táxi e Jasmine deu o endereço ao motorista.
- Você precisa se divertir, Morg. - ela me abraçou de lado, dentro do carro.
- E desde quando diversão é ir a um pub?
- Desde sempre. - Jasmine falou. - Você vai ver como vai ser legal sair um pouco.
- Você já esteve lá antes?
- Não, mas se o pessoal da faculdade vai, então deve ser legal.
- Eu não posso ir embora, não é? - perguntei, esperançosa, mesmo já sabendo da resposta.
- Não, não pode.
Ótimo, pensei.
O tal pub ficava um pouco longe da faculdade, mas não demoramos mais que 20 minutos pra chegar.
Pagamos o táxi e logo ele deu meia volta e foi embora. Agora eu sabia que não tinha mais saída, eu ia ter que ficar ali, querendo ou não.
A rua estava um pouco escura e a má iluminação dos postes não favorecia nada.
- É ali. - Jasmine apontou para o fim da rua, onde uma construção se destacava das demais.
As paredes eram marrons e um letreiro amarelado formava a fachada.
Respirei fundo.
Jas me puxou pelo braço e me guiou.
Nós entramos no pub e até que não era um lugar ruim. Por dentro, as paredes eram brancas, o teto alto, as lâmpadas iluminavam o local e havia um bar, assim como um palco onde uma banda desconhecida tocava uma música qualquer. As pessoas estavam em diversos lugares, rindo, conversando, bebendo. Todas pareciam ter entre seus 19-21 anos e praticamente a metade eu já havia visto lá na faculdade.
- Vamos beber alguma coisa? - Jasmine chamou minha atenção.
Assenti.
- Me dê duas cervejas, por favor. - ela pediu ao barman.
- Eu não vou beber nada com álcool, Jasmine. - falei.
- Para com isso, Morgan. É só uma cerveja.
- Tudo bem, mas só hoje.
- Aqui estão. - o barman nos entregou e eu logo dei uma golada.
Como aquilo era bom. Fazia tempo que eu não bebia e eu sentia falta disso. Não é que eu fosse uma alcoólatra ou algo do tipo, mas eu gostava de beber.
- Oi, Jas. - um garoto se aproximou da Jas. Ele era alto, tinha cabelos pretos, olhos azuis e usava uma blusa xadrex com uma calça jeans. Bonito.
- Ei, Tobby. - ela o cumprimentou. - Tobby, Morg. Morg, Tobby.
Nós apertamos as mãos e ele sorriu. E que sorriso! Os dentes perfeitamente brancos e alinhados. Sorri de volta.
- Tobby é da minha aula de Direito Penal. - ela falou para mim. - Morg é a minha melhor amiga. - dessa vez, ela se virou para ele.
- Você estão gostando daqui? - Tobby perguntou.
- Sim, é bastante agradável, não é? - Jasmine me encarou.
Eu apenas assenti.
- Onde é o banheiro? - indaguei.
- No final daquele corredor. - Tobby apontou.
Saí do banco e meus pés tocaram o chão. Girei os calcanhares e fui para o corredor. No final dele, haviam dois um banheiro, um masculino e outro feminino. Empurrei a porta do feminino e entrei.
Lavei meu rosto e me encarei no espelho.
O que eu estava fazendo?
Balancei a cabeça e suspirei.
O que custava ser normal por apenas uma noite?
Enxuguei as mãos com uma toalha de papel e empurrei a porta do banheiro.
Então eu o vi.
- Oi, Hon. - Justin chamou-me.
- O que você tá fazendo aqui?
- É proibido vir a um pub agora? - ele sorriu, sarcástico.
- Está me seguindo? - semicerrei os olhos.
- E se eu estiver?
- Então é melhor parar - me aproximei dele -, a não ser que queira ganhar outro soco.
- Uh - ele levantou as mãos -, você sabe que eu desejo qualquer coisa que venha de você.
Revirei os olhos.
Saí andando pelo corredor até chegar ao bar novamente. Justin estava do outro lado do pub e me olhava por cima da garrafa de cerveja. Haviam dois meninos ao lado dele, um era loirinho e o outro era um moreno que, pra falar a verdade, era muito bonito.
- Aquele ali não é o Justin? - Jas perguntou.
- Infelizmente.
- Vamos lá falar com ele. - ela se levantou.
- Não mesmo. - neguei com a cabeça.
- Por que? Ele foi tão gentil com você hoje.
- E daí? - cruzei os braços contra o peito - Eu não pedi por isso.
- Okay, eu não vou insistir. - ela disse, por fim.
-  Cadê o seu amigo, o Tobby? - perguntei só por perguntar mesmo.
- Não sei. - Jas deu de ombros. - Ele não é bem meu amigo, é mais meu colega de classe.
- Ele parece gostar de você.
- Urgh, ele é bonito mas... eu tenho o Luke e estou feliz com ele.
Assenti.
 Após umas 3 ou 4 cervejas, eu estava me sentindo melhor. É tão bom quando o álcool está em seu corpo e você finalmente sente uma sensação boa. Eu não era de ficar bêbada rapidamente, mas só por conseguir esquecer meus problemas, era um grande alívio.
- O que o Justin está fazendo? - Jas me chamou de volta à realidade.
- O quê? - procurei Bieber pelo pub.
Ele estava em cima do palco e ia cantar uma música.

