28 de set de 2014

Our Melody - Capítulo 2


“Quem é de verdade sabe quem é de mentira.”
- Charlie Brown Jr.

Portland, Oregon – 21h03 p.m.
Dias atuais.
           
Olívia não estava muito segura. Era uma boa ideia, ela tinha que admitir, mas... Tinha tanta chance de dar certo, quanto de dar errada.
Era realmente um risco. A questão era: ela realmente gostaria de correr esse risco?
Liv nunca gostou de nada que não tivesse controle. Não gostava de surpresas, coisas novas, pessoas novas, acontecimentos inesperados... Bem, odiava não estar no controle. Simples assim.
Arrumou o cabelo até estar do jeitinho que ela queria. Seu cabelo era difícil de domar, mas quando ele colaborava tudo ficava bem. Liv checou-se mais uma vez no espelho. O cabelo estava solto, usava um vestido preto regata que era justo até a cintura, embaixo era rodado. Era um dos melhores que ela tinha. Era básico, mas havia algo nele que ela amava...
Era lindo, mesmo sendo simples.
Usava um colar de diamantes, presente de Augustus. Claro, afinal, sua família não tinha dinheiro para isso. Pegou a pequena bolsa -sua única- e saiu do quarto, descendo em direção à sala.
Lá embaixo estava seu irmão Tyler, comendo pipoca e rindo de algum anime que passava na TV. Deu um meio sorriso, vendo a cena.
Ao seu lado estava Destiny, lendo algum livro. E atrás dela estavam os pais, arrumando a mesa para o jantar. Eles riam e trocavam olhares carinhosos que quem quer que olhe se sentiria amado.
- Querida, você está linda! –Suspirou a mãe. –
Olívia abaixou a cabeça, envergonhada. Não sabia reagir a elogios.
- Obrigada, mamãe.
- Oh, eu preciso bater uma foto! Venha cá, minha filha!
A menina sorriu e foi até sua mãe, de boa vontade. O pai sorriu e deu um beijo estalado em sua bochecha.
- Sorria!
Flash!
Zonza, ela piscou até a luz branca desaparecer de seus olhos. Foi até sua mãe, para ver como tinha ficado a foto e até que ela ficou bonitinha.
Tyler finalmente desviou os olhos da televisão e deu um assobio quando viu a irmã caçula.
- É hoje que Augustus morre do coração!
- Engraçadinho. –Murmurou, corada. –
- Está gata, mana. Não se preocupe. –Sorriu esperto. –
- Pare de encher sua irmã, Tyler!
- Desculpe, papai. –Murmurou, chateado. –
- Está estonteante, irmã! Aposto que Augustus irá adorar. –Destiny piscou. –
Eram tantos elogios e ela nem estava tão bonita assim, pelo menos era isso que achava. Agradeceu a todos. Sua família era tudo para ela. Era incrível como os amava a cada dia mais.
Ouviu uma buzina e sentiu seu coração palpitar. Gus.
Despediu-se de todos e saiu dispara pela porta. Lá estava ele, seu lindo e perfeito namorado, encostado no carro e sorrindo para ela.
Aquele sorriso... Céus, não tinha coisa mais bonita que aquele sorriso. Não mesmo. Puxou ele para um grande abraço. Como tinha sentido sua falta e olha que não se viam há apenas algumas horas.
- Você está... maravilhosa.
- Obrigada. –Corou novamente. – Mas não posso me comparar a você.
Gus usava um terno, que ela sabia que custava mais que sua casa, sapatos chiques e um rolex no pulso direito. Seu cabelo estava cuidadamente peteado para trás, com gel para fixar. Seus olhos azuis brilhavam e eram nesses momentos que Liv se sentia a pessoa mais feliz –e sortuda. – do mundo.
- Pronta, querida?
- Sempre. –Sorriu. -

Tulsa, Oklahoma – 20h12 p.m.
Dias atuais.

