11 de out de 2014

Our Melody - Capítulo 3


“Passamos muito tempo sentados na calçada, falando sobre tudo e não dizendo nada.”
— Depois da Meia Noite

Tulsa, Oklahoma – 10h02 a.m.
Dias atuais.

Justin fazia as malas, enquanto cantarola uma música qualquer. Estava nervoso, tinha que admitir. Ele já tinha viajado várias vezes, sozinho, mas todas essas vezes as viagens foram perto de onde ele morava.
Agora ele iria para Nova Iorque e ficaria por lá por um bom tempo - esperava ele. De repente, se lembrou do filme enrolados, que era o preferido de Rianna; lembrou uma cena em particular. A Rapunzel olhava para o mocinho do filme e perguntava: “Mas e depois de realizar meu sonho o que farei?”.
Essa pergunta ecoava em sua mente. O que ele faria? E se nada desse certo? Ele voltaria para o velho e bom Oklahoma e faria algo da vida? Como faculdade?
Mas... E se tudo desse certo? O que ele faria com um milhão de dólares? Está certo, dá para fazer bastante coisa. Só que o que ele queria não dava para comprar com dinheiro. Até dava... mas, não era isso que ele queria. Não era assim.
O príncipe metido a badboy respondia algo como: “Acho que essa é a melhor parte, você vai ter que procurar um novo sonho”.
Profundo e emocionante, mas isso era apenas um filme. Justin estava se referindo a vida real. Nada dessa baboseira era verdadeira.
Estava confuso, mas algo lhe dizia que ele se daria bem. De algum modo, mesmo que não ganhasse a competição.
Tinha feito a inscrição dias atrás. Pensou muito a respeito, mas Rianna estava certa. Ele tinha que seguir em frente e tentar. Se desse errado ótimo, tentaria outro meio...
Sorriu, agora mais calmo e confiante.
Brad afirmou que teria pessoas muito mais talentosas que ele. Isso só fez com que Justin tivesse mais vontade de ir e fazer Brad engolir aquele comentário estúpido. E quer saber? Era isso que faria.
Uma coisa era certeza: Ele ia dar o melhor de si!

 Portland, Oregon – 17h56 p.m.
Dias atuais

Olívia estava nervosa. Perderia muitos dias de aula. O ponto positivo é que ela já tinha passado em todas as matérias. Entretanto, ela não gostava de perder nenhuma aula. Tudo era útil para ela.
Tinha sido criada assim, não era sua culpa. Sua mala já estava feita, ela iria para Nova Iorque dia 15 de agosto, daqui a três dias, pois dois dias depois, era o dia que começava as audições.
Estava nervosa. Tão nervosa que não conseguia pensar no assunto por mais de dez minutos. Deu um suspiro longo. Precisava se acalmar.
Pegou o celular e nenhuma mensagem de Gus. Deu outro suspiro, só que dessa vez, nervoso. Tudo bem, tudo bem... Gus era realmente um homem ocupado, ela sabia disso. Todavia, ultimamente ele estava ocupado demais. Não sabia se era a carência falando ou o nervoso, mas suspeitava que algo estivesse acontecendo.
Conhecia seu namorado muito bem. Tinha falado com ele ontem e a conversa não tinha sido normal como todas as outras. Ele dava respostas curtas e soava nervoso. Ela não estava gostando nada daquilo.