***********************************************
Oi, gatinhas.
Primeiramente, obrigada pelos comentários. Eu amo vocês, muito. Sem vocês, isso aqui não existiria. Então, vamos lá.
Feer : Prontinho! Obrigada pelo comentário.
Lu: Ai, meu Deus, eu estou encantada é com você. :)
Morg: Obrigada, amor. Seja bem vinda!
Joana: Claro. E obrigada por comentar.
Isa: Obrigada, gatinha.
Laura: Pronto, obrigada.
Nath : Linda é você, e tava sim uaheuahuh mas que que você gostou, fico feliz!
Vic: Continuo sim e obrigada pelo comentário. :)
Patrícia: Continuei!

É isso, galera.
Ah, vocês conhecem alguém que faz trailler pra fanfic? Se conhecerem, me falem, por favor.
Obrigada.
Beijos da Vic. xx


3 de mar. de 2014

Classic - 04

                                      (olhem que fofura que fizeram pra fanfic, hahah)
                                         
Me levantei da cama, incapaz de continuar naquela posição.
Calcei os tênis esportivos e peguei o elevador.
O espelho refletia meu rosto cansado. Eu não dormira por toda a noite, apenas pensando nele. Ele era um monstro, a pior parte do meu passado, ele era tudo aquilo que eu queria deixar pra trás e não conseguia. Por que é tão difícil esquecer alguém?
Assim que cheguei ao campus, pude ver que o sol acabara de nascer. Resolvi fazer o que eu sempre fazia quando morava com meus pais: sair bem cedo para correr. Correr era bom, me acalmava, me deixava menos estressada. Sempre que eu tinha algum problema, eu corria.
Comecei caminhando devagar e depois tomei mais velocidade. Meus pés mal tocavam o chão e eu sentia meus cabelos chicoteando minhas costas. Algum tempo depois e meu corpo estava coberto pelo suor. Respirei fundo e continuei correndo, passando por vários lugares do campus nos quais eu nunca havia visto antes. As coisas ao meu redor passavam como borrões se difundido de forma multicolorida. Era quase outono e algumas folhas já estavam embaixo das árvores, embora ainda fosse tempo de nevar. Parei de correr e apoiei as mãos nos joelhos, exausta. As pessoas começaram a chegar no campus, algumas liam livros, enquanto outras conversavam. De qualquer forma, elas se movimentavam, e aquilo estava me confundido. Tudo começou a girar ao meu redor e estava se tornando impossível manter os olhos abertos. Um minuto depois e tudo ficou preto.

