19 de out de 2014

Our Melody - Capítulo 4




“Eu dedico esta canção para você, aquela que nunca enxerga a verdade. Que eu poderia tirar sua dor, garota com o coração partido...”.
- 5 Seconds Of Summer.

Nova Iorque, Estados Unidos. – 7h00 p.m
Aeroporto - Dias atuais.

Justin procurava desesperadamente sua mala. Eram milhares na esteira e parecia que todas tinham passado menos a dele.
Irritado, continuou a esperar.
Justin nunca foi um garoto de muitas malas, muitas coisas... Sempre foi simples. Nunca ligou para estas coisas. Ainda mais quando viajava. Ele não se importava em vestir a mesma roupa por dois dias ou de levar poucas peças. Isso não era importante. O importante, para ele, era aproveitar a viagem. Isso sim.  
Seu celular começou a tocar, ele atendeu de má vontade sem nem olhar no visor. Sabia quem era.
- Alô?
- Oi, Jus.
Justin fechou os olhos, pesadamente. Pensava que era Rianna, não ela... Se soubesse, jamais teria atendido. Meu Deus, era incrível como quando tudo parecia estar dando certo, acontecia algo para estragar tudo.
Droga, como ele era um estúpido. O que eu faço agora?, pensou desesperado. Bem feito, se recriminou novamente, quem mandou não olhar na merda do visor?
Pensou em desligar na cara da pessoa, mas isso era muita falta de educação. E infantil. Depois, teve a ideia de falar que foi engano, mas sabia que ela não ia acreditar.
Por fim, encarou a situação.
- Oi, Candice.
- Você nunca me chamou de Candice, é sempre Candy...
- Bom, as coisas mudam. –Sua voz saiu mais fria do que ele pretendia. – Você, mais do que ninguém, deveria saber disso.
- Jus, me desculpa. –Ela fungou. – Podemos nos ver?
Justin fechou os olhos, tentando ignorar a dor que seu coração sentia naquele momento.
Em sua mente, uma imagem de Candice apareceu. Ele visualizou seu rosto branco como a neve e seus olhos azuis como o céu. Ela sorria, mostrando seus dentes perfeitos. Seus cabelos loiros caiam sobre seu rosto de uma forma tão natural, tão conhecida...  
E seus lábios? Deus... aquilo era uma perdição. Justin se lembrou de como amava beijá-los, acariciá-los...
Ao ver em que estava pensando, melhor, em quem, parou rapidamente.
Não, ele não podia se deixar levar pela saudade. Tinha que se lembrar de o todo mal que ela o fez. Ele poderia fazer isso.
- Não, não podemos nos ver agora. Nem nunca mais.
- Justin, por favor...
- O que foi, Candice? Não se lembra de que você fez sua escolha? A porra da sua escolha que arruinou a vida de nós dois? Bem, espero que morra com esse peso e arrependimento na consciência. Espero que não me ligue mais. Adeus, Candy. –Cuspiu o apelido, com desprezo. –
Encerrou a chamada com raiva. Engraçado como pequenas coisas podem irritar o ser humano, ainda mais uma ligação. Ou palavras.
Mas, a história de Justin e Candice tinha muito mais do que palavras ou ligações envolvidas. Tinha atitudes. Escolhas
Escolhas erradas, principalmente. Candice e Justin se conheciam desde pequenos, eram melhores amigos. Não viviam um sem o outro. Igual a todos os filmes de romances mais clichês do mundo. Eram só amigos, no começo. Nada mais. Porém, tudo mudou quando completaram treze anos. Eles começaram a desenvolver um carinho maior pelo outro. Aos quatorze anos foi o primeiro beijo dos dois. Aos quinze anos, eles ficavam as escondias. E aos dezesseis, começaram a namorar sério.
Óbvio que teve uma época que terminaram. Foi aos dezoito anos. Ficaram meses separados, mas não aguentaram muito. Voltaram logo depois.
Aos vinte anos...
Justin fechou os olhos, interrompendo a linha de pensamentos. Não gostava de lembrar-se da cena. Da dor que sentiu.