Ligou para sua melhor amiga, Fernanda. Que estava meio sumida ultimamente. Ela alegou que estava sumida do mapa, pois tinha voltado com Danny. Olívia não pode deixar de ficar feliz por ela. Sabia o quanto a amiga gostava do garoto.
Danny e Fernanda eram um casal lindo. Pareciam que tinham sido feitos um para o outro. Tinham muitos momentos lindos, como cenas de livros. Mas horrorosos, como a da vida real. Os dois tinham gênios fortes, brigavam por qualquer besteira. E terminavam em um dia e voltavam no outro. Era uma rotina.
No entanto, a última briga tinha sido realmente feia. Passaram-se meses e nada dos dois voltarem. Aquilo estava acabando com Fernanda. Sendo assim, acabando com Liv também.
Eram muito ligadas. O que uma sentia, a outra também sentia. Como uma via de mão dupla.
- Tentem não brigar outra vez, tudo bem? -Sorriu. –
- Vamos tentar... –Ela disse. Dava para sentir que estava sorrindo. – Nossa, nem acredito que você vai para Nova Iorque. Eu vou te ver na televisão! Isso é tão emocionante.
Liv riu. Fernanda estava mais animada do que ela. Típico da amiga.
- Quem vai aparecer na TV? -perguntou uma voz masculina, no fundo. –
- A Liv, é claro!
- Liv? A nossa Liv?
- Sim. –Fernanda responde, rindo. –
- Me deixa falar com ela!
- Tá, tá... Danny quer falar com você, amiga. Beijos.
- Beijos.
A linha ficou em silêncio por um segundo.
- Alô?
- Danny!
- Princesa, como você está? E que história é essa de televisão?
- Gus e meu pai me convenceram a participar do Battle Of Tune... Eu aceitei. Sabe, parece ser realmente uma ótima oportunidade. Mas, fala para Fernanda que ainda eu não estou no programa, eu apenas me inscrevi... Existe uma grande diferença.
- Hm, sei... –A voz de Danny parecia nervosa. – Posso te falar uma coisa?
- Diz.
- Eu não estou muito animado com essa ideia, ouvi várias histórias sobre...
- Danny Jones! Acho melhor parar agora. –Fernanda gritou. –
- Certo, certo... Hm, nada, Liv, nada. Apenas fique de olho, tá legal?
- Não precisa ficar preocupado, Gus vai comigo.
- Isso me deixou mais preocupado ainda. Não gosto daquele cara.
- Danny! –Fernanda gritou. -
- Desculpa, amor, desculpa... Bem, vou desligar, Liv. Amo você.
- Também amo você. Amo os dois. Beijos.
Então ela desligou. Tudo de repente ficou silencioso. Liv suspirou. Sentia saudades de ambos, fazia uma semana que não os via. Parecia pouco tempo, mas era bastante. Estava acostumada a vê-los todos os dias, então fazia diferença.
Estudou um pouco matemática e então voltou a praticar violino. Ela treinava pelo menos quatro horas por dia. Era exaustivo, mas o resultado fazia tudo valer a pena.
Depois de um tempo parou, quando seu celular tocou. Era uma mensagem. Feliz e esperançosa a abriu, mas era apenas uma mensagem da sua operadora.
Chateada, desligou o celular.
Onde estaria Gus? Ele não tinha dado sinal de vida até agora. Isso era muito estranho.
Foi até seu armário, pegou um moletom velho que tinha, mas que era bem quente. Prendeu o cabelo em um coque alto e desceu as escadas correndo em direção à porta.
Iria descobrir o que estava acontecendo. E seria agora.