Minhas pálpebras pesavam, assim como meu corpo. Minha visão estava embaçada e eu não me lembrava de como eu tinha vindo parar naquele lugar.
- Ela acordou. - uma voz feminina anunciou.
Franzi o cenho e pisquei diversas vezes até conseguir enxergar normalmente. As paredes eram brancas e o chão era verde. Eu estava deitada numa cama de lençóis azuis e uma senhora de cabelos castanhos me encarava.
- Onde eu estou? - coloquei a mão na testa, ainda sentindo uma certa dor.
Olhei para o lado e vi uma máquina de soro fisiológico ligada ao meu corpo.
- Na enfermaria da escola. - a voz irritante de Justin invadiu meus tímpanos.
- O que aconteceu? - o ignorei e me dirigi à senhora.
- Parece que você desmaiou no meio do campus. - ela anotava algo em uma prancheta. - Se não fosse por ele - ela encarou Justin por cima dos óculos -, você estaria por lá até agora.
Revirei os olhos.
- Você comeu alguma coisa antes de sair para correr, mocinha? - ela arqueou as sombracelhas.
Neguei com a cabeça.
- Então está explicado. - a senhora continuou. - É melhor comer algo antes de sair por aí bancando a esportista. O café da manhã é a refeição mais importante do dia e fornece total energia para o corpo.
A mulher arrancou uma folha da prancheta e me entregou.
- O que é isso? - perguntei
- Um atestado para o resto do dia. - ela respondeu. - E é melhor tratar de se alimentar direito se não quiser ter problemas maiores. - avisou-me e depois saiu do pequeno cômodo, me deixando sozinha com Bieber.
Suspirei baixinho.
Tirei os fios do meu corpo e me sentei.
- Finalmente você acordou, Bela Adormecida. - Justin brincou.
- Haha, muito engraçado. - revirei os olhos. - Eu não te pedi pra me ajudar, ok? Eu podia muito bem me virar sozinha?
- Ah, é? E como? Ficando desmaiada no meio do campus? Alguém poderia acabar se aproveitando de uma garota tão indefesa como você, Hon.
-  Então teria sido melhor do que estar aqui com você. - rebati.
Um breve silêncio.
- Jasmine está vindo aí. - ele disse.
- Do que você está falando?
- Jasmine, sua amiga. Se lembra?
Bufei.
- Quem a chamou?
- Eu.
- Como você ligou pra ela?
- Do seu celular. - ele disse, calmo.
- O quê? - me levantei e senti meu corpo pesar. - Devolva-o agora! - estendi a mão.
Justin deixou o celular em cima da cama e eu o peguei.
- Qual é o seu problema? Eu não quero que você mexa nas minhas coisas, não quero que você se intrometa na minha vida. Você não tem esse direito!
- Nossa, como você está estressada, Hon.
- Justin, eu estou falando sério, eu quero você longe de mim! - vociferei. - Será que é pedir demais?
- Relaxe, Hon. - ele pegou minha mão e eu me arrepiei com seu toque. Quente demais, pensei.
- Não! Não tem como eu relaxar. - puxei minha mão muito rapidamente e acho que Justin percebeu isso.. - Você me irrita.
- Tem certeza que eu só te irrito, ou te faço sentir outras coisas também? - ele levantou uma sombracelha.
 - Morg? - Jasmine chamou-me. - Morg! - ela me abraçou. - Como você está?
- Ei, eu estou bem. Quer dizer, estou ótima. - falei. - Foi só um desmaio.
- Só um desmaio? O que você tem na cabeça?
Dei de ombros.
Eu não queria ouvir sermão, muito menos sermão da Jasmine.
- Tudo bem. - ela respirou fundo e eu sabia que estava contando até dez mentalmente. - Vamos pro dormitório, eu vou ficar lá com você.
- Não, não quero. - falei. - Eu estou bem, juro! Pode ir para as suas aulas.
- Não mesmo. Eu não vou te deixar sozinha e...
- Eu fico com ela. - Justin se intrometeu.
Pela primeira vez, Jasmine o encarou.
- Tem certeza? - ela indagou.
Justin assentiu.
- Qual é o problema de vocês? Eu tô bem, na verdade, eu tô melhor do que nunca. Não preciso que ninguém cuide de mim.
- Certo, Justin, boa sorte. - Jasmine comentou. - Até mais tarde, Morg. - ela me deu um beijo na bochecha e saiu, enquanto eu ainda estava tentando entender tudo o que estava acontecendo.
- Nem pense nisso. - levantei um dedo. - Eu não preciso de você.
Me virei e saí andando pelos corredores. Eu não queria Justin por perto, eu não precisava dele por perto. Tudo bem que talvez eu tenha sido um tanto ruim por tratá-lo daquela maneira já que ele me ajudara, mas a questão é que eu não pedi por isso, eu não pedi que ele fizesse nada por mim. Eu não gosto que as pessoas me tratem como um fardo. Eu não quero ser um fardo! Não preciso que ninguém cuide de mim.
Não havia quase ninguém nos corredores, já que estava tendo aula naquele horário, então eu aproveitei e fui até o refeitório. Pedi um cheeseburger com batata frita. Paguei e depois me sentei em uma das mesas do local.
- Você não vai comer isso. - Justin deslizou sob a mesa.
- Eu faço o que eu quiser, ok? Você não tem que se meter na minha vida.
- Eu amo quando você fica estressada, Hon. - ele sorriu e eu bufei.
Peguei o sanduíche com as mãos, mas Justin tomou-o de mim.
- Vem, eu vou preparar algo saudável pra você. - Justin se levantou e eu me levantei também.
Talvez ele estivesse certo. Eu precisava comer alguma coisa saudável.
Eu nunca pensei que eu fosse dizer isso, mas, pela primeira vez Justin Bieber estava certo.
E eu não gostava nada disso.