Sempre foi um cara muito atencioso, animado, simpático... jamais demostrava algum tipo de dor ou fraqueza. O que ele sentia, só ele sabia. Pois por fora, quem visse, achava que estava tudo bem. Era isso que seu sorriso mostrava, mas não o que o seu coração sentia.
Mesmo quem era próximo a Justin raramente notava que algo estivesse errado, ele era realmente muito discreto quando o assunto era sobre seus sentimentos.   
Sempre foi.
Alguns podiam achar que isto era uma qualidade, mas ele não. Fazia mal guardar todo esse peso e dor dentro de si. Aquilo, aos poucos, o matava.
Viu sua mala de vermelha na esteira passando, fazendo o voltar a realidade. Saiu correndo, indo até ela. A pegou, colocando no chão e saindo de lá. Agora era só pegar um táxi e achar algum albergue por aí.
Ainda perdido em pensamentos, saiu do aeroporto. Ou tentou, pois estava lotado. As pessoas passavam apressadamente, sem nem olhar para os lados. Falavam no telefone ou mexiam nele, sem nem prestar atenção em mais nada. Em ninguém.
Desde quando o mundo ficou assim?, pensou Justin.  
Arrastou a mala mais junto consigo e tentou passar por toda aquelas pessoas. Nunca tinha visto tanta gente junta em um mesmo ambiente. Era espantoso e assustador, tudo ao mesmo tempo. Ao sair de dentro de lá, tentou achar um táxi. Demorou um bocado, realmente, os filmes não mentiam nesse quesito. Quando finalmente achou, disse para o motorista o levar para o albergue mais perto.
O moço o deixou na quinta avenida. Uma das ruas mais movimenta de Nova Iorque. O taxista o assegurou que lá teria o que ele procurava. Agradeceu, pagou e saiu o táxi amarelo.
A rua realmente tinha muitas lojas. E pessoas. Alguns esbarravam nele sem nem pedir desculpas, fazendo o garoto se encolher. Não estava acostumado a isso. Encontrou o albergue depois de algumas informações. Sentiu-se mais aliviado, porém, tudo desmoronou ao ver saber que estavam sem quartos disponíveis.
Quis morrer ali mesmo. Estava cansado da viagem e agora não tinha onde ficar. Certo, será que era um sinal? Provavelmente, uma macumba do Brad. Maldito seja!
Saiu de lá, arrasado. Estava com sua guitarra e sua mala vermelha sozinho em Nova Iorque. Certo, isso só era legal em filmes.
Voltou a andar no meio de todas aquelas pessoas, procurando outro táxi ou algum lugar para ficar. Esbarrou em uma garota sem querer. O impacto foi tão forte que a fez cair. Se sentindo culpado, ajudou ela a se levantar. Parecia que ela tinha sua idade. O olhou, irritada.   
- Não olha por onde não, idiota? Que eu saiba você não é invisível!
- Desculpe. – Desculpou-se, assustado com a agressividade da garota. –
- Tudo bem... –bufou, meio contrariada. – Vejo que não é daqui.
Justin franziu o cenho. Será que era por causa da sua roupa? Olhou em volta e viu que não vestia nada diferente. Usava uma blusa xadrez azul marinho e branco e uma calça jeans um pouco gasta. Tinha sua guitarra nas costas, com sua case e sua mala. Apenas isto.
A menina, ao entender o que ele pensava, revirou os olhos. Tão previsível, pensou ela.
- Vejo isto pelo seu jeito de se portar. –Explicou. -
- Oh...
- Não que isso seja ruim, claro... Mas, você sabe, tem que se soltar um pouco mais se quiser sobreviver aqui. E não ficar com essa cara de gatinho assustado.
Quem era aquela garota? Quem ela achava que era?
Estava indignado com a honestidade da menina. Será que ela não via que eles não tinham intimidade alguma para isso? Pensou em dizer isso a ela, mas não disse. Afinal, ele tinha educação.
A garota o avaliou, parecendo pensar se ele realmente valia a pena ou não. Sorriu, no final.
- Qual é o seu nome?
- Justin Bieber.
- O que faz aqui parecendo estar sem rumo? Se perdeu? Está fugindo de casa porque seus pais não aceitaram sua profissão ou...?