♫ ♪ ♫ ♪

Era uma tarde gelada e o céu estava horrível. Todo preto. Com certeza iria chover. Apressou o passo em direção ao grande e luxuoso apartamento de Gus, que tinha se mudado recentemente para lá. Liv que o ajudou com a mudança.
Cantarolando e se apertando contra o casaco, entrou no prédio. O porteiro estava concentrado em sua revista, mas assim que viu ela deu sinal para subir. A conhecia já. Ela sorriu agradecida e disse para não avisá-lo. Afinal, queria fazer uma surpresa.
No caminho tinha comprado um bolo de chocolate, o preferido dele. O elevador chegou ao andar. Liv tinha a chave, por isso não teve problemas em entrar. Abriu a porta devagar, sorrindo.
Mas, seu sorriso morreu em seus lábios assim que ouviu outra voz no cômodo. Uma voz feminina.
Franziu o cenho.
- Você é o homem mais sexy do mundo! –A voz feminina desconhecida disse. –
- Eu sei. E você é a garota mais linda do mundo. Eu amo você.
- Eu também te amo, bebê. Você é o homem da minha vida.
- E você é a mulher da minha.
Olívia estava paralisada.  Aquela era a voz de Gus. Do seu Gus. Não podia ser. Não, não, não... Aproximou-se e se arrependeu no mesmo instante. Em cima da bancada da cozinha estava seu namorado e uma mulher desconhecida se beijando. A garota estava apenas com roupas íntimas.
Reprimiu um sufoco. Dei um passo para trás, mas foi em falso. Quase caiu, mas conseguiu se equilibrar a tempo. Todavia, ela tinha feito barulho e os dois agora a olhavam. Olívia apenas balançou a cabeça negativamente, segurando o choro. Gus arregalou os olhos e se aproximou rapidamente.
- Eu posso explicar.
Ela apenas jogou o saco com o bolo em cima dele e deu vários passos para trás enquanto ele se aproximava cada vez mais.
- Eu não quero te ver nunca mais. –Sua voz saiu trêmula. –
Ele ia começar falar algo, mas ela não ficou ali para ouvir. A mulher atrás do seu namorado, agora ex, sorria para ela de uma forma horrível. Engoliu em seco e saiu do apartamento correndo.
Seu coração doía. Era uma dor insuportável. Ela nunca entendia como as garotas dos filmes podiam chorar por homens. Achava um total absurdo. Entretanto, agora ela entendia.
Olívia estava acostumada com a presença de Gus. Ela tinha um carinho enorme por ele. O amava. E então ela descobre que ele estava a traindo. Foi como um tapa em sua cara. Mais precisamente em seu coração. O considerava uma das pessoas mais importantes da sua vida. Era uma pena que ele não.
As lágrimas escorriam pelo seu rosto
Será que as pessoas não tinham nenhum senso? O que ela achava mais absurdo era traição. Como uma pessoa podia trair a outra?
Ela achava que, se você namora uma pessoa, você a ama. Se não, ao menos você tem um grande carinho por ela. Então, porque traí-la? Isso só mostra que o que você sentia por ela não era verdadeiro.
Alguns dizem que é carência. Outros têm medo de magoar a atual namorada e por isso fica com outra escondida. E tem a velha desculpa de “Estou confuso. Amo as duas.”.
Todas as palavras de amor. Todos os momentos carinhosos... Tudo foi falso?  Todas as mensagens de boa noite, os elogios, as palavras lindas direcionadas para ela... Será que ele dizia isso para todas?
Porque, se ele tinha uma amante, poderia muito bem ter outra.
Idiota, canalha, imbecil! Olívia o xingava sem par. Sem dó e sem remorso.
Limpou as lágrimas, se recusando a chorar por um homem como aquele. Não, ele não merecia suas lágrimas. Todavia, seu coração não parecia pensar do mesmo modo.
Entrou na casa e passou rapidamente pela sua família, que estava na sala vendo algo na televisão. A mãe perguntou se estava tudo bem, mas Liv apenas passou reto, indo para o seu quarto. Seu refúgio.
Não sairia de lá tão cedo.
Chorou por um bom tempo. Horas, ela achava. Olívia, na verdade, tinha quase certeza que choraria por mais um bom tempo. Dizia a si mesma que não valia a pena, mas de nada adiantava.
Seu coração doía muito. Era uma dor quase insuportável. E ela não passaria tão cedo.
Olívia achava que nada poderia ficar pior. No entanto, é claro que ficou.
Mais tarde, sua mãe anunciou que ela tinha visita.
Pensou, primeiro que era Fernanda. Só de pensar na melhor amiga sentia uma saudade imensa da mesma. Precisava dela mais do que nunca. Depois, pensou que fosse Danny tentando alertá-la de sei lá o que. Porém, foi surpreendida mais uma vez ao ouvir a voz de Gus do lado de fora da sua porta.
Não abriu a porta. Não disse nada.
- Eu sei que você está aí, Liv. Sua mãe me disse.
Não respondeu.
- Me deixa explicar o que realmente aconteceu, Liv...
- Para. –Ela pediu, com a voz falhando. – Vai embora! Eu não quero te ver nunca mais, Augustus!
- Olívia, por favor...
- Vai embora! Que droga, apenas suma, pode ser? -Gritou, soluçando. –
Não tinha explicação para o que ela tinha visto mais cedo. Nenhuma explicação válida. Seu coração estava quebrado e nada mudaria isso.
- Não chora, odeio quando você chora...
- Saía da minha casa, seu traidor!
Gus não disse mais nada. Ela ficou aliviada. Parecia que ele tinha embora, constatou. Enterrou a cabeça no travesseiro, sem vontade nenhuma de sair dali. Na verdade, queria sumir de lá o mais rápido possível.
E então, ela percebeu que alguém jogava algo por debaixo de sua porta. Era uma carta.
- Vou deixá-la em paz, Liv. Eu... sinto muito. Espero que um dia me perdoe.
E então ela ouviu seus passos, que dizia que ele estava se afastando. Finalmente indo embora. Ela não se levantou, não o impediu. Jamais faria isso. Depois de trinta minutos encarando o envelope, tomou coragem para abrir.
A carta parecia que tinha sido escrita rapidamente. Como se tivesse sido de última hora. Provavelmente Augustus a escreveu enquanto estava em silêncio no corredor, e eu pensando que ele tinha ido embora..., pensou Liv.
A letra dele era linda, sempre a admirou.
Suspirou e leu a carta. Nada poderia ficar pior.