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 Esse capítulo ficou horroroso, mas eu queria atualizar logo, então...
Gente, criei um blog pra eu postar outras fanfics minhas. Pra quem se interessar:   http://supras-do-bieber.blogspot.com.br/
Respondendo:
Joana : Prontinho :)
Sthef : Já :)
Duda: Ai, Duda, sua linda, obrigada por comentar. Continuo sim, haha!
Ana: Pronto, gatinha.
Anônimo: uhsauhs, obrigada, Vic (minha xará) <3 nbsp="" p="">Gio: Awn, Gio!
Anônimo : kk, obrigada :)
Nathalia: Prontinho, Nath.
Audrey: Ai, meu Deus! Você que precisa parar de divar. Você é diva demais, hahah.
Rocker: Primeiramente, obrigada. Bom, na verdade, eu comecei a ler, mas depois abandonei porque tive que estudar. Parei no capítulo dois, por aí... então nem li muita coisa, mas quero terminar de lê-lo este ano, pois gostei muito do enredo.
Isa: Obrigada. :)

Amo vocês! :)



7 de fev. de 2014

Classic - 03


 - Eu vou matá-lo. – deslizei sob a mesa do refeitório.
- Matar quem, baby? – Jas perguntou me oferecendo um donut.
- O Bieber. Ou Justin. Não importa. – peguei o donut e mordi um pedaço. – Ele é simplesmente o garoto mais insuportável do mundo.
- Você quer dizer Justin Bieber? – ela quase engasgou.
Assenti.
- O que tem ele? – arqueei as sombracelhas.
- Em todas as classes que eu freqüentei, as meninas só falam sobre ele.
- Isso é porque elas não sabem como ele é extremamente chato. – declarei.
- Parece que o garoto é simplesmente o mais desejado de toda a universidade. – ela comentou.
- Essas garotas têm merda na cabeça. – eu disse. - Falo sério. Não tem como alguém gostar daquele garoto..
Jas deu de ombros.
- E então, o que aconteceu entre você e ele?
- Não aconteceu nada.  – falei – Ele me tira do sério
- Você o conheceu na aula de anatomia?
- Sim, ele é o meu parceiro. – bufei. – E foi ele quem eu soquei ontem.
Jasmine me encarou perplexa.
- Parece que você tem um problema, Morg.
- E eu tenho. – fiz uma pausa. – Ele é o problema.
- Relaxe, Morg. – ela sorriu. – As coisas vão se resolver com o tempo.
Era incrível como a Jas conseguia achar que tudo sempre se resolvia. Ela nunca gritava, xingava ou até mesmo brigava com alguém. Eu nunca a vi exaltada. Ela conseguia achar uma solução para tudo sem se estressar, e eu a invejava nisso.
- Estou com fome. – eu disse. – Vou comprar alguma coisa.
- Certo. - ela assentiu e voltou a comer os donuts.
- Me dê um suco natural e um muffin, por favor. – pedi à mulher que trabalhava na lanchonete.
- Ei, Hon. – Justin me cumprimentou.
- O que é?
- Como está sendo o seu dia?
- Estava sendo ótimo até você chegar. – me virei para ele.
- Eu também adoro a sua companhia, Hon.
- Por favor, larga do meu pé.
- Eu não posso fazer nada se você fica me seduzindo, Hon. – ele disse e eu revirei os olhos.
- Eu odeio você. Odeio. Odeio. Odeio. – eu disse e ele riu.
- Aqui está, senhorita. – a moça apareceu com o meu pedido. – Ah, oi, Justin. – ela sorriu para Justin.
Até a moça da lanchonete? Meu Deus! Parecia que toda a universidade tinha problemas mentais.
Deixei o dinheiro em cima do balcão e saí dali no mesmo instante.
Aquilo estava me irritando.
Não. Aquele garoto estava me irritando.
                     