- Na verdade, eu meio que viajei para cá sem planejar algumas coisas...
- Aham, tão clichê. Achou que seria fácil achar qualquer lugar para dormir, não é? Bem, não é tão fácil quanto parece.
Justin soltou um riso anasalado.
- É, estou vendo que sim.
A garota em sua frente sorriu, divertida. Ela tinha os cabelos ruivos lisos e longos. As pontas eram pintadas de várias cores. Parecia um arco-íris. Seu cabelo valorizava seus olhos verdes escuros. Ela tinha um piercings no lábio inferior e usava um vestido preto colado no corpo, com uma jaqueta de couro da mesma cor. Nos pés, usava um all star e carregava uma pasta laranja. Era linda, do seu jeito.
- Meu nome é Rosemary, mas você pode me chamar de anjo da guarda. –Sorriu, ainda zombando da situação. – Ou de Rose, você escolhe.
- Acho que prefiro Rose.
- Que chato. –fingiu estar decepcionada, mas logo riu. – enfim, me siga.
Ela saiu andando sem o esperar. Justin ficou parado, sem saber o que fazer. Como assim “me siga”? Ele nem a conhecia! Será mesmo que deveria seguir a louca do cabelo arco-íris? Ela tinha cara de ser uma boa pessoa, mas... Sempre foi ensinado que as aparências enganam.
A menina se afastava cada vez mais. Suspirou e se deu por vencido. Estava em uma cidade desconhecida, com mais de milhões de pessoas. Não estava acostumado com tantas pessoas e muito menos com tanta movimentação.
Já estava escurecendo e o tempo estava feio. Com toda certeza ele não poderia ficar na rua, ainda mais chovendo... Engoliu o medo e seguiu a menina.
- Ei, espera!
- Credo, caipira, você é lento demais!
- Não sou caipira!
- É sim. –Replicou. – Agora fique quieto antes que eu me arrependa e te largue no meio da rua.
Justin bufou, mas obedeceu. Afinal, ela o estava ajudando, no final das contas. A menina parou em frente a uma kombi velha, caindo aos pedaços. Entrou e disse para Justin entrar pela janela. Quando Rose viu que ele não faria isso, o mandou entrar pela porta do motorista. Depois de muita confusão, partiram para longe dali.
Justin queria perguntar para onde ela o estava levando, mas sabia que ela não iria responder, então resolveu desfrutar um pouco da bela paisagem.
A rua era bem movimentada. Parecia que saia pessoas do bueiro. Era impressionante. Na sua cidade, tinha aproximadamente trezentos mil habitantes. Aqui, em Nova Iorque, a estimativa era de oito milhões. A diferença era muita.
Sua cidade não era ruim. Tinha prédios, era até que um pouco animada. Quando as pessoas de outro lugar pensavam em Oklahoma, imaginavam algo totalmente do interior. Sem internet, sem computador, sem shoppings, sem prédios, sem roupas da moda... Só que não era totalmente assim. 
Tulsa, pelo menos. A cidade de Justin até que era um pouco moderna. Tinha carros, internet, prédios... Era apenas mais calmo que aqui. Tinha poucos shoppings, era verdade. E provavelmente, bem menores do que os daqui, porém, isso não o incomodava.
O que o incomodava era uma pessoa qualquer o chamar de caipira, sendo que ele não era.
Ao pensar sobre isso, sentiu seus olhos pesarem. Os fechou encostando-se na janela da garota arco-íris. E adormeceu ali mesmo, com todas as luzes de Nova Iorque o chamando.
Portland, Oregon – 10h13 a.m.
Aeroporto. - Dias atuais

Olívia estava nervosa. Muito nervosa.
Era a primeira vez que ela viajaria sozinha. Sabia que milhares de adolescentes estariam loucos para estar na pele dela. Afinal, aquilo para muitas pessoas significava liberdade.
No entanto, não para Olívia. Queria que sua família fosse com ela, mas sabia que eles não podiam. Não tinham condições para isso.
Seu pai a olhava carinhosamente. Como se tentasse transmitir segurança para sua pequena princesa. Porém, ele não tendo muito sucesso em sua missão.