“Sei que quer me matar nesse momento. Eu sei. E compreendo. Você está trancada no quarto e sei que não vai sair daí tão cedo. Nem irá falar comigo. Eu só acho que eu devo uma explicação para você.
Não estou certo e tenho consciência disto. Sou um Mané e o que eu fiz foi errado. Fiz tudo errado.
Espero que não me odeie quando acabar de ler a carta. Quer dizer, me odiar mais ainda.
A menina que você viu em meu apartamento se chama Melanie. Mel, vamos chamá-la assim. Sim, é aquela menina que eu amava desde os treze anos. Como você sabe, namoramos desde aquela época até os quinze anos. Terminamos nesse mesmo período. Fiquei desesperado, eu a amava. Sabia que ela era o amor da minha vida. Passou-se dois anos. Eu estava enlouquecendo sem Mel. Ela era meu tudo. Ela é meu tudo.
Conheci você com dezessete anos. No colegial. Achei-te linda desde que a vi. Fora que você parecia ser uma pessoa adorável. No entanto, não foi por esse motivo que fui falar com você pela primeira vez. Fui falar com você, pois sabia que era inocente e provavelmente cairia em meus encantos. E foi isso que aconteceu.
Mel namorava nessa época. Com um imbecil qualquer. Ela era da nossa escola e então eu pensei “Vou mostrar para ela que posso seguir em frente também. Melhor, vou fazer ciúmes nela.”.
Era meu plano inicial.
Porém, quando eu a conheci melhor...
Meu Deus, Liv. Você é incrível. Não tem como não se apaixonar por você. Arrependi-me por ter te colocado naquela situação. Diversas vezes pensei em terminar com você. Mas, nunca tive coragem o suficiente. Naquela altura você já era muito importante para mim.
Passou-se mais um ano. Completamos dezoito. A idade de agora. No começo do ano, Mel me procurou. Falou-me que estava morrendo de saudades e que queria ser minha amiga. Aceitei, com certo receio no começo.
Depois de um mês, nós ficávamos escondidos. Sim, Liv. Sei que foi errado. Sou um completo babaca. No entanto, não pude evitar. Meu coração pedia por ela. Minha alma gritava pela dela.
Eu a amava. Nunca tinha deixado de amá-la. E jamais deixaria.
Mas tinha você...
Não me entenda mal. Eu realmente a amo, linda. Mas jamais irei amá-la como amo Mel. Jamais irei amar outra garota como eu a amo. Contudo, não queria magoá-la. Por isso enrolei tanto. Por isso eu escondia isso de você. Por mais que eu soubesse que era inevitável, eu queria estender o máximo possível.
Liv, você é a garota com o coração mais puro que eu conheço. E eu sinto muito por quebrá-lo. Sinto-me um lixo.
Eu espero que você possa me perdoar um dia, Liv. Você significa muito para mim, mesmo não parecendo. Você além de ser uma pessoa sensacional, é talentosa. Por isso peço com todo coração que, se sentiu algo por mim de verdade durante nossa relação, não desista da batalha. Você tem tudo para ganhar e tenho fé em você.
Novamente, sinto muito.
Desejo-te toda sorte do mundo.
Não espero que me perdoe agora. Nem que me entenda. Contudo, quando amar alguém como eu amo Mel, você me entenderá.
Fiz escolhas erradas, sei disso, mas quando estamos apaixonados, nada disso importa.
Arrependo-me de várias coisas, mas jamais me arrependerei dela.  
Espero que ache alguém que faça você feliz. Que faça seu coração explodir de felicidade só de ouvir o nome da pessoa...
Espero que ache o amor da sua vida, Liv. Porque eu e você sabemos que eu não era a pessoa certa.
Seu príncipe encantado pode demorar a aparecer. Ele pode até estar disfarçado de sapo, mas se for para ser, Liv, será.
Com amor, Gus.”

Chorou ao terminar de ler a carta. Ele estava certo, ela não entendia os motivos dele. Apenas ficou com mais raiva. E mais triste, é claro.
Ao ver seu violino jogado em cima de sua escrivaninha, pensou sobre o que ele tinha dito sobre o battle of tune.
Ela não desistia. No entanto, não faria isso por ele.
Faria por ela mesma. 

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Olááááá, Brasil! hahaha E aí, meninas, tudo bem com vocês? Eu estou ótima. Estudando loucamente matemática, para ver se algo faz sentido, mas... to bem. hahaha Espero que tenham gostado desse capítulo. E se acalmem, pois logo Liv e Justin irão se encontrar (awn). Gus mesmo dando mancada é fofo shauhauha E o que falar de vocês? LINDAS DE MAISSSS! Obrigada por todos os comentários e carinhos. Vocês são uns amores. Sério.
Semana que vem tem mais ;) Me digam o que acharam hahaha
Bjsss 

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