Deslizei sob o sofá e comecei a fazer algumas anotações.
Era sexta feira à noite e não havia quase ninguém em toda a faculdade. Parecia que todo mundo costumava ir pra casa nos fins de semana. Jas estava no apartamento do Luke desde quarta feira e eu estava começando a achar que ela não ia voltar tão cedo, já que o apartamento dele era ótimo e ficava bem perto.
Parei de escrever assim que ouvi um barulho vindo da porta. Ela se abriu e Justin entrou.
- Sabia que existe uma coisa chamada ‘ bater antes de entrar ‘ ? – perguntei e larguei as anotações de lado.
- O que você estava fazendo, Hon? – ele perguntou.
Revirei os olhos.
Que pergunta mais idiota!
- Eu estava fazendo anotações, você não está vendo?
- Anotações sobre o quê?
- Não te interessa.
Ele se sentou ao meu lado.
- Mais um trabalho, Hon?
- É, porque ao contrário de você, eu tenho responsabilidades.
- Eu também tenho responsabilidades.
- E quais são? Pegar toda a faculdade?
Justin sorriu, mas não era um sorriso alegre.
- Eu faço muito mais coisa do que isso.
- Não é o que as pessoas dizem.
- Nem tudo o que as pessoas dizem são verdade.
- Mas quando elas dizem que você é um imbecil, então elas dizem a verdade.
- Você não deve acreditar no que falam sobre mim, Hon.– ele grunhiu, vi sua mão se fechar em punho.
- Tanto faz, agora dá o fora. – disse o mais firme possível e fui em direção ao banheiro.
Suspirei.
Apoiei as mãos sob a pia e encarei meu reflexo no espelho.
- Urgh. Mas que droga está acontecendo? – sussurrei para mim mesma.
Eu nunca havia visto um garoto tão irritante em toda minha vida.
Saí do banheiro furiosa e fiquei mais estressada ainda quando vi que Justin estava sentado no sofá e assistia à TV.
- Cacete! – gritei. – Eu não disse que era pra você ir embora?
- Ah, oi, Hon. – ele se virou para mim e sorriu. Tão normal.
 Santo Deus! Eu devia ter jogado chiclete na cruz pra merecer aquilo.
- O que você quer aqui?
- Eu vim ver você, Hon.
- Ótimo. – revirei os olhos. – Agora que você já me viu, já pode dar o fora.
- O que você tem nos olhos, Hon? – ele desligou a TV e se levantou para me encarar.
- O quê?
- Sabe, essa sua mania de revirar os olhos.
- Qual o seu problema com isso? – cruzei os braços contra o peito. – Os olhos são meus e eu os reviro quando eu quiser.
- Vamos comer alguma coisa?
- Não.
- Ótimo. Eu cozinho. – Justin sorriu e foi em direção à cozinha.                                                
- Que diabos você está fazendo? – gritei.
- Estou indo fazer tacos. – ele começou a abrir os armários para procurar os ingredientes.
- Eu não quero que você fique aqui, será que dá pra entender?
- Certo, Hon. Eu dou conta de cozinhar, mas a louça é com você. – ele me encarou.
- Que seja. – revirei os olhos e me dei por vencida. Eu estava com fome, eu realmente estava com fome e, se ele quisesse cozinhar, então que cozinhasse.