- Você vai se sair bem, filhota. Sei que vai. Não se preocupe, apenas aproveite o momento, tudo bem? Não importa se você não ganhar essa competição. Para mim, você sempre será a garota mais talentosa de todas!
Os olhos da Liv se encheram de lágrimas. Era incrível como seu pai sempre sabia dizer a coisa certa. Seu estômago se desembrulhou um pouco. Ela foi até ele e o abraçou forte.
- Eu te amo, papai.
- Eu também amo você, princesinha.
Ela fungou e limpou as lágrimas. Afastou-se do pai e foi abraçar sua mãe, que já estava chorando faz tempo.
- Oh, meu bebê! Não acredito que você irá para tão longe de nós...
- Eu sei, mamãe. Também não estou muito animada com esta ideia...
- Querida, só Deus sabe como vou sentir sua falta e como vou ficar preocupa com você em outro estado... mas, eu estou feliz por você. E tenho certeza que você irá arrasar! Eu te amo, bonequinha.
- Obrigada, mamãe! Eu te amo, muito!
A próxima foi Destiny, que abriu um largo sorriso e a envolveu em um abraço caloroso.
- Se cuida, Liv. Qualquer coisa é só ligar que eu e Marc iremos correndo para onde você estiver. Eu te amo muito, tenho certeza que você vai ficar em primeiro lugar.
- Obrigada por tudo, irmã. Pode deixar que eu vou ligar sim.  E manda um beijo para o seu noivo. –Sorriu, emocionada. –
Por último foi Tyler. Ele estava um pouco quieto e de cabeça baixa. Liv sorriu trêmula e abraçou seu irmão fortemente. Tyler sem hesitar retribuiu o abraço.
- Fica atenta lá, em pirralha. E fica longe de má influência...
- Eu sei me cuidar, Ty. Pode deixar! –Riu, um pouco comovida com a preocupação que o irmão demostrava. –
- Eu sei que sabe, é só que eu... me preocupo com você.
Tyler estava meio tímido e Liv pode ver isto, por isso sorriu e o abraçou mais forte, beijando sua bochecha.
- Você é o melhor irmão de todos, Ty! Pode deixar que sei me cuidar, afinal, aprendi vários golpes de caratê com o melhor...
O irmão riu e limpou os olhos rapidamente, antes que alguém visse.
- Não chora!
- Não conta para ninguém, ou eu te mato, ouviu bem?
- Tá, chatão. Agora eu tenho que ir, eu amo você, Ty!
- Eu te amo mais, maninha. Boa sorte e acaba com eles!
Ela riu e seu irmão deu um beijo em sua testa. Anunciaram mais uma vez seu vôo, fazendo seu estômago embrulhar outra vez. Acenou para eles, ainda chorando e se afastou.
Estava na hora.
Pegou sua mala e a arrastou para a direção onde ela tinha que ir, mas, se virou mais uma vez para trás e viu que sua família não estava mais lá. Ou se estava, milhares de pessoas apressadas passavam em sua frente.
Reprimiu um suspiro e colocou um sorriso no rosto.
Afinal, ela estava indo para Nova Iorque, a cidade dos sonhos! Onde tudo podia se tornar realidade.
Com esse pensamento, seguiu em frente, sorrindo.

♫ ♪ ♫ ♪
O vôo tinha sido cansativo. E um pouco intimidante. Ela foi à classe econômica, óbvio. Tinha sido um horror, tinha umas três crianças que choraram a viagem inteira, fazendo Liv não conseguir dormir.
Fora que sua companheira de vôo era uma mulher totalmente irritante. Ela ficou falando sobre sua vida a viagem inteirinha. Em nenhum momento parou ou perguntou para Liv, apenas ficou desabafando. E Olívia era muito educada para manda-la ir se foder.
Por isso, ficou ouvindo a mulher falar por horas a fio.
Quando finalmente chegarem à Nova Iorque, ela agradeceu baixinho.
Encontrou sua mala facilmente, sem nenhum problema. Pegou-a e foi lá para fora, tentar achar um táxi. Essa, com certeza, foi a parte mais difícil. Demorou uma hora, mas finalmente conseguiu um.