- Acha que você precisa relaxar, cara.
- Eu estou relaxado. –Brigou. –
- Não, não está. Você está um pé no saco, para falar a verdade. –Rianna suspirou. –
- Olha, apenas fique quietinha e me deixa em paz, beleza?
- Qual é, Justin Bieber! Vai mesmo agir como uma menininha na fossa? Vira homem, porra!
Ele rolou os olhos. – Senta aí e vê o filme, pode ser?
- Não, não pode. Você tem que aprender a aceitar as coisas, Justin. Não deu certo, enfim, fazer o quê? Tenta de novo, ué. Faz carreira solo, monta outra banda... Segue em frente. Pô, cara, mas ficar aí chorando feito uma foca morrendo não vai te levar a nada.
Justin suspirou. Ele sabia que ela tinha razão. Quando se deu conta do que ela falou, a olhou incrédulo.
- Eu não estou chorando.
- Me engana que eu gosto, neném chorão!
- Para uma menina de dez anos você é bem irritante.
- E para um homem feito de vinte anos você é bem chorão.
- E daí se eu chorei? –Admitiu, irritado. – Perdi meus melhores amigos e minha banda, tenho motivos para chorar!
Rianna abriu a boca várias vezes, mas fechava sempre em seguida. Jogou os cabelos cacheados para trás e suspirou. Olhou para Justin, com os olhos quase saltando fora das órbitas. Ele conhecia aquele gesto, dizia que ela estava irritada. Bem irritada.
- Você é a pior babá do mundo!  –Gritou, por fim. –
Ele rolou os olhos, mas não respondeu. Ela continuou.
- Eu é que tenho que cuidar de você. Que tipo de babá você é, afinal?
- Qual é, Riri. Dê-me um desconto.
- Se me chamar de Riri novamente, eu quebro a sua cara, palhaço!
Justin riu, mas ao ver a expressão da menina, parou na hora. Conhecia a garota há anos, ele cuidava dela desde o berço. Sua mãe trabalhava a noite, por isso Justin cuidava dela. Adorava a garota, que era sua vizinha, e ainda ganhava um bom dinheiro. Então por que não?
Agora, nesse momento, ele se perguntava... Por que sim?
- Agora vai lá fazer uma pipoca para mim.
Justin mandou um olhar feio para ela, mas se levantou.
- Folgada. –Murmurou. –
- Eu ouvi! –Ela gritou da sala. –
- Era para ouvir mesmo! –Retrucou, gritando também. –
Fez a droga da pipoca –de muita má vontade- e se dirigiu à sala. Rianna olhava com uma cara de tédio para o filme que ele não pode deixar de sorrir. Ela era mesmo uma figura! Entregou a pipoca para ela, que apenas sorriu e deu um beijinho em sua bochecha.
Os olhos da pequena já estavam se fechando.
“Fiz a pipoca para nada...”, pensou. Sorriu logo depois e pegou a menina no colo e a levou para seu quarto. Colocou-a na cama delicadamente. Justin sorriu e começou a cantar, enquanto acariciava seu cabelo levemente.

It's funny how some distance
(É engraçado como um pouco de distância)
Makes everything seem small
(Faz tudo parecer pequeno)
And the fears that once controlled me
(E os medos que uma vez me controlaram)
Can't get to me at all
(Não chegam nem perto de mim)
Up here in the cold thin air I finally can breathe
(Bem aqui no ar frio que eu finalmente posso respirar)
I know I left a life behind
(Eu sei que deixei uma vida para trás)
But I'm too relieved to grieve
(Mas estou aliviado demais para lamentar)
Let it go, Let it go...
(Deixe ir, deixe ir…)

Quando ia cantar o resto, viu que Rianna, ou melhor, Riri, já tinha pegado no sono totalmente. Ela dormia tranquilamente. A luz da lua batia em sua pele morena, dando um contraste lindo. Justin ainda mexia no cabelo cacheado da menina, sorrindo.
Aquele com toda certeza do mundo não era seu tipo de música. Só contava para ela, pois sabia que a menina amava frozen. Mas algo naquela música o fez pensar.
Será que estava realmente na hora de deixar as coisas irem?