30 minutos mais tarde, eu havia acabado de sair do banheiro após tomar um longo e demorado banho e Justin ainda estava na cozinha. Pentei os cabelos molhados e suspirei longa e pesadamente.
Eu não queria um garoto na minha vida, nem mesmo como amigo. Mas Justin não era meu amigo e estava longe de se tornar um. A questão é que eu não conseguia fazer mais nada para evitá-lo. Eu já havia o socado bem no meio do rosto, lhe tratado com ignorância e havia deixado bem claro que eu não queria ele por perto, mas parecia que tudo isso o atraia mais.
E isso era ruim, bem ruim.
- Acabei, Hon. – a voz de Justin soou atrás da porta após algumas batidas.
Decidi acabar com aquilo logo. Talvez, se eu fizesse isso, então ele iria embora.
Abri a porta e soltei o ar dos pulmões. Caminhei lentamente até a cozinha e me deparei com um cena um tanto estranha: Justin colocava a mesa com o maior cuidado do mundo.
- Eu não sabia que você gostava de cozinhar. – disse.
- Você não sabe muita coisa sobre mim, Hon. – ele sorriu galanteador.
- E prefiro não ficar sabendo. – comentei baixinho.
- Queijo ou carne picada?
- Carne picada. – me sentei.
Justin recheou meu taco e um cheiro delicioso invadiu minhas narinas.
 Depois de me servir, ele se serviu e, quando eu ia dar a primeira mordida, Justin levantou um dedo.
- Um momentinho. – ele se levantou e abriu a geladeira.
- Onde você arrumou isso? – perguntei, indignada quando Justin me serviu com um pouco de vinho.
- A sua vizinha me deu. – ele respondeu casualmente.
- Hum. – falei por fim.
Beberiquei o vinho e depois mordi um pedaço do taco. Justin observava cada ação minha com delicadeza.
- E então?
- Está bom. – dei de ombros.
Um sorriso alegre se formou no rosto de Justin.
O que eu queria mesmo dizer era que aquele era o melhor taco que eu já havia comido em toda a minha vida e, não, eu não estava exagerando. O garoto realmente mandava bem na cozinha.
- Onde você aprendeu a cozinhar assim?
- Meus pais tem uma rede de restaurantes por toda a costa leste do Canadá e eu meio que cresci no mundo da culinária.
 Certo. O pai dele era rico e ele podia ter tudo o que quisesse. Parecia uma vida perfeita.
- Meu Deus. O que mais você está escondendo de mim? Será que seu pai também é o presidente dos Estados Unidos? – fiz um drama básico.
Bieber riu.
- Não. – ele disse. – Mas se bem que não seria uma má ideia ele se candidatar.
- Então quer dizer que você é carinhoso com as suas peguetes e sempre cozinha para elas? – arqueei as sombracelhas, sem acreditar
- Não, Hon. – ele balançou a cabeça. – Eu nunca cozinhei para uma garota antes. Você é a primeira.
- Hum. – eu disse. Se ele estava achando que conseguia me enganar tão facilmente, então ele estava completamente errado. – E cadê os seus pais?
- Eles não moram aqui. – ele comprimiu os lábios. Por um momento, pensei ter visto uma pontada de dor em sua voz, mas talvez fosse coisa da minha imaginação.
Matei a minha curiosidade de perguntar: ‘’Onde seus pais moram?‘’ e continuei comendo.
Santo Deus! Aquilo estava dos deuses.
- O que é? – perguntei vendo o olhar de Bieber sob mim.
- Está sujinho aqui, Hon. – ele disse e esticou a mão para me limpar, mas eu virei o rosto.
- Eu posso me limpar sozinha. – peguei um guardanapo e limpei o canto da boca.
- Você é muita teimosa, Hon.
- Que bom, mas eu não te perguntei nada. – bebi um gole do vinho.
- E então, Hon, por que você decidiu vir para Montreal? – Bieber disse. – Eu sei que você acabou de se mudar.
- Problemas. – eu disse.
- Que tipo de problemas? – Justin insistiu.
- Não é da sua conta. – Eu me senti ameaçada, ele estava tocando justamente na minha ferida.
- Uh, essa doeu. – ele colocou a mão no peito.
Me levantei e coloquei meu prato na pia.
Justin acabou me ajudando a lavar a louça e depois eu o mandei embora.
O problema não era com ele, o problema era comigo mesma. Eu era um completo problema. E a primeira coisa que eu havia prometido a mim mesma desde que me mudara para cá, foi que eu não ficaria com nenhum garoto. Garotos são ruins, eles te dizem mil maravilhas e depois te partem o coração ou fazem coisas piores ainda.
Não que eu estivesse interessada nele. Eca.
A questão é que Justin conseguia me tirar do sério. Ele era do tipo de cara que falava abertamente sobre sexo, mas que parecia ter um cérebro e isso me irritava muito.
Ele me irritava muito.
Tudo o que eu queria fazer era manter o máximo de distância dele, mas parecia que quanto mais eu tentava me afastar, mais ele vinha atrás de mim.
 Caras assim são encrenca e encrenca é tudo o que eu não preciso.

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Primeiramente, não me matem. 
Minhas aulas começaram essa semana e está sendo meio difícil conciliar as coisas. Enfim, espero que entendam. Comentem aí o que vocês estão achando e tudo o mais.
OBRIGADA PELOS COMENTÁRIOS, VOCÊS SÃO DEMAIS!
Meu instagram é @victst
Beijinhos da Vic!

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