O taxista perguntou onde era seu destino, Liv apenas mostrou o papel que estava o endereço. Não sabia onde era... Fernanda que tinha arranjado o lugar e feito sua reversa. Pelo que sabia, era uma pousada...
Chegaram em poucos minutos no local. A pousada era um pouco afastada, mas mesmo assim, era mais do que perfeito.
Ela era branca e pequena, se destacando por todos aqueles prédios enormes... Era bem simples, mas parecia confortável.
Fernanda, sua melhor amiga, disse que era barata e que Liv poderia ficar lá por bastante tempo e não sairia nada caro. E que as pessoas de lá eram uns amores.
Liv pagou o taxista, pegou as malas e entrou na pousada. A recepção era minúscula e uma coisinha bem simples. Devia ser quase oito horas da noite, os outros deviam estar jantando.
- Olá querida, bem vinda à pousada Lancaster. Qual é o seu nome?
Liv sorriu, um pouco tímida. A mulher a sua frente parecia ser um amor, por isso relaxou. Ela devia ter uns trinta anos, pensou enquanto se aproximava.  
- Olívia Hemmings.
- Certo, ahá! Aqui está. Quarto seis. É só subir a escada e virar à direita.
- Obrigada...
- Emme.
- Obrigada, Emme. –Sorriu. –
Enquanto se aproximava da escada, ouviu a mulher a chamar. Virou-se devagar.
- Querida, o jantar está sendo servido nesse exato momento! Você quer que eu leve o prato em seu quarto ou prefere se juntar a nós?
- Estou sem fome, mas obrigada, Emme! –Sorriu, grata. – Isso foi muito gentil.
E então subiu as escadas. Achou o seu sem problemas. Abriu a porta dando de cara com um quarto totalmente aconchegante. Tinha apenas uma cama branca, uma mesinha marrom ao lado e um armário de madeira. Era simples, mas dava para o gasto. Sorriu e começou a arrumar suas coisas, as colocando no armário. Depois disso, pegou o violino e colocou na mesinha ao seu lado. E então, exausta, se jogou na cama e apagou quase no mesmo instante.
♫ ♪ ♫ ♪
No final das contas, Rose não era uma assassina ou qualquer coisa do tipo. Ela o levou até uma pequena pousada. Era meio afastada do centro, porém, nada muito distante.
O quarto dele era bem simples, ficava no terceiro andar da casa, era o quarto doze. Incrível como aquela casa era grande! A recepcionista e dona, Emme, era muito simpática. Sua mãe se chamava Joanne Lancaster, a pousada era dela. Antes se chamava Joanne, mas quando a mulher ficou doente, mudou para Lancaster. Em homenagem a toda família. E assim ficou.
- São sete e meia... –Rose falou. – O jantar já está sendo servido, desça logo!
E então saiu de seu quarto, o deixando sozinho. Justin largou tudo no chão e desceu em seguida.
O jantar estava acontecendo no quintal. Era uma mesa gigante com uns vinte lugares, mas apenas oito deles estavam ocupados. Rose acenou, mostrando que tinha guardado um lugar para ele. Justin sorriu e se aproximou.
- Boa noite. –Cumprimentou todos. – desculpem o atrasado e a surpresa...
- Oh, querido, está tudo bem. –Emme sorriu. – É para isto que está pousada está aqui, uhu? Sente-se, sente-se...
Justin se sentou, um pouco tímido. Emme colocou um prato em frente a ele, para começar a se servir, mas antes de fazer isso, Rose se levantou de súbito da cadeira.
- Bom, deixe eu os apresentar! –Rose começou a falar. – Estes aqui são Elisa e Jorge, eles estão em lua de mel! –Riu, animada. – Estes são Greg e Rommer, são irmão gêmeos e ficarão aqui por um tempinho... E por último, Jaqueline, que é brasileira e seu melhor amigo, Enzo. Estão aqui para passar as férias... E pessoal, este é Justin Bieber, ele ficara um tempinho por aqui também...
Todos acenaram, sorrindo. Justin sorriu de volta para eles.