Portland, Oregon – 22h13 p.m.
Dias atuais

- E então, o que você acha?
Olívia o olhou e deu um grande suspiro. A ideia era boa. Excelente, se pensar bem. Mas, algo dentro dela não gostava tanto assim desse conceito maluco e repentino...
Mais cedo, naquele mesmo dia, seu pai e seu namorado contaram tudo sobre Battle Of Tunes.
Como funcionava, onde iria ser, qual era o prêmio, quem eram os jurados, que dia seria... Tudo.
A Battle Of Tunes era um programa muito famoso que todas as pessoas normais conheciam, mas Liv nunca foi uma garota totalmente normal. Sempre foi meio avoada, lerda em pensamentos tanto quanto fisicamente e jamais se ligou em modinhas. Essa não seria uma exceção. Seu pai, Michael, enquanto almoçava em uma lanchonete perto de onde trabalhava viu o comercial e achou interessante. Falou com Gus, que achou a ideia brilhante e apoiou totalmente. Liv nunca tinha ouvido falar sobre aquele programa. Nenhuma vez. Entretanto, enquanto seu pai explicava não pode deixar de perceber que aquilo tudo soava um pouco familiar...
Foi aí que se lembrou. Outra pessoa já tinha tentado levar ela ao programa. Porém, ela não deu ouvidos à pessoa. Na verdade, mal prestou atenção. Ouviu apenas pedaços. Programa musical... Violino... Um milhão de dólares... Você. Apenas isso.
Aquilo tinha sido há um ano, mas ela se lembrava de vagamente de sua melhor amiga, Fernanda, a incentivando. E essa quando viu que a melhor amiga não estava prestando atenção, desistiu.
Agora, no entanto, Olívia estava bem interessada.
Era simples: o programa aceitava qualquer tipo de música. A pessoa podia simplesmente tocar instrumentos, poderia cantar, fazer acappella, banda, dupla, grupo, solo. Qualquer coisa, com tanto que tivesse relacionado à música. De todos os tipos. Olívia achou interessante esse programa. Nunca tinha visto nada igual.
A ideia, no começo, tinha sido apenas Olívia ir. Ela se apresentaria e tentaria ir o mais longe possível. A família acreditava no potencial da menina e tinham certeza que ela iria longe.
Não era para menos, ela realmente era tinha talento. Um talento que poucos tinham.
Porém, agora, Gus tinha feito outra proposta.
Ele tinha simplesmente sugerido que eles fizessem uma dupla. Ele tocava bastantes instrumentos, tanto quanto ela, mas seu forte era o violoncelo. E ela o violino. Esses dois instrumentos simplesmente se completavam, tanto quanto os dois.
- Eu não sei, Gus... –Ela o respondeu, meio incerta. –
- Amor, está tudo a nosso favor!
- É tão clichê. –Ela suspirou. –
- É claro que irá ter várias duplas como a nossa, mas quer saber o que nos diferencia?
- Hm?
- Eles não têm você.
Ela gargalhou com o comentário do namorado, mas corou mesmo assim.
- Caramba, você ama me deixar sem graça.
- É apenas a verdade.
- Existem violonistas melhores do que eu no mundo. Muitos, aliás.
- Não acho. É uma pena que não saiba o quanto é boa. –Ele sorriu, frustrado. – Se soubesse o talento que tem...
- Enfim... –Ela o cortou, ainda corada. – Não sei ao certo. Nem sei se realmente quero ir.
- Sua boca diz isso, mas seus olhos dizem outra coisa...
- Isso não vem ao caso, uma coisa que eu aprendi durante a vida foi que nem sempre podemos ter tudo que queremos.
A expressão de Gus se fechou de repente. Ele a olhou sério e balançou a cabeça de um lado para outro. No fim, pegou a mão da namorada e acariciou.
- Amor, eu sei como a situação econômica de vocês é delicada, mas sabe que isso não é problema para mim. Tudo pode ser por minha conta, você sabe que quando o assunto é você, eu não me incomodo.
Foi à vez de Oliva ficar séria.
- Quero deixar claro que se eu for para essa viagem, será por minha conta. Eu tenho minhas economias, você sabe.
Ele sabia. Nas férias de verão, Olívia sempre trabalhava duro. Trabalhava desde os doze anos. Todavia, como era pequena trabalhava meio expediente e nada muito pesado. Levava cachorros para passear, era babá, vendia limonada... O importante era que sempre estava fazendo alguma coisa. E desde aquela época guardou o dinheiro em uma poupança que seus pais criaram. Nunca tirou um centavo de lá. O que era bom, já que agora sua conta estava cheia de dinheiro e ela poderia usar para o que quisesse.
Amava Gus, mas não se sentia confortável ao vê-lo gastando seu dinheiro com ela. Claro que aceitava alguns presentes, afinal, namorados fazem isso, mas não o tempo todo.
- Certo, certo... Então qual é o problema? Acha que não formamos uma boa dupla?
- Não, não é isso...
- Ainda bem, porque acho que juntos somos perfeitos. –Ele sorriu terno. – Em qualquer sentido. Porém, se não é isso, o que é?
- Eu não sei. –suspirou. – Acho que isso não vai levar a lugar nenhum, entende?
- E se levar? Nunca vai saber se não tentar, amor. Você mesma me ensinou isso.
Droga, resmungou para si mesma. Odiava quando as pessoas usavam seus próprios argumentos contra ela.
- E então... topa? –Sorriu. –
Ela pensou. Será que valia a pena? Sair de sua cidade amada, do seu conforto, para pegar um avião e ir para Nova Iorque que era do outro lado do país? Fora que as chances de nem passarem nos testes eram bem altas?
Será que valia à pena? Realmente?
Já ia negar, mas então algo veio em sua mente. Era uma visão de ela tocando violino na frente de uma grande plateia. Fazendo o que amava e melhor ainda, compartilhando com o mundo sua paixão. Todos sorriam e a olhavam com admiração.
E ela percebeu que queria aquilo. Queria compartilhar com o mundo sua paixão pela música. Não queria fama, queria apenas incentivar mais pessoas a esse ramo.
Era bem provável que não conseguisse. Teria milhões de pessoas que participariam. De todos os estados e de vários países.
Só que uma voz irritante perguntava em sua mente “E se?”.
Poderia ser que não vencesse, no final das contas, mas de uma coisa era fato, ela nunca saberia se não tentasse.

- Sim, eu topo. –Sorriu, animada. – 

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E aqui está o segundo capítulo de Our Melody! Espero que gostem hahaha Fiquei muito feliz com os comentários, sério. Muito, muito e muito obrigada mesmo. Isso incentiva demais. Sei que este foi meio chatinho, mas ele é realmente necessário. Espero que tenham gostado da Rianna, ou melhor, da Riri! Ela é uma das minhas personagens preferidas hahaha E sim, o nome dela é assim mesmo, sem o "h". Quem tiver Whats, me chama lá: (13) 99612-5617!

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Dilvulgado: 

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