- É um prazer conhece-los!
- O prazer é nosso, querido. –Emme sorriu e depois se dirigiu a Rose. – E você, pode ir sentando e não quero ver nada em seu prato, mocinha.
- Ok, tia...  –Suspirou fundo. –
A mulher mais velha sorriu e então ouviu a campainha sendo tocada. Pediu licença e se retirou.
- Deve ser a nova hóspede. –Rose explicou, dando de ombros. –
Todos assentiram e então Jaqueline, uma garota que parecia que tinha completado dezoito anos agora, se virou para Justin. Tinha os olhos verdes claros e os cabelos ondulados negros. Era linda.  
- E então, Justin, o que veio fazer aqui em Nova Iorque?
Ela tinha muito sotaque, dava para qualquer um notar. Sorriu de lado e a respondeu.
- Vim aqui fazer a audição para o Battle Of Tune...
- Não brinca! –Elisa o interrompeu, gritando. – Eu amo esse programa.
- Ama mesmo. –Afirmou o recém-marido, sorrindo. – Ela só assiste isso.
- Maneiro. –Comentou Greg. – Tomara que você passe, cara! Eu tentei ano passado e não consegui, infelizmente.
- É, eu também tentei. –Se intrometeu Rommer. – Também não consegui... Eu disse ao Greg que deveríamos ter tentado como dupla, mas não...
- Não começa, Rommer!
- Não começa você, Greg!
- Ok, chega os dois! –Riu, Rose. – E caraca, caipira! Que maneiro, não sabia sobre isso.
- Pois é... E não sou caipira.
- Hmmm, estou vendo aqui uma nova vítima sua, Rosemary? -Greg tirou sarro. –
Rose ficou vermelha na hora. Fuzilou Greg com os olhos e então negou rapidamente.  
- Cala a boca, Greg... Claro que não!
- Sei, sei... se eu fosse você, Justin, ficava esperto. –Alertou. –
- Greg, cala a boca seu imbecil! –Brigou. –
- Parei, juro... –Gargalhou. –
Emme finalmente se juntou a todos novamente. Sentou-se e Rose a olhou sem entender.
- Não era uma hóspede?
- Era sim... Mas, hoje ela não se juntará a nós.
- Que pena...
E então todos começaram a conversar sobre assuntos diversos. Enzo contou que queria ir amanhã com Jaqueline ao central park. Greg e Rommer começaram a dizer que lá era tudo lindo e que eles não iam se arrepender. E então o assunto se virou para Elise e Jorge. Que contaram como se conheceram, onde se casam e toda a história dos dois. O tempo se passou rapidamente. Quando viram, já eram dez horas. Todos se retiraram e foram aos seus respectivos quartos.
Justin, cansado, se jogou na cama e ficou encarando o teto. Era engraçado como a vida era. Chegou aqui em Nova Iorque sem nada planejado e se arrependeu, mas então Rose apareceu e o salvou. Trouxe-o para esta pousada maravilhosa, com pessoas maravilhosas...
E tudo isso por conta do destino.
Sorriu, fechando os olhos. Sua audição era depois de amanhã. Por incrível que pareça, não estava nervoso.
Estava confiante.
Dormiu tranquilamente. Finalmente, tudo parecia estar se ajeitando...

Porém, o que ele não sabia, era que o destino tinha mais algumas surpresinhas para ele.


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         OLÁ PESSOAS SOAIJSIDHSGHDU Tudo bem com vocês? SOCORRO GENTE, ELES ESTÃO NO MESMO AMBIENTEEEEE! Próximo capítulo já está pronto, por isso, quanto mais comentários mais rápido posto (promessa) huahuaha. Ai, gente, assisti Anabelle ontem e CACETE, DEMOREI PARA DORMIR. Ô filminho que dá susto. Porém, os personagens meio que pedem por isso...
          Bem, espero que tenham gostado desse capítulo. Logo, logo tem mais. E aí, quem já odiou a Candice vadia? Fotinho dela aqui para vocês - Candice. Pois é, a concorrência tá foda. Liv que se cuide.
         Até a próxima, meu amores!
         Beijão